Tipos de leitura

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Trabalho de investigação para o programa de Mestrado em Comunicação, Cidadania e Educação - Universidade do Minho - Portugal

Autores:
Leila Dias
Catarina Cameselle

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Tipos de leitura

  1. 1. Universidade do Minho Metodologias da Investigação e IntervençãoGrupo de Trabalho: Catarina Cameselle e Leila DiasTEMAComunicação e Educação na Era DigitalDEFINIÇÃO DO PROBLEMA De que forma os jovens se pececionam como leitores da era digital?DELIMITAÇÃO DO TEMA Esta pesquisa será realizada com cerca de 10 jovens com idades compreendidasentre os 15 e os 24 anos.FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA Este projeto levará em consideração o estudo de Lucia Santaella (2001), atravésde seu livro “Navegar no Ciberespaço: perfil cognitivo do leitor imersivo”, onde amesma nos apresenta uma evolução das formas de leitura, desde o aparecimento dolivro até os tempos digitais, caracterizando esses tipos de leitores. A autora começa pordestacar o leitor contemplativo, passando pelo leitor movente, e finalizando no leitorimersivo/digital. Muitos foram os impactos causados pela evolução digital, sendo que levaremosem conta essas mesmas mudanças para podermos compreender a forma de pensar e agirdos jovens que nasceram na chamada “Era Digital”. Marc Prensky (2010) define aspessoas que nasceram no final da década de oitenta, os atuais estudantes, como“Nativos digitais” e chama a atenção para o facto de estes já nascerem imersos nastecnologias digitais, pois eles nasceram com um controle remoto na mão, video games,mouse e agora os telemóveis. A tecnologia para eles é algo natural. Ainda pensando sob esta ótica, autores como Wim Veen e Bem Vrakking
  2. 2. (datas?) acrescentam que as crianças demonstram uma capacidade de prestar atenção avárias fontes de informação em simultâneo. De forma a nos subtermos a informações sobre o impacto da vida digital e astransformações do comportamento dos jovens, vamos eleger a leitura do livro “OsSuperficiais”, de Nicholas Carr (2012), onde o autor nos leva à reflexão sobre asmudanças que a sociedade vem sofrendo perante o crescimento vertiginoso da internet. No seu livro ele faz um retrospecto de várias mudanças que o nosso cérebropassou devido às invenções tecnológicas, desde os mapas, passando pelo relógio, oslivros até aos computadores. Nessas referências, o autor deixa claro as implicações queuma nova tecnologia tem sobre a nossa forma de pensar, ao trazer questionamentos decomo o computador e a internet têm um impacto crucial nas nossas vidas. Em suma, o século XX e os primeiros anos do século XXI foram marcados pelamassificação do uso das tecnologias da informação e comunicação (TIC) sendo que osjovens, em todo o mundo, são a classe etária que mais utiliza os recursos tecnológicos.Portugal tambem se mantem nessa estátistica e segundo um estudo do ObservatórioPermanente da Juventude, “Os jovens e a internet” (2012), no nosso país em menos deuma década a utilização das tecnologias de informação e comunicação (TIC) mais doque duplicou, tornando-se quase generalizada (90%) nos portugueses entre os 16 e os 29anos.OPÇÕES METODOLÓGICAS Para esta observação iremos nos pautar pela pesquisa qualitativa, que segundo osautores Bogdan e Biklen: “(...) enfatiza a descrição, a indução, a teoria fundamentada e o estudo das percepções pessoais. São ricos em pormenores descritivos relativamente as pessoas, locais e conversas, e de complexo tratamento estatístico. As questões a investigar não se estabelecem mediante a operacionalização de variáveis, sendo outros sim, formuladas com o objetivo de investigar fenômenos em toda sua complexibilidade e em contexto natural” (BOGDAN E BIKLEN, 1994, pag. 16).
  3. 3. É tarefa dos cientistas em ciências sociais “interpretar os significados e experiências dosatores sociais, uma tarefa que apenas pode ser levada a cabo através da participação dosindivíduos envolvidos” (Burguess,1997,p.86). Neste sentido, e para a realização destetrabalho iremos recorrer a alguns métodos de investigação, nomeadamente, a entrevista,o grupo focal, a análise documental e a observação participante, visto que desta formaos investigadores têm acesso aos significados que os participantes atribuem àssituações.As etapas que se seguirão durante a pesquisa são: 1. Reunião com os jovens, a fim de explicar a nossa pesquisa e intenções, de forma a verificar quais destes jovens passam mais tempo a navegar na internet. Esta verificação é de extrema importância para o nosso trabalho já que queremos investigar como os jovens se comportam enquanto leitores da era digital, e se identificam como tal. 2. Com as respostas sobre o acesso iremos selecionar os 10 jovens que mais utilizam a internet e que ficam mais tempo à frente do ecrã do computador. 3. Entrevista Individual – Conhecer o quotidiano da leitura entre os jovens selecionados, a fim de compreender como é que os jovens se comportam com a tecnologia livresca e digital. Neste momento, será realizada uma entrevista individual para verificarmos como estes jovens acedem à internet, com que frequência, quanto tempo permanecem e quais os sites que visitam. Se os mesmos utilizam livros virtuais, leitores de livros (e- reeder), de forma a perceber o seu acesso à cultura livresca, pois também nos interessa saber se gostam de ler livros, ou se leem obrigatoriamente livros selecionados pela escola, se os compram, ou requisitam na biblioteca. Neste sentido, interessa-nos saber como e em que situações envolvem a leitura no dia a dia podendo ser pequenas práticas da vida pessoal ou nas práticas escolares em sala de aula e como pensam ser possível fazer uso de forma complementar entre leitura digital e leitura livresca física. Para
  4. 4. prosseguirmos com a nossa investigação temos que compreender a realidade e o contexto social dos jovens que estamos em contacto.4. Observação – Para podermos observar como os jovens se comportam diante de uma leitura impressa e no ecrã do computador dividiremos a nossa observação entre dois momentos: Levaremos um jornal para cada um dos alunos e solicitaremos que o mesmo escolha no jornal uma notícia que lhe interesse para depois poder pesquisar mais informações sobre essa mesma notícia no motor de busca da internet. Em seguida pedimos aos jovens que se dirijam ao computador para iniciarem as suas pesquisas. A partir deste momento, interessa-nos saber como estes jovens se comportam em frente ao ecrã do computador diante de um texto fragmentado e com hiperligações, se acedem aos links que os levam a outras informações sobre a notícia que escolheram ou se os mesmos leram o texto rapidamente para poder aceder às suas páginas pessoais e jogos online.5. Grupo focal– Com todos os participantes juntos gostaríamos de saber como eles se sentiram enquanto leitores do impresso e do digital. Interessa-nos saber se eles percebem a diferença entre as duas leituras, se demonstram impaciência ao ler no jornal uma notícia do início ao fim, e quantas notícias sobre o mesmo assunto encontraram. A mesma questão sobre a leitura digital interessa-nos, assim, saber onde encontrar os textos suplementares, os caminhos que percorreram para chegar onde queriam. Torna-se importante compreender se as dificuldades ou certeza do grupo se equivalem, se os processos indutivos da internet se refletem de uma maneira uniforme, ou se cada participante desenvolve um processo de cognição diferente diante do problema apresentado para eles. 6. Entrevista individual - Para finalizar a nossa investigação interessa- nos reunir, novamente, com os participantes a fim de lhes apresentar, individualmente, um vídeo intitulado de “Leitor imersivo”. Esperaremos que o público-alvo nos apresente a sua visão
  5. 5. relativamente às transformações que as formas de leitura foram sofrendo e qual o tipo de leitor acham ser mais parecido com o seu perfil individual. É importante saber se eles conseguem expressar e pensar em qual das formas de leitura se concentram mais, fazendo várias atividades ao mesmo tempo ou uma de cada vez. Em suma, e como forma de sustentar a dinâmica deste trabalho, será criado umblog para ser utilizado como diário de pesquisa onde serão postadas as entrevistasgravadas em áudio e vídeo, bem como fotos que possam registar todos os momentos.Este diário servirá para reflexão sobre os factos acontecidos, trazendo sempre ao decima dados para a avaliação final e formas de refletir todas as práticas realizadas.
  6. 6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASBECKER, H.S., Geer, B., Huguess, E.C., e Strauss, A.l. (1961). Boys in white: Student culturein Medical School. Chicago: University of Chicago Press.BELL, Judith (1997). Como realizar um projecto de investigação. Lisboa: Gradiva.BOGDAN, R ; BIKLEN, S (1994). Investigação qualitativa em educação. Porto: Porto,BURGUESS, Robert G. (1997). A Pesquisa de Terreno. Oeiras: Celta.CARR, N. (2012) .Os superficiais- o que a internet está a fazer aos nossos cérebros. Lisboa:GradivaPRENSKY, M. (2010) “Não me atrapalhe, mãe – eu estou aprendendo!” Como os videogamesestão preparando nossos filhos para o sucesso no século XXI – e como você pode ajudar!Tradução de Lívia Bergo, São Paulo: Phorte.QUIVY, Raymond & CAMPENHOUDT, Luc Van (1992). Manual de Investigação emCiências Sociais. Lisboa: Gradiva.SANTAELLA, L. (2004) Navega no ciberespaço - Perfil cognitivo do leitor imersivo. SãoPaulo: Paulus.VEEN, W.; VRAKKING B. (2009). Homo zappiens – educando na era digital.1.ed. PortoAlegre: Artmed.Devem uniformizar o modo de referenciação dos autores (por ex. só iniciais ou não) e dostítulos dos livros (em maiúsculas ou não).Webgrafiahttp://www.opj.ics.ul.pt/index.php/abril-2012. Acesso em: 9 Nov. 2012.

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