Identidade Nacional Brasileira Márcio A. V. de Carvalho
Identidade Nacional Brasileira <ul><li>Identidades: </li></ul><ul><ul><li>Individuais
Grupais </li></ul></ul><ul><li>Identidades Grupais: </li></ul><ul><ul><li>Identidade do Grupo enquanto Grupo: a nação enqu...
Identidade Grupal Individual: de cada membro ou participante do grupo que o caracteriza como membro de determinado grupo. ...
Identidade Nacional Brasileira <ul><li>Identidade Grupal Individual (Nação): </li></ul><ul><ul><li>A identidade de cada um...
A identidade deles todos  em torno  de certos valores, projetos, etc </li></ul></ul><ul><li>Muitos indivíduos têm de ser “...
Identidade Nacional Brasileira <ul><li>Elementos de qualquer Identidade: </li></ul><ul><ul><li>Um elemento co-constituído ...
Um elemento de reflexividade: “eu me declaro como sendo tal ou qual”. Logo: toda identidade é interpretação dela mesma. </...
Identidade Nacional Brasileira Níveis da Identidade Nacional <ul><li>Nível identidade “entre” numerosos indivíduos: </li><...
Caráter Nacional Brasileiro .
“ Micro-interações” (sociais, culturais, “políticas”) entre os indivíduos que compõem a coletividade nacional.
Há “micro-interações” quando se tem “face a face”, ou quando o face a face é predominante. </li></ul></ul>
Identidade Nacional Brasileira Níveis da Identidade Nacional <ul><li>Nível identidade das “macro-interações”: </li></ul><u...
Identidade Nacional Brasileira Níveis da Identidade Nacional <ul><li>Positivas ou conflituosas, são essas macro-interações...
Ter uma Identidade Nacional significa memorizar e internalizar o passado coletivo – mesmo quando essa memorização é silenc...
“ Somos nosso passado”, “o passado é nós mesmos”, tanto ao nível coletivo como ao individual. </li></ul>
Identidade Nacional Brasileira Interlúdio: Fado Tropical – Chico Buarque Oh, musa do meu fado Oh, minha mãe gentil Te deix...
Identidade Nacional Brasileira Interlúdio: Fado Tropical – Chico Buarque &quot;Sabe, no fundo eu sou um sentimental Todos ...
Identidade Nacional Brasileira Interlúdio: Fado Tropical – Chico Buarque Com avencas na caatinga Alecrins no canavial Lico...
Identidade Nacional Brasileira Interlúdio: Fado Tropical – Chico Buarque &quot;Meu coração tem um sereno jeito E as minhas...
Identidade Nacional Brasileira Interlúdio: Fado Tropical – Chico Buarque E se o meu coração nas mãos estreito Me assombra ...
Identidade Nacional Brasileira Interlúdio: Fado Tropical – Chico Buarque Guitarras e sanfonas, Jasmins, coqueiros, fontes ...
Identidade Nacional Brasileira Interlúdio: Fado Tropical – Chico Buarque Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal Ainda ...
Identidade Nacional Brasileira Níveis da Identidade Nacional <ul><li>Nível identidade que resulta do consenso de parte sub...
Ter Identidade Nacional é participar de um consenso nacional.  </li></ul></ul>
Identidade Nacional Brasileira Impulso do Estado e das Ideologias   +  “ Problemas” técnicos de várias esferas, mais os co...
Identidade Nacional Brasileira Níveis da Identidade Nacional “ Esse elemento, à diferença do Caráter Nacional e da naciona...
Identidade Nacional Brasileira Conteúdo da Identidade Nacional <ul><li>“ Reconheço” em Fulano, como ele reconhece em mim, ...
Por outro lado, esses valores são os mesmos para todos, i. é, aos olhos de todos. </li></ul>a + b) Reconheço em Fulano... ...
Identidade Nacional Brasileira IN se situa na encruzilhada de 3 dimensões : <ul><li>Igualdade (aproximativa) (= pertinênci...
Co-participação, a partir dessa igualdade, a certos valores (e a cidadania).
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Identidade Nacional Brasileira

  1. 1. Identidade Nacional Brasileira Márcio A. V. de Carvalho
  2. 2. Identidade Nacional Brasileira <ul><li>Identidades: </li></ul><ul><ul><li>Individuais
  3. 3. Grupais </li></ul></ul><ul><li>Identidades Grupais: </li></ul><ul><ul><li>Identidade do Grupo enquanto Grupo: a nação enquanto tal tem uma identidade. Ou, se quisermos, ela é essa própria identidade coletiva;
  4. 4. Identidade Grupal Individual: de cada membro ou participante do grupo que o caracteriza como membro de determinado grupo. </li></ul></ul>
  5. 5. Identidade Nacional Brasileira <ul><li>Identidade Grupal Individual (Nação): </li></ul><ul><ul><li>A identidade de cada um deles com os outros;
  6. 6. A identidade deles todos em torno de certos valores, projetos, etc </li></ul></ul><ul><li>Muitos indivíduos têm de ser “idênticos a” muitos outros, em torno de valores e objetivos percebidos como muito fortes. Quando isso não ocorre, diremos que a identidade grupal – a Identidade Nacional – não existe, ou existe “mais ou menos” </li></ul>
  7. 7. Identidade Nacional Brasileira <ul><li>Elementos de qualquer Identidade: </li></ul><ul><ul><li>Um elemento co-constituído pelo conjunto “diferença + permanência + positividade ”.
  8. 8. Um elemento de reflexividade: “eu me declaro como sendo tal ou qual”. Logo: toda identidade é interpretação dela mesma. </li></ul></ul>
  9. 9. Identidade Nacional Brasileira Níveis da Identidade Nacional <ul><li>Nível identidade “entre” numerosos indivíduos: </li></ul><ul><ul><li>Semelhanças físicas, psíquicas, etc.
  10. 10. Caráter Nacional Brasileiro .
  11. 11. “ Micro-interações” (sociais, culturais, “políticas”) entre os indivíduos que compõem a coletividade nacional.
  12. 12. Há “micro-interações” quando se tem “face a face”, ou quando o face a face é predominante. </li></ul></ul>
  13. 13. Identidade Nacional Brasileira Níveis da Identidade Nacional <ul><li>Nível identidade das “macro-interações”: </li></ul><ul><ul><li>Quando estas são “privilegiadas” – isto é, envolvem os indivíduos de corpo e alma ou, pelo menos, são prioritárias em relação a outras interações, as quais conectam uns indivíduos (ou grupos ou classes) com indivíduos, grupos, classes pertencendo a outras coletividades . </li></ul></ul>
  14. 14. Identidade Nacional Brasileira Níveis da Identidade Nacional <ul><li>Positivas ou conflituosas, são essas macro-interações que dão ensejo à “realimentação” de uma história nacional.
  15. 15. Ter uma Identidade Nacional significa memorizar e internalizar o passado coletivo – mesmo quando essa memorização é silenciosa, inconsciente.
  16. 16. “ Somos nosso passado”, “o passado é nós mesmos”, tanto ao nível coletivo como ao individual. </li></ul>
  17. 17. Identidade Nacional Brasileira Interlúdio: Fado Tropical – Chico Buarque Oh, musa do meu fado Oh, minha mãe gentil Te deixo consternado No primeiro abril Mas não sê tão ingrata Não esquece quem te amou E em tua densa mata Se perdeu e se encontrou Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal Ainda vai tornar-se um imenso Portugal
  18. 18. Identidade Nacional Brasileira Interlúdio: Fado Tropical – Chico Buarque &quot;Sabe, no fundo eu sou um sentimental Todos nós herdamos no sangue lusitano uma boa dose de lirismo (além da sífilis, é claro) Mesmo quando as minhas mãos estão ocupadas em torturar, esganar, trucidar Meu coração fecha os olhos e sinceramente chora...&quot;
  19. 19. Identidade Nacional Brasileira Interlúdio: Fado Tropical – Chico Buarque Com avencas na caatinga Alecrins no canavial Licores na moringa Um vinho tropical E a linda mulata Com rendas do Alentejo De quem numa bravata Arrebato um beijo Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal Ainda vai tornar-se um imenso Portugal
  20. 20. Identidade Nacional Brasileira Interlúdio: Fado Tropical – Chico Buarque &quot;Meu coração tem um sereno jeito E as minhas mãos o golpe duro e presto De tal maneira que, depois de feito Desencontrado, eu mesmo me contesto Se trago as mãos distantes do meu peito É que há distância entre intenção e gesto
  21. 21. Identidade Nacional Brasileira Interlúdio: Fado Tropical – Chico Buarque E se o meu coração nas mãos estreito Me assombra a súbita impressão de incesto Quando me encontro no calor da luta Ostento a aguda empunhadura à proa Mas o meu peito se desabotoa E se a sentença se anuncia bruta Mais que depressa a mão cega executa Pois que senão o coração perdoa&quot;
  22. 22. Identidade Nacional Brasileira Interlúdio: Fado Tropical – Chico Buarque Guitarras e sanfonas, Jasmins, coqueiros, fontes Sardinhas, mandioca Num suave azulejo E o rio Amazonas Que corre Trás-os-Montes E numa pororoca Deságua no Tejo Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal Ainda vai tornar-se um império colonial
  23. 23. Identidade Nacional Brasileira Interlúdio: Fado Tropical – Chico Buarque Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal Ainda vai tornar-se um império colonial Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal Ainda vai tornar-se um império colonial Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal Ainda vai tornar-se um império colonial.
  24. 24. Identidade Nacional Brasileira Níveis da Identidade Nacional <ul><li>Nível identidade que resulta do consenso de parte substancial da sociedade em torno de certos valores e/ou objetivos: </li></ul><ul><ul><li>Ergue-se sobre a base constituída pelos dois primeiros níveis de identidade (e também a partir de problemas “técnicos” interessando ao conjunto da sociedade).
  25. 25. Ter Identidade Nacional é participar de um consenso nacional. </li></ul></ul>
  26. 26. Identidade Nacional Brasileira Impulso do Estado e das Ideologias   +  “ Problemas” técnicos de várias esferas, mais os colocados pelas “macro-interações”   Busca e criação de consensos amplos   3 º Andar da Identidade Nacional
  27. 27. Identidade Nacional Brasileira Níveis da Identidade Nacional “ Esse elemento, à diferença do Caráter Nacional e da nacionalidade, é caracterizado pela auto-reflexividade , inclusive pela auto-reflexividade ‘múltipla’; mas, à diferença do que ocorre com o nacionalismo, essa auto-reflexividade – que tem, como ele, um aspecto voluntário – deve se ‘enraizar’ num solo, num ‘referencial’, isto é, num passado.
  28. 28. Identidade Nacional Brasileira Conteúdo da Identidade Nacional <ul><li>“ Reconheço” em Fulano, como ele reconhece em mim, o titular de direitos de participação a certos valores.
  29. 29. Por outro lado, esses valores são os mesmos para todos, i. é, aos olhos de todos. </li></ul>a + b) Reconheço em Fulano... certos valores, que cultuamos em virtude de um certo passado (eventos, altos e baixos, etc...) comum.
  30. 30. Identidade Nacional Brasileira IN se situa na encruzilhada de 3 dimensões : <ul><li>Igualdade (aproximativa) (= pertinência) prévia das categorias sociais (ou da maioria delas), numa sociedade complexa e sedimentada. Sabemos que tal igualdade pode ter 2 origens.
  31. 31. Co-participação, a partir dessa igualdade, a certos valores (e a cidadania).
  32. 32. O enraizamento desses valores no passado. </li></ul>
  33. 33. Auto-Organização e Identidade Nacional Brasileira Identidade Nacional e Nação : <ul><li>Não pode haver Identidade Nacional sem Nação, por mais que certos “nominalistas” se esforcem por afastar o “fantasma totalitário” da Nação, procurando reduzir a Nação ao conjunto das pessoas que, em determinado país, possuem (ou afirmam possuir) a Identidade Nacional.
  34. 34. A IN não é auto-suficiente, não se auto-estrutura: sem a Nação, a IN é inexistente. </li></ul>
  35. 35. Auto-Organização e Identidade Nacional Brasileira Identidade Nacional e Auto-Organização : <ul><li>“ Mas não temos, precisamente, de assumir um conceito ontológico da Nação. Muito embora tendências filosófico-científicas atuais nos permitam, sem cair na ilusão metafísica e/ou na formulação de frases sem sentido, pensar a Nação em termos ontológicos. Para essas tendências, que consideram a Nação como uma modalidade complexa da auto-organização, ver, em particular, Edgar Morin, O Método ” (Debrun, manuscritos). </li></ul>
  36. 36. Auto-Organização e Identidade Nacional Brasileira <ul><li>O que faz a força e o caráter impositivo (para seus próprios participantes) da Identidade Nacional é que ela não resulta de decisões, mesmo que semelhantes e inúmeras, mas de uma relação complexa e dinâmica de forças , o qual não foi planejado e tampouco decorre de simples acaso.
  37. 37. Os atores pertinentes devem poder se unir em torno de valores comuns que vão ser formados e inventados na própria “interação entre pertinentes”. </li></ul>
  38. 38. Auto-Organização e Identidade Nacional Brasileira <ul><li>Assim, há uma criatividade, por parte da coletividade, que se manifesta na emergência, na invenção e no desenvolvimento e na remodelação dos valores.
  39. 39. Finalmente, há uma retenção operada sobre tais valores (ou melhor, “candidatos a valores”), retenção que mantém a situação global de equilíbrio (complexo e dinâmico), por um lado, e o passado da coletividade por outro lado. </li></ul>
  40. 40. Conclusão (parcial) “ Sem Identidade Nacional – ao mesmo tempo, coletiva e individual – o futuro de uma sociedade moderna (=atual) se torna quase totalmente imprevisível. A IN é fonte de valorizações (que permitem dizer que tal futuro é preferível a outro) e de critérios que, à luz dessas valorizações, permitem dizer que tal situação possui este ou aquele sentido, positivo ou negativo”.
  41. 41. Conclusão (parcial) Jeitinho Brasileiro <ul><ul><li>Instância da confusão entre público e privado;
  42. 42. Conseqüência de uma esfera pública fraca, mal-formada;
  43. 43. Ou seja: parte do “Caráter Nacional”, micro-relações de poder. </li></ul></ul>
  44. 44. Conclusão (parcial) Jeitinho Brasileiro <ul><ul><li>Estado como o lugar principal da distribuição dos favores de toda a ordem (posições, propinas, etc...): </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Favores concedidos pelo Estado a particulares (indivíduos, grupos e empresas)
  45. 45. Favores concedidos pelos particulares aos funcionários da máquina estatal </li></ul></ul></ul>
  46. 46. Conclusão (parcial) Estado Brasileiro <ul><ul><li>Os direitos civis, sociais, econômicos têm por definição necessidade da presença forte do Estado para ser efetivados. Mas um tal Estado – que seria, se existisse, o núcleo, o centro da esfera pública política – não existe no Brasil. O que existe é apenas o Estado “mole”, desprovido de um mínimo de transcendência em relação aos grupos e camadas privilegiadas. </li></ul></ul>
  47. 47. Conclusão (parcial) Estado Brasileiro <ul><ul><li>Isso teve conseqüências capitais no concernente à INB: só pôde se desenvolver, até o momento, a Identidade Nacional Brasileira sócio-cultural de base. </li></ul></ul>
  48. 48. Conclusão (parcial) INB Sócio-Cultural de Base <ul><li>O próprio reconhecimento mútuo dos brasileiros (“Você é brasileiro como eu” e “Te reconheço também como brasileiro”) – que é a base da IN e que se consubstancia num direito ao menos implícito (“faço jus a teu reconhecimento da minha pessoa como sendo brasileira”; e reciprocamente) – não é nem algo automático nem algo que o Estado pode forçar, tornar obrigatório. </li></ul>
  49. 49. Conclusão (parcial) INB Sócio-Cultural de Base <ul><li>Assim, no Brasil só têm vez os direitos que não têm necessidade da força do Estado para ser efetivados e respeitados. Caso, em particular, do “direito à cultura de base” (futebol, música popular, televisão) – ou da cultura de base como direito. </li></ul>
  50. 50. OBRIGADO (POR QUE DIZEMOS “OBRIGADO”?) Márcio Augusto Vicente de Carvalho [email_address] [email_address]

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