VIDEOARTE
AULA 1
CONCEITOS E CONTEXTO HISTÓRICO
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TV-Buddha, 1974	
  
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Global Groove, 1976
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Aula Videoarte 1 - Introdução aos conceitos e contexto histórico

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Professora: Carolina Toledo

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Aula Videoarte 1 - Introdução aos conceitos e contexto histórico

  1. 1. VIDEOARTE AULA 1 CONCEITOS E CONTEXTO HISTÓRICO CAROLINA.TOLEDO@GMAIL.COM
  2. 2. “Os  novos  meios  de  expressão  não  são  maneiras   de  nos  relacionarmos  com  o  an2go  mundo  real,   são  o  próprio  mundo  real  e  remodelam   livremente  o  que  resta  do  mundo  an2go” Marshall McLuhan, 1986
  3. 3. INTRODUÇÃO •  O  século  XX  foi  marcado  por  uma  caracterís2ca   experimental  em  relação  aos  novos  meios  e  materiais   •  Rompimento  com  os  limites  da  pintura  e  escultura,   como  meios  privilegiados  de  expressão   •  Mudança  da  representação  obje2va  para  a  expressão   pessoal  (Nietzsche  e  Freud  –  Pavimentam  caminho   psicológico  que  coloca  o  sujeito  no  centro  da  história)   •  Rejeição  ao  ilusionismo
  4. 4. INTRODUÇÃO •  Eliminação  de  fronteiras  entre  o  co2diano  e  arte     •  Eliminação  de  fronteiras  entre  baixa  e  alta  arte   •  Uso  de  meios  tecnológicos  para  expressar  significado   e  novas  idéias  de  tempo  e  espaço  (arte  temporal)   •  A  televisão  é  o  meio  de  comunicação  predominante   na  cultura  de  massa   •  Revoluções  polí2cas,  revoluções  estudan2s  em  Paris,   Nova  Iorque  e  outras  partes  do  planeta,  revolução   sexual.
  5. 5. MEIOS DE COMUNICAÇÃO EM MASSA Cinema:  Meio  derivado  da  fotografia     • 1876  –  Eadweard  Muybridge:  precursor  do  cinema   • 1885  –  Irmãos  Lumiére:  primeira  exibição  pública  de   um  filme   • 1923  –  Kodak:  Filme  de  16mm  (material  carrísimo   para  amadores)   • 1932  –  Kodak:  Filme  de  8mm  (câmera  compacta,   barata  e  fácil  uso)      
  6. 6. MEIOS DE COMUNICAÇÃO EM MASSA Eadweard  Muybridge.  1876.  
  7. 7. MEIOS DE COMUNICAÇÃO EM MASSA Animação  de  imagens  com  Zoopraxiscópio.  
  8. 8. MEIOS DE COMUNICAÇÃO EM MASSA Irmãos  Lumière.   L'Arrivée  d'un  train  en  gare  de  La  Ciotat,  1895.   hXp://pt.wikipedia.org/wiki/L'Arriv%C3%A9e_d'un_train_en_gare_de_La_Ciotat  
  9. 9. MEIOS DE COMUNICAÇÃO EM MASSA Televisão:  Meio  derivado  do  telégrafo  e  telefone.   Transmissão  e  telepresença,  captação,  recepção  e   emissão  simultâneas     • Década  de  20  –  TV  patenteada  pelos  Russos   • Década  de  30  –  TV  disponibilizada  por  alemães  e   ingleses   • 1953  –  2/3  lares  americanos  enham  TV   • 1960  –  90%  lares  americanos  enham  TV      
  10. 10. MEIOS DE COMUNICAÇÃO EM MASSA • Americanos  passavam  uma  média  de  7hs/dia   assisendo  televisão   • Arte  como  domínio  do  cinema   • Nova  sociedade  de  consumo  em  formação        
  11. 11. MEIOS DE COMUNICAÇÃO EM MASSA O  Vídeo  é  cons2tuído  por  energia  elétrica   organizada  sob  a  forma  de  voltagens  e   freqüências  num  evento  temporal   • 1967  –  Sony  Portapak  (câmera  mais  portáel  e   accessível  –  difundiu  o  uso  do  vídeo  entre  arestas)   • Possibilidade  de  arquivamento  (magneezação)   • Possibilita  novas  formas  de  subjeevação    
  12. 12. CONSTRUÇÃO DA LINGUAGEM TELEVISIVA 1950  –  Jean-­‐Christophe  Averty  e  Ernie  Kovacs   Arestas  contratados  pela  TV  para  desenvolver  uma   nova  linguagem,  que  não  fosse  derivada  do  rádio,   teatro  ou  cinema  desenvolveram  os  primeiros   conceitos  do  meio.     hXps://theconversaeon.com/art-­‐on-­‐screen-­‐eme-­‐stands-­‐sell-­‐on-­‐ analogue-­‐television-­‐20217    
  13. 13. CONSTRUÇÃO DA LINGUAGEM TELEVISIVA Primeiros  experimentos  para  TV  levantaram  os   conceitos  fundamentais  da  linguagem  televisiva:   • Rompimento  com  a  dimensão  imersiva  /   transcendente  do  cinema   • Distração  /  não  possui  todos  os  senedos   direcionados  /  opera  pela  repeeção   • Contaminação  /  invasão  do  espaço  privado   (doméseco)  pelo  espaço  público   • Ao  vivo  /  acaso  /  inesperado   • Roteiro  /  montagem  /  filmagem  em  tempo  real    
  14. 14. A CONTRIBUIÇÃO DE DUCHAMP Marcel  Duchamp   (1887-­‐1968)   Precursor  na   invesegação  de  novos   suportes  e  meios  de   expressão  arlseca,  que   ao  introduzir  novos   materiais  e  objetos   prontos  (readymade),   transformou  as  noções   de  arte  da  época.    
  15. 15. A CONTRIBUIÇÃO DE DUCHAMP Nu  descendo  a  escada,  1912/6   Óleo  s/tela,  147,5  x  89  cm.     The  Philadelphia  Museum  of  Art  
  16. 16. A CONTRIBUIÇÃO DE DUCHAMP Roda  de  Bicicleta,  1912   Readymade,  124  cm.  (altura)    
  17. 17. A CONTRIBUIÇÃO DE DUCHAMP O  Grande  Vidro  (A  noiva  despida   por  seus  celibatários,  mesmo),   1915/23   Tinta  a  óleo,  vernizes,  folha  de   chumbo,  fio  de  ligação  e  poeira  em   duas  placas  de  vidro  (rachadas),  cada   uma  montada  entre  dois  painéis  de   vidro  em  uma  moldura  de  aço  e   madeira,  272,5  x  175,8  cm.     The  Philadelphia  Museum  of  Art  
  18. 18. A CONTRIBUIÇÃO DE DUCHAMP Anemic  Cinema,  1926   Filme   hhp://www.youtube.com/watch?v=dXINTf8kXCc    
  19. 19. A CONTRIBUIÇÃO DE DUCHAMP Etant  Donnés,  1946/66   Instalação     The  Philadelphia  Museum  of  Art  
  20. 20. A CONTRIBUIÇÃO DE DUCHAMP Mudança  de  foco  na  arte:  de  objeto  para  conceito.     • Queseonamento  constante  do  estatuto  da  obra   (quem  a  legiema?  O  público,  as  insetuições   culturais,  o  aresta?)   • Queseonamento  das  noções  de  autoria  e   genialidade   • Público  aevo  na  experimentação,  consetuição  e   legiemação  da  obra  
  21. 21. A CONTRIBUIÇÃO DE DUCHAMP Com  a  valorização  da  idéia  na  obra  de  arte,  a   abordagem  liberal  de  Duchamp  levou  a  um   descolamento  entre  arte  e  valor  de  mercado.   Duchamp  influenciou  os  ar2stas  dos  anos  50/60/70,   para  os  quais  não  havia  material  inadequado.  
  22. 22. JOSEPH BEUYS (1921-1986) Terno  de  Feltro,  1970     Terno  de  feltro     Tate  Gallery  
  23. 23. ROBERT RAUSCHENBERG (1925-2008) Cama,  1955     Óleo  e  lápis  sobre  travesseiro,  colcha,  e  folha   em  suportes  de  madeira,  191.1  x  80  x  20.3  cm   MoMA  
  24. 24. A CONTRIBUIÇÃO DE JOHN CAGE
  25. 25. A CONTRIBUIÇÃO DE JOHN CAGE • John  Cage  (1912-­‐92)  foi  um  compositor,  teórico   musical,  escritor  e  aresta  norte  americano,  pioneiro   da  música  aleatória,  da  música  eletroacúseca,  do   uso  de  instrumentos  não  convencionais,  bem  como   do  uso  não  convencional  de  instrumentos   convencionais,  sendo  considerado  uma  das  figuras   chave  nas  vanguardas  arlsecas  do  pós-­‐guerra.   • A  parer  de  idéias  embasadas  em  estudos  do  I  Ching   (O  livro  das  mutações)  e  do  budismo  zen,  Cage  uniu   conceitos  da  filosofia  oriental  à  música   experimental.  
  26. 26. A CONTRIBUIÇÃO DE JOHN CAGE • Uma  inquietude  no  mundo  arlseco,  principalmente   nos  EUA,  no  fim  dos  anos  50,  se  manifestava  no   surgimento  da  arte  pop  e  dos  experimentos   mulemídia  de  John  Cage  e  seus  colaboradores   Robert  Rauschenberg,  David  Tudor,  Merce   Cunningham.      
  27. 27. A CONTRIBUIÇÃO DE JOHN CAGE John  Cage,  David  Tudor,  Gordon  Mumma  (foreground),  Caroline  Brown,     Merce  Cunningham,  Barbara  Dilley  (background):  Varia>ons  VII.  
  28. 28. A CONTRIBUIÇÃO DE JOHN CAGE Reunion,  1968,  Performance.  Marcel  Duchamp  and  John  Cage,  chess  game     on  sounding  board,  Photo:  Shigeko  Kubota.  
  29. 29. A CONTRIBUIÇÃO DE JOHN CAGE Merce  Cunningham  carrying  Carolyn  Brown  on  a  chair  while  David  Tudor  lies     on  the  floor  under  the  piano.  Performance  at  Friedric-­‐Wilhelm  Gymnasium,     5  October  1960,  Photo:  Peter  Fischer,  Courtesy  Galerie  Schüppenhauer.  
  30. 30. A CONTRIBUIÇÃO DE JOHN CAGE • Ênfase  no  “acaso”  como  forma  válida  de  se  criar   uma  obra  de  arte   • Incorporação  de  ruídos  incomuns  às  composições   (sons  das  ruas,  do  martelar  sobre  a  madeira,  sobre   as  corda  de  um  piano,  etc)   • O  silêncio  não  existe...   • hXp://www.youtube.com/watch? v=pcHnL7aS64Y&feature=related   • hXp://www.youtube.com/watch?v=_fE3Rk_VhNI   (legendas  espanhol)  
  31. 31. A CONTRIBUIÇÃO DE JOHN CAGE • Uma  das  obras  mais  conhecida  de  Cage  é  4ʹ′33″₺,   composta  em  1952.     • Os  músicos  ao  apresentá-­‐la  não  tocam  nada   durante  o  tempo  especificado  no  ltulo,  ficando   apenas  quietos,  por  esse  tempo,  diante  do   instrumento.     • O  conteúdo  da  composição  não  é  quatro  minutos  e   trinta  e  três  segundos  de  silêncio,  como  se  poderia   supor,  mas  sim  de  sons  do  ambiente  ouvidos  pelo   público  durante  a  audição.  
  32. 32. A CONTRIBUIÇÃO DE JOHN CAGE • A  composição  evidencia  a  muleplicidade  de  sons   conedos  no  silêncio,  fazendo  com  que  o  espectador   torne-­‐se  cúmplice  do  compositor  e  co-­‐criador  da   composição   • hXp://www.youtube.com/watch?v=zY7UK-­‐6aaNA   • hXp://www.youtube.com/watch?v=HypmW4Yd7SY   • Cage  influenciou  jovens  arestas  ao  lecionar  no   Black  Mountain  College  e  na  New  School  for  Social   Research,  em  NY,  como  os  performáecos  Allan   Kaprow  e  Dick  Higgins.  
  33. 33. FLUXUS "Fluxus  não  foi  um  momento  na  história  ou  um   movimento  arMsNco.  É  um  modo  de  fazer  coisas  [...],   uma  forma  de  viver  e  morrer”  Dick  Higgins   Movimento  internacional  de  ar2stas,  escritores,   cineastas  e  músicos,  influenciado  por  Duchamp,  Cage,   poesia  concreta,  minimalismo  e  dadaísmo:   • Cage,  Duchamp,  Merce  Cunningham,  David  Tudor,   Robert  Rauschenberg,  Nam  June  Paik,  Wolf  Vostell,   Allan  Kaprow,  Joseph  Beuys,  George  Brecht,  Yoko   Ono,  CharloXe  Moorman…  
  34. 34. FLUXUS Primeiros  eventos  em  1961,  na  galeria  AG  (NY)  e   fes2vais  na  Europa  a  par2r  de  1962.     Seu  nascimento  oficial  está  ligado  ao  Fes2val   Internacional  de  Música  Nova,  em  Wiesbaden,   Alemanha,  em  1962,  e  a  George  Maciunas   (1931-­‐1978),  ar2sta  lituano  radicado  nos  Estados   Unidos,  que  ba2za  o  movimento  com  uma  palavra  de   origem  la2na,  fluxu,  que  significa  fluxo,  movimento,   escoamento.  
  35. 35. FLUXUS Caracterís2cas   • Interdisciplinaridade  e  projetos  colaboraevos   • Estéeca  essencialista   • Postura  ane-­‐arte,  críeca  à  insetucionalização  da   arte   • Espírito  anárquico  de  contestação,  críeco  à   seriedade  do  modernismo   • Romper  as  barreiras  entre  arte  e  não  arte,  dirigindo   a  criação  arlseca  às  coisas  do  mundo  (natureza,   realidade  urbana,  mundo  da  tecnologia,  etc)    
  36. 36. FLUXUS 1º  momento:  Mais  polí2co  /  Instalações  e  espaços  de   vivência  (desconstrução)   • Incorporação  do  elemento  arquitetônico,   instalaevo  como  mais  próximo  da  vida     2º  momento:  Construção  de  novas  formas  de  fazer   arte  (criar  novas  linguagens)   • Performance  /  Happening  /  Videoarte     • Aproximadamente  40  Fluxfilmes  foram  realizados    
  37. 37. FLUXUS Performances:  roteiros  /  instruções   • Obra  aberta  a  interpretações,  casualidades,   acidentes   • Deslocamento  da  noção  de  obra  acabada  para  arte   processual    
  38. 38. FLUXUS
  39. 39. VIDEOARTE •  Olhar  para  os  meios  de  comunicação  em  massa,  como   possibilidade  de  dissolver  a  arte  no  coediano  e  aengir   um  público  maior.   •  Apropriação  do  cinema  e  vídeo.   •  A  videoarte  disengui-­‐se  de  outros  usos  de  vídeo  em   documentários,  nolcias  e  outros  campos   significaevos.    A  arte  está  na  intenção  do  aresta  em   fazer  algo  sem  a  limitação  de  algum  outro  objeevo   que  não  as  questões  estéecas  que  pretende  abordar.  
  40. 40. VIDEOARTE • Interesse  pelo  imediaesmo,  devolução  dos  dados   originais  ao  ambiente  em  tempo  presente  (meio   eletrônico)   • Sensação  de  inemidade     • Vídeo  como  extensão  do  gesto  arlseco,   possibilitava  observar  o  corpo  do  aresta  no  ato  de   criação  
  41. 41. NAM JUNE PAIK
  42. 42. NAM JUNE PAIK Nam  June  Paik  (1932-­‐2006):    aresta  sul-­‐coreano  que   trabalhou  em  diversos  meios  de  arte,  sendo  conhecido   como  o  pioneiro  da  videoarte.   Filmagem  do  Papa  e  exibição  no  Café  au  Go  Go  (1965)  
  43. 43. NAM JUNE PAIK TV  magnet         hXp://www.youtube.com/ watch? feature=player_embedded&v= Z3cIW2„X9I   (experimentos  com  TV)     hXp://www.youtube.com/ watch?v=owI6Ya73ykI#t=22   (exemplo  distorção)    
  44. 44. NAM JUNE PAIK • Críeca  à  manipulação  da  imagem  televisiva   (inerente  à  natureza  do  meio)   • Subversão  de  expectaevas  do  telespectador   • Libertação  do  cinema  comercial  e  alternaevo     O  vídeo  foi  uma  alterna2va  democrá2ca  à  hegemonia   da  TV,  podia  circular  livremente,  sem  censura.   Revelação  de  uma  postura  é2ca  e  polí2ca  dos  ar2stas.  
  45. 45. NAM JUNE PAIK TV is Kitsch, 1996  
  46. 46. NAM JUNE PAIK & CHARLOTTE MOORMAN TV-Cello, 1971  
  47. 47. NAM JUNE PAIK TV-Buddha, 1974  
  48. 48. NAM JUNE PAIK Global Groove, 1976 http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=InLcRXfd3NI

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