Queda de roma e idade média

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Queda de roma e idade média

  1. 1. Crise do Império Romano do Ocidente <ul><li>O mapa retrata a dimensão do Império Romano, formado durante o período republicano, sob comando dos patrícios, envolveu todo o Mar Mediterrâneo. Pelo Mediterrâneo passaram a ser transportadas as riquezas exploradas nas diversas províncias de Roma, gerando grande enriquecimento dos mercadores e dos dirigentes do Estado, que pertenciam ao grupo dos patrícios. Esse grupo social passou cada vez mais a beneficiar-se do controle da burocracia estatal. Mesmo após o inicio do Império, os patrícios continuaram a viver da exploração das províncias, com forte poder político. </li></ul>
  2. 2. <ul><li>Entre os séculos II e III o Império começou a sentir os sinais da crise: </li></ul><ul><li>Crise econômica; </li></ul><ul><li>a diminuição do número de escravos e revoltas </li></ul><ul><li>as rebeliões nas províncias, </li></ul><ul><li>anarquia militar </li></ul><ul><li>as invasões bárbaras </li></ul><ul><li> Com relação as invasões é importante notar que a região européia do império passou a ser ocupada por povos nômades, de diferentes origens e em alguns casos, que realizavam um processo de migração, ou seja, sem a utilização de guerra contra os romanos. Vários desses povos foram considerados aliados de Roma e a eles confiada a defesa da fronteira do Império. </li></ul>
  3. 3. Como vimos, vários elementos contribuíram para o desaparecimento do Império Ocidental. A crise econômica e política determinou um acentuado processo de ruralização populacional, determinando novas formas de organização sócio econômica, baseada no trabalho do colono e no desenvolvimento grande propriedade que tendeu a auto-suficiência e a uma economia natural. O enfraquecimento e descentralização da economia determinaram a decadência do poder central e, a fragmentação do império do Ocidente, substituído por diversos Reinos Bárbaros. Para manter-se no poder, os reis precisavam de exércitos de cavaleiros e para isto, distribuiam terras chamadas de feudos. O poder passava a ser descentralizado nas mãos de uma nobreza dona dos feudos.
  4. 5. Transição para a Idade Média <ul><li>Como vimos, ao longo da ocupação dos bárbaros e da crise do império romano do ocidente, o poder político foi se tornando descentralizado e a economia cada vez mais ruralizada. De fato, o que ocorreu foi uma mistura entre as culturas romana com a dos povos chamados de bárbaros. Vejamos agora como ficaram cada característica importante desta nova sociedade que se formava que, por ter sua vida voltada ao feudo, ficou conhecida como sociedade feudal. </li></ul>
  5. 6. <ul><li>A palavra feudo significa propriedade. Um feudo podia ser uma área de terra, um cargo, uma função eclesiástica ou o direito de receber alguma vantagem. Mas, quase sempre, o feudo era uma extensão de terra, concedida a alguém como &quot;benefício&quot;, em troca de serviços. </li></ul>
  6. 7. <ul><li>A economia foi gradativamente se ruralizando. O feudo, grande unidade produtiva, mantinha uma economia agro-pastoril e auto-suficiente, ou seja, tudo aquilo que se produzia, se consumia no feudo mesmo. Desta forma, o comércio e as atividades monetárias (com moedas) foram caindo em desuso. </li></ul>
  7. 10. <ul><li>Na política, os reis bárbaros não conseguiam centralizar seu poder, pois precisavam dos cavaleiros de seus exércitos e do apoio da Igreja católica. Assim, doava terras para outros nobres que se tornavam como ele senhores feudais. O que doava terras era chamado de suserano e o que recebia de vassalo. Dentro de seus feudos, o poder político era do senhor feudal e por isso descentralizado já que cada feudo possuía suas leis e seu senhor. </li></ul>
  8. 11. <ul><li>A sociedade feudal era estamental, ou seja, dividida não em classes mas em estamentos ou estados. A mobilidade social era pequena, já que, para ser nobre, o indivíduo tinha que nascer de uma família de nobres. A nobreza se dividia entre eclesiástica (o clero, membros da Igreja católica) e de sangue (senhores feudais e suas famílias). Entre a nobreza de sangue sabemos que existia uma relação de vassalagem entre o vassalo (que recebia feudos menores) e suseranos (doadores dos feudos aos vassalos). Assim, em troca da proteção e dos feudos doados dos suseranos, os vassalos deviam honra e fidelidade aos seus senhores. </li></ul>
  9. 12. Nobreza eclesiástica (clero) Nobreza de sangue Servos 1º Estado 2º Estado 3º Estado
  10. 13. <ul><li>Mas quem trabalhava mesmo nos feudos eram os servos. Estes camponeses não eram como os escravos do antigo Império Romano, pois não eram comprados, nem propriedade de seus donos. Por outro lado, também não eram totalmente livres, já que moravam e produziam seu alimento nos feudos de seus senhores. Pagavam caro por isso, já que além de dividir os alimentos produzidos com os senhores, dedicavam dias e meses do ano para trabalharem no manso senhorial (parte do feudo com terras cuja produção era exclusiva da família dos senhores). </li></ul>
  11. 14. <ul><li>Servos trabalhando em funções ao longo das estações do ano. </li></ul>
  12. 15. <ul><li>A Igreja Católica manteve seu grande poder na Europa Ocidental durante a Idade Média. Seu poder, além de político, já que exercia influência sobre os senhores e monarquias feudais, também era econômico. Os mosteiros das diferentes ordens da Igreja (beneditinos, dominicanos, etc.) eram enormes feudos com muitos servos. </li></ul>
  13. 16. <ul><li>A Igreja exercia ainda um forte controle sobre o conhecimento, sobre o saber. </li></ul><ul><li> Praticamente só membros da Igreja sabiam ler e escrever e as bibliotecas ficavam nos mosteiros, onde só seus membros tinham acesso. O pensamento ou mentalidade teocêntrica, ou seja, Deus como o centro de todas as explicações de mundo, favorecia ainda este controle e dominação. </li></ul>
  14. 17. Resumo e pontos importantes <ul><li>O surgimento do feudalismo está associado à decadência do Império Romano, a conquista final de Roma e a formação dos reinos bárbaros. Essas transformações deram origem aos traços do sistema feudal, cujas características foram: </li></ul><ul><li>Declínio das atividades comerciais, artesanais e urbanas; a hierarquização social através dos estamentos; a descentralização do poder político em torno dos senhores feudais; a importância do trabalho dos servos, cujos ombros suportavam quase todos os serviços responsáveis pela subsistência material da sociedade. </li></ul><ul><li>O feudalismo se caracterizava por uma sociedade estamental, pelo poder político descentralizado e pela economia agro-pastoril e auto-suficiente. Além disso, a Igreja católica manteve forte poder político e econômico, beneficiando-se também do pensamento teocêntrico medieval. </li></ul>

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