O discurso dominante da mídia esportiva nas copas mundiais     Carlos Alberto Figueiredo da Silva, UNISUAM, UNIVERSO Sebas...
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Objetivo <ul><li>Neste estudo, interessa-nos verificar como o racismo se manifesta, a partir da análise das reportagens so...
A maior ofensa <ul><li>Ronaldo foi criticado após o jogo final de 1998. A metáfora foi estampada na primeira página do jor...
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Dados <ul><li>Correio da Manhã, 1924, Correio da Manhã, 1950, Diário do Rio 1950, A manhã 1950, Jornal do Brasil 1986, Jor...
1950
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1950 <ul><li>“ Faltou  fibra  aos jogadores nacionais que não corresponderam à  expectativa de 200 mil torcedores represen...
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1982
Sérgio Noronha: <ul><li>“ O que houve, é que depois da Copa de 50, dizem, eu não tenho como provar isso, que havia um docu...
1982 – A Itália derrota o Brasil <ul><li>O goleiro, branco, é Valdir Peres </li></ul><ul><li>“ O goleiro começou culpado e...
1986
1986 – A França leva o caneco <ul><li>“ Galera bota culpa em Zico e Sócrates”. </li></ul><ul><li>“ Em tarde de muito calor...
1986 “  Devemos respeitar o seu drama de uma pungência de tragédia grega.  Ninguém fez mais ,  lutou mais  para ser tetrac...
1990
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Tese defendida: <ul><li>As metáforas da mídia esportiva são enviesadas: no jogador branco, focalizam a performance; no neg...
LIVROS
O NEGRO NO FUTEBOL BRASILEIRO Mario Filho - 1947 NEGRO, MACUMBA E FUTEBOL Anatol Rosenfeld - 1993                         ...
FOOTBALLMANIA: UMA HISTÓRIA SOCIAL DO FUTEBOL NO RIO DE JANEIRO Leonardo Affonso de Miranda Pereira - 2000 DOS PÉS À CABEÇ...
COMO O FUTEBOL EXPLICA O MUNDO Franklin Foer - 2005                                                                 A INVE...
                                                                                                                          ...
Teses
Banco de Teses da CAPES <ul><li>Antonio Jorge Gonçalves Soares . Futebol, Raça e Nacionalidade no Brasil: releitura da his...
Artigos <ul><li>Sociologia, história e romance na construção da identidade nacional através do futebol </li></ul><ul><li>R...
 
“ De que valeria a obstinação do saber se ele assegurasse apenas a aquisição dos conhecimentos e não, de certa maneira, e ...
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Racismo no futebol 03 maio 2007

  1. 1. O discurso dominante da mídia esportiva nas copas mundiais     Carlos Alberto Figueiredo da Silva, UNISUAM, UNIVERSO Sebastião Josué Votre, UGF, UNISUAM   Palavras-chave: linguagem, racismo, representações sociais, humilhação  
  2. 2. <ul><li>Referências básicas : </li></ul><ul><li>Bourdieu e Passeron (1970), </li></ul><ul><li>Coulon (1995), </li></ul><ul><li>Fairclough (1995), </li></ul><ul><li>Hargreaves (1996), </li></ul><ul><li>Knoppers (2004), </li></ul><ul><li>Murad (1999), </li></ul><ul><li>Pfister (2006, 2007), </li></ul><ul><li>Soares (1998), </li></ul><ul><li>Sterkenburg & Knoppers (2004), </li></ul><ul><li>Van Dijk, (1993), </li></ul><ul><li>Whitehead (2004), </li></ul>
  3. 3. Objetivo <ul><li>Neste estudo, interessa-nos verificar como o racismo se manifesta, a partir da análise das reportagens sobre as Copas do Mundo, em que a seleção brasileira sofre derrotas. </li></ul>
  4. 4. A maior ofensa <ul><li>Ronaldo foi criticado após o jogo final de 1998. A metáfora foi estampada na primeira página do jornal O Dia, na manchete: “Ronaldinho amarela antes do jogo e abala a seleção”. Tomemos a declaração do jornal como um dado empírico de análise. O conteúdo da mensagem é ofensivo, em termos morais, a ponto de Ronaldo se defender. “Não admito que digam que eu amarelei ”. </li></ul>
  5. 5. <ul><li>Comprovamos que tal manifestação não é um fato isolado nem singular. Pois em outros eventos semelhantes, nas derrotas brasileiras de 1950, 1982, 1986 e 1990, a mídia apresentou interpretações polêmicas sobre as atuações dos jogadores, da comissão técnica, dos dirigentes, com críticas polarizadas em termos raciais. </li></ul>A tese que defendemos
  6. 6. Dados <ul><li>Correio da Manhã, 1924, Correio da Manhã, 1950, Diário do Rio 1950, A manhã 1950, Jornal do Brasil 1986, Jornal dos Sports 1986, O Dia 1988, O Dia 1990, O Globo 1988, O Globo 1999, O Globo 2000. TV Globo 2002. </li></ul><ul><li>Jornalistas: Luís Mendes, Sérgio Noronha, Tino Marcos, José Ilan, Carlos Gil, Jair da Rosa Pinto. </li></ul>
  7. 7. 1950
  8. 8. Copa de 50, contra Uruguai <ul><li>“ Faltou fibra aos jogadores nacionais que não corresponderam à expectativa de 200 mil torcedores representando 50 milhões de brasileiros” . </li></ul>
  9. 9. 1950 <ul><li>“ (...) deixaram-se levar pelo nervosismo e jogaram abaixo da crítica, inclusive Jair, acovardado com a marcação severa do velho Obdulio Varela”. </li></ul><ul><li>O DIÁRIO DO POVO. Rio de Janeiro, 18 de julho de 1950, p.6. </li></ul>
  10. 10. 1950 <ul><li>“ Faltou fibra aos jogadores nacionais que não corresponderam à expectativa de 200 mil torcedores representando 50 milhões de brasileiros”. </li></ul><ul><li>DIÁRIO DO RIO. Rio de Janeiro, 18 de julho de 1950, p.1. </li></ul>
  11. 11. 1950 <ul><li>“ Deve-lhes uma derrota pujante, gerada dos flancos sombrios da covardia . Por medo a contusões e a socos perdemos o campeonato mundial de foot-ball” </li></ul><ul><li>DIÁRIO DO POVO. Rio de Janeiro, 18 de julho de 1950, p.2, 2º caderno. </li></ul>
  12. 12. 1982
  13. 13. Sérgio Noronha: <ul><li>“ O que houve, é que depois da Copa de 50, dizem, eu não tenho como provar isso, que havia um documento aconselhando a não convocação de goleiros negros porque eles se acovardariam na hora da decisão. Não sei se esse documento existe, se existe já foi destruído”. </li></ul>
  14. 14. 1982 – A Itália derrota o Brasil <ul><li>O goleiro, branco, é Valdir Peres </li></ul><ul><li>“ O goleiro começou culpado e saiu sem culpa, pois na falha de Valdir Peres, nesta copa, havia tempo, ânimo e futebol para a recuperação”. </li></ul>
  15. 15. 1986
  16. 16. 1986 – A França leva o caneco <ul><li>“ Galera bota culpa em Zico e Sócrates”. </li></ul><ul><li>“ Em tarde de muito calor e jogo quente, Zico estava frio quando chutou o pênalti para a defesa de Bats ”. </li></ul>
  17. 17. 1986 “ Devemos respeitar o seu drama de uma pungência de tragédia grega. Ninguém fez mais , lutou mais para ser tetracampeão e o craque da Copa. Mas o destino foi inexorável na punição inexplicável. Zico despediu-se da Copa como o anti-herói na melancolia de uma classificação para a semifinal atirada pela janela por um erro que não costuma cometer”.
  18. 18. 1990
  19. 19. 1990 – É vez da Alemanha <ul><li>A derrota é personificada pelo jogador Dunga, que representava o futebol-força. As críticas questionam o seu estilo de jogar, focalizam a técnica, mas poupam o jogador enquanto ser humano: </li></ul><ul><li>“ Não deu certo a tentativa de esquematizar o futebol brasileiro, abrindo mão do talento natural e do improviso, (...) A Era Dunga não chegou (...) O proveito da derrota passa pela necessidade do reexame desses conceitos de futebol-força”. </li></ul>
  20. 20. Tese defendida: <ul><li>As metáforas da mídia esportiva são enviesadas: no jogador branco, focalizam a performance; no negro, o acovardamento. </li></ul>
  21. 21. LIVROS
  22. 22. O NEGRO NO FUTEBOL BRASILEIRO Mario Filho - 1947 NEGRO, MACUMBA E FUTEBOL Anatol Rosenfeld - 1993                                                                                                                                 
  23. 23. FOOTBALLMANIA: UMA HISTÓRIA SOCIAL DO FUTEBOL NO RIO DE JANEIRO Leonardo Affonso de Miranda Pereira - 2000 DOS PÉS À CABEÇA: ELEMENTOS BÁSICOS DE SOCIOLOGIA DO FUTEBOL Maurício Murad - 1996                                                                                     
  24. 24. COMO O FUTEBOL EXPLICA O MUNDO Franklin Foer - 2005                                                                 A INVENÇÃO DO PAÍS DO FUTEBOL: MÍDIA, RAÇA E IDOLATRIA Antonio Jorge Soares Hugo Lovisolo Ronaldo Helal - 2001              
  25. 25.                                                                                                                                                               
  26. 26. Teses
  27. 27. Banco de Teses da CAPES <ul><li>Antonio Jorge Gonçalves Soares . Futebol, Raça e Nacionalidade no Brasil: releitura da história oficial. 01/03/1998. 1v. 296p. Doutorado. UNIVERSIDADE GAMA FILHO - EDUCAÇÃO FÍSICA </li></ul><ul><li>Carlos Alberto Figueiredo da Silva . Futebol, linguagem e mídia: entrada, ascensão e consolidação dos negros e mestiços no futebol brasileiro. 01/10/2002.1v. 198p. Doutorado. UNIVERSIDADE GAMA FILHO - EDUCAÇÃO FÍSICA </li></ul>
  28. 28. Artigos <ul><li>Sociologia, história e romance na construção da identidade nacional através do futebol </li></ul><ul><li>Ronaldo Helal e Cesar Gordon Jr. </li></ul><ul><li>Considerações possíveis de uma resposta necessária </li></ul><ul><li>Mauricio Murad </li></ul><ul><li>O racismo no futebol do Rio de Janeiro nos anos 20: uma história de identidade </li></ul><ul><li>Antonio Jorge Soares </li></ul><ul><li>Racismo para dentro e para fora: o caso grafite-desábato </li></ul><ul><li>  Carlos Alberto Figueiredo da Silva </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>The racist language: metaphors, soccer and media </li></ul><ul><li>  Carlos Alberto Figueiredo da Silva </li></ul><ul><li>A linguagem racista: metáforas, futebol e mídia </li></ul><ul><li>Carlos Alberto Figueiredo da Silva </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>Futebol, linguagem e mídia: metáforas da discriminação no futebol brasileiro </li></ul><ul><li>Carlos Alberto Figueiredo da Silva e Sebastião Josué Votre </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>A linguagem racista no futebol brasileiro </li></ul><ul><li>Carlos Alberto Figueiredo da Silva </li></ul>
  29. 30. “ De que valeria a obstinação do saber se ele assegurasse apenas a aquisição dos conhecimentos e não, de certa maneira, e tanto quanto possível, o descaminho daquele que conhece? Existem momentos na vida onde a questão de saber se se pode pensar diferentemente do que se pensa, e perceber diferentemente do que se vê, é indispensável para continuar a olhar ou a refletir”.   Michel Foucault
  30. 31. Contato: [email_address] [email_address]

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