A atividade física como ferramenta para a inclusão

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A atividade física como ferramenta para a inclusão

  1. 1. A ATIVIDADE FÍSICA COMO FERRAMENTA PARA A INCLUSÃO SOCIOCULTURAL DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA FÍSICA ADRIANA CAMPELO GAMA Universidade Salgado de Oliveira, Niterói, RJ, Brasil Email: adrianacampelogama@gmail.com CARLOS ALBERTO FIGUEIREDO DA SILVA Universidade Salgado de Oliveira, Niterói, RJ, Brasil Centro Universitário Augusto Motta, Rio de Janeiro, RJ, Brasil Email: ca.figueiredo@yahoo.com.br
  2. 2. <ul><li>Pessoas com deficiência são </li></ul><ul><li>aquelas que por alguma </li></ul><ul><li>condição motora, sensorial ou </li></ul><ul><li>intelectual, são limitadas </li></ul><ul><li>de viver plenamente </li></ul><ul><li>Organização Mundial de Saúde (OMS) </li></ul>
  3. 3. <ul><li>24,6 milhões de brasileiros com </li></ul><ul><li>algum tipo de deficiência, o que </li></ul><ul><li>representa 14,5% da população </li></ul><ul><li>IBGE (2000) </li></ul>
  4. 4. <ul><li>Em 1980 da Organização Mundial </li></ul><ul><li>de Saúde (OMS) elaborou o </li></ul><ul><li>International Classification of </li></ul><ul><li>Impairment, Disability and </li></ul><ul><li>Handicap (ICIDH) </li></ul><ul><li>( AMIRALIAN et al, 2000) </li></ul>
  5. 5. <ul><li>Deficiência </li></ul><ul><li>exteriorização de um estado patológico, </li></ul><ul><li>refletindo um distúrbio orgânico. </li></ul><ul><li>Incapacidade </li></ul><ul><li>objetivação da deficiência, reflete os distúrbios da própria pessoa nas atividades e comportamentos </li></ul><ul><li>essenciais à vida diária. </li></ul><ul><li>Desvantagem </li></ul><ul><li>socialização da deficiência e </li></ul><ul><li>relaciona-se às dificuldades nas habilidades de sobrevivência. </li></ul>
  6. 6. DEFICIÊNCIA INCAPACIDADE DESVANTAGEM DA LINGUAGEM DA AUDIÇÃO DA VISÃO DE FALAR DE OUVIR DE VER NA ORIENTAÇÃO MUSCULO-ESQUELÉTICA (FÍSICA) DE ÓRGÃOS (ORGÂNICA) DE ANDAR (DE LOCOMOÇÃO) DE ASSEGURAR A SUBSISTÊNCIA NO LAR (POSIÇÃO DO CORPO E DESTREZA) DE REALIZAR A HIGIENE PESSOAL DE VESTIR-SE (CUIDADO PESSOAL) DE ALIMENTAR-SE NA INDEPENDÊNCIA FÍSICA NA MOBILIDADE NAS ATIVIDADES DA VIDA DIÁRIA INTELECTUAL (MENTAL) PSICOLÓGICA DE APRENDER DE PERCEBER (APTIDÕES PARTICULARES) DE MEMORIZAR DE RELACIONAR-SE (COMPORTAMENTO) DE CONSCIÊNCIA NA CAPACIDADE OCUPACIONAL NA INTEGRAÇÃO SOCIAL
  7. 7. <ul><li>Classificação Internacional de Funcionalidade (CIF) </li></ul><ul><li>Função corporal </li></ul><ul><li>Estrutura do corpo </li></ul><ul><li>Atividade </li></ul><ul><li>Participação social </li></ul><ul><li>Ambiente </li></ul><ul><li>(BRITO; BATTISTELLA, 2002). </li></ul>
  8. 8. <ul><li>As pessoas com deficiência </li></ul><ul><li>representam um segmento que é </li></ul><ul><li>excluído da participação social </li></ul><ul><li>desde a Idade Média. </li></ul><ul><li>(CORRER, 2003) </li></ul>
  9. 9. <ul><li>O período renascentista significou o </li></ul><ul><li>grande marco no campo dos direitos e </li></ul><ul><li>deveres das pessoas com deficiência. </li></ul><ul><li>(CARMO, 1991) </li></ul>
  10. 10. <ul><li>Nas duas últimas décadas do século passado, a preocupação pela inserção efetiva de pessoas com deficiência nas atividades relevantes da comunidade acentuou-se. </li></ul><ul><li>Declaração de Salamanca, </li></ul><ul><li>firmada em 1994 </li></ul>
  11. 11. <ul><li>“ A comunidade precisa compreender </li></ul><ul><li>que, quando um de seus membros </li></ul><ul><li>nasce com deficiências, todos os </li></ul><ul><li>demais membros devem assumir </li></ul><ul><li>juntos o compromisso de construir um </li></ul><ul><li>ambiente inclusivo” </li></ul><ul><li>(CORRER, 2003, p. 19). </li></ul>
  12. 12. <ul><li>Art. 3º da Constituição do Brasil </li></ul><ul><li>“ cabe ao Estado construir uma </li></ul><ul><li>sociedade livre, justa e solidária; </li></ul><ul><li>erradicar a pobreza e a marginalização </li></ul><ul><li>e reduzir as desigualdades sociais e </li></ul><ul><li>regionais; além de promover o bem de </li></ul><ul><li>todos, sem preconceitos de origem, </li></ul><ul><li>raça, sexo, cor, idade e quaisquer </li></ul><ul><li>outras formas de discriminação”. </li></ul>
  13. 13. <ul><li>O direito de ir e vir, de trabalhar e de </li></ul><ul><li>estudar é o ponto central na inclusão. </li></ul><ul><li>Há que se exigir do Estado a construção de uma sociedade livre, justa e solidária, por meio de políticas públicas compensatórias e eficazes. </li></ul>
  14. 14. <ul><li>Em 1991 a lei 8.213 fixou cotas para </li></ul><ul><li>trabalhadores com deficiências. </li></ul><ul><li>Mas só foi aplicada a partir </li></ul><ul><li>da edição do decreto 3298/99. </li></ul>
  15. 15. <ul><li>É prioritário conceder autonomia à </li></ul><ul><li>pessoa com deficiência e à sua família. </li></ul><ul><li>A incapacitação, a desvalorização e a </li></ul><ul><li>exclusão das pessoas com deficiência </li></ul><ul><li>são determinadas pelas relações </li></ul><ul><li>estabelecidas entre sociedade e </li></ul><ul><li>deficiência. </li></ul><ul><li>(CORRER, 2003) </li></ul>
  16. 16. <ul><li>Após a II Guerra Mundial, em fevereiro </li></ul><ul><li>de 1944, Sir Ludwig Guttman, </li></ul><ul><li>neurologista e neurocirurgião, </li></ul><ul><li>fundou o Hospital de Stoke Mandeville, </li></ul><ul><li>onde ficou até falecer, em 1980. </li></ul>
  17. 17. <ul><li>Para Guttman as atividades físicas </li></ul><ul><li>eram importantes na reabilitação </li></ul><ul><li>psicossocial das pessoas com </li></ul><ul><li>deficiência, acreditava que lhes </li></ul><ul><li>proporcionavam a oportunidade de </li></ul><ul><li>competir, não só no esporte em si, </li></ul><ul><li>mas em todas as esferas de suas vidas. </li></ul><ul><li>(ARAÚJO, 1998; ROSADAS, 1989). </li></ul>
  18. 18. <ul><li>O esporte adaptado nos Estados </li></ul><ul><li>Unidos teve início em 1946 com Lipton </li></ul><ul><li>que promoveu uma excursão pelo país </li></ul><ul><li>dos Flight Wheels . </li></ul><ul><li>(ARAÚJO, 1989) </li></ul>
  19. 19. <ul><li>O grande marco na história do </li></ul><ul><li>movimento olímpico para as pessoas </li></ul><ul><li>com deficiência foi a realização dos </li></ul><ul><li>primeiros jogos de Stoke Mandeville, </li></ul><ul><li>em 28 de junho de 1948. </li></ul><ul><li>Os jogos paraolímpicos de 1972 marcaram a estréia de </li></ul><ul><li>atletas brasileiros. </li></ul>
  20. 20. <ul><li>22 de setembro de 1989 </li></ul><ul><li>Comitê Paraolímpico Internacional </li></ul><ul><li>(IPC) foi criado, sendo então </li></ul><ul><li>implementadas as classificações </li></ul><ul><li>funcionais. </li></ul><ul><li>(ROSADAS, 1989). </li></ul>
  21. 21. <ul><li>No Brasil, a influência no esporte </li></ul><ul><li>adaptado, foi tanto inglesa </li></ul><ul><li>quanto norte-americana. </li></ul><ul><li>Os primeiros clubes foram fundados em 1958: Clube dos Paraplégicos de São Paulo e Clube do Otimismo </li></ul><ul><li>do Rio de Janeiro. </li></ul><ul><li>(CIDADE; FREITAS, 2002), </li></ul>
  22. 22. <ul><li>Após a participação do Brasil nos Jogos </li></ul><ul><li>Pan-americanos, no México em 1975, </li></ul><ul><li>foi criada a Associação Nacional de </li></ul><ul><li>Desporto para Deficientes (ANDE), </li></ul><ul><li>que tem por estatuto difundir, </li></ul><ul><li>organizar e administrar essa atividade. </li></ul><ul><li>(CIDADE; FREITAS, 2002) </li></ul>
  23. 23. <ul><li>A Educação Física Adaptada para </li></ul><ul><li>pessoas com deficiência visa atender </li></ul><ul><li>às necessidades dessas pessoas: </li></ul><ul><li>Desenvolvimento global </li></ul><ul><li>Reconhecimento de seu potencial </li></ul><ul><li>Integração na sociedade </li></ul><ul><li>(CIDADE; FREITAS, 2002) </li></ul>
  24. 24. <ul><li>Não existe nenhum método ideal ou </li></ul><ul><li>perfeito da atividade física </li></ul><ul><li>que se aplique no </li></ul><ul><li>processo da inclusão. </li></ul><ul><li>As atividades devem levar em conta: </li></ul><ul><li>comprometimento motor, idade e </li></ul><ul><li>desenvolvimento intelectual. </li></ul><ul><li>(CIDADE; FREITAS, 2002) </li></ul>
  25. 25. CONCLUSÃO <ul><li>Através da atividade física adaptada as </li></ul><ul><li>pessoas portadoras de deficiência física </li></ul><ul><li>adquirem uma melhor integração social e </li></ul><ul><li>adaptação à sua condição física, resultando </li></ul><ul><li>num melhor relacionamento em todas as </li></ul><ul><li>dimensões de suas vidas e proporcionando </li></ul><ul><li>uma melhor qualidade de vida, como </li></ul><ul><li>preconizou o Dr. Guttmann. </li></ul>
  26. 26. FIM <ul><li>Obrigada pela atenção. </li></ul>
  27. 27. REFERÊNCIAS <ul><li>AMIRALIAN, Maria L.T.; PINTO, Elizabeth B.; GHIRARDI, Maria I.G.; LICHTIG, Ida; MASINI, Elcie F.S.; PASQUALIN, Luiz. Conceituando Deficiência. Revista de Saúde Pública, São Paulo, n. 1, fevereiro 2000, p. 97-103. </li></ul><ul><li>ARAÚJO, Paulo Ferreira de. Desporto Adaptado no Brasil: origem, institucionalização e atualidade. Brasília: Ministério da Educação e do Desporto / INDESP, 1998. </li></ul><ul><li>BRITO, Chistiana May Moran de; BATTISTELLA, Linamara Rizzo. Classificação Internacional de Funcionalidade (CIF). Acta Fisiátrica, São Paulo, n. 2, setembro 2002, p. 98-101. </li></ul><ul><li>CARMO, Apolônio Abadio do. Deficiência Física: a sociedade brasileira cria, recupera e discrimina. Brasília: Secretaria dos Desportos / PR, 1991. </li></ul><ul><li>CIDADE, Ruth Eugênia Amarante; FREITAS, Patrícia Silvestre de. Introdução à Educação Física e ao Desporto para Pessoas Portadoras de Deficiência. Curitiba: Editora UFPR, 2002. </li></ul><ul><li>CORRER, Rinaldo. Deficiência e inclusão: construindo uma nova comunidade. Bauru: EDUSC – Editora da Universidade do Sagrado Coração, 2003. </li></ul><ul><li>IBGE. Nosso povo : características da população. Disponível em:< http://www.ibge.gov.br/7a12/conhecer_brasil/default.php?id_tema_menu=2&id_tema_submenu=5>. Acesso em: 13 de outubro de 2010. </li></ul><ul><li>MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO – PROCURADORIA REGIONAL DO TRABALHO 9ª REGIÃO. A Sociedade Inclusiva e a Cidadania das Pessoas com Deficiência . Ricardo Tadeu Marques da Fonseca </li></ul><ul><li>ROSADAS, Sidney Carvalho. Atividade Física Adaptada e Jogos Esportivos para o Deficiente, EU POSSO. VOCÊS DUVIDAM? Rio de Janeiro: Livraria Atheneu, 1989. </li></ul><ul><li>SASSAKI, Romeu Kazumi. Terminologia sobre deficiência na era da inclusão. Revista Nacional de Reabilitação . São Paulo, ano V, n. 24, jan./fev. 2002, p. 6-9. </li></ul>

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