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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS [2|2]
LACOSTE, M. Fala, atividade, situação. In: Duarte, F. & FEITOSA, V. Linguagem & trabalho....
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ECOS DO TRABALHO DOCENTE EM CURSOS LIVRES DE IDIOMAS: trilhas investigativas de práticas linguageiras do professor de inglês

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O exercício docente em cursos livres de idiomas constitui-se em uma atividade específica de atuação profissional do professor de língua estrangeira (inglês), com características empregatícias próprias e cujas práticas de ensino aplicadas nesses espaços educacionais diferem sobremaneira do modo como se dá o trabalho desse profissional na rede regular de ensino. Podemos afirmar que o ensino de inglês nessas escolas tem sido de longa data um ramo de investigação pouco explorado pelos bancos acadêmicos. Entretanto, elas têm ocupado um lugar de destaque no ensino de língua estrangeira no Brasil há décadas, especialmente em virtude da deficiência do ensino de inglês nas escolas da rede regular. Diante desse cenário, a presente comunicação pretende apresentar um recorte teórico-metodológico provisório de um projeto de dissertação em fase de desenvolvimento, que busca integrar a vertente de estudos situados na interface linguagem e trabalho, com o intuito de investigar, a partir do que diz o professor de inglês sobre o seu trabalho, as imagens que constrói acerca de si mesmo e no que tange a sua atividade profissional nesse locus de atuação docente. Ressaltamos que dentro das práticas de linguagem, pautamos nossos estudos na fala sobre o trabalho (LACOSTE, 1998). Além disso, para o desenvolvimento da investigação, apoiamo-nos no enfoque teórico da abordagem ergológica da atividade (SCHWARTZ, 1997) – a qual nos permite abordar a realidade da atividade humana, em geral, e a atividade de trabalho, em particular, considerando a complexidade da atividade humana de trabalho e das práticas de linguagem que perpassam a vida do trabalhador no exercício de sua função. Ancoramos também nossa investigação na perspectiva dialógica do Círculo de Bakhtin (2011), concebendo a linguagem como dialógica na medida em que esta vai ao encontro da complexidade do ser humano e do seu trabalho percebendo a língua como um elemento constitutivo de interação verbal. Pretende-se, assim, ao analisar a fala do professor de inglês sobre sua atividade profissional em um ambiente específico de trabalho, não apenas chegar a uma compreensão acerca da complexidade do trabalho do professor de LE, mas, sobretudo, contribuir para a construção de conhecimento no que concerne ao exercício docente em escolas dessa natureza no Brasil.

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ECOS DO TRABALHO DOCENTE EM CURSOS LIVRES DE IDIOMAS: trilhas investigativas de práticas linguageiras do professor de inglês

  1. 1. ECOS DO TRABALHO DOCENTE EM CURSOS LIVRES DE IDIOMAS: TRILHAS INVESTIGATIVAS DE PRÁTICAS LINGUAGEIRAS DO PROFESSOR DE INGLÊS Carlos Fabiano de Souza IFF |UFF|carlosfabiano.teacher@gmail.com Orientadora: Luciana Maria Almeida de Freitas (UFF)
  2. 2. O ENSINO DE INGLÊS EM CURSOS LIVRES [1|2] Contexto de pesquisa Cursos de línguas são classificados como “cursos livres” pelo Ministério da Educação, não estando sujeitos a qualquer tipo de controle nem de reconhecimento. Tampouco as secretarias estaduais regulamentam cursos livres. SCHÜTZ, 2011, aspas do autor
  3. 3. O ENSINO DE INGLÊS EM CURSOS LIVRES [2|2] Contexto de pesquisa CURSOS LIVRES Institutos binacionais Cursos franqueados Escolas independentes SCHÜTZ, 1999
  4. 4. POR UM ITINERÁRIO INVESTIGATIVO “Engrenagem” teórica da pesquisa LINGUAGEM TRABALHO Abordagem ergológica da atividade (SCHWARTZ, 1997) Concepção dialógica de linguagem (BAKHTIN, 1997)
  5. 5. TRILHAS INVESTIGATIVAS [1|4] Por uma análise ergológica e dialógica: Interface Trabalho docente e Linguagem Quando a linguagem é ela própria trabalho, isto é, funciona como parte legitimada da atividade, ela adota, ao mesmo tempo em que revela, essa complexidade. Portanto, complexidade do trabalho e complexidade da linguagem, de um certo ponto de vista, se confundem. A linguagem como trabalho não é somente uma dimensão, dentre outras, do trabalho, mas ela própria se reveste de uma série de dimensões. NOUROUDINE, 2002, p.21
  6. 6. TRILHAS INVESTIGATIVAS [2|4] Por uma análise ergológica e dialógica: Interface Trabalho docente e Linguagem LINGUAGEM COMO trabalho NO trabalho SOBRE trabalho LACOSTE, 1998
  7. 7. TRILHAS INVESTIGATIVAS [3|4] Por uma análise ergológica e dialógica: Interface Trabalho docente e Linguagem O professor de línguas estrangeiras quando ensina uma língua a um aluno, toca o ser humano na sua essência – tanto pela ação do verbo ensinar, que significa provocar uma mudança, estabelecendo, portanto, uma relação com a capacidade de evoluir, como pelo objeto do verbo, que é a própria língua, estabelecendo aí uma relação com a fala. LEFFA, 2008, p.353, grifo meu
  8. 8. TRILHAS INVESTIGATIVAS [4|4] Por uma análise ergológica e dialógica: Interface Trabalho docente e Linguagem O linguista torna-se parte integrante de um diálogo no qual seu interlocutor é o texto, sua capacidade para formalizar tal relação se soma ao conhecimento apurado das situações, para constituir um conjunto de sustentações recíprocas que ampliam consideravelmente a contribuição que ele é capaz de proporcionar à prática pluridisciplinar. FAÏTA, 2002, p.55
  9. 9. CORPUS DE ANÁLISE A fala do professor sobre o seu trabalho Instrumento de pesquisa Entrevista face a face gravada em áudio Professor-pesquisador Profissional licenciado Profissional não-licenciado DAHER, 1998 PARTICIPANTES:
  10. 10. CONSIDERAÇÕES FINAIS Por se tratar de um projeto ainda em fase de desenvolvimento, no qual a produção do corpus ainda está em fase inicial, não há resultados de análise que possam ser apresentados. Espera-se, assim, não apenas investigar as falas dos profissionais que atuam ministrando aulas de LI em cursos livres de idiomas sobre o seu trabalho, mas, sobretudo, trazer contribuições no que diz respeito à compreensão da complexidade do trabalho do professor de línguas que atua nesse contexto específico de ensino-aprendizagem de LE, dando visibilidade para que esse sujeito e o seu trabalho sejam reconhecidos profissionalmente como legítimos dentro de determinada comunidade.
  11. 11. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS [1|2] BAKHTIN, M. Estética da criação verbal. São Paulo: Martins Fontes, 1997. BAKHTIN, M. (VOLOCHINOV). Marxismo e filosofia da linguagem. São Paulo: Hucitec, 2009. CELANI, M. A. A. Ensino de línguas estrangeiras: ocupação ou profissão? In: LEFFA, V. J. (org.). O professor de línguas estrangeiras: construindo a profissão. Pelotas: EDUCAT, 2008, p.23-43. DAHER, D. C. Quando informar é gerenciar conflitos: a entrevista como estratégia metodológica. The Especialist, São Paulo, v.19, p.287-304, 1998. FAÏTA, D. Análise das práticas linguageiras e situações de trabalho: uma renovação metodológica imposta pelo objeto. In: SOUZA-E-SILVA, M. C. P.; FAÏTA, D. (orgs.). Linguagem e trabalho: construção de objetos de análise no Brasil e na França. São Paulo: Cortez, 2002. FREITAS, L. M. A. Uma análise dialógica e ergológica da atividade do professor de cursos livres. Cadernos do CNLF, vol. XII, n.5, Rio de Janeiro: CIFEFIL, 2008, p.116-124. _____________. Da fábrica à sala de aula: vozes e práticas tayloristas no trabalho do professor de espanhol em cursos de línguas. Rio de Janeiro, 2010. 359 f. Tese (Doutorado em Letras Neolatinas). Programa de Pós- graduação em Letras Neolatinas. Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). GIMENEZ, T. Narrativa 14: permanências e rupturas no ensino de inglês em contexto brasileiro. In: LIMA, D. C. (org.). Inglês em escolas públicas não funciona?: uma questão, múltiplos olhares. São Paulo: Parábola Editorial, 2011, p.47-54.
  12. 12. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS [2|2] LACOSTE, M. Fala, atividade, situação. In: Duarte, F. & FEITOSA, V. Linguagem & trabalho. Rio de Janeiro: Lucerna, 1998. NOUROUDINE, A. A linguagem: dispositivo revelador da complexidade do trabalho. In: SOUZA-E-SILVA, M. C. P.; FAÏTA, D. (orgs.). Linguagem e trabalho: construção de objetos de análise no Brasil e na França. São Paulo: Cortez, 2002. PAIVA, V. L. M. O. A identidade do professor de inglês. APLIEMGE: ensino e pesquisa, Uberlândia: APLIEMGE/FAPEMIG, n.1, p.9-17, 1997. SCHÜTZ, R. Tipos de escola. In: English Made in Brazil. Disponível em: <http://www.sk.com.br/sk- perg9.html#284>. Atualizado em: 10 de dezembro de 1999. Acesso em: 03 de março de 2014. __________. Como abrir uma escola de inglês? In: English Made in Brazil. Disponível em: <http://www.sk.com.br/sk-abrir.html>. Atualizado em: 08 de agosto de 2011. Acesso em: 26 de dezembro de 2011. SCHWARTZ, Y. Reconnaissances du travail: pour un approache ergologique. Paris: PUF, 1997. SOUZA, C. F. Representações do exercício docente em cursos livres de idiomas: reflexões acerca de relações dicotômicas no ensino de língua inglesa. VÉRTICES, Campos dos Goytacazes/RJ, v.15, n.1, p.31-45, jan./abr. 2013. TARDIFF, M. & LESSARD, C. O trabalho docente: elementos para uma teoria da docência como profissão de interações humanas. Petrópolis, RJ: Vozes, 2013.
  13. 13. AGRADEÇO PELA ATENÇÃO! AGRADECIMENTOS:

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