Ser&tempo1

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Ser&tempo1

  1. 1. ?É srâãíãfüíãíeum 91a mu_ _ . .q. ;x ›. _L Alarm-Jud- n, -IU -u Il Il SER r 'FEM vo do "mundo" em Descartes. C. O ambiental do mundo-ambiente e a “espacia- “dadc” do Dustin. A. A análise da mundidade do mundo-ambiente e da mundidade em geral § 15. O ser da ente que-vem-de-erzcorztro no nzundo-rzmbierzte O ser do ente que de imediato vem-de-encontro é mostrado fenomenologi- camcnte pelo fio-condutor do cotidiano ser-no-mundo por nós também denominado de O trato já se dispersou numa multiplicidade de modos da ocupação. lvias n modo imediato do trato não é, como se mostrou. o conhecimento ainda só perei- piente, mas o ocupar-sc que maneja e que emprega, o qual tem o seu próprio “conhecimento”. A pergunta fenomenológica vale de pronto para o ser do ente que-vem-de-encontro em tal ocupar-se. Para ter segurança de ver o que e' aqui requerido, exige-se uma prévia observação de método. Na abertura e explicação do ser, o ente e cada vez préwcmaticiw c Cote- mático, o tema sendo propriamente o ser. No âmbito da presente análise, o ente pré-temático e' o que se mostra no ocupar-se que ocorre no mundo-am- biente. Esse ente não e' então objeto de um conhecer-teórico-do“mundo”. ele e' o empregado, o produzido etc. E, como ente que vem-de-encontro dessa maneira, ele se põe pré-tematicamente diante do olhar de um “conhecer" que. sendo fenomenológica, olha primariamente para o ser e, a partir dessa tema- tização do ser, çotematiza o respectivo ente. Esse interpretar fenomenológico não e'. portanto. conhecer de propriedades ônticas do ente, mas um determi› nar a estrutura do seu ser. Mas, como investigação de ser, ela se torna uma execução independente e expressa do 7.07 _U iu
  2. 2. i H I Ili| I'(› c" . mim, -n ›' "a vertence carla Ve¡ ao Dave/ u e esta "vivo" em toilo “um o que esta sendo einpregatlo, o que esta sendo protlii/ itlo. se torna _icessivcl no ser transposti) para tal ocupação. 'Tomado rigorommente. falar (lc st- transpor pode induzir a erro. pois nesse modo-de-ser do trato ocupado nao e preciso que haja primeiramente uma transposição_ O [). z_~^u/ ¡/ cotidiano 10)' CXLIHPlO, _IO dbflr . l POFIA C111 MIVV) . l IHJÇJHCEJ. A conquista do ; iecsso lenoinenoltõgico ao ente que VCnirClCrCliiüÚlírü comi» ¡fi v' sem m: nesse modo; te_ ao contrario. na rejeição das tendencias intei'pi'etati'as eoiicomitantes a ocupação e que a ela se impõem, encolvrintlnu em geral o leiwmeno de tal "ociiparse" e. ao mesmo tempo. o ente que tal mam; ele c ClH-LlC-CHÇOIIIFL) _i partir ele si mesmo Im ocupanse e para este. lísses equivncnc gngaiiaelores se' elucidam se perguntarmos . igora na investigacao: que ente tleve eonstitu' ' o tema revio. estabcleceiiClo-sc como o )K'C'l() solo ienomenico? Resposta: :is coisas. Nessa rcspiista que-pinie-se-ententler-iwnaiwi-mesma talvez ia . se ten 1a ? cre ido o HTVIO so u -CIIOIHCHIÇO (INC NL' ÂUKCJ. OH I1L'L' 'erslãiii- (llSCUTSO sobre o ente como "coisa" l_ 'xl reside uma inertpressa e . inteeipatla den na¡ caracterização ontologica. A analise que xier a perguntar pelo ser de tal ente Beiende: encontrar' ' - res-tle-sei' como coisit ilL e e rca it at e e etiva. .~ esplicaçat) de onbt- ontológica encontrara em seguiu a caracteresalewei* como sulvstancialitlatle. um materialidade, extensao. justaposieíio. Mas o ente t ue vem-tle-eneontrt) na Realiéí ocupação c- de pronto re-ontolovicamentc encoberto nesse ser, Com o no- d mear t e coisas como o ente "Lie imediato da 'rrawe ontoltwi *llmheíl* embora s* *ira signi car ontic-amente algo tlístinto. Oque c- propriamente ' 9 - « ~ , _ SeiEDC' signihcado tvermaneee iiideteriiiinatlo. Ou, entao. essas coisas ' caracte- geu M' ri a as como "detentoras" de va or. Que significa valor ontologicamente? c Á x em” tomo apreeii er categoria mente esse "Lleter' e o ser-detido? i-inda que . se W*- . . . ^ . _ d¡ e! prtstinda da obscuridade dessa estrutura de Lima detcnçao-de-valor. 109 trato com ente. O ente que precede temunenologieaiiiente o tema, aqui por-
  3. 3. SER r. TEMPO acaso fo¡ por ai encontrado o fcnomênico do caráter-de-ser de O-quC-Vcm-de. encontro no trato da ocupação? O, gregos tinham um termo adequado para designar as "coisas": rtpáyuoera. ¡sw é_ aquilo com que temos de nos haver no trato da ocupação (na npagiçi Dcixaram, porém. ontologicamcnte na obscuridade precisamente o carater especificamente "pragmático" dos 1tpáyuata, determinando-os "de imediato" . n . . como "meras coisas “. Denominamos instrumento o ente ue- -de-eneon- í . “o no ocupar-se. No trato po e se encontrar o instrumento para escrever. a* ara costurar. para trabalhar [ferramentaL para viajar [veículo], para medir. O modo-de-ser de instrumento deve ser posto em relevo. Isso ocorre pelo fio-condutor a pr via e imitaçao oque az oinstrumento um instrumen- to, ainstrumentalidade. í . . __ , ,. . Em (CUBOS fl OIOSOS, um IDSEFUmCHEO nunca C ISO O SCI' dC instrumento pertence sempre cada vez um todo-instrumental. no qual esse instrumento pode ser o que ele é. Instrumento e' por essencia "algo para. ..". Os diversos modos do "para algo", tais co ntribuir. empregabilidade, maneabilidade. constituem uma totalidade-instrumental. Na estrutura do “para algo" reside uma renziizciio de algo a algo. O fenômeno indicado por esse termo só pode ficar visivel em sua gênese ontológica. nas análises subsequentes. Provisoriamente. e preciso por diante do olhar uma multiplicidade-de-fenômenos-de-remissão. Correspondente à sua instrumen- talidade, o instrumento é sempre apartir da pertinência a outro instrume - nelas. portas, quarto. Essas "coi ” unca se mostram de imediato se aradas umas das outras, vindo depois, numa como ue soma de coisas reais, a preen- maticamente a ree se tmmento-dc-morat. A partir es e, mostra-se A Por quê? ! elõoç - uopqav] - 137m! Mas a partir da 'téxvm portanto. interpretação “artilícialÚ 5° “PW não Fosse pensado como elôoç. ¡Béa! ZII
  4. 4. ¡mmy-¡ç-io do quarto c. nesta. cada um dos instrumentos "imiivitluais". .1- ' ' mu¡ destes já está Licscobcrm em cada caso uma totalidade¡instrumental. A O trato aieito cada vu. ao instrumento é onde ele pode unicmnermtc se mostrar genuinamente em seu ser. por exemplo, o ¡nnrtciar com o nmrtelo. não apreende tcmaticamcnte esse ente como uma coisa ocorrente. nem u empregar sabe algo assim como a estrutura-de-mstrumento enquanto tal. O marte-lar não tem um saber unicamente acerca do caráter instrumental do martelo. senão que se apropriou desse instrumento do modo mais adequado possível- titutivo d o esomer . tanto mais originária será a relação com ele e menos encoberto será o modo por que virá-de-encontro tal quai e', como instrumento. Í 5 martelar ele mesmo descoEre a es ecíñca “maneabilidade” do martelo. O modo-de-ser de instru- mentq, _em ele se manifesta em sia partir de si mesmo. nós o denominamos a tctilizabilidade. mente porque o instrumento tem esse "iser-em-si", ¡úo se limitan o a apenas ocorrer, e' e e manejável cm sentido amplo e disponivel. - Oll ? ARI 21k LlCitÉ "aspecto as coisas, ele não é capaz de descobrir o utilizável. O olhar para Pó": mais ' z r o an o apenas para este trato que emprega-e-maneja não e', porém. cego e tem o seu próprio modo- dc-ver, conduzindo o manejo e lhe emprestando sua específica segurança. O trato com instrumento se subordina à multiiieidadcde-remissào do "para algo”. O ver de um tal juntar c' n ver-tzo-redor. Ocom ortamento o sentido de ser des Vld0-~dc-visão_, e sua diferen a em rela ão ao compo 0l'lCO não re- s' . . , _ ld: SOHICRIC Ênl quC aqui SC CÔnSldCI-a C 1353 11g! ” C, paÍa n30 pCÍnTcInCCCl' CÊgJ. , â ação emprega ' - - z 1 o ori inariamen- 5': um nrn - _Jpar-Sçiq Sua vigão. O comportamento teórico é m Puro olhar-para ' -r › z . ._ 2.13
  5. 5. Hm Hum: quç n. '1nu'~›. ¡ovrcclrvr. P. . apesar dc olhar nao TIIIJÍPLIÔ-rcklül', ele nÇm t_ um_ rminxlfd” _ . . . . pm ggrJI_ o UIIIIZJVCI nao c de Imediato apreendido ECUHCJPHCRÉC, nem ruvido de regras. pois seu cànnn se forma no mczuziu, L_ “n” 'ist()-. l()'rC(l()| ' pelo verao-redor. O imediatamente peculiar . m urilir AW] 4- o como que retrnimento cm sua UEÍlÍZRbllÍClJdC. .x rim de »gr pre-gh¡ L- Proprkunentc ixtilizávcl. íklml” lunm 3 que 0 trato cotidiano da' Pronto C duám nÇm sim os instrumentox-para-obrar, .u lerrmnenta» elas mcxnmx, m» . z obra. o que (leve ser produzido em cada caso. aquilo de que lu primarn- mcnrc ocupação c, por conseguinte. e tambem utilizmvcl. ; nbm “hu-nm _l mu]¡dMle-Liurcmissão em CLUO interior o instrumento vun-rlrugnçrsnrrn, l.1¡i1.1..1~; L1ll'1.1 tem. A (whrn . l-'(_'r-pl'()Lill'I, l(i;1 como opJrJ-qnãde martelo_ : pur seu lado, o modo-tlcwcr do instrumento. O slplto . I ser Prrvkllwltll) g m_ «cr calçado pronto L' para¡ve¡w'vre¡1¡px›. . nbmqucPrÍ()rÍ[;1I'Í; lH1Cn[C 'cII1-Llc-cncnntn› no tmto de otuixitfxxa r . iiluÇlJ que w acha um elaboração 7 m que, nocrnprcg<u1uc ¡mreucntnt lhe rota. venha eonjuiitail1cnte de encontro o XITA-k ut* de . um cm vrcgxlvilnlstlc. Por *1do. .1olvr;1 encomendada somente n Ç sobre o Hmtlauneiitu Lle »eu un- Drcul) L' klj; Líünillillüú C-FCIUINMIK) t 0 k'l1l'k'L| lL'lk'C W' L LWCH HK'. MIRIM. . DHIN H 1'l'. l5 . i obra ;1-SCl'-Pl'0ll1Zl(l. l não L' somente em wrcqaxel z ¡aroduzir ele mesmo e cada vez, um e¡11pi'cg«n/ r.1l; mw um . ilwn. Íi nlwài ¡mult- . vo mcmuí tempo ;1 remissão .1 "iu. itcri. ti§'. H. : e FCPICÍIkl x . l kllllr¡ ›. Hu. .Lgulln CIC. 0 couro. por sua vez. e produzido . l partir klL pel . ç Lxtlx »ç obnm tlcanimais criados por outros. No interior do mundo ln Lunbuin . lHIIHJh que não são criados c. na própri;1c| 'inçào. ele~ de certo modo se pHKlLL-'Clll por »i mesmos. Pelo que, hi1 no muntlo-; iiwilwicntc um JAÇLWNU a. ente» que, nim HCLL simndo de ser produzidos eles mcsmox, ja são sempre lIÉili/ .JYClx. Alarm-lu, *llcílíc- [Trcgo remetem por si mesmos no aço, .io ferro. .to mineral. .1 pedi' a. .i nude-ira «le que são leitos. No instrumento empregado. a "natureLf e entlcx Cilbclta ? C10 cniPfçggugiÍndturezf à luz dos ¡wrodutos-da-natureza. -- ___ _LM
  6. 6. 71 L . iR i 'ri sir-o _um natureza não deve ser entendida aqui como n . llniiii o. “datam-nm nem tambem como_farm-da-mztzzreza. A mata e reserva florestal. o monçç_ Pcdrcira, o rio, energia hidraulica. o vento e vento "nas velas", Dctt-“LKTU, m . .mundo-ambicntcÍ a “natureza” assim descoberta 'Cn1-dc. çnü¡n¡rn›pndCWC Prcscindirde scu modo-de-scr como utilizavel e ela mesma pode ser LiCNCUbL-r, l-l e det mento da natureza permanece oculta a natureza como n qu; - "vive e tende". erminada unicamente em sua pura subsistência. .las a mw rick-Ohm, nos assalta e que como paisagem nos tem cativos. :. s plantas do botanieo nao , -50 Hores do caminho. o RHOFHI' de um rio geograficamente hxadt) 11.10 e a “nascente subterrânea". A obra produzida não remete somente ao ¡warawpie da ¡vossibilidatlç dg; , cu çmprcgo e n e-que e constituir. a; e a contem . io mesmo rampa_ nm muplct estados' artesanais', a rcmissái) ao portar or e usuario. A o ser ' r o. ele "esta coprcsente na v* - ~ . .. .a produçao gn] gn- mente int CICHIHHII( a e apon ; obra, portanto. não vem-tle-eneoiirro somente o ente que e LIIIlÍLIYCl. mas também o ente do modo-tle-ser do liomeln. em guia ocupaçar» r) PFOLlLIIlLlK) e iuntamente vemwle-eneontro o mum o em que vivem portadores e consumidores. o qual e. ao mesmo tempo. o nosso. ; obra de ocupação em cada caso mu» e somente . ilgo Litili/ .ivel no mundi» prisatlo, por 'Ílil /7.'/ /7/'l. 'u/ . lim eaminlaos_ ruas. exemplo, no local de trabalho. mas no n pontes. edificios. a natureza e tlesçoberta pela ocupaçao numa direçao de- terminada. Uma plaitaiform-a coberta de estaçarw lexa em conta as intempéries. as instalações de iluminação pública. a escuridão. isto e. a especifica mudança da presença e da ausência da luz do dia. a "posiçao do Sol". Nos relógios se leva em conta uma determinada constelação do sistema sideral. Quando olha- mos o relógio. fazemos
  7. 7. SER i› 'l'FMl'() f: : emprcgo incxpresso da "posiçãofio Sol". pela qual e introduzida a regulação 5h _istronômica ohcial tempot hi0 emprego desse instrumento, um utilizavel m de emprego tão uueuiato e corriqueiro como o relógio. a natureza-do-mun- h dwambiente também e' coutilizável. Pertence à essência da Funçao-de-çles- n coberta de cada imersão ocupacional no mundo imediato da obra que. sc« gundo o modo de nele cada vez se absorver, o ente do-interior-dtrmunrlo que também entra na obra, a saber, em suas remissóes constitutivas. possa scr descoberto cada vez pelo ver-ao-redor em diversos graus de expressão. em 457a modos de enetra ão do ver-ao-redor. O modo-de-ser desse ente e' a utilizabilidade. sta não deve ser entendi- ** n entanto como mero carater- a-apreensao , mo se o “ente" vindo›de- encontro imediatamente fosse posteriormente coberto de "aspectos" ou como se um material-do-mundo de pronto subsistente. fosse "subjetivamente colo- rido". Uma interpretação orientada dessa maneira omite que para isso o ente deve ser antes entendido e descoberto como puro subsistente. devendo em seguida, durante o trato que descobre o “mundo" e dele . se apropria. ter pre- cedência e assumir a direção. O que já conflita com o sentido ontológico do E conhecer que mostramos como nmdusjimdizdo do ser-no-mundo. O conhe- j cimento só consegue pôr-em-liberdade o ente apenas subsistente. indo 11/67)¡ | do utilizável na ocupação. x1 Lcti/ izzzbi/ idzzdz' c* . z dctrrnz/ nizizio onto/ dgit1›-cuzte- , › gorialdo ente como ele e' "em si". Porém só "se da” utilizável sobre o fundamen- '; to do subsistente. Mas disto se segue - uma vez admitida essa tese - que a utilizabílidade está ontologicamente Fundada na subsistência? Entretanto, mesmo que se viesse a comprovar. numa interpretação ontológica mais desenvolvida, que a urilizabilidade é o modo-de-ser do ente descoberto de pronto no interior do mundo e que se pudesse ate' demons- trar seu caráter originário diante da pura subsistência - com o que se expôs até agora a M ' › 35 S01 DO CHIEHÍO. COFIIO Cafáltf dO CHCOHKIO. 219
  8. 8. só po e vir- Mru l* l'l-iII'() _dgo foi ; tenso conquistado para o entendimento ontológicn do ienôincnrrrlr» mundo? Na inter reta ; '10 desse ente-do-interior-do-i Indo, o mundo já rm '. “ v 1' ' . ' . ›-. -_ . ~ . - scmprc por nos pressuposto. A ¡unçao desses tnttx numa soma mo resulta no cñnranto em algo assim como mundo . Há. então, em geral um caminho que, a partir do ser desse ente. va ate que 0 fenômeno-do-mundo se mostrei” _6 16. Á confarmidade-iz-Irz; mt/ o do nzundo-iznzbiczzzc* que se anuncia no @me do-intcrir¡r-do-nzzzndo O mundo não e' ele mesmo um ente do-interior-do-mundo e n o mundo determina de tal modo o ente do-interior-do-mundo que este C-CHCOHCFO C O CHIC dCSCObCFEO SÓ POdC SC mostrar CIT] SCI] SCI'. _v na me i a em gue “se dá” mundo. Nias como “se dá" mundo? Se o DIÍÍÚÍÍÍ éonticamente constituído pelo ser-no-mundo e pertence essencia mente ; I ser um enten imento por mais in etermma o que seja. um enten 1- mmto- 0- '- , nao tem e e tam em um entendimen-tofdeí mun o. um entendimento pré-onto ogico, que dispensa e sem dúvi a pode ISPCDSQI ln C CC O O lCaS CXP lClCaS. O OCUPQdO ser-no-mundo jun- to com o ente que vem-de-encontro no mterior-do-mundo, isto e', com sua interioridade-no-mundo, não se mostra algo assim como mundo? Esse Fenô- meno não cai sob um olhar pré-fenomenológica, não está sempre à sua vista, Stm exigir uma interpretação ontológica temática? Não tem o Dasein em si mesmo, no âmbito de sua ocupada absorção no instrumento utilízável, uma PWÚbÍÍÍdadC-de-ser em que, tam o ente do-interior-do-mundo de que se °C“P3› 5113 mundidade reluza de certo modo? S ~ . . . . . - pod C essas posslbihdades-de-ser do Dustin no interior do trato de ocupaçao cm - se' "mstradns. abre-se entao ¡Utor sc vczç 'her Permite observar que. desde o semestre de verão de 1919-1920, Cm “m” S . cm 5h05 cursos. deu conhecimento da : Análise do mundo-ambiente e em geral da mcnêuric ~ . . a da fílCíuálldüdC do Diuriu.
  9. 9. Sru r rnMvo um caminho para ir cm busca do Fenômeno que assim reluz. procurando como que "localiza-lo" e intcrrogá-lo sobre as estruturas que nele se mostram. Pertencem i¡ cotidianidade do ser-no-mundo mod¡ da ocupação que fazem vir-de-cncontro o ente ocupado de maneira que nele Fica s¡ mostra a conformidade-a-mundo do que e' do-interior-do-mundo. O ente de pronto utilizável pode ser encontrado na ocupação como não-utilizável. como nao ada, o material, ser impróprio. O instrumen , caso, um u[i 113 1 M35 O SC¡ nao-empregavei não C HCSCOECTÍO P01' uma IHSPCÇQO que CODSIHEQ propriedades. mas pelo ver-ao-redor do trato que emprega. No descobrir o - e. Mas nisso reside que o não- emprcgável Fica somente aí - mostra-se como Coisa-instrumento com tal ou qual aspecto que já subsistia também constantemente com esse aspecto, em sua utilizabilidade. A subsistência pura se anuncia no instrumento. mas para voltar a utilizabilidade do ocupado. isto é. do que está em conserto. Essa subsistência do não-empregável ainda não dispensa pura e simplesmente toda utilizabilidade, o instrumento assim¡ subsistente ainda não é uma coisa que só ocorre em algum lugar. O dano do instrumento ainda não é uma mera alte- ração-de-coisa, uma mudança de propriedades em um subsistente. Mas o trato de ocupação não só esbarra contra o que não pode ser em- pregado no interior do cada vez já utilizável, pois o encontra também no-que- falta, que não só não é "utilizado", mas não é em geral "utilizável". Uma falta dessa espécie, como encontro do não-utilizável, redescobre o utilizável em um certo ser-somente-subsistente. No notar o não-utilizável, o utilizável ocorre no modus da imgortunagãa. Quanto mais urgente e a necessi a e e empregar O-que-falta [dar Feblende: o faltantel, 223
  10. 10. Sin l lI-MPU quainto mais propriamente ele vcm-de-encontro em sua nao-util¡mlnluhdu_ tanto mais o utilizável se torna importuno. .i ponto de parecer que perde n writer da utilizabilidade. Desvcnda-se somente como algo que é [lniggingnrc subsistente. que não pode suprir o que falta. Como mori/ u deficiente de uma Ocupação, o ficar perplexo diante de algo descobre a . só-subsistência de um utilizávcl. No trato com o mundo da ocupação o não-utilizável pode vir de encon- tro não só no sentido do que não pode ser empregado ou do que pura c simplesmente falta. mas como não-utilizável que precisamente Hiíu falta e min deixa de ser empregado, mas que “Fica atravessado no caminho" da ocupação. Aquilo para que a ocupação não pode se voltar, para o que "nao tem tempo". é algo náo-utilizável. no sentido de nao-pertinente. do que esta rota de lugar. Esse não-utilizável perturba e torna visivel a míu-prr/ ¡zzezn-í. : do que de ime- diato e anteriormente devemos nos ocupar. Com css-a nfiortvcrrinenci-a se anuncia, de um modo novo. a subsisrcncia do utilizavcl como o ser do que ainda permanece pendente e pede soluçao. Os nzodi da surpresa, da in1portiiiiaç-. ic› e da não-pertinência tem a fun- ção de pôr à mostra no utilizável o car-ater da subsistência. Mas o Litilizavel ainda não e' ronriderado nem visto com um olhar embasbacado. como um subsistente unicamente; a subsistência que se . inuncia esta ; iinda vinculada i1 utilizabilidade do instrumento. Este ainda não se oculta nas meras coisas. O instrumento sc torna um "traste", no sentido de algo de que gostariamos de nos desfazer; mas, em tal tendência para dele se desfazer. o utilizável ainda se mostra sempre como utilizável em sua tenaz subsistência. Mas que significa para a elucidação dofenzinzelzr¡ da mundo essa referên- cia ao modificado vir-de-encontro do utílizável, no qual sua subsistência se revela? A análise dessa modificação faz também que ainda permaneçamos junto ao ser do que e' interior-ao-mundo e que ainda não nos aproximemos do fenômeno do mundo. 2.2;
  11. 11. nara Sm( i› Tl-ÍMPU Não o aprccndcmos ainda. mas temos agora a no diante do olhar. Na surpresa, nairnportunação e na não-pertinência. o utilizável perde de certo modo sua utilizabilidade. Esta, se bem que de maneira atemática. já égntendida ela mesma no trato com o utilizável. Não desaparece simplcsmgnm mas, na surpresa do que não pode ser empregado. ela de certo modo como que se despede. A utilizabilidade se mostra de novo e precisamcntc “Em R. mostra também a conformidade-a-mundo do utilizável. possibilidade de pôr o Fenome~ A estrutura do ser de utilizável como instrumento e' determinada pelas remissóes. O peculiar “em si" quc-por-si-mesmo-se~entende das "coisas" próximas que vêm-de-encontro na ocupação que as emprega, mas não as considera expressamente. pode tropeçar no não-empregavel. Se um instru- mento não pode ser empregado, perturba-se a remissão constitutiva dc um para-algo a um para-isto. As remissóes elas mesmas não são consideradas. estando, contudo, “ai”, pois que a ocupação lhes e' subordinada. Na pertur» baçáo da remissão - no não poder ser empregado para. .. a remissão torna- se, no entanto, expressa, embora ainda não se torne expressa como cstrutu~ ra ontológica, mas fica onticamenre expressa. porém, para o vcr-ao-redor, o qual esbarra contra a avaria na ferramenta. Com esse despertar do ver-ao- redor da remissão para o respectivo para-isto, este fica visível e com ele a conexão-da-obra, a “oficina" inteira como aquilo onde a ocupação sempre já estava. A conexão-instrumental não reluz como algo nunca visto. mas como um todo já constante e de antemão avistado no verao-redor. Mas, com esse todo, o mundo se anuncia. De igual modo, a falta de um utilizável. cujo acesso cotidiano era de tal modo algo-que-se-entendia-por-si-mesmo, que dele nem sequer nos apercebíamos, é uma ruptura das conexóes-remissivas descobertas no ver- ao-redor. O vcr-ao-redor tropeça, cai no vazio e só agora vê para que e com qu? 0 que falta 227
  12. 12. NPRI ll. ll'il )- '7)l11llnl)n '~ -- 4 . era unli/ .utl. l t n( l ( t t imbienü u -¡Í1|¡Í¡L| -1.()(]l| k . mim rclu/ nau ~' ")ll[r)'l11' . i . , , . - L. um iirili/ .iiel tnnt( L s e uios Und! Ul11.l(/ I_i¡i/ ¡u/ ¡ _mm qm. _l funda', › . ~ 'i/ ..iv 'l. El' in › - ~ . ,- _ v o ¡ngtrllllitlitü util e t e o ii Intex de roda ci)Ii[.1[.1ç. i› e considera_ . i em que este cam sempre dirigido para o ente. mas ele ; a esta cada vu. aberto para o 'L'['-. 1)r1'çd¡)¡_ _m_ Ele e ele mesmo inacessivel ao ver-. io-retlor. na mcdiil «Ah-ir" e "ser aberto serão em seguida empregados terminologicamente siur " -< r n u . .. L , _i ~ ser do que e aberto. Abrir nunca signihca "obter algo. de forma mediata, por uma inferência". Que o mundo não se "compõe" de utilizíiveis e mostradt) entre outras coisas em que. com o rcluzir do mundo nos mar/ i interpretados de ocupação. ocorre ao mesmo tempo uma desmundiñcação do utilizavel. de tal maneira que fica nele manifesto o ser-só-subsisrente. Para que o utilizavel possa 'ir› de-encontro na ocupação cotidiana do 'imundo . imbiente" em seu “ser-em-si", epreciso que as remissóes e as rot-. ilidades remissivas. nas tlllJls n 'ei'-;10- redor é absorvido, permaneçam ; itematicas para ele. .mim como o »fio e. com mais razão, para uma apreensão "temática". Fora do ver-ao-retini'. Que o mundo mio se izmnzriee a condição da ¡vossibilidade de que o utilizavel nao saia da sua condição de não-surpreendente. onde se constitui a estrutura fenome- nica do ser-em-si desse ente. As expressões privativas como nà()~s'lll'pl'cw. l. IIÃOÁÍIHPOFELIDJÇÍIW e nao- pertinência designam um carater fenomeniet) positivo do ser do UÚlÍZLlVUl imediato. Tais "mãos" significam esse carater do I11.1I1[Cl'-sC~Clh-l do utiliza- vel. o que temos em vista com o ser-em-si, mas que, de modo característico. atribuimos de "pronto" ao subsistente como o que deve ser teniaricamente lixado. Na orientação primária e exclusiva para o subsistente não se pode es- clarecer ontologicamente o “em si". Entretanto. se o falar de “em si" lTÀ de ser ontologicamente relevante, então uma interpretaçat) deve ser exigida. Ha uma referência no mais das vezes enfatica, do ponto de vista ôntico. .i esse ein-si do ser e, com razão, no seu aspecto fenomênico.
  13. 13. M: R r. 'x' m¡ rn “hs C55(- rccurso rinlia) ainda não satisfaz à pretensão que através dele sc supóç Jada pela cnunCÍ3Çá° 'mm/ óKÚtI. A ; Inálise levada a cabo até agora já dciu claro que o ser-cm-si do ente do-interior-do-mundo só pode ser ontologica- mcmc ; rprcendido sobre o Fundamento do fenômeno-do-mundo_ Mas xe o mundo pode de algum modo reluzir. ele já deve em geral estar aberto. Com a acessibilidade do utilizável do ente do-interior-do-mundo para o VcpaO-fCdOr ocupado, o mundo já está cada vez de antemão aberto_ po¡ conseguinte. o mundo é 21180 “em que” 0 Ddiein como ente cada vez iá yr. : e ao qual, cada vez em que progride expressamente para algo_ não fa¡ ; cn-ão ¡cgredín Segundo a interpretação desenvolvida até ; igor-a, ser-no-mundo signiñca o absorver-se atemátíco do ver-ao-redor nas remissóes constitutivas da utili- zabilidade do todo-instrumental. O ocupar-se já é cada vez como ele c. sobre o fundamento de uma confiante familiaridade com o mundo. Nessa confian- ça oDasein pode se perder no vir-de-encontro do que é interioruo-mundo c ser por ele absorvido. Que é aquilo com que 0 [Justin tem familiaridade e por que pode reluzir a conformidade-a-mundo de o-que-é-o-interior-ao-mundo? Como entender de modo ainda mais preciso a totalidade-de-remíssão em que se "move" o ver-ao-redor e por cujas possiveis rupturas penetra a subsistência do ente? Para responder a essas perguntas visando à elaboração do Fenómeno e do problema da mundidade, é necessário que se proceda a uma análise mais concreta das estruturas sobre cuja conexão arquitetônica as questões propos- tas sc interrogam. § 17. Remisszía e sinal Na interpretação provisória da estrutura-de-ser do utilizável (dos “ins- uum°“'°5")» o fenômeno da remissão se tornou visível, mas apenas em esbo- ç°' d' m°d0 que foi necessário acentuarmos ao mesmo tempo a ncccssídadc fl: Pô' a dcstoberto o fenômeno em sua origem ontológica. antfs 5°m°ntc “ditada Além de que 231
  14. 14. *I It I II Mi-u Hum claro que . i remissàn) e . i totalidade da remiwio em ilqum xcntiilu ç mrr1.ir. ic› constitutivas da Inlllltllclíltlc ela Inesma. Ate . itçom só Ylmux u nmndn reltwindo em c para LlCICFIHÍHJLlOS modos do ocnparwe no Ver i4›~1'c(l«n^ do mundo-ambiente do LltÍllZáVCl e ¡vrecisamente um¡ . l sua utili/ ,ahilitl ule Portanto. quanto mais penetmrmos no entendimento do ser do ente kl<)'ll1^ terior-do-inundo. tanto mais amplo e mais seguro será o solo tenomenieo sobre o qual o fenómeno-do-mundo será posto-em-liberdade. Retomamos o ponto-de-partida no ser do utilizável c agora no intuito de ; ipreender mais rigorosamente o fenómeno da rvmiizxuiu ele mesmo. Para ; ilcançar esse Fim procuramos fazer uma análise ontológic-. i de um instrumeim to tal que nele se possam encontrar "remissóes" numa multiplicidade de sen- tidos. Semelhante “instrumento" nós o achamos nos _vma/ lt P-. ilavra que nomeia diversas coisas: não somente diversas espíritas de sinais podem ser rormalizadas. mas o ser-sinal de. .. pode ele mesmo se formalizar' um ¡lí/ li! espera* ¡uzizrerxiz/ de relação. de tal maneira que .1 própria estruturu-cie-sinnl fornece um fio- condutor ontológico para uma "caracterização" de todo ente em geral. Mas os sinais são de in1eLli-.1tç› eles mesmos instrumentos. cujo especifico caráter-de-instrumento consiste em INOX/ HH'. Sinais sim. por exemplo. os mar- cos miliários, os marcos divisorios, ;is esferas que . muncinni tempestade nos navios, sinalizaçóes, bandeiras, sinais de luto e . semelhantes. O mostrar pode ser determinado como uma "especie" de remeter. O remeter, tomado numa acepção extremamente formal, c um re/ .zv¡m1iz›: Mas ;1 relação não tem a fun- ção de um gênero de 'especies' de remissóes e diferenciando-se em sinal. simbolo, expressão, significação. A relação e uma cieterminaçát) Formal que. pela via da "formalização", é diretamente apreendida em toda especie de co- nexões. qualquer que seja seu COHCCÚdO-dC-COÍSLI e modo-do-ser'. l . . Ci. E. Husserl. Mew¡ zu einer reina¡ pb¡NIINHÚ/ lll/ llflt' unr/ p/nuu¡muuu/ izgur/ ¡uu P/ u/irxnp/ ru' lldcias para uma fenomenologia pura e filosofiafenomei1ologic.1l. l'l'.1rtc deste Amnirio. vol. l. § 10 W: :ilém de já nas LllgÍíf/ Jt' Lln/ vriviJun/ gen [lnvextig. içúe~ lógichl- V0¡- l- Cñpi ll › "Für die Analyse Von Zeichen und Bedeutnng" [Para . i . unilise de sinal e sit. ; “mclçãol, ibidem. vol. ll, l* lnvestignçim. 135
  15. 15. 'lbda remissão e uma relaçao. mas nem toda relaçao 4- uma remissin Tori¡ "mostraçfio e uma remissao. mas nem rodo remeter c um mnstrar, Dona¡ reside ao mesmo tem? ” que mdü müstração" c uma relaçao. mas nem [ndo relacionar e um mostrar. Dessa maneira hca claro o caráter Liniversal-fi. mml dc rclnçfio. Para a investigação dos' fenómenos da remissão. do sinal da . significação. nada se ganha' caracterizando-os como rel deve-se mostrar que, em uirnu/ e de seu carater universal e mesmo . lex-m. Nu íinal_ -formaL . i "aviação" (cm também ela mesma sua origem ontológica numa remissão. Embora a presente análise se limite a interpretar n sinal em sua tlifiereir ça com o lenÓmeiio-Lla-reiiiissão, mesmo dCIIEFU dessa limit. iç. ir› não se path- investigar adequadamente toda . i miilriiwlicitladu; dos sinais possiveis. Entre os sinais estão os sintomas, os pressgigios, Us sinais precursores. os sinais rçtrosr pectivos. as insignias, características cuja m<'›str. iç. iv› L carla e/ Lll'L'| '.1,LlC1- xando totalmente de lado . iquilo . i que serv-ç tada rg¡ . i 1l_ll_ But_ "tnmç" epreciso separar: o rastro. o xestigio. o IHUHUIHLHTH_ u ilntiimenro. n teste- munho, o simbolo. .i expressao. «i . ipirceiiiiciitu, .i signiiic. iç. i-~, Fenomenos esses que podem . ser facilmente ii›riii. i|i/ .itlos com iiintl. iiiiciir«› em seu liurlnal caraiter-de-relaçao; hoje estamos partiriilariiieiiie pru ; pensas . i facil siibmissfio de todo ente a Lima "intei'pi'et. ic. io" pelo ii<7'L(>l1kllI[I| I'Llk' ral rei icfio. sempre "satisiiitórizi" pois. no iiintlo. ela nada dix. il! ! mesmo iimtlu que nada di¡ o esquema. facilmente mancjavel. de #luana L' Liiliítllllti. Como exemivlt) de . sinal Csúillicmus um sinal que num. : . inalise posterior sirva também de modelo . i partir de um outro punto de s ista. l 'ltimamentta os ; iutomoveis usam uma Hecha giratória ermcllia cuja imsiçím. em um eru› zamento, por exemplo, indica cada vez_ o caminho que <› carro seguira. A posição da Hecha e regulada pelo contlutor do veiculo. liuml-"WIHI-Il para comprovar . i ¡xossihilidade do pretendido pela Logistica.
  16. 16. Esse sinal é um instrumento utilixável nào só no ocupar-xe (conduzindo) do condutor do veículo. 'lhmbém os que não viajam no veículo e prççiwncn, rc eles - empregam esse instrumento e sem dúvida no modo do desviar-ag para o lado correspondente ou ficando parados. Esse sinal é um utiIiz-. ívcl do interior-do-mundo no todo da conexão-instrumental de meios de transporte c de regras-do-trânsito. Como um instrumento, esse instrumento-de-mostrar éconstituído por remissão. Ele tem o caráter do para-algo, sua serventia dc- termínada é para o mostrar. Esse mostrar do sinal pode ser apreendido como “remeterÍ Mas é preciso notar que esse "remeter" como mostrar não e' a es- trutura ontológíca do sinal como instrumento. O “remetef” como mostrar se funda, ao contrário. na estrutura-do-ser de instrumento, na serventia para. Nlas essa serventia não e suñciente para fazer de um ente um sinal. Também o instrumento “martelo" e' constituido por uma serventia que não o transforma, porém, em um sinal. A "remissão" mostrar e' a concretização ôntica do para-qué de uma serventia e determina um instrumento para isso. Ao oposto. a remissão “serventia-para" é uma determinidade ontológico-categorial do instrumento como instrumento. Que o para-quê da serventia receba sua concretização no mostrar é algo acidental para a constituição-de-insrrumento como tal. Nesse exemplo do sinal já ñca visível de modo rudimentar a diferença entre remissão como serventia e remissão como mostração. Ao invés de se identiñcarem, somente a unidade de ambas possibilita a concretização de uma espécie determinada de ins- trumento. Mas tão certo quanto mostrar é distinto nos seus princípios de remeter como estrutura do instrumento, não menos indiscutível e' que o sinal tem uma relação peculiar e mesmo assinalada com o modo-de-ser do todo- instrumental cada vez utilizável no mundo-ambiente e com sua conformi- dade-a-mundo. O instrumento-de-mostrar tem uma utilização assinalada no trato de ocupação. Entretanto, a simples constatação desse fato pode não 5°¡ ontologicamente satisfatória. Deve-se elucidar 0 fundámcnw C Sentidc' dessa precedência. 137
  17. 17. rni HMPH Que significa o mostrar de um sinal? 5o s( obtem g, rhpnsti quindo . Jr-terminamos adequadamente o modo-dewrato com o instrumento-dt»m. .t. trar. No quc IJIHbÉHI w eleve apreender genuinamente . a sua llílllÃlhlllkllklL_ Qual a maneira . idequada de lidar com sinais? Na nrient. s 71H i1r. i«›: eiiiplu dado (a flecha) loi preciso tlizer; o entnpnrtamcntr: correspondente ser em relaçao ao sinal que em-tleeneontrn e o "deu “pe, ” d( _u _. 'm Piüddt em rela 'ao ao veículo t ne chega e k. l'| 'L_''_¡ _i Hggha_ ndo; ii; u m, H7 Al r n h l Í lllJi uma direçao pertence essencialmente ao Crdlíldlltllikltr . lu l'. - . l »re es: : de alguma maneira sempre tlirigulo para e . i eanimlir» de. _i g, ;alo sao _ipenas casos-limite desse estar tlirigiilcw . i . simply. .L u , _ Amb aum ser-no-mnntloespeeilieameiite"esparril mw» Ll _ ; s m¡ i mente "apreendido" quando nele no. lium» iu . .i-i u¡ l" . m. um_ ocnrrente xoisa-ile-mnstrai. Xlesniu xiusnilw _, ; ¡: ': ~ . mw l , .Em x1_ mostrada pela lleelia e olliamos pai». air; ~ . p, . l~~: .: « c. . issinalatla por ela. mesmo k lll I«›<- sn. A¡ piuiv» «u s w. v d. . vitro lÍlCscVUlLlpillllllclqln ietloi IIUIIIiH-'z ~ ; ~ . _m_ t. w l _ 1.1 iLjl « vcr-. urretlnr. seguindo sua mosiiat m. . . = ... s; _g . m. : conjunto" do que o lllllllklilulllilHiill: x ll s . l . ii. m n». Nu: CiH-(llllillllfu do 'CI'*. l(«| 'L'tl(I| ' HAN o": .I ~~ ' . -x « : i . .Ã contrario. uma orientaean›nointeiiuiwiunmriiw rHilWel". ' w u: liilitlatle da experiencia-de-mstrumeutns z. lLle en: qu_ i tl. , . n controeomo um instrumento pertencente . ao xeicnlu: m 'ix s» ~ »pu llis'l earater-ele-instrnmentsi da lleelia nao tem de sei tleseuliei 1-». mui. ix i'm a. k ; x i l completamente indetcrmilmtliw o que tlexe mostrar L Ll'lll'l de: x aii» -si que em-ale-eneontrx» nao e pura e simplesmente Lima. enisa. _K «limit-ncia . nLnÍi. tlirereiitemeiit. do enewntio lille' «le-coisa exige . sua propria zÍe/ rw/ diato de uma lilllllipllclLlildCwlcslI1S[l'llH1Cl1[U dis ersamente- izitleterminaila. Sinais como os que foram tleseritos fazem que o utiíiuaxei senha-ile- °"°*"If0. nn mais precisamente. ta/ em que uma conexao . lo mesmo se CUFHC ¡JU . ieessivel que o trato de «ieupaçfm se de uma orientação 139
  18. 18. Hi R l l Iv. I| '() c dela . se . issegure. O . sinal não e uma coisa que esteja em relaçao mostritivi ! NIF/ Nie em re/ uvr: ('. '/ H': '.'. nIII/ Hill' m¡ maneira qm' . re . mmzr/ ,z . m nzexmn [rm/ m , z i'nn/ nrn1¡(/ .z/ Ír-Jw11u1/Íu do ¡ttz/ zziízicl. No sinal indicativo e [im “se mostra" "algo por ocorrer”. com uma outra coisa. mas um ¡'›1.rn~¡n; ¡g; ¡¡, , ¡«¡7'-,1¡›-)'z'(Í()7' um rar/ n ¡›¡, ~'I›'1n21e›¡r.1/ de no sinal prospec- mas não no . sentido de ; ligo que so 0eor› “aquilo por ocorrer" c algo para o qual ia estamos preparados, ou não, porque nos ocupávamos com outra coisa. Pelo vestígio. o que ocorreu ou o que findou se torna acessivel ao er-ao-reelor. A insignia mostra "aquilo de que se trata" cada vez. Os sinais' mostram sempre em sentido ivrimzirio, aquilo "em que se vive". aquilo em que rerai sobre-vindo ao ja subsistente; a «acupaçao se detém. o que costuma ocorrer. O peculiar caráter-de-instrumentrw do . sinal se torna ainda mais particu- larmente claro na "instituiçãcmlorsinal". líla se efetua elentro de e apartir de uma precaução do ver-ao-redor, u qual neeessira da Litilizavel iaossibilidade dc deixar que o tempo todo o respectivo mundo-ambiente se lhe _inuncie por um utilizável. Nlas pertence ao ser elo-imediato Litilizavel tloanterior-tltu- mundo a caracteristica já descrita de se manter em si mesmo e nao sobressair. Daí que o trato que vô-ao-redor no mundo-amlwiente necessite de um instru- mento utilizável que. em seu carater de instrumento. assuma a "obra" de tornar o utilizável xmpreezzdentr. Por isso, a produçao de tal instrumento (os sinais) deve ser considerada em relaçao a sua ; iptidao ; iara . surpreender. Mas' mesmo sendo assim surpreendentes. não . são deixados subsistir de maneira qualquer, mas ficam "dispostos", de um modo determinado a fim de facilitar o seu acesso. Mas a instituiçào-do-sinal não deve se efetuar necessariamente para que SC produza em geral um instrumento que ainda não e' utilizavel. O sinal surge também quando . re ! uma como rímz/ algo que ia e utilizável. Neste 7210x1115. a ins- tituição-do-sinal manifesta um sentido ainda mais originário. O mostrar não se restringe somente a fazer que um todo instrumental de utilizaveis e o mun- dO-&lmbiente em geral fiquem disponíveis para o ver-ao-redor orientado;
  19. 19. SER r. TEMPO e a insrituição-dc-sinal pode ate' pela primeira vez descobrir algo. O que c tomado 601110 Sinal SÓ Sc torna acessível por sua utilizabílidadc. Quando. na agricultura. por exemplo. o vento sul "vale" como sinal de chuva, essa "v-ali» dade" ou "o valor contido" nesse ente não são um acréscimo a algo ia em si subsistente. a corrente de ar e uma direção geográfica determinada_ Q vento sul mmm : :de intediatn subxistente, podendo assim se tornar meteorologica- mente acessível para assumir então, circunstancialmente, a função de um sinal prospectivo. Ao contrário, é o ver-ao-redor do cultivo-do-campo que desco- bre pela primeira vez, no modo como o leva em conta, precisamente o vento sul em seu ser. Mas pode-se objetar que a que é tomado como sinal deve ter sido antes acessível em si mesmo, sendo apreendido aulas' da instituição do sinal. É cer- to que deve ser em geral algo que já foi encontrado de algum modo. Perma- nece, no entanto, a questão sobre como o ente e descoberto nesse prévio vir- de-encontro: se como pura coisa que sobrevem ou, ao contrario. como ins- trumento não-entendido, como utilizavel com o qual "nao se sabia o que fazer" até agora e que, por conseguinte. ainda permanecia oculto para o er-ao-redor. Também aqui mio se devem interprctrlr lí( ; meu 0.x” _naum/ eres -z/ e-insrrznuenrt¡ 1/0 utilizáuel, ainda não descobertos pelo z'('7'-. zu-re¡/ (2¡', L amu »tem ruixzrfiz/ ÍL' / li-rÃz/ Íiz a um apreender do que ainda e' só subsistente. A utilizabilidade do sinal no trato cotidiano e a surpresa que lhe e ine- rente e pode se produzir com propósito e com modos diversos não documen- tam somente a não-surpresa de imediato constitutiva do utilizarel: o sinal ele mesmo retira a sua surpresa da não-surpresa do todo instrumental utilizavel que, na cotidianidade, é "algo-que-se-entende-por-si-mesmo', como, por exem- plo. o conhecido “nó no lenço" como lembrete. O que ele deve mostrar e. cada vez, algo de que é preciso se ocupar no cotidiano ver-ao-redor. Esse sinal pode mostrar muitas e diversas coisas. À amplitude do que 7-43
  20. 20. S v. R 1-' 'r 1-, M l' o _se pode mostrar em um tal sinal corresponde a CSUCÍICZLI cm que se pode entender c empregar. Não apenas porque ele. como sinal, só é Litilizável nn mais das vezes por "quem 0 instituiu”, mas porque pode se tornar inacessível a este último, de Forma que ao ver-ao-redor se faz necessário um segundo sinal para a possível aplicação do primeiro. Assim, o nó que não pode ser empre- gado como sinal não perde seu caráter-de-sinal. mas ganha a inquietante importunação de um utilizável imediato. Poder-se-ia ser tentado a ilustrar o papel preeminente dos sinais na ocu- pação cotidiana para o entendimento-do-mundo ele mesmo. J partir do am- plo emprego-dos3sinais" no Dustin primitivo, em algo como o feitiço e o encantamento. É certo que a instituição-de-sinal que fundamenta tal empre- go-de-sínais não se efetua numa intenção teórica. nem por via de uma espe- culação teóríca. O emprego-de-sinais permanece completamente no interior de um "imediato" ser-no-mundo. Mas, vista mais de perto, rica claro que a interpretação do feitiço e do encantamento pelo rio-condutor da ideia de sinal em geral não e', todavia, suñciente para que possa ser apreendido o modo do "ser utilízável” do ente que vem-de-encontro no mundo primitivo. Na perspectiva do fenômeno do sinal. pode-se dar a seguinte interpretação: para o homem primitivo o sinal coincide com o mostrado. O sinal ele mesmo pode ocupar o lugar do mostrado, não só no sentido de substitui-lo, mas de modo que o sinal ésempre o mostrado ele mesmo. Mas essa notável coincidência do sinal com o mostrado não reside em que a coisa-sinal já tenha experimentado uma certa “objetivação” e, experimentada como pura coisa, ela tenha sido posta com o mostrado na mesma região-do-ser do subsistente. A “coincidên- cia” não é uma identificação dc coisas antes isoladas, e sim que o sinal ainda- não-se-tornou-livre relativamente a aquilo-de-que-é-sinal. Tal emprego-de- sinal ainda está completamente absorvido no ser do mostrado. de maneira que tal sinal ainda não pode ser em geral separado. A coincidência não se Funda numa primeira objetivação, mas
  21. 21. hru i~ | '|'i| I'() , m [mal . iuscncia de tal objetivaçào. ISSO não significa. porem. que o sinal nan ¡'- L-m geral Llescoberto como instrumento e que. afinal, n "LitiliLivL-l" do inter rl()| '-d0-l11lll1(l() nao tem em geral o modo-de-ser do instrumento. ño-condiitor ontológico (utilizabilidade e instrumento) 'lalvez CW( em nada contribua para uma interpretação do mundo primitivo. e menos ainda o faria por Cerro . l ontologia da coisidade. Mas sc um entendimento-do-ser c constitutivo do [Mi-pin primitivo e do mundo primitivo em geral, torna-se então tanto mais urgente a elaboração da ideia “Formal" de mundidade, a saber, de um fenômea no que possa se modificar de tal modo que todos os enunciados ontológicox. segundo os quais algo que tal ainda mio e' ou que taljií min e'. recebam em um contexto FCDOITIÕIIÍCO ici-dado um sentido fenomenico pncirizw do que esxe algo min é. A precedente interpretação do . sinal (lCYÍJ oferecer apoio fenomenico unicamente Ci caracterização da remissão. A relacai) entre sinal c remissão c tríplice: l. O lnostrar. como ivossível concretização do para-que de uma serventia. Funda-se na estrutura instrumental em geral. no PJFJallgO (rcmixsaol). 2. O mostrar do sinal como carater-Lle-instrumento de um utilizavcl iverteuce a uma totalidade instrumental, a Lima conexão-ale»remixxao. ,T' O sinal nao e somente Litilizável com um outro instrumento. mas' o mundoaunbiente em sua utilizabilidade se torna cada iez expressamente _icessivel ao vcr-ao-retlor, 0 517m/ t" algo ontiazmcutt' Itti/ ízáUrÁ n qIMÍ. mma rir/ u 171›'/ ›'¡c221c›1rz› z/ ctcrn/ ¡inz- da, tem ao mesmo tempo izfiuztuão de algo qm' [nd/ luz . z rain-urina: mzm/ «ikqiiuz ([11 IlHYÍZd/ JÍ/ Ítlltldl', [[11 tota/ ¡dade-de-rcmirxiíz¡ c' [[11 ¡Izundi/ Írzdc. Ai tem raiz a pro cedência desse utilizávcl no interior-do-mundo-ambiente da ocupação que vé-ao-redor. Se a remissão ela mesma deve ser. por conseguinte, o funda- mento ontológico do sinal, ela nào pode por sua vez ser concebida como sinal. A remissão não é a determinidade ôntíca de Lim utiliz-. ivel. (mde ela mesma constitui no entanto a utilizabilidade. Em que sentido a remissão ; - a “pressuposiçarf do utilizável e em que medida ela, como 147
  22. 22. 5P R l- rl MPU esse fundimierito ontologico. e ao mesmo tempo çonstnmnu; d em geral? _ii 18. Cr›I1j¡u21¡z¡2í(› c . vzgrzzjâlyztit/ ídizde; .z ; mun/ idade 1/0 ; Mundo O utilizavel vem-de-encontro no interior-do-mundo. O sei' desse ente. a utilizabilidade, está, por conseguinte, em alguma relação ontológica com o mundo e com a mundidade. O mundo já está sempre "ai" em todo Litiliz-. ivel. O mundo, embora de modo nao-temático. ia c previamente descoberto" com tudo o que venha-de-encontro. Mas o mundo pode também reluzir em certos modos do trato no mundo-ambiente. O mundo e aquilo a partir de que o utilizável e' utilizável. Como o mundo pode fazer que o Litilizável venha-de- encontro? Ate' agora a análise mostrou: que o ser do que vem-de-encontro no interior-do-mundo e' posto-em-liberdade para o ver-ao-redor ocupado que conta com ele. Que significa esse prévio pôr-em-liberdade e de que modo entendê-lo como característica ontológica distintiva do mundo? Diante de que problemas a pergunta pela mundidadc do mundo nos põe? Aconstituição-de-instrumento do utilizável foi mostrada como remissão. Como pode o mundo pôr-em-liberdade o ente desse modo-de-ser quanto ao seu scr, porque esse e' o ente que de-pronto vem-de-encontro? Demos o nome de remissões determinadas à serventia para, à nocividade, à empregabilidade “C- 0 para-quê de uma serventia e o em-qué de uma empregabilidade prefi- guram cada vez a possivel concretização da remissão. Mas o “mostrar” do sinal, 0 "martelar" do martelo não são propriedades do ente. Não são em geral qualidades, se esse termo d deve designar a estrutura ontológica de uma possível eterminidade de coisas. O utilizável tem quando muito aptidões e Fica à luz_ a munditlailr:
  23. 23. Sm( l; 'rI-: Mvo inaptidóes. c suas "propriedades" estão nelas como que latentes. do mesmo modo que a subsistência está latente na utilizabilidade como modo-de-ser possível de um utilizável. Mas a serventia (remissão), como constituiçàrrde- instrumento, também não é aptidão de um ente, mas a condição conforme- ao-ser da possibilidade de que ele possa se determinar por aptidões. Mas. então, que deve a remissão significar? O ser do utilizável tem a estrutura da remissão - e isto significa que ele tem em si mesmo o caráter do ser-rc- metido-zz. O ente é descoberto em relação ao fato de que ele, como esse ente que ele e', remete a algo. Ele tem consigo o conjunmr-se a algo. O caráter-de- ser do utilizável é a tonjuntapio'. Na conjuntação. deixa~se que algo fique voltado para junto de algo. A relação do “com. .. junto. .." deve ser indicada pelo termo “remissão”. Conjuntação é o ser do ente do-interior-do-mundo, em relação ao qual esse entejá é de pronto cada vez posto-em-liberdade. Como ente, ele tem cada vez uma conjuntação. Isto de que ele tenha uma conjuntação com. .. junto e' a determinação ontológita do ser desse ente e não um enunciado óntico sobre o ente. Aquilo junto-a que a conjuntação aponta e' o para-qué da serventia, o em-quê da empregabilidade. O para-quê da serventia pode ter por sua vez sua conjuntação. Por exemplo, com esse utilizável que, por isso, denominamos martelo, tem a conjuntação no martelar, o martelar a tem no pregar para deixar firme, este no proteger de intempéries e este “a ñm de” abrigar o Dasein, isto é, em vista de uma possibilidade de seu ser. Qual a conjuntação que um utilizável tem é algo que está de antemão delineado pela totalídade-da-con- illntação. A totalidade-da-conjuntação que, por exemplo, constitui a utiliza- bilidade de um dado utilizável numa oficina “precede” o utilizável individual, do mesmo modo que a utilizabilidade de uma propriedade rural em relação 3 todos os seus apetrechos e instalações. Mas a totalidade-da-conjuntação ela mcsma rctrocede por último a um para-quê, junto ao qual mia ha' SITE: f-Cgistro do verbo e. consequentemente. de conjuntação. cf. Othaníel Motta, Ca- Mc “É” do Gymnasio de Campinas. Lições d: Partugrtez. 4* ed. melhorada. São Paulo. °“'°“0 Lobato 6( Cia. Editores, 1923. Lição XXXIX. Nota de p. 72. (N. do T. ) 15!
  24. 24. Püà_ mniunmçáo, pois j-. inào se trata de um ente do modo-de-scr do uçiljz-_n-c¡ da interior de um mundo. mas dc um ente cujo ser é determinado como scr-nm mundo. a cuja constituição-de-ser pertence a mundidade ela mesma. Esse para-quê primário não e nenhum para-isto como possivel junto-a de uma conjunmção. O "para-que primário é emwisra-devque. Mas n "em-vistmde" concerne sempre ao ser do Darvin, para o qual, em seu scr. esta essencialmerr u- gmjngo esse ser ele mesmo. O encadeamento mostrado. conduzindo LL¡ estrutura da conjuntaçao ao ser do Í)rz_rc'iil como o próprio e unico Cl11~Ís[.1' dL-. qué, por ora não será objeto de um exame mais detido_ Antes disso_ o “deixar-que-se-eonjunte" exige uma elucidação de suficiente . implitutle para levar o fenômeno da mundidade a uma / Íz'/ r*)'i/ //¡1¡zÍ. I/Ír' em que seia ¡mssncl propor em geral os problemas que lhe dizem respeito. Onticamente, deixar que se eonjunre significa: nu ÍHELHUI' de uma nur pação factual deixar um Litilizavel . ter assim nu . issim rum. : . ngm-a e. .IV/ /IH/ z/ r' que o seja. Esse sentido óntico do “deixar-ser” nus n . lPYCCHtlCIHHs antologi- camente em seu princípio. lnterpretamos um! issu n sentitlu que tem n previu pôr-em-liberdade o Litilizável de imediato ! m interior do mundo. Deixar Net" previamente não significa trazer ou pnulurii' . ilgu ia de . mtemau em seu scl'. mas descobrir em sua utilizabilirlatle . ilgu ja "sentiu" cada iu. rluifxhlhtliawi'. assim, vir-de-encontro como o ente desse scr. I-'ssg deixar que se cnniunte 'X1 priori" e a condição da possibilidade de que o Litili/ avcl venlia-xle-encnntrn e, de tal maneira que o Darvin. no trato ÔntÍÇU com n ente que assim em-dc- cncontro possa deixa-lo se conjuntar em sentido óntieo. O deixar que se Conjunte. entendido ontologicamentc. concerne. ao contrario. o por-em-li- berdade aula utilizavel como utilizavel. quer ele onticamente tomado possa se conjunrar. quer possa. ao contrário, r à) düxdrscr. Ci. "Vom X/ esexi der VahrheiÚ [Sobre a essência da xerdadel. onde o i. peumuxc' ° Pcnsado fundamental e de rodo amplamente para ruu/ .i ente. “Ítln . ' _ . ¡0- duxar que seu em sua verdade.
  25. 25. 51- R I IIMPU _scr um ente para o qual min há precisamente conjuntarst' qm» d, p¡ n¡ _ , _ ' › ^ o 0 e no mais das vezes e aquilo de que nos ocupamns cq1¡ç_. ;¡, n¡0cn¡c ¡icxmijcrto . v _ melhoramos_ tlcsneuínvsc_ O ; a ter deixado ser cada vez. pondo em liberdade para se Conillntu" t'- um perfeito , z priori" que caracteriza o modo-de-ser do Darvin ele mesmo (3 deixar conjuntar-se onrologicamente entendido irao tlCÍXJIHOS "ser" como ele é. raias trabalhamos, V A é 0 prévio pfw-em-liluertlatle o ente para a sua Litilizabilidade no interior do mundo-ambiente. A partir do junto-a-que do deixar-quc-se-conjunte póe-se-em-liberdade o com-qué do conjuntar-sc. Ele vem-de-enconrro para a ocupação como este Litilizável. Na medida em que em geral um ente se mostra para a ocupação, isto é, na medida em que o ente é descoberto no seu ser. ele já e cada vez um utilizavel do-interior-do-mundoaimbíente e não precisamente "de pronto" só um "ma- terial do mundo" subsistente. A conjuntação ela mesma como o ser do Lirilizavel só e cada vez desco- berta sobre o fundamento de um prévio ser-descoberto de uma totalidade- de-conjuntação. Na conjuntação descoberta, isto e. no utiliz-. ivcl que vem-de- encontro reside, por conseguinte, previamente tlescobcrto, o que já denomi- namos de a conformidade-a-mundo do utilizável. Essa totalidade-da-conjun- tação previamente descoberta contém uma relaçao ontológiczi ao mundo. O deixar-conjuntar-se que póe-o-ente-ena-liberdade na totalid-ade-da-conjunta- ção já deve ter aberto de algum modo aquilo em-relação-a-que póe em liber- dade. E, aquilo em relação a que o utilizável no mundo-ambiente é posto em liberdade, de tal maneira que ele se torna primeiramente acessivel como ente do-interior-do-mundo, não pode ser ele mesmo a NO mtsmo parágrafo sc Fala do “prévio pôr em liberdade" - a saber (dito em geral. ) o ser P37¡ O possivel ficar-manifesto de ente. "Prévio". neste sentido ontológico, significa em latim a priori, em grego npórepov Ti¡ cpúaei Aristot. , Fisica, Al; ainda mais claro: bictaufl* sica, E 1025 b 29 TÔ Ti 11v elvai. "o que já era¡ - ser". "o ique cada vez desdobra previa- mente seu ser". o sido. o perfeito. O verbo grego : won não conhece a forma do perfeito: @SIC é nomeado aqui no ip eivai. Não o que passou onticamente. mas o cada vez de antes a qu* Sümos remetidos para trás na pergunta pelo ente como ral; em vez d: ptrfclfü J Prior¡ sc poderia dizer também: perfeito ontológico ou transcendental (cf. .i doutrina do tsquematismo em Kant). 7-55
  26. 26. Sn( r- l'F. r›Il'() concebido COMO um CHIC desse modo-dc-scr que foi descoberto. Por essência ele não pode ser descoberto, se de agora em diante ñxarmos a expressão ; em ¡lgzrrobrrln como termo para uma p05Slbllid3dC'dC^5CT de todo ente mia-con- forme ao Dive-in. Mas que significa agora que aquilo-em-relação-a-que o ente do-interior- do-mundo é de pronto posto-em-liberdade deve ser previamente aberto? Ao . ser do Dascin pertence o entendimento-do-ser. O entendimento tem seu ser cm um entender. Se é essencialmente próprio do Dustin o modo-de-ser do ser-no-mundo, então a seu entendimento-de-ser pertence essencialmente o entender do ser-no-mundo. A prévia abertura de aquílo-em-relação-a-que ocorre o pôr-em-liberdade de oque-vem-de-encontro no mundo nada mais édo que o entender de mundo, relativamente ao qual o Das-ein como ente já sempre se comporta. O prévio deixar-que-se-conjunte junto a. .. com. .. funda-se em um en- tendimento de algo assim como um deixar-que-se-conjunte junto S¡ conjun- tação e com a conjuntação. Isso e além disso o que 0 fundamenta como o para-isto, enquanto a conjuntaçâo termina. o em-vism-de-qué a que Finalmen- te rctrocede todo para-quê, tudo isso deve . ser previamente aberto numa certa entendíbilídade. E que é aquilo em-que o Dizsuin. como ser-no-mundo, se entende pté-ontologicamente? No entender a referida conexào-tle-relação a partir de um poder-ser assumido em forma expressa ou inexpressn, em For- ma própria ou imprópria, em vista do qual ele mesmo e, o Dizxeirz se remeteu a um para-algo. Este para-algo esboça um para-isto como possível junto-n de um deixar-conjuntar-se que, conforme à sua estrutura, faz que algo se volte para algo distinto. O Darei): se remete já cada vez e sempre. a partir de um cm-vista-de-quê, ao com-quê de uma conjuntaçâo, isto é, na medida em que é, ele deixa já cada vez e sempre o ente vir-de-encontro como utilizável. Aqui- Íü-tm-quc o Darvin previamente se entende no modus do remeter-se é izqiti/ o- ? m-rtÍaçãma-que do prévio fazer o ente vir-de-encontro. O em-qué do enten- der qu: scr-remete como aquilo-em-relapio-«z-qzte dojàzer' o ente vir-de-entorztro 710 moda-de-xer da ronjuntação e' o 257
  27. 27. SH( I r¡ um¡ y/ .Ívuinzrna 1/0 mundi). lí a estrutura daquilo a constitui a nmndidur/ e do mundo. 15X? qu* ° 04.1507¡ já Sempre se entende desse modo lhe e' originar-int mente familiar. Essa familiaridade com o mundo não exige ncccçsariamcnm uma transparência teórica das relações do mundo que Constituem o mundo como mundo. Ao contrário, a possibilidade de uma expressa interpretação ontológico-cxistenciária dessas relações funda-se na familiaridade com o mun- do quc é constitutiva do Dasein, que por sua vez é coconstitutiva do enten- dimento-do-ser do Dustin. Essa possibilidade só pode ser expressamente as sumida na medida em que o Dzzxein se tenha ele mesmo dado a tarefa de uma interpretação originária do seu ser e de suas possibilidades. ou mesmo do sentido de ser em geral. que o Dustin se remete ; - o que Mas, com as análises levadas a cabo ate' agora, nada mais se fez do que pôr-em-liberdade o horizonte dentro do qual se deve buscar algo assim como mundo e mundidade. Para as considerações ulteriores e preciso tornar de imediato mais claro como se deve apreender ontologicamente a conexão da remissão-de-si do Darvin. O entender que será em seguida ; malis-ado mais a fundo (ef. § 31) man- tém as relações referidas numa abertura prévia. Ao se manter na familiarida- de com a abertura das relações, o entender as põe diante de si como aquilo em que seu remeter se move. O entender deixa-se remeter nessas relações e por elas mesmas. O caráter relacional dessas relações do remeter nós o apreen- demos como significar. Na familiaridade com essas relações, o Din-ein "sig- nifica" a si mesmo, dá-se a entender originariamente seu ser e poder-ser relativamente a seu ser-no-mundo. O em-visra-de-quê significa um para-algo. este significa um para-isto, este significa um junto-a do deixar-que-se-con- junte, este significa um com-quê do conjuntar-se. Essas relações são conexas entre si como numa totalidade originária; elas são o que são, como este signi- ficar, em que o Dustin se dá previamente a entender a si mesmo no ser-no- mundo. O todo-relacional desse significar, nós o denominamos . vzgnijiruztivi- dade. Ela e' o que 7-59
  28. 28. lSI-ÉR 1-' 'TFMPU constitui a estrutura do mundo, aquilo em que o Í)¡I_'ejn' é Cada u¡ como m_ () Dustin. en¡ sua_ ÍImi/ ¡uridizde mm A1 sfgrnifzicrztividizrle. e . z (rmrlipir) 15711111¡ (1,1 pojJÍ/ ¡Í/ I-(Íddf de poder ser descoberto o ente que uem-de-erzrontru em um mundo no modo-densa' do canjuntar-se (uti/ izabi/ idizde) e que pode. izrsinz, .znunritzr-. rr rm . teu em-. ri. O Dzzsein é, como tal. cada vez “este" e. com seu ser, fica já es- sencialmente descoberta uma conexão-de-utilizável - o Dizsein. na medida em que e', já se remeteu” cada vez a um "mundo" que vem-de-encontro; a seu ser pertence essencialmente esse ser-remetido. Mas a significatividade ela mesma, com que o DdjFÍN já está cada vez familiarizado, traz consigo a condição ontológica da possibilidade de que o Dasein que-entende possa abrir, como interpretante. algo assim como "signi- ficações" , as quais por sua vez fundam novamente o ser possivel da palavra e da linguaf'. A significatividade aberta, como constituição existenciari-a do DiLvein, do seu ser-no-mundo, é a condição óntiea da possibilidade de poder-ser-des- coberta uma totalidade de conjuntaçáo. Quando determinamos, assim, o ser do Litilizavel (conjuntar-se) e mesmo a mundidade ela mesma como um contexto-de-remissào. o "ser substancial" do ente do-interior-do-mundo não se dissolve em um sistema-de-relaçóes e. na medida em que as relações são sempre “algo pensado". o ser do ente do- interior-do-mundo não se dissolve no “puro pensar"? Dentro do presente campo da investigação é preciso manter as diferen- ças de princípio, repetidamente sublinhadas, das estruturas e dimensões da problemática ontológica: l. o ser do ente que de pronto vem-de-eneontro no interior-do-mundo (utilizabilidade); 2. o ser do ente (subsistência) L O Da-frin [ser-"aí"]. em que o homem desdobra seu ser. Lins nao como ação-provida-de-eu de um sujeito. ao contrário: Dizsein e ser. 30 Verdadeiro. A língua não e um pavimento sobreposta a outro. senão que e' o desdo- brar-sc originário da verdade como “ai”. 261
  29. 29. "WPPFEEüFa-gzv Si u l limpo pode ser encontrado c pode ser determinado em um processo de descobri- mento autônomo. mediante o ente que dc pronto vemde-encontro; 3. u ser da condição ôntica da possibilidade de o ente-dminterior do mundo em geral poder ser descoberto: n mundidade" de mundo. O ser nomeado por (ultimo e uma determinação existenriáriiz do ser-no-mundo. isto é, do Dizscin. Ambos os conceitos de ser anteriormente nomeados são categoria: e se referem . l entes cujo modo-de-ser não é conforme ao ser do Darvin. A conexáo-de-rc- missão que, como signiñeatividade. constitui a mundidade pode ser Formal- mente apreendida no sentido de um sistema-de-relaçóes. Mas deve-se obser- var somente que tais formalizações nivelam de modo tão amplo os fenômenos que o conteúdo fenomênico próprio se perde, especialmente no caso de tela» ções tão “simples” como as que a signiñcatividade contém em si. Essas "relações" e esses "correlativos” do para-algo. do em-vista-de, do com-qué de uma con- juntação resistem, segundo seu conteúdo fenomênico, a toda funcionalização matemática; não são nada de pensado. pela primeira vez posto em "pensamen- to", mas relações em que o ver-ao-redor ocupado já se detém cada vez como tal. Esse "sistema-de-relações", como um constitutivo da mundidade. ao invés de dissolver o ser do ente utilizável do intcrior-do-mundo. permite que este seja descoberto pela primeira vez em seu “em si” 'isubstancialy', sobre o funda- mento da mundidade do mundo. E, só quando o ente do-interior-dmmundo pode em geral vir-de-encontro é que surge ; l possibilidade de que esse ente ainda só subsistente. se torne acessível. Esse ente, sobre o fundamento de seu ser-só-subsistente, pode ser matematicamente determinado em “conceitos de ñmção” no relativo a suas “propriedadesl Conceitos de função dessa espécie só são em geral ontologicamente possíveis em relação a ente cujo ser tem o caráter da pura substancialidade. Conceitos de função são sempre possíveis somente como conceitos formalizados de substância. . i Melhor: o domínio do mundo. 263
  30. 30. 5a Sm r TEMPO A Em de que a problemática especificamente ontológica da mundidade P055¡ scr posta em relevo de modo ainda mais evidente, e necessário que, ; mes de prosseguir na análise. a interpretação da mundidade seja elucidada cm contraste com um caso que lhe e' extremamente oposto. B. O contraste entre a análise da mundidade e a interpretação do mundo em Descartes só paulatinamente a investigação pode assegurar-se do conceito de mundidade e das estruturas contidas nesse fenômeno. Por que a interpretação do mundo ¡cm de pronto seu ponto-de-partida em um ente do-interior-do-mundo. deixando de ter diante dos olhos o fenômeno do mundo em geral, procuramos elucidar ontologicamente essa posição pelo caso que c- talvez o de seu trata- mento mais extremo. Não somente damos uma breve apresentação, em suas linhas fundamentais, da antologia do “mundo” em Descartes, mas pergunta- mos por suas pressuposições. procurando caracteriLiJ-as 21 luz do que foi obtido até agora. Essa discussão deve fazer conhecer em seus principios os "fundamentos" ontológicos não-discutidos sobre os t1uziis se movem as interpre» tações do mundo subsequentes a Descartes c ainda mais ; is que o precedem. Descartes vê a determinação ontológica fundamental do mundo na ex- temio. Na medida em que a extensão é coconstituriva da espacialid-ade, a qual, segundo Descartes, lhe e' mesmo idêntica e que, de outra parte. a espacialida- de permanece em certo sentido constitutiva do mundo. .i discussão da onto- logia cartesiana do "mundo" oferece, ao mesmo tempo, um ponto-de-apoio negativo para a explicação positiva da espacialidade do mundo-ambiente c do Diuein ele mesmo. Trataremos da ontología cartesiana em três aspectos: l. A determinação do "mundo” como res cat-tensa (§ 19). l. Os fundamentos dessa determinação ontológica (§ 20). 3. A discussão hermenêutica da on- tologia cartesiana do "mundo" (§ 21). Uma fundamentação completa das considerações que se seguem 16s
  31. 31. .Kia l : mn-n _O K. Jlçançaizi pela destruiçat) icnomenolngica do "img/ In mm" (k-i_ gçuumh mrm_ Segunda Seçãol. _si l 9. . -l dz'rz'›'7›1¡›1.z¡ui(¡ do "nz/ mt/ (Íronzr) res extensa Descartes distingue o "ego cogita", como res (og/ truly. da “na mrpr: ›'u.1". Iíssa dknnçjt) determinará ontologicamente a ulterior distinção de "naturczat c espirito". Por muitas que sejam ainda as modificações ónticns fixando o con- teúdo dessa oposição, a ziusência de clareza de seus fundamentos ontológicos c dos próprios membros da oposição tem sua raiz imediata nn distinção refer [nada por Descartes. No interior de qual entendimcnto-tlcuser Dust-ara¡ determinou o ser desses entes? Su/ Ltnzntiiz é o termo que tlcsigna o xcl' de um ente que é em si mesmo. Se ;1 expressão designa o _ter de um cntc como subs- tância, _vubshzncíiz/ ídizt/ i'. então o ente ele mesmo e mui¡ _uz/ zx/ .izitzii. Essa du- plice significação de . vubxiiznt/ .z, que o conceito antigo da 097w já traz um si". não é casual. A determinação ontológica da 21:» rorpurzuz exige a t-plic.1ç; ii› da sub» tància, isto e', da substanciulidatde desse ente como uma substancia. Que cons- titui 0 próprio ser-em-sí-mesmt) da rw unr/ Innuz? (Íumr) pode cm geral ser apreendida uma substância como tal, isto c. su. : substancialidade9 Er «juíz/ mu exquoÍi/ ¡et izttribitta . Ut/ Irmnlíiz iv›g7¡(›xr¡!1z¡^: .w/ mm 12mm/ m¡ r/ u/. Anjrzi . vn/ Lv timtiizepnzvtzpizizproprieti15, qmzc ips/ nx ¡zizrmamz ('. .1'í/ /Íi1NI(/ lzUfniixllíllit. u¡ 11/1] quam / Z/Ídf 07mm' rzj/ Eviuztizrl. As substâncias são acessíveis cm sClIN' “atributos” e cada substância tem uma propriedade jarccítvua. na qual se pode cnllier . i essência da substtmcialidadc de uma determinada substãncitt. Qual c essa propriedade . . p. 35 (Hfuzrriu. cd. Attuii-'Taiincrjx ml. Vllll. E tambem, precisamente. dv; Tó Õv: I. o sendo, o scr-sendo, 2. o ente. 267
  32. 32. .TI-ll P lil MPU rcfcrcmc à n: : mrpnnuz? iVvmpz' cxtcnsir) in / r›n_eu7n. [JIMI/ l rt pro/ inn/ ¡u›¡, ¡n/ Lc/ ,IIÍJK 4'¡/ ›'[›1)›“1'. u' mzluruzm rr›n, c1¡tu¡'¡-1_ A Saba¡ _¡ cxtenún sugunkín f) Cam_ primcnto. .l largura c ; i profundidadc constitui o scr próprio da xubstfincia corporal. qua' nós denominamos "mundo". Que dá à ex/ enyiu cssn caracrcrix» rica? Mm¡ amnrJ/ iud quado/ upar¡ Iribuipotest, extensizmenz pnuzuzpprnzi/ x'. A cxtcnsào é a constituição-dc-scr do cntc dc que sc fala. a qual já Cicvc Rar" . inrcs dc rodas as outras dctcrminaçócs-dc-scr. para que csms poçmm . .wru n que são. A cxtcnsáo deve scr primariamente “atribuidf à coisa corporal. Por conseguinte. 21 prova da extensão c da substanciaiidadc do "mundo" por cia caracterizada efetua-sc dc modo que seja mostrado como todas as outrm dctcrminidades dessa substância, ;IHÍCS de tudo dÍI'ÍSÍlI. _/Z: (!t71l, NIUÍHS. somen- u: podem scr conccbidas como mad¡ da cxttnxio_ mas, ao inverso. c. ^[c')1_x'in_rnu- jígzmz v6/ mam continua podendo ser entendida. Assim, uma coisa corporal pode conservar sua cxtcnsño total. não obs- tante mude dc muitas maneiras a sua distribuição segundo . IS divcrms dimen- sócs. exibindo-sc numa multiplicidade dc Formas como uma c J. mesma cois-a. Arq/ u' 11mm¡ ct idem cnrpzav, retina/ ido . mam Luva/ cm quim/ i/izzcm, /F/ HTÍIHIX diz/ amis ; no/ lis potes¡ &went/ i; num ¡ri/ irc! 7)1AIkq[-S xruuzd/ nr¡ / mzginzz/ inuzrz, mi- nusquc setuzzdum / alitict/ ¡Ixezn nelprrg/ iu/ r/itiztenz, in' [mn/ o pm¡ r run/ nz ¡mzgix xrmndunz lzztitudiizerzz, ct minas ireunzd/ nu / u;: g¡¡¡n/ ¡'¡uv21 °. A figura é um 7710111:; da cxlvnxín, não mcnos do quc n L- o movimento. pois só se apreende o mamy s¡ 1/4' mz/ /u um' / mzz/ i i'¡›_gi1v2›z1z. v, . zr de 1*¡ il qm¡ etvritizturnon i2¡¡¡1¡¡r¡z711u. rÍ Sc o movimenta) é unu pr()pl'illtiilkic Lic-cntc da m' corparea. então, para poder scr cxpcrimcntado cm xcu scr. ele dcvc scr con› ccbido a partir do scr desse cntc cic mcsmo. .l partir da L'. '[('/15/u, isto C. COITIO pura Ibidcm. Ibidcm. idem, op. cit. . n. 64, p, 31_ Idcm, op. cir. . n. 65. p. 32. Ã › 269
  33. 33. -QEJVP/ r. . Si R l- Tl-MPU mudança de lugar. Assim. :Ligo como “Força” em nada contribui para . i deter- minação do . cc-r desse ente. Dctcrminaçóes como din-int: : Kame-bn, [nun/ ug (Peço). ro/ m' (cor) podem ser tiradas da matéria que ela ainda permanece n que e. h. . as determinações não constituem o seu ser próprio e, na medida em que . Hi0. mostram-sc como mod¡ da extensio. Descartes procura mostrá-lo cm pormenor : i respeito da “dureza": Num, quantum . ul din-mem, aii/ Ji/ ,z/ ¡nd rlz' i/ /iz . rms/ u 710/21: indir/ z!, quam parte¡ durorum rorpnruzz¡ rcxiivcri' mami num/ um¡ noxtrarum, (um in i/ lzzx incurrunt. S¡ mim qzmtictrcumquc mimnx ; mi-mw uerxus ¡z/ iquanz partem rrzotrnnt/ n', corpom omni. : i/ n avismztia rvruderzvz/ all/ en¡ rE/ KrÍfdü' quiz i/ /zze zuredzml, nal/ nm mzqmnu dmitivn¡ _ccziriz-unzux. .Yu u/ /o modo polar intel/ Ig, rorprmz qmzc sit' rerer/ ercvzt, i/ /rirm mztmazm uzrporis ('5_(6'117I1¡55ll77l, ' nerpraindc ¡pxiz in during' rtmxistil". A duren e experimentada no tato. Que nos “díf o sentido do tato sobre . i dureza? ;s' parte» da coisa dura "resistem" ao movimento da mão, por exemplo. .io que . i quer empurrar. Se, ao oposto, os corpos duros, isto c, não moles. mudassem de lugar com . i mesma velocidade com que muda L1 mão que procura "tried-los". então nunca haveria um contato, ;i dureza i1unen seria experimentad-. i e. por conseguinte. ela também nunca . term. Mas não se v; - de modo algum que. .m xe retimrem nessa velocidade. os corpos devessem perder ; ilgtu de seu ser eorpoiuii. F. . xe n conservam também numa outra velocidade que torna . i "dure/ sf impossivel. é porque esta também não pertence ; IO ser Licxxex entes, [iu/ vmqizi- nun/ uz' ostczzr/ ipatcst, etprmdzu', vt (o/ nrvnz, v! iz/ mx mui/ cx uiuxzzzru/ i iJr¡: .z/ it. z¡y. ~. qua' m nzizlerizz Corparmz . reutimnur, :tv m m/ /I pz/ _szux 1px. : mtilgizz 2'u¡21.z¡1w¡rv: xiii/ ía' . vcquitur, u mil/ i¡ m' i/ /is- mu' (si: c_'te›¡. v/'n¡z¡. vi) ¡AZ/ IURD! z/ rpa/ 'ir/ NMÕ O que COIM- ritui, portanto. o ser da m- comuna: i. MKT". op. cit. . II, n. -i. p. +2. lbidcm.
  34. 34. MLR r. 'l'I-' M pu t¡ _l _, ._-¡¡»¡¡_riu, o omuirnndn (Iii'iribi/ e.k/ zlqicnr/ ¡i/ e et mobile. o que podç ec altera¡- cm todo modo de divisibilidade. ñguração e movimento. o aipax mutixtiamznz. n qu. ; se mantém hrme em todas essas mudanças, remanet. O que m¡ goi” comem] satisfaz ; i um tal (anxtantepermanecer é o que nela e propriamente cnte. de tal maneira que a substancialidade dessa substância é por ele carac- çcrizada- vo' 20. Orfundamentas da determinação ontolágica da "mundo" A ideia de ser a que a caracterização da res extensa conduz é a de substancia- lidadc. Per substantiam nihi/ aliud intelligent' poxsunzus, quam rem quac im existir, u! nulla alia re indígena! ad existendunt. Por substância nada podemos entender a não ser um ente tal que para . ter não necessita de nenhum outro ente'. O ser de uma 'substância' e' caracterizado por uma não necessidade. O que em seu ser não necessita pura e simplesmente de um outro ente e satisfaz sentido ró rio a ideia de substância - esse ente é o em yr àctixsinzzmz. em Substantía quae nulla plant re indigetzt, :mim ÍLÍÍÍÍNÍÍÍ para: : inte/ ligi, nempe Demi. “Deus" é aqui um termo puramente ontológico, se c' entendido como ensperfêrtissimum. Ao mesmo tempo. o que, implícito no conceito de Deus. “pode-ser-entendido-por-si-mesmo" possibilita uma interpretação ontológica do momento constitutivo da substancialidade, da não necessidade. Alias vera omnes (res), nan nisi opa [UIZCHTSIIS De¡ exislerc* possa' pwzvpinzusl. Todo ente que não é Deus necessita da produção em sentido mais amplo e da conserva- ção. Produção do subsistente, ou a não necessidade de produção, constitui l Printipia l. n“ Sl, p. 24 (GSM/ rox. ed. Adam-Tiinnery, vol. VIII), É Ibidcm. lbidcm. 173
  35. 35. Dçus é m: rrnztum. Entre esses dois entes há uma diferença “inñnim” de seu sc¡- c_ no entanto, tratamos como ente: o criado assim como o criador. Portan. (o, cmprcgamos SCI' numa amplitude tal que seu sentido abrange uma dife- ¡cnça "infinita". Assim, podemos com certo direito denominar também subs- tância o ente criado. Scm dúvida que relativamente a Deus esse ente necessi- ta de produção e de conservação, embora no interior da região do ente criado. do “mundoÍ no sentido do en: rreatum, haja entes, como o homem, por exemplo, que relativamente à produção e à conservação criadas “não necessi- tam de outro ente". Tais substâncias são duas: a re: (agitam e a re: extensa. O ser da substância, cuja precípuapraprietas a extensio exibe, poderá ser. portanto, ontologicamcntc determinado em seu princípio quando se haja elucidado o sentido de ser que é “tomunf às três substâncias, uma infinita e duas finitas. Só que nomen subrtantine non ronvenit Deo e¡ illi. : Linivoce, ut dia' role¡ in Sfhülí! , hoc est. .. quae Deo et rreaturix sit rormniznis'. Descartes tropeça aqui em um problema do qual a oncologia medieval se ocupou de várias maneiras: a questão sobre o modo como a significação de ser significa, cada vez, o ente de que se fala. Nos enunciados “Deus é" e “o mundo é" enun- ciamos ser. Mas essa palavra “e” não pode signiñcar no mesmo sentido (Uvvwvúywç, unit/ ond), já que entre os dois entes há uma diferença infnita precisamente no que concerne ao ser: se a significação de fosse univoca. então ou o criado seria pensado como não criado, ou o não criado seria rebai- xado a criado. Mas "ser" não tem também a função de mero homônimo, i Ibidcm. * N . . _ , uma SlgnlñCaçãO continua. 175
  36. 36. .Ni u l ll. ll'() pois. cm _imbos os casos. o "ker" é entendido. A Fscolistica . ipreentlc o senti- _in positivo do significado de "ser" como significado "an-. ilogoÍ u que difere dc univocx) ou de somente homônimo. Em Aristóteles, .hSllh como no início da antologia grega cm geral. o problema se pre-figura e diversos modm da analogia são fixados. segundo os quais também as "escolas" . sc diferenciam na concepção da fiinção-dc-significar ser. Descartes, no concernente à elaboração ontológica desse problema, permanece muito atrás* da Escolásticn, c mais. , cvitn a1 questão. Null/ z eiur (xubxtantiae) nominis _rigni/ íiuzliu polos¡ (ÍÍ, c[/ ')¡([L' intel/ igi, quite Deo e! rrezzturix . vit ronznzunii”. Evitação que significa em Des- cartes deixar de discutir o sentido de ser contido na ideia de substancialidaclc c o caráter da "universalidade" dessa significação. Nâo há dúvida de que ; i antologia medieval clo mesmo modo que a antiga não se perguntou que sie, - niñca ser ele mesmo. Não é de admirar que não sc pergunte pelos modos do significar ser. enquanto se queira discutir sobre o Fundamento de um sentido de ser não elucídado, que a significação "cxpressarinÍ O sentido permanece não elucidado, porque e' tomado como "algo-que-poduscr-cntcndidwpor-si- mesmo". Descartes não só evita em geral a pergunta ontológic-a pela substancia- lidade, mas afirma expressamente que a substancia como tal. isto c. sua subs- tancialidade, e' em si mesma e por si mesma lI1'.1CC. l~'Cl. livmzztizz2zwz non potes! xubstzzntizz prinzztnz iwinzzz/ /zverti m' / Jnc . rn/ o, qm» , vit rm u. v1'. c/u¡¡. v, quilz 11m' so/ umper : e 7205 nan zzjzmcilÍ O “ser” ele mesmo não nos "afeta". não podendo, portanto, ser percebido. w Ci'. a esse respeito OPIÍJ-(ÍÍLÍ Iii/ IML( FMI/ mu 1/2' 17a (izis/ lzn/ (, Â1›'zÍ¡71,z/ ¡x [Opusculox com- pletos dc 'líinizis dc Vio, Cardeal (izictannl. Lyon. 1580. t. lll. 'Tratado V: "ale nominum analogia" [Sobre a analogia dos nomesl. pp. 211-9. Descartes. Prinripiu I, n_ 51_ P_ 24_ ldem. op. cit. . n. S2, p. 25_ 1» A C sc tranquiliznndo com entende-lo. 277
  37. 37. PDDk*d, Í- . Si n I l'| MPI) "Scr nao é predicado real”. segundo . i expressão dc Kant, que somente rcpo u. _1 proposiçan de Descartes. Com o que renuncia em seu principio . i pmsi bilidade de uma pura problemática do ser. procurando um atalho para obter as' tlctcrmiiiaçocs que caracterizam as substâncias. Porque Xer" nao e dc fato . iccssívcl como um'. é expresso por determinidades ónticas do ente de que sc Ham_ por seus atributos. Mas não por atributos quaisquer e sim por . iqucr les que . satisfazem do modo mais puro ao sentido de ser c da substancialitlade que se pressupõe de forma incxpressa. Na yubstinztz'. z_fí›zit. z como rw' Lin-pariu: _¡ "atribuição" ¡Irimárikl e necessária e : l Lcv/ cnxiu. Qui): sp/ .izri/ ms* imv/ /iginzrrx _ill/ Lihlll/ lidill (', 'I(')I. '¡177l, 1m/ x14/1.rtrznI¡. z7u rqqimnIeIr1, quim¡ _ru/ zxzizzztiizn¡ . vu/ mu. OIIIÍAIYII m quo/ Í (agita Uc/ .vit extcnJJH; pois a substancialitlade so pode ser sc» parada nztiam* Amam¡ e não raiz/ fzer”. c não pode ser encontrada como o ente substancial ele Inesmo. Assim. licam claros os fundamentos ontologicos da tlutcrmiiiaçíio do "mundo" como rw* rxtcizsiz: determinação que se apoia na ideia de substancia- lidade. não somente não clucidada em seu sentido-dc-ser. mas dada como não podendo ser elucidada c no rodeio pela propriedade substancial preeminente da respectiva substância. Na dctcrmiiiaçào da substancia por um cntc subs- tancial reside, pois. também o fundamenrr» da ; imbiguitlatlc do termo. O vir sudo é ; I substnncialidade, entendida a partir dc uma constituição (incita da substância. Porque o óntico foi posto sob o miti, ›lif›gito. .i expressao .1l! /_[4Í: )1¡[1I tem significaçñt) ora ontológica. ora óntica. mas no mais das x e/ .cs uma con* lusa e cvancscentc significação ouriço-ont: dogma. Mas, por tletras dessa inr significante diferença de signilicaiçào, oculta-sc . i import-ncia s ldcm. op. CIL. n. 63. p. 31. . | Pcrtenccntc realmente" Ii coisidatle, .m que. u qual sÓ pode nus JlCÍJT dessa ou daquela maneira. Pcflcnccnrc .10 conteúdo de um qui 179
  38. 38. Jr? . .. . ._- . .V , . JC ¡arinupio ante o problema do ser . Sua tlaboragao exige o r_1s: rç; ¡n¡g¡~, ¡0 mnqq" dos equívocos; quem procura la "mundos de palavras. mas deve se arriscar na mais originária problemática '-lo "não se ocupa" com "Int-ros sig_- Jgs "coisas elas mesmas" para pór em claro tais "nuances". o' 3 l. x1 discuss/ io hermenêutica da onto/ ogia uzrtesirz›z. z da "mundo" liis a questão critica que se põc: essa ontologia do "mundo" em geral busca o fenómeno do mundo e, se não, determina pelo menos um ente Lilo-interior- dwmundo de modo tão amplo que nele se faça visivel sua conformidade-ã- mundo? /Imbm . zu perguntar devem ter respomzr ncgiztizvirv, O eme que Dm. cancs procura apreender ontologicamente em seu principio com a (tviwliír) c. ao contrário, um ente que só pode ser descoberto ; itravés de um ente de ime» diato utilizável do-interior-do-mundo. Mas, supondo-se que . issim fosse. a caracterização ontológica dexa' ente determinado do-interioraio-mundo (Na- tureza) - tanto a ideia da substancialidaitle como o sentido do existir e do ad : cris/ andam contidos em sua definição - levaria ii obscuridade, .und-a haven- do, contudo, a possibilidade de que. ;ur-aves de Lima ontologia Fundada na radical separação de Deus. eu. “mundoÍ o problema ontologieo do mundo em algum sentido Fosse proposto e uma solução. encaminliatia. Mas. se não há sequer essa possibilidade, então cumpre expressamente provar que Descar- tes não somente dá algo assim como u ma defeituosa determinação ontologi- ca do mundo, mas que sua interpretação e os fundamentos' tlesta levaram a que se StI/ ÍJSSE por sobre tanto do fenómeno do mundo como do ser do ente de pronto utilizável do-interior-do-mundo. i dif l ! crença onrologica. 281
  39. 39. N_l cxposíçàt) do problema da¡ mundidade (§ 14) mogtrou-gc A ül]p()r_ [inch dc conquistar um acesso adequado a esse Fenómeno. N; diçcuçcàg Crmc¡ do ponto-de-partida cartesiano teremos de nos perguntar. por congc_ gumw_ que modo-de-scr do Damn¡ é fixado como modo adequado de Acesso [N, cnre. .1 cujo ser, entendido como extensio. Descartes equipara o ter do un1undO". ›O único c autêntico acesso a esse ente é o conhecer. a inte/ Iacri: : no , gntido do conhecimento fisico-matemático. O conhecimento matemático Vdc como aquele modo-de-apreensão de ente que a todo momento pode 65m¡ certo da posse segura do ser do ente que apreende. Aquilo que, segundo seu modo-de-ser. é tal que satisfaz o ser acessivel no conhecimento matemá- tico. e' em sentido próprio. Esse ente é o que sempre v' o que e; por isso o ser Próprio do ente experimentado no mundo está constituido por aquilo do qual sc pode mostrar que tem o cziráter do constante pemzarzccur. isto é. como n'- manms rapax mutatianum. E propriamente o remanescente perpetuo. Tal e' o que a matemática conhece. O que no ente e' acessivel por eli: constitui o seu [dele] ser. Assim, a partir de uma determinada ideia de ser que reside enco- berta no conceito de substancialidade e a partir da ideia de um conhecimem to que conhece o ente que é assim. como que se dita ao “mundo" seu ser. Descartes não deixa que se dê pelo ente dminterior-do-mundtv u seu modo- dc-ser. mas. fundando-se numa ideia do ser (o ser é subsistência constante) cuja origem não é desvendada e cuja legitimidade não se prova. prescreve por assim dizer ao mundo seu ser "próprio". Não e primariamente o recurso J. uma ciência ocasionalmente apreciada de modo particular. .l matemáticañ o que determina sua antologia do mundo, mas ;1 OFÍCHEJÇÕO onrológicx de princípio para o ser como subsistência constante. cuja apreensão z , A mas a orientação para o matemático como tal, pavqpa e õv. 283
  40. 40. Si- u I i l Mim o conhecimento matemático satisfaz em um sentido excepcional. Descartes efetua. .issim. de maneira expressamente filosófica. a comumcao da herança Ja ontologia tradicional para a moderna Fisica matemática e para seus funda- mentos transcendenrais. Descartes não necessita pôr o problema do acesso adequado ao ente do, ¡merior-do-mundo. Sob o incontrastado predomínio da ontologia tradicional j¡ _tc decidiu de antemão qual o autêntico modo-de-apreensão do propria¡ mente ente. Ele reside no voeiv, na “inruiçâtf em sentido amplo. do qual o ôiuvoeiv. o "pensar". c- somente uma Forma de execução fundada na intuição. E_ . i partir (iessa orientação ontológica de princípio. Descartes fa; sua “Çrítiçfiu do gutro possivel modo de 'acesso intuitivo ao ente. .i. w1.r. z/n› iaicâiyjiç). que se opõe ii inte/ lectio. Descartes sabe muito bem que o ente nao se mostra de pronto em seu ser próprio. "De pronto" o que se da c- csse pedaço de cera de cor, sabor. du- reza. frialdadc. som determinados. Mas isto e o que em geral os sentidos mostram permanecem onrologicamente sem importanci. i. &znxuz-. iz, ,. '.I([1't')'- fumus . YHISIHHU ptvz'e/ ›Iir›¡1z'x mm ›z_'/47r›'¡. m5¡ , zr/ ¡Âv/ .zm ii/ W/WHF / um/ .mi mm menu' voniunrtíoncnz, U1 710/113' quiz/ vn¡ my/ /i/ .zr/ t* ipv/ u/zuiz: rfNI/ /Jt/ I/ /AI))I txt/ ur mz mrponzpradcsxepoxxinrmz¡ znutcrr'. Os sentidos nÇio ia/ .em em geral conher cer o ente em seu ser, mas ; inuncigim Llnlcaliiclitc' a utilidade c . i nocivitlatic das coisas “externas” do-interior-tlo-muntlo para o que o ente humano tem de corporal. Nos mm doem! , quiz/ I): (mr/ nim) n¡ . VtCl/ ÂV/ ..Í t'. u.rr. z¡z!5; pelos sentidos não recebemos em geral informaçao ; ilguma sobre ente em seu ser. Quad izgcntex, perripienziz. : Iziztimzm nnzteriiu', .v1'z'eti»'¡7¡›¡'1.</ ¡1 1/)1Íl't'I1'/ lII1S/ ?UCÍJ/ Í, mm consistem* i2¡ roqlwdsit rey dum, ve/ ¡umdvrz›. mz, 11'/ m/ maz/ .z. ru/ .z/ in . z/¡r/ Iru max/ n xmsur , y7z”¡¡¡›¡¡_ç; I Descartes. PriI/ ri/ Ii. : ll. n. 3, p_ al, , ldcm. op. cit. , pp_ 41.2_ 285

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