HUMANISMOHUMANISMOPortugal – Idade MédiaPortugal – Idade MédiaSéc. XV - XVIISéc. XV - XVII
A melhoria técnica da imprensa propiciou uma divulgação maisampla e rápida do livro, democratizando o acesso a ele. Ohomem...
GÊNERO DRAMÁTICOGÊNERO DRAMÁTICOComédiasComédiasTragédiasTragédiasRepresenta o ridículo acerca dasRepresenta o ridículo ac...
HAMLET — Que vento forte! O frio é insuportável.HORÁCIO — E o ar cortante e agitado.HAMLET — Que horas são?HORÁCIO — Penso...
HUMANISMOHUMANISMOTransição da Idade Média para a Era AntropocêntricaCrônicas Históricas (Fernão Lopes)Dissociação entre p...
FERNÃO LOPESFERNÃO LOPESSupõe-se que nasceu entre os anos de 1370 e 1380Foi nomeado cronista-mor da Torre do TomboResponsa...
GIL VICENTEGIL VICENTERenovação do teatro portuguêsAutos: peças cuja moralidade erareligiosaFarsas: peças cuja moralidade ...
Peça cuja ação é desenvolvida através de um único espaço e de duas personagens fixas: oAnjo e o Diabo. Inicia-se num porto...
“Anjo – Eu não sei quem te cá traz...Brísida – Peço-vo-lo de giolhos! (joelhos)Cuidais que trago piolhos,anjo de Deos, min...
FARSA DE INÊS PEREIRAFARSA DE INÊS PEREIRAMOTE“Mais quero asno que me carregue, que cavalo que me derrube.”Inês Pereira, u...
GARCIA DEGARCIA DERESENDERESENDERepresentante da poesia palacianaDous cavaleiros irosos,que tais palavras lhouviram,mui cr...
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  1. 1. HUMANISMOHUMANISMOPortugal – Idade MédiaPortugal – Idade MédiaSéc. XV - XVIISéc. XV - XVII
  2. 2. A melhoria técnica da imprensa propiciou uma divulgação maisampla e rápida do livro, democratizando o acesso a ele. Ohomem passa a se interessar mais pelo saber,adquire novasideias e outras culturas, percebendo-se capaz, importante eagente. Conscientiza-se do "livre arbítrio" e sua postura torna-se antropocêntrica e passa, aos poucos, a assumir umaposição racionalista. O Humanismo é um período de transiçãoentre duas posturas. Por isso, a arte da época é marcada pelaconvivência de elementos espiritualistas (teocêntricos) eterrenos (antropocêntricos ).CONTEXTO HISTÓRICOCONTEXTO HISTÓRICO
  3. 3. GÊNERO DRAMÁTICOGÊNERO DRAMÁTICOComédiasComédiasTragédiasTragédiasRepresenta o ridículo acerca dasRepresenta o ridículo acerca dasimperfeições e vícios presentesimperfeições e vícios presentesnos homens.nos homens.Representa homens cujo universoRepresenta homens cujo universoé elevado, superior, em ações queé elevado, superior, em ações queprovoquem terror ou piedade noprovoquem terror ou piedade noespectador.espectador.É o tipo de texto feito para ser representado, comÉ o tipo de texto feito para ser representado, compresença de rubricas e indicações depresença de rubricas e indicações depersonagens.personagens.
  4. 4. HAMLET — Que vento forte! O frio é insuportável.HORÁCIO — E o ar cortante e agitado.HAMLET — Que horas são?HORÁCIO — Penso que falta pouco para as doze.HAMLET — Não; já bateram.HORÁCIO — Já? Não ouvi; então não falta muito para que o fantasma volte a aparecer-nos.(Toque de trombetas e tiros de canhão atrás da cena) Que significa esse barulho, príncipe?HAMLET — O rei está acordado e dá banquete. Bebe a valer, rodando tudo em torno. Cada golede Reno é por trombetas e timbales marcado, que o triunfo do brinde lhe proclamam.HORÁCIO — É costume?HAMLET — É, de fato. Mas a meu ver — embora aqui eu tivesse o berço e a educação — é umdesses hábitos cuja quebra honra mais do que a observância. Essas orgias torpes nos difamam deleste a oeste, junto aos outros povos. Só nos chamam de bêbedos, alcunha que nos deprime, porprivar os nossos empreendimentos, ainda os mais brilhantes, da essência medular de nosso mérito.Isso acontece às vezes noutros meios: se nasce alguém com algum defeito ingênito — do que nãoé culpado, porque a origem para si não escolhe a natureza, pelo excesso de sangue, que, por vezes,os fortes da razão e os diques rompem, ou somente por hábito, que estraga a moral cotidiana —esse coitado, que leva pela vida tal defeito, seja mancha do acaso ou vestimenta da natureza,embora suas virtudes sejam tão puras quanto a graça e em número infinito, no máximo de nossacapacidade, perde no conceito geral por essa falha. A massa nobre se torna recalcada e diminuídapelo grão do defeito. (Entra o Fantasma)
  5. 5. HUMANISMOHUMANISMOTransição da Idade Média para a Era AntropocêntricaCrônicas Históricas (Fernão Lopes)Dissociação entre poesia e música
  6. 6. FERNÃO LOPESFERNÃO LOPESSupõe-se que nasceu entre os anos de 1370 e 1380Foi nomeado cronista-mor da Torre do TomboResponsabilizou-se pelo registro de parte da história portuguesa
  7. 7. GIL VICENTEGIL VICENTERenovação do teatro portuguêsAutos: peças cuja moralidade erareligiosaFarsas: peças cuja moralidade eraprofana
  8. 8. Peça cuja ação é desenvolvida através de um único espaço e de duas personagens fixas: oAnjo e o Diabo. Inicia-se num porto imaginário, onde se encontram duas barcas: a Barca doInferno, cuja tripulação é o Diabo e o seu Companheiro, e a Barca da Glória, tendo comotripulação um Anjo na proa.Apresentam-se a julgamento as seguintes personagens:− Fidalgo - D. Anrique− Onzeneiro− Sapateiro - Joanantão, que parece ser abastado, talvez dono de oficina− Joane – o parvo vivia simples e inconscientemente− Frade - cortesão, Frei Babriel, com a sua "dama" Florença− Brísida Vaz - uma alcoviteira− Judeu – usurário chamado Semifará− O corregedor e o procurador - altos funcionários da Justiça− Ο Enforcado− Os Quatro Cavaleiros CruzadosAUTO DA BARCA DOAUTO DA BARCA DOINFERNOINFERNO
  9. 9. “Anjo – Eu não sei quem te cá traz...Brísida – Peço-vo-lo de giolhos! (joelhos)Cuidais que trago piolhos,anjo de Deos, minha rosa?Eu sô aquela preciosaque dava as moças a molhos,a que criava as meninaspera os cónegos da Sé...Passai-me, por vossa fé,meu amor, minhas boninas, (margaridas)olhos de perlinhas finas!E eu som apostolada,angelada e martelada,e fiz cousas mui divinas.Santa Úrsula nom converteutantas cachopas como eu (...)” (meninas, raparigas)
  10. 10. FARSA DE INÊS PEREIRAFARSA DE INÊS PEREIRAMOTE“Mais quero asno que me carregue, que cavalo que me derrube.”Inês Pereira, uma típica pequeno-burguesa que despreza a vidarústica do campo, sonha em conseguir através do casamento suaascensão social. A figura de seu homem ideal (cavalheiroelegante, educado e com trato social) é o típico representante dafidalguia. A ausência de escrúpulos de Inês Pereira, que primeirocasa-se por interesse com Brás da Mata e, após ficar viúva, casa-se com Pero Marques e o trai descaradamente, é emblemática daforma de pensar disseminada na época.
  11. 11. GARCIA DEGARCIA DERESENDERESENDERepresentante da poesia palacianaDous cavaleiros irosos,que tais palavras lhouviram,mui crus e nam piadosos,perversos, desamorosos,contra mim rijo se viram;com as espadas na mammatravessam o coraçam,a confissam me tolheram:este é o galardamque meus amores me deram.Garcia de Resende, Cancioneiro Geral, V, 357-364

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