Manual do novo testamento aluno

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Manual do novo testamento aluno

  1. 1. MANUAL DO CURSO DERELIGIÃO 211 E 21 2Sistema Educacional da IgrejaDepartamento de Seminários e Institutos de ReligiãoCopyright © 1976A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos DiasTodos os Direitos ReservadosImpresso no Brasil32474 059
  2. 2. �3JnbíceIntrodução ao Curso de Religião 2III Introdução . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . II Eu Sou o Caminho . . . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5�eção 12 O Messias Prometido . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . I53 O Filho do Pai Eterno . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 214 "Eis o Cordeiro de Deus" . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 27g;eção 2Primeiro Ano do Ministério Público de Jesus5 "Deveis Nascer de Novo". . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 376 "Porque é Este de Quem Está Escrito" . . . . . . . . . . . . . . .43�eção 3Segundo Ano do Ministério Público de Jesus7 O Chamado dos Doze . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . 5 18 Sede Vós Pois Perfeitos . . . . . . . ... . ..... . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. 599 "Qualquer que Fizer a Vontade de Meu Pai" . . . . . . . . . . 6710 "E Falou-lhes de Muitas Coisas por Parábolas . . . .. . ... 73II "Se Alguém Receber o Que Eu Enviar Me Recebe a Mim . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8 1�eçaõ 4Terceiro Ano do Ministério Público de JesusI2 .Eu Sou o Pão da Vida . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9I1 3 "O Que Contamina o Homem" . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . 9914 A Transfiguração de Cristo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . 10515 Eu Sou a Luz do Mundo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 1 11 6 Os Dois Grandes Mandamentos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 1717 A Qualquer Que Muito For Dado Muito se Lhe Pedirá . 12318 Alegrai-vos Comigo, porque já Achei a Dracma Perdida . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1291 9 "O Que Me Falta ainda?" . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 137&eção 5A Semana do Sacrifício Expiatório e da Ressurreição20 A Entrada Triunfal . . ... .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14721 "Ai de vós... Hipócritas" . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 5522 "Que Sinal Haverá da Tua Vinda?" . • . . . . . . . . . . . . . . . 16323 Assim Como Eu Vos Amei . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17124 A Minha Paz Vos Dou .. . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . . . 17725 "Todavia Não Se Faça a Minha Vontade, Mas a Tua" . . 18326 "Não Acho Culpa Alguma Neste Homem" . . . . . . . . . . 191O Glorioso Ministério na Palestina27 Ele Ressuscitou! . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . 20528 "Eu Sei Que Ele Vive" . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . . .213Seção de Mapas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2212 1 2 Índice . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . . 239
  3. 3. �3JnbíceIntrodução ao Curso de Religião 212Introdução�eção 7A Igreja se Expande à Medida que se Propaga o Testemunho .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 24729 "Vós Sois as Minhas Testemunhas, Diz o Senhor" . . . . 25730 "Deus Não Faz Acepção de Pessoas" . . . . . :. . . . . . . . . 2673 1 "Este é Para Mim Um Vaso Escolhido" . . . . . . . . . . . . . 27532 "Eu te Pus Para Luz dos Gentios" . . . . . . . . . . . . . . . . . . 283�eção 8O Testemunho de Paulo Como Missionário33 A Vinda do Senhor Jesus Cristo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 29134 "Para Que a Vossa Fé Não se Apoiasse na Sabedoria dosHomens . . . . . . · . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 30535 "Fazei Isto em Memória de Mim" . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3 1 13 6 "Procurai Com Zelo os Melhores Dons" . . . . . . . . . . . . . 32137 " A Momentânea Tribulação Produz para nós um PesoEterno ,de Glória mui excelente" . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 32738 "Porque Tudo o que o Homem Semear, isso também Co-lherá" . . . . . : . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 33539 "O Homem é Justificado pela Fé" . . . . . . . . . . . . . . . . . . 34540 "Herdeiros de Deus e Co-Herdeiros com Cristo" . . . . . 35541 "Escolhidos antes da Fundação do Mundo" . . . . . . . . . 363�eção 9Paulo Testifica da Prisão42 "Como de Mim Testificaste em Jerusalém, assim Importaque Testifiques também em Roma" . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 37543 "Sois. . . concidadãos dos santos" . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 38344 Sê o Exemplo dos Fiéis . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 395�eção 10O Testemunho de Paulo aos Líderes do Sacerdócio45 "Combati o Bom Combate, acabei a Carreira, guardei a fé". . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 40946 "Prossigamos até a Perfeição" . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 41947 "Pelo Sangue Sereis Santificados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 42948 "Fé: A Prova das Coisas que se não vêem . . . . . . . . . . . . 435�eção 1 1Os Apóstolos Antigos Testificaram ao Mundo49 A Religião Pura e Sem Macula . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 44950 "Porque por isto foi pregado o evangelho também aos mor-tos" . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4595 1 "Participantes da Natureza divina" . . . . . . . . . . . . . . . . . 46752 "Andaremos na luz, como ele na luz está" . . . . . . . . . . . 47553 "Porque se Infiltraram alguns homens ímpios" . . . . . . . 481�eção 12João Testifica do Triunfo da Igreja54 A Revelação de Jesus Cristo a seu servo João . . . . . . . . 49955 Os Reinos do Mundo Vieram a ser de Nosso Senhor . 50956 "Eis que Deoressa Venho; e o meu Galardão está Comigo". . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5 19Apêndice A . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 527Apêndice B . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . 533Apêndice C . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 536Apêndice D . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 540
  4. 4. 3JntrobuçãoQUAL DEVE SER NOSSA META OUPROPÓSITO AO FAZERMOS ESTES CURSOS?O objetivo destes cursos é proporciOnar-lhe a oportunidadede conhecer o Salvador de modo íntimo, pessoal e eficaz. Aocompletar estes dois cursos, você deverá estar apto a procla­mar, como Pedro: "Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo."(Mateus 1 6: 16.) Os discípulos de Jesus sabiam como conseguirum testemunho tão fervoroso. Foi João, o Amado, que testifi­cou das profundezas de sua alma: "E sabemos que já o Filho deDeus é vindo, e nos deu entendimento para conhecermos o queé verdadeiro. . .(! João 5 :20.) Você também poderá conheceraquele que é verdadeiro.Como Posso Alcançar Esse Objetivode Maneira Mais Eficaz?O Salvador disse: "Eu sou o pão da vida; aquele que vem amim não terá fome; e quem crê em mim nunca terá sede. "(João 6:35 . ) Cada lição foi programada para trazê-lo mais per­to do Salvador, a fim de que possa partilhar do pão da vida esaciar-se espiritualmente. Cada lição tem uma designação deleitura do Novo Testamento, que será a parte fundamental deseu estudo. Você deverá ler cuidadosamente as Esc:-ituras de­signadas, j untamente com o material da lição. Se cumprir esterequisito, terá lido todo o Novo Testamento ao chegar ao tér­mino destes cursos. (Observação: Para os alunos que partici­pam das aulas regulares no Instituto ou faculdades da Igreja, oestudo do Novo Testamento foi dividido em dois semestres outrês trimestres; mas os alunos das áreas onde são realizadoscursos individuais, o estudo do Novo Testamento ocupa o pe­ríodo de um ano.)O estudo das Escrituras, em conjunto com a oração sincerapode constituir uma fonte de revelação pessoal e um meio paraaumentar o poder espiritual em sua vida diária.Por Que É Necessário Ter Um Manual do Alune?Alguns trechos dos Evangelhos e dos escritos e cartas dosapóstolos antigos não são facilmente compreendidos pelos alu­nos da época atual. O que Pedro disse a respeito de algumasepístolas de Paulo - que há "pontos difíceis de entender" (TIPedro 3 : 16), - também se aplica a outros escritos do NovoTestamento. Os textos deturpados, a linguagem arcaica e anossa falta de conhecimento do ambiente doutrinário, históri­co e geográfico são algumas das razões pelas quais encontra­mos certa dificuldade na leitura e compreensão do Novo Tes­tamento. Por esse motivo, foi organizado este manual do alu­no. Ele será de grande ajuda, proporcionando-lhe os seguintesbenefícios:1. Material básico para ajudá-lo a compreender o mundogrego, romano e judaico, no qual Jesus pregou e de ondeemergiu a igreja primitiva.2. Informação básica a respeito de personagens importantesdo Novo Testamento e governantes romanos e judeus da­quela época.3 . Informações históricas referentes a cada livro d o NovoTestamento.4. Comentários interpretativos a respeito das passagens maisimportantes e também sobre algumas Escritu�as de dificilentendimento.
  5. 5. 5. Uma seção de mapas que ajudam a localizar locais impor­tantes e mostram as jornadas de Jesus e do Apóstolo Pau­lo.6. Uma tabela cronológica que apresenta as datas aproxima­das ou específicas dos eventos estudados.Como o Manual Foi Organizado.As cinqüenta e seis lições deste manual estão divididas demodo que se correlacionem com a provável ordem cronológicado Novo Testamento, conforme se encontram indicadas nos"blocos de leitura." Cada lição foi agrupada em uma seção.Há doze seções neste manual, cada uma delas cobrindo um pe­ríodo específico da vida do Salvador e dos apóstolos. O pano­rama da lição fornecerá informações específicas que o ajuda­rão nas lições subseqüentes. As seções de 1 a 6tratam da vida edos ensinamentos de Jesus (Curso de Religião n? 21 1), e as se­ções de 7 a 12 abordam o ministério dos apóstolos (Curso deReligião n? 212.)A finalidade deste manual não é substituir a leitura do NovoTestamento; pelo contrário, é somente um guia para ajudá-loa organizar-se e obter o máximo possível do estudo das passa­gens escriturísticas. O esboço abaixo do formato usado em ca­da lição indica esse propósito:1 . Um tema extraído de cada bloco de leitura.2. Uma breve seção introdutória que estabelece o cenário pa­ra as Escrituras que serão estudadas.3. Designação de um bloco de leitura, que inclui um mapa euma tabela cronológica.4. Uma seção de comentários interpretativos, contendo es­clarecimentos (principalmente de líderes da Igreja) que oajudarão a resolver determinadas dificuldades e tambémpassagens de difícil entendimento.5. Uma seção intitulada "Pontos a Ponderar", que chamarásua atenção para alguns dos principais temas doutriná­rios daquela parte do Novo Testamento e lhe proporcio­nará oportunidade de meditar profundamente sobre co­mo aplicá-los em sua vida diária.Encontrará também materiais úteis para o seu estudo na se­ção de mapas (que se encontra no meio do manual) e tambémna seção de materiais suplementares (no fim do manual.)Como Utilizar o Manual do Aluno.O texto básico do curso é o Novo Testamento. O propósito2do manual do aluno não é substituir a leitura das Escrituras,nem pode substituir a orientação inspirada do Espírito Santoque você procura humildemente através da oração. Eis algu­mas sugestões a respeito de como o manual do aluno pode serusado de maneira mais eficaz:1 . Em todo capítulo, você receberá uma designação de leitu­ra. O número de capítulos que terá de ler para cada perío­do de aula varia de acordo com a orientação de seu instru­tor, ou conforme esteja estudando em regime de semestre,trimestre ou individual. Seja qual for o sistema, se cum­prir conscientemente suas designações de leitura, estaráem condição de ler todo o Novo Testamento, obedecendoà ordem cronológica em que as mensagens e epístolas doEvangelho são apresentadas.2. Estude as informações básicas a respeito dos personagensimportantes e do livro que está sendo estudado, antes deler o texto do Novo Testamento. Através desse método,poderá entender melhor as Escrituras, à medida que asler.3. Leia os comentários a respeito das passagens escriturísti­cas de difícil interpretação.4. Consulte a seção de mapas e localize os diversos lugaresmencionados no Evangelho ou nas epístolas. Compare es­ses locais bíblicos com sua localização atual.QUE VERSÃO DA BÍBLIADEVO USAR?Existem atualmente inúmeras traduções da Bíblia. Os líde­res da Igreja esclareceram muitas vezes qual a versão que osSUD devem usar. Eis alguns exemplos de tais conselhos:"...Nenhuma dessas (outras) versõesdaBíblia em inglês ultra­passa a do Rei Tiago, em beleza de linguagem, conotação espi­ritual e provavelmente também na fiel observância do textodisponível aos tradutores da época. Esta é a versão usadapelaIgreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias em todosos seuspronunciamentos oficiais, tanto no país como no exte­rior. A literaturadaIgreja cita invariavelmente a versão do ReiTiago. A Igreja usa outras versões somente para ajudar a es­clarecer passagens que são obscuras na versão autorizada.,,(Widtsoe, Evidences and Reconciliations, p. 1 20.)"A Versão do Rei Tiago, ou Versão Autorizada, na medidaem que for correta a sua tradução, é a versão adotada pelaIgreja desde a época de sua organização. •• (J. Reuben Clark,Jr. em CR, abril de 1954, p. 38)
  6. 6. "A Bíblia oficial de nossa Igreja é a Versão do Rei Tiago."(Editorial, Church News, 14 de novembro de 1970, p. 1 6.)Isso não quer dizer que a Versão do Rei Tiago seja uma tra­dução perfeita. O Élder James E. Talmage esclareceu esse pon­to com o seguinte parecer:"Não há e nãopode haver uma tradução absolutamentefide­digna desta e de outras escrituras, a menos que se tenhafeitopor intermédio do dom da tradução, como umadasdádivas doEspírito Santo. O tradutor deve ter o espírito doprofeta, se de­seja expressar em outro idioma aspalavras doprofeta; e a sa­bedoria humana, por si só, não conduz a estapossessão. (Tal­mage, Regras de Fé, p. 221 .)O Profeta Joseph Smith iniciou tal empreendimento de tra­duzir as escrituras bíblicas por intermédio do Espírito Santo,sob a direção e mandamento do Senhor. (Ver D&C 45:60,61;93:53.) A seguinte informação nos instrui a respeito da condi­ção da Versão Inspirada na Igreja atual:"A Versão Inspirada (como é chamada por seus editores)não supera a Versão do Rei Tiago como versão oficial da Bí­blia utilizadapela Igreja, mas as explicações a alteraçõesfeitaspelo Profeta Joseph Smith nosfornecem melhor esclarecimen­to e um comentário proveitoso de muitas passagens bíblicas."Parte desses esclarecimentos e alterações feitos peloProje­taforamfinalmente aprovados antes de sua morte; e algumasdelas têm sido citadas em materiais instrutivos da Igreja aluai­mente, ou poderão sê-lo no futuro.Da mesmaforma, esses trechos da Versão Inspiradapodemser usados por autores e professores da Igreja, juntamentecom o Livro de Mórmon, Doutrina & Convênios e Pérola deGrande Valor, além de interpretações bíblicas, aplicando sem­pre a injunção divina de que "quemfor iluminado pelo Espíri­to, se beneficiará pela sua leitura. "(D&C 91:5.)Sempre que o Livro de Mórmon, Doutrina & Convênios e aPérola de Grande Valor oferecem informações relativas à in­terpretação bíblica, deve-se darpreferência a eles ao escrever eensinar. Porém, quando estas fontes de revelação modernanão fornecerem a mesma informação significativa disponívelna Versão Inspirada, então esta deve ser usada.(Church News,Editorial 7 de dezembro de 1974, p. 16.)Neste manual, foram usadas referências da Versão Inspira­da com o propósito de esclarecer passagens escriturísticas par-33Jntrobuçãoticularmente vagas ou falhas na Versão do Rei Tiago, ou ver­são autorizada.Como Tirar o Maior Proveito deste curso?Leia estas passagens das escrituras e medite sobre o que elassignificam para o seu estudo pessoal.JOÃO 7:16,17.Esta passagem "é a chave que destrava a porta do conheci­mento de nossa existência eterna. Se os homens seguirem essainstrução, conhecerão a verdade e reconhecerão que JesusCristo é de fato o Filho de Deus e o Redentor do mundo; queele ressurgiu dentre os mortos no terceiro dia e, após sua res­surreição, apareceu aos seus discípulos." (Smith, Doutrinas deSalvação, Vol. 1 , p. 3 1 6.)I JOÃO 2:3-5. . . .estas passagens das escrituras, afirmo, formam a chavepela qual se desvendam os mistérios da vida eterna. . . Todosnós podemos conhecer a verdade; não estamos desamparados.O Senhor tornou possível a cada homem conhecer a verdadepela observância destas leis e através da orientação do EspíritoSanto. . ."(Smith, Doutrinas de Salvação, Vol. 1 , p. 317.)ll TIMÓTEO 2:15.Nessa passagem, há duas razões que o motivarão a estudar:( 1) para sentir-se aprovado por Deus (não apenas para ganharpontos), e (2) tornar-se um estudante das Escrituras realmentecapaz de entender e usar a palavra da verdade.Tendo sempre essas escrituras em mente, seu estudo serámuito proveitoso.1 . Faça das escrituras o seu estudo principal neste curso, uti­lizando o manual apenas como suplemento.2. Combine seu estudo com oração sincera e freqUente.3. Esforce-se por guardar os mandamentos de Deus.Que você possa desfrutar das bênçãos pessoais que sem­pre acompanham o estudo devotado e a obediência aosmandamentos do Senhor.
  7. 7. 1"�u �ou o QCamínbo"TEMA:" Como podemos saber o caminho?, perguntou Tomé,quando se achava sentado á mesa com os apóstolos e seuSenhor, após a ceia, naquela memorável noite da traição; ea resposta divinade Cristofoi: Eu sou o caminho, e a ver­dade e a vida. . .(Jodo 14:5-6)E realmente o é! Jesus é afon­te de nosso alívio, a inspiração de nossa vida e o autor denossa salvação. Se quisermos saber como deve ser o nossorelacionamento com Deus, comparemo-lo com o que teveJesus Cristo. Se desejarmos conhecer a verdade da imortali­dade da alma, temo-la exemplificada na ressurreição doSalvador.Se quisermos aprender qual é a maneira correta de viver-mos entre nossos semelhantes, podemos encontrar o exem­plo perfeito na vida de Jesus. Sejam quaisforem os nossosmais nobres desejos, nossas mais elevadas aspirações eideais em qualquerfase de nossa vida, poderemos olharpa­ra Cristo e encontrar a perfeição. Portanto, sempre queprocurarmos encontrar o padrão para o vigor moral, preci­sanws apenas ir ao Homem de Nazaré e nele encontramostodas as virtudes necessáriaspara tornar-se um homemper­feito. (David O. Mckay, em CR, abril de 1968, pp. 6:7.)INTRODUÇÃOEste curso o ajudará a se achegar mais ao Salvador do mun­do, o Senhor Jesus Cristo. Espera-se que você adquira maiortestemunho e certeza de que ele é um Redentor vivo e pessoal,e que se sinta mais determinado do que nunca a servi-lo e par­ticipar de sua grande e infinita expiação. Embora seja uma ele­vada meta, ela sem dúvida eitá a seu alcance. Você pode en­contrar uma experiência rica e espiritual, se fizer deste cursoum empreendimento tanto acadêmico como espiritual.5Qual o Meio Mais Eficaz de Alcançar essa Meta?Primeiramente, lembre-se de que os quatro evangelhos são otexto básico deste curso. Portanto, será de importância vitalque leia as Escrituras juntamente com este manual. Cada liçãotem uma designação de leitura extraída de Mateus, Marcos,Lucas e João, que constitui a parte principal do curso.Se cumprir a designação de leitura requerida em cada lição,você terá lido os quatro evangelhos (Mateus, Marcos, Lucas eJoão) ao terminar este curso. As passagens escriturísticas de­signadas estão programadas em ordem cronológica (até onde éconhecida), e nem sempre seguem a seqUência em que se en­contram no Novo Testamento. O desenrolar do drama da vidamortal do Mestre será mais compreensível, quando lido na se­qUência cronológica.Em segundo lugar, além de ler as escrituras e estudar o ma­nual, lembre-se do quanto é importante a oração pessoal e oviver de modo que possa merecer a inspiração do Senhor en­quanto estuda.O Élder Ezra Taft Benson declarou:Aprender a respeito de Cristo exige estudo das escrituras edos testemunhos daqueles que o conhecem. Chegamos aconhecê-lo através da oração, inspiração e revelação que Deusprometeu aos que guardam os seus mandamentos." (CR, ou­tubro de 1972, p.53.)Os Quatro EvangelhosDurante este curso, você estudará os evangelhos, ou, comosão chamados na Versão Inspirada (compare com D&C88: 141), os "testemunhos" de Mateus, Marcos, Lucas e João.Em vez de ler todos eles, um de cada vez, você descobrirá que
  8. 8. as designações de leitura contidas na lição combinam os qua­tro evangelhos num arranjo cronológico (chamado de "har­monia do Evangelho") que sintetiza todos os quatro registrosescriturísticos.Cada um desses autores inspirados presta seu próprio e sin­gular testemunho concernente ao Evangelho de Jesus Cristo etambém testifica a respeito do Mestre, tudo isto com um únicoobjetivo final. Observe, por exemplo, as palavras de João:"Estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é oCristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida emseu nome., (João 20:31 . Itálicos nossos.) Embora todos osquatro evangelhos tenham muita coisa em comum, cada autorinclui material informativo que não se encontra nos demais etestifica a respeito do Salvador de maneira ligeiramente diver­sa. Mateus, Marcos e Lucas abordam os assuntos de um modobastante similar, embora individualmente pareçam ter escritopara um determinado grupo de pessoas. Por esse motivo, osseus escritos são chamados de evangelhos "sinóticos." (A pa­lavra "sinótico" é de origem grega e significa "do mesmo pon­to de vista.") As informações e o ponto de vista de João dife­rem notavelmente, mas apesar disso, contêm muitas informa­ções históricas que também constam nos outros três.O Evangelho de MateusO Evangelho de Mateus é caracterizado por uma grande ên­fase em como a vida de Jesus cumpriu as profecias do VelhoTestamento e inclui muitos discursos importantes do Mestre,como o Sermão da Montanha (Mateus 5-7), um discurso sobreas parábolas do reino (Mateus 1 3), e um extenso discurso críti­co sobre os escribas e fariseus (Mateus 23). Mateus retrata im­pressivamente a Jesus como o rei e juiz de Israel, uma pessoaque ensina com grande poder e autoridade. Seu evangelhocriaria um impacto principalmente nos leitores judeus.O Evangelho de MarcosO Evangelho de Marcos é o mais curto e apresenta uma ima­gem comovente de Jesus, cheia de ação, e salienta o poder mi­lagroso do Mestre. Devido a esse retrato dinâmico, muitos eru­ditos julgam que Marcos escreveu tendo em mente os leitoresromanos. Marcos parece ter convivido intimamente com Pe­dro depois da morte do Salvador, pois muitos notam as in­fluências das narrativas deste nos escritos de Marcos.O Evangelho de LucasDevido ao idioma grego altamente refinado e modo compas­sivo de retratar o Salvador, muitos pensaram que Lucas o es­creveu para os gregos do mundo antigo. Seu evangelho é ca­racterizado por uma grande ênfase no perdão e amor, indican-6do nas parábolas só encontradas em seus escritos (tais como ado Filho Pródigo) que o pecador pode encontrar descanso epaz em Jesus. Lucas também nos dá uma importante visão dopapel das mulheres durante o ministério e vida de Jesus. So­mente ele relata a visita do anjo a Zacarias e Isabel, mãe deJoão Batista; somente ele fala da viagem de José e Maria a Be­lém e descreve o nascimento de Jesus.O Evangelho de JoãoEmbora o Evangelho de João nos dê um quadro mais íntimodo Mestre, acentuando o seu relacionamento com o Pai, suaassociação com os Doze, e assim por diante, o propósito deJoão parece ter sido antes testificar a respeito de Jesus como oCristo do que detalhar os locais e acontecimentos de seu minis­tério. Através de seus escritos, podemos obter um poderosotestemunho de Jesus como o Filho de Deus, de Jesus como oMessias, de Jesus como o Bom Pastor, de Jesus como o Cami­nho, a Verdade e a Vida, e de Jesus como a Ressurreição e aVida.Prefácio Histórico de seu Estudo do Novo TestamentoSe desejar fazer um estudo mais amplo do cenário históricoda Palestina na época de Jesus, você poderá encontrar ótimoscomentários e histórias na biblioteca pública de sua cidade ouescola.Para cumprir o nosso objetivo, daremos aqui um breve pa­norama histórico que abrange aproximadamente quatrocentosanos entre a época de Malaquias e o ministério do Mestre. APalestina, também chamada de Terra Santa, foi primitivamen­te dada a Abraão pelo Senhor como herança para ele e a suaposteridade através de !saque e Jacó, sob a condição de servi­rem fielmente ao Senhor como um povo peculiar e do convê­nio.Entretanto, discórdia e apostasia fizeram com que ocorresseuma dispersão da casa de Israel, e dez tribos foram levadas emcativeiro para os países do norte (cerca de 722 A.C). Tambémos judeus foram levados para a Babilônia no ano 587 A.C., deonde alguns retornaram aproximadamente no ano de 530 A.C.Por ocasião dos escritos de Malaquias (cerca de 400 A.C.),apenas alguns remanescentes da casa de Israel ainda viviam naterra de Canaã principalmente da tribo de Judá, cercados portribos gentias e un·s poucos hebreus apóstatas dispersos. Esteponto da história encontra o povo da promessa vivendo sob ojugo do quase tolerante governador do império medo-persa.Alguns séculos depois,entrou em cena um novo poder: Ale­xandre, filho e sucessor de Felipe, rei da Macedônia, que con­tinuou o processo de fusão das cidades-estado gregas iniciado
  9. 9. por seu pai. Com seus exércitos, subjugou com êxito os persas,sírios, egípcios, babilônios e outros povos, criando um novoimpério naquela parte do mundo, onde ocorreram a maioriados eventos históricos do Novo Testamento. Os judeusencontravam-se agora sob o jugo de um novo senhor, e osmais fiéis de modo geral se indignavam com a mudança que osusurpadores gentios haviam provocado em seu estilo de vida.Com a morte de Alexandre, que não deixou herdeiros, o im­pério foi dividido entre seus generais, ficando Ptolomeu gover­nando o Egito e sul da Síria, e Antígono reclamando a maiorparte do norte da Síria e oeste da Babilônia. Seleuco I derrotouAntígono e iniciou uma batalha para controlar a Palestina, es­trategicamente situada, colocando os judeus na posição delica­da de estarem sujeitos primeiro a um dos poderes, e depois aooutro.Os judeus não somente sofriam sob esse penoso tumulto po­lítico, como tal circunstância gerou considerável desunião en­tre os mesmos; alguns tentavam aliviar sua posição h1suportá­vel participando integralmente da cultura popular grega, en­quanto outros procuravam com o mesmo zelo manter sua pe­culiaridade e isolamento, a todo custo. O resultado disso foium povo judeu dividido.Um século após a morte de Alexandre (cerca de 200 A.C.), aSíria controlava firmemente a Palestina. Antíoco IV (Epifa­nes), talvez aborrecido por sua incapacidade de derrotar o Egi­to, retornou a Jerusalém com a firme determinação de subme­ter os judeus às práticas religiosas de seu reino. O judaísmo foicompletamente proscrito. Possuir ou ler a Torá era crime pu­nido com a morte; foram proibidas a observância do Sábado eda circuncisão; as muralhas de Jerusalém foram destruídas, emilhares de seus habitantes mortos, e outros milhares vendido�como escravos. O templo foi convertido num santuário dedi­cado aos deuses do Olimpo, e colocada uma imagem de Zeussobre o altar e sacrificado um porco em honra do falso deus.Tais atrocidades, juntamente com outras práticas ultrajantes,eram cometidas com o propósito premeditado de embaraçar osjudeus, profanar sua religião e desencorajar a observância dalei judaica.Contudo, o Senhor não havia esquecido o seu povo do con­vênio. De uma forma milagrosa, os judeus e sua religião conse­guiram sobreviver. As circunstâncias odiosas criadas pelosopressores foram grandemente responsáveis pela revolta dosMacabeus, uma família judaica que liderou o povo e teve êxitoem expulsar os sírios. A partir dessa época, os judeus começa-7�apítulo 1ram a d.esfrutar de uma pseudo-independência que durouaproximadamente cem anos (de 166 A.C. a 63 A.C.) A pressãohelenizadora dos sírios parecia haver consolidado os judeusnum grupo resistente, capaz de preservar a sua identidade en­tre as nações em que foram dispersos.Quando a liderança macabéia se transformou numa entida­de política corrupta, a Palestina, através de intriga política, fi­cou novamente sujeita a um império estrangeiro - Roma - quelogo fez o povo judeu sentir sua tirania através da designaçãode homens ambiciosos e cruéis. Herodes, o Grande, sucessorde seu pai, Antipater, era idumeu, de linhagem gentia, e exer­ceu uma forte liderança.Herodes manteve sua posição muitas vezes à custa da vidade outras pessoas, inclusive da esposa e de alguns de seus fi­lhos. Foi ele quem ordenou o massacre das crianças judaicasem Belém, logo após o nascimento do Salvador.Após a morte de Herodes, o Grande, seu domínio palestinofoi dividido em três partes. Por ocasião do ministério de Jesus,essas áreas eram governadas por:1 . Herodes Filipe (lturéia e parte nordeste da Galiléia). Erafilho de Herodes, o Grande. Foi um governador relativa­mente tolerante.2. Pôncio Pilatos, procurador romano (Judéia, Samaria, elduméia.) Lemos a seu respeito em conexão com o julga­mento de Jesus.3. Herodes Antipas (Galiléia e Peréia.) Também era filho deHerodes, o Grande. É mencionado no Novo Testamentoem conexão com o julgamento de Jesus. Antes desseacontecimento, fora.responsável pela prisão e morte deJoão Batista.Os eventos desse período muito contribuíram para explicar anecessidade sentida pelos judeus de que viesse o Messias, hátanto tempo predito. E não viam nenhuma esperança de digni­dade nacional, a não ser através de uma salvação política espe­tácular pelas mãos de um poderoso Salvador.Como veremos durante este curso, Jesus veio oferecendo­lhes algo muito mais glorioso do que a salvação nacional. Umaindescritível felicidade e paz poderia ter entrado no coração decada judeu, além de participarem com grande alegria do esta­belecimento do reino de Deus na terra!
  10. 10. Festa de casamenroágua em vinhoC , ,ana·�.
  11. 11. �eção 1® �ranbe 3/tobá 1!lesce à t!terraLIÇÕES:2. O Messias Prometido.3. O Filho do Pai Eterno.4. "Eis o Cordeiro de Deus. "U M TESTEMUNHO D E JESUS!Antes de ler as lições contidas nestaseção, recomendamos que leia este pro­nunciamento clássico do Presidente J.Reuben Clark Jr., que lhe dará uma vi­são geral e perspectiva para seu estudoda vida do Senhor.A MAJESTADE DE CRISTOQuem é Este Jesus a Quem Adoramos?Quem é o Salvador, este homem aquem adoramos? Muitas vezes, pensa­mos ser os únicos que ouviram falar delee que de certo modo nos pertence, que éo nosso Salvador e talvez não muito co­nhecido mundialmente.Ao inicar meu discurso, gostaria de leralgumas palavras do livro de Moisés,primeiro capítulo, principiando peloversículo 32. Aqui quem fala declara sero "Senhor Deus Todo-poderoso, e Infi-nito é o meu nome. . . E as criei pela pala-vra do meu poder. . .Ele estava mostrando a Moisés, en­quanto conversavam "face a face," acriação que o Pai havia feito.E eu as criei pela palavra do meu po­der, que é meu Unigênito, cheio de graçae verdade.E criei mundos sem número e tam­bém os criei para o meu próprio intento;e por meio do Filho, que é o meu Unigê­nito, eu os criei. . ." . . . Porque eis que h á muitos mundosque pela palavra do meu poder (o qual éseu Filho Unigênito) deixaram de existir.E há muitos que hoje existem e são in­contáveis para o homem; mas, paramim, todas as coisas são contadas, por­que são minhas e eu as conheço. . ."E Deus, o Senhor, falou a Moisés edisse: os céus são muitos e são incontá­veis para o homem; mas para mim sãocontados, porque eles são meus.E assim como deixará de existir umaterra com seus céus, assim também apa­recerão outras; e não têm·fint as minhas9obras, nem tampouco as minhas pala­vras (Moisés 1 :3, 32-33, 35, 37-38.)A Criação Não Foi Obra de Um�maüor.Não foi um novato, um amador, al­guém realizando sua primeira experiên­cia que desceu no princípio, depois dogrande conselho, com outros Deuses;eles procuraram e encontraram o lugaronde havia "espaço" (assim nos conta oregistro de Abraão) e, tomando dos ma­teriais que encontraram nesse "espaço",fizeram este mundo.Gostaria de sugerir-lhes duas ou trêscoisas. Espero não confundi-los em de­masia, mas, nesta galáxia - e os céus quevemos são a galáxia à qual pertencemos -ou seja, do ponto onde permanecemosou flutuamos, podemos ver um bilhãode anos-luz à nossa volta. Um ano luz éa distância que a luz, viajando à veloci­dade de 300 000 Km por segundo, per­corre em um ano. Os astrônomos nos di­zem que presentemente podemos, per­manecendo no centro, pesquisar um bi­lhão de anos-luz no espaço.Para onde nos locomovemos, comonos locomovemos e com que rapidez,não sabemos. Ao olharmos para os céus,
  12. 12. não os vemos como hoje se constituem.Vemo-los como eram há certo númerode anos-luz, quando a luz principiou avir deles· para nós. Se estão a cem mi­lhões de anos-luz de distância, foi hácem milhões de anos atrás.O Tamanho e Formato da NossaGaláxiaDiz-se que existem cem milhões degaláxias* dentro desse raio, iguais à nos­sa. Dizem que esta galáxia na qual vive­mos e existimos, tem cem mil anos-luzde diâmetro.Os astrônomos agora confessam o quenão confessavam antigamente - que po­de haver, e provavelmente há, muitosmundos iguais ao nosso. Alguns dizemque provavelmente existiram nesta galá­xia, desde o seu início, um milhão demundos semelhantes ao nosso.E criei mundos sem número, pormeio do "meu Unigênito," (Moisés1 :33). Repito, nosso Senhor não é umnovato, um amador; ele seguiu esse pro­cesso inúmeras vezes.E, se raciocinarmos que nesta nossagaláxia talvez existiram, desde o seuprincípio, até hoje, um milhão de mun­dos, e multiplicarmos esse número pelosmilhões de galáxias, ou seja, cem mi­lhões de galáxias que nos cercam, entãopoderemos fazer idéia de quem é esteHomem a quem adoramos.*(Observação: Desde a época em que oPresidente Clark escreveu este artigo, aastronomia expandiu grandemente seuconhecimento. O universo que agora co­nhecemos é de aproximadamente dois emeio bilhões de anos-luz de diâmetro, eos astrônomos afirmam que existem pelomenos dez bilhões de galáxias. Ver, porexemplo, o artigo de Kenneth F. Wea­ver, "Tre Incredible Universe," Natio­nal Geographic, maio de 1974, pp. 589-625)O Propósito da Nossa CriaçãoJesus Cristo é um membro da Trinda­de, constituída pelo Pai, pelo Filho e pe­lo Espírito Santo. Ele participou dogrande conselho dos céus, que decidiu aconstrução de um mundo - um mundoao qual poderíamos vir como seres mor­tais, a fim de trabalharmos por nossasalvação.Não posso deixar de pensar que essemesmo propósito esteve presente incon­táveis números de vezes, enquanto nossoSalvador realizava seu trabalho de cria­ção de mundos, conforme fez por nós."E criei mundos" por meio do "meu Fi­lho Unigênito," (Moisés 1 :33.)Do Trono à ManjedouraVivia na Palestina, em Nazaré, um ca­sal, José e Maria. Tinham viajado deNazaré a Belém, a fim de pagar determi­nado imposto decretado pelo imperadorromano. Este era o propósito aparente.Ela, grávida, viajou a distância todamontada, provavelmente, numa mula,com os cuidados e a proteção que deve­riam ser dispensados a alguém que dariaà luz um semi-Deus. Homem algum nahistória deste mundo jamais teve tal des­cendência - Deus o pai, por um lado, e aVirgem Maria pelo outro.Quando chegaram a Belém, não con­seguiram lugar na hospedaria. Todos osquartos estavam tomados; portanto,10viram-se forçados a se abrigarem numaestrebaria, onde o infante recém­nascido, acabado de vir do trono deDeus, teve que ser depositado numamanjedoura, e "desceu abaixo de todasas coisas para que pudesse elevar-se so­bre todas as coisas. Sinto grande sim­patia por José. Era o esposo de Maria,mas não o pai do Filho que ela estava,para dar à luz. Muitos anos depois, osjudeus o ridicularizaram, devido a essefato.As Condições Existentes na PalestinaCristo encontrou o mundo numa con­dição caótica. A Palestina não era umlugar de paz, amor e fraternidade. Era,isso sim, habitação de algumas das maisterríveis paixões à solta naqueles tem­pos; paixões que foram companheirasconstantes daqueles que rodeavam o Sal­vador.Vocês certamente recordam sua via­gem quando, aos doze anos de idade,ocasião em que aparentemente indicoupela primeira vez, pelo menos para acompreensão de Maria, quem era; foientão que, após três dias de procura, oencontraram finalmente, conversandocom os eruditos do país. Mariareprovou-o, dizendo: "Teu pai e eu. . ."(fazendo referência a José, o que indicater sido ele fl.el ao seu relacionamentopara com seus pais terrenos). . . Disse-lhe" . . .teu pai e eu ansiOSIJS te procuráva­mos" e ele replicou com aquela grande
  13. 13. revelação. "...Não sabeis que me con­vém tratar dos negócios de meu Pai?"(Lucas 2:48-49)Jesus, porém, voltou para Nazaré ehabitou com eles, como carpinteiro, fi­lho de carpinteiro, até o início de suamissão. E então, ao encontrarem-no fa­zendo maravilhas e distribuindo infor­mações maravilhosas e grande conheci­mento, diziam: "Não é este o filho docarpinteiro?" (Ver Mateus 13:55.) Jesusviveu num lar pobre, ele, o único ho­mem nascido nesta terra com naturezasemi-divina e semi-mortal. Habitou en­tre os mais pobres, pregou entre eles eentre eles fez seus milagres.Passou a vida toda acompanhado diaapós dia dos inimigos que oteriam exter­minado, não fosse a grande missão quetinha a cumprir.A Confusão JudaicaPosso compreender, pelo menos atécerto ponto, a dificuldade encontradapelos judeus. Reconheciam em seus mi­lagres o mesmo tipo de maravilhas quehaviam sido feitas pelos profetas no de­correr de sua história. Ele v�olou as leisda gravidade, andando sobre a água;Elias fez um machado flutuar na água.Ressuscitou os mortos. Alimentou seusseguidores com pães e peixes; o Pro­feta Elias alimentou uma centena depessoas com pouca coisa e assegu­rou o suprimento de óleo da viúva. Eleshaviam visto a manifestação de todosesses grandes princípios, conheciam­nos, e foi-lhes muito difícil reconhecerque havia algo mais, muito superior emJesus.Tenho pensado em alguns desses mila­gres no sentido de terem sido feitos porum Criador, demonstrando o seu podercriativo, particularmente alguns que eureputo como milagres criativos: quãosimples deve ter sido para um membroda Deidade que criou universos transfor­mar água em vinho. Alimentar as cincomil pessoas foi ainda mais simples.Espero que nenhum de vocês se sintaperturbado pela estreiteza de pensamen­to, chegando a racionalizar ou sugerirque a multidão foi alimentada com lan•ches que haviam trazido consigo. EsseCriador do universo fez de cinco pães edois peixes, comidél suficiente paraalimentá-los a todos. Talvez para silen­ciar eventuais críticas ou a explicação, deque ele apenas hipnotizou a multidão, oregistro mencioná que, "levantaram doque sobejou, sete ces:tos cheios de peda­ços." (Mateus 15:37.) De igual impor­tância e proporção foi a circunstânciaposterior em que ele alimentou quatromil pessoas.Outros milagres provam que ele podiacontrolar os elementos: refiro-me à noiteem que dormia na proa de um barco e selevantou uma grande tempestade. Osapóstolos estavam apavorados e o acor­daram. Jesus acalmou a tempestade.Após esse evento, ele alimentou os cincomil, ocasião em que atravessou a águacaminhando sobre ela. Lembro-me decomo os apóstolos estavam atemoriza­dos no barco, julgando que ele fosse umespírito.Vocês quase podem ouvi-lo dizer:"Sou eu, não temais." Pedro solicitou:"Manda-me ir ter contigo por cima daságuas." Jesus respondeu: "Vem." Pe­dro desceu do barco e, pisando sobre aságuas, começou a andar, mas seu cora­ção e sua fé falharam à vista das ondasameaçadoras, e começou a afundar. Je­sus estendeu a mão e o salvou,reprovando-o com as seguintes palavras:"Homem de pouca fé, por que duvidas­te?" (Mateus 14:27-31)Controle Sobre o Reino AnimalJesus tinha controle sobre o reino ani­mal. Vocês se lembram da pesca mila­grosa, quando chamou Pedro, Tiago eIIJoão pela primeira vez? Eles estiverampescando durante toda a noite, sem nadaapanhar em suas redes. Jesus pediu paraentrar no barco, a fim de falar à multi­dão, e saiu da margem, pois que esta secomprimia junto dele.Quando terminou de falar, Jesus dis­se: "Faze-te ao mar alto, e lançai as vos­sas redes para pescar." (Lucas 5:4.) Elesresponderam que haviam estado pescan­do durante a noite inteira e nada haviamapanhado. Apesar disso, obedecendo àordem do Senhor, lançaram as redes eelas foram recolhidas cheias de peixes,em tal abundância, que a rede se rompeue tiveram que pedir a Tiago e João queviessem ajudá-los em outro barco. Pe­dro, o grande Pedro, prostrou-se aos pésdo Salvador, dizendo: "Ausenta-te demim, que sou um homem pecador."(Lucas 5:8.)Posteriormente houve uma experiên­cia similar às margens do Mar da Gali­léia, após a ressurreição, quando Pedroe os demais apóstolos estavam pescan­do, não compreendendo que havia mui­to trabalho do Senhor a realizar. Ha­viam pescado durante toda a noite, semnada conseguir. Aos primeiros alboresda aurora, viram um homem parado àmargem, ao lado de uma pequena fo­gueira. Da praia, ouviram chegar umavoz: "Lançai a rede para a banda direitado barco e achareis." Eles assim fize­ram, e a rede voltou repleta de peixes. OApóstolo João, talvez relembrando a ex­periência anterior, declarou: "É o Se­nhor. Pedro cingiu-se com a túnica,pois estava nu (e não queria aparecerdespido diante do Senhor), lançou-se aomar e dirigiu-se até a margeM. Chegan­do lá, os apóstolos comeram e aparente­mente o Salvador também os acompa­nhou. Foi nessa ocasião que Pedro rece­beu o seu mandamento: "Apascenta asminhas ovelhas." (João 2 1 :6-17.)O humilde Jesus, portanto, tinha con­trole sobre a vida animal.
  14. 14. �eção 1O Reino VegetalFinalmente, o reino vegetal estavatambém sob o seu domínio, pois amaldi­çoou a figueira estéril quando por elapassou. Alguns eruditos encontrarammuita dificuldade para compreender es­se milagre. Através dele, compreendo oprincípio de que aquele que não faz ascoisas para as quais o Criador o capaci­tou, está em perigo de ser repreendido.Não podemos ser estéreis tendo a inteli­gência, os talentos que Deus nos conce­deu.Quão grandes são estes e outros mila­gres de Jesus para os mortais, mas quãoincomparavelmente simples para o Cria­dor e Destruidor de universos. Conti­nuaremos ainda a duvidar do poder queJesus tinha de operar os fenômenos querealizou na terra?Jesus Declara a Sua IdentidadeEle principiou muito cedo em sua mis­são a indicar quem era. Ao dirigir-se pa­ra o norte, depois da primeira Páscoa,viu Nicodemos, ao qual disse ser o Cris­to; Nicodemos não o compreendeu.Continuou viajando para o norte, atéchegar a Samaria; parou no Poço de Ja­có, onde, vendo a mulher samaritana,contou-lhe quem era. Os samaritanoseram odiados pelos judeus, e os judeusodiados pelos samaritanos; e foi esta,penso eu, a primeira vez que ele indicou,em sua missão, ter vindo para todos oshomens e não apenas para as tribos deIsrael. Posteriormente, de tempos emtempos ele afirmava ser o Messias.Certa ocasião, quando assistia à Festados Tabernáculos no templo em Jerusa­lém, foi ridicularizado a respeito de seusancestrais. Os judeus falavam de seusancestrais e diziam que eram filhos deAbraão! Chegaram a um ponto da dis­cussão em que exclamaram, depois deJesus haver dito que conhecia a Abraão:Ainda não tens cinqüenta anos e visteAbraão?" E foi esta a sua resposta: . . .Antes que Abraão existisse, eu sou.(João 8:57-58.) Foi assim que Jesus de­clarou sua função de Messias.Assim, durante todo o curso de sua vi­da, dia após dia, continuou a proclamarsuas verdades!A Grande Missão de JesusNosso Senhor tinha uma grande mis­são a cumprir. Tinha que cumprir comonos disse, a lei de Moisés. Se quiseremter uma idéia do quanto teve que se dis­tanciar das leis que haviam sido dadas àIsrael antiga, leiam o Sermão da Monta­nha, o da Planície e o da segunda Pás­coa, e vejam o quanto ele teve que se dis­tanciar da lei antiga para apresentar anova.Vejamos, como ilustração, o que oSalvador disse certa vez:"Ouvistes o que foi dito aos antigos:Não cometerás adultério."Eu porém, vos digo que qualquerque atentar numa mulher para a cobiçar,já em seu coração cometeu adultériocom ela. (Mateus 5:27-28.)Esta era a nova lei.O mesmo aconteceu com milhares deoutras coisas. Os documentos aos quaisfiz referência, e alguns outros, são osmais revolucionários em toda a históriado mundo. Marcam o cumprimento dalei de Moisés e a introdução e execuçãoda lei do Evangelho por ele restaurado.Da Cruz ao TronoFinalmente, no seu último julgamen­to, depois de haver estado perante Anás,foi levado a Caifás, seu genro. Caifásera o sumo sacerdote empossado pelogoverno romano; Anás era quem, deacordo com a lei de Moisés, deveria tersido o sumo sacerdote. No julgamento12diante do sinédrio e de Caifás, disse este:Conjuro-te pelo Deus vivo que nos di­gas se tu és o Cristo, o Filho de Deus."(Mateus 26:63) Marcos registra que eledisse "Eu o sou." (Marcos 14:62)Eles, porém levaram-no e julgaram­no no dia seguinte diante de Pilatos. Po­bre Pilatos, que, atormentado por crerna inocência desse homem, procuroulivrá-lo, sem o conseguir. Insistiram namorte do Cristo que foi, finalmente,condenado e entregue nas mão de seusalgozes.Em seguida, foi levado para o Calvá­rio, onde, como Deus, um dos membrosda Santíssima Trindade, crucificaram­no sob a falsa acusação de traição, comoum criminoso qualquer, entre dois la­drões comuns, um dos membros da Pa­ternidade, da Divindade vem à terra nu­ma manjedoura, diretamente do tronode Deus, e é crucificado entre dois la­drões, qual criminoso comum! Ressusci­tado na manhã do terceiro dia, visto pormuitos, permaneceu na terra durantequarenta dias, como se não quisesse dei­xar aqueles entre os quais havia traba­lhado durante tanto tempo. Nessa oca­sião, e mesmo antes dela, voltou à San­tíssima Trindade, tomando seu assentoao lado do Pai, e reassumindo sua posi­ção como membro da Divindade.
  15. 15. O Homem Que AdoramosÉ este Homem que adoramos. É este oHomem que nos deu a lei que há de per­mitir o cumprimento de nosso destino,declarado desde o princípio. Este é oHomem que se sacrificou a si mesmo."Eis o Cordeiro de Deus," foi declaradona antigüidade, "sacrificado desde afundação do mundo. " Ele morreu paraexpiar os pecados de Adão.Nenhum de nós foi mais pobre; ne­nhum de nós morreu mais ignominiosa­mente do que ele; no entanto, ele fez issopor todos nós, para que, depois de ter­minada nossa carreira terren�. depóis determos passado pela morte e pago todapenalidade a ser paga, possamos, tam­bém, ressuscitar e voltar à presença da­quele que nos enviou a todos, bons emaus semelhantemente.É esse o Homem que adoramos - nãoum homem de alta posição aos olhos domundo; não um homem de poderes ter­renos; e, no entanto, foi ele quem dissecerta ocasião: "Ou pensas tu que eu nãopoderia agora orar a meu Pai, e que elenão me daria mais de doze legiões de an­jos?" (Mateus 26:53,), nunca invocandoseus poderes divinos egoisticamente, sópara o seu próprio bem, mas semprese sacrificando, s_empre. tentando obede-1 3cer à vontade do Pai, dizendo-nos, vezapós vez, que nada fazia que não tivessevisto o Pai fazer, que não ensinava nadaque não tivesse ouvido seu Pai ensinar.O mistério disso tudo ultrapassa mi­nha compreensão. Posso tão somentecitar os registres como se apresentam, etais registras me dizem que, se eu obede­cer a seus mandamentos, se viver comoele gostaria que eu vivesse, conseguireicumprir e alcançar o destino prescritopara mim� um destino de progresso eter­no, um destino de vida em sua presença(dependendo de minhas obras), um des­tino que não conhece nenhum limitequanto ao poder que posso receber, seviver apropriadamente.Possa o Senhor ajudar-nos a chegar àdeterminação de servi-lo e de guardarseus mandamentos. Possa o Senhor Je­sus Cristo dar-nos uma visão um poucomelhor de nosso Senhor e Mestre, dequem foi ele, de sua grande sabedoria,experiência e conhecimento. Ele disse:"Eu sou o caminho, a vida, a luz e a ver­dade. " (João 12:46.) Disse isso muitas emuitas vezes. Não acreditaram nele en­tão; o mundo em geral hoje não acreditanele tampouco; mas nós temos o direito,o dever, a prerrogativa de conhecer estasverdades e torná-las parte de nossa vida.(Clark, Behold the Lamb of God, pp.15-25.)
  16. 16. TEMA:Jesus foi escolhido desde antes da fundação do mundo paraser o Cristo, o Ungido, e sua vinda foi proclamada por todosos profetas desde o princípio.INTRODUÇÃQJesusfoi o primogénito do Pai,desde b princ{pio. Numpronunciamento de 191�. aPrimeiraPresidência e o Conse­lho dos Doze·declararam: .,Entre os filhos espirituais deEloim, o primogénitofoie é... JeszisCristo, sendo todos os· .outros inferiores a ele. .. (Clark, Messages oftheFirstPresi:-.;·"dency·· [Jo��ph .F. Smith, Anthon H. Lund,. Charles. W:Penrose] VÔJ. 5, p. 33) Ele.eraofilho que tinha o direito deprimogenitura e (j reteve, devidõ à súa estritaobediência aoPai. ,.j· ··Através das incontáveis · eras da pré-mortalidade.eleavançou e progrediu até·çhegar ao ponto em que, comoAbraão-- descreveu, se iornou usemelhante a Deus".(Àbrailo 3:24) ��Nosso $alvador era um Deus a�tes d� nas­cer tteste mundo�; diz-ô Pres. Joseph fielding Smith, ��equando veiopara cá, tro�e �onsigo essa ccmdição divina.Ao nascer neste mundo, continuou sendo>o mesmo Deus·•tf/ue era antes. , (Doutrinas de Salvação,. Vol. 1� p. 3�.) N�-*-•que/e estadopré-mgrtal, Jesusfoi o CriadoreRedentordosmundos do Pai, sob as ordens deste.··<�wWk· :,·�� ,,,· *Esta lição ]oi.:preparada para ajudá-lo a adquirir maiorentendimentó (Já ln�ilô universal do Salvador.Antes de prosseguir, leia todas as escrituras do quadro.21 5Prefácio doEvangelhode Lucas.O Testemunhode João.Mateus Marcos Lucas João1 : 1 -41 : 1 - 1 81 7 : 1 -5�omentários 3Jnterpretatíbos(2-l) João 1 : 1 De que Modo Jesus é o Verbo de Deus?"O Pai participou da obra da criação através do Filho, queassim se tornou o executivo pelo qual foi efetuada a vontade,mandamento ou palavra do Pai. É absolutamente apropriado,portanto, que o Filho, Jesus Cristo, seja designado pelo Após­tolo João como o Verbo; ou como declarado pelo Pai, a pala­vra de meu poder. (Moisés 1 :32)" (Talmage, Jesus o Cristo)p. ·33.)(2-2) João 1 :9- 1 1 De Que Maneira o Mundo Recebeu o Salva­dor?"Após afirmar que a missão de João Batista era testificar daLuz, João continua seu testemunho a respeito deJesus: Ali es­tava a luz verdadeira, que alumia a todo homem que vem aomundo." Estava no mundo, e o mundo foi feito por ele, e o mundonão o conheceu." Veio para o .que era seu, e os seus não o receberam .(João 1 :9-1 1 .)"Por que ocortieu isso naquela época, e por que muitas pes­soas não o recebem atualmente? Sem dúvida, os judeus espera­vam que acontecesse algo inteiramente diferente. Aguardavama vinda de um líder que fizesse uma reforma política e social, epouco se interessavam pelas coisas espirituais. O mundo foi
  17. 17. &eção 1feito por ele, e o mundo não o conheceu. Existem hoje em diamuitas pessoas que passam perto dele e não o reconhecem."(Howard W. Hunter, em CR, outubro de 1968, p. 141 .)-ontos a -onberarO QUE FEZ JESUS NO MUNDO PRÉ-MORTAL?(2-3) Jesus Foi o Primogênito no Espíritoe o Unigênito na Carne."O Pai de Jesus (no espírito) é também o nosso Pai. Foi Je­sus quem ensinou essa verdade, quando instruiu seus apóstolosa respeito de como deviam orar: Pai nosso que estás nos céusetc. Jesus, entretanto, é o primogênito de todos os filhos deDeus - o primogénito no espírito e o unigênito na carne. Ele énosso irmão mais velho, e tanto nós como ele, fomos criados àimagem de Deus. Todos os homens e mulheres foram criados àimagem e semelhança do Pai e Mãe universais e são literalmen­te filhos e filhas da Deidade. " (Primeira Presidência [JosephF. Smith, John E. Winder, Anthon H. Lund.] Messages oftheFirst Presidency, Vol. 4, p.203.)-(2-4) Jesus: o Criador Desta Terra."Sob a direção de seu Pai, Jesus Cristo criou esta terra. Semdúvida, teve a ajuda de outros, mas foi Jesus Cristo, nosso Re­dentor, quem, sob a orientação do Pai, desceu e organizou amatéria e fez este planeta, a fim de que pudesse ser habitadopelos filhos de Deus." (Joseph Fielding Smith, Doutrinas deSalvação, Vol. I , p. 8 1 .)Examine 0$ �eguintes Escrituras.e relacione-as com o pa­pel que Cristo-desempenhou antes de vir à terra:· Moi_sés 1:31-33. Quanta-experiência tinhaJesus como umcriador?·- .3 Néfl /5:?":9. Quemfaloú aos}profetas antigos? Quem éo Deus d. an�iga Israel? (Ver também 3 Néfi 1 1:13,)4.)·JESUS FOI ESCOLHIDO PARA SER OSALVADOR.(2-5) O Salvador Foi Designado Antes de SeremEstabelecidos os Fundamentos da Terra." . . . Cremos que Jesus Cristo é nosso irmão mais velho, queele é realmente o Filho de nosso Pai Celestial, e que é o Salva­dor do mundo, e que foi designado para sê-lo antes de serem16estabelecidos os fundamentos desta terra. " (Brigham Young,em JD, Vol. 13. p.235-36. Itálicos adicionados.)(2-6) Presenciamos e Aprovamos a Escolhade Jesus Cristo."Ao realizar-se a primeira organização nos céus, todos nósestivemospresentes, presenciamos a escolha e a designação doSalvador, os fundamentos do plano de salvação, e o aprova­mos. " (Smith, Ensinamentos, p. 1 76. Itálicos adicionados.)Eu estava lá! CJP,rpfeta declarou que eu estava lá naquele grande e glorioso dia-em que o Pai reuni�:� todos os seusfi­lhos em um grande éonselho. Que enorme multidão deve.tersido! A lembrança d_aque1e diajá sefoi, obscurecidape-:_lo véu. Mas, certamente, deve tersido umaocasião degran- ··dejúbilo, de emoçãp extraordinária• . Tento ittuigÚíar·o.;qliesenti, aopresenciar Lúcifer, ofilho da manhã, âar. wrrJ)as­so àfrente e dizer:_. "Eis�me aqu!. manda-me e serei teu fi-·lho e }"(fJ/inJirei a humanidade toda. " Todas aspessoas? Se­ria po�ível tal empreendiment.o? .,!Venhuma s/) alma seperderá, " vangloriou-se ele; e então, acrescentou si!i(is·cótr- .diÇõespara realizar talfaçanha: ·:sem dú_vida ofafei,· por�tanto, dá-me a tua honra. " (Ver ft:loisés 4:1.)·Não posso imaginar como re�gi a essa terrível audácia, ·nem os pensamen.tos.que enç_het;am meu çor�çao: quandonosso Irmao·Maiâ VelhoseadiantoÚem m·arcante-·éontraste• de atitude e procedimentO, ..Pai, faça-se a tu� vontaiki·.. 1disse ele, _.,e seja -tua a glória pàra. sef1lpre. •• {Vef MQisés4:2.) Eu lá estavae tudo presen.ciei; e, .de aco;do c�m· a_Profeta, aprovei aquele�ato• . ançion-ei a esçolha.e designa":ção deJeo:vá com9 o�-os�o Salvador..Quf!ndo ocorreu a re­be/iao instigadapÓr L�çife;, será quefui valente ao defen-cder a minha posiçdo? A,poiéi o Sálvador com todo· o meuCOrQÇÕO, da.�esmafÓrma que havia feito com·as minhaspalavras? O Apóstolo·João diz que a batalhafoi vencidOpelf! sangue do .Cordeiro, (ou seja, o plano do evangelhoque eiigia o sacrifício do Filho de Deus) e apalavra de seu(dos seguidores de Cristal teste;;,unho; (Ver ApÔcalipst12:11.) O meu próprio testemunho terá sido uina ar1naperderosa? .· · ·O quanto gostaria depoder témbrar, de r�mper · véu ede me ver naqueles dias pré-m�rtais. Mqs, esperem;[ J.[ivo{ l - �. . . ::,,- ffagora no presente, e·o queposso dizerdos dias·atíiais�_Aceito o Sàlvador nest� vida?jA guerra aindtÍ niiÔ termi-.nou, apenas se,transferiu pa�a os cámpos de batalho mor­tais. Q�;�e J?Ps/() dizer da_armaJo iestemún�o na vida pre-. sente? UsiJ..a com todas as m!nhasforças em defesa_da·c(JJJ.;·sa de Cristo? pe que ine vale tersido valente na vif)apré-,.mortal; sedeixardesê-lo aqui?Eíeé Deus, o FilhódeDk�}JAprovei a sua designação na vida ante,rior. Quê estou Já-zendo agora?. .
  18. 18. Es.tude as escrituras abaixo e ralaoione·as com ó aconte-ciment� que acaooÚ de estudar:..�Abraão 3:24,27. Por que razão Jesus]oi escolhido peloPai? -j "· -·"··(2-8) Que Significam os Títulos "Cristo,""Messlas" e "Jeováy?"Jesus é nome individual do Salvador, e, assim pronuncia­do, é derivado do grego. O equivalente hebreu era Yehoshuaou Yeshua ou, traduzido para o português, Josué. No original,o nome .era bem compreendido, significando "Ajuda de Jeo­vá" ou "Salvador" ou " Jeová é Sàlvação." O nome foi dadoa conhecer a José pelo anjo que lhe apareceu. (Ver Mateus1 :21 .)"Cristo é um título sagrado e não um nome ou designaçãocomum; é de origem grega; tem significado idêntico a seu equi­valente hebreu Messiah ou Messias, isto é, o Ungido. Outrostítulos, cada um possuindo um significado definido, comoEmanuel, Salvador, Redentor, Filho Unigênito, Senhor, Filhode Deus, Filho do Homem e muitos outros,_ aparecem nas es­critu�as; o fato de maior importânCia para nós agora, é que es­ses vários títulos expressam a origem divina do Senhor e suaposição como Deus. Como vimos, os nomes ou títulos essen­ciais de Jesus, o Cristo, foram dados a conhecer antes de seunascimento e revelados aos profetas que o precederam no esta­do mortal. (Talmage, Jesus, o Cristo, P: 35;)O nome Jeová significa o "Ser Auto-Existente"ou o Eter­no." Estas designações estão escritas com letras maiúsculas nóVelho Testamento com o nome de Senhor. De acordo com oantigo costume judaico, o nome Jeová ou Eu Sou (o Ser Auto­Existente) não podia ser pronunciado, sob pena de incorrer naira divina."Jesus, quando foi interrogado e criticado por certos ju­deus, que consideravam sua descendência de Abraão como ga­rantia de preferência divina, respondeu-lhes com esta declara­ção: Em verdade, em verdade vos digo que antes que Abraãoexistisse eu sou. O verdadeiro significado desta a firmação se­ria mais claramente expresso desta maneira: Em verdade, emverdade vos digo que, antes de Abraão, existia Eu Sou; o quesignifica o mesmo que, antes de Abraão, existia Eu, Jeová. Oscapciosos judeus ofenderam-se tanto ao ouvirem-no usar umnome que, por interpretação errónea de uma antiga escritura,não devia ser pronunciado, sob pena de morte, que, imediata­mente, apanharam pedras com a intenção de matá-lo." (Tal­mage, Jesus, o Cristo, pp. 36-37.)1 7�apítulo 2Quem. acompanhou a antiga Israel no deserto? (I Çorln-. tios 10;·4.)O que·aprendemos·em �C 110:1-4?(2-9) QUAL ERA O FUNDAMENTO DA ESPERAN­ÇA MESSIÂNICA?Jesus.é sem paralelo, segundo demonstram diversos relatos.Por exemplo, detalhes explícitos de sua vida foram dados aomundo em documentos públicos muitos séculos antes de seunascimento. Seria de pensar que qualquer pessoa familiarizadacom as· escrituras o teria reconhecido pelo que realment� era:O Messias prometido.Cada um dos evangelistas, mas principalmente Mateus,apreciava salientar como Jesus cumpriu literalmente as profe­cias concernentes a si próprio, encontradas no Velho Testa­mento. O mesmo aconteceu com os profetas do Livro de Mór­mon.(2-10) Todas as Coisas São a Representação de Cristo"Tudo o que foi dado no evangelho e tudo o que tinha qual­quer relação com ele, foi designado com o propósito expressode testificar de Cristo e atestar a sua missão divina. . .". . .De fato, como declarou Jacó: "". . .todas as coisas que foram dadas por Deus aos homens,desde o começo do mundo, são símbolos dele." (2 NéfiI I :4.)"Todos os profetas que existiram no mundo, testificaramque ele é o Filho de Deus, porque, em sua própria natureza, es­se é o chamado principal de um profeta. O testemunho de Je­sus é sinónimo do espírito de profecia. (Bruce R. McConkie,em CR, outubro de 1948, p. 24.)
  19. 19. -Abaixo, encontram-se duas colunas onde se acham·re/q..cionadas algumas referências de escrituras. A coluna à es­querda contém profecias do Velho Testamento e Q da_direl­ta, aspassagens quefalam do cumprimento das mesmas no­Novo Testamento. Foram alistados também algumas ·dasprofecias mais importantes do LivrQ de Mórmon concer-nentes à vida do Salvador.Profecias do VelhoTestamento Referentes ao·Messias.1. Zacarias 9:92. Zacarias 11:12� 13 .�; . Miquéias 5:1; !safas 50:6-4. /safas .53:9, 12.5. /safas 26:19Cumprime_nto no NovoTestamento.1. MateuS 21:1-.5··2. Mateus 26:1.5; -27:73. Mateus 27:30, • l184. Mateus 27:38, . 57-60.·.s. MateUs �7:52, 53.Profecias do LIVro de Mórmon1. 1 Né/i 11:31-34.2. 1 Néfi 19:7-10.J. · Mosia 3:5-104. Alma 7:9-)2Leia cado coluna e compare asproiecias i/Uf! nelas se en-Que diferençafazsaberque Jeov�, oll. .tamento e do _Livro de Mólgt!m, é Jesus,· o IJfusdo·.· ovoTestaliÚmto? Fez alguma diferença na.maneitfl em·quefoirecebido pelos judeus? Embora soubessem em seus cora­çiJes que ele viria conformejorà prol1l�tid6; ppr que se en.­gtQiaram? Nós, da�m�maforma, temos es�rança em nos­sos coraç/Jes de que ele voltará nQvamente. Faz alguma di­ferença considerá-lo mais do que apenas nosso SalvQd()r ­·vi!lo como o nosso Criador e nosso Deus? Medite sobre oprinéfpio tp�e se encontra em Jo(Jo 17:J.
  20. 20. 3"® jfíiiJobo ,Jlaí <!etttno"TEMA:É muito importante que saibamos que Jesus Cristo é o Filholiteral do Pai Eterno e que tinha de vencer as provações e vicis­situdes da vida mortal.INTRODUÇÃO .Jesus é Jeová. Elefoi o Deus do Velho· Testamento. Nas­ceu como um filho espiritu�l na preexistência, o primeiroqúe assim nasceu; Cresceuem graÇa epodernaquele_ estágio·até se tornar "semelhante q Deus. ,·(Abraão 3:24,JApoioua vontade..do Paie d�fendeu seuplano. Era, � é·o Verbo, oMensagt:iro·aa Salvação, que.estava com Deus qnt�s dese­rem lançados osfundamentos deste r:nundo (João 1:1, 14;D&C 93:7-9}, e quefoi preordenado naquela ocasitio para .ser..o Cordeiro, o grande e último sacrifício, o Rede/itor e .Salvador dos homens.Jeoyá, Jesus, o Cordeiro designado para obrar· a expia-. ção·desde antes:da.fúnda�ão do �undo, nasceu na cc:rn�.Desceu de Sf!U tronopara viverentre oshomens. E asua .vi­da entre estes começou num estábulo,·numá obscura viladaPalestina, cerca de dois mil anos atrás.7 .·· A história do naseime1tto de Cristo edesuajuventude in­clui·· re.ferências de muitos ·acontecimentos. As passagensquese encont�am na designação deleitura aseguire no �a­teria/ da lição lhe .possibilitarão apro.fundar-se na filiaçãodivina de Cristo e em seus primeiros anos de viqa.Antes de prosseguir, leia todas as escrituras do ·quadro.2 1�omentáríos Jtnterpretatíbos(3-1) Lucas 2:1-20. Um Decreto de César AugustoRoma dominava a maior parte do mundo mediterrâneo porocasião do nascimento de Cristo. Augusto era um imperadorenérgico e capaz, e em seu reinado (3 1 A.C. a 14 A.D.), procu­rou estabelecer uma certa tradição de ordem e honestidade naburocracia romana, reorganizando os governos provinciais eexecutando uma reforma financeira. Seu reinado foi marcadopor um alto grau de legalidade.Augusto ordenou uma taxação geral no Império Romano noano I A.C. Essa "taxação" foi realmente um recenseamentode pessoas, como explica o Élder James E. Talmage:"A cobrança à qual nos referimos aqui, pode ser compreen­dida adequadamente como um alistamento ou registro, quegarantiria um recenseamento dos súditos romanos, e serviriade base para que fossem determinados os impostos a serem pa­gos pelos diferentes povos. Este recenseamento é o segundodos três alistamentos gerais registrados pelos historiadores,�osquais foram efetuados a intervalos de, aproximadamente, vin­te anos. Se o recenseamento tivesse sido feito segundo o méto­do romano, cada pessoa teria sido alistada na cidade de sua re­sidência;. porém, o costume judtu, que era respeitado pela leiromana, exigia que o registro fosse feito nas cidades considera­das pelas .respectivas famílias como berço de seus antepassa­dos." (Talmage, Jesus, o Cristo, pp: 89-90.)(3-2) .Mateus 1-17; Lucas 3:23-28. Jesus Era de Estirpe Real·Existem duas genealogias nos quatro Evangelhos. O registro
  21. 21. &eção 1de Mateus alista os sucessores legais ao trono de Davi. Não énecessáriamente uma lista ger.ealógica noOjtsentido estrito de paipara filho, pois, como acontece em muitas histórias de pessoasnobres, o mais velho herdeiro sobrevivente pode ser um neto,bisneto ou até mesmo um sobrinho ou qualquer outro parentedo monarca reinante. O registro de Lucas, entretanto, é umalista de pai para filho, ligando José ao Rei Davi. NaturalmenteJesus não era fifllo de José, mas a genealogia de José é essen­cialmente a mesma de Maria, pois ambos eram primos; Jesusherdou de sua mãe, Maria, o sangue de Davi e; portanto, o di­reito ao seu trono. Jesus nasceu de linhagem real e, como ex­plicou o Élder James E. Talmage: " Fosse Judá uma nação li­vre e independente, governada pelo soberano legal, José, ocarpinteiro, teria sido coroado rei; e o sucessor legal ao tronoseria então Jesus de Nazaré, rei dos judeus. (Talmage, Jesus, oCristo, p. 83, ver também pp. 80-82 e 84-87.)(3-3) Mateus 1:18-25. Maria Era a EsposaPrometida de José.Maria havia assumido um compromisso de matrimônio comJosé. Eles ainda não eram casados, mas estavam comprometi­dos sob os mais estritos termos. Maria era virtualmente consi­derada esposa de José, e a infidelidade de sua parte durante operíodo dos esponsais era punida com a morte. (Deuteronô­mio 22:23, 24.) Durante o período dos esponsais, a esposa­eleita vivia com sua família ou com amigos, e toda comunica­ção entre ela e seu esposo prometido era feita através de umamigo. Quando José teve conhecimento da gravidez de Maria,e sabia não ser o pai, tinha duas alternativas a seguir: (1) pode­ria exigir que ela se submetesse a julgamento público, que atémesmo naquele avançado período da história judaica poderiater resultado na morte de Maria; ou (2) romper o contrato ma­trimonial secretamente diante de testemunhas. José, obvia­mente, escolheu a mais misericordiosa das duas alternativas.Ele poderia ter reagido de modo egoísta e amargurado, quan­do soube que Maria estava grávida, e é um profundo testemu­nho do caráter de José ele ter escolhido anular o casamento se­cretamente: O Élder James E. Talmage escreveu a esse respei­to:"José era uma homem justo, rigoroso observador da lei,embora não extremista severo; ademais, amava Maria e evita­ria que ela sofresse qualquer humilhação desnecessária, pormaior que fosse sua própria mágoa e sofrimento. Pelo bem danoiva, temia a idéia de publicidade; e, portanto, decidiu anularo esponsal tão secretamente quanto o permitia a lei. (Talmage,Jesus, o Cristo, pp. 80-81.)Pode ser que o Senhor tenha destinado tal experiência paraprovar José, e se assim foi, ele demonstrou sua fidelidade.22Após José haver-se decidido, então o anjo o visitou,instruindo-o a que deveria desposar Maria. A posição honrosade Maria era conhecida muito antes de ela haver nascido (Mo­sias 3:8; Alma 7:10; Isaías 7: 14) e sem dúvida, José foi preor­denado à posição privilegiada que ocupava, pois o Profeta Jo­seph Smith ensinou que "todo homem que recebe o chamadopara exercer seu ministério afavor dos habitantes do mundo,foi ordenadoprecisamenteparaessepropósito, nogrande con­selho dos céus, antes que este mundo existisse." (Ensinamen­tos, p. 357. Itálicos adicionados.) Certamente José era uma al­ma nobre na preexistência para ser abençoado com a supremahonra de vir à terra e ser o tutor legal do Filho do Pai Eternona carne.(3-4) Lucas 2:1-20. Jesus Nasceu em Belém,No Dia 6 de Abril do Ano 1 A.C.José e Maria não moravam em Belém por ocasião do nasci­mento de Cristo, e sim em Nazaré (ver o mapa). Porém, paraque se cumprisse o que fora profetizado, circunstâncias espe­ciais os conduziram a Belém, para que Cristo lá nascesse. (VerMiquéias 5:2.)Após condensar as opiniões de diversos eruditos a respeitodo nascimento de Cristo, o Élder James E. Talmage comparasuas conclusões com a revelação moderna e afirma: Cremosque Jesus Cristo nasceu em Belém da Judéia, a 6 de abril doano 1 A.C." (Jesus, o Cristo, p. 104.) O Presidente Harold B.Lee declarou a esse respeito:"Esta é a conferência anual da Igreja. A data de 6 de abrilde 1973 é particularmente significativa, porque nela comemo­ramos não apenas o aniversário da organização da Igreja deJesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias nesta dispensação,mas também o aniversário do nascimento do Salvador, nossoSenhor e Mestre, Jesus Cristo (Citou D&C 20:1.) (Liahona,outubro de 1973.)O gráfico a seguir, baseado em nosso calendário atual, seráútil para nos ajudar a compreender a data do nascimento deJesus.6 de abril do ano I A.C.Data do nascimento do Senhor.+I A.C.(3-5) Mateus 2:13-23. Jesus e João BatistaEscapam da Ira de Herodes.Os magos, familiarizados com as profecias que prediziam o
  22. 22. nascimento de Cristo, reconhecendo os-sinais que haviam sidoindicados, vieram a Jerusalém, dizendo: "Onde está aqueleque é nascido rei dos judeus? Porque vimos a sua estrela nooriente, e viemos a adorá-lo. " (Mateus 2: 1 , 2.)Herodes, julgando que o Messias prometido seria umaameaça ao seu reino, enviou soldados para que matassem todacriança até dois anos, nascidas em Belém. Mas, prevenido porum anjo, José levou Maria e o menino Jesus para o Egito.Os magos chegaram a Jerusalém, quando Jesus era criançanova. Foram instruídos por Herodes a se dirigirem a Belém."E entrando na casa (Jesus já não estava num estábulo), acha­ram o menino (já não era um bebê) com Maria sua mãe, eprostrando-se, o adoraram." (Mateus 2: 1 1 .) Então os magos,seguindo as instruções de um anjo que os havia prevenido aque não voltassem a Herodes, partiram para seu próprio país,seguindo outro caminho. Quando Herodes viu que eles nãovoltavam, mandou que seus soldados matassem todas as crian­ças "de dois anos de idade para baixo." (Mateus 2: 1, 16.)João Batista era ainda criança, apenas seis meses mais velhoque Jesus, e também vivia com seus pais nos arredores de Be­lém, quando Herodes ordenou a matança das crianças. Joãoescapou de ser assassinado devido à coragem altruísta de seupai, Zacarias. O Profeta Joseph Smith ensinou:"Quando se publicou o édito de Herodes de matar todas ascrianças, João era uns seis meses mais velho que Jesus e tam­bém estava sujeito áquele infernal decreto. Zacarias fez comque a mãe o levasse às montanhas, onde se criou, alimentando­se de gafanhotos e mel silvestre. Quando o pai de João nãoquis revelar seu esconderijo - como ele era o sumo sacerdotea quem correspondia oficiar no templo durante aquele ano -foi morto por mandado de Herodes, entre o pátio e o altar, co­mo disse Jesus." (Smith, Ensinamentos, p. 254. Compararcom Mateus 23:35.)Zacarias morreu, portanto, para salvar o filho; morreu co­mo um mártir, talvez o primeiro da era cristã.�onto� a �onbtrargora quejá considerou as circuns(ânc� que envolve-·.mumo nascíme1.1tq de Jesw, reflita profunaamente .]J()r àl-!guns instantes nestas fierguntas que :Jesusfez aosfariseus:. • . . • .iuQue pensais âe Cristo,� ile quem ·ele é filho?, (Mateus. 22:42.) E11qfl_anto refletesobreest ões;lembre-se doque Jesus açonselhou àqueles quê um uma resposta X. para essasperguntas.: E a vidaetem� é esta: .que te eon�e-•.§.23�apítulo 3çam a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, aquem enviaste. " (João 17:3.) E como ·declarou o ProjetaJoseph Smith: "Se algum homem não conhece Deus, e in­.daga que espéciedeserele é - casoprocure diligentementeem seupróprio coração se a afirmativadeJesus e dos após­tolos é verdaâeirà, compreenderá que não tem vida eterna;pois não pode haver vida eterna baseada em nenhum outro· princípio. " (Ensinamentos, p. 335.)JESUS É O FILHO LITERALDO PAI ETERNO(3-6) Porque Deus Era seu Pai, JesusTinha Poder Sobre a Vida e a MorteQuando o anjo Gabriel visitou Maria anunciando que seriaa mãe do Senhor, ela ficou perturbada, pois não havia consu­mado seu casamento com José. Tinha certeza de sua condiçãode virgem, e sua pergunta a Gabriel foi como se dissesse: "Co­mo posso ser mãe de um filho, se ainda não casei?" A explica­ção que o anjo deu a Maria é a mais clara evidência da paterni­dade de Deus e da filiação divina de Cristo que podemos en­contrar nas Escrituras Sagradas. Ele declarou: " Descerá sobreti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com asua sombra: pelo que também o Santo que de ti há de nascer,será chamado Filho de Deus. (Lucas 1 :35.) Esta declaração,clara como é, não diz que Jesus era filho do Espírito Santo,mas sim que era Filho de Deus, o Pai. Como o Élder McCon­kie explicou, Jesus era Filho do Altíssimo (Lucas 1 :32), e oAltíssimo é o primeiro membro . da Deidade, não o terceiro.(McConkie, DNTC, Vol. 1 . p. 83.)Por ser filho de Pai imortal e mãe mortal, Cristo tinha a ca­pacidade de viver eternamente, se assim o desejasse mas pos­suía também a faculdade de morrer. O Élder James E. Talma­ge diz:Aquela criança que nasceria de Maria, era gerada porEloim, o Pai Eterno, não em violação da lei natural, mas deacordo com uma superior manifestação dela; e o filho dessaassociação de santidade suprema - Paternidade celestial ematernidade pura, embora mortal - chamar-se-ia, por direi­to, Filho do Altíssimo. Em sua natureza, iriam combinar-seos poderes da Divindade com a aptidão e possibilidades do es­tado mortal; e isto através da operação comum da lei funda­mental de hereditariedade, declarada por Deus, demonstradapela ciência, e admitida pela filosofia - pela qual todos os se­res se propagam segundo sua própria espécie. O menino Jesusdeveria herdar os traços físicos, mentais e espirituais, tendên­cias e poderes que caracterizavam seus pais, um deles imortal e
  23. 23. �eção 1glorificado - De_us, e o outro humano - mulher." (Jesus, oCristo, p. 78)Jesus. portanto, possuía os poderes da vida e a faculdade demorrer. Tinha maior poder que qualquer outro homem. Paraentender melhor o significado de sua filiação divina, faça esteexercício:Quem Era o Pai de Jesus?Yocê j ve ter,_ouvido a.S:pessoas tentarem justificar;sudS próprifl${r�quezas, ·diz�ndo: 1NãÓ admira que Jesus, tenha {evado.uma vidaperfeita, pois erafilho de De_us. Ve.,1jam.a vanta_g�m que el� tinha, e que eu não tenho. "Aspe�­�sqas que assim racionalizam, parecem esquecér-s(J de:que��sempre·que há uma grande bênção, ela é acompanhada de:uma grande provdção. o maior espírito do mundo pré­. ·mortal �omente ia ser testado submetendo-o a umaf . o!grande ptoYtlçã�� •/ i< ·�(3-7) Jesus Teve Que Vencer o Véu do EsquecimentoQuando Jesus nasceu, foi lançado sobre ele "o véu do es­quecimento comum a todos os que nascem na terra, pelo qualé apagada a lembrança de uma existência anterior. (Talmage,Jesus, o Cristo, p. 107.) No mundo pré-mortal, Jesus era "se­melhante a Deus," (Abraão 3:24), "o mais inteligente de to­dos," (Abraão 3:19), e nesse termo se acham incluídos todosos outros espíritos que foram criados. Mas, embora sua capa­cidade fosse superior à de qualquer outro, e tivesse sido desig­nado a se tornar o Filho Unigênito, ainda assim era manso ehumilde; e consentiu que fosse lançado um véu sobre ele e ter oconhecimento de sua glória e poder pré-mortal apagado de suamente ao nascer.O Presidente Joseph Fielding Smith ensinou:"- Jesus, indubitavelmente, veio ao mundo sujeito á mes­ma condição requerida de cada um de nós - esquecera tudo etinha que crescer de graça em graça. Seu esquecimento ou reti­rada do conhecimentopassada,foi um requisitoparaele comoo é para cada um de nós, a fim de poder cumprir a presenteexistência temporal." (Doutrinas de Salvação, Vol. 1 , p. 36.Itálicos adicionados.)24Pode ver que, embora Jesusfosse o maior esplrito a yirparaeste mundo, também teve quepassarpor maioresp;o­vaçlJes que qualquer outra pessoa da terra?·wvÉ incorreto§upor que Jesus não recebeu testes e prova­.ç(!es à a/t,ura ié suagrande capacidade. Ofato de haversi;do imaculado e ter résistido a todas as tentaçlJes não invali- da ofato de q!Je era sujeito a tentaçlJes. Ele s_abe o quantosão diflceis, poispassoupelas provaçiJes mais amargas, po..rém a todàs. resistiu. Leia; (l que o Rei Benjamim ensina emMosias 3:7./;, ;:Jesus sojreu·tentaçiJes maiores do que as qtie os homens. poderiem suportar,· enfrentou os poderes do mql e os .vim­. ceu. Mcis, por haver resistido às tentações" ele énteflde o es­forço que os homens têm quejazerpara vencê-/as. E, comodisse Paulo: uPorque naquilo que ele mesmo sendo tenta­do, padeceu, pode socorrer aos.que são tentados (He-breus 2:18, 4:15..)··_ ./ pJesus .foi ·um .exemplo perfeito de obediência,"por··issourecebeu todo poder, tanto nos céus como na terran:(D&C 93:17.) Mas Jesus ·não recebeu esse. grande poder eglória de uma só vez. Recebeu-osparceladamente, passo apasso, degrau por âegrau, · Wnha sobre linha, preceito so-.). . ·.. brepreceito:, (D&C128:21) até receber a,p/enitudedagló-:ria do Pai. (Ver D�C 93:11-17.)(3-8) Na Sua Infância, Jesus ProcurouNa Versão Inspirada, o Profeta acrescentou os versículosabaixo ao registro histórico da infância do Salvador:"E aconteceu que Jesus cresceu junto de seus irmãos e sefortaleceu, aguardando que o Senhor declarasse chegado otempo de seu ministério."E serviu sob as ordens do pai e não falava como os outroshomens, nem poderia falar; pois não necessitava de que ho­mem algum o ensinasse.Os anos se passaram e a hora de seu ministério se aproxi­mava." (Mateus 3:24-26, Versão Inspirada.)Embora a palavra pai desta passagem talvez se refira a José,ainda assim o seu contexto certamente demonstra que Jesus re­c.ebeu ensinamentos de seu pai verdadeiro, Deus, o Pai.Entretanto, é possível que Jesus tenha assistido às reuniõesdas sinagogas e tenha sido ensinado pelos rabinos, segundo a
  24. 24. sabedoria dos judeus. Se assim for, muitos princípios que Je­sus ouviu eram uma corrupção da verdade, pois o judaísmo seencontrava num estado de apostasia. Sua educação mais signi­ficativa, entretanto, ele a obteve através do Espírito de seu PaiCelestial.Jesus testificou de si mesmo, dizendo: "nada faço por mimmesmo, mas falo como o Pai me ensinou."(João 8:28.) E ain­da: "O Pai que me enviou, ele me deu mandamento sobre oque hei de dizer e sobre o que hei de falar." (João 12:49.)Quem ensinou a Jesus o que ele sabia? Seu Pai, Deus, o Pai, oensinou. Que ele foi instruído por alguém mais sábio que oshomens mortais é evidente; também é ·bastante claro queaprendeu bem as lições, pois o Profeta Joseph Smith declaroua respeito de Jesus:"Quando ainda um menino, já possuía toda a inteligêncianecessária que lhe permitia reinar e governar o reino dos ju­deus, e discutir com os mais sábios e eruditos doutores da lei eda teologia; e comparadas com a sua sabedoria, as teorias epráticas daqueles homens instruídos pareciam tolices. Todaviaera uma criança, e faltava-lhe força física para defender suaprópria pessoa; e estava sujeito ao frio, à fome e à morte.(Smith, Ensinamentos, p. 384.)ISSO FAZ DIFERENÇA?25cteapítulo 3gores eternos- e assentar-vos.em··glória, :como aqueles que ·· estão entroniz�dosempoderinfinito: �, (Sipith� Ensinamen­tos, pp. 337-338_.)Paraobterdeterminado-g;a� ou nfvelde glória o� graça,o homem. deve obédecer às leis sobre as quaisaquele nfvel,ae·glória est6fundafJo, e sefor mais diligente e obediluite... do que. qualqu_er outro, ele �er6 ainda mais vantagem nomundo:/!(U�(). (YerD&C 130.:18-21.) O Pre�idente Harol� .� s:···Lee eXpl(c[?Ú�·,. ._ . impo�tante de:rodos os�andamentos.deDeus·éaqueie.qy�est6sendo _o mais diffcildeguardaragora. Seé o. Q.úise refere;â desonestidade, ou o dafaltadecastidade.1·ouci de l�vántarfal;� teste;,unho, ou o de não dizer a verda­deJ hoje é diade v.oc� esforçár-se atépo_der venceressafrq­queza. Depois deve começar com o seguinte·mais diflcil ae ·guará�r. (Harold B. L�e,.· citaqo ém Church News, 5 · defn;aio de 1973, p. 3.) ·· ·· .Portanto, o homem prê�isa.tirâr/Jr,evei!o d�suas tentâ-.ç/Jes e-vencê._las. Foi istô·o que Jesu$:(éiJr:JJaiso.apasso, de ·· umgrau maior, ·graÇa�ob�egraça� eéis$c). b·que·cris.to quer ··que v�cêfaça. _ . . .: , Que diférenÇa·i$tt)fai-paf.a você? POde�ia, $e/OS$e.c�t,a- ·mai;/o C} presença de Jésús nest� momento, testificar como,fez o Apóstolo Ped�o·nQp�adá? !Tu és o Cristo, o Filho ..�:tte.!?eus vivo. " (Md(eua 16:16.) Você também pode S.t!� �". �. ele"é o Filhtl�e"Deus� sefizer a sua von"tade�· (Ver Jo/Jo ·�1.:1-1: , o d/Sséies�:: *AS:minhas ov.elhas ouvem.a mi-.:�,.ro�{.l.l:ç��" e·.elas me �guern: E�d�-���$.�;�. " Jo®· J0:27.,_ �B:J• ·""· • .t •
  25. 25. SAMARIADeserto daJudéiaJUDÉIATetrarquiade FilipePERÉIA. BetabaraAno 29 A.D. a 30 A.D. MateusJudéia3: 1-12João. o Precursor.PRIMEIRO ANO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DE JESUSBetabara, J udéia.Batismo de JesusArredores de Jericó,Judéia. 4: 1-1 1Tentações.Betabara, J udéia.João Testifica.Betsaida, Galiléia.André, Simão.Felipe e Natanael.Caná, Galiléia.Bodas de Caná(Primeiro Milagre.)Jesus Parte ParaCapernaum .Marcos Lucas João1 : 1-8 3 : 1 - 1 83:21-231 : 1 2, 1 3 4: 1 - 1 31 : 14-341 :35-5 12: 1-1 12: 12
  26. 26. 4"�í5 o<teorbeíro be 1!eusTEMA:João Batista possuía as chaves de Elias como o precursor deJesus, e foi testemunha de sua fidelidade ao Pai em todas ascoisas.>INTRODUÇÃO .h> Quando chegou a ocasião de Jesus vir à terra receber umcorpo mortal, também foi a época ém que nasceu um dosmaioresprofetas que existiram - João Batista. Quempoqedeterminar a importância e signifiéado.eterno .de sua mis­são, quefoipreparar o caminhoparh o Fílho d._eDeus? Suatarefa nãofoifácil, pois o povo do conv�nio do Senhor se�, encontrava em estado de apostasfa. Não é de admirat que.fossechamado de 1uma �oz que clama no deserto. ., (L!cas··3:4.) Por�m, João cumpriu sua missão de tal maneira, queJesus disse a respeito dele: (E,n�re os nascidosde mulheres,não há màiorprofeta do que·Jedp Batisia... " (Lucas 7:28.)f?ealménte João é para nós um exemplo de como;,/!eve seruma testemunha de Cristo.. . , ·Je.sus, o Filho de Deus, foi a João, o pre_cursor_� para serbalizado. Nessa ocaSião, Jesus declarou: Porque assimnos convém cumprir todaajustiça. " (Mateus3:15.) Esta li­. ção estudará7esse importanJe eyento e também .as tentaçõessubseqüentes que Sàtanás usou,tentarzdofr,us,trar a missãodo Salvador.Antes de prosseguir, leia todas as escrituras do quadro.Qtomentáriog 3lnterpretatíbog(4-1) Màteus 3:1. Quão Importante Era a Missão de João Ba­tista?"Poucos profetas podem comparar-se a João Batista . Entre27outros pormenores, seu ministério foi predito por Leí ( 1 Néfi1 0:7-10), Néfi ( 1 Néfi 1 1 :27; 2 Néfi 3 1 :4- 1 8.) e Isaías (I.�aías40:3.) Gabriel desceu das cortes celestiais para anunciar o futu­ro nascimento de João (Lucas 1 :5-44,) ; ele foi o último admi­nistrador legal que possuiu chaves e autoridade sob a dispensa­ção de Moisés. (D&C 84:26-28); sua missão era preparar o ca­minho de Cristo, batizar e proclamar a filiação divina de Jesus(João 1); e nos tempos modernos, no dia 1 5 de maio de 1 829,ele voltou à terra como um ser ressuscitado, para conferir oSacerdócio Aarônico a Joseph Smith e Oliver Cowdery. (Jo­seph Smith 2:66-75 ; D&C 13.)" (McConkie, Mormon Doctri­ne, p. 393.(4-2) Mateus 3:1-3. De Que Modo João Foi um Elias?"Quando o anjo apareceu a Zacarias no templo e predisse onascimento de João, prometeu que ele prepararia o caminhepara o Senhor". . . no espírito e virtude de Elias. . . " * (Lucas1 : 17.)Embora João realmente não se chamasse Elias, sua missãofoi realizada através do "espírito e virtude de Elias ..." . JosephSmith explicou esse fato desta maneira:... Porque o espírito de Elias era um comissionamento quepermite a quem o recebe preparar o caminho para algo ou al­guém maior, como aconteceu com João Batista. Ele veio cla­mando no deserto:� "Preparai o caminho do Senhor, endireitaias suas veredas," E o povo foi avisado - se quisesse recebê-lo- que era o espírito de Elias. E João, com muito cuidado,explicou-lhes não ser ele a luz prometida, mas que havia sidoenviado para dar testemunho da Luz.
  27. 27. "Disse ao povo que sua missão era pregar o arrependimentoe batizar com água; mas que aquele que viria depois dele, bati­zaria com fogo e com o Espírito Santo.Se João tivesse sido um impostor, teria ido além de seus li­mites e tratado de efetuar ordenanças que não corresponde­riam a esse ofício e vocação, sob o espírito de Elias"O espírito de Elias prepara o caminho para uma revelaçãomaior de Deus, que é o Sacerdócio de Elias, ou o Sacerdócioao qual Aarão foi ordenado. E quando Deus envia um homemao mundo para fazer a preparação para um trabalho maior,possuindo as chaves do poder de Elias, isto tem sido denomi­nado doutrina de Elias, desde o começo do mundo.A missão de João limitou-se à pregação e ao batismo, maso que ele fez tinha força legal. E quando Jesus Cristo se apro­ximava dos discípulos de João, ele os batizava com fogo e como Espírito Santo. " (Ensinamentos. p. 327 .)Embora a missão de João tenha sido curta e sua mensagemde um teor bem simples, a maneira altruísta e destemida comque desempenhou seu trabalho como um Elias fez comque Jesus proferisse a solene expressão, dizendo que "não hámaior profeta do que João Batista. " (Lucas 7:28. Itálicos adi­cionados.)4-3 Mateus 3:9. A que se Referia João, ao Dizer que Jesus Po­deria Suscitar Filhos a Abraão Até Mesmo das Pedras?"O judaísmo asseverava que a posteridade de Abraão pos­suía lugar garantido no reino do esperado Messias e que ne­nhum prosélito dentre os gentios teria possibilidade de al­cançar o posto e a honra que eram assegurados aos " filhos".Sua asserção vigorosa de que Deus, das próprias pedras damargem do rio, poderia suscitar filhos a Abraão, significoupara os que o ouviram, que m�smo o mais humilde dentre a fa­mília humana poderia ser preferido a eles, a menos que se arre­pendessem e se regenerassem." (Talmage, Jesus, o Cristo. p.p.1 18- 1 19.)(4-4) Mateus 3:16. Qual é o Significado do Espírito Santo Des­cer Como Pomba"?"Todos os quatro evangelistas registram que o Espírito des­ceu como pomba ; Lucas acrescenta que ele veio também em28 forma corpórea; e os registras do Livro de Mórmon dizemque o Espírito desceu em forma de uma pomba . ( 1 Néfi1 1 :27; 2 Néfi 31 :8.) Joseph Smith disse que João conduziu ofilho de Deus às águas do batismo, contemplando o EspíritoSanto descer sobre ele, pelo sinal de uma pomba, testificandodaquela administração." O Profeta nos dá ainda a seguinte explicação: O sinal dapomba foi instituído desde antes da criação do mundo, comotestemunho do Espírito Santo, e o diabo não pode apresentar­se dessa forma. O Espírito Santo é um personagem, e tem aforma de umapessoa. Não se limita à forma da pomba, mas semanifesta no sinal da pomba. O Espírito Santo não podetransformar-se em pomba; a João este sinal foi dado para sim­bolizar a verdade do ato, pois é o emblema ou a representaçãoda verdade e da inocência. (Smith, Ensinamentos. p. 269.)Parece, portanto, que João testemunhou o sinal da pomba,que ele viu o Espírito Santo descer em " forma corpórea" dopersonagem que ele é, e que era "como pomba. (McCon­kie, DNTC, Vol. 1 , pp. 123-1 24.)(4-5) Mateus 4:1. Jesus Foi ao Deserto Para Ser Tentado?Compare as passagens da Versão Inspirada com os mesmosversículos da versão autorizada."Então Jesus foi conduzido pelo espírito ao deserto, paraestar com Deus."E após haver jejuado por quarenta dias e quarenta noites,e ter-se comunicado com Deus, teve fome e foi deixado paraser tentado pelo demônio." (Mateus 4:1-2, Versão Inspirada.Itálicos adicionados.)" Jesus não foi ao deserto para ser tentado pelo diabo; oshomens justos não buscam as tentações. Ele foi para lá paraestar com Deus. Provavelmente, recebeu a visita do Pai; esem dúvida, recebeu manifestações espirituais sublimes. Astentações vieram depois de haver-se comunicado com Deus,depois de quarenta dias. O mesmo aconteceu no caso deMoisés. Ele se comunicou com Deus, teve as visões da eterni­dade, e depois foi deixado para ser tentado pelo demônio.Após haver resistido à tentação, novamente secomunicou coma Deidade, obtendo, assim, mais luz c revelação." (Bruce R.McConkie, DNTC, Vol. 1, p. 128. Ver também Mosias 3:7.)(4-6) Mateus 4:5, 8. O Demônio Realmente Transportou Jesusao Pináculo do Templo e Posteriormente lhe Mostrou os Rei­nos do Mundo?O Profeta Joseph Smith esclarece:
  28. 28. "Então Jesus foi levado para a cidade santa, e o Espírito ocolocou no pináculo do templo...Então veio o diabo e disse-lhe: Se tu és o Filho de Deus,lança-te de aqui abaixo, porque está escrito: Que aos seus an­jos dará ordens a teu respeito; e tomar-te-ão nas mãos, paraque nunca tropeces em alguma pedra."E novamente Jesus estava no Espírito e ele o levou a ummonte muito alto; e mostrou-lhe todos os reinos do mundo, ea glória deles."Enovamente veio o diabo e disse-lhe: Tudo isto te darei se,prostrado, me adorares." (Mateus 4:5, 6, 7, 9, Versão Inspira­da. Itálicos adicionados.(4·7) João 1:18. O Que Significa a Declaração de João: "DeusNunca Foi Visto Por Alguém"?Obviamente, houve profetas que viram a Deidade. JosephSmith ensinou, entretanto, que o Pai se manifesta somente pa­ra.testificar de Jesus:Deus nunca foi visto por alguém, a não ser para testificardo Filho; pois a não ser por ele, ninguém pode salvar-se. (Joãol : 19. Versão Inspirada.)Observe também como João esclarece a sua orópria declara­ção em João 6:46.(4·8) João 1:42. Por Que Foi um Fato Significativo Simão ha·ver Recebido Outro Nome?Cristo disse a Simão que ele passaria a se chamar Cefas, ouPedro, que significa "pedra" ."Destinado a ser o Presidente da Igreja de Jesus Cristo e aexercer as chaves do reino em sua plenitude, Pedro deveria serum profeta, vidente e revelador. (D&C 8 1 :2.) Prevendo essechamado posterior, Jesus conferiu nessa ocasião um novo no­me a seu discípulo principa.l, chamando-o de Cefas, ·que signi­fica um vidente ou uma pedra."Essa designação terá maior significado, quando, posterior­mente, ao prometer-lhe as chaves do reino, nosso Senhor diz aPedro que as portas do inferno não prevalecerão contra a ro­cha da revelação, ou, em outras palavras, contra a vidência.(Mateus 16: 18.)" (McConkie, DNTC, Vol. 1 , pp. 132-33.)(�9) João 1:47·49. O que Aconteceu a Natanael, Quando seEncontrava "Debaixo da Figueira"?"Nessa ocasião, Jesus exerceu o seu poder de vidência. Pe-29�apítulo 4los registros fragmentários preservados nas escrituras, é apa­rente que Natanael passara por alguma experiência espiritualextraordinária, enquanto se achava orando, meditando ouadorando debaixo de uma figueira. O Senhor e doador de to­das as coisas espirituais, embora fisicamente ausente! estavajunto de Natanael em espírito; e o israelita sem dolo, ao ver es­sa manifestação de Vidência, foi levado a aceitar Jesus como oMessias." (McConkie, DNTC, Vol. 1 , p. 134.)(4·10) João 2:4. Jesus Atendeu de Boa Vontade aoPedido de Sua Mãe Para Ajudar nasBodas de Caná?"Disse-lhe Jesus: Mulher, o que desejas quetejaça, issofa­rei; pois ainda não é chegada a minha hora."(João 2:4, VersãoInspirada, Itálicos adicionados.)(4·11) João 2:4. Por Que Jesus se Dirigiu aSua Mãe Chamando·& de "Mulher"?"O termo mulher, quando dirigido por um filho à suamãe, pode soar a nossos ouvidos um pouco áspero, senão des­respeitoso; mas seu emprego era, na realidade, uma expressãode significado oposto. Para todo filho, a mãe deve ser proemi­nentemente a mulher das mulheres; ela é a única mulher nomundo, a quem o filho deve sua eXistência terrena; e, con­quanto o título mãe se aplique a toda mulher que tenha con­quistado as honras da maternidade, para nenhum filho existemais que uma mulher, a quem por direito natural ele possadirigir-se com aquele título de reconhecimento respeitoso.Quando nas últimas cenas tenebrosas de sua experiência terre­na, Cristo pendia da cruz em agonia mortal, olhou para suamãe, Maria, que chorava, recomendando-a aos cuidados doamado Apóstolo João, com as palavras: Mulher, eis aí o teufilho. Poder-se-ia supor que nesse momento supremo, o cui­dado de nosso Senhor pela mãe, de quem estava para separar­se pela morte, estivesse associado a outro sentimento que nãoo de honra, carinho e amor?" (Talmage, Jesus, o Cristo. pp.140-41 .)(�12) João 2:6. Quanto Constituía um "Almude"?Um almude equivale aproximadamente a 36 litros. Assim,cada uma das seis talhas continha de 72 a 108 litros de água.Portanto, Jesus criou de 400 a 600 litros de vinho - um milagreque demonstra que era numeroso o grupo de pessoas que parti­cipavam das bodas.

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