Vinho porto beatriz-6ºa

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Vinho porto beatriz-6ºa

  1. 1. ESCOLA BÁSICA FERNANDO PESSOA Trabalho de pesquisa de História e Geografia de Portugal Professor Carlos Baptista O Vinho do Porto no Século XVIII Realizado por: Beatriz Faria nº5, turma 6ºA Santa Maria da Feira, 15 de novembro de 2014
  2. 2. 2 Índice Página Introdução 3 Origens do Vinho do Porto 3 Desenvolvimento das exportações 4 Criação da Região Demarcada 5 Fabrico 7 Transporte 8 Armazenamento 9 Conclusão 10 Bibliografia 10
  3. 3. 3 Introdução Este trabalho foi realizado para aprofundar os meus conhecimentos sobre a revolução nos transportes e o desenvolvimento das atividades económicas em Portugal, no século XVIII. Entre os vários temas que o professor sugeriu, escolhi pesquisar sobre o vinho do Porto. Vou falar das origens do vinho do Porto, do desenvolvimento das exportações, da criação da região demarcada, do fabrico, do transporte e do armazenamento do vinho do Porto. Origens do Vinho do Porto O Alto Douro, no nordeste de Portugal, é uma das grandes e históricas regiões vinícolas do mundo. A videira tem aí crescido desde a antiguidade e sabe-se que os romanos faziam vinho nas margens inclinadas do rio Douro ao longo da sua longa ocupação da Península Ibérica. Recuam pelo menos aos séculos III-IV os vestígios de lagares e vasilhame vinário, um pouco por toda a região duriense. Mais tarde, após a formação do Reino de Portugal no século XII, o país tornou-se um importante exportador de vinho. No entanto, a designação de vinho do Porto surge apenas na segunda metade do século XVII, numa época de expansão da viticultura duriense e de crescimento rápido da exportação de vinhos. O mais antigo registo conhecido de vinho exportado sob este nome data de 1678 .
  4. 4. 4 Desenvolvimento das exportações No século XVII, o comércio de vinho português recebeu um novo incentivo. Um bloqueio da exportação e importação de mercadorias inglesas para a França, imposta em 1667 pelo seu primeiro-ministro Colbert, fez com que o monarca inglês Charles II retaliasse, proibindo a importação de vinho francês. O setor do comércio inglês de vinho foi forçado a procurar outro lugar para o seu abastecimento. Os comerciantes ingleses de Viana do Castelo aproveitaram esta oportunidade. No entanto, logo descobriram que os vinhos ásperos do Minho não se adequavam ao paladar inglês e começaram a procurar mais para o interior os vinhos que pudessem agradar mais ao consumidor. Foi nas montanhas remotas do Alto Douro que encontraram o que procuravam. Protegido pelas montanhas dos ventos húmidos que sopram do oeste do Atlântico e que trazem chuva para as vinhas costeiras do Minho, o Douro com o seu calor de verão produzia os vinhos robustos e inebriantes que o mercado queria.
  5. 5. 5 Em 1703, Portugal e a Inglaterra assinaram o Tratado de Methuen, onde as trocas comerciais entre os dois países foram regulamentadas. Ficou estabelecido um regime especial para a entrada de vinhos portugueses em Inglaterra. O tratado estabeleceu que os portugueses se comprometiam a consumir os têxteis britânicos e, em contrapartida, os britânicos, os vinhos de Portugal. A exportação de vinho conheceu então um novo desenvolvimento. Criação da Região Demarcada No século XVIII as vendas de vinho do Porto cresceram rapidamente à medida que o vinho vermelho e rico do Douro ganhou popularidade. O Tratado de Methuen de 1703 incentivara o comércio de vinho do Porto definindo uma taxa de imposto inglês muito menor para o vinho português do que para os vinhos franceses. A forte procura de vinho do Porto trouxe grande prosperidade para a região do Douro, bem como aos comerciantes ingleses. No entanto, à medida que o tempo passou, também se encorajou esta forte procura, o que acabou por estimular a falsificação. Particularmente quando os embarques de vinho do Porto caíram acentuadamente na década de 1750, a falsificação já estava bastante generalizada. Em 1756, o primeiro-ministro de Portugal no reinado de D. José I, Marquês de Pombal, introduziu uma série de reformas. Nomeadamente, impôs um monopólio estatal sobre a venda de vinho do Porto, sobre a sua exportação para a Inglaterra e Brasil, bem como sobre a produção de aguardente usada na fortificação. Este definiu os limites da área de
  6. 6. 6 vinha do vinho do Porto, marcando-os com mais de 300 postes de pedra conhecidos como os "marcos pombalinos". Em 1757, realizou a primeira classificação detalhada das vinhas do Douro, classificando-as de acordo com a qualidade e estabelecendo preços para a sua produção. Os melhores vinhos foram designados como "vinhos de feitoria" e estes podiam ser enviados para o exigente mercado inglês, enquanto os de menor qualidade, apelidados de "vinhos de ramo", só poderiam ser vendidos em Portugal. Foram tomadas medidas para acabar com as práticas de falsificação que se tinham tornado comuns, tais como a adição de sumo de sabugueiro para dar cor e aparência de qualidade a vinhos pobres. Estas reformas determinaram o vinho do Porto como a primeira denominação de origem controlada do mundo.
  7. 7. 7 Fabrico O vinho do Porto é produzido a partir de uvas cultivadas e transformadas na região demarcada do Douro. Até ao início do século XVIII, o vinho do Porto não era o vinho rico fortificado que conhecemos hoje. A maior parte era seco, embora uma pequena quantidade de aguardente vínica fosse frequentemente adicionada antes do transporte para garantir que este vinho permanecesse em boas condições até chegar à mesa do consumidor. Foi na segunda metade do século XVIII que a técnica de fortificação, tal como é praticada hoje em dia, se tornou generalizada. No entanto, no final do século XVIII, tornou-se cada vez mais comum a adição de um pouco de aguardente vínica não antes do embarque, mas sim durante a fermentação, parando-a antes que toda a doçura natural do sumo da uva tivesse sido convertida em álcool. Isso garantia que o vinho nunca se estragaria e, mais importante ainda, criava um vinho cuja doçura, a força e riqueza de sabor era muito do agrado, quer do consumidor inglês, quer do consumidor de outros países.
  8. 8. 8 Transporte Os comerciantes ingleses, inicialmente instalados em Viana do Castelo, depararam-se com a dificuldade de transportar por terra o vinho do Douro para Viana do Castelo. A única maneira que este poderia ser transportado para a costa era de barco, pelo rio Douro. Um por um, os comerciantes ingleses deixaram Viana e estabeleceram os seus negócios na grande cidade do Porto, a poucos quilómetros da foz do rio. Em 1710, a maioria tinha já aberto as suas caves em Vila Nova de Gaia, na margem sul do Douro, em frente ao antigo centro da cidade do Porto, onde permanecem até hoje. Ao longo dos séculos XVII e XIX, e até meados do século XX, a tarefa de transportar os novos vinhos em direção à foz do rio, para as caves dos comerciantes de vinho do Porto em Vila Nova de Gaia, era feita pelos "barcos rabelos". Estes barcos fluviais de fundo plano, com os seus característicos longos remos de direção e largas velas, foram projetados para transportar cargas pesadas de barris de vinho do Porto pela forte corrente do Douro.
  9. 9. 9 Armazenamento Antes de engarrafado, o vinho do Porto é armazenado em barris de madeira. A qualidade da madeira é importante para a qualidade do vinho. O carvalho francês é considerado um dos melhores, mas a maioria dos barris são feitos com madeira de carvalho português para a maturação do vinho do Porto. No final do século XVIII também ocorreu um outro desenvolvimento importante, ou seja, uma mudança na forma da garrafa de vidro. Em vez de ser alargada, em forma de cebola e destinada a ser reutilizada, a garrafa tornou-se progressivamente mais alta, mais cilíndrica e barata de produzir. Na década de 1770 a sua forma permitiu que fosse armazenada de lado e utilizada para o envelhecimento do vinho a longo prazo. A adoção da fortificação, que aumentou a capacidade de idade do vinho do Porto, combinada com o desenvolvimento da garrafa cilíndrica, levou ao surgimento do mais nobre de todos os estilos de vinho do Porto, o vinho do Porto Vintage. Pensa-se que o primeiro vinho do Porto Vintage tenha sido produzido em 1775.
  10. 10. 10 Conclusão Com este trabalho aprendi que o vinho do Porto está associado à história de Portugal. O comércio deste vinho provocou grandes transformações económicas, sociais e paisagísticas na região do Douro. A sua importância económica foi determinante nas exportações e trocas comerciais com a Inglaterra. Bibliografia http://www.malhanga.com/vinho_porto/Historia%20do%20Vinho%20Do%20Porto.html http://www.fonseca.pt/pt/as-vinhas/o-vale-do-douro/hist%C3%B3ria/ http://www.cdasilva.pt/historiaporto?allow=1 http://www.ivv.min-agricultura.pt/np4/91.html

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