Vestígios arqueológicos agro pastoris s. m. feira

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Vestígios de povos agropastoris em santa maria da feira

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Vestígios arqueológicos agro pastoris s. m. feira

  1. 1. Escola EB 2/3 Fernando Pessoa História e Geografia de Portugal Vestígios das primeiras comunidades agropastoris no concelho de Santa Maria da Feira Pedro Miguel Lamas nº23 5º A Orientado pelo professor Carlos Baptista Santa Maria da Feira, 14 de novembro 2014
  2. 2. Índice Introdução....................................................................................................2 1. Como surgiram os castros....................................................................2 2. O que são castros..................................................................................3 3. Castro de Romariz.................................................................................3 4. Outros vestígios......................................................................................5 5. Conclusão................................................................................................6 Bibliografia ...................................................................................................7
  3. 3. 2 Introdução No âmbito da disciplina de História e Geografia de Portugal fiz uma pesquisa dos vestígios existentes, das comunidades agropastoris, no concelho de Santa Maria da Feira. Durante uma visita ao Museu Convento dos Lóios, descobri vários achados arqueológicos na nossa região. Os vestígios arqueológicos, com mais expressão, desta época, fazem parte do espólio do Castro de Romariz, sobre os quais o presente trabalho irá incidir. 1. Como surgiram os castros As primeiras comunidades humanas, na Península Ibérica, surgiram há 800 mil anos. Eram povos que viviam do que a natureza lhes dava, eram recoletores. Quando os recursos escasseavam, deslocavam-se para outros locais, eram povos nómadas. Com o degelo e o aumento da temperatura na Europa, o homem mudou completamente a sua maneira de viver, passou a cultivar as sementes para ter mais cereais, domesticou animais e tornou-se sedentário. Com o intuito de melhorar a produção, são inventados novos utensílios tais como a enxada, a foice, o arado e a roda. Com a necessidade de transportar e armazenar os alimentos que produzia são criadas novas técnicas, nomeadamente, a cerâmica, a tecelagem e a cestaria. O homem passou de recoletor a produtor. Com a agricultura e a criação e domesticação de animais, houve uma maior abundância e diversidade de alimentos o que originou os primeiros povoados. No séc. VI a.C., a Península Ibérica era habitada pelos Iberos, Celtas e Celtiberos que eram, principalmente, pastores ou agricultores.
  4. 4. 3 Estes povos organizavam-se em tribos e guerreavam muito pelo que, para se defenderem, construíram as suas povoações em lugares altos, chamados castros. 2. O que são castros Os castros, também chamados citânias, são povoados situados em locais altos, nos cimos dos montes, protegidos por muralhas para melhor se defenderem dos seus inimigos. Estes povoados ficavam, normalmente, próximos de rios e tinham boa visibilidade. As casas tinham geralmente forma circular ou quadrangular e uma divisão. O telhado era de madeira ou colmo e as paredes de pedra ou argila. 3. Castro de Romariz O castro de Romariz localiza-se no topo do Monte Castro, no concelho de Santa Maria da Feira, freguesia de Romariz. Maquete do Castro de Romariz, in Museu Convento dos Lóios O Castro de Romariz é um povoado fortificado datado do século V a.C. e que perdura até ao séc. I d.C. , com níveis de ocupação. O castro de Romariz é o povoado castrejo mais expressivo da região Entre o Douro e Vouga, sendo um dos principais pontos históricos e turísticos do nosso concelho.
  5. 5. 4 Este local foi descoberto em 1843 mas só foi escavado, na década de quarenta do século XX, pelo Padre da freguesia em colaboração com o Diretor do Museu de Aveiro, durante 4 anos. As escavações são depois retomadas nos anos oitenta, do século XX, pela Câmara Municipal de Santa Maria da Feira em colaboração com professores e alunos da Faculdade de Letras do Porto. “A zona escavada, de cerca de 2500 m2 , é constituída por uma série casas castrejas em granito com os diferentes espaços organizados em torno de um pátio, delimitadas por arruamentos irregulares, geralmente mal definidos, e/ou por paredes-meias.”1 O sistema defensivo era reforçado por uma segunda linha de muralhas, complementada por um fosso com cerca de 500 m de comprimento, protegendo a área do povoado. Maquete do Domus - Castro de Romariz - in Museu Convento dos Lóios Entre as estruturas habitacionais do castro, destaca-se a domus – núcleo familiar - composta por três compartimentos em granito, um rectangular com cantos arredondados e dois circulares, admitindo-se também a existência de outras áreas cobertas, só que, como eram construídas em materiais frágeis nada restou dessas áreas. Estes vestígios não dizem muito sobre como estavam organizadas as casas e as funções dos diferentes espaços. 1 Oliveira, Ana José et al. Roteiro do Museu Convento dos Lóios, pág. 44.
  6. 6. 5 Dos vestígios encontrados constam artigos de cerâmica, vidros, metais e moedas. Objetos no Museu Conventos dos Lóios "Cartibulum (mesa localizada normalmente no átrio da casa onde, se colocavam alguns vasos e alimentos) - Mesa rectangular, em granito local amarelado, com pedestal em coluna..." in Roteiro Museu Convento dos Lóios 4. Outros vestígios As comunidades agropastoris adoravam a natureza, como o sol, a chuva e acreditavam na vida além da morte, por isso construíam monumentos em pedra, como os menires e os cromeleques para adoração da natureza e a anta ou dólmen para enterrar os mortos.
  7. 7. 6 No nosso concelho existem vestígios destes monumentos, tais como: - Estátua-estela antropomorfa ou estátua menir é uma estátua em granito, descoberta nos anos 60 enquanto decorriam as obras de construção do restaurante Tigre, na freguesia de São João de Ver; - Mamoa da Quinta da Laje, Pigeiros (monumento funerário megalítico) - classificado como imóvel de interesse público em Portugal; - Mamoela de Vinhó, Pigeiros (monumento funerário megalítico). Estátua menir encontrada em São João de Ver Estes vestígios surgiram como descobertas ocasionais. 5. Conclusão Apesar de existir uma grande diversidade de vestígios arqueológicos no concelho de Santa Maria da Feira, ainda falta muita informação para se ter um conhecimento suficiente sobre a ocupação das comunidades agropastoris embora não se possa negar a importância que esta região teve nesta época.
  8. 8. 7 Bibliografia Centeno, Rui. (2011) O castro de Romariz. Santa Maria da Feira. Câmara Municipal de Santa Maria da Feira. Oliveira, Ana José et al. (2008) . Roteiro do Museu Convento dos Lóios. Santa Maria da Feira. Câmara Municipal de Santa Maria da Feira. Direção Geral do Património Cultural. Mamoa da Quinta da Laje. Disponível em http://www.patrimoniocultural.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa- do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/73813/ Registos de História e Geografia de Portugal. As primeiras comunidades humanas da Península Ibérica. Disponível em http://registosdehistoria.blogspot.pt/ Registos de História e Geografia de Portugal. Como viviam as comunidades recoletoras. Disponível em http://registosdehistoria.blogspot.pt/

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