Castelo de Santa Maria da Feira<br />-Lendas;<br />-O Castelo da Feira;<br />-Características do Castelo.<br />-Lendas:<br...
Castelo de santa maria da feira prislla, ana filipa, vera
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Castelo de santa maria da feira prislla, ana filipa, vera

  1. 1. Castelo de Santa Maria da Feira<br />-Lendas;<br />-O Castelo da Feira;<br />-Características do Castelo.<br />-Lendas:<br />Lenda da Moura Encantada do Romanceiro Medieval Português A lenda do Monte das Corujeiras. Antigamente o Monte das Corujeiras eram encostas com giestas, urze, esteva, alecrim, um ou outro castanheiro, carvalho, choupo, salgueiro e, nas encostas mais altas o pinheiro. O povo usava os pinhões, a bolota e a castanha na sua alimentação diária, onde faziam o pão. Do Monte via-se o castelo, onde vivia um alcaide mouro, que ouviu falar de uma donzela cristã muito linda, que vivia num castelo inimigo, em Gaia. Ela era muito bondosa e tudo quanto tinha dava aos pobres, dizia-se em todas estas terras, maravilhas da formosura e bondade daquela donzela, chamada Lia. O Emir que era o alcaide da Feira, o mouro Ben Iussef, quis conhecer a donzela. Então, disfarçado com uns trajes de pobrezinho tirou as fardas de mouro e foi até Gaia pedir esmola à donzela. Acho-a tão bonita, tão bonita que ele logo ali resolveu raptá-la. E, pela calada da noite, subornou uns criados do castelo que a apanharam, fingindo um rapto. O mouro, armado em homem bom e defensor da donzela, fingiu que lutou para a libertar dos seus raptores, parecendo, aos olhos desta, como um anjo libertador. Com o intuito de “fugir” aos malfeitores, convenceu-a a entrar num barco, onde hoje fica hoje a Afurada, e trouxe-a para o Castelo da Feira. Toda esta lenda lembra um romance de cavalaria… e lá viveram os dois muito felizes. Ele era um mouro apaixonado e ela era uma cristã devota, que ia ensinando àquelas pessoas o Cristianismo. O casal amava-se. Tudo corria bem, só que o alcaide tinha um irmão invejoso e rancoroso. Começou a inquirir secretamente os seus próximos à revolta contra o alcaide, pois achava mal que o mano vivesse com aquela cristã, que estava aqui a narrar as histórias e as leis de Cristo, o que era sacrilégio para o Corão, então assalta o castelo, mata o alcaide e, quando ia matar a donzela, sentiu-se a fraquejar, porque além de ser mulher, havia, secretamente uma paixão pela cunhada, logo, não conseguiu matá-la. Resolveu entregá-la aos soldados, e disse-lhes “Olhem, levem-na daqui, para esses montes e matem-na lá, matem-na e que eu não a torne a ver!”. Os soldados que sabiam o quanto ela era bondosa, não tiveram, também, coragem para a matar e abandonaram-na no Monte da Corujeira, lugar medonho e cheio de animais selvagens, onde ela seria de certeza devorada. A donzela foi-se alimentando de frutos silvestres e das árvores, mas para não saberem quem ela era, com uma pedra afiada, retalhou a cara toda. Toda aquela beleza desapareceu, ficou uma coisa pavorosa. Vestiu-se de negro, e andava por ali à noite, como alma penada. Durante o dia, sempre bondosa, recebia numa barraca de cascas e folhas das árvores e arbustos, as pessoas com maleitas. A todos tratava bem. Curava feridas dos viandantes, e dizia coisas proféticas. Começou a ser conhecida como a bruxa do Monte da Corujeira e tudo o que dizia batia certo. Então o mau alcaide, o tal que tinha morto o irmão, que julgava que ela já estava morta, ouviu falar da Bruxa do Monte e também lá foi ouvi-la numa altura de crise, perguntando: “E então a mim o que é que me vai acontecer?” E ela diz-lhe: “Olha! Ainda bem que cá vieste, ainda bem que aqui vieste! Eu tinha uma coisa para te dizer e não sabia como te havia de prevenir, é que esta noite o teu Castelo da Feira vai ser atacado por um exército tão grande, tão grande que tu não tens gente para o defender! E vão-te matar! Os teus inimigos serão imensos... e não escapas da morte esta noite!”. O alcaide pensou “Ah, conversas de bruxa, quem é que vai nisso?!”. E vai para o castelo, mas ele ao ir para o Castelo, a antiga donzela, que agora parecia bruxa, manda juntar todos os amigos, toda a gente conhecida que gostava dela e a quem ela fez bem, pedindo-lhes para a acompanhar nessa noite, juntamente com todas as manadas de bois possíveis e dirigirem-se para o Castelo da Feira. Assim foi...Juntou-os no monte, eram milhares de bois, onde ela mandou colocar archotes nos chifres de cada boi, acesos, e à medida que a noite avançava, dirigiam-se para o castelo. O alcaide ao ver esses montes iluminados, parecem-lhe serem milhares de guerreiros, todos com aqueles fachos. O alcaide diz “a bruxa tinha razão! ora a bruxa disse que eles me iam matar, portanto nada de combates, isto a bruxa tinha razão!” e fugiu, nunca mais ninguém o viu. A bruxa tranquilamente entra no castelo, deixou de ser bruxa, continuou a ser a doce donzela que ensinou aquela gente a praticar o bem, através da religião cristã e foi dessa maneira, conta a lenda, que a gente da Feira esqueceu o Corão e passou a rezar a Sanctae Maria. É mais uma estória do tempo da luta dos mouros com os cristãos. Um tempo difícil do contacto das duas religiões e raças, que chegou até aos dias de hoje, através da passa palavra do povo, que temia as forças malignas e acreditava que podiam ser atingidos se não cumprissem, escrupulosamente, os requisitos religiosos. É das histórias mais interessantes do romanceiro medieval português.<br />Lenda de S. Sebastião S. Sebastião é invocado por volta de 680 pelas gentes de Roma para protecção contra uma terrível peste. A partir deste momento, o Santo passa a ser invocado para proteger as vilas e aldeias contra as pestes, que durante a Idade Média fustigaram as populações europeias. Só as pestes sucessivas por volta de 1348 provocaram a morte de pelo menos 1/3 da população europeia. Alguns dos lugares ficaram completamente desabitados e as Terras de Santa Maria não foram excepção. Foi numa destas pestes que as gentes de Santa Maria invocaram S. Sebastião. O pedido foi atendido e foi programado um agradecimento anual com a colaboração dos condes da Feira. Aqui começam as dúvidas. Um guia do Concelho da Feira afirma que a data do início do culto é 1505 sob patrocínio do 2º Conde da Feira, D. Diogo Pereira. Contudo, este só ascendeu a conde no ano de 1515. No cumprimento do voto, os ofertantes incorporavam-se numa procissão que saía do Paço dos Condes e seguia pela Igreja do Convento do Espírito Santo (Lóios), onde eram benzidas as fogaças, divididas em fatias, posteriormente repartidas pelo povo.<br />O Castelo da Feira:<br />Não há hoje a mais pequena dúvida de que o Castelo de Santa Maria da Feira, tal como o vemos e conhecemos, representa a última de uma longa série de construções que, naquele mesmo local, se foram sucedendo durante centenas ou milhares de anos, como guardiãs dos bens das populações que nas suas vizinhanças se estabeleciam.<br />Mas se a arqueologia atesta a fixação de povos no local desde, pelo menos, a proto-história, já nos não pode ser de grande recurso para reconstruir a história do castelo, pois o que dele vemos actualmente é, apenas, o que resta de construções medievais que se foram sobrepondo umas às outras, na maior parte dos casos com derrube das anteriores; a parte mais significativa, porém datada dos sécs. XV e XVI, mais ou menos " arranjada" pelo restauro levado a cabo pela D.G.E.M.N. EM 1935.<br />Se somente podemos ter a certeza da sua existência na época da Reconquista, sabemos que já nessa altura o castelo era um dos mais importantes dos que existiam no Condado Portucalense, quando o conde D. Henrique assume o seu título. E não faltaram até os escritores que procuraram fazer do Castelo da Feira o verdadeiro berço da Pátria...<br />Pela sua situação geográfica, bem cedo ficou longe das primeiras linhas da guerra de expansão cristã para o Sul; e assim o seu " paele" , a pouco e pouco (e exceptuando a ocasião de certas lutas intestinais, como as que opuseram D. Dinis a seu filho), passou mais a ser o de residência e paço dos grandes senhores seus alcaides, do que lugar ou base de façanhas guerreiras. A tal ponto que em meados do séc. XV está tão arruinado, que é necessário reconstruí-lo; e é dessa reconstrução que data o aspecto que hoje lhe conhecemos.<br />A sua importância, porém, vai declinando até ser incorporado na Casa do Infantado, por decisão de D. Pedro II - decisão funesta, pois, em 1837, se escapou ao leilão a que foram sujeitos os bens da Casa do Infantado, não deixou de ficar isolado e encravado em terras de um irmão do Conde das Antas. E o Velho castelo, já sem qualquer serventia, aí ficou arruinar-se cada vez mais, engrinaldando-se de heras gigantes e vinha brava, em plena consonância com a estética romântica; e só Alexandre Herculano teve a coragem de pugnar pela defesa do que classificou como " uma das mais perfeitas antiguidades" de Portugal. Valeu-lhe, entretanto, para obstar à completa ruína, a benemérita acção de alguns feirenses que, isoladamente ou congregados numa " Comissão de Vigilância e Conservação do Castelo da Feira" , por diversas ocasiões, a partir de 1905, suportaram o custo de obras de conservação e lutaram tenazmente pelo restauro e dignificação do seu velho castelo. Um exemplo do que podem e são capazes as associações de Defesa do Património Cultural, hoje tanto em voga!<br />De planta alongada, conforme à de outras fortalezas coevas do Norte de Portugal, o Castelo da Feira salienta-se pela sua Torre de Menagem, de planta rectangular, de maiores dimensões do quaisquer das suas congéneres da época, com 3 andares, sendo o último coberto de pesada abóbada de berço (arcaísmo ainda inexplicado), e amparada por torres quadradas " que no séc. XVI foram coroadas de agulhas semelhantes às das igrejas e castelos do Alentejo" (M. Chicó). Despojado dos seus peços, e reduzido a uma pura carcaça pétrea (como quase todos os castelos de Portugal), o Castelo da Feira consegue manter um extraordinário poder evocativo e uma inconfundível e pitoresca silhueta." (in " EUROPA/80" - nº 1, com a devida vénia).<br />-Características do Castelo:<br />Trabalho realizado pelas alunas:-Ana Filipa Pereira;-Prislla Mação;-Vera Félix.O conjunto apresenta planta oval irregular, orientada no sentido norte-sul, em estilo gótico, tendo incorporado elementos de outros estilos ao longo dos séculos.Com muralhas em alvenaria e cantaria de pedra, do período inicial, a Torre de Menagem domina a alcáçova; do final do século XV, datam as adaptações às demandas da piro balística. Em seu interior, na ampla praça de armas, encontram-se ainda os vestígios do antigo palácio seiscentista.A porta da barbaça, coroada pelo brasão dos Pereiras é protegida por duas torres quadrangulares adossadas: a sudoeste, a Torre da Casamata, atrás da qual se encontra um recinto quadrangular e abobadado onde se alojavam os soldados e que servia como bateria com troneiras nos muros exteriores; no lado oposto a Torre do Poço, protegendo a nascente.Pela porta da barbacã acessam-se, sucessivamente, a porta da Vila e a praça de armas, na qual se situa a Torre de Menagem. Esta torre-alcáçova, ergue-se em três pavimentos: no inferior, a cisterna; no segundo o salão nobre, destacando-se três lareiras, um fogão e quatro janelas, três delas com conversadeiras; no terceiro a área residencial íntima.A seguir à Torre de Menagem, rematada com coruchéus cónicos, o visitante encontra a tenalha, precedida pelo chamado pátio da traição (onde se abre a respectiva porta). Em lado oposto à tenalha, adossada à muralha da cerca erguem-se a capela, de planta hexagonal, sob a invocação de Nossa Senhora da Encarnação, e a Casa da Capelania, em estilo barroco.<br />

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