HISTÓRIA E MISTICISMO NO EDIFÍCIO CAIÇARA
Bruno Lacerda
Caiçara, palavra de origem tupi, é uma expressão utilizada desde o...
DEIXEM FREDDY EM PAZ
Bruno Lacerda
Dirigido por Samuel Bayer e estrelado por Jackie Earle Haley (Freddy Krueger) e Rooney ...
“CADÊ A MINHA VARA?”
Bruno Lacerda
Dezoito de agosto de dois mil e oito. Pequim, China. Surge um grande ídolo brasileiro e...
Sem tanta malícia, a (santa) vara foi encontrada no dia seguinte, junto às de outras atletas eliminadas.
Parecia história ...
O Jeito FISK de aprender inglês
Não dá pra negar: hoje em dia, quem fala inglês ocupa as melhores vagas no mercado de trab...
Programasde Fidelidade: Como transformargastoshabituaisem viagensgratuitas
Cartão de crédito, passagens aéreas, compras on...
Confira abaixo os parceiros virtuais das duas companhias.
- Fidelidade (TAM)
- Smiles (Gol/Varig)
Para os clientes Smiles,...
SEMCAS ESTREITA PARCERIA INSTITUCIONAL COM ESTADO PARA EFETIVAÇÃO DE POLÍTICAS
PÚBLICAS DE ASSISTÊNCIA
No início desta sem...
O DECLÍNIO DE UMA TRADIÇÃO?
Bruno Lacerda
Não há expressão que melhor descreva a atual situação dos autos e folguedos de N...
Isto posto, vale ressaltar que o simples registro de uma manifestação cultural não garante
a continuidade da sua existênci...
produção em torno de R$ 200 reais por faixa1); saem as peças que duravam toda uma noite,
entram os compactos de uma hora, ...
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  1. 1. HISTÓRIA E MISTICISMO NO EDIFÍCIO CAIÇARA Bruno Lacerda Caiçara, palavra de origem tupi, é uma expressão utilizada desde o século XVI para designar os povos habitantes de zonas litorâneas do Brasil. Em São Luís, entretanto, a primeira associação que qualquer habitante faz ao ouvir o termo é bem menos tropical: aqui, o Edifício Caiçara, localizado na Rua Oswaldo Cruz (centro histórico da cidade), é bem mais famoso. Datado da década de 1960, o Caiçara foi a primeira edificação vertical da capital do Maranhão. Sua construção movimentou a cidade: viga após viga, a população ludovicense acompanhava o surgimento do moderno arranha-céu residencial. Com 10 andares e cerca de 4 apartamentos por estágio, o prédio abrigou nobres famílias da sociedade maranhense. Mais de cinqüenta anos após a sua inauguração, o Edifício teve os momentos de fama reduzidos – hoje em dia é cercado por inúmeras construções de semelhante porte e tem seu andar térreo ocupado por instalações comerciais. Estas mesmas cinco décadas de histórias e causos, entretanto, fizeram-no personagem obrigatório no imaginário coletivo da população de São Luís. Do alto do seu terraço, com área livre e descoberta, é possível ter uma vista bastante privilegiada da cidade. O espaço, hoje em dia ocupado por torres de transmissão de telefonia celular e uma singela área de lazer, já foi palco de pelo menos cinco trágicos incidentes suicidas. A recorrência de suicídios rendeu ao Caiçara um estigma de “prédio amaldiçoado”. Visitantes mais supersticiosos garantem sentir calafrios ao passar pelas dependências ou proximidades do Edifício. Moradores mais antigos, ainda que afirmem não ter medo de viver ali, declaram já ter ouvido diversas estórias místicas e vivenciado experiências inusitadas no local – das quais fazem parte vultos, rangidos e assombrações (geralmente relacionadas aos corredores e ao elevador). Já na recepção do edifício, um hall nobre com decoração em granito e acesso para elevadores e escadas, é possível ter conhecimento de uma parte destas histórias. Imagens da Virgem Maria espalhadas por vários locais (um mini-santuário decorando a recepção, inclusive) revelam meandros inexplorados do Caiçara: naquele mesmo terreno, até 1939, estava erguida a Igreja de Nossa Senhora da Conceição dos Mulatos – demolida na administração de Pedro Neiva de Santana sob a alegação da necessidade de “modificar a fisionomia de São Luís”. Espiritualistas de vários locais do Brasil, em visita ao local, e mesmo algumas das famílias de trabalhadores asiáticos (chineses e coreanos que escolheram o local para viver graças à proximidade das suas instalações comerciais) garantem que a demolição da Igreja rendeu uma maldição para o prédio. As previsões mais incisivas (e também sombrias) asseguram que pelo menos 7 mortes devem acontecem até o fim do “encanto” (restando, portanto, duas no “saldo macabro”).
  2. 2. DEIXEM FREDDY EM PAZ Bruno Lacerda Dirigido por Samuel Bayer e estrelado por Jackie Earle Haley (Freddy Krueger) e Rooney Mara (Nancy Thompson), A Hora do Pesadelo, que estreou no Brasil no último dia 7, é um remake do clássico A Nightmare on Elm Street, de 1984. O filme conta a história de um grupo de jovens que é perseguido, em sonhos, por Freddy Krueger, um maníaco de pulôver vermelho e garras afiadas. Os adolescentes, que achavam não ter nenhum vínculo para além do pesadelo, descobrem que muito de seu passado foi escondido por seus pais, que os tentavam preservar. Ao descobrirem o ponto que os aproximava (as vítimas eram todas de uma mesma turma da pré-escola, na emblemática Elm Street, de onde Krueger era jardineiro), Jesse (Thomas Dekker) e Nancy (Rooney Mara), desesperam-se para tentar resolver o enigma - como se livrar do maníaco? Os dois, que acabam por ser os únicos sobreviventes, presenciam o que muitas narrativas fílmicas já tornaram clássico, “se você morre nos sonhos, o mesmo acontece na vida real”. O enredo se estende, ainda, por inúmeros outros clichês, num misto de investigação, suspense e corrida contra o tempo: até quando eles podem agüentar sem dormir? Para além do inquietante drama, A Hora do Pesadelo decepciona em alguns pontos. O personagem clássico da série, Freddy Krueger, perde muito da sua ironia e do sarcasmo, tão característicos na edição original. A sensação de déjà vu (e não é por saber de cara o final) é ainda pior do que a decepção com a história. A maior das falhas, entretanto, foi a quase-heresia cometida com o clássico, que, salvo raríssimas exceções, não deve ser descaracterizado. A intenção, porém, mostra-se falha em uns poucos minutos... e aí recai- se na vala comum do terror do século 21: o mata-mata sem grandes ambições, excluindo o que a série poderia ter de melhor.
  3. 3. “CADÊ A MINHA VARA?” Bruno Lacerda Dezoito de agosto de dois mil e oito. Pequim, China. Surge um grande ídolo brasileiro em Olimpíadas. Nada das braçadas de Cesar Cielo, saques e cortes da seleção feminina de vôlei ou mesmo do salto em distância de Maurreen Maggi. A personagem tupiniquim é ainda maior que eles. Mede por volta de quatro metros... E é inanimada. Refiro-me à vara. A vara de Fabiana Murer. Ou melhor, a vara que deixou Fabiana Murer na mão. Campeã pan-americana no Rio de Janeiro (2007), e dona do recorde sul-americano da modalidade (4m80), Murer chegou a Pequim com a esperança de alimentar o pobre quadro de medalhas do Brasil. Chegou com remotas chances de, se muito, conquistar o bronze, mas chegou. E isso basta para que a imprensa brasileira faça de um atleta, ídolo. Havia quem já contasse com a revolução no salto com vara, atletismo em todas as escolas do Brasil. E Fabiana, com o perdão do trocadilho, estava saltitante com a possibilidade. Patrocínios, homenagens, glórias... E sabe-se lá o quê mais. O fato é que, no momento decisivo, algo deu errado. Primeiro salto, 4m30, a atleta preferiu se poupar. Segundo salto, 4m45, passou logo na primeira tentativa. Terceiro salto, 4m55: preparação, aquecimento, vara. “Peraí, cadê a minha vara?”. O acaso falou mais alto. E o reboliço começou. O “Ninho dos pássaros” não dava um pio. A prova foi paralisada por alguns minutos. Sarrafo em sarrafo, Fabiana procurava sua grande aliada. Quem mais poderia auxiliar neste momento? Em atitude desesperada, Murer gritou com os árbitros, impediu uma atleta chinesa de competir e lhes mandou que a ajudassem a procurar. Os juízes e a atleta, um com os olhos mais puxados que o outro, rebatiam: “A vala é xua, plocule voxê”. Neste entremeio e sem solução, a saltadora optou por não tentar bater os 4m55, voltando à competição apenas na altura de 4m65. Mas se a vara não era a esperada, o resultado também não poderia sê-lo. A brasileira foi logo eliminada da disputa por medalhas, terminando os Jogos Olímpicos na nona colocação. Fabiana Murer ficou, então, desolada. Prometeu nunca mais voltar a competir na China. Parecia que o pódio era pura conseqüência de um salto perfeito (feito com a vara perfeita). Mas não o foi. Assim como também não foram poucas as especulações sobre o paradeiro da vara. Houve até quem recomendasse procurar outros atletas, como o ginasta Diego Hypólito e a judoca Edinanci Silva, cada um com as suas razões para opinar.
  4. 4. Sem tanta malícia, a (santa) vara foi encontrada no dia seguinte, junto às de outras atletas eliminadas. Parecia história premeditada. A pobre Fabiana que estava destinada a vencer, mas, por culpa da (des)organização, fracassou. E a nossa mídia assim o fez. Tal como fez com Vanderlei Cordeiro de Lima (o maratonista do padre escocês) em 2004 – este sim, em condições bem mais reais. O que ninguém parou pra pensar é em como a vara teria se sentido quando fora escondida. Rejeitada, desprezada? Ou ela mesma o fez por vingança, por ser, digamos, tão explorada? São detalhes para uma próxima investigação. Reflita, Fabiana, reflita. As chances nem eram tão grandes assim. =)
  5. 5. O Jeito FISK de aprender inglês Não dá pra negar: hoje em dia, quem fala inglês ocupa as melhores vagas no mercado de trabalho. Mas um novo idioma não se aprende em qualquer lugar! Na FISK, uma das maiores redes de ensino de línguas do mundo, você aprende de verdade. O grupo FISK tem sedes por todo o Brasil (mas também em outros cinco países) e conta com uma metodologia de ensino diferenciada, com foco nas dificuldades que estudantes de cada local têm ao estudar inglês. Essa atenção especial faz com que o processo de aprendizagem seja constante, e a qualidade faz com que o ensino permaneça para a vida toda. Estudar inglês na FISK é um investimento pessoal e profissional. Pessoalmente, oportunidades se abrem. Falando inglês, você se conecta ao mundo inteiro. Profissionalmente, várias pesquisas comprovam: quem fala inglês recebe maior salário e tem uma reputação melhor. Aprender inglês na FISK é uma grande oportunidade. Você pode escolher uma turma de acordo com sua idade e conhecimento no idioma. É possível fazer desde o primeiro contato com a língua estrangeira (a partir dos quatro anos de idade) até aulas de aperfeiçoamento (gramática, compreensão auditiva, leitura e conversação) e preparação para exames internacionais. A FISK conta com um material didático próprio, elaborado por competentes profissionais, pensado para desenvolver as quatro habilidades básicas para o conhecimento ideal do inglês: falar, ouvir, ler e escrever. Nossos professores recebem treinamentos para orientar e motivar os alunos, o que torna as aulas bastante agradáveis. Ficou interessado em conhecer mais sobre os nossos cursos? Não perca tempo! Ligue agora mesmo para a FISK ou visite a unidade mais próxima de você. 0800-773-FISK (3475). Venha descobrir o jeito FISK de aprender inglês. Mais informações também estão disponíveis em nosso web site. O endereço é: http://www.fisk.com.br/ FISK. Qualidade é a nossa marca.
  6. 6. Programasde Fidelidade: Como transformargastoshabituaisem viagensgratuitas Cartão de crédito, passagens aéreas, compras on-line, tarifas bancárias, contas de telefone... é muito provável que você tenha que lidar com esses gastos todo mês. Mas você sabia que existem formas de transformar seus investimentos diários em recompensas? Parece estranho, mas é verdade. É este o intuito dos Programas de Fidelidade, nos quais parte do consumo do cliente transformam-se em bônus. Descubra abaixo as maneiras mais comuns de fazer com que o seu dinheiro transforme-se em passagens aéreas gratuitas (ou mesmo em outros serviços). Let's Shuffle! Os programas de fidelidade mais famosos em todo o mundo são os das companhias aéreas. Neles, o cliente acumula pontos (geralmente chamados de milhas) a cada trecho voado na empresa titular do programa (ou em companhias parceiras) e, após atingir determinada quantia, resgata outras passagens aéreas gratuitamente. Além desta, há diversas outras formas de acumular milhas (o que torna o sonho de viajar "de graça" bem mais palpável). Descubra as melhores formas de fazer isso nas duas maiores companhias aéreas do Brasil: TAM (programa TAM Fidelidade) eGol/Varig (programa Smiles). 1. Utilizando-se de conexões Ok, nós sabemos que as pessoas têm viagens bastante corridas (e, às vezes longas) e que, por isso, costumam fugir das conexões. Mas e se eu disser que quanto maior o número de conexões, maior a quantidade de milhas adquiridas, será que não vale à pena fazer um esforço? Eu explico! A base de pontos acumulado por trecho voado é 1.000 milhas. Isso é o que você ganha indo de São Luís (SLZ) a Fortaleza (FOR) ou Brasília (BSB), por exemplo (considerando somente a ida). Quanto maior a distância percorrida, maior o número de pontos acumulados. Mas, para efeito de programas de fidelidade, as conexões são contabilizadas como voos independentes. Um exemplo: se eu vou e volto de São Luís (SLZ) a Fortaleza (FOR) em um voo direto, acumulo 2.000 milhas (1.000 na ida e 1.000 na volta). Se eu fizer o mesmo voo com uma conexão em Teresina (THE), pontuarei ainda mais! Ganho 1.000 em 4 trechos (SLZ-THE, THE-FOR, FOR-THE, THE-SLZ), dobrando a pontuação inicial. Portanto, se for necessário fazer um pequeno sacrifício e desfrutar mais rápido das passagens gratuitas, conexões valem à pena! =) 2. Compras Virtuais Cada programa de milhagens tem parcerias estabelecidas com determinadas lojas ou serviços virtuais. Funciona da seguinte maneira: eu acesso o site de compras ou serviço através do link promocional do programa de fidelidade. A partir daí, toda compra que eu fizer naquele site será convertida proporcionalmente em milhas. Um exemplo: se eu quero comprar uma TV por R$ 1.000 na loja "exemplo.com", então a cada 1 real gasto, eu ganho 1 milha no meu saldo Smiles (Gol/Varig) ou Fidelidade (TAM). Isso funciona também para assinaturas de revistas, reservas de hotel, aluguéis de carro, restaurantes e uma série de outros investimentos. As proporções variam de acordo com os sites e programas. E você deve sempre estar atento às ações promocionais, nas quais a razão do bônus pode aumentar consideravelmente.
  7. 7. Confira abaixo os parceiros virtuais das duas companhias. - Fidelidade (TAM) - Smiles (Gol/Varig) Para os clientes Smiles, existe ainda uma opção: quando não for possível ganhar milhas diretamente na loja virtual, é possível utilizar a moeda virtual Dotz e conquistar sua bonificação. 3.200 Dotz, por exemplo, equivalem a 1.000 milhas Smiles. 3. Cartões de Crédito Cartão de crédito é uma coisa que hoje em dia todo mundo usa... mas pouquíssima gente desfruta das suas vantagens (e olha que eu nem tô falando em controle financeiro!). Você sabia que aqueles pontos aparentemente inúteis, adquiridos depois de tanto usar o cartão de crédito, podem se transformar em milhas? Seja o tradicional "Ponto pra você", do Banco do Brasil ou mesmo os programas do Itaú, Bradesco, HSBC, Caixa e Santander (dentre outros), as vantagens existem e devem ser utilizadas. Mas ainda melhor que ganhar "por tabela" é ganhar diretamente. Pra isso, existem os cartões de crédito próprio de cada programa, nos quais as proporções de milhas costumam ser bem mais generosas. Com uma pequena taxa de anuidade (porque, sim, elas infelizmente existem!), o cliente ganha desde a aquisição do produto, a cada compra efetuada, no pagamento da fatura e em cada renovação feita. Um verdadeiro festival de milhas. =) A Tam disponibiliza, em parceria com o ITAU, três modalidades de cartão de crédito,mesma quantidade de opções do cartão Smiles, em parceria com Bradesco e Banco do Brasil. A listagem completa de instituições financeiras afiliadas aos dois programas, assim como as regras para transferência de pontos, você consulta aqui: Fidelidade (TAM) eSmiles (Gol/Varig). 4. Parcerias Internacionais Mas não é apenas em solo brasileiro (ou voando nas próprias companhias) que você pode aproveitar dos benefícios Smiles ou Fidelidade. Há uma gama de parceiros internacionais, nos quais acumular é uma grande vantagem. Portanto, fica a dica pra quem for viajar ao exterior: confira sempre os parceiros das companhias aéreas e opte por aquele que traz mais benefícios. Parceiros Internacionais Gol - AirFrance/KLM, American Airlines (American Eagle ou American Connection), e Delta Airlines. Parceiros Internacionais Tam - Todos as 27 companhias que fazem parte da rede StarAlliance. Como utilizar seus pontos Normalmente, tanto na Gol, quanto na TAM, quando o cliente atinge a marca de 10.000 milhas, já pode resgatar um trecho para qualquer lugar da América Latina. Mas nos períodos de baixa temporada (distante do período de férias, grandes eventos ou feriados prolongados) ou em ações promocionais, esta quantidade diminui até por menos da metade. Hoje (06/05/2011), por exemplo, a Gol tem duas ofertas: 1.000 milhas para trechos específicos dentro do Brasil, 4.000 para os outros e 6.000 para a América Latina. Quem tiver um pouco mais de paciência pode acumular 35.000 milhas e voar para a Europa com a Tam ou a AirFrance/KLM (parceira Gol). Mas isso fica para um próximo post. o/
  8. 8. SEMCAS ESTREITA PARCERIA INSTITUCIONAL COM ESTADO PARA EFETIVAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS DE ASSISTÊNCIA No início desta semana, a secretária municipal da Criança e Assistência Social, Deborah Baesse, reuniu-se com a titular da Secretaria de Estado de Direitos Humanos (Sedihc), Luiza Oliveira. Além de estreitar a parceria entre as duas instâncias – municipal e estadual – em prol da melhor efetivação de políticas públicas para setores vulneráveis da sociedade, o encontro teve o objetivo de informar a nova gestora municipal sobre ações conjuntas anteriormente desenvolvidas. “Entendemos que é preciso trabalhar de mãos dadas com todos os entes que atuam na execução da política da assistência, por isso viemos estreitar essa parceria. E, já que o Estado tem papel de monitorar a atuação dos municípios, viemos, também, para levantar quais são as pendências que a Semcas tem. Faz parte do diagnóstico. Vamos saber quais as questões que precisamos dar encaminhamento para não deixar nada parar”, explicou Deborah Baesse. A parceria entre as duas secretarias reforçará, no primeiro momento, as políticas na área de proteção especial. “Há muitas possibilidades para a articulação. Mas, tanto eu, quanto a secretária Luiza, identificamos que a proteção especial é uma área realmente prioritária. Então, durante a reunião, discutimos questões como abrigos, reordenação dos serviços, atendimentos à população em situação de rua e usuários de substâncias psicoativas e o papel dos Cras e Creas”, elencou a titular da Secretaria Municipal da Criança e Assistência Social (Semcas). Durante o encontro, ficou acordado que para resolver o problema de população de rua, um dos mais graves enfrentados em São Luís, as duas pastas, em conjunto, irão acionar o sistema de justiça maranhense – promotorias, defensorias e Ministério Público. “Quando estamos tratando da assistência social, temos que transversalizar nossos serviços de monitoramento, de acompanhamento, de capacitação e de implementação de um sistema social eficiente, que tenha um atendimento resolutivo. O fortalecimento do vínculo entre Estado e Município é bom para a população”, declarou Luiza Oliveira. O encontro resultou em uma agenda comum entre a equipe técnica das duas secretarias. “A partir de agora, estaremos com uma agenda combinada, discutida, avaliada, para implementação dos pontos mais importantes”, ressaltou a secretária de Direitos Humanos. Também estiveram presentes à reunião, a secretária adjunta de Proteção Especial da Semcas, Andrea Ewerton, e técnicos do órgão municipal e da Sedihc.
  9. 9. O DECLÍNIO DE UMA TRADIÇÃO? Bruno Lacerda Não há expressão que melhor descreva a atual situação dos autos e folguedos de Natal no Maranhão que tradição. A referência aqui não se faz ao primeiro significado da palavra, que remete à repetição segundo um original, mas pela revalorização em outros moldes, uma modalidade totalizante da experiência, na concepção de Rodrigues (1994), à qual estes elementos culturais têm sido submetidos. Seria pretensioso afirmar que os Presépios, Reisados, Pastores e Caretas de hoje, por exemplo, se distanciam completamente daqueles que outrora eram realizados no Maranhão. “Se os ideais tradicionais deixassem de existir, se fossem completamente substituídos pelos da modernidade, deixaria também de ter sentido a afirmação da modernidade, na medida em que esta se define como ruptura para com eles”. (RODRIGUES, s/d [b]). Deve-se compreender, todavia, que novos significados se associaram às manifestações, agregando a estas outros sentidos, ainda que o seu valor de expressão da cultura folclórica permaneça intacto. Três elementos contribuem diretamente para estas adaptações: a cultura, a memória e a vivência. Isto porque a cultura é entendida aqui como a capacidade humana de associar significados (e, portanto, de também ressignificar); memória, como elemento de continuidade, elo para atualizar o passado no presente e projetar o futuro; vivência, como o lugar onde se apreende a experiência coletiva, a partir das percepções individuais. Ao tratarmos de manifestações folclóricas, deve-se ter claro em mente a existência de um corpo de regras, enredos e convenções tradicionalmente estabelecidas. No entanto, a transmissão destes saberes - como aprendizados cercados de especificidades, os faz passar por adaptações, atualizando-os – e tornando possível a reconfiguração do arranjo original. Não é por acaso, que a palavra tradição, latina, traz uma ambiguidade intrínseca: o mesmo verbete – Traditio – originou as expressões tradição e traição. É, portanto, precipitado, atestar óbito à originalidade dos Autos e Folguedos natalinos no Maranhão. Deve-se compreendê-los sob a ótica de elementos culturais que sofreram desgastes naturais e se perderam no tempo, assim como se perderam os seus autores. É a cultura que, para Geertz, está constantemente se reafirmando com outros valores, outros olhares, outros significados, num equilíbrio entre o que foi, o que está sendo e o que poderá ser.
  10. 10. Isto posto, vale ressaltar que o simples registro de uma manifestação cultural não garante a continuidade da sua existência, mas apenas a sua catalogação. Não se pode trazer de volta algo que somente existiu num passado, e do qual se conhecem apenas alguns elementos e vestígios. “A percepção dos objetos e costumes populares como restos de uma estrutura social que se apaga é a justificação lógica de sua análise descontextualizada” (CANCLINI, 2008). Nos autos e folguedos de Natal no Maranhão, entretanto, o que se evidencia é um claro desvio de atenção, uma considerável perda de espaço destas manifestações tradicionais em função de outros elementos postos em cena pelo tempo. Põe-se em questionamento, então: Por que este espaço foi perdido? Há diversos fatores que auxiliam nesta compreensão. Um deles (e o mais expressivo) é de que os Pastores, Reisados e Caretas se deterioraram no tempo porque a tradição que os envolve não tem sido retransmitida. Com a falta de compartilhamento de uma experiência (que, ao menos originalmente, é coletiva), desfaz-se o laço na linha da expressão cultural de um povo. O que resta é um protótipo cada vez mais empobrecido daquilo que ditava os moldes da manifestação. O interesse de tipo solidário, analisado por Beltrão, não se mantém, já que o sentido de pertencimento à manifestação é algo cada vez mais distante (e sua “importância para o futuro” chega a ser questionada). O caráter de entretenimento dos autos é sistematicamente inferiorizado, de maneira que a sua funcionalidade torna-se perfeitamente substituível. É este destino tradicional da modernidade que se consumou historicamente com a falência das sucessivas vanguardas. À medida que os modelos vanguardistas se iam impondo, iam também sendo aceites como normas do gosto, em relação às quais se impunha, por sua vez, um novo movimento de ruptura. (RODRIGUES, s/d [b]) Outro elemento que merece ser destacado é a dessacralização dos autos natalinos, a substituição dos motivos para os quais as manifestações eram originalmente organizadas. Se, em um outro momento, montavam-se Pastores, Reisados, Presépios e Caretas com o objetivo de agradecer pela eficácia de uma promessa, hoje há um esvaziamento do significado e valor do folguedo. Enquanto o sagrado pressupõe (...) universalidade, memória ancestral e contemplação, o profano racionaliza estas características dessacralizando tudo em sua volta, apenas privilegiando a fruição efêmera das coisas, folclorizando a relação entre o que pode ser (…) explicado (…) e o divino. (MARQUES, 2007) Há, ainda, fatores sócio-econômicos que se impõem como barreira na continuidade das manifestações. E aqui, novamente, a quebra (do elo) da tradição fala alto: não há músicos capacitados para as especificidades sonoras que as peças exigem. Em muitos casos, esta ausência transformou-se em substituição: sai a orquestra, entra o playback (com um custo de
  11. 11. produção em torno de R$ 200 reais por faixa1); saem as peças que duravam toda uma noite, entram os compactos de uma hora, seguido (e por muitas vezes, sobreposto) pelas radiolas de reggae, que passam a ser a atração principal do festejo, orçadas ao custo de R$ 5 mil reais. Ora, Geertz defende que as culturas se reafirmam, mas as mudanças devem estar dentro de uma margem de segurança, que não desvirtue a cultura de si mesma. Tanto no playback quanto no reggae, percebe-se uma inversão de valores, na qual os autos natalinos deixam de ocupar o status de destaque e passam ao de complemento. Quebra-se um laço de vivência (na compreensão de Gadamer), já que se desfazem as unidades de sentido originais, as “realidades originalmente pensadas” e “intencionadas”. Em alguns dos grupos, chegou-se ao ponto de as radiolas de reggae representarem o único elemento de agregação do público em torno dos folguedos. Nestes casos, há, inclusive, a cobrança de ingresso nas apresentações, cujo objetivo majoritário consiste em custear o valor dos equipamentos de som para os grupos regueiros. Por outro lado, a força e a adaptabilidade das tradições genuínas não deve ser confundida com a “invenção de tradições”. [...] Ainda assim, pode ser que muitas vezes se inventem tradições não porque os velhos costumes não estejam mais disponíveis, nem sejam viáveis, mas porque eles deliberadamente não são usados, nem adaptados. (HOBSBAWN, 2006) O valor tradicional dos folguedos, outrora relacionado aos elementos do sagrado, agora perde-se em medidas de reafirmação da sua profanidade. Mais uma vez, a reinvenção da tradição subverte a lógica original das manifestações. Um exemplo é a transmissão do conhecimento nos grupos de Pastores, Reisados e Caretas. Se antes os autos eram organizados em devoção ao Menino Jesus, e transmitidos de geração em geração nas famílias2, os grupos maranhenses na atualidade dispõem de uma nova figura, outrora impensável: a ensaiadeira, uma mulher, que em geral não pertence à comunidade de onde a manifestação é original, e tem a função (pela qual é remunerada) de preparar as participantes e transmitir a elas as informações sobre o funcionamento do folguedo. Estabelece-se, então, uma relação simbólica de poder, na qual o conhecimento determina a posição do indivíduo. A ensaiadeira, ainda que alheia às particularidades do grupo, é a detentora de um saber específico, que regimenta o local de cada indivíduo na manifestação. Desta forma, cabe a ela designar os papéis dos indivíduos no ato3, as suas vestimentas e 1 É incerto, todavia, o motivo pelo qual o uso do playback disseminou-se de maneira tão eficiente. Há duas hipóteses: a primeira, de redução de custos, já que as músicas gravadas podem ser utilizadas durante um intervalo maior de tempo e em um número maior de apresentações; a segunda, da escassez pura de mão-de-obra, levando em conta que as regiões nas quais os folguedos se realizam estão, em sua ampla maioria, na zona rural dos municípios maranhenses, na qual a disponibilidade de músicos (e de qualquer tipo de saber especializado) é bastante restrita. 2 “Daí a natureza colectiva do sujeito da enunciação (…) da tradição que faz com os seus enunciadores individuais não se assumam como sujeitos do discurso, mas como testemunhas e elos de transmissão das palavras que a tradição coloca na sua boca, tradição de que recebe o poder e a autoridade para falar”. (RODRIGUES, s/d, b) 3 Uma exceção se aplica quando os pais de alguma das brincantes, tendo realizado uma promessa, precisam agradecer pelo alcance dos seus objetivos através da apresentação de sua filha como uma das personagens específicas do ato.
  12. 12. adereços específicos, as músicas utilizadas e qualquer outro elemento que se refira à encenação propriamente dita. É, ainda, cada vez maior o número de autos natalinos que se apresentam fora de suas sedes, em outros períodos do ano, mediante o pagamento de cachê, que varia entre R$ 500 e R$ 1.000 por apresentação, algo impensável nos idos do século XX, quando a maior parte dos atuais grupos teve a sua fundação. Àquela altura, organizar e participar de um Pastor era sinônimo de status (e, consequentemente, de disputas4). Alguns destes grupos, sobretudo os da Baixada Maranhense, chegam a se deslocar à capital, São Luís, para, a convite dos órgãos públicos, se apresentarem em programações natalinas compactas, o que reduz a sua apresentação em mais da metade. Se, na comunidade, o Pastor, por exemplo, teria três atos (que representam os momentos da adoração ao Menino Jesus): a anunciação, a visita e a adoração, nos “autos coletivos” tudo se reduz a um único ato, com um número menor de personagens, precedido e sucedido por uma outra apresentação (igualmente “retalhada”). De maneira geral, esta é a única forma de incentivo do poder público aos grupos de Pastores, Reis e Caretas. A ausência de políticas públicas para financiamento dos autos e folguedos é apresentada pelos grupos como importante entrave à manutenção dos folguedos. Entretanto, põe-se em questionamento: vale à pena investir em algo que já não faz pleno sentido nem mesmo para as suas comunidades originais? Estaríamos falando de uma “recomposição de tramas” ou de um isolamento que teve como consequência o sufocamento destas mesmas manifestações? […] cada um dos momentos da cadeia de transmissão é um processo sempre recomeçado de renovação, de reinterpretação e de reactualização da tradição, permitindo, deste modo, por um lado, mantê-la viva e actual, e, por outro lado, impedir a sua fixação e o seu imobilismo e fixidez. (RODRIGUES, s/d [a]) Mais uma vez chama-se atenção para o fato de que o folclore (e, consequentemente, as suas manifestações) somente tem razão de existir quando é dotado de um caráter de funcionalidade, de fazer sentido para as comunidades através de significados estabelecidos por elas próprias. Neste jogo, entram em cena a memória, a aceitação coletiva, a tradicionalidade, regionalidade e, sobretudo, a espontaneidade, quase inconsciente e progressiva. Deste modo, deve-se entender que a importância dos autos e folguedos de Natal no Maranhão está muito além da simples continuidade nos rituais simbólicos, mas deve englobar a auto-afirmação da comunidade enquanto detentora de uma identidade cultural. Quando isto não ocorre, não valem à pena o saudosismo, muito menos a catalogação, visto que a existência de 4 Além de uma respeitosa rivalidade entre os patrocinadores das brincadeiras, algo que chamava bastante atenção era a disputa (entre famílias) para que suas filhas ocupassem os papéis de destaque, tivessem as melhores roupas e ornamentos, em virtude da aparência de prosperidade que tais referências podiam proporcionar.
  13. 13. um elemento cultural somente faz sentido quando este é alvo de uma apropriação por parte dos seus realizadores. Assim, a intenção de pesquisas como esta é bastante simples: chamar atenção para a importância dos elementos culturais abordados, provocando a discussão sobre a sua relevância no legado folclórico para além dos muros acadêmicos e do isolamento das comunidades. Do contrário, este livro servirá apenas para fazer companhia a outros tantos em diversas estantes e bibliotecas, não significando nada para absolutamente ninguém. A importância do folclore como parte integrante do legado cultural e da cultura viva, é um meio de aproximação entre os povos e grupos sociais e de afirmação de sua identidade cultural. Carta do Folclore Brasileiro REFERÊNCIAS BELTRÃO, Luiz. Comunicação e folclore: um estudo dos agentes e dos meios populares de informação e expressão de ideias. São Paulo: Melhoramentos, 1971; CANCLINI, Néstor G. Culturas híbridas: Estratégias para entrar e sair da Modernidade. 4. ed. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2008; COMISSÃO NACIONAL DE FOLCLORE. Carta do Folclore Brasileiro. Salvador: CNF, 1995; GADAMER, Hans-Georg. Verdade e Método I: traços fundamentais de uma hermenêutica filosófica. 9. ed. Petrópolis: Editora Vozes, 2008; GEERTZ, Clifford. A Interpretação das Culturas. Rio de Janeiro: Editora LCT, 1989; HOBSBAWN, Eric; RANGER, Terrence. A invenção das tradições. 4. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1997; MARQUES, E. Sagrado/Profano. In: GADINI, S. L; WOITOWICZ, K. J. (Orgs.) Noções básicas de Folkcomunicação: uma introdução aos principais termos, conceitos e expressões. Ponta Grossa: Editora UEPG, 2007. p. 126-128; MARTIN-BARBERO, Jesús. Dos meios às mediações: Comunicação, cultura e hegemonia. 4. ed. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 2006; RODRIGUES, Adriano D. Comunicação e cultura: a experiência cultural na era da informação. 1. ed. Lisboa: Editorial Presença, 1994.; ______. Para uma teoria da experiência. Universidade Nova de Lisboa, s/d [a]. Disponível em: <http://bocc.ubi.pt/pag/rodrigues-adriano- expcampmedia.html> Acesso em: 11 dez. 2010; ______. Tradição e Modernidade. Universidade Nova de Lisboa, s/d [b]. Disponível em: <http://bocc.ubi.pt/pag/rodrigues-adriano- t r a d i c a o - m

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