201             ANUÁRIO      Finanças Estruturadas                   2012        Empresa de Conhecimento Financeiro
Caro leitor,Finanças Estruturadas | 2012                                     O ano de 2011 foi de crescimento tímido para ...
A Brazilian Securities foi criada em 2000 para desenvolver o mercado                               PATROCÍNIO             ...
ÍNDICE DE CONTEÚDO                               ÍNDICE                                        Introdução geral	          ...
Capítulo Quatro – Rankings de 2011	        75                               ÍNDICE                                        ...
ÍNDICE DE FIGURAS                               ÍNDICE                                                                    ...
ÍNDICE                                        Figura 44	Negócios de CPR Financeira na CETIP em 2011 por Produto – ( % do M...
ÍNDICE                                        Tabela 38	        Ranking de Gestores de FIDC por Número de Operações – Cons...
Introdução geral
Introdução                                                  Quando os livros de finanças contarem a história da evolução d...
Introdução                                            que este setor ainda tem pela frente em termos de evolução no mercad...
Introdução                                                                        No conjunto de títulos gerais, o mercado...
Introdução                                              Crescimento do PL dos FIDC Multi-cedentes Multi-sacados e da Indús...
Introdução                                            participantes de mercado, este é um segmento do mercado de finanças ...
capítulo UM              TíTULOS GERais
INTRODUÇÃO                               Títulos Gerais                                                                   ...
Títulos Gerais                                                      Conforme critério estabelecido pela Uqbar, estes crédi...
Títulos Gerais                                                dos dois maiores FIDC do mercado e, assim como o outro grand...
Títulos Gerais                                                      Na avaliação do rendimento esperado das emissões de co...
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Títulos Gerais                                                duas subordinadas e duas únicas), de oito fundos diferentes,...
COTAS DE FUNDOS DE INVESTIMENTOEM DIREITOS CREDITÓRIOS (FIDC)Esta seção apresenta informações sobre cotasde FIDC. Inclui u...
Anuário finanças estruturadas 2012
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continuem a refletir um mercado em franca e sólida expansão e que agrega

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Anuário finanças estruturadas 2012

  1. 1. 201 ANUÁRIO Finanças Estruturadas 2012 Empresa de Conhecimento Financeiro
  2. 2. Caro leitor,Finanças Estruturadas | 2012 O ano de 2011 foi de crescimento tímido para a economia brasileira como um todo, tendo sido os números gerais influenciados para baixo pela indústria e puxados para cima pelo consumo. O mercado de crédito, por sua vez, cresceu mais do que a economia. Dois segmentos de destaque dentro da expansão do crédito, em linha com o perfil de crescimento da economia, foram o imobiliário e o de consumo pessoal. O desempenho do mercado de finanças estruturadas refletiu, em boa parte, a tendência dos mercados de crédito. Por isto, 2011 registrou alguns recordes importantes na expansão de seus mercados de títulos de securitização, principalmente aqueles vinculados aos setores imobiliário e de crédito pessoal. Um marco jurídico-regulamentar sólido e em contínuo aprimoramento na busca da transparência e padronização, em conjunto com as necessidades de alternativas que viabilizem financiamento de longo prazo e que atendam a demanda por investimentos com retornos diferenciados, são fortes razões para se acreditar no crescimento da importância deste mercado em um futuro próximo. A Uqbar acredita plenamente nesta perspectiva de curto prazo e, mais, acredita que o equacionamento da solução para as necessidades apontadas acima passa pelo desenvolvimento do mercado de finanças estruturadas no Brasil. É neste contexto que temos o prazer de entregar a edição 2012 do Anuário Finanças Estruturadas. Capturando a expansão e transformação em curso deste mercado, esta publicação traz um levantamento completo do desempenho em 2011 de todos os principais títulos de finanças estruturadas e da atuação de veículos, empresas e participantes dedicados a este segmento do mercado financeiro. Através de nossas publicações, como este Anuário, procuramos trazer nossa contribuição para o desenvolvimento deste mercado, ampliando a base de dados e de análises disponíveis. Esperamos que os futuros Anuários continuem a refletir um mercado em franca e sólida expansão e que agrega cada vez mais valor para a economia brasileira. Como de costume, agradecemos críticas e elogios como parte essencial do processo contínuo da busca de melhoria de qualidade de nossas publicações. Desejamos a todos uma boa leitura! Equipe Uqbar | 2
  3. 3. A Brazilian Securities foi criada em 2000 para desenvolver o mercado PATROCÍNIO brasileiro de títulos imobiliários. Foi a primeira empresa no Brasil a receber a classificação AA1.BR da Moody’s Investors Service, referente suaFinanças Estruturadas | 2012 emissão de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs). As emissões da Brazilian Securities totalizaram R$ 9,8 bilhões em dezembro de 2011, o que representava 27,8% do mercado brasileiro. www.braziliansecurities.com.br Somos um dos principais Bancos de investimentos da América Latina, com foco em Investment Banking, Asset Management e Wealth Management. Trabalhamos com excelência, preservando o patrimônio, honrando a confiança e a alinhando objetivos aos interesses dos nossos clientes. Nossa missão é ser o catalisador do setor produtivo e compartilhar nosso conhecimento, nossa agilidade e auxiliar na solidez de seu crescimento. www.btgpactual.com A RB Capital é uma empresa independente, especializada em operações de crédito estruturado e gestão de investimentos imobiliários, que se diferencia pela sua capacidade de desenvolver e entregar soluções inovadoras e eficientes aos seus Clientes e Investidores e, ao mesmo tempo, comprometer o capital necessário para o desenvolvimento dos negócios. www.rbcapital.com.br Fundado em 1992, o Mattos Filho Advogados é um dos maiores escritórios do Brasil. O escritório oferece uma ampla gama de serviços e atende a solicitações e demandas específicas dos clientes. Além da equipe altamente qualificada de sócios e advogados, o Mattos Filho Advogados possui reconhecida experiência no ambiente jurídico brasileiro. www.mattosfilho.com.br O PMKA combina qualidade técnica, vasta experiência em negócios imobiliários e profundo conhecimento da dinâmica empresarial do setor, que contribuem para uma melhor performance na identificação, avaliação, discussão e proposição de soluções eficazes. www.pmka.com.br TKS Advogados é um escritório focado no atendimento a clientes do mercado imobiliário, nas áreas contratual, societária, tributária e de mercado de capitais, cuja atuação concilia capacitação técnica a uma ampla compreensão do negócio imobiliário como um todo, oferecendo, assim, soluções jurídicas inovadoras e de alto valor agregado. www.tksadvogados.com.br | 3
  4. 4. ÍNDICE DE CONTEÚDO ÍNDICE Introdução geral 9Finanças Estruturadas | 2012 Capítulo Um – Títulos Gerais 16 Introdução 18 Cotas de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) 24 Resumo dos Termos e Condições 26 Emissões 27 Registros 29 Desempenho 31 Spreads 33 Investidores 33 Mercado Secundário 34 Cedentes 34 Classificação de Risco 35 Cédulas de Crédito Bancário (CCB) 36 Resumo dos Termos e Condições 37 Registros 38 Certificados de Cédulas de Crédito Bancário (CCCB) 39 Resumo dos Termos e Condições 40 Registros 41 Capítulo Dois – Títulos Imobiliários 42 Introdução 44 Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) 49 Resumo dos Termos e Condições 51 Emissões 51 Emissores 52 Registros 53 Investidores 55 Mercado Secundário 56 Cedentes 56 Classificação de Risco 57 Cédulas de Crédito Imobiliário (CCI) 58 Resumo dos Termos e Condições 59 Registros 59 Capítulo Três – Títulos do Agronegócio 61 Introdução 62 Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) 64 Resumo dos Termos e Condições 65 Emissões 66 Emissores 66 Registros 67 Cédulas de Produto Rural (CPR) 69 Resumo dos Termos e Condições 70 Registros 71 Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA) 72 Resumo dos Termos e Condições 73 Registros 74 | 4
  5. 5. Capítulo Quatro – Rankings de 2011 75 ÍNDICE Introdução 77 FIDC 82Finanças Estruturadas | 2012 Emissões 83 Emissores 83 Terceiros 85 Administradores 85 Advogados 87 Agências de Classificação de Risco 88 Auditores 89 Custodiantes 91 Estruturadores 93 Gestores 94 Líderes de Distribuição 96 Securitizadoras Imobiliárias 97 Emissões 99 Emissores 99 Terceiros 102 Advogados 102 Agências de Classificação de Risco 103 Agentes Fiduciários 104 Auditores 106 Líderes de Distribuição 107 | 5
  6. 6. ÍNDICE DE FIGURAS ÍNDICE Os dados das figuras desta publicação têm como data base 31 de dezembro deFinanças Estruturadas | 2012 2011. Para acompanhamento contínuo de dados e notícias sobre este mercado, utilize o Orbis. Figura 1 Emissões por Categoria (Geral, Imobiliário, Agronegócio) – 2011 (em R$ milhões) 12 Figura 2 Negociações por Categoria (Geral, Imobiliário, Agronegócio) – 2011 (em R$ milhões) 12 Figura 3 PL dos FIDC de Fornecedores 13 Figura 4 Crescimento do PL dos FIDC Multi-cedentes Multi-sacados e da Indústria (Base 100 - Janeiro 2010) 14 Figura 5 Emissões de Cotas de FIDC - Montante (em R$ milhões) 27 Figura 6 Composição das Emissões de Cotas de FIDC por Ativo-lastro – 2010 e 2011 (% do Montante Emitido) 28 Figura 7 Ofertas Públicas de Cotas de FIDC 29 Figura 8 Número de FIDC Registrados na CVM 29 Figura 9 Depósitos de Cotas de FIDC na CETIP – Evolução Histórica (em R$ milhões) 30 Figura 10 Estoque de Cotas de FIDC na CETIP - Evolução Histórica (em R$ milhões) 30 Figura 11 Atrasos, PDD e PDD/Atrasos 31 Figura 12 Evolução dos Índices Atrasos/DC e PDD/DC (%) 31 Figura 13 PDD/DC por Ativo-lastro – 2010 e 2011 (%) 32 Figura 14 Variação de PDD Normalizada das maiores classes de Ativo-lastro (%) 32 Figura 15 Composição do Montante Emitido de Cotas de FIDC em 2011 por Classe de Investidor (% de Montante) 33 Figura 16 Negociações de Cotas de FIDC na BM&FBOVESPA e CETIP - Evolução Histórica (em R$ milhões) 34 Figura 17 Emissões de cotas de FIDC por Atividade Econômica do Cedente – 2011 34 Figura 18 Depósitos de CCB na CETIP – Evolução Histórica (em R$ milhões) 38 Figura 19 Estoque de CCB na CETIP - Evolução Histórica (em R$ milhões) 38 Figura 20 Negociações de CCB na CETIP – Evolução Histórica (em R$ milhões) 38 Figura 21 Depósitos de CCCB na CETIP – Evolução Histórica (em R$ milhões) 41 Figura 22 Estoque de CCCB na CETIP – Evolução Histórica (em R$ milhões) 41 Figura 23 Negociações de CCCB na CETIP – Evolução Histórica (em R$ milhões) 41 Figura 24 Emissões de CRI - Montante (em R$ milhões) 51 Figura 25 Ofertas Públicas de CRI 53 Figura 26 Emissões de CRI de 2011 por Tipo de Registro (% montante emitido) 53 Figura 27 Número de Securitizadoras Imobiliárias Registradas na CVM 54 Figura 28 Depósitos de CRI na CETIP – Evolução Histórica (em R$ milhões) 54 Figura 29 Estoque de CRI na CETIP – Evolução Histórica (em R$ milhões) 54 Figura 30 Composição do Montante Emitido de CRI em 2011 por Classe de Investidor (% de Montante) 55 Figura 31 PL dos FII que investem em CRI 55 Figura 32 Negociações de CRI na BM&FBOVESPA e CETIP – Montante (em R$ milhões) 56 Figura 33 Número de Cedentes de Crédito Residencial por Atividade Econômica – Ano 2011 56 Figura 34 Número de Cedentes de Crédito Corporativo por Atividade Econômica – Ano 2011 57 Figura 35 Depósitos de CCI na CETIP – Evolução Histórica (em R$ milhões) 59 Figura 36 Estoque de CCI na CETIP – Evolução Histórica (em R$ milhões) 59 Figura 37 Estoque de CCI na CETIP – Composição por Indexador (% do Montante) 60 Figura 38 Negociações de CCI na CETIP – Evolução Histórica (em R$ milhões) 60 Figura 39 Emissões de CRA – Montante (em R$ milhões) 66 Figura 40 Depósitos de CRA na CETIP – Evolução Histórica (em R$ milhões) 67 Figura 41 Estoque de CRA na CETIP – Evolução Histórica (em R$ milhões) 67 Figura 42 Negociações de CRA na CETIP – Evolução Histórica (em R$ milhões) 68 Figura 43 Negociações de CPR Financeira na CETIP – Evolução Histórica (em R$ milhões) 71 | 6
  7. 7. ÍNDICE Figura 44 Negócios de CPR Financeira na CETIP em 2011 por Produto – ( % do Montante) 71 Figura 45 Depósitos de CDCA na CETIP – Evolução Histórica (em R$ milhões) 74 Figura 46 Estoque de CDCA na CETIP – Evolução Histórica (em R$ milhões) 74Finanças Estruturadas | 2012 Figura 47 Negociações de CDCA na CETIP – Evolução Histórica (em R$ milhões) 74 ÍNDICE DE TABELAS Os dados das tabelas desta publicação têm como data base 31 de dezembro de 2011. Para acompanhamento contínuo de dados e notícias sobre este mercado, utilize o Orbis. Tabela 1 Definições das Classes de Ativo-lastro de FIDC 28 Tabela 2 Spreads por Classificação de Risco 33 Tabela 3 Spreads por Ativo-Lastro 33 Tabela 4 Elevações de Classificação de Risco de Cotas de FIDC em 2011 35 Tabela 5 Rebaixamentos de Classificação de Risco de Cotas de FIDC em 2011 35 Tabela 6 Definições das Classes de Ativo-lastro de CRI 51 Tabela 7 Securitizadoras Imobiliárias que Emitiram em 2011 52 Tabela 8 Elevações de Classificação de Risco de CRI em 2011 57 Tabela 9 Rebaixamentos de Classificação de Risco de CRI em 2011 57 Tabela 10 Securitizadoras do Agronegócio Registradas na CVM 67 Tabela 11 Ranking de Emissões de Cotas de FIDC por Montante Emitido em 2011 83 Tabela 12 Ranking de FIDC por Montante Emitido em 2011 83 Tabela 13 Ranking de FIDC por Montante de PL em 2011 84 Tabela 14 Ranking de FIDC por Montante de PL – Consolidado 84 Tabela 15 Ranking de Administradores de FIDC por Montante de PL em 2011 85 Tabela 16 Ranking de Administradores de FIDC por Número de Operações em 2011 85 Tabela 17 Ranking de Administradores de FIDC por Montante de PL - Consolidado 86 Tabela 18 Ranking de Administradores de FIDC por Número de Operações - Consolidado 86 Tabela 19 Ranking de Advogados de FIDC por Montante Emitido em 2011 87 Tabela 20 Ranking de Advogados de FIDC por Número de Operações em 2011 87 Tabela 21 Ranking de Agências de Classificação de Risco por Montante Classificado de Cotas de FIDC em 2011 88 Tabela 22 Ranking de Agências de Classificação de Risco por Número de Cotas de FIDC Classificado em 2011 88 Tabela 23 Ranking de Agências de Classificação de Risco por Montante Classificado de Cotas de FIDC – Consolidado 88 Tabela 24 Ranking de Agências de Classificação de Risco por Número de Cotas de FIDC Classificado – Consolidado 89 Tabela 25 Ranking de Auditores de FIDC por Montante de PL em 2011 89 Tabela 26 Ranking de Auditores de FIDC por Número de Operações em 2011 90 Tabela 27 Ranking de Auditores de FIDC por Montante de PL - Consolidado 90 Tabela 28 Ranking de Auditores de FIDC por Número de Operações - Consolidado 90 Tabela 29 Ranking de Custodiantes de FIDC por Montante de PL em 2011 91 Tabela 30 Ranking de Custodiantes de FIDC por Número de Operações em 2011 91 Tabela 31 Ranking de Custodiantes de FIDC por Montante de PL - Consolidado 92 Tabela 32 Ranking de Custodiantes de FIDC por Número de Operações - Consolidado 92 Tabela 33 Ranking de Estruturadores de FIDC por Montante Emitido em 2011 93 Tabela 34 Ranking de Estruturadores de FIDC por Número de Operações em 2011 93 Tabela 35 Ranking de Gestores de FIDC por Montante de PL em 2011 94 Tabela 36 Ranking de Gestores de FIDC por Número de Operações em 2011 94 Tabela 37 Ranking de Gestores de FIDC por Montante de PL - Consolidado 95 | 7
  8. 8. ÍNDICE Tabela 38 Ranking de Gestores de FIDC por Número de Operações – Consolidado 95 Tabela 39 Ranking de Líderes de Distribuição de Cotas de FIDC por Montante Emitido em 2011 96 Tabela 40 Ranking de Líderes de Distribuição de Cotas de FIDC por Número de Títulos em 2011 96Finanças Estruturadas | 2012 Tabela 41 Ranking de Emissões de CRI por Montante Emitido em 2011 99 Tabela 42 Ranking de Securitizadoras Imobiliárias por Montante Emitido em 2011 99 Tabela 43 Ranking de Securitizadoras Imobiliárias por Número de Operações em 2011 100 Tabela 44 Ranking de Securitizadoras Imobiliárias por Montante Emitido – Consolidado 100 Tabela 45 Ranking de Securitizadoras Imobiliárias por Número de Operações – Consolidado 101 Tabela 46 Ranking de Securitizadoras Imobiliárias por Preço Unitário dos CRI 101 Tabela 47 Ranking de Securitizadoras Imobiliárias por Número de Operações de CRI a Vencer 102 Tabela 48 Ranking de Advogados de Securitizadoras Imobiliárias por Montante Emitido em 2011 102 Tabela 49 Ranking de Advogados de Securitizadoras Imobiliárias por Número de Operações em 2011 103 Tabela 50 Ranking de Agências de Classificação de Risco por Montante de CRI Classificado em 2011 103 Tabela 51 Ranking de Agências de Classificação de Risco por Número de CRI Classificado em 2011 103 Tabela 52 Ranking de Agências de Classificação de Risco por Montante de CRI Classificado - Consolidado 104 Tabela 53 Ranking de Agências de Classificação de Risco por Número de CRI Classificado - Consolidado 104 Tabela 54 Ranking de Agentes Fiduciários por Montante Emitido de CRI em 2011 104 Tabela 55 Ranking de Agentes Fiduciários por Número de Operações de CRI em 2011 105 Tabela 56 Ranking de Agentes Fiduciários por Preço Unitário dos CRI 105 Tabela 57 Ranking de Agentes Fiduciários por Número de Operações de CRI a Vencer 105 Tabela 58 Ranking de Auditores de Securitizadoras Imobiliárias por Preço Unitário dos CRI 106 Tabela 59 Ranking de Auditores de Securitizadoras Imobiliárias por Número de Operações de CRI a Vencer 106 Tabela 60 Ranking de Líderes de Distribuição de CRI por Montante Emitido em 2011 107 Tabela 61 Ranking de Líderes de Distribuição de CRI por Número de Operações em 2011 107 © 2012 Uqbar A Uqbar Educação e Informação Financeira Avançada Ltda. empregou seus melhores esforços na obtenção e verificação dos dados apresentados neste documento. Nossas informações foram obtidas de fontes que consideramos fidedignas, mas sua exatidão e seu grau de integralidade e integridade não estão garantidos. A Uqbar Educação e Informação Financeira Avançada Ltda. não se responsabiliza por quaisquer perdas ou prejuízos que possam advir de informações equivocadas. Esta publicação não é uma recomendação de compra ou venda. Todos os direitos autorais inerentes ao presente documento são de propriedade da Uqbar Educação e Informação Financeira Avançada Ltda. Nenhuma das informações desta publicação pode ser copiada, reproduzida, divulgada ou transmitida, no todo ou em partes, em qualquer formato, por qualquer razão, ou por qualquer pessoa, sem citar Uqbar Educação e Informação Financeira Avançada Ltda. como fonte. | 8
  9. 9. Introdução geral
  10. 10. Introdução Quando os livros de finanças contarem a história da evolução do mercado de finanças estruturadas brasileiro, o verbete dedicado ao anoFinanças Estruturadas | 2012 de 2011 deverá indicar como destaques os novos volumes recordes de emissões de títulos, a participação significativa de algumas instituições, antes com presença modesta ou insignificante neste mercado, como é o caso da participação do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) como investidor, e a da Caixa Econômica Federal (CEF) como captadora de recursos, e a continuidade das transformações do marco regulamentar visando o aumento de transparência e de padronização. Indicarão também que, no Brasil, o segmento do mercado de finanças estruturadas que continuou a se destacar foi o de securitização de ativos, operações financeiras realizadas no país primordialmente através de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) e Companhias Securitizadoras de Crédito Imobiliário (Securitizadoras Imobiliárias). Em 2011, estes dois veículos foram responsáveis por 99,6% do total de títulos de securitização emitidos durante o ano. A diferença ficou para o terceiro tipo de emissor, as Companhias Securitizadoras de Direitos Creditórios do Agronegócio, que começaram a dar seus primeiros sinais de existência. Este Anuário apresenta uma cobertura completa da evolução deste mercado de finanças estruturadas durante o ano de 2011. Três capítulos trazem um amplo conjunto de dados quantitativos e qualitativos dos títulos deste mercado, organizados por atividade econômica. Neles são apresentados os títulos gerais, onde se destacam as cotas de FIDC, seguidos pelos títulos imobiliários, com os títulos emitidos pelas Securitizadoras Imobiliárias - os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) - em evidência, e, por fim, os títulos do agronegócio, entre eles os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA). Além destes, outros títulos também são incluídos em cada um destes capítulos. As justificativas para a inclusão encontram-se nas características que eles carregam per se, as quais estão ligadas a conceitos basilares das finanças estruturadas, como a transferência de risco e o agrupamento de ativos; e pelo fato deles muitas vezes constituírem o lastro ou ativo das operações de securitização. O conjunto dos títulos gerais, basicamente devido a sua natureza não específica e consequente aplicação em uma larga gama de segmentos, são os títulos do mercado de finanças estruturadas que, por mais um ano, tiveram o maior montante de emissão, equivalente a R$ 68,83 bilhões. Os títulos imobiliários, apesar da especificidade setorial, alcançaram um montante de emissão de R$ 35,74 bilhões, um volume expressivo que reflete a relevância crescente do setor na economia brasileira. Por último, as emissões dos títulos do agronegócio, de somente R$ 1,31 bilhão, são um indicativo dos desafios | 11
  11. 11. Introdução que este setor ainda tem pela frente em termos de evolução no mercado de capitais. A figura 1 apresenta estes montantes emitidos em 2011.Finanças Estruturadas | 2012 Emissões por Categoria (Geral, Imobiliário, Agronegócio) – 2011 (em R$ milhões) FIG. 1 Fonte: Uqbar 80.000 70.000 60.000 50.000 40.000 30.000 20.000 10.000 0 Títulos Gerais Títulos Imobiliários Títulos do Agronegócio Se mensurados através do montante consolidado de negociações em 2011, o conjunto de títulos imobiliários esteve à frente do de títulos gerais, R$ 13,63 bilhões e R$ R$ 11,60 bilhões respectivamente, seguidos por último pelos títulos do agronegócio com apenas R$ 1,57 bilhão. O número de montante de negociações contabiliza todas as negociações registradas na CETIP e/ou ocorridas na BM&FBOVESPA que aconteceram imediatamente a partir do final do processo de subscrição das emissões primárias dos títulos. A figura 2 apresenta estes montantes negociados em 2011. Negociações por Categoria (Geral, Imobiliário, Agronegócio) – 2011 (em R$ milhões) FIG. 2 Fonte: Uqbar 14.000 12.000 10.000 8.000 6.000 4.000 2.000 0 Títulos Gerais Títulos Imobiliários Títulos do Agronegócio | 12
  12. 12. Introdução No conjunto de títulos gerais, o mercado de cotas de FIDC demonstrou em 2011 um forte ritmo de expansão em alguns de seus subgrupos eFinanças Estruturadas | 2012 segmentos, dentre eles dois já apontados na edição do ano passado deste Anuário. O primeiro subgrupo inclui aqueles fundos dedicados a financiar os fornecedores de grandes empresas (FIDC de Fornecedores). Em 2011, três novos FIDC deste tipo foram estruturados e um foi liquidado, elevando o total destes fundos de sete para nove. O patrimônio líquido consolidado deste subgrupo saltou de R$ 155,6 milhões no final de 2010 para R$ 452,7 milhões no término do ano passado. A figura 3 apresenta a evolução histórica do número de fundos e do patrimônio líquido (PL) dos FIDC de Fornecedores. PL dos FIDC de Fornecedores FIG. 3 Fonte: Uqbar 500 12 450 10 400 350 8 Número de FIDC PL (R$ milhões) 300 250 6 200 4 150 100 2 50 0 0 Set 06 Dez 06 Mar 07 Jun 07 Set 07 Dez 07 Mar 08 Jun 08 Set 08 Dez 08 Mar 09 Jun 09 Set 09 Dez 09 Mar 10 Jun 10 Set 10 Dez 10 Mar 11 Jun 11 Set 11 Dez 11 PL (R$ milhões) Número de FIDC O outro tipo de FIDC que também aumentou sua participação no mercado é aquele que conta com vários cedentes que, por sua vez, pertencem a diversos segmentos da economia. São os já conhecidos fundos multi-cedentes multi-sacados cuja origem é, na sua maioria, do segmento de factoring. A evidência é de que as sociedades de fomento mercantil continuam a migrar suas atividades para o universo de FIDC por razões fiscais e pela possibilidade de alavancagem na captação de recursos. Os fundos deste segmento cresceram de um patrimônio líquido consolidado de R$ 1,91 bilhão em janeiro de 2010 para um de R$ 4,60 bilhões em dezembro de 2011. Na figura 4 é exibido um comparativo entre o ritmo de crescimento do setor de FIDC como um todo e do subgrupo dos fundos multi-cedentes multi-sacados nos últimos dois anos a partir de janeiro de 2010. | 13
  13. 13. Introdução Crescimento do PL dos FIDC Multi-cedentes Multi-sacados e da Indústria (Base 100 - Janeiro 2010) FIG. 4 Fonte: UqbarFinanças Estruturadas | 2012 250 200 150 100 50 Jan 10 Fev 10 Mar 10 Abr 10 Mai 10 Jun 10 Jul 10 Ago 10 Set 10 Out 10 Nov 10 Dez 10 Jan 11 Fev 11 Mar 11 Abr 11 Mai 11 Jun 11 Jul 11 Ago 11 Set 11 Out 11 Nov 11 Dez 11 FIDC Multi Cedentes Multi Sacados Indústria FIDC O mercado de títulos ligados ao setor imobiliário mostrou expansão ainda mais forte no ano e, entre estes títulos, o CRI, que é o principal título de securitização vinculado a este setor, figurou em destaque. Mesmo assim, apesar de mais um ano de crescimento marcante, o mercado de CRI ainda representa uma fatia pequena da quantidade consolidada de crédito imobiliário na economia. Em outros países com grau de desenvolvimento do mercado de capitais comparável ou mesmo inferior ao do Brasil, a participação relativa deste tipo de títulos no financiamento do setor é bem mais alta. O destaque do ano foi a participação do FGTS como comprador destes títulos. No total foram mais de R$ 2,50 bilhões de títulos lastreados em créditos cedidos por importantes instituições financeiras como CEF, Banco Itaú e Banco Santander. Estas operações, diferentemente da maioria realizada no mercado, tiveram como indexador a Taxa Referencial (TR) de juros e como lastro créditos originados de acordo com o Sistema Financeiro de Habitação (SFH). Entre os títulos do agronegócio, o único título de securitização, o CRA, continua tendo seu montante consolidado de emissões crescendo a taxas relevantes, porém ainda sobre uma base muito pequena, principalmente se levados em conta a importância e tamanho deste setor na economia brasileira. Em seguida aos primeiros três capítulos referentes aos mercados de títulos, o Anuário traz o capítulo referente aos rankings de emissões, emissores e prestadores de serviços para este mercado, uma vasta compilação de informações que oferece um outro tipo de análise sobre o ocorrido ao longo de 2011. Um capítulo, presente em todas as demais edições deste Anuário, foi eliminado nesta publicação: aquele que abordava o mercado de Derivativos de Crédito. A razão é evidente. Apesar de diversas tentativas de alguns | 14
  14. 14. Introdução participantes de mercado, este é um segmento do mercado de finanças estruturadas ainda inexistente no Brasil.Finanças Estruturadas | 2012 Ao se adentrar o ano de 2012, dois diagnósticos parecem presentes em boa parte das análises do cenário econômico-financeiro brasileiro. Por um lado, o quadro de baixo nível de investimento em capital fixo na economia e as limitações operacionais e regulatórias do setor bancário para atender, diretamente de seu balanço, de forma eficiente e maximizadora, toda a demanda e oferta de recursos existentes na economia, indicam a necessidade de alternativas de mercado que possibilitem o financiamento de longo prazo, voltado principalmente para os setores de infraestrutura e imobiliário. Por outro, se prevê o surgimento de um mercado mais amplo de títulos de crédito privado, como reação a uma demanda crescente dos investidores por retornos diferenciados em um ambiente de taxas de juro declinantes. Estas duas necessidades resultam em um promissor cenário para o desenvolvimento do mercado de capitais além das fronteiras historicamente estabelecidas. É justamente neste contexto que surge a importância do mercado de finanças estruturadas, que tenta aproximar de forma direta e objetiva tomadores e doadores de recursos. Veículos como o FIDC e as Securitizadoras Imobiliárias e títulos como as cotas de FIDC e os CRI se apresentam, na evolução do mercado de capitais brasileiro, como opções atraentes que podem contribuir exatamente para o atendimento de questões prementes como as diagnosticadas acima. | 15
  15. 15. capítulo UM TíTULOS GERais
  16. 16. INTRODUÇÃO Títulos Gerais Este é o primeiro de três capítulos dedicados a diferentes categoriasFinanças Estruturadas | 2012 de títulos mobiliários. Neste capítulo são abordados os títulos gerais, aqueles que não são associados especificamente a um setor de negócios, como nos casos dos títulos imobiliários e dos títulos do agronegócio. Fazem parte da categoria dos títulos gerais relacionados ao mercado de finanças estruturadas as cotas de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC), as Cédulas de Crédito Bancário (CCB) e os Certificados de Cédulas de Crédito Bancário (CCCB). As cotas de FIDC têm representado, há quase uma década, o principal título de securitização no Brasil. Os FIDC são veículos que podem e são usados como forma de captação de recursos nos mais variados setores da economia. O montante consolidado de emissões de cotas de FIDC tem crescido ininterruptamente desde 2003, com exceção para o ano de 2009. Nos últimos dois anos, o montante total emitido cresceu a taxas bastante altas, tendo saltado de R$ 12,52 bilhões em 2009 para R$ 22,87 bilhões em 1 2010, e atingido R$ 36,52 bilhões no último ano. Um ponto a destacar neste crescimento é a forma pela qual foram realizadas as distribuições destes títulos no mercado. A maior parte das emissões de 2011 foi distribuída com esforços restritos, de acordo com a Instrução CVM nº 476 (ICVM 476), ou tiveram dispensa de registro. O montante de ofertas públicas registradas reguladas pela Instrução CVM nº 400 (ICVM 400) não exibiu tendência de crescimento no último ano. Em 2011, o montante emitido de acordo com a ICVM 400 foi de R$ 6,30 bilhões, nível comparável ao dos anos anteriores, com exceção de 2009, quando o montante foi substancialmente menor. Assim como tem sido há alguns anos, os recursos captados pelos FIDC em 2011 foram investidos predominantemente em quatro tipos de ativos, compostos por créditos decorrentes: (i) de financiamentos para a aquisição de veículos automotores, tendo como tomador tanto pessoas físicas como jurídicas; (ii) de financiamentos para consumo não específico a pessoas físicas, incluindo operações com e sem consignação em folha de pagamento, cartão de crédito e cheque especial; (iii) de financiamentos a pessoa jurídica para a aquisição de bens (excluindo imóveis e veículos, já pertencentes a outras classes) e outros fins como comércio exterior, infraestrutura e desenvolvimento; e (iv) da venda financiada de um bem ou serviço realizado por pessoas jurídicas, sendo o financiamento geralmente de curto prazo, 30 a 90 dias. 1 Este número não considera as emissões do FIDC Sistema Petrobras NP. A Uqbar exclui esse fundo em todas as suas análises sobre o mercado de FIDC devido às suas características particulares, seu tamanho totalmente desproporcional com relação ao restante do mercado e o fato de que a inclusão de seus dados comprometeria seriamente a análise de desempenho do mercado. Informações sobre este fundo podem ser encontradas no Orbis. | 18
  17. 17. Títulos Gerais Conforme critério estabelecido pela Uqbar, estes créditos compõem, respectivamente, as seguintes classes de ativos investidos por FIDC (ativos-Finanças Estruturadas | 2012 lastro): Financiamento de Veículos, Crédito Pessoal, Crédito Pessoa Jurídica e Recebíveis Comerciais. Apesar do setor de FIDC ter mantido a concentração típica histórica nestas quatro classes de ativos-lastro em 2011, houve um pequeno movimento no sentido de diminuição desta concentração no último ano. Em 2010, as quatro classes de ativos-lastro dominaram 82,4% das emissões de cotas, enquanto que em 2011 esta preponderância caiu para 73,6%. Se levada em conta a classe denominada Multiclasse, a qual é composta por fundos que, em sua maioria, também investem nestas quatro maiores classes de ativo, a participação de mercado destes ativos foi de 95,3% em 2010 e 92,8% em 2011. Este pequeno recuo no grau de concentração se explica pelo crescimento em emissões da classe Prestação de Serviços Públicos, a quinta maior classe, que é formada por créditos decorrentes da prestação de serviços públicos como, por exemplo, saneamento básico. Fundos pertencentes a esta classe emitiram R$ 1,48 bilhão em 2011, contra apenas R$ 128,5 milhões no ano anterior. Fundos cujos ativos pertencem à classe Financiamento de Veículos foram os que mais emitiram no último ano, R$ 7,39 bilhões, acima dos R$ 6,32 bilhões em 2010. Porém, no ranking de ativos-lastro, esta classe perdeu participação relativa no ano, tendo sua fatia do total caído de 27,6% para 20,2%. Ao mesmo tempo, a classe Recebíveis Comerciais, mesmo tendo aumentado ligeiramente seu volume de emissão de R$ 5,62 bilhões para R$ 5,74 bilhões, foi a que mais perdeu participação relativa em 2011, decrescendo de 24,6%, quando era a segunda maior classe em 2010, para 15,7% do total, se tornando assim a quarta classe em 2011. Finalmente, a classe que mais ganhou participação relativa neste período foi Crédito Pessoa Jurídica, subindo de 13,5%, na quarta colocação em 2010, para 18,3% do total, passando para a terceira colocação em 2011, tendo seu montante de emissão crescido de R$ 3,10 bilhões para R$ 6,68 bilhões. Em relação à classe Financiamento de Veículos, a BV Financeira foi a instituição que mais captou recursos através de FIDC com este tipo de lastro. Os FIDC BV Financeira I, II, IV e VI emitiram aproximadamente R$ 4,20 bilhões em cotas no ano, sendo que somente o BV Financeira VI, lançado em 2011, emitiu R$ 2,65 bilhões. Entre os fundos pertencentes à classe Crédito Pessoal, o FIDC F ACB Financeiro teve a liderança isolada por montante emitido, equivalente a R$ 4,27 bilhões. Apesar do montante emitido ser significativo, o fundo, lançado em 2011, emitiu apenas R$ 630,6 milhões em cotas da classe sênior (cotas sênior). Os demais R$ 3,63 bilhões são títulos pertencentes à classe subordinada (cotas subordinadas). O fundo, que investe em uma carteira de empréstimos com consignação em folha de pagamento, é um | 19
  18. 18. Títulos Gerais dos dois maiores FIDC do mercado e, assim como o outro grande fundo do mercado, o FIDC BCSul Verax Multicred Financeiro, tem o Banco Cruzeiro doFinanças Estruturadas | 2012 Sul como cedente e como investidor majoritário através de posição em cotas subordinadas. Na classe Crédito Pessoa Jurídica tiveram destaque as emissões do FIDC Insumos Básicos da Indústria Petroquímica, que totalizaram R$ 1,02 bilhão, tendo como cedente a Petrobras. Na classe Recebíveis Comerciais, a que apresentou o maior número de fundos emissores em 2011, um total de 85, duas operações merecem menção pelos valores e por serem de fundos que já estão em funcionamento há alguns anos. O FIDC For-te, que tem como cedentes empresas fornecedoras de bens e serviços para as empresas do Grupo Telefônica, devedoras dos créditos do fundo, emitiu R$ 1,62 bilhão em cotas no ano; enquanto que o FIDC Caterpillar do Segmento Industrial II, que tem a Caterpillar como cedente, emitiu R$ 1,57 bilhão, sendo R$ 858,6 milhões em cotas sênior e R$ 709,5 milhões em cotas subordinadas –outro fundo com um alto índice de subordinação. Finalmente, vale também destacar o FIDC Cedae, da classe Prestação de Serviço Público, que emitiu R$ 1,22 bilhão, sendo R$ 1,14 bilhão em cotas sênior e R$ 76,2 milhões em cotas subordinadas. Outro indicador de crescimento no mercado de cotas de FIDC como um todo é o referente ao montante consolidado anual de emissões de novos fundos, ou seja, emissões apenas de FIDC que emitiram pela primeira vez no respectivo ano. Em 2011 este indicador alcançou R$ 22,84 bilhões (62,6% do total), contra R$ 12,66 bilhões em 2010 (55,4% do total) e R$ 6,06 bilhões em 2009 (48,4% do total). O número de fundos registrados na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) também vem subindo anualmente, atingindo 110 em 2011, contra 99 no ano anterior. Os registros de depósitos e de estoque de cotas de FIDC na CETIP indicaram forte expansão em 2011. Já tendo saltado de R$ 1,85 bilhão em 2009 para R$ 9,06 bilhões em 2010, o nível de depósitos atingiu R$ 12,97 bilhões em 2011. Já o montante em estoque, que se encontrava em R$ 14,54 bilhões no final de 2010, pulou para R$ 25,42 bilhões em dezembro do ano passado. Entre as principais classes de ativo-lastro, as alterações mais significativas entre 2010 e 2011 são de aumento de PDD/DC para Crédito Pessoa Jurídica e diminuição do mesmo indicador para Recebíveis Comerciais. Conforme ilustrado por dois tipos de gráficos neste capítulo, estas mudanças podem ser detectadas tanto através da leitura deste índice para estas classes no final de cada ano, como pela interpretação do comportamento da variação mensal deste índice normalizado ao longo do ano. | 20
  19. 19. Títulos Gerais Na avaliação do rendimento esperado das emissões de cotas de FIDC em 2011 com classificação de risco AAA e AA e duration entre 1,5 e 3,5 anosFinanças Estruturadas | 2012 das principais categorias de ativo-lastro, percebe-se um pequeno aumento do spread mínimo registrado em relação a 2010. A exceção ficou por conta da classe Crédito Pessoal, que teve seu spread mínimo para as emissões AAA reduzido de 193, em 2010, para 127 no último ano. Este spread em 2011 ocorreu em uma emissão da cota sênior do FIDC Fênix de Varejo, cujos cedentes são as Lojas Americanas e a empresa B2W e cujos recebíveis são contratos de cartão de crédito que tem pessoas físicas como devedores. Vale apontar também que, para as emissões de cotas em 2011 da classe Recebíveis Comerciais, as duas emissões AAA saíram com um spread superior àquele de todas as emissões AA. Analisando-se a composição dos investidores de cotas de FIDC no mercado primário em 2011, tomando como base 55,6% do total das emissões no ano, referente às informações às quais a Uqbar teve acesso, percebe-se uma pequena diminuição da participação relativa à categoria dos fundos de investimento em relação a 2010. Naquele ano esta participação tinha sido de 34,0% do total, caindo agora para 27,7%. Por outro lado, a participação da categoria das instituições ligadas à distribuição das cotas e pessoas físicas e jurídicas e instituições financeiras vinculadas aos originadores dos créditos ficou em 30,1%. Ainda relevante, entidades de previdência tiveram mais uma vez uma participação tímida, de 3,5%, e o Fundo Garantidor de Crédito se viu detentor de 1,7% das cotas emitidas no ano. No ambiente de mercado secundário, o montante anual de cotas negociadas registrado na CETIP e BM&FBOVESPA voltou a subir um pouco depois de três anos em queda. De 2007 a 2010, o montante negociado anual caiu de forma aproximadamente linear de R$ 4,36 bilhões para R$ 1,24 bilhão. Em 2011, o montante aumentou para R$ 2,61 bilhões. O mercado secundário de cotas de FIDC continua com um nível de liquidez muito reduzido, principalmente se medido pelo número de negócios. Este comportamento diverge da tendência de expansão no mercado apontada pelos números de emissão, patrimônio líquido, depósitos e estoque. Há fatores estruturais que podem explicar este fenômeno como, por exemplo, a ausência de participantes dedicados ao mercado secundário. Mas o principal avanço necessário para a evolução do secundário está relacionado aos aspectos informacionais deste setor. O efetivo monitoramento de investimentos nestes títulos e a capacidade de se desenvolver seu apreçamento de forma consistente com seu risco decorrem, em um primeiro plano, do nível de transparência neste mercado, principalmente no tocante ao lastro das operações. A Uqbar espera que a partir de 2012, com a totalidade dos fundos em operação no país divulgando | 21
  20. 20. Títulos Gerais mensalmente dados mais detalhados sobre o desempenho de seus ativos, através do novo formato de Informe Mensal estipulado pela Instrução CVMFinanças Estruturadas | 2012 nº 489, uma importante barreira tenha sido vencida. Vale, no entanto, frisar a dificuldade ainda existente de obtenção de forma simples e prática de dados elementares como, por exemplo, os valores patrimoniais das cotas, na frequência compatível com a dinâmica de um mercado secundário robusto, ou seja, diariamente. Em 2011, mais uma vez, instituições financeiras brasileiras predominaram no papel de cedentes de direitos creditórios no setor de FIDC. Desta vez, este segmento de atividade econômica correspondeu a uma fatia de 65,3% do mercado quando medido pelo montante total emitido, uma expansão desta participação se comparada aos 57,0% referentes a 2010. Esta preponderância advém do peso das classes Financiamento de Veículos e Crédito Pessoal no setor como um todo. Vale aqui a observação de que, apesar da utilização crescente da securitização, por parte das instituições financeiras, como forma de captação de recursos, esta tendência não tem sido constatada, no mesmo passo, em relação ao crédito imobiliário. Conforme será abordado no capítulo de Títulos Imobiliários, no Brasil, diferentemente de outros países, os principais cedentes de créditos imobiliários para operações de securitização são as empresas do setor imobiliário. Finalizando a parte referente às cotas de FIDC, no que diz respeito à qualidade de crédito dos ativos investidos por estes fundos, dois grupos de indicadores apresentam conclusões divergentes. A análise do grupo de indicadores que relatam a evolução dos montantes consolidados de provisões para devedores duvidosos (PDD) e de créditos vencidos e não pagos (Atrasos) do setor de FIDC aponta para uma tendência de ligeira melhora no desempenho deste mercado ao longo de 2011. PDD e Atrasos são indicadores associados aos níveis de inadimplência e crescem de forma inversamente proporcional ao bom desempenho. Em 2011, ambos indicadores cresceram, de forma paralela, em termos absolutos, mas decresceram em termos relativos, tanto em comparação ao montante consolidado de direitos creditórios (DC) como ao de patrimônio líquido. Os quocientes PDD/DC e Atrasos/DC caíram, respectivamente, de 5,7% e 8,0%, em dezembro de 2010, para 4,9% e 6,5%, no final de 2011. Por outro lado, tomando-se como base exclusivamente o número de ações de elevação e de rebaixamento das agências de classificação de risco, chega-se à conclusão de que em 2011 o quadro geral apresenta tendência de ligeira piora. Enquanto cinco cotas (quatro sênior e uma mezanino), todas de fundos diferentes, tiveram um total de cinco elevações de classificação realizadas por duas agências, dezesseis cotas (sete sênior, cinco mezanino, | 22
  21. 21. Títulos Gerais duas subordinadas e duas únicas), de oito fundos diferentes, tiveram um total de 18 rebaixamentos realizados por quatro agências.Finanças Estruturadas | 2012 É importante ressaltar que os dois grupos de indicadores aplicam-se a universos diferentes. Enquanto que o primeiro cobre todos os fundos em operação no país, o segundo aplica-se apenas àqueles fundos que têm suas cotas classificadas pelas agências. Avançando a análise para os outros dois títulos gerais, o mercado de CCB voltou a dar demonstração de força em 2011, retomando trajetória ascendente em seus níveis de depósito, estoque e negociações registrados na CETIP. Este movimento de alta reflete, de certa forma, a tendência de aumento no nível geral de crédito na economia. A CCB é um título de crédito geral, não vinculado a um setor de negócios específico, e muito utilizado para operações de crédito em geral. Este título está associado ao mercado de Finanças Estruturadas tanto por fazer parte de carteiras de recebíveis de FIDC como por se caracterizar como um instrumento per se de captação de recursos com possíveis estruturas de garantias atreladas. O nível de depósitos anuais de CCB na CETIP subiu pelo segundo ano consecutivo, estabelecendo novo recorde histórico. Em 2011 foram depositados R$ 31,87 bilhões, contra R$ 21,39 bilhões no ano anterior. A cifra recorde até então era de R$ 23,15 bilhões, referente a 2008. O montante em estoque na mesma câmara também atingiu novo recorde histórico, registrando R$ 22,53 bilhões em dezembro de 2011, versus R$ 18,18 bilhões no final do ano anterior. Finalmente, o montante anual de negócios registrados na CETIP voltou a crescer depois de três anos de queda, alcançando R$ 8,48 bilhões em 2011, contra R$ 6,57 bilhões no ano anterior. A cifra anual recorde permanece sendo a de 2007, com R$ 11,95 bilhões. O mercado de CCCB, por sua vez, continuou apresentando tendência de queda em todas as suas variáveis no último ano. Os CCCB funcionam como instrumento de transferência de risco, ao permitir que instituições financeiras possam agrupar e vender as cédulas que estas detêm em seus ativos. A leitura que se faz, frente ao comportamento em expansão do mercado de CCB, é a de que houve não só uma menor demanda no mercado pelos certificados de cédulas, como também uma menor necessidade, por parte das instituições financeiras, de transferência de risco de seus balanços através desta ferramenta financeira de agrupamento. Em 2011, depósitos de CCCB na CETIP somaram R$ 445,7 milhões, contra R$ 1,06 bilhão em 2010. O nível de estoque fechou o ano em R$ 898,2 milhões, abaixo do R$ 1,39 bilhão do final do ano anterior. Por fim, os negócios no secundário totalizaram apenas R$ 489,9 milhões, menos de um terço da cifra de R$ 1,52 bilhão referente ao ano de 2010. | 23
  22. 22. COTAS DE FUNDOS DE INVESTIMENTOEM DIREITOS CREDITÓRIOS (FIDC)Esta seção apresenta informações sobre cotasde FIDC. Inclui um resumo dos principaistermos e condições destes títulos e dados eestatísticas sobre emissões, registros na CVM ena CETIP, desempenho dos direitos creditórios,spreads, investidores, negociações no mercadosecundário, cedentes e as elevações erebaixamentos realizados pelas agências declassificação de risco para este mercado no anode 2011.

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