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O Brasil conseguiu rapidamente se tornar uma economia estável.
Apesar dos riscos da valorização de sua moeda, o mercado
doméstico, impelido pelo desenvolvimento da classe média,
continuou a ser a espinha dorsal da economia brasileira. A forte
presença do Brasil no mapa global é evidenciada pelo fato de que
60% dos entrevistados pretendem investir no País no curto prazo.

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  1. 1. Growing BeyondA hora de investirPesquisa de atratividade Ernst & Young — 2012Brasil TM Rio 2016
  2. 2. Emerging Markets CenterO Emerging Markets Center é o centro de excelênciada Ernst & Young que conecta você com rapidez eeficiência às economias de crescimento mais aceleradodo mundo. Nosso contínuo investimento nelas nos permitecompartilhar a amplitude de nosso conhecimento por meiode um amplo leque de iniciativas, ferramentas e aplicativos,oferecendo às empresas, tanto em mercados maduroscomo emergentes, uma abordagem em profundidadee transnacional sustentada por nossa estrutura inovadorae altamente integrada globalmente.Para mais informações sobre mercados emergentes,consulte http://www.emergingmarkets.ey.com
  3. 3. A hora de investirPesquisa de atratividade Ernst & Young — 2012Brasil Índice 3 Introdução 4 Sumário executivo 7 Dados informativos sobre o Brasil 8 Panorama da economia mundial 8 Esperança, de fato 10 Posicionando o Brasil na economia mundial 10 IED global supera a média pré-crise, mas a incerteza persiste 12 Um ano recorde 14 Desempenho em 2011: IED atinge nível recorde no Brasil 16 IED por função 18 IED por setor 28 Para onde: Sudeste lidera IED; Nordeste é promessa para o futuro 30 De onde: os investidores de IED do Brasil 32 Planos dos investidores para 2013: maioria tem o Brasil em mente 34 Grande momento 36 Brasil: líder da América Latina 39 Cidades brasileiras: a liderança inconteste de São Paulo 42 Intensificar o crescimento 44 Forte confiança no Brasil em 2015 45 Os setores mais atraentes do Brasil no futuro: serviços de apoio à indústria 48 Visão de longo prazo: a necessária diversificação 50 Plano de ação para o Brasil 56 Metodologia Pesquisa de atratividade do Brasil - Ernst & Young - 2012 A hora de investir 1
  4. 4. Ponto de vista Tempo de inovar Mauro Borges, presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) Em 2004, o governo brasileiro decidiu mobilizar esforços para realizar plenamente o potencial da indústria nacional, promovendo a execução das estratégias para essa área em linha com as políticas de ciência, tecnologia, inovação e de comércio exterior. Foi com essa missão que surgiu a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI). A agência, ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), busca atuar como elo entre os setores público e privado, contribuindo para o desenvolvimento sustentável do País por meio de ações que ampliem a competitividade da indústria. “A missão não é simples, pois temos de superar os Por sua dimensão gargalos criados pelos custos de produção”, diz o continental, presidente da ABDI, Mauro Borges. “Na indústria manufatureira no Brasil, temos gargalos relacionados o Brasil tem tanto ao custo do capital e do trabalho quanto ao custo enorme relevância de insumos básicos. Parte disso decorre da tributação incidente sobre os fatores de produção e sobre os aos olhos insumos básicos. É uma herança do processo de do mundo industrialização brasileiro que tem de ser removida.” Borges cita como exemplo a tarifa de energia para o setor industrial. “Cerca de 50% do custo decorrem de tributação. É bem mais do que o preço médio da energia nos países concorrentes diretos do Brasil”, afirma. Outro ponto é o custo do trabalho. “Basta lembrar que o custo para a empresa é quase duas vezes o salário que o empregado recebe.” A intensificação da concorrência estrangeira, em um contexto de crise internacional e incerteza na recuperação da demanda global, dificulta o avanço da indústria brasileira – que cresceu apenas 1,6% em 2011. No entanto, segundo o presidente da ABDI, o Brasil está posicionado para se tornar um líder global em manufatura – expectativa manifestada por muitos empresários estrangeiros – porque detém um elemento decisivo para a indústria do século 21: a base de conhecimento científico das novas tecnologias. Por um lado, afirma Borges, o País tem centros de conhecimento de excelência para sustentar essa indústria em setores estratégicos, como a biotecnologia e a microeletrônica. Por outro, está ampliando o financiamento para que esse conhecimento se transforme em ações concretas. “Felizmente, temos o BNDES, o segundo maior banco de desenvolvimento do mundo, que está aprimorando e reformulando suas linhas voltadas para a inovação tecnológica. E temos a financiadora de estudos e projetos, a Finep, que está voltando fortemente sua ação para o crédito – está promovendo uma reestruturação de suas linhas de financiamento e passando da subvenção para o crédito.” O desenvolvimento da indústria vai ao encontro de uma nova realidade econômica que colocou o País definitivamente no mapa dos investimentos estrangeiros. “O evento mais transcendente da última década é nossa transformação em um país de classe média, com um mercado crescente de consumo de massa. Pela dimensão continental do Brasil, isso tem enorme relevância aos olhos do mundo.” Se esse foi o maior avanço dos últimos tempos, há também um obstáculo principal, na opinião de Borges: o gargalo da infraestrutura. “Esse aspecto encerra dois grandes desafios: a infraestrutura de capital físico — particularmente a área de logística de transporte — e a infraestrutura de capital humano. O País tem um déficit muito elevado de formação básica e técnica ante os requisitos da indústria manufatureira do século 21”, afirma. “Esse é o problema que ameaça nossa capacidade de dar o grande salto de desenvolvimento que esperamos.”2 Pesquisa de atratividade do Brasil - Ernst & Young - 2012 A hora de investir
  5. 5. IntroduçãoIntrodução Tom McGrath Jorge Menegassi Vice-presidente sênior para as Américas - CEO, América do Sul e Brasil Mercados - Ernst & Young Ernst & YoungO Brasil conseguiu rapidamente se tornar uma economia estável. Acreditamos que a próxima fase da competição do investimentoApesar dos riscos da valorização de sua moeda, o mercado estrangeiro direto (IED) terá como alvo atividades menos exploradasdoméstico, impelido pelo desenvolvimento da classe média, como o estabelecimento de sedes de operações, centros de pesquisacontinuou a ser a espinha dorsal da economia brasileira. A forte e desenvolvimento (P&D) e serviços inovadores para empresas,presença do Brasil no mapa global é evidenciada pelo fato de que impulsionadas pela cultura empreendedora e um ambiente60% dos entrevistados pretendem investir no País no curto prazo. político estável.O Brasil lidera os índices de atratividade na América Latina com O panorama para o Brasil como um destino de IED é promissor,quase sete em cada dez líderes empresariais declarando que com 83% dos investidores acreditando que a atratividade vaio País é o lugar mais atraente para estabelecer operações. melhorar nos próximos três anos. Os investidores percebemO crescente consumo doméstico de bens e serviços e uma ampla o Brasil como um futuro líder no setor energético até 2020,base de recursos naturais e industriais são o fundamento da com uma infraestrutura substancialmente melhorada, e esperameconomia brasileira. melhorias no sistema educacional para suprir a carência de mão de obra especializada e desenvolver capacidade de inovação.A imagem do Brasil como país rico em commodities atrai De mais a mais, a realização no Brasil da Copa do Mundo da Fifa eminvestimento estrangeiro, o que cria desafios como o efeito colateral 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016 atrairá investidores de todos osindesejado de valorizar a moeda do País. Para manter o ímpeto e setores. Mas o Brasil também precisa se esforçar para garantir umdiminuir os riscos ao Brasil dos efeitos colaterais de sua riqueza em ambiente operacional seguro e tranquilo, aumentar a transparência,commodities, o governo precisa continuar a implementar medidas reduzir a corrupção e criar uma estrutura fiscal simplificada.para diversificar a economia para atividades inovadoras e devalor agregado. Falta de mão de obra qualificada, taxas de juros Nossa primeira edição da pesquisa sobre atratividade do Brasilaltas e sistema fiscal complexo são outros desafios importantes inclui uma seção sobre a próxima fase de crescimento do País —que se apresentam para a economia brasileira. impulsionado pela indústria e pelo setor de serviços — e também uma análise dos setores-chave de crescimento, que, acreditamos,Em termos de prioridades regionais, São Paulo é nitidamente impulsionarão o IED.mais atraente para a maioria dos investidores. Em nossa pesquisa,mais de 55% dos investidores nomearam São Paulo como a região Gostaríamos de agradecer a todos os tomadores de decisõesmais atraente no Brasil, seguida pelo Rio de Janeiro (26%). e profissionais da Ernst & Young que se prontificaram a partilharO desenvolvimento de cidades de segundo escalão e sua promoção seus pensamentos conosco.para investidores estrangeiros são decisivos para o Brasil conseguirdisseminar os benefícios de seu desenvolvimento econômicode maneira mais equitativa. Pesquisa de atratividade do Brasil - Ernst & Young - 2012 A hora de investir 3
  6. 6. Sumário executivoSumário executivoPanorama da economia mundial O investimento estrangeiro no BrasilEsperança, de fato Um ano recorde• Esperança, de fato • O Brasil entre os cinco principais do mundo em IEDSaindo da crise financeira, a economia global iniciou 2011 em modo O Brasil é o segundo destino global mais popular em termos dede recuperação, reconhecidamente fraco e desequilibrado, mas valor de IED e o quinto em termos de projetos de IED. O númeromesmo assim com alguma esperança e otimismo. As perspectivas de projetos de IED no Brasil cresceu 39% em 2011,para umda economia mundial podem depender de os mercados de rápido número recorde de 507. Esses projetos criaram estimadoscrescimento (RGMs, na sigla em inglês) continuarem sendo os vetores 161.166 empregos.de crescimento e recuperação. O grupo de 25 RGMs que monitoramosna Ernst & Young como um todo deve se recuperar para alcançar • A produção traz 75% dos empregos, os serviços trazemum crescimento do PIB total de 5,9% em 2013 e 6,5% em 2014. 52% dos projetosProjeções feitas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) em sua Investidores entraram no Brasil para montar fábricas e tambématualização trimestral apontam uma expansão da economia global para aproveitar o rápido crescimento do setor de serviços em 2011.de 3,5% e 3,9% em 2012 e 2013, respectivamente. Apesar de a atividade industrial ter trazido a maioria dos empregos (75% do total de empregos), as atividades de serviço impulsionaram• IED global supera média pré-crise, mas a incerteza prevalece uma quantidade significativa de projetos (52% do total de projetos).Apesar das perturbações econômicas mundiais, os aportes Mas o Brasil ainda precisa melhorar sua atratividade para funçõesglobais totais em IED cresceram 16% em 2011 – de sua base estratégicas (escritórios centrais, centros de P&D e desenvolvimentoreconhecidamente baixa em 2010 – para US$ 1,5 trilhão, e educação e treinamento). Em 2011, o Brasil recebeu somentesegundo a Conferência das Nações Unidas sobre o Comércio 25 projetos estratégicos.e o Desenvolvimento (UNCTAD). Os aportes de IED se recuperaramem todos os principais grupos econômicos: economias desenvolvidas, • De onde?em desenvolvimento e em transição. A UNCTAD calcula que os fluxos Estados Unidos, Reino Unido, Japão, Alemanha e Espanhade IED crescerão moderadamente em 2012, para aproximadamente responderam por 59% dos projetos de IED em 2011. A ChinaUS$ 1,6 trilhão, com base nas perspectivas correntes de fatores está despontando como um forte parceiro do Brasil, registrando-sesubjacentes, incluindo crescimento do PIB e efetivos em caixa um aumento no investimento e nos laços comerciais entrede corporações transnacionais. os dois países. • Desempenho em tecnologia da informação e das comunicações Fatos (TIC) e serviços empresariais: rumo a uma atratividade baseada em serviços? 2°:  Brasil é o segundo destino global mais atraente em termos O setor de TIC gerou 105 projetos de IED no Brasil em 2011. O setor de TIC despontou como o quarto maior em termos de criação de de valor de IED e o quinto em termos de número de projetos. empregos no Brasil em 2011, com 17.724 empregos. Os serviços 507 projetos de IED foram registrados no Brasil em 2011, empresariais atraíram 53 projetos em 2011, constituindo 10% dos projetos de IED totais, 8% mais que em 2010, um recorde. Os serviços um aumento de 39% desde 2010. financeiros atraíram 35 projetos de IED em 2011 (7% do total), ante 161.166 empregos foram criados no Brasil como 20 projetos em 2010. resultado de investimentos estrangeiros diretos. • São Paulo continua a ser a líder inconteste em IED 52% dos projetos de IED no Brasil foram gerados por A principal região para IED no Brasil é a Sudeste; São Paulo tem recebido a maior parte do interesse (26% dos projetos de IED). atividades de serviços. O Rio de Janeiro vem em segundo com 8% dos projetos. 26% dos projetos de IED estão estabelecidos em São Paulo. O terceiro destino é Curitiba com somente 2% dos projetos. A Região Nordeste também está se destacando rapidamente no radar do IED; atraiu 93 projetos de investimento e criou mais de 57.000 empregos entre 2007 e 2011. • Planos dos investidores para 2013 Sessenta por cento dos líderes empresariais pesquisados indicaram um panorama positivo sobre a instalação de operações no Brasil no futuro próximo; 33% deles ressaltaram planos firmes de estabelecer atividades no País.4 Pesquisa de atratividade do Brasil - Ernst & Young - 2012 A hora de investir
  7. 7. O Brasil na visão dos investidores O futuro da atratividade do BrasilGrande momento Intensificar o crescimento• Brasil, o mercado mais atraente do continente • Ação 1: melhorar a competência profissional e garantirSetenta e oito por cento dos entrevistados para a pesquisa nomearam o ambiente operacionalo Brasil como o país mais atraente. Oitenta e sete por cento dos Dos pesquisados, 28,8% consideram o desenvolvimento dainvestidores consideram o tamanho do mercado do Brasil seu ativo educação e das habilidades profissionais a medida prioritáriamais interessante. A sólida cultura empreendedora do Brasil (citada para aumentar a atratividade do Brasil.por 71,9% dos entrevistados) fortaleceu ainda mais sua posiçãocomo principal escolha de companhias estrangeiras. • Ação 2: construir capacidade de inovação e diversificar setores• Um líder em energia em formação Para construir sua capacidade de inovação, o Brasil precisaO setor de petróleo e gás do Brasil será a força motriz do crescimento focar em melhorar a educação e treinamento em novasdo País nos próximos anos, segundo 44,2% dos investidores. tecnologias segundo 60,3% dos investidores. Nossos painéisAssombrosos 30,1% dos investidores esperam que o Brasil seja de investidores também pensam que o Brasil devia aumentaro líder no setor de energia até 2020, uma visão motivada pela os incentivos fiscais para companhias inovadoras (29,7%)descoberta das reservas do pré-sal. e desenvolver programas de pesquisa conjuntos (26,1%). Essas medidas ajudarão a desenvolver uma economia mais• Questões sobre conhecimentos especializados, custos diversificada, reduzindo a exposição à volatilidade dos e condições operacionais mercados de commodities (vistos como o principal setorA capacitação da mão de obra ocupa o quinto lugar nos critérios na promoção do crescimento por 44,2% dos investidores).mais atrativos do Brasil. O item custos trabalhistas fica muito maisabaixo (10º, 40% não o consideram atraente), pouco acima do • Ação 3: promover as regiões do Brasilambiente político, legislativo e administrativo (11º, 41% não As cidades brasileiras de menor porte não estão atualmente noo consideram atraente). O sistema de transporte de alto custo e radar dos investidores. Dos pesquisados, 39% não conseguirambaixa qualidade permanece sendo o fator fraco para investidores indicar uma preferência forte por cidades exceto São Paulo(só 43,4% o mencionaram como atraente). e Rio de Janeiro. Entretanto, Curitiba e Belo Horizonte foram citadas 24,5% e 20,2%, respectivamente. Quando perguntados• Forte confiança no futuro sobre projetos para aumentar a atratividade de cidadesQuase 83,4% dos pesquisados acreditam que a atratividade do Brasil brasileiras, o desenvolvimento da infraestrutura foi a primeiravai melhorar nos três próximos anos. resposta de 55,8% dos pesquisados. Percepções 78% dos entrevistados para a pesquisa percebem o Brasil como o país mais atraente da América Latina. 60% dos líderes empresariais entrevistados estão estudando o estabelecimento de operações no Brasil (em 2013). 30% dos investidores esperam que o Brasil seja o líder no setor de energia até 2020, uma visão provocada pela descoberta das reservas do pré-sal. 60% dos entrevistados consideram o desenvolvimento da educação em novas tecnologias como o principal motor para aumentar a capacidade de inovação do Brasil. 56% dos líderes empresariais consideram que o desenvolvimento da infraestrutura é a prioridade para aumentar a atratividade das cidades de menor porte brasileiras. Pesquisa de atratividade do Brasil - Ernst & Young - 2012 A hora de investir 5
  8. 8. Sumário executivo Foto: vista panorâmica de praia em Fernando de Noronha. Foto da capa: litoral arenoso, Brasil.6 Pesquisa de atratividade do Brasil - Ernst & Young - 2012 A hora de investir
  9. 9. Informações sobre o BrasilCapital Administração Países fronteiriçosBrasília, situada na O Brasil tem 26 Estados e Argentina, Bolívia, Colômbia, GuianaRegião Centro-Oeste um Distrito Federal Francesa, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela Superfície territorial 8.459.417 km quadrados População (julho 2012) 205,7 milhões (quinto país mais populoso do mundo) Proporção da população 84,6% urbana (2011) Estrutura etária (2011) 0–19 anos (32,8%); 20–54 anos (50,9%); 55 e acima (16,3%) Língua oficial: português. Línguas Nota: outras línguas comuns no Brasil incluem espanhol (áreas fronteiriças e escolas), alemão, italiano, japonês, inglês e um grande número de línguas de minorias ameríndias. Presidente Dilma Rousseff (desde 1º de janeiro de 2011) Vice-presidente Michel Temer (desde 1º de janeiro de 2011) US$ 2,5 trilhões (sexta maior economia do mundo) PIB (2011) O FMI espera que o Brasil se torne a quinta economia até 2017, com PIB de US$ 3,3 trilhões PIB – taxa de crescimento real (2011) 2,7% PIB per capita – PPP (2011) US$ 11.600 Distribuição da renda familiar – 51,9 índice Gini (2012) Brasil: Agricultura (5,5%); Indústria (27,5%); Serviços (67%) Composição do PIB por setor (2011)► China: Agricultura (10,1%); Indústria (46,8%); Serviços (43,1%) Índia: Agricultura (17,2%); Indústria (26,4%); Serviços (56,4%) Dívida pública (2011) Brasil: 54,4% do PIB, China: 43,5% do PIB, Índia: 51,6% do PIB Força de trabalho (2011) 104,3 milhões Taxa de desemprego (2011) 6,0% Inflação (2011) 6,5% BM&FBOVESPA Bolsa de valores (terceira maior do mundo em valor de mercado; principal bolsa da América Latina) Banco central Banco Central do Brasil Taxa SELIC (taxa básica de juro) 8% (julho de 2012) Imposto de renda da pessoa jurídica 34% Imposto de renda da pessoa física 27,5% Imposto sobre valor agregado 0%–25% Aeroporto Internacional de Brasília Principais aeroportos internacionais► Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim (Galeão), Rio de Janeiro Aeroporto Internacional de Guarulhos, São Paulo Principais portos Ilha Grande (Gebig), Paranaguá, Rio Grande, Santos, São Sebastião e Tubarão Principais cidades São Paulo, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e Santos Zona horária Três horas atrás do Greenwich Mean Time (GMT) Moeda Real Taxa de câmbio (2011) 1 US$ = 1,67251 BRL, 1 INR = 0,03557 BRL, 1 CNY = 0,258875 BRL Pesquisa de atratividade do Brasil - Ernst & Young - 2012 A hora de investir 7
  10. 10. Panorama daeconomia mundialEsperança, de fatoSaindo da crise financeira, a economia global por commodities e uma desaceleração das procuram participar desse crescimentocomeçou 2011 em modo de recuperação, exportações de bens manufaturados causada projetado e os próprios mercadosreconhecidamente fraca e desequilibrada, pelos desdobramentos na Europa. emergentes estão usando sua posiçãomas mesmo assim com alguma esperança financeira favorável para promover Embora espere-se que muitos RGMs tenhame otimismo1. No entanto, a recuperação da o desenvolvimento. uma expansão mais lenta em 2012, deeconomia global começou a desacelerar 4,9%, estas economias devem continuar Existem diferenças nacionais e regionaisno segundo semestre do ano com as como motores da recuperação global, entre as economias emergentes, eperspectivas se limitando, a confiança do com crescimento em aceleração no médio surgem neste ano diferenças significativasinvestidor do consumidor se enfraquecendo prazo. O grupo de 25 RGMs monitorado de crescimento. Espera-se que os RGMsde novo e os riscos crescendo de pela Ernst & Young deve reagir e alcançar asiáticos tenham taxa de crescimentomaneira acentuada no quarto trimestre. um crescimento do PIB de 5,9% em 2013 mais alta, de 6,2%, em 2012, emO crescimento econômico em muitas e 6,5% em 2014. comparação com RGMs nas regiões EMEIAeconomias desenvolvidas atingiu uma e Américas, que devem crescer 4% e 3,2%,calmaria perto do fim de 2011, uma vez que O surgimento contínuo de uma classe respectivamente. Em 2013, espera-se ummuitas economias ocidentais ficaram face média economicamente ativa, combinado crescimento forte do Brasil (5,1%) e Chilea face com a probabilidade de uma dupla com uma demografia favorável, alimenta (4,8%) nas Américas; Índia (7,5%),recessão. As incertezas aumentadas na o crescimento da demanda doméstica, Cazaquistão (7%) e Catar (6%) na EMEIA;União Monetária Europeia, a persistência que está na espinha dorsal do crescimento e China e Hong Kong (8,3%), Vietnã (6,9%),de altas dívidas soberanas e dos respectivos do mundo em desenvolvimento. Um Indonésia (6,6%) e Tailândia (6,5%) na Ásia.planos de austeridade que agora mostram aumento contínuo do comércio entreseu verdadeiro impacto no crescimento mercados emergentes ajudará a isolar O FMI, em sua atualização trimestral de julhodo PIB são as principais forças que impedem ainda mais o desenvolvimento econômico de de 2012, projeta que a economia globalrecuperação econômica no Ocidente. desdobramentos desfavoráveis no Hemisfério se expandirá 3,5% e 3,9% em 2012 e 2013, Ocidental. Os mercados em desenvolvimento respectivamente, ante um crescimentoAs economias em rápido crescimento que dependem de exportações de energia projetado de 3,5% e 4,1% em abril de 2012mostraram recentemente certo poderão enfrentar algumas variações no para esses anos. Nosso mapa mostra as taxasarrefecimento de sua trajetória de curto prazo; no entanto, o panorama de de crescimento do PIB projetadas tanto paracrescimento sem precedentes, primeiro médio e longo prazo continua fortemente as importantes zonas econômicas ocidentaiscom o impacto da crise financeira e, mais positivo, já que os preços da energia devem como para RGMs, com o Brasil continuandorecentemente, com a redução da demanda subir ainda mais. Os investimentos em nitidamente a superar as expectativas mercados emergentes continuarão fortes de crescimento do Ocidente e de cerca1. Rapid-growth markets forecast, Ernst & Young, julho 2012. na medida em que companhias ocidentais da metade das economias emergentes.8 Pesquisa de atratividade do Brasil - Ernst & Young - 2012 A hora de investir
  11. 11. Panorama da economia mundialFoto: Pantanal, Brasil.Somando tudo: surgem sinais de recuperação, mas os riscos persistem Mundo RGMs 3,9 3,5 3,9 6,3 4,9 5,9 Rússia 4,3 4,0 3,1 Reino Unido 0,7 0,2 1,4 Zona do euro 1,5 -0,3 0,3 EUA Japão 1,7 2,0 2,3 -0,7 2,4 1,5 China México 9,2 7,5 8,4 Índia 3,9 3,8 3,8 7,5 5,7 7,5 Colômbia 5,9 4,5 4,2 Brasil 2,7 2,2 5,1 África do Sul Argentina 3,1 2,8 3,8 Chile 5,9 4,7 4,8 8,9 3,3 3,5 Taxas reais de crescimento do PIB (%) 2011 2012 2013Fontes: World Economic Outlook (WEO): Growth resuming, dangers remain, abril de 2012, IMF 2012; Rapid-growth markets forecast, Ernst & Young, julho de 2012. Pesquisa de atratividade do Brasil - Ernst & Young - 2012 A hora de investir 9
  12. 12. Panorama da economia mundialPosicionando o Brasil na economia mundialEm razão da estabilidade macroeconômica Entretanto, no médio prazo, as projeções contracíclicas em preparação no ladoe da crescente demanda doméstica do são de que o crescimento avançará para positivo. Outros fatores, como o crescenteBrasil, o País suportou as ondas de crise com 5,1% em 2013 para 4,8% em 2014, impelido comércio do País com a China e algumaresiliência2. Após uma breve pausa no 3T em grande parte pelo consumo doméstico. recuperação da economia americana,de 2011, a economia brasileira retornou Medidas de sustentação do crescimento também beneficiarão o Brasil.ao crescimento nos meses finais do ano, como o rebaixamento das taxas dosuma vez que os gastos domésticos reagiram empréstimos pelo Banco Central e medidas Para se alcançar as metas ambiciosasem resposta a medidas de estímulo do adicionais de estímulo fiscal do governo do governo brasileiro para o crescimentogoverno, entre as quais, cortes de impostos. proporcionarão novos impulsos. Os riscos econômico no médio prazo, vai ser precisoO crescimento do PIB em 2012 deve à projeção de crescimento do País em 2013 uma mudança de foco, do uso da políticadesacelerar para 2,2%, com a revisão de parecem agora mais equilibrados do que fiscal como estímulo da demanda parauma projeção anterior de 3,1%, em razão inclinados para baixo. Apesar de o Brasil o investimento em infraestrutura e educação,do panorama global menos favorável. permanecer exposto às decorrências de uma que são as maiores limitações enfrentadas deterioração mais pronunciada das condições pela economia. Sem esse investimento,2. Crescimento retomando, perigos permanecem, abril de 2012, FMI 2012; Atualização do WEO: Recuperação global estagnada, econômicas globais, existe potencial para o o crescimento do PIB está previsto para riscos intensificados de retrocesso, janeiro de 2012, FMI 2012; Global Economic Prospects, janeiro de 2012, Banco Mundial, crescimento se acelerar mais rapidamente uma média em torno de 4% anuais 2012; Rapid-growth markets forecast, Ernst & Young, julho que o esperado, dadas as medidas de política apenas de 2015 a 2020. de 2012.IED global supera a média pré-crise,mas a incerteza persiste Apesar das conturbações econômicas Nas economias desenvolvidas, boa parteEntrada de IED global mundiais, o aporte global total em IED do crescimento de IED resultou de fusões(US$ trilhões) cresceu 16% em 2011 – de sua base e aquisições transnacionais, particularmente 2.0 reconhecidamente baixa em 2010 – na Europa. Os aportes de IED para a 1.7 para US$ 1,5 trilhão, segundo a UNCTAD. União Europeia (EU) cresceram 32,2%, 1.5 Os aportes de IED reagiram em todos para US$ 420,7 bilhões em 2011. Os EUA 1.3 os grandes grupos econômicos: economias continuaram sendo o maior receptor 1.2 desenvolvidas, em desenvolvimento de investimento estrangeiro em 2011, e em transição. atraindo US$ 226,9 bilhões, com um aumento de 15% em relação a 20103. As economias em desenvolvimento ou em transição foram responsáveis por A UNCTAD estima que os aportes de IED 51% do IED global em 2011 quando seu vão crescer moderadamente em 2012 para 2007 2008 2009 2010 2011 aporte atingiu um novo recorde superior aproximadamente US$ 1,6 trilhão, comFonte: UNCTAD.Nota: os dados incluem projetos novos, projetos com estimados US$ 776 bilhões, puxados base nas perspectivas atuais de fatoresde expansão e fusões e aquisições. principalmente pelos investimentos subjacentes, incluindo o crescimento do robustos em empresas novas. O PIB e as disponibilidades de caixa das crescimento nos países em desenvolvimento corporações transnacionais. A instituição foi sustentado por um avanço de 10% espera um crescimento apenas moderado na Ásia e 16% na América Latina e Caribe. nos três grupos – economias desenvolvidas, O Brasil recebeu a maior parcela (31%) dos em desenvolvimento e em transição. aportes de IED na América Latina e Caribe. Os aportes para a África continuaram a cair marginalmente pelo terceiro ano consecutivo. Egito, Líbia e Tunísia tiveram fortes quedas, em grande parte pela situação de instabilidade após 3. Global Investment Trends Monitor, janeiro de 2012, UNCTAD, 2012; World Investment Report, julho de 2012, UNCTAD, a Primavera Árabe. 2012.10 Pesquisa de atratividade do Brasil - Ernst & Young - 2012 A hora de investir
  13. 13. Ponto de vistaJogos Olímpicos de 2016 no Rio:grande fonte de oportunidades de investimentos Márcio Fortes, presidente da Autoridade Pública OlímpicaOs próximos quatro anos reforçarão dos governos federal, estadual e municipal “venues” — como o slalom, que requero protagonismo do Brasil no cenário e cuja atribuição é monitorar e entregar engenharia hidráulica complexa e queinternacional. A começar pela Rio+20, toda a infraestrutura e os serviços exigiu investimentos de 90 milhões dea conferência mundial da Organização das necessários para a realização dos Jogos, libras nos Jogos de Londres, pistasNações Unidas sobre desenvolvimento respeitando os prazos e requisitos básicos de atletismo e velódromo. “Semsustentável, realizada este ano, o País do COI e das 41 federações esportivas instalações, não existe competição.sediará a Copa das Confederações e a internacionais com modalidades durante Não podemos errar em nenhum dosJornada Mundial da Juventude, em 2013; a competição. “Desde a candidatura casos, e tudo tem de estar pronto coma Copa do Mundo da Fifa, um ano depois; tivemos a intenção de demonstrar que um ano de antecedência, em meadose encerrando o calendário de grandes o Rio de Janeiro mantinha uma gestão de 2015, para as rodadas de eventos ativa envolvendo União, Estado e de teste”, afirma Fortes. Os Jogos município, com projetos importantes Outra preocupação é elevar a oferta de de urbanização, saneamento, habitação Olímpicos são e transporte urbano. Os projetos mostram leitos para atender à “família olímpica”, uma grande que, independentemente dos Jogos que inclui atletas, comissões técnicas, árbitros e demais envolvidos na fonte de Olímpicos, a cidade está mudando e competição. A estimativa é receber continuará a mudar”, diz o presidente atração de da APO, Márcio Fortes. 11 mil atletas, 40 mil jornalistas e cerca de 80 mil voluntários. “Os Jogosinvestimentos Ex-ministro das Cidades no Governo Lula, Olímpicos são motivos de atração deeventos com os Jogos Olímpicos de Fortes refere-se a projetos com grande muitos investimentos, além dos projetos2016, no Rio de Janeiro. Este último impacto para a cidade do Rio de Janeiro, públicos. A indústria hoteleira tem umaevento já movimenta a cidade-sede desde como a despoluição da Baía da Guanabara oportunidade inédita de expansão no Rio2009, quando a candidatura foi ratificada e da Lagoa Rodrigo de Freitas, que de Janeiro, e há uma nova legislação quepelo Comitê Olímpico Internacional (COI). sediarão as competições náuticas, a estimula a construção de hotéis. HáLevantamento da Fundação Instituto revitalização do Porto do Rio de Janeiro, oportunidades na área de receptivo dede Administração (FIA) estima que que ampliará seu berço para receber até turismo, incluindo transporte eos investimentos diretos, públicos e seis navios com leitos para turistas, e os restaurantes, e a necessidade deprivados, na infraestrutura dos jogos projetos de mobilidade urbana como o Bus qualificação de mão de obra para atenderserão de US$ 14,4 bilhões, com impactos Rapid Transit (BRT), que ligará os quatro os visitantes. Os Jogos também pedempositivos em diversos setores da clusters que abrigarão as competições consultoria especializada na construçãoeconomia. Esses investimentos diretos na cidade, entre muitos outros. das instalações, abrindo a oportunidadegeram um pacto multiplicador muito de associações entre empresas A eles juntam-se os projetos essenciaissignificativo na economia do País, brasileiras e estrangeiras e a chegada para os Jogos, como a montagem deem razão do efeito cascata de toda de profissionais capacitados do exterior”, centro de imprensa e de transmissão,a cadeia de produção afetada. diz Fortes. a construção de um moderno laboratórioA Autoridade Pública Olímpica (APO) é um antidoping e de instalações específicasconsórcio público que reúne representantes para cada modalidade, denominadas Pesquisa de atratividade do Brasil - Ernst & Young - 2012 A hora de investir 11
  14. 14. Um ano recordeA realidade do investimento estrangeiro no BrasilFoto: Rio Ibicuí e paisagem, Brasil12 Pesquisa de atratividade do Brasil - Ernst & Young - 2012 A hora de investir
  15. 15. Um ano recorde 39% de aumento de projetos de IED desde 2010. 507 projetos em 2011, um número recorde. 161.166 empregos criados em 2011. 75% do total de empregos são gerados pela atividade industrial. 52% do total de projetos são associados às atividades de serviços. 26% dos projetos de IED estão concentrados em São Paulo. 60% dos entrevistados são favoráveis a estabelecer operações no Brasil. Pesquisa de atratividade do Brasil - Ernst & Young - 2012 A hora de investir 13
  16. 16. Um ano recordeDesempenho em 2011:IED atinge nível recorde no BrasilNúmero de projetos de IED Empregos criados IED por valor (US$ bilhões) 161.166 63 507 124.125 127.406 47 45 44 366 289 88.430 268 165 48.901 19 2007 2008 2009 2010 2011 2007 2008 2009 2010 2011 2007 2008 2009 2010 2011Fonte: fDi Intelligence. Fonte: fDi Intelligence. Fonte: fDi Intelligence.Contra o pano de fundo de um ambiente criaram um importante estímulo para especializada e à qualidade de suaexterno em deterioração — um panorama empresas internacionais investirem no infraestrutura, que representam empecilhosde crescimento incerto para os Estados Brasil. Além disso, o fato de o Brasil receber ao investimento de companhias globaisUnidos e uma intensificação da crise da a Copa do Mundo da Fifa de 2014 e os Jogos no País.dívida soberana europeia —, a IED no Brasil Olímpicos de 2016 contribuirá para oaumentou em 2011. O número de projetos desenvolvimento de infraestrutura e para A falta de pessoal qualificado é a principalde IED aumentou 39%, atingindo 507 atrair IED adicional para o País.4 Nosso painel fraqueza da economia brasileira. Segundoprojetos, e o investimento em IED acelerou, de pesquisa confirmou essas potencialidades uma pesquisa realizada pela Confederaçãocom crescimento de 43% em 2011. no Brasil com os entrevistados citando o Nacional da Indústria (CNI), 69% das grande mercado doméstico, a trajetória de 1.616 companhias entrevistadas enfrentamDesde 2007, o número de projetos crescimento econômico de longo prazo e a dificuldades com a falta de mão de obrade IED tem aumentado continuamente, riqueza em recursos naturais como as especializada. Cinquenta e dois porindicando a confiança do investidor. vantagens mais significativas. Um grande cento das empresas industriais indicaramEntretanto, a soma investida em um projeto número de nossos entrevistados também que a precariedade da educação básicatem sido dependente das condições mencionou a abertura da sociedade é um dos principais obstáculos para osmacroeconômicas. Em 2009 e 2010, brasileira, que abraça uma diversidade de trabalhadores adquirirem qualificações.enquanto o número de projetos aumentou, raças e religiões – um fator importante para O problema é particularmente agudoo panorama econômico global arriscado investidores estrangeiros que poderiam no caso das companhias que procurammanteve o valor investido relativamente alocar pessoal no País. recrutar talentos gerenciais e técnicosbaixo. O valor médio de um projeto de ponta.de IED caiu de US$ 175 milhões em O Brasil registrou 507 projetos em 2011,2008 para US$ 120 milhões em 2010 — com aumento de 39% sobre 2010, e As medidas tomadas pelo ex-presidenteprincipalmente porque os investidores a taxa de crescimento mais alta entre os Luiz Inácio Lula da Silva melhoraram onão estavam dispostos a comprometer países da lista. O País ficou em segundo lugar acesso à educação no País. Além disso,grandes somas de recursos — e depois em termos de valor de IED, atrás da China o foco da atual presidente Dilma Rousseff,aumentou ligeiramente para US$ 124 e à frente da Índia, Estados Unidos e Reino em melhorar a educação superior brasileiramilhões em 2011. Unido. O valor médio de um projeto no Brasil deve criar uma nação com uma força de em 2011, de US$ 124 milhões, foi mais alto trabalho mais produtiva.Uma crescente classe média, a forte do que na China (US$ 71 milhões) e na Índiademanda doméstica e enormes reservas (US$ 63 milhões). Em comparação com seu Iniciativas como o projeto Brasil Maior —inexploradas de recursos naturais situaram grupo de pares latino-americanos, o Brasil se lançado pelo governo brasileiro em 2011o Brasil como um destino privilegiado de destaca em nossa enquete, sugerindo que cujo foco é aumentar a competitividadeinvestimentos para companhias globais tem, de longe, o mais alto reconhecimento do País, melhorar sua produtividade ecom um portfólio centrado em mercados entre investidores estrangeiros. estimular a inovação tecnológica deverãoemergentes. Políticas de estímulo do reforçar a confiança do investidor no médiogoverno, entre as quais incentivos fiscais Entretanto, o Brasil enfrenta alguns desafios e longo prazo.a investidores estrangeiros centrados em relacionados à escassez de mão de obraprodução e conteúdo local, simplificação As altas taxas de juros e um sistema 4. “Emerging Markets: Brazil and Chile,” website de Frost &de procedimentos de licenciamento e da Sullivan, acessado em 25 de abril de 2012; “New FDI Record tributário complicado também continuamestrutura regulatória, crédito subsidiado Set in Brazil,” IHS Global Insight Daily Analysis, 27 de janeiro sendo empecilhos importantes para de 2012, via Dow Jones Factiva, © 2012, IHS Global Insighte opções fáceis de financiamento também Limited. a economia. O crescimento do Brasil14 Pesquisa de atratividade do Brasil - Ernst & Young - 2012 A hora de investir
  17. 17. Ponto de vista Recorde na atração de investimentos Fernando Blumenschein, coordenador de Projetos da Fundação Getulio Vargas Os países latino-americanos receberam consumo de bens e serviços nos últimos US$ 153 bilhões em Investimentos Atraímos anos. “Outro fator é a diversificação da Estrangeiros Diretos (EID) em 2011, recursos que economia. De todas as economias da um recorde histórico para a região e o América Latina e mesmo no plano global, correspondente a 10% do fluxo mundial no não iriam para atraímos investimentos que não iriam período. Líder disparado na região, o Brasil países sem para outros países com mercado menor, foi o destino de 43,8% das aplicações, em um total de US$ 66,7 bilhões, o maior diversificação sem tanta diversificação ou com posição logística desfavorável. O Brasil tem montante em um único ano na história do recursos naturais, potencial turístico País, segundo estatísticas da Comissão maiores fatores de atratividade do Brasil. e de agronegócios, tecnologia de Econômica para América Latina e Caribe Um fator importante é a posição de ponta em várias áreas, uma indústria (Cepal) divulgadas em maio. “Economias destaque na América Latina como a de transformação e uma pauta de de escala investem cada vez mais no Brasil democracia mais consolidada, que respeita exportações diversificada. São por uma série de fatores. Um deles é o a continuidade das regras políticas e de vantagens que colocam o Brasil acima próprio tamanho geográfico do País na transição de poder. “De certa forma esse de muitas economias globais”, afirma. América Latina. Sua posição geográfica fator é um diferencial do Brasil em relação Um quinto fator seria a própria também permite às corporações, em aos outros países. A continuidade estabilidade macroeconômica brasileira, termos de logística e de geopolítica, democrática é uma questão importante baseada no tripé equilíbrio fiscal, utilizar o País como estratégia de entrada e percebida a nível global”, afirma estabilidade dos gastos públicos e uma na América Latina”, resume o Blumenschein. política de metas de inflação. “Nossa coordenador da FGV Projetos, Fernando O coordenador de Projetos da FGV destaca política monetária tem um arcabouço Blumenschein. ainda o tamanho do mercado consumidor, implantado há anos e que vem se As razões da maior atratividade brasileira que viu a chegada de mais de 30 milhões aperfeiçoando. Esses fatores, no conjunto, para os investimentos de empresas globais de pessoas à classe média nos últimos garantem previsibilidade e segurança superam e muito a questão da geografia, anos, e um processo de desconcentração aos investidores e a chegada de capital explica o especialista, que lista os cinco de renda que potencializou a produção e o se acentua”, diz Blumenschein. Cinco principais países receptores por número de projetosestagnou no segundo semestre de 2011,em razão sobretudo das políticas monetária Posição Cinco principais Número de projetos Mudança Valor países 2011 (US$ milhões)e fiscal mais apertadas adotadas pelo 2010 2011 vs. 2010 2011governo em meio aos respingos da crise 1 Estados Unidos 1,522 1,707 12% 57,275da dívida na Europa. O Banco Central 2 China 1,344 1,409 5% 100,688do País está tomando medidas para estimular 3 Reino Unido 941 1,014 8% 36,039o investimento e impulsionar o crescimento 4 Índia 774 932 20% 58,261econômico com ações como reduções 5 Brasil 366 507 39% 62,916nas taxas de juros, cortes de impostos e Fonte: fDi Intelligenceum relaxamento dos requisitos paraempréstimos bancários.5 significativamente de seu boom de de recursos de outros setores industriais. commodities, que atrai investimento A escassez de talentos, combinada com oA economia brasileira está se beneficiando estrangeiro e faz a economia prosperar. real forte, cria um risco adicional de Entretanto, isso também conduz a um efeito desindustrialização da economia brasileira.5. “Cash boost for schools in Brazil,” website da BBC, news.bbc. colateral indesejado de empurrar o valor Na esteira do foco da economia brasileira e co.uk, acessado em 11 de julho de 2012; “Brazil and U.S. Accentuate the Positive,” website de The New York Times, da moeda para cima. Essa valorização da da dependência de commodities, o governo www.nytimes.com, acessado em 11 de julho de 2012; “The ‘Chinafication’ Of Brazil,” website da Forbes, www.forbes. moeda representa um grande ônus para precisa adotar iniciativas para diversificar com, acessado em 11 de julho de 2012. “Wrapup 1-Brazil a competitividade das exportações do a economia e criar um impulso para inflation slows more than expected,” website da Reuters, www.reuters.com, acessado em 28 de abril de 2012; “Brazil País e muitos de seus fabricantes estão desenvolver e promover atividades Economic Update”, Deutsche Bank, 9 de fevereiro de 2012, via ThomsonONE.com; “Brazil blames all of its problems on the encontrando dificuldade para permanecer e setores de valor agregado e inovadores. exchange rate, but keep ignoring structural reforms,” website Bloomberg, brazilianbubble.com, acessado em 30 de abril competitivos no cenário mundial. Outro de 2012. risco decorrente da riqueza do País em commodities é caracterizado pela drenagem Pesquisa de atratividade do Brasil - Ernst & Young - 2012 A hora de investir 15
  18. 18. Um ano recordeIED por função 6% 9% 10% 5% 3% 4% 13% 27% 52% 75% Fonte: fDi Intelligence. Indústria inclui: produção, logística, distribuição & transporte, e 59% eletricidade. Serviços inclui: vendas, marketing & suporte, serviços empresariais, IED em Outras Funções 37% design, desenvolvimento & teste, central de atendimento ao consumidor, centro IED em Funções Estratégicas de suporte técnico, manutenção & reparos, infraestrutura de TIC & internet, IED em Serviços centro de serviços compartilhados. Funções estratégicas incluem: escritório IED na Indústria central, pesquisa & desenvolvimento, educação & treinamento. Outras funções Número Criação de Valor do IED incluem: varejo, construção, reciclagem, extração.de projetos Empregos de IEDAtividades industriais trazem os empregosDurante 2011, os investidores colocaram salienta a forte posição do Brasil no Na última década, o Brasil experimentouUS$ 62,9 bilhões no Brasil, 59% dos quais âmbito dos minerais. O setor automotivo, um crescimento acelerado nas costas deforam para o setor industrial. Um total de que despertou o interesse de várias sua rica base de commodities. Mas o País190 projetos e 120.774 empregos (75% companhias europeias, pode facilmente terá de olhar para outras áreas parado total de novos empregos de IED do País), visar à população doméstica, com sua diversificar mais seu desenvolvimento ecom uma média de 636 empregos por crescente renda disponível. se proteger da enorme volatilidade inerenteprojeto, foi criado pelo setor industrial. aos mercados globais de commodities. Os participantes de nossa enqueteA presença de recursos naturais e a fartura classificaram o setor de petróleo e gás O investimento em atividade industrial,de terras sempre tornaram o Brasil atraente como o principal para atrair IED, impelido incluindo infraestrutura, juntamente compara atividades industriais. O País ocupa pela descoberta recente da camada de uma forte cultura de empreendedorismo,o sexto lugar do mundo em tamanho da pré-sal ao largo do litoral sul do Brasil. ajudará a impulsionar uma virada dasforça de trabalho. No entanto, em razão de Imóveis e construção civil vêm em seguida, commodities para bens manufaturados.sua longa dependência de commodities e criando uma expectativa de que grandes Entre 2011 e 2014, o Banco Nacionalimportações de produtos manufaturados, projetos de infraestrutura serão realizados de Desenvolvimento Econômico e Sociala IED em atividade industrial não atingiu nos próximos anos. Não surpreende que (BNDES) do Brasil prevê que o setorseu pleno potencial. os setores de agricultura e turismo sejam industrial e o de infraestrutura do PaísQuando investem em projetos industriais valorizados pelos investidores, além de terão um investimento total de US$ 906no Brasil, os investidores miram os produtos de consumo, mineração, bilhões (R$ 1,6 trilhão). Segundo oseguintes setores: máquinas, equipamentos transporte e automotivo. É interessante BNDES, a indústria de transformação doe ferramentas industriais (32 projetos); notar a diferença entre os projetos de IED Brasil deve receber US$ 422 bilhõesautomotivo (26 projetos); e metalúrgico (20 existentes e o sentimento do investidor (R$ 741 bilhões), e os projetos deprojetos). Durante 2011, o setor metalúrgico revelado pela pesquisa, mostrando potencial infraestrutura e construção devemsuperou os outros projetos industriais não só para petróleo e gás, mas também acolher US$ 484 bilhões (R$ 848 bilhões)em criação de empregos, atraindo 38.613 para agricultura, produtos de consumo no mesmo período.6postos de trabalho, com o automotivo e turismo que ainda não se manifestouvindo em segundo, (15.515 empregos). em dólares de investimento. 6. “BNDES sees 1.6 Trillion Reais of Brazil Investment 2011- 2014,” website de The Businessweek, www.businessweek.O investimento no setor metalúrgico com, acessado em 30 de abril de 2012.16 Pesquisa de atratividade do Brasil - Ernst & Young - 2012 A hora de investir
  19. 19. Serviços trazem os projetosO Brasil recebeu 262 projetos de serviços Entretanto, faltam escala e tamanho a esses O setor de vendas, marketing e suporte atraiude suporte em 2011, registrando a taxa de projetos, custando aos investidores em média 141 projetos, 54% dos projetos de serviços,crescimento mais alta (53%) e respondendo US$ 65 milhões e criando aproximadamente dominando o setor e fornecendo evidênciaspor 52% dos projetos de investimento no 79 empregos por projeto, em comparação da crescente importância do Brasil entre osPaís. O setor de serviços continua sendo com projetos industriais (tamanho médio de fornecedores mundiais. Entretanto, ele crioufundamental para a economia brasileira, já projeto: US$ 196 milhões; criação média somente 17% dos empregos em serviçosque ele contribui com aproximadamente 67% de empregos por projeto: 636). de suporte totais, com uma média de 25do PIB. O setor de serviços no Brasil é puxado empregos por projeto.por sua grande população urbana (80%) em • Vendas, marketing e suportecomparação com alguns outros RGMs, como registraram a maior fatia dentro • Os serviços empresariais do setor de serviços continuam a atrair investidoresÍndia (40%) e China (em torno de 50%). A função de serviços empresariais contribuiu com 27% dos projetos de Função Projetos de IED Parte de Alteração Empregos IED 2011 vs. 2010 criados 2011 serviços, a segunda marca mais alta para 2010 2011 2011 serviços. O Brasil tem um mix de TIC, Vendas, marketing e suporte 92 141 54% 53% 3.530 serviços financeiros, ciências biológicas e Serviços empresariais 44 71 27% 61% 3.218 habitação, hotelaria e construção civil sob Design, desenvolvimento e teste 12 23 9% 92% 6.091 o guarda-chuva de serviços empresariais. Central de atendimento O setor de serviços empresariais registrou 5 3 1% -40% 3.729 ao consumidor um crescimento de 61% em projetos de Centro de suporte técnico 3 1 0,4% -67% 206 IED durante 2011 em razão da crescente Manutenção e reparos 3 3 1% - 131 percepção do Brasil como um destino TIC e infraestrutura de internet 11 20 8% 82% 3.791 importante para serviços empresariais. Central de serviços compartilhados 1 - - -100% - Segundo um estudo de 2011 da Comissão Total de serviços 171 262 100% 53% 20.696 Europeia, empresas estrangeiras importantes de TI foram responsáveis Fonte: fDi Intelligence. por 40% da receita do setor.Funções estratégicas: moldando o futuro da atratividade do BrasilO Brasil ainda precisa melhorar sua Houve 13 projetos de IED para escritórios Os resultados de nossa pesquisa deixam claroatratividade para funções estratégicas. centrais de empresas no Brasil em 2011, que o Brasil é percebido como um mercadoEm 2011, o Brasil recebeu somente 25 ante 7 em 2010. Com a estabilidade doméstico altamente atrativo, com váriosprojetos desse tipo, ante 19 em 2010. no ambiente político, e a melhoria na investidores estrangeiros criando instalaçõesEsses criaram 4.997 empregos, ou 3% infraestrutura e nas condições de vida, de produção para atender à demandado total de empregos de IED em 2011. mais companhias provavelmente instalarão crescente no país. Os investimentos emO lento crescimento do IED em funções suas sedes no Brasil. escritórios de vendas e marketing ocupamestratégicas é causado principalmente pela o segundo lugar já que permitem quefalta de talentos administrativos de alto nível, Além disso, na medida em que companhias instalações de produção locais operem comresultando do fato de o País ter negligenciado globais procuram aumentar a flexibilidade sucesso no mercado doméstico brasileiro.historicamente investir em educação proporcionando uma maior autonomia Os investidores estrangeiros, contudo, nãoe treinamento por sua dependência gerencial a seus escritórios regionais, o parecem mostrar uma intenção significativaexcessiva de commodities. Brasil tem uma oportunidade de atrair mais de estabelecer centrais de distribuição no projetos de IED em escritórios centrais Brasil que ofereceriam serviços empresariaisEntretanto, o Brasil está se concentrando para supervisionar e administrar operações ou funções de P&D off-shored. Para atrairagora em P&D e investindo em treinamento comerciais por toda a região latino-americana. esse tipo de investimento, o Brasil precisae educação para se tornar um player tomar medidas para criar uma investidaconhecido nesse campo. Segundo a revista A competição por IED em funções estratégicas para serviços de alto valor agregado.The Economist7, o Brasil é o líder mundial em se intensificará com a crescente sofisticaçãopesquisa em medicina tropical, bioenergia no ambiente empresarial e o foco do governo 7. “Science in Brazil — Go south, young scientist — An emerginge biologia vegetal, e gasta 1% do seu PIB em funções de P&D. O BNDES também power in research,” website de The Economist, www. economist.com, acessado em 30 de abril de 2012.em pesquisa – metade da taxa dos países respalda companhias com opções dedesenvolvidos, mas quase o dobro da média financiamento para promover a inovaçãodos demais países da América Latina. e pesquisa e desenvolvimento. Pesquisa de atratividade do Brasil - Ernst & Young - 2012 A hora de investir 17
  20. 20. Um ano recordeIED por setorSetores dominantes de IED em criação de empregos, com 23.051 Atrasados postos de trabalho. • Imóveis, hotelaria e construção• TIC e indústria de transformação O segmento atraiu 12 projetos de IED, Estes são os dois principais setores de Em transição e criou um total de 4.075 empregos projetos de IED no Brasil, tendo atraído 105 e 94 projetos, respectivamente, • Serviços financeiros no País em 2011. Apesar de o Brasil Esse mercado atraiu 35 projetos de IED estar crescendo como destino de lazer em 2011. O setor de TIC destacou-se em 2011 (7% do total), ante 20 projetos e negócios (por meio de eventos, como o quarto maior em termos de em 2010. Apesar de bancos estrangeiros conferências e convenções), o País ainda criação de emprego no Brasil em 2011, virem estabelecendo sua presença no precisa atingir seu pleno potencial em com 17.724 postos de trabalho. Os Brasil, o País continua dominado por turismo. O investimento nesse setor investidores interessados na indústria de bancos domésticos, como Itaú Unibanco, deve ganhar tração enquanto o Brasil transformação estão despejando dinheiro Bradesco e Banco do Brasil. se prepara para receber a Copa do Mundo no estabelecimento de instalações para da Fifa em 12 cidades em 2014 e os atender tanto à demanda doméstica como • Mineração e metais Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro em a de exportação. O setor mostrou força O setor também registrou 35 projetos, 2016. Entretanto, de todas as cidades- em termos de geração de emprego; tendo criado em 2011 a maioria dos sedes, somente Rio de Janeiro, São criando 21.822 posições em 2011. empregos, 45.778. Com um dos maiores Paulo e Curitiba estão bem preparadas repositórios minerais do mundo, esse• Serviços empresariais setor no Brasil oferece fortes perspectivas para acomodar os turistas durante esses Esses atraíram 53 projetos em 2011, eventos esportivos, já que as outras para investidores estrangeiros. constituindo 10% do número total de cidades enfrentam um grande déficit projetos de IED, ante 8% em 2010. • O setor automotivo de quartos de hotel projetado. O desafio A participação crescente do setor de A indústria automotiva atraiu 33 projetos de superar esse déficit requererá que serviços empresariais evidencia a lenta de IED no Brasil em 2011, gerando o setor amplie a ajuste sua capacidade, transição do Brasil de país dependente empregos para 16.327 pessoas, a quinta demandando com isso investimentos de commodities para uma nação mais alta no País. A demanda crescente significativos.8 conduzida pelos serviços. de consumo e a fácil disponibilidade de crédito levaram ao crescimento do setor. • Tecnologia limpa• O setor de produtos de varejo O Brasil está construindo sua posição na e consumo • Química indústria de tecnologia limpa. É o terceiro Conhecido como RCP na sigla em inglês, A indústria química brasileira, que é maior produtor e consumidor de biodiesel o setor foi impulsionado pela emergente a sétima no mundo, registrou 32 projetos do mundo. Quase 50% da demanda crescente classe média e o crescente de IED em 2011; o setor continua brasileira de energia é suprida por fontes poder de consumo no País. Em 2011, modesto em termos de investimento de energia renováveis. Entretanto, a o setor foi responsável por 9% de todos estrangeiro. atividade de IED no setor permaneceu os projetos de IED, sendo o segundo baixa, com 11 projetos.15 maiores setores por projetos • O setor de energia O setor de energia atraiu oito projetos em Número de Valor (US$ projetos Participação Alteração Empregos milhões) 2011 2011, ficando abaixo do radar de IED por Posição Setor 2011 vs. criados em 2011 2011 enquanto. Mas, com reservas abundantes 2010 2011 2010 de petróleo e gás e a recente descoberta 1 TIC 69 105 21% 52% 17.724 14.780 da camada de pré-sal, oferece grandes 2 Produção 47 94 19% 100% 21.822 4.678 oportunidades no longo prazo. 3 Serviços empresariais 29 53 10% 83% 2.043 687 4 Varejo e produtos de 41 44 9% 7% 23.051 6.872 • Ciências médicas e biológicas consumo (RCP) E sse segmento registrou oito projetos 5 Serviços financeiros 20 35 7% 75% 2.,464 600 de IED em 2011, abaixo dos 15 projetos 6 Mineração metais 18 35 7% 94% 45.778 18.965 em 2010. O Brasil precisaria melhorar 7 Automotivo 31 33 7% 7% 16.327 6.034 sua cultura de P&D para promover um 8 Químico 30 32 6% 7% 5.956 1.677 maior investimento estrangeiro no setor 9 Transporte e logística 17 17 3% 0% 2.689 725 de ciências biológicas. 10 Equipamentos 11 16 3% 45% 7.519 375 11 Imóveis, hospitalidade 17 12 2% -29% 4.075 969 • O setor aeroespacial e construção Este registrou quatro projetos tanto em 12 Tecnologia limpa 13 11 2% -15% 7.165 4.290 2010 como em 2011, embora o número 13 Energia 4 8 2% 100% 3.517 2.047 de empregos criados tenha recuado 14 Biociências 15 8 2% -47% 752 108 15 Aeroespacial 4 4 1% 284 110 de 542 em 2010 para 284 em 2011. 0% Total geral 366 507 100% 39% 16.166 62.916 8. Brasil Sustentável, 2011, Ernst & Young Terco.Fonte: fDi Intelligence.18 Pesquisa de atratividade do Brasil - Ernst & Young - 2012 A hora de investir

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