Motores

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Motores

  1. 1. OPERAÇÕES E PROCESSOS MECÂNICOS Prof. MSc. Leandro Barradas Pereira Engenheiro Agrônomo MOTORES Etec “Sebastiana Augusta de Moraes” – 028 - Andradina Março 2011
  2. 2. <ul><li>INTRODUÇÃO </li></ul><ul><li>MOTOR  conjunto de mecanismo que transforma energia calorífica ou térmica contida no combustível em energia mecânica, utilizada sob a forma de trabalho. </li></ul><ul><li>Os primitivos tratores possuíam motor a vapor </li></ul><ul><li>-muitos pesados </li></ul><ul><li>-constante fornecimento de água e combustível </li></ul><ul><li>-eram mais utilizados como motores estacionários </li></ul><ul><li>-pouco usados para trabalhos de tração e implementos </li></ul>
  3. 3. <ul><li>INTRODUÇÃO </li></ul>
  4. 4. <ul><li>INTRODUÇÃO </li></ul><ul><li>Descoberta e construção de motores de combustão interna </li></ul><ul><li>-usados nos tratores </li></ul><ul><li>-tratores grandes e muito pesados </li></ul><ul><li>Aperfeiçoamento das indústrias de metais </li></ul><ul><li>-evolução na construção dos motores </li></ul><ul><li>-motores leves, de alto rendimento </li></ul><ul><li>-construção devidamente projetada </li></ul>
  5. 5. <ul><li>INTRODUÇÃO </li></ul><ul><li>O motor está constituído pelos seguintes sistemas: </li></ul><ul><li>sistema de arrefecimento  encarregado de manter a temperatura normal de funcionamento do motor </li></ul><ul><li>-a combustão da mistura explosiva em seu interior e atrito das peças produzem temperaturas elevadas que esse sistema deve controlar </li></ul>
  6. 6. <ul><li>INTRODUÇÃO </li></ul><ul><li>O motor está constituído pelos seguintes sistemas: </li></ul><ul><li>sistema de arrefecimento </li></ul><ul><li>- sistema de arrefecimento a água  bomba d’água, radiador, ventilador e condutos de água e termostato </li></ul><ul><li>- sistema de arrefecimento a ar  alhetas de refrigeração, condutos de ar, turbina e termostato </li></ul>
  7. 7. <ul><li>INTRODUÇÃO </li></ul><ul><li>O motor está constituído pelos seguintes sistemas: </li></ul><ul><li>sistema de arrefecimento </li></ul>
  8. 8. <ul><li>INTRODUÇÃO </li></ul><ul><li>O motor está constituído pelos seguintes sistemas: </li></ul><ul><li>sistema de lubrificação  reduz o atrito entre as peças em movimento no motor, mediante uma película de óleo lubrificante entre elas, ajudando o sistema de arrefecimento a manter a temperatura normal de funcionamento do motor </li></ul><ul><li>sistema de alimentação  fornece o combustível ao motor, de acordo com as necessidades de seu consumo </li></ul>
  9. 9. <ul><li>INTRODUÇÃO </li></ul><ul><li>O motor está constituído pelos seguintes sistemas: </li></ul><ul><li>sistema de alimentação </li></ul><ul><li>-motor a explosão </li></ul>combustível  tanque reservatório  carburador (filtro de ar) carburador: misturar combustível com o ar na proporção adequada para formar a mistura que será admitida (succionada) e se inflamará no interior do cilindro
  10. 10. <ul><li>INTRODUÇÃO </li></ul><ul><li>O motor está constituído pelos seguintes sistemas: </li></ul><ul><li>sistema de alimentação </li></ul><ul><li>-motor a explosão </li></ul>
  11. 11. <ul><li>INTRODUÇÃO </li></ul><ul><li>O motor está constituído pelos seguintes sistemas: </li></ul><ul><li>sistema de alimentação </li></ul><ul><li>-motor a explosão </li></ul><ul><li>-tanque no mesmo nível ou abaixo do carburador  alimentação por meio da bomba de gasolina </li></ul><ul><li>-tanque reservatório acima do motor  alimentação para o carburador se dá por gravidade </li></ul>
  12. 12. <ul><li>INTRODUÇÃO </li></ul><ul><li>O motor está constituído pelos seguintes sistemas: </li></ul>SISTEMA DE ALIMENTAÇÃO 1. tanque de combustível 2. bomba de gasolina 3. filtro de gasolina 4. carburador 5. filtro de ar 6. tubulações e tubos flexíveis
  13. 13. <ul><li>INTRODUÇÃO </li></ul><ul><li>O motor está constituído pelos seguintes sistemas: </li></ul><ul><li>sistema de alimentação </li></ul><ul><li>-sistema diesel </li></ul>tanque reservatório  copo de se d imentação  filtro de combustível  bomba de alimentação  bomba de transferência ou injetora  bico injetor
  14. 14. <ul><li>INTRODUÇÃO </li></ul><ul><li>O motor está constituído pelos seguintes sistemas: </li></ul><ul><li>sistema de alimentação </li></ul><ul><li>-sistema diesel </li></ul>1. tanque de combustível 13. filtro de combustível 14. bomba injetora 16. Bicos injetores 16 14 1 13
  15. 15. <ul><li>INTRODUÇÃO </li></ul><ul><li>O motor está constituído pelos seguintes sistemas: </li></ul><ul><li>sistema de alimentação </li></ul><ul><li>-sistema diesel </li></ul>
  16. 16. <ul><li>INTRODUÇÃO </li></ul><ul><li>O motor está constituído pelos seguintes sistemas: </li></ul><ul><li>sistema de conjunto móvel  constituído pelos elementos que transformam o movimento retilíneo alternado em do pistão em movimento circular no virabrequim </li></ul>
  17. 17. <ul><li>INTRODUÇÃO </li></ul><ul><li>O motor está constituído pelos seguintes sistemas: </li></ul><ul><li>sistema de conjunto móvel </li></ul>
  18. 18. <ul><li>INTRODUÇÃO </li></ul><ul><li>O motor está constituído pelos seguintes sistemas: </li></ul><ul><li>Sistema elétrico  constituído pelo sistema de partida, permitindo por o motor em funcionamento </li></ul>
  19. 19. <ul><li>INTRODUÇÃO </li></ul><ul><li>O motor está constituído pelos seguintes sistemas: </li></ul><ul><li>sistema elétrico </li></ul><ul><li>- sistema de ignição  fornece centelha elétrica para as velas de ignição, ocorrendo a combustão da mistura ar-combustível </li></ul><ul><li>- sistema de carga  mantém a bateria constantemente com carga para alimentar os diferentes sistemas e elementos </li></ul>
  20. 20. <ul><li>INTRODUÇÃO </li></ul><ul><li>O motor está constituído pelos seguintes sistemas: </li></ul><ul><li>sistema elétrico </li></ul>
  21. 21. <ul><li>INTRODUÇÃO </li></ul><ul><li>O motor está constituído pelos seguintes sistemas: </li></ul><ul><li>-sistema de transmissão  conduzir a força do motor às partes movidas ou pontos de utilização </li></ul><ul><li>-sistema de direção e locomoção </li></ul><ul><li>-sistema de armação  serve de sustentação e ligação das várias partes </li></ul>
  22. 22. <ul><li>INTRODUÇÃO </li></ul><ul><li>Peças do motor: </li></ul><ul><li>BLOCO, CABEÇOTE E CÁRTER </li></ul>
  23. 23. <ul><li>INTRODUÇÃO </li></ul><ul><li>Peças do motor: </li></ul><ul><li>BLOCO </li></ul>
  24. 24. <ul><li>INTRODUÇÃO </li></ul><ul><li>Peças do motor: </li></ul><ul><li>BLOCO </li></ul><ul><li>-orifícios denominados cilindros, que são tubos abertos nas duas extremidades </li></ul><ul><li>-no interior dos cilindros deslizam os pistões, também denominados êmbolos </li></ul><ul><li>-um bloco pode ter 1 cilindro (monocilíndrico), 2, 3, 4, 6 ou mais cilindros (policilíndricos) </li></ul>
  25. 25. <ul><li>INTRODUÇÃO </li></ul><ul><li>Peças do motor: </li></ul><ul><li>BLOCO </li></ul>
  26. 26. <ul><li>INTRODUÇÃO </li></ul><ul><li>Peças do motor: </li></ul><ul><li>BLOCO </li></ul><ul><li>-a posição do cilindro pode ser: </li></ul><ul><li>-horizontal (deitada) </li></ul><ul><li>-vertical (em pé ou em linha) </li></ul><ul><li>-em “V” (inclinada) </li></ul><ul><li>-radiais (dispostos em torno de um cárter circular) </li></ul>
  27. 27. <ul><li>INTRODUÇÃO </li></ul><ul><li>Peças do motor: </li></ul><ul><li>BLOCO </li></ul>
  28. 28. <ul><li>INTRODUÇÃO </li></ul><ul><li>Peças do motor: </li></ul><ul><li>BLOCO </li></ul><ul><li>-pistão – um para cada cilindro – é fechado na parte superior e aberto na parte inferior </li></ul><ul><li>-na parte lateral externa do pistão estão os anéis de segmento ou molas de segmento </li></ul><ul><li>-há 2 tipos de anéis de segmento: </li></ul><ul><li>- anéis de compressão  impede a passagem dos gases de compressão e os queimados para o cárter </li></ul>
  29. 29. <ul><li>INTRODUÇÃO </li></ul><ul><li>Peças do motor: </li></ul><ul><li>BLOCO </li></ul><ul><li>- anéis de lubrificação, ou de óleo ou raspadores de óleo  raspa o óleo que fica na parede do cilindro, removendo-o para o cárter </li></ul><ul><li>-o número de anéis de segmento é variável  mais comum é 2 ou 3 anéis de compressão e 1 ou 2 anéis de óleo </li></ul>
  30. 30. <ul><li>INTRODUÇÃO </li></ul><ul><li>Peças do motor: </li></ul><ul><li>BLOCO </li></ul>A. anéis de compressão B. anéis de lubrificação
  31. 31. <ul><li>INTRODUÇÃO </li></ul><ul><li>Peças do motor: </li></ul><ul><li>BLOCO </li></ul><ul><li>-molas de segmento  são colocadas no pistão, dentro do cilindro, com um certo afastamento entre as extremidades </li></ul><ul><li>-separação evita que as molas de segmento se quebrem ou impeçam o movimento do pistão quando o motor se aquece, provocando dilatação dos anéis de segmento </li></ul>
  32. 32. <ul><li>INTRODUÇÃO </li></ul><ul><li>Peças do motor: </li></ul><ul><li>BLOCO </li></ul><ul><li>-pino do pistão  localizado no interior do pistão, que o prende à biela </li></ul><ul><li>-biela  fixa ao eixo de manivelas, conhecido por virabrequim ou árvore de manivelas </li></ul><ul><li>-pistão, a biela e o virabrequim funcionam como um conjunto, provido de movimento </li></ul>
  33. 33. <ul><li>INTRODUÇÃO </li></ul><ul><li>Peças do motor: </li></ul><ul><li>BLOCO </li></ul><ul><li>-as bielas dividem-se em 3 partes: </li></ul><ul><li>- pé  é a parte que se acopla ao pistão por intermédio do pino </li></ul><ul><li>- corpo  constitui a parte média da biela </li></ul><ul><li>- cabeça  parte inferior da biela que a fixa ao virabrequim </li></ul>
  34. 34. <ul><li>INTRODUÇÃO </li></ul><ul><li>Peças do motor: </li></ul><ul><li>BLOCO </li></ul>1. pistão 2. pino do pistão 6. biela 8. bronzinas 13. anéis de segmento 8 6 2 13 1 6 8
  35. 35. <ul><li>INTRODUÇÃO </li></ul><ul><li>Peças do motor: </li></ul><ul><li>BLOCO </li></ul><ul><li>-o virabrequim apóia-se nas extremidades pelos mancais fixos </li></ul><ul><li>-as bielas são presas ao cotovelo do eixo </li></ul><ul><li>-o eixo não fica em contato direto com os mancais do bloco e da biela </li></ul><ul><li>-há entre eles os casquilhos ou moentes, existindo folga entre elas por onde circula óleo lubrificante </li></ul>
  36. 36. <ul><li>INTRODUÇÃO </li></ul><ul><li>Peças do motor: </li></ul><ul><li>BLOCO </li></ul><ul><li>-o virabrequim possui na extremidade posterior o volante e na dianteira uma roda dentada, engrenando diretamente ou por intermédio de correntes ao eixo de comando de válvulas ou eixo de ressaltos </li></ul><ul><li>-este eixo possui os ressaltos ou camos, um para cada válvula de cada cilindro. </li></ul>
  37. 37. <ul><li>INTRODUÇÃO </li></ul><ul><li>Peças do motor: </li></ul><ul><li>BLOCO </li></ul><ul><li>-as válvulas são elementos do sistema de distribuição que permitem a entrada ou a saída dos gases nos cilindros </li></ul><ul><li>-podem ser acionadas diretamente pela árvore do comando de válvulas, através dos tuchos </li></ul>
  38. 38. <ul><li>INTRODUÇÃO </li></ul><ul><li>Peças do motor: </li></ul><ul><li>BLOCO </li></ul>ENGRENAGENS DE DISTRIBUIÇÃO DO MOTOR 2. de acionamento do regulador 3. do eixo de comando de válvulas 5. do virabrequim 7. de impulsão de bomba de óleo
  39. 39. <ul><li>INTRODUÇÃO </li></ul><ul><li>Peças do motor: </li></ul><ul><li>BLOCO </li></ul><ul><li>-normalmente, cada cilindro possui 2 válvulas: </li></ul><ul><li>-admissão ou entrada </li></ul><ul><li>-escape ou descarga </li></ul><ul><li>-as válvulas podem também ser movidas diretamente pelos ressaltos ou por uma haste que aciona o balancim, abrindo-as ou fechando-as </li></ul><ul><li>o balancim ou balanceiro funciona com o mesmo princípio da gangorra </li></ul>
  40. 40. <ul><li>INTRODUÇÃO </li></ul><ul><li>Peças do motor: </li></ul><ul><li>BLOCO </li></ul>motor de 4 cilindros mostrando a ordem das válvulas de admissão e escape ACIONAMENTO DAS VÁLVULAS 2 e 3. válvulas 4. mola da válvula 8. suporte do balancim 9. eixo do balancim 14. balancim
  41. 41. <ul><li>INTRODUÇÃO </li></ul><ul><li>Peças do motor: </li></ul><ul><li>BLOCO </li></ul><ul><li>-as válvulas possuem 4 partes: </li></ul><ul><li>- cabeça  parte superior, podendo ser plana, convexa ou côncava </li></ul><ul><li>- haste  parte inferior e em seu torno há uma mola, que mantém a válvula fechada, tendo em sua extremidade as ranhuras </li></ul>
  42. 42. <ul><li>INTRODUÇÃO </li></ul><ul><li>Peças do motor: </li></ul><ul><li>BLOCO </li></ul><ul><li>-as válvulas possuem 4 partes: </li></ul><ul><li>- margem  espessura que apresenta a válvula entre a cabeça e a contra-sede, para evitar que por efeito do calor se deforme ou queime </li></ul><ul><li>- contra-sede  parte da válvula que se apóia sobre a sede e veda a passagem dos gases </li></ul>
  43. 43. <ul><li>INTRODUÇÃO </li></ul><ul><li>Peças do motor: </li></ul><ul><li>BLOCO </li></ul><ul><li>-quando não há o balancim o ressalto atua sobre o pé da válvula, não diretamente, mas através de um tucho </li></ul>
  44. 44. <ul><li>INTRODUÇÃO </li></ul><ul><li>Peças do motor: </li></ul><ul><li>CABEÇOTE </li></ul>
  45. 45. <ul><li>INTRODUÇÃO </li></ul><ul><li>Peças do motor: </li></ul><ul><li>CABEÇOTE </li></ul><ul><li>-nele está localizada a câmara de compressão ou combustão, que fecha o cilindro pela parte superior </li></ul><ul><li>-se o motor é de explosão, há em cada câmara de compressão, uma vela de ignição para cada cilindro e se o motor é do sistema diesel, há um injetor </li></ul>
  46. 46. <ul><li>INTRODUÇÃO </li></ul><ul><li>Peças do motor: </li></ul><ul><li>CABEÇOTE </li></ul>
  47. 47. <ul><li>INTRODUÇÃO </li></ul><ul><li>Peças do motor: </li></ul><ul><li>CÁRTER </li></ul>
  48. 48. <ul><li>INTRODUÇÃO </li></ul><ul><li>Peças do motor: </li></ul><ul><li>CÁRTER </li></ul><ul><li>-é uma capa protetora inferior do motor e serve de reservatório do óleo lubrificante do motor </li></ul>
  49. 49. <ul><li>2. DEFINIÇÕES </li></ul><ul><li>Ciclo: é o conjunto de transformações a que está sujeita a massa gasosa, no interior do cilindro, desde a sua admissão até a sua eliminação para o exterior </li></ul><ul><li>PONTOS MORTOS  são pontos máximos que o pistão atinge em seu deslocamento </li></ul><ul><li>-ponto morto inferior e ponto morto superior </li></ul><ul><li>-curso  é a distância entre esses pontos </li></ul>
  50. 50. <ul><li>2. DEFINIÇÕES </li></ul><ul><li>Curso: é, portanto, o espaço percorrido pelo pistão </li></ul><ul><ul><li>-como o pistão está ligado ao virabrequim pela biela, quando ele se movimenta percorrendo um curso, o virabrequim descreve meia volta </li></ul></ul><ul><ul><li>-esse percurso circular é denominado tempo </li></ul></ul><ul><ul><li>-logo, um curso equivale a um tempo </li></ul></ul><ul><ul><li>quando o pistão vai de um ponto morto ao outro o eixo de manivelas percorre meia volta (180º) </li></ul></ul>
  51. 51. <ul><li>2. DEFINIÇÕES </li></ul><ul><li>-o ciclo de um motor pode ser feito em 2 ou 4 tempos, conforme as transformações da massa gasosa no interior do cilindro se realizem em uma ida e uma volta do pistão ou duas idas e dois regressos do pistão </li></ul><ul><li>-o ciclo de um motor de 2 tempos se completa em uma volta do virabrequim (360º) </li></ul><ul><li>-o ciclo de um motor de 4 tempos se completa em duas voltas do virabrequim (720º) </li></ul>
  52. 52. <ul><li>2. DEFINIÇÕES </li></ul><ul><li>-nos motores de mais de um cilindro o ciclo se completa em cada cilindro, independente do outro </li></ul><ul><li>-o virabrequim possui construção adequada para realizar o movimento dos pistões </li></ul><ul><li>VOLUME DO CILINDRO  é o espaço ocupado pela massa gasosa quando o pistão se desloca um curso – do ponto morto superior ao inferior </li></ul>
  53. 53. <ul><li>2. DEFINIÇÕES </li></ul><ul><li>VOLUME DA CÂMARA DE COMPRESSÃO  é o existente acima da cabeça do pistão, quando este está no ponto morto superior </li></ul><ul><li>CILINDRADA </li></ul>cilindrada = volume do cilindro x número de cilindro (cm 3 ou ℓ) <ul><ul><ul><li>volume do cilindro = 0,785 x (diâmetro) 2 x medida do curso do pistão </li></ul></ul></ul><ul><li>(cm 3 ) </li></ul>
  54. 54. <ul><li>2. DEFINIÇÕES </li></ul><ul><li>CILINDRADA </li></ul><ul><li>Exemplo: motor 6 cilindros </li></ul><ul><li> diâmetro do cilindro = 9,5 cm </li></ul><ul><li> curso do pistão = 12 cm </li></ul><ul><li>cilindrada = 0,785 x (9,5) 2 x 12 </li></ul><ul><li>cilindrada = 850 cm 3 </li></ul><ul><li>volume de cada cilindro </li></ul>
  55. 55. <ul><li>2. DEFINIÇÕES </li></ul><ul><li>CILINDRADA </li></ul><ul><li>cilindrada total = 850 x 6 </li></ul><ul><li>cilindrada total = 5100 cm 3 ou 5,1 ℓ </li></ul><ul><li>TAXA DE COMPRESSÃO </li></ul>taxa de compressão = cilindrada / volume da câmara de compressão -quanto maior for a diferença entre os valores desses volumes, maior será a taxa de compressão
  56. 56. <ul><li>2. DEFINIÇÕES </li></ul><ul><li>TAXA DE COMPRESSÃO </li></ul><ul><li>Exemplo: admitindo-se o volume da câmara de compressão de 42,5 cm 3 para o motor cilindrada de 850 cm 3 a taxa de compressão será de: </li></ul><ul><li>taxa de compressão = 850 : 42,5 </li></ul><ul><li>taxa de compressão = 20 </li></ul><ul><li>-logo, a taxa de compressão será de 20:1 </li></ul>
  57. 57. <ul><li>3. MOTOR DE COMBUSTÃO INTERNA </li></ul><ul><li>MOTOR DE 4 TEMPOS </li></ul><ul><li>-completa seu ciclo em 720º – 2 voltas do virabrequim ou 4 cursos do pistão </li></ul><ul><li>-os 4 tempos ou cursos de funcionamento do motor são: </li></ul><ul><li>-admissão </li></ul><ul><li>-compressão </li></ul><ul><li>-explosão </li></ul><ul><li>-escape </li></ul>o ciclo tem início no ponto morto superior
  58. 58. <ul><li>3. MOTOR DE COMBUSTÃO INTERNA </li></ul><ul><li>MOTOR DE 4 TEMPOS </li></ul><ul><li>motor ciclo Otto </li></ul>Nikolaus August Otto
  59. 59. <ul><li>3. MOTOR DE COMBUSTÃO INTERNA </li></ul><ul><li>MOTOR DE 4 TEMPOS </li></ul><ul><li>motor ciclo Otto </li></ul><ul><ul><li>-admissão  começa quando o pistão se encontra no ponto morto superior </li></ul></ul><ul><ul><li>-abre-se a válvula de admissão e o pistão abaixa, permitindo a entrada da mistura devido à sucção que o pistão provoca </li></ul></ul>
  60. 60. <ul><li>3. MOTOR DE COMBUSTÃO INTERNA </li></ul><ul><li>MOTOR DE 4 TEMPOS </li></ul><ul><li>motor ciclo Otto </li></ul><ul><ul><li>-admissão </li></ul></ul><ul><ul><li>-quando o pistão chega no ponto morto inferior fecha-se a válvula de admissão </li></ul></ul><ul><ul><li>-o virabrequim percorreu 180º </li></ul></ul>
  61. 61. <ul><li>3. MOTOR DE COMBUSTÃO INTERNA </li></ul><ul><li>MOTOR DE 4 TEMPOS </li></ul><ul><li>motor ciclo Otto </li></ul><ul><ul><li>-compressão </li></ul></ul><ul><ul><li>-o pistão sobe até o ponto morto superior, enquanto as válvulas estão fechadas, comprimindo a mistura na câmara de compressão. </li></ul></ul><ul><ul><li>-o virabrequim completou 180º, perfazendo 360º </li></ul></ul>
  62. 62. <ul><li>3. MOTOR DE COMBUSTÃO INTERNA </li></ul><ul><li>MOTOR DE 4 TEMPOS </li></ul><ul><li>motor ciclo Otto </li></ul><ul><ul><li>-explosão </li></ul></ul><ul><ul><li>-no curso anterior a mistura ficou comprimida na câmara de combustão. Uma centelha ou faísca produzida pela vela de ignição acende o combustível </li></ul></ul><ul><ul><li>-os gases, ao se expandirem, produzem uma alta pressão que atua sobre a cabeça do pistão, obrigando-o abaixar do ponto morto superior para o inferior </li></ul></ul>
  63. 63. <ul><li>3. MOTOR DE COMBUSTÃO INTERNA </li></ul><ul><li>MOTOR DE 4 TEMPOS </li></ul><ul><li>motor ciclo Otto </li></ul><ul><ul><li>-explosão </li></ul></ul><ul><ul><li>-nesse curso é que se obtém a força que é aproveitada do motor </li></ul></ul><ul><ul><li>-esse tempo é o terceiro, também conhecido como tempo motor ou de força ou expansão </li></ul></ul><ul><ul><li>-o virabrequim percorreu mais 180º, perfazendo 540º </li></ul></ul>
  64. 64. <ul><li>3. MOTOR DE COMBUSTÃO INTERNA </li></ul><ul><li>MOTOR DE 4 TEMPOS </li></ul><ul><li>motor ciclo Otto </li></ul><ul><ul><li>-escape </li></ul></ul><ul><ul><li>-o pistão sobe do ponto morto inferior e abre-se a válvula de escape, que permite a saída dos gases para o exterior, que são expulsos pelo pistão </li></ul></ul><ul><ul><li>-ao chegar o pistão no ponto morto superior fecha-se a válvula de escape </li></ul></ul>
  65. 65. <ul><li>3. MOTOR DE COMBUSTÃO INTERNA </li></ul><ul><li>MOTOR DE 4 TEMPOS </li></ul><ul><li>motor ciclo Otto </li></ul><ul><ul><li>-escape </li></ul></ul><ul><ul><li>-esse é o quarto tempo, também conhecido como tempo de descarga </li></ul></ul><ul><ul><li>-o virabrequim girou duas voltas (720º), completando um ciclo de trabalho </li></ul></ul>
  66. 66. <ul><li>3. MOTOR DE COMBUSTÃO INTERNA </li></ul><ul><li>MOTOR DE 4 TEMPOS </li></ul><ul><li>motor ciclo Otto </li></ul><ul><ul><li>-o ciclo se repete continuadamente no cilindro </li></ul></ul><ul><ul><li>-no 1º tempo a válvula de admissão ou entrada fica aberta e no 4º tempo abre-se a válvula de escape ou descarga </li></ul></ul><ul><ul><li>-no 2º e 3º tempos as duas válvulas permanecem fechadas </li></ul></ul>
  67. 67. <ul><li>3. MOTOR DE COMBUSTÃO INTERNA </li></ul><ul><li>MOTOR DE 4 TEMPOS </li></ul><ul><li>motor ciclo Otto - resumo </li></ul><ul><ul><li>-o ciclo se repete continuadamente no cilindro </li></ul></ul><ul><ul><li>-no 1º tempo a válvula de admissão ou entrada fica aberta e no 4º tempo abre-se a válvula de escape ou descarga </li></ul></ul><ul><ul><li>-no 2º e 3º tempos as duas válvulas permanecem fechadas </li></ul></ul><ul><ul><li>-na explosão gera a potência e nos demais tempos o consumo </li></ul></ul>
  68. 68. <ul><li>3. MOTOR DE COMBUSTÃO INTERNA </li></ul><ul><li>MOTOR DE 4 TEMPOS </li></ul><ul><li>motor ciclo Otto </li></ul>pistão e cilindro, indicando PMS e PMI, diâmetro do cilindro e curso
  69. 69. <ul><li>3. MOTOR DE COMBUSTÃO INTERNA </li></ul><ul><li>MOTOR DE 4 TEMPOS </li></ul><ul><li>motor ciclo Otto </li></ul>
  70. 70. <ul><li>3. MOTOR DE COMBUSTÃO INTERNA </li></ul><ul><li>MOTOR DE 4 TEMPOS </li></ul><ul><li>sistema diesel </li></ul>Rudolf Christian Karl Diesel
  71. 71. <ul><li>3. MOTOR DE COMBUSTÃO INTERNA </li></ul><ul><li>MOTOR DE 4 TEMPOS </li></ul><ul><li>sistema diesel </li></ul><ul><ul><li>-os motores diesel podem ser de 2 ou 4 tempos </li></ul></ul><ul><ul><li>-construídos com 1, 2, 3, 4 ou mais cilindros </li></ul></ul><ul><ul><li>-os cilindros podem ser horizontais ou verticais </li></ul></ul>
  72. 72. <ul><li>3. MOTOR DE COMBUSTÃO INTERNA </li></ul><ul><li>MOTOR DE 4 TEMPOS </li></ul><ul><li>sistema diesel </li></ul><ul><ul><li>-admissão </li></ul></ul><ul><ul><li>-quando o pistão inicia o seu curso, do ponto morto superior ao ponto morto inferior, abre-se a válvula de admissão e dá-se a entrada de ar </li></ul></ul>
  73. 73. <ul><li>3. MOTOR DE COMBUSTÃO INTERNA </li></ul><ul><li>MOTOR DE 4 TEMPOS </li></ul><ul><li>sistema diesel </li></ul><ul><ul><li>-admissão </li></ul></ul>ar + combustível
  74. 74. <ul><li>3. MOTOR DE COMBUSTÃO INTERNA </li></ul><ul><li>MOTOR DE 4 TEMPOS </li></ul><ul><li>sistema diesel </li></ul><ul><ul><li>-compressão </li></ul></ul><ul><ul><li>-terminado o curso anterior fecha-se a válvula de admissão e o pistão começa a comprimir ar no interior do cilindro </li></ul></ul>
  75. 75. <ul><li>3. MOTOR DE COMBUSTÃO INTERNA </li></ul><ul><li>MOTOR DE 4 TEMPOS </li></ul><ul><li>sistema diesel </li></ul><ul><ul><li>-compressão </li></ul></ul>
  76. 76. <ul><li>3. MOTOR DE COMBUSTÃO INTERNA </li></ul><ul><li>MOTOR DE 4 TEMPOS </li></ul><ul><li>sistema diesel </li></ul><ul><ul><li>-explosão </li></ul></ul><ul><ul><li>-pouco antes do pistão atingir novamente o ponto morto superior, dá-se a injeção de combustível no ar comprimido </li></ul></ul><ul><ul><li>-devido à elevada temperatura e alta pressão o combustível injetado se queima </li></ul></ul>
  77. 77. <ul><li>3. MOTOR DE COMBUSTÃO INTERNA </li></ul><ul><li>MOTOR DE 4 TEMPOS </li></ul><ul><li>sistema diesel </li></ul><ul><ul><li>-explosão </li></ul></ul><ul><ul><li>-essa combustão produz maior elevação de pressão e temperatura, que impulsiona o pistão para baixo, indo do ponto morto superior ao inferior </li></ul></ul>
  78. 78. <ul><li>3. MOTOR DE COMBUSTÃO INTERNA </li></ul><ul><li>MOTOR DE 4 TEMPOS </li></ul><ul><li>sistema diesel </li></ul><ul><ul><li>-explosão </li></ul></ul>
  79. 79. <ul><li>3. MOTOR DE COMBUSTÃO INTERNA </li></ul><ul><li>MOTOR DE 4 TEMPOS </li></ul><ul><li>sistema diesel </li></ul><ul><ul><li>-escape </li></ul></ul><ul><ul><li>-quando o pistão está próximo do ponto morto inferior abre-se a válvula de escape ou descarga e os gases queimados saem para o exterior </li></ul></ul><ul><ul><li>-o pistão vai do ponto morto inferior ao superior, percorrendo o 4º curso, que é o tempo de escape ou descarga </li></ul></ul>
  80. 80. <ul><li>3. MOTOR DE COMBUSTÃO INTERNA </li></ul><ul><li>MOTOR DE 4 TEMPOS </li></ul><ul><li>sistema diesel </li></ul><ul><ul><li>-escape </li></ul></ul>
  81. 81. <ul><li>3. MOTOR DE COMBUSTÃO INTERNA </li></ul><ul><li>MOTOR DE 4 TEMPOS </li></ul><ul><li>motor a explosão e sistema diesel </li></ul><ul><ul><li>-o movimento do virabrequim e idêntico tanto no motor a explosão como no sistema diesel </li></ul></ul><ul><ul><li>-a abertura e fechamento das válvulas de admissão e de escape são também iguais </li></ul></ul><ul><ul><li>-as principais diferenças são as seguintes: </li></ul></ul>
  82. 82. <ul><li>3. MOTOR DE COMBUSTÃO INTERNA </li></ul><ul><li>MOTOR DE 4 TEMPOS </li></ul><ul><li>motor a explosão e sistema diesel </li></ul><ul><ul><li>-admissão  enquanto o motor de explosão admite a mistura de ar mais combustível, no motor sistema diesel a admissão é somente de ar </li></ul></ul><ul><ul><li>-compressão  enquanto nos motores a explosão taxa de compressão varia de 5 a 8:1, nos motores sistema diesel a taxa é de 15 a 20:1 </li></ul></ul>
  83. 83. <ul><li>3. MOTOR DE COMBUSTÃO INTERNA </li></ul><ul><li>MOTOR DE 4 TEMPOS </li></ul><ul><li>motor a explosão e sistema diesel </li></ul><ul><ul><li>-final da compressão  motor a explosão há produção de centelha no eletrodo da vela, que provoca a queima da mistura e no motor sistema diesel há injeção de combustível no interior do ar comprimido </li></ul></ul>
  84. 84. <ul><li>3. MOTOR DE COMBUSTÃO INTERNA </li></ul><ul><li>MOTOR DE 4 TEMPOS </li></ul><ul><li>motor a explosão e sistema diesel </li></ul><ul><ul><li>-para suportar a pressão mais elevada, motivada pela maior redução do volume de ar, na compressão, o material de que é construído o motor de sistema diesel é mais reforçado, principalmente na câmara de compressão (cabeçote) e blocos do cilindro e pistão </li></ul></ul>
  85. 85. <ul><li>3. MOTOR DE COMBUSTÃO INTERNA </li></ul><ul><li>MOTOR DE 2 TEMPOS </li></ul><ul><ul><li>-é aquele em que o ciclo se completa em 2 cursos do pistão  1 volta do virabrequim </li></ul></ul><ul><ul><li>-a maioria desses motores do sistema explosão é desprovido de válvula </li></ul></ul><ul><ul><li>-o pistão executa a abertura e o fechamento para entrada e saída da mistura </li></ul></ul><ul><ul><li>-o virabrequim girou meia volta, realizando os tempo de escape e admissão </li></ul></ul>
  86. 86. <ul><li>3. MOTOR DE COMBUSTÃO INTERNA </li></ul><ul><li>MOTOR DE 2 TEMPOS </li></ul><ul><li>motor a explosão </li></ul><ul><ul><li>-quando o pistão inicia o seu curso descendente impulsionado pelos gases da combustão, descobre a abertura de escape, permitindo a evacuação dos gases </li></ul></ul><ul><ul><li>-pela abertura de admissão se introduz mistura nova no interior do cárter, que é comprimida pela saia do pistão, obrigando-a a subir pela abertura de transferência </li></ul></ul>
  87. 87. <ul><li>3. MOTOR DE COMBUSTÃO INTERNA </li></ul><ul><li>MOTOR DE 2 TEMPOS </li></ul><ul><li>motor a explosão </li></ul><ul><ul><li>-o pistão inicia o seu curso ascendente, comprimindo a mistura, até o ponto morto superior, onde é acesa pelas velas, provocando a explosão </li></ul></ul><ul><ul><li>-dessa forma se completa o ciclo de trabalho </li></ul></ul>
  88. 88. <ul><li>3. MOTOR DE COMBUSTÃO INTERNA </li></ul><ul><li>MOTOR DE 2 TEMPOS </li></ul><ul><li>motor a explosão </li></ul>
  89. 89. <ul><li>3. MOTOR DE COMBUSTÃO INTERNA </li></ul><ul><li>MOTOR DE 2 TEMPOS </li></ul><ul><li>sistema diesel </li></ul><ul><li>-possui 2 válvulas de escape e ar entra para uma camisa que envolve o cilindro, com pressão, devido a uma turbina que aciona o ar </li></ul><ul><li>-há algumas aberturas circulares em torno de toda a saia do cilindro </li></ul><ul><li>-quando o pistão desce ao ponto morto inferior deixa livre essas aberturas e o ar entra para o interior do cilindro </li></ul>
  90. 90. <ul><li>3. MOTOR DE COMBUSTÃO INTERNA </li></ul><ul><li>MOTOR DE 2 TEMPOS </li></ul><ul><li>sistema diesel </li></ul><ul><li>-quando o pistão sobe, as aberturas são fechadas e começa a comprimir o ar </li></ul><ul><li>-no final desse tempo há a injeção de combustível </li></ul><ul><li>-o pistão desce em compressão e quando está aproximadamente no meio do curso descendente abrem-se as válvulas de escape e os gases queimados são eliminados </li></ul>

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