Dermatite Atópica - Revisão de Artigo

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Dermatite Atópica - Revisão de Artigo - Seminário apresentado no Internato em Pediatria I (PED I) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) - Natal, Brasil.

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  • Disfunção de barreira epidérmica se dá nos queratinócitos e celulas de Langerhans e a Disfunção da barreira imunológica é pela ativação da resposta Th2 ao invés da Th1.
  • Infecção viral: vulnerabilidade devido a uma diminuição da atividade de células natural killer e linfócitos T supressores Infecção fúngica é mais frequente em pct com dermatite atópica do que no restante da população.
  • Centrado nas manifestações clínicas
  •   Resumindo, as pomadas são mais pegajosas, deixam mais resíduos que os cremes, devendo ser aplicada em uma área mais restrita e ser evitada em aplicações facias. Os cremes, logo, são mais agradáveis ao toque, não deixam a sensação de oleosidade podendo ser utilizados numa área maior.
  • Dermatite Atópica - Revisão de Artigo

    1. 1. Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN Departamento de Pediatria Internato em Pediatria I – PED I Atualização em Dermatite Atópica Orientador: Dr. Leonardo Moura Ferreira de Souza Doutorandos: Atos Macedo Cristal Han Fellipe Figueiredo Leilane Melo Ranna Brito Artigo de Revisão
    2. 2. Definição  É uma dermatose inflamatória crônica de etiologia multifatorial.  Caracterizada por prurido intenso e xerose cutânea.  É uma erupção eczematosa pruriginosa recorrente que geralmente se inicia nos primeiros anos de vida.
    3. 3. Epidemiologia Afeta cerca de 5 a 20 % das crianças em todo o mundo . A prevalência nos Estados Unidos é em torno de 11%. Brasil: estudo ISSAC(International Study of Asthma and Allergy Diseases in Childhood): Entre 6 e 7 anos de idade: prevalência média de dermatite atópica foi 7,3% e dermatite grave de 0,8%; Entre 13 e 14 anos: a prevalência média de dermatite atópica foi de 5,3% e dermatite grave de 0,9%. 90% dos casos tem um início antes dos cinco anos de idade.
    4. 4. Etiopatogenia Disfunções de barreira epidérmica e imunológica Disfunção de barreira epidérmica: Permeabilidade da epiderme = interações complexas de queratinócitos diferenciados(corneócitos) na superfície da pele + grupos de proteínas estruturais(filagrina)+ lípidios . Rompimento desses elementos por defeitos hereditários, trauma, diminuição da umidade, falta de hidratação,alteração do pH, infecção  agentes antigênicos e irritantes penetram a barreira e entram em contato com células do sistema imunológico liberação de mediadores pró- inflamatóriosdermatite atópica
    5. 5. Etiopatogenia
    6. 6. Etiopatogenia Na fase crônica: Células de Langerhans Macrófagos IL-1 Th2 IL-4, IL-13, IL-5 e fator liberador de histamina
    7. 7. Manifestações Clínicas Sintoma Chave: Prurido Manifestações secundárias: Xerose Liquenificação Infecções Secundárias
    8. 8. Manifestações Clínicas Lactente: 2 meses a 2 anos Lesão Característica Eczema Agudo Locais Face(região malar) Pescoço Couro cabeludo Superfície extensora dos membros Área das fraldas poupadas Menos Comum Deltóide Região anterior do tórax
    9. 9. Manifestações Clínicas Criança: 2-12 anos Locais Regiões extensoras e flexoras Dobras cubitais e poplíteas Dorso de mãos Tornozelos Pescoço Processo Prurido + xerose + liquenificação  Sucessivas crises
    10. 10. Manifestações clínicas ≥ 12 anos Lesão: Liquenóide (placas)  Locais: Punho Dorso da mão Pescoço Pálpebras inferiores
    11. 11. Manifestações Clínicas Associadas Xerodermia Sudorese agrava o quadro
    12. 12. Manifestações Clínicas Associadas Pitiríase Alba
    13. 13. Manifestações Clínicas Associadas Ceratose pilar
    14. 14. Manifestações Clinicas Associadas Hiperlinearidade palmar
    15. 15. Manifestações Clinicas Associadas Infecções Cutâneas
    16. 16. Manifestações Clinicas Associadas Prega de Dennie-Morgan
    17. 17. Complicações Infecções bacterianas: Staphylococcus aureus (78 a 100%) Superinfecção: crostas melicéricas cobrindo as placas eczematozas. Infecções virais: IVAS, verrugas, molusco contagioso, HZV, herpes simples Infecções fúngicas: Trichophyton rubrum, Ptirosporum orbicularis e Ptirosporum ovale Couro cabeludo, face e pescoço
    18. 18. Diagnóstico Presença de prurido cutâneo somado a 3 ou mais dos seguintes critérios: História de prurido envolvendo áreas flexurais ou cervical. História pessoal de asma ou rinite alérgica ou HF de doença atópica em parente de 1º grau para <4anos. História de pele seca generalizada no último ano. Dermatite atual envolvendo áreas flexurais (ou região malar/ fronte/ face externa do membros em pct <4a). Início das lesões de pele antes dos 2a (pct>4a). Presença de 1 ou mais manifestações atípicas de DA. Williams HC et al. The U.K Working Party´s diagnostic criteria for atopic dermatitis.III.Independent hospital validation. Br J Dermatol 1994;131:406-16.
    19. 19. Evolução Curso crônico (períodos de exacerbações e remissões). Início precoce do eczema relacionado a maior gravidade. 25% dos casos persistem na fase adulta (associação com eczema flexural precoce e alergia respiratória).
    20. 20. Tratamento Primeiro passo: 1. Esclarecer a família e o paciente sobre a natureza crônica da doença. 2. Transmitir orientações de autocuidados e informações atualizadas sobre o tratamento.
    21. 21. Manejo Básico Três pilares fundamentais: 1. Afastamento de fatores irritantes desencadeantes; 2. Hidratação adequada e contínua da pele; 3. Controle da inflamação e do prurido com medicamento.
    22. 22. Manejo Básico Identificação e eliminação de fatores desencadeantes: 1. Diversos alérgenos podem estar envolvidos; 2. Comuns: a) Detergentes b) Sabões c) Amaciantes d) Roupas sintéticas e) Etiquetas f) Materiais abrasivos g) Poluentes, produtos químicos h) Condições extremas de temperatura e umidade.
    23. 23. Manejo Básico Recomendações: 1. Utilizar sabão de glicerina neutro para roupas em geral; 2. Lavar roupas novas antes do uso (redução do formaldeído e outros irritantes); 3. Preferir vestuário de tecido 100% algodão; 4. Sabonetes e xampus a base de aveia e sem perfume; 5. Banho rápido com temperatura amena; 6. Evitar banhos de imersão; 7. Instituir medidas visando controlar aeroalérgenos (medidas ambientais anti-ácaros).
    24. 24. Manejo Básico Recomendações: 1. Alérgenos alimentares: a) História detalhada para identificar alimentos suspeitos de relação com o quadro; b) Realizar teste cutâneos; c) Determinação de IgE específica; d) Dieta de exclusão do alimento suspeito por 2 semanas.
    25. 25. Manejo Básico Hidratação: 1. Essencial na prevenção e controle da dermatite atópica; 2. Restabelece a barreira cutânea, evitando a perda exagerada de água transepidérmica; 3. Recomenda-se hidratantes essencialmente de aveia; 4. Hidratantes petrolados são indicados nas peles mais ressecadas e podem ser associados a óleos; 5. Evitar hidratantes com: a) Uréia; b) Corantes ; c) Perfumes.
    26. 26. Tratamento medicamentoso Corticosteróides Tópicos: reduzem a inflamação e o prurido; Uso depende da gravidade das lesões; Divididos em baixa, média e alta potência; Cremes ou Pomadas; Efeitos adversos: Acne, estrias, hipopigmentação, telangiectasias e atrofia de pele.
    27. 27. Tratamento medicamentoso Anti-histamínicos orais: diminuir o prurido; a. Dexclorfeniramina e Hidroxizina: uso recomendado em lactentes e pré-escolares pelo efeito sedativo; b. Loratadina e Cetirizina: outras gerações recomendadas;
    28. 28. Tratamento medicamentoso Inibidores da Calcineurina: são derivados macrolídeos que ao inibirem a Calcineurina, impedem a transcrição de Interleucinas(IL-2,IL-4,IL-5 e IL-10) e a ativação das células T
    29. 29. Tratamento medicamentoso Inibidores da Calcineurina: a. Tacrolimo: bloqueio da IL-2. Apresentação: Pomada a 0,03% (crianças 2-12anos) e 0,1% (crianças +12anos), aplicada 2x/dia em dermatite atópica moderada a grave. Efeitos adversos: queimadura ou ardência local. b. Pimecrolimo: inibe TNF-α, a liberação de histamina e triptase. Indicado a partir dos 06 meses de vida. Apresentação: Creme a 1% 2x/dia por até seis meses. Efeitos adversos: ardor e queimação.
    30. 30. Tratamento avançado Inibidor de Leucotrienos (Montelucaste): usado em pacientes com discreta resposta ao anti-histamínicos e CE; Imunomoduladores sistêmicos: após falha no tratamento preventivo e tópico. Ex.: Ciclosporina, Azatioprina e Interferon-δ.
    31. 31. Obrigado.

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