Aleitamento Materno

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Aleitamento materno - Aula ministrada pela Dr. Devani Ferreira Pires para os membros da Liga de Pediatria da Universidade Federal do Rio Grande do Norte - LAPED - UFRN - (Natal - Brasil)

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Aleitamento Materno

  1. 1. ALEITAMENTO MATERNODevani Ferreira Pires  Puericultura do Hospital de Pediatria da UFRN
  2. 2. OBJETIVOS• Importância do aleitamento materno• Fisiologia da lactação• Técnica de aleitamento materno• Obstáculos ao aleitamento materno• Papel dos profissionais de saúde na promoção, incentivo, apoio eproteção do aleitamento materno
  3. 3. IMPORTÂNCIA DO ALEITAMENTO MATERNO
  4. 4. VANTAGENS DO ALEITAMENTO MATERNORisco de mortalidade infantil menor entre crianças amamentadas;Vantagens imunológicas: oligossacarídeos, citocinas, imunoglobulinasfavorecem a colonização e o desenvolvimento do tecido linfoide intestinal;Proteção contra infecções causadas por: Haemophilus influenzae,Streptococcus pneumoniae, Vibrio cholerae, Escherichia coli, e rotavirus;Banefícios para a mulher: menor risco de câncer de mama (pré-manopausa)e de ovário, obesidade, diabetes tipo 2, doença cardiovascular, síndromemetabólica e redução do sangramento pós parto.Stuebe Alison. The Risks of Not Breastfeeding for Mothers and Infants.Reviews in Obstetrics & Gynecology, vol. 2 nº 4/09.Breastfeeding protects against acute gastroenteritis due to rotavirus in infants. Eur J Pediatr (2010).
  5. 5. VANTAGENS DO ALEITAMENTO MATERNOREDUÇÃO DA MORTALIDADEO tipo de leite da dieta infantil desempenha grande influência sobre osriscos de morte por diarreia e doenças respiratórias. Criançasamamentadas que não recebiam outro leite além do materno, ao seremcomparadas com crianças desmamadas, apresentaram risco 14 vezesmenor de morrer por diarreia no primeiro ano de vida. O risco de mortepor infecções respiratórias foi 3,6 maior entre crianças desmamadas.Victora CG, Smith PG, Vaughan JP, Nobre LC, Lombardi C, Teixeira AM, et al. Evidence for protection bybreast-feeding against infant deaths from infectious diseases in Brazil. Lancet 1987; 2:319-22
  6. 6. Composição nutricional do Leite HumanoLeite humanoEstoquematernoSíntesenolactócitoOrigemda dietamaterna
  7. 7. Composição de Leite HumanoBrasil. Ministério da Saúde. Saúde da criança: nutrição infantil: aleitamento materno e alimentação complementar /Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – Brasília : Editora do Ministérioda Saúde, 2009.
  8. 8. FATORES BIOATIVOS NO LEITE HUMANOCÉLULA FUNÇÃOMacrófagos Proteção contra infecção e ativação de células TStem células RegeneraçãoIMUNOGLOBULINASIgA/IgAs Inibição da ligação de patógenosIgG Ação antimicrobiana, anti-inflamatória, ativação de fagocitoseIgM Aglutinação, ativação do complementoCITOCINASIL-6 Estimula a resposta da fase aguda, ativação das células BIL-7 Aumento do tamanho do timoIL-8 Recrutamento de neutrófilos, função pró-inflamatóriaIL-10 Repressão Th 1, indução da produção de anticorposIFN- Pró-inflamatória;Ballard & Morrow. Human Milk Composition Nutrients and Bioactive Factors. Pediatric Clinics of NorthAmerica. 2013, 60(1):49-74
  9. 9. NOVAS DESCOBERTAS NA COMPOSIÇÃO DE LEITE HUMANOFonte: Molinare EC, et als. Proteome Mapping of Human Skim Milk Proteins inTerm and Preterm Milk. Journal of Proteome Research 2012 11 (3), 1696-1714
  10. 10. LEITE MATERNOPROTEÇÃO CONTRA INFECÇÕESFUNCIONALIDADE COMPOSTOSAntimicrobianos Lactoferrina, IgA secretória, lisozima, leucocitos,macrófagos, linfocitos, oligossacáridos, fracção 3 docomplemento, fibronectina, mucinas.Anti-inflamatórios Lactoferrina, IgA secretória, lisozima, acetil hidrolase,citocinas anti inflamatórias, antagonistas dos receptoresdas citocinas pró inflamatórias.Antiproteases Lactoferrina, 1 antitripsina,  antiquimiotripsina, inibidorda elastase, catalase, glutationa-peroxidase.Antioxidantes Lactoferrina,  tocoferol,  caroteno, cisteína, ácidoascórbico, ácido úrico, catalase, glutationa peroxidase.Fatores de crescimento Fator de crescimento da epiderme, o fator de crescimentotransformador  e , fatores de crescimento dosgranulócitos, dos monócitos e dos granulócitos-monócitos.
  11. 11. CICLO ENTERO E BRONCOMAMÁRIOBrandtzaeg P. Mucosal immunity: integration between mother and the breast-fed infant. Vaccine. 2003 Jul28;21(24):3382-8.Review.
  12. 12. EVIDÊNCIAS DO ALEITAMENTO MATERNO A LONGO PRAZO1) Pressão arterial: AM obteve redução significantenos níveis pressóricos, porém menor que emoutras intervenções;2) Colesterol total sérico: AM redução significante emaior que de outras intervenções;3) Sobrepeso e obesidade: AM efeito significante(redução de 22%), maior que em outrasintervenções;4) Diabetes tipo II: O efeito do AM é significante(redução de 37%) e similar às outrasintervenções.Fonte: Horta LB, Bahl R, Martines JC, Victora CG. Evidence on the long-term effects of breastfeeding. Systematic reviewsand meta-analyses. © World Health Organization 2007.
  13. 13. ALEITAMENTO MATERNO E DOENÇAS ALÉRGICASAmamentação exclusiva por pelo menos 03 mesesreduz a incidência de dermatite , asma, eczemaatópico em 42% entre as crianças com uma históriafamiliar e 27% entre os recém-nascidos de baixo risco.ALEITAMENTO MATERNO E DIABETES TIPO 1 E 2As crianças que são exclusivamente amamentadaspor pelo menos 3 meses tem uma redução de até30% em diabetes tipo 1 e redução de 40% naincidência de diabetes tipo 2.Academia Americana de Pediatria.Ip S, et al: Breastfeeding and Maternal and Infant Health Outcomes in DevelopedCountries, April 2007. Agency for Healthcare Research and Quality, Rockville, MD.http://www.ahrq.gov/clinic/tp/brfouttp.htm
  14. 14. OTITE MÉDIAQualquer tempo de amamentação reduz aincidência de otite média (OM) em 23% emcomparação com a alimentação com fórmulainfantil exclusiva.INFECÇÕES RESPIRATÓRIASAmamentação exclusiva por mais de 04 mesesreduz o risco de hospitalização por infecçõesrespiratórias em 72% no primeiro ano de vida.Academia Americana de Pediatria.
  15. 15. SÍNDROME DA MORTE SÚBITA INFANTILOs resultados de uma meta-análise revelam queo aleitamento materno está associado com umaredução de 36% no risco de SIDS.LEUCEMIA INFANTIL E LINFOMAA amamentação durante pelo menos 06 mesestem sido associada com uma diminuição de 20%no risco de leucemia linfocítica aguda infantil eum decréscimo de 15% no risco de leucemiamielóide aguda .Academia Americana de Pediatria.
  16. 16. ANATOMIA DA MAMACada glândula mamáriacontém de 15 a 25 Lobos.Cada Lobo contém váriosLóbulos (20 a 40).Os Lóbulos são formadospor Alvéolos (10 a 100).As células dos alvéolos sintetizam osdiversos constituintes do leite materno.O leite é drenado dos pequenos ductosalveolares até os seios lactíferos.
  17. 17. FISIOLOGIA DA LACTAÇÃOPARTOADENOHIPÓFISE⇈ síntese dePROLACTINAHIPOTÁLAMO: estimulaçãodo fator de liberação daPROLACTINA .NEUROHIPÓFISESucção induz a síntese eliberação de OCITOCINAMAMA:PROLACTINA – síntese deleite nas células epiteliais.OCITOCINA – ejeção lácteaHORMÔNIOSDE SUPORTE METABÓLICOCortisol, TSH, GH, PHT, Insulina.Hormonal preparation of breast postpartum for lactation. Reproduced with permission from Lawrence RA and Lawrence RM. Lawrence RA. Areview of the medical benefi ts and contra-indications to breastfeeding in the United States. Maternal and Child Health Technical InformationBulletin. Arling-ton, VA: National Center for Education in Maternal Child Health; 1997. With permission from Duggan C, et al. Nutrition inPediatrics. 4th ed. Hamilton, Ontario, Canada: BC Decker Inc; 2008.
  18. 18. FISIOLOGIA DA LACTAÇÃOImpulsos sensoriaisHipófise anterior: OcitocinaHipófise posterior: Prolactina
  19. 19. LACTOGÊNESE IHormônio lactogênio placentário: ação sobre o crescimento damama, mamilo, aréola, ramificação dos ductos lactíferos;Estrógeno: estimula o crescimento dos ductos lactíferos;Progesterona: crescimento dos lobos e alvéolos mamários;Prolactina: crescimento dos alvéolosA lactogênese I inicia-se durante a gravidez e termina 2a 4 dias após o nascimento.
  20. 20. LACTOGÊNESE II E IIIA Lactogênese II inicia-se entre o terceiro e quarto dia após oparto, podendo durar 02 ou mais semanas (controle endócrino);Lactogênese III, a produção do leite maduro é estabelecida e émantida através do fornecimento a demanda, em resposta àsucção do lactente (controle autócrino da lactação).
  21. 21. SÍNTESE DO LEITE NA CÉLULAFigura: http://www.thevisualmd.com/health_centers/child_health/mother_s_milk/mother_s_milk_video1. Proteínas e lactoseproduzidas dentro da célulasão levados para o alvéolo;2. Produção de glóbulo degordura do leite;3. Transporte de íons e água;4. Transporte deimunoglobulinas,hormônios e fatores decrescimento;5. Padrão paracelular:movimento de substânciasdentro da célula.
  22. 22. TÉCNICA DE ALEITAMENTO MATERNO
  23. 23. POSICIONAMENTO CORRETOCorpo do bebê alinhadoCorpo do bebê todo voltado para a mãe, “barriga com barriga”Corpo do bebê todo apoiado pelo antebraço da mãeCabeça do bebê de frente para o peitoBrasil. Ministério da Saúde. Saúde da criança: nutrição infantil: aleitamento materno e alimentação complementar /Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – Brasília : Editora do Ministérioda Saúde, 2009.
  24. 24. PEGA CORRETABoca bem abertaLábio inferior projeta-se para foraApreensão de toda ou quase toda aréolaQueixo toca a mamaVisualiza-se mais aréola acima do lábio superior do que abaixo do lábio inferiorFonte: OMS/UNICEF. Proteção, promoção e apoio ao aleitamento materno: o papel essencial dos serviços materno-infantis. Genebra: Declaração conjunta OMS/UNICEF; 1989.
  25. 25. A PEGA INCORRETA OU MÁ PEGACONSEQUÊNCIAS:Dificulta a retirada do leite (não comprime os seios lactíferos)Ocasiona esvaziamento inadequado da mamaPrincipal causa dor e trauma mamilar (fissura ou rachadura)Pode reduzir a produção de leite e induzir ao desmame precoceFonte: OMS/UNICEF. Proteção, promoção e apoio ao aleitamento materno: o papel essencial dos serviços materno-infantis. Genebra: Declaração conjunta OMS/UNICEF; 1989.SINAIS:Boca pouco aberta (lábios em “O”)Apreensão apenas do mamiloQueixo distante da mamaBochechas encovadas
  26. 26. FISIOLOGIA DA SUCÇÃO NO RECÉM-NASCIDO- Reflexos relacionados com a alimentação:BuscaSucçãoDeglutição- Importante: boa vedação labial (formação do selo)- Coordenação entre sucção, deglutição e respiração.
  27. 27. PROBLEMAS PRECOCES OU TARDIOS COM AS MAMAS
  28. 28. MANEJO CLÍNICO DO ALEITAMENTO MATERNOMAMILO INVERTIDOCausaTiposPrevençãoTratamento
  29. 29. EXERCÍCIOS DE HOFFMAN PARA MAMILOSPLANOS, CURTOS OU INVERTIDOSA mulher deve posicionar o polegar eo dedo indicador em lados opostos dabase do mamilo, apertar para dentroe puxar DELICADAMENTE para fora,no sentido vertical e horizontal.Realizar várias vezes durante o dia,logo após o nascimento do bebê.http://www.espacodamamae.com.br/noticia.php?id=670
  30. 30. TÉCNICA DA SERINGA INVERTIDA PARA MAMILOS INVERTIDOS
  31. 31. MANEJO CLÍNICO DO ALEITAMENTO MATERNOCausaQuadro clínicoPrevençãoTratamentoTRAUMA MAMILAR  FISSURACORRIGIR A PEGABANHO DE SOL PELA MANHÃ CEDO
  32. 32. TÉCNICA DA PEGA CORRETAFoto: http://www.maecuritibana.com.br/editorias/109-armazenando_o_leite_materno
  33. 33. MANEJO CLÍNICO DO ALEITAMENTO MATERNOINGURGITAMENTO MAMÁRIO (LEITE EMPEDRADO)CausaQuadro clínicoPrevençãoTratamentoESVAZIAMENTO ADEQUADO DA MAMA / CORRIGIR TÉCNICA DEALEITAMENTO / REALIZAR ORDENHA (RETIRADA DO LEITE) ATRAVÉS DAMASSAGEM E ORDENHA MANUAL OU UTILIZANDO A BOMBA TIRA LEITEMEDICAMENTO CONFORME INDICAÇÃO.
  34. 34. INDICAÇÃO DA ORDENHA MANUALAlgumas razões para ordenhar o leite• Aumentar a produção de leite ou mesmo para manter a lactação.• Manter a pele saudável, massageando algumas gotas de leite maternonos mamilos.• Reduzir o ingurgitamento mamário• Tornar a região do mamilo e da aréola mais flexível , facilitando amamada pelo bebê.• Retirar leite para oferecer ao bebê que não pode ser amamentado.• Armazenar leite para oferecer ao bebê quando a mãe retorna aotrabalho ou precisa se afastar por um tempo.• Auxiliar no tratamento de mastite.• Doar a um banco de leite.http://www.conversandocomopediatra.com.br/paginas/materias_gerais/como_colher_estocar_leite.aspx
  35. 35. ORDENHA MANUALhttp://www.conversandocomopediatra.com.br/paginas/materias_gerais/como_colher_estocar_leite.aspxPreparando-se para retirar o leite• Escolha um lugar tranquilo. Ouvir música, receber massagem nas costas, teruma foto de seu bebê, e até mesmo medicação para a dor (caso seja necessário),podem ajudar a relaxar.• Tenha um recipiente limpo (de preferência estéril) pronto.• Se estiver usando uma bomba, que ela esteja limpa e montada.• Prenda os cabelos e proteja a boca e narinas com máscara.• Lave as mãos com água e sabão, e tenha as unhas limpas e de preferênciacurtas.• Caso tenha que lavar as mamas, utilize somente água, pois o sabão resseca osmamilos.• Adote uma posição confortável, mantenha os ombros relaxados e um poucoinclinados para frente.• Faça massagem, com movimentos circulares, da região areolar até a base damama.
  36. 36. TÉCNICA DE ORDENHA MANUAL1º passo: massagem2º passo: ordenha
  37. 37. TÉCNICA DE ORDENHA MANUALhttp://www.conversandocomopediatra.com.br/paginas/materias_gerais/como_colher_estocar_leite.aspx• Posicione o dedo polegar acima da aréola, e o indicador abaixo. Pressione aregião areolar com movimento firme, aproximando os dedos e direcionando-ospara o tórax, de forma intermitente (tipo “aperta-solta”), até o leite começar afluir. Despreze os primeiros jatos de leite (0,5 a 1 ml).• Mude a posição dos dedos, para esvaziar todas as partes da mama.• Aplique as últimas gotas retiradas na região mamilo-areolar, massageandodelicadamente.
  38. 38. http://www.conversandocomopediatra.com.br/paginas/materias_gerais/como_colher_estocar_leite.aspxUse preferencialmente recipientes de vidro, e eventualmente os de plástico, comopolipropileno, para o armazenamento do leite ordenhado.A Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano diz que:• O leite humano ordenhado congelado pode ser estocado por um período máximo de 15 diasa partir da data da coleta, se for mantido em temperatura máxima de -3 °C.• O leite humano ordenhado e refrigerado para ser oferecido pela mãe ao seu bebê, pode serestocado por um período de até 12 horas, se guardado em temperatura máxima de 5 °C.• Depois de descongelado, o leite humano deve ser mantido sob refrigeração, emtemperatura máxima de 5 °C, por até 12 horas.• Para descongelar o leite, coloque o recipiente em banho-maria, com água potável,aquecendo um pouco, mas sem ferver. Ao desligar o fogo, a temperatura da água deve estarem torno dos 40 ºC, ou seja, deve ser possível tocar a água sem se queimar. O frasco deveentão permanecer na água aquecida até descongelar completamente o leite.ARMAZENAMENTO E DESCONGELAMENTO DOLEITE HUMANO ORDENHADO
  39. 39. MANEJO CLÍNICO DO ALEITAMENTO MATERNODUCTO BLOQUEADOCausaQuadro clínicoPrevençãoTratamentoAtenção cuidado Médico e Enfermagem
  40. 40. MANEJO CLÍNICO DO ALEITAMENTO MATERNOMASTITE PUERPERALCausaQuadro clínicoPrevençãoTratamentoAtenção cuidado Médico e Enfermagem
  41. 41. MANEJO CLÍNICO DO ALEITAMENTO MATERNOABSCESSO MAMÁRIOCausaQuadro clínicoPrevençãoTratamentoAtenção cuidado Médico e Enfermagem
  42. 42. PRODUÇÃO LÁCTEA  SINAIS DE INGESTA SATISFATÓRIAIDADE DO RECÉM-NASCIDO URINA FEZES1º DIA DE VIDA 01 ou mais / 24 h 01 ou mais / 24 h02  03 DIAS 02  03 XX urina clara 01 ou mais  mecônio outransição03  05 DIAS 03  05 XX urina clara 03  04: transição05  07 DIAS 04  06 XX urina clara 03  06: amarelo ouro07  28 DIAS Frequente e clara 05  10 dejeções, consistênciaamolecida ou pastosaPerinatal Services BC / Health Promotion Guideline / Breastfeeding Healthy Term Infants. Vancouver, Canada, maio 2012.Perda de peso entre 7 a 10% nos primeiros 04 dias (parto normal) ou 05 dias (partocesáreo): monitorar RN e a técnica de aleitamento materno.NB: O PESO DO NASCIMENTO DEVE SER RESTABELECIDO COM 02 SEMANAS DE VIDA.
  43. 43. PRODUÇÃO LÁCTEA  SINAIS DE INGESTA SATISFATÓRIAGanho ponderal satisfatório: 20  30 g/diaDiurese: 06 ou mais episódios em 24 horas / Urina claraNúmero de mamadas: 08 ou mais em 24 horasTécnica correta de aleitamento: posicionamento e pegaSucção nutritiva e deglutição adequadosEsvaziamento adequado das mamasRecém-Nascido ou lactente alerta, ativo, parece saudável, bomtônus muscular, turgor da pele normalFundo das Nações Unidas para a Infância. Iniciativa Hospital Amigo da Criança : módulo 3 : promovendo e incentivandoa amamentação em um Hospital Amigo da Criança/ Fundo das Nações Unidas para a Infância. Organização Mundial daSaúde. – Brasília : Editora do Ministério da Saúde, 2009.
  44. 44. CAUSAS DE FAILURE TO THRIVEIngesta inadequada (disfunção da sucção e ou deglutição)Aumento da taxa metabólica: (ex. DBP, doença cardíaca congênita)Síndromes disabsortivas (AIDS, Doença Celíaca, EIM, Síndrome doIntestino Curto, Fibrose Cística, Doença Inflamatória Intestinal)Infecção congênita ou adquiridaAtraso do desenvolvimento, anomalias congênitas, exposiçãodurante a vida fetal (síndrome alcoólica fetal)Restrição de Crescimento IntrauterinoRobert Markowitz, John B. Watkins, Christopher Duggan. CHAPTER 43 / Failure to Thrive: Malnutrition in thePediatric Outpatient Setting. With permission from Duggan C, et al. Nutrition in Pediatrics. 4th ed. Hamilton,Ontario, Canada: BC Decker Inc; 2008 .
  45. 45. CAUSAS DE FAILURE TO THRIVEProblema relacionado ao ambiente familiarPobrezaHábitos alimentares errôneosIsolamento socialTécnica inadequada de alimentaçãoHistória de drogadicção / Psicopatologia maternaViolência, negligência ou abusoRobert Markowitz, John B. Watkins, Christopher Duggan. CHAPTER 43 / Failure to Thrive: Malnutrition in thePediatric Outpatient Setting. With permission from Duggan C, et al. Nutrition in Pediatrics. 4th ed. Hamilton,Ontario, Canada: BC Decker Inc; 2008 .
  46. 46. CAUSAS DE PRODUÇÃO LÁCTEA INSUFICIENTETécnica incorreta de aleitamento maternoFadiga maternaFrequência reduzida de mamadaProblema anatômico / Cirurgia prévia (redutora)Ingurgitamento mamário  esvaziamento inadequadoDoença maternaDrogasTabagismo / Etilismo / Estresse / Nutrição maternaAdaptado: Fundo das Nações Unidas para a Infância. Iniciativa Hospital Amigo da Criança: módulo 3: promovendo eincentivando a amamentação em um Hospital Amigo da Criança/ Fundo das Nações Unidas para a Infância. OrganizaçãoMundial da Saúde. – Brasília : Editora do Ministério da Saúde, 2009.
  47. 47. MANEJO DE PRODUÇÃO LÁCTEA INSUFICIENTERELACTAÇÃORelactação: quando a mãe que estava amamentandoapresenta redução na produção láctea com desmameprecoce e deseja retornar ao aleitamento materno.OrientaçõesRetirar a mamadeira;Estimular sucção ao seio materno 08 a 12 vezesnas 24 horas;Administrar a dieta através de um suplementadorou seringa, acoplada a uma sonda fixada àmama da genitora (figura);Recomendações referentes à saúde da genitorae do bebê, e suporte psicoafetivo;Medicamento lactogogo, se indicado;Equipe interdisciplinar treinada.
  48. 48. RAZÕES MÉDICAS ACEITÁVEIS PARA A UTILIZAÇÃO DE SUBSTITUTOSDO LEITE MATERNORN ou lactentes que não conseguem mamar ao seio mas que o leite materno é oalimento idealRN ou lactentes que podem necessitar de outra nutrição além do Leite MaternoRN ou lactentes que não devem receber o Leite MaternoRN ou lactentes para os quais o LM não está disponívelDoenças maternas que afetam a recomendação de aleitamento maternoFundo das Nações Unidas para a Infância. Iniciativa Hospital Amigo da Criança módulo 4 :autoavaliação e monitoramento do hospital / Fundo das Nações Unidas para a Infância,Organização Mundial da Saúde. – Brasília : Editora do Ministério da Saúde, 2010.
  49. 49. DOENÇA MATERNA E ALEITAMENTO MATERNO
  50. 50. SUSPENSÃO TEMPORÁRIA DO ALEITAMENTO MATERNODoença materna graveInfecção pelo vírus Herpes Simplex  HSV 1 ou 2, com lesõesativas localizadas na mama (permitir após cura das lesões)Uso de radiofármacos (informações sobre a duração da excreçãodo fármaco no leite materno)Uso de medicamentos não permitidosVaricela materna iniciada 05 dias antes ou 02 dias após o parto(permitir quando a mãe não oferecer risco de contágio ao RN)Fundo das Nações Unidas para a Infância. Iniciativa Hospital Amigo da Criança : módulo 3 : promovendo e incentivandoa amamentação em um Hospital Amigo da Criança/ Fundo das Nações Unidas para a Infância. Organização Mundial daSaúde. – Brasília : Editora do Ministério da Saúde, 2009.
  51. 51. ALEITAMENTO MATERNO E INDICAÇÃO DE PROFILAXIAPUÉRPERA COM SOROLOGIA POSITIVA PARA HEPATITE BPrescrever Imunoglogulina hiperimune contra Hepatite B(IGHAHB) nas primeiras 12 horas de vida.Para recém-nascidos e lactentes a dose indicada é de 100 UI ou0,5 ml por via intramuscular, no músculo vasto lateral.Administrar concomitante a vacina contra Hepatite B: 0,5 mL porvia intramuscular, músculo vasto lateral do membro oposto.Saúde da criança: nutrição infantil: aleitamento materno e alimentação complementar / Ministério da Saúde,Secretaria de Atenção à Saúde. Brasília : Editora do Ministério da Saúde, 2009.PERMITIR A AMAMENTAÇÃO COM MEDIDAS PREVENTIVAS
  52. 52. PROFILAXIA DA VARICELAImunoglobulina humana antivaricela Zóster (IGHAVZ)A IGHAVZ é administrada até 96 horas depois da ocorrência docontato. Indicações:Recém-Nascidos cujas mães tiveram varicela nos últimos cincodias da gestação ou até 48 horas depois do parto;Recém-Nascidos prematuros, com 28 semanas ou mais degestação, cujas mães nunca tiveram varicela.A dose da imunoglobulina humana antivaricela zóster é de 125UI/10 kg de peso corporal, independente da idade. A dosemínima é de 125 UI e a máxima é de 625 UI. (02 mL = 125 UI)Saúde da criança: nutrição infantil: aleitamento materno e alimentação complementar / Ministério da Saúde,Secretaria de Atenção à Saúde, Brasília : Editora do Ministério da Saúde, 2009.
  53. 53. CONTRAINDICAÇÃO AO ALEITAMENTO MATERNOInfecção pelo Vírus HIV 1 ou 2Infecção pelo Vírus HTLV 1 ou 2Psicose puerperalUso de medicamentos antineoplásicosMedicamentos antipsicóticosUso de carbonato de lítioDrogas de abusoFundo das Nações Unidas para a Infância. Iniciativa Hospital Amigo da Criança : módulo 3 : promovendo e incentivandoa amamentação em um Hospital Amigo da Criança/ Fundo das Nações Unidas para a Infância. Organização Mundial daSaúde. – Brasília : Editora do Ministério da Saúde, 2009.A MÃE NÃO DEVE AMAMENTAR
  54. 54. OS DEZ PASSOS PARA O SUCESSO DO ALEITAMENTO MATERNO1. Ter uma política de aleitamento materno escrita que seja rotineiramentetransmitida a toda equipe de cuidados de saúde.2. Capacitar toda a equipe de cuidados de saúde nas práticas necessáriaspara implementar esta política.3. Informar todas as gestantes sobre os benefícios e o manejo do aleitamentomaterno.4. Ajudar as mães a iniciar o aleitamento materno na primeira meia horaapós o nascimento.5. Mostrar às mães como amamentar e como manter a lactação mesmo seVierem a ser separadas dos filhos.6. Não oferecer a recém-nascidos bebida ou alimento que não seja o leitematerno, a não ser que haja indicação médica.7. Praticar o alojamento conjunto – permitir que mães e recém-nascidospermaneçam juntos – 24 horas por dia.8. Incentivar o aleitamento materno sob livre demanda.9. Não oferecer bicos artificiais ou chupetas a crianças amamentadas.10. Promover a formação de grupos de apoio à amamentação eencaminhar as mães a esses grupos na alta da maternidade.Declaração conjunta da OMS/UNICEF (1989)
  55. 55. Participar das consultas de pré-natal e puericultura;Reconhecer o valor da amamentação;Encorajar e incentivar a mãe a amamentar;Ajudar no cuidado com a casa e os outros filhos;NÃO trazer para casa latas de leite, mamadeiras e chupetas;Transmitir experiências positivas de amamentação.A FAMÍLIA E O ALEITAMENTO MATERNOFonte: Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Promovendo o AleitamentoMaterno 2ª edição, revisada.Brasília: 2007. Álbum Seriado.
  56. 56. Possibilita às gestantes, puérperas e familiares: apreender, refletir, aceitar epraticar conhecimentos relativos à gravidez, parto, puerpério e aleitamento.IMPORTÂNCIA DOS GRUPOS EDUCATIVOS E DE APOIOONDE OBTER AJUDA:Maternidade com equipe treinada na Iniciativa Hospital Amigo da Criança (IAC)Banco de Leite HumanoUnidade de Saúde Básica Amiga da AmamentaçãoMaternidade com equipe treinada no Método CanguruGrupos de apoio a amamentação na comunidadePublicações da OMS, UNICEF, Ministério da Saúde e Sociedade Brasileira de Pediatria
  57. 57. 1. Amamentação em um Hospital Amigo da Criança: curso de 20 horas para equipes de maternidade / Fundo das NaçõesUnidas para a Infância, Organização Mundial da Saúde.– Brasilia : Editora do Ministério da Saúde, 2009.276 p. : il. – (Serie A. Normas e Manuais Técnicos)2. Saúde da criança: nutrição infantil: aleitamento materno e alimentação complementar / Ministério da Saúde,Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – Brasília : Editora do Ministério da Saúde, 2009. 112 p.: il. – (Série A. Normas e Manuais Técnicos) (Cadernos de Atenção Básica, n. 23)3. Cartilha para a mãe trabalhadora que amamenta / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamentode Ações Programáticas Estratégicas. – Brasília : Ministério da Saúde, 2010.4. Amamentação e uso de medicamentos e outras substâncias / Ministério da Saúde, Secretaria da Atenção à Saúde,Departamento de Ações Programáticas e Estratégicas. – 2. ed. – Brasília : Editora do Ministério da Saúde, 2010.5. Atenção à saúde do recém-nascido: guia para os profissionais de saúde / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção àSaúde, Departamento de Ações Programáticas e Estratégicas. Brasília : Ministério da Saúde, 2011.6. Aleitamento materno, distribuição de fórmulas infantis em estabelecimentos de saúde e a legislação /Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Departamento deAções Programáticas e Estratégicas – Brasília : Ministério da Saúde, 2012.LEITURAS RECOMENDADAShttp://portal.saude.gov.br/portal/saude/area.cfm?id_area=1461
  58. 58. Obrigada!

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