Darcy Ribeiro

16.317 visualizações

Publicada em

Apresentação da pesquisa sobre o autor.

1 comentário
1 gostou
Estatísticas
Notas
Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
16.317
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
86
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
376
Comentários
1
Gostaram
1
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Darcy Ribeiro

  1. 1. RELATÓRIO DE PESQUISA <ul><li>Pensadores da Educação </li></ul><ul><ul><li>“ A educação é uma </li></ul></ul><ul><ul><li>das causas da </li></ul></ul><ul><ul><li>minha vida, por </li></ul></ul><ul><ul><li>isso falo dela </li></ul></ul><ul><ul><li>emocionado “. </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Darcy Ribeiro </li></ul></ul></ul>AAAAAAAAA
  2. 2. Darcy Ribeiro Onde nasceu, viveu e morreu <ul><li>Nasceu em Montes Claros, Minas Gerais no dia 26 de outubro de 1922. </li></ul><ul><li>Viveu no Brasil, onde dedicou-se ao estudo dos índios e a educação primária e superior. Quando exilado morou em vários países da América Latina, entre eles o Uruguai, Peru e Chile onde conduziu vários programas de reforma universitária. </li></ul><ul><li>Faleceu na capital federal em 17 de fevereiro de 1997. </li></ul>
  3. 3. Acontecimentos: culturais, sociais, econômicos, históricos. <ul><li>Perdeu o pai muito cedo e sua mãe era professora primária. Em 1939 foi para Belo Horizonte estudar medicina para agradar a mãe, mas logo percebeu que estava no caminho errado. Lia muito e preferia assistir às aulas do curso de Filosofia e da Faculdade de Direito, acabando por ser reprovado duas vezes na Faculdade de Medicina. Em 1943, escreveu o seu primeiro romance, Lapa Grande. </li></ul><ul><li>. </li></ul>
  4. 4. Acontecimentos: culturais, sociais, econômicos, históricos. <ul><li>Um ano depois, Darcy Ribeiro matriculou-se na Faculdade de Sociologia e Política de São Paulo. Em 1946, graduou-se em Sociologia, com especialização em Etnologia. Como etnólogo abraçou a causa indígena, que o tornou conhecido em todo o país. </li></ul><ul><li>Comunista desde 1940, integrou-se rapidamente num grupo intelectual paulista, do qual faziam parte, entre outros, Caio Prado Júnior, Oswald de Andrade e Jorge Amado. </li></ul>
  5. 5. Acontecimentos: culturais, sociais, econômicos, históricos. <ul><li>Dedicou os seus primeiros anos de vida profissional de 1947 a 1956 ao estudo dos índios do Mato Grosso, Amazonas, Brasil Central, Paraná e Santa Catarina. Nesse período fundou o museu do índio que dirigiu até 1 947, também criou o parque Indígena do Xingu. Escreveu uma vasta obra etnográfica e de defesa da causa indígena. </li></ul>
  6. 6. Acontecimentos: culturais, sociais, econômicos, históricos. <ul><li>Com o golpe militar de 1964 , teve seus direitos políticos cassados e foi exilado . </li></ul><ul><li>Viveu em vários países da América Latina, conduzindo programa de reforma universitária, com as idéias que defendeu em A Universidade necessária. Professor de Antropologia da Universidade Oriental do Uruguai, também foi assessor do presidente Salvador Allende, no Chile, e de Velasco Alvarado, no Peru. </li></ul>
  7. 7. Acontecimentos: culturais, sociais, econômicos, históricos. <ul><li>Em 1976, volta ao Brasil, sendo anistiado em 1980. Volta a dedicar-se à educação e a política. Participa do PDT com Leonel Brizola. Foi secretário da Cultura e coordenador do Programa Especial de Educação, com o encargo de implantar 500 CIEPs no Estado do Rio de Janeiro. Criou a Biblioteca Pública Estadual, o Centro Infantil de Cultura de Ipanema e o Sambódromo, em que colocou 200 salas de aula para faze-lo funcionar também como enorme escola primária. </li></ul>
  8. 8. Acontecimentos: culturais, sociais, econômicos, históricos. <ul><li>Em 1990, foi eleito senador da República, publicou, pelo Senado Federal, a revista Carta, onde os principais problemas do Brasil e do mundo são analisados e discutidos. Foi também secretário e de Projetos Especiais do Estado do Rio de Janeiro. Também foi relator do anteprojeto aprovado da nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (1996) , que passou a ser conhecida como Lei Darcy Ribeiro. </li></ul>
  9. 9. Acontecimentos: culturais, sociais, econômicos, históricos. <ul><li>Colaborou com o governador Leonel Brizola na conclusão dos CIEPs ( Centro Integrado de Educação Públicas - eram escolas públicas, de período integral, onde as crianças cursavam disciplinas curriculares e recebiam alimentação de qualidade e acompanhamento médico-odontológico, além de praticarem </li></ul><ul><li>atividades esportivas. </li></ul>
  10. 10. Acontecimentos: culturais, sociais, econômicos, históricos. <ul><li>Entre 1992 e 1994, ocupou-se de completar a rede dos CIEPs: de criar um novo padrão de ensino médio, através dos Ginásios Públicos; e de implantar e consolidar a nova Universidade Estadual do Norte Fluminense, com ambição ser uma Universidade do Terceiro Milênio. </li></ul>
  11. 11. Acontecimentos: culturais, sociais, econômicos, históricos. <ul><li>No seu último ano de vida, dedicou-se especialmente a organizar a Universidade Aberta do Brasil, com cursos de educação a distância, para funcionar a partir de 1997, e a Escola Normal superior, para a formação de professores de primeiro grau. Organizou a Fundação Darcy Ribeiro, instituída, com o objetivo de manter sua obra viva e elaborar projetos nas áreas educacional e cultural. </li></ul>
  12. 12. Escolas ou correntes científicas, filosóficas, culturais . <ul><li>Se hoje parece óbvia a importância da educação no processo de desenvolvimento e democratização do país, isso se deve a estudiosos como Darcy Ribeiro, que defendeu até o final da vida essa idéia revolucionária . Sociólogo de formação, ele foi capaz de ver a escola do lado de fora da sala de aula, enxergando nela uma dimensão política . Inspirado pelo movimento da Escola Nova , foi um dos primeiros a engajar-se politicamente na causa do ensino público, gratuito e de qualidade. </li></ul>
  13. 13. Escolas ou correntes científicas, filosóficas, culturais . <ul><li>Seu mérito não foi desenvolver grandes teorias pedagógicas nem métodos de aprendizagem. Até porque não era um autor de teses, mas de feitos. Um homem de “ fazimentos “, como ele próprio gostava de se apresentar. </li></ul><ul><li>Darcy era um mineiro diferente do estereótipo: nada discreto, nada moderado. Contundente, polêmico, revolucionário, engajado e movido pela obsessão de salvar o Brasil, era um homem que pensava grande. </li></ul>
  14. 14. Escolas ou correntes científicas, filosóficas, culturais . <ul><li>Dizia que tinha uma pequena “utopia”: um desenvolvimento justo para todos os cidadãos. Por isso deu tanta importância à educação, vista por ele como o meio para alcançar essa transformação social. “Sem povo educado não há como fazer o país crescer”. </li></ul><ul><li>Ele considerava o sistema educacional brasileiro elitista e desonesto, porque promovia a exclusão, consciente ou não, das crianças de classes populares. </li></ul>
  15. 15. <ul><li>Criticava o sistema de turnos, que, ao reduzir o tempo de aula, restringia também as chances de sucesso de quem não tinha condições de complementar a formação em casa. </li></ul><ul><li>Foi discípulo do educador Anísio Teixeira, com quem entrou no movimento pelo ensino público e pela erradicação do analfabetismo nos anos 50. “Em educação, nada fiz do que pôr meu dínamo de agitação zumbindo em torno das idéias dele”, disse Darcy. Na verdade fez mais do que isso. Deu forma as idéias do mestre. </li></ul>Escolas ou correntes científicas, filosóficas, culturais .
  16. 16. Escolas ou correntes científicas, filosóficas, culturais . <ul><li>Darcy começou sua atuação pelo Ensino Superior. Acreditava que boa parte dos problemas do sistema educacional brasileiro se devia ao modelo de universidade vigente, conservador e descomprometido com a sociedade. Buscou eliminar ao máximo os formalismos e criar uma instituição livre em que a pesquisa seria voltada para a resolução dos problemas nacionais. </li></ul><ul><li>Para Darcy Ribeiro, a saída para reduzir a injustiça social era uma escola com no mínimo seis horas diárias de atividades e funções que fossem além do ensino e da aprendizagem. </li></ul>
  17. 17. Escolas ou correntes científicas, filosóficas, culturais . <ul><li>Ele imaginava um espaço de instrução, orientação artística, desenvolvimento das ciências, assistência médica, odontológica e alimentar e práticas diárias orientadas, como tomar banho ou escovar os dentes. E, principalmente, um local para formar o cidadão crítico. A escola que Darcy defendia estava voltada para as crianças de classes populares, que muitas vezes só contam com ela para se educar e crescer. A crise do sistema educacional começou nos anos do Getulismo </li></ul>
  18. 18. Escolas ou correntes científicas, filosóficas, culturais . <ul><li>Era uma época de índices de analfabetismo altíssimos e que marcou o começo da deterioração do sistema de educação pública. Foi também um momento em que o mundo curtia uma onda de democracia, após a Segunda Guerra Mundial. No Brasil, como em outros países, aumentava a pressão sobre o Estado por melhoria nas condições de vida . Inspirado pelo movimento da Escola Nova, liderado no país pelo educador Anísio Teixeira. </li></ul>
  19. 19. Escolas ou correntes científicas, filosóficas, culturais . <ul><li>Darcy entrou na luta pela escola pública gratuita e de qualidade. E abraçou definitivamente a causa da educação. </li></ul><ul><li>Depois desses anos de efervescência veio a ditadura, período em que se acentuou sucateamento da Educação Básica. Os investimentos concentraram-se no Ensino Superior e em programas de alfabetização de adultos. Cresceram as diferenças regionais e o ensino ficou ainda mais elitista, fenômemo que só começou a ser revertido na década de 1990. </li></ul>
  20. 20. Principais obras produzidas <ul><li>Religião e mitologia Kadiwéu; </li></ul><ul><li>América Latina, a Pátria Grande; </li></ul><ul><li>Configuração Histórico Cultural dos Povos Americanos ( Civilização Brasileira ). </li></ul><ul><li>Ensaios Insólitos; </li></ul><ul><li>Mayra; </li></ul><ul><li>Migo; </li></ul><ul><li>Nossa Escola é uma Calamidade; </li></ul><ul><li>Sobre o Óbvio; </li></ul><ul><li>Testemunho; </li></ul><ul><li>Aos Trancos e Barrancos; </li></ul><ul><li>Uirá Sai à Procura de Deus; </li></ul>
  21. 21. Principais obras produzidas <ul><li>A Universidade Necessária; </li></ul><ul><li>Universidade para quê ?; </li></ul><ul><li>Utopia Selvagem; </li></ul><ul><li>As Américas e a Civilização; </li></ul><ul><li>Os Brasileiros; </li></ul><ul><li>Dilema da América Latina; </li></ul><ul><li>Formas e Sistemas de Governo; </li></ul><ul><li>A Fundação do Brasil; </li></ul><ul><li>Os Ìndios e a Civilização; </li></ul><ul><li>Processo Civilizatório; </li></ul><ul><li>Teoria do Brasil; </li></ul><ul><li>Povo Brasileiro. </li></ul>
  22. 22.   Principais teses do pensador <ul><li>Como ele mesmo dizia , não era um autor de teses, mas sim um homem de fazimentos e destacava a: </li></ul><ul><li>A importância da educação no processo de desenvolvimento e democratização do país . </li></ul><ul><li>Só queria entender porque o Brasil era um país que teimava em não dar certo. </li></ul>
  23. 23. Homenagem a Darcy Ribeiro – Jornal do Senado – Edição de 26/03/2007 <ul><li>O intelectual, escritor, professor e ex-senador Darcy Ribeiro foi homenageado em sessão especial. A iniciativa do senador Cristovam Buarque marcou os dez anos da morte do antropólogo e educador que insistia em &quot;salvar as crianças do Brasil&quot; e se notabilizou pela luta por um ensino público gratuito e de qualidade, pela defesa dos índios brasileiros e das reformas sociais. </li></ul>
  24. 24. Homenagem a Darcy Ribeiro – Jornal do Senado – Edição de 26/03/2007 <ul><li>Dez anos sem o apóstolo da educação </li></ul><ul><li>Sessão especial no lembra a trajetória do ex-senador Darcy Ribeiro, que morreu em 1997. </li></ul><ul><li>Darcy Ribeiro, antropólogo e educador, foi o relator da Lei de Diretrizes e Bases da Educação. Fracassei em tudo o que tentei na vida. Tentei alfabetizar as crianças brasileiras, não consegui. Tentei salvar os índios, não consegui. Tentei fazer uma universidade séria e fracassei. Tentei fazer o Brasil desenvolver-se autonomamente e fracassei. </li></ul>
  25. 25. Homenagem a Darcy Ribeiro – Jornal do Senado – Edição de 26/03/2007 <ul><li>Um profeta do desenvolvimento civilizatório </li></ul><ul><li>Cristovam Buarque (PDT-DF) afirmou, que o político e intelectual foi um &quot;profeta&quot; do desenvolvimento civilizatório. O senador justificou o atributo ao destacar as ações do homenageado no campo da educação, segundo Cristovam já compreendida por Darcy como o &quot;vetor correto&quot; do desenvolvimento. Hoje, creio que todos estamos chegando à idéia, ao acordo, de que o progresso não vem da ordem, mas da educação. O progresso não vem do chão de fábrica, mas dos bancos de escola – disse. </li></ul>
  26. 26. Homenagem a Darcy Ribeiro – Jornal do Senado – Edição de 26/03/2007 <ul><li>Um lutador pela educação básica de qualidade </li></ul><ul><li>Para Renan Calheiros (PMDB-AL), Darcy Ribeiro foi quem verdadeiramente lutou pela educação básica. – Em suas palavras, vivemos a situação de uma educação primária que produz mais analfabetos que alfabetizados; de uma escola média que não prepara ninguém ; e de uma escola superior em que, na maior parte dos casos, o professor faz de conta que ensina e o aluno faz de conta que aprende. Transformar essa realidade, sempre inspirados por Darcy, é nosso desafio permanente – disse. </li></ul>
  27. 27. Homenagem a Darcy Ribeiro – Jornal do Senado – Edição de 26/03/2007 <ul><li>Um crítico das elites retrógradas do Brasil </li></ul><ul><li>Mão Santa (PMDB-PI) citou diversas declarações atribuídas ao antropólogo e educador, entre as quais uma em que Darcy dizia que &quot;não há como negar que a culpa do atraso cabe a nós, os ricos, os brancos, os educados, que impusemos, desde sempre, ao Brasil, a hegemonia de uma elite retrógrada, que só atua em seu próprio beneficio &quot;. </li></ul>

×