Coesão 
Diz respeito a todos os meios pelos quais, num texto, 
se processa a ligação entre os seus componentes 
(palavras,...
1. Coesão gramatical 
Frásica 
Interfrásica 
Temporoaspectual 
Referencial
Coesão frásica 
Mecanismos que asseguram uma ligação significativa 
entre os elementos linguísticos que ocorrem a nível 
s...
Ex: A nossa televisão corresponde aos anseios dos jovens. 
Frase coesa: 
• ordenação sintática corrente na língua portugue...
Coesão e coerência 
Ex:*Os meus irmãos e eu fui ao cinema. 
Frase não coesa: 
• núcleo verbal não concorda em número com o...
Coesão interfrásica 
É assegurada por processos de sequencialização que 
exprimem vários tipos de interdependência semânti...
Ainda Eça de Queirós, na cauda da manifestação, 
tagarelava com Camilo Castelo Branco, na presença da Nudez 
Forte da Verd...
Coesão temporoaspectual 
Mecanismo que coordena os enunciados de acordo 
com uma lógica de ordenação temporal das 
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Ex: Quando me levou à escola, o meu pai já tinha 
deixado a minha avó na clínica. 
Frase coesa: 
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Coesão referencial 
Mecanismo que assenta na existência de cadeias de 
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a. Anáfora 
Ao sair da escola, encontrei o Armando e ele disse-me que o seu médico o 
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b. Catáfora 
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c. Elipse 
O Armando foi à consulta e [-] sossegou. 
d. Correferência não anafórica 
O pequeno gato aventurou-se no mundo....
Coesão referencial 
Atribuíram-lhe o Nobel da Literatura. José Saramago é um dos maiores 
escritores portugueses. [ ]Escre...
e. Deixis 
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• Espacial 
Eu estava em minha casa quando 
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2. Coesão lexical 
Mecanismo que se baseia na repetição da mesma 
palavra ao longo do texto ou na sua substituição 
por ou...
PROCESSOS 
a. Repetição 
A criança é a força do futuro. A criança é a expectativa de 
renovação e é na criança que assenta...
c. Hiperonímia / hiponímia 
Certos ossos do nosso corpo são mais vulneráveis às 
quedas. O fémur , por exemplo, exige aten...
1. Coesão gramatical 
Coesão frásica 
a)Ordenação das palavras e das funções sintáticas; 
b) Concordância em género e núme...
2. 
Coesão 
Lexical 
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Sinonímia 
Oposição 
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Hierarquia 
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Coerência 
Resulta da interação entre os elementos cognitivos 
apresentados pelas ocorrências textuais, enraizados na 
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1. Coerência lógico-conceptual 
Existe num texto cujo conteúdo está de acordo 
com o mundo tal como o concebemos, assente ...
2. Coerência pragmático-funcional 
Nasce da intenção comunicativa. Logo, depende 
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Coesão coerência expressões12

  1. 1. Coesão Diz respeito a todos os meios pelos quais, num texto, se processa a ligação entre os seus componentes (palavras, orações, frases e parágrafos), de modo que transmitam corretamente a ideia apresentada.
  2. 2. 1. Coesão gramatical Frásica Interfrásica Temporoaspectual Referencial
  3. 3. Coesão frásica Mecanismos que asseguram uma ligação significativa entre os elementos linguísticos que ocorrem a nível sintagmático e oracional. PROCESSOS a. Ordenação das palavras e das funções sintáticas; b. Concordância em género e/ou número de palavras; c. Regências; d. Presença de complementos exigidos pelos verbos.
  4. 4. Ex: A nossa televisão corresponde aos anseios dos jovens. Frase coesa: • ordenação sintática corrente na língua portuguesa; • concordância correta em género e número entre todos os elementos lexicais; • respeito pela regência do verbo; • presença do complemento exigido pelo verbo principal transitivo indireto.
  5. 5. Coesão e coerência Ex:*Os meus irmãos e eu fui ao cinema. Frase não coesa: • núcleo verbal não concorda em número com o sujeito composto da frase. Ex:*Naquela situação, decidiu abdicar ao cargo. Frase não coesa: • não é respeitada a regência de preposição instituída pelo verbo abdicar que exige a preposição de.
  6. 6. Coesão interfrásica É assegurada por processos de sequencialização que exprimem vários tipos de interdependência semântica das frases. PROCESSOS a. Coordenação (assindética e sindética); b. Subordinação; c. Conectores e organizadores do discurso; d. Pontuação. Coesão e coerência
  7. 7. Ainda Eça de Queirós, na cauda da manifestação, tagarelava com Camilo Castelo Branco, na presença da Nudez Forte da Verdade, quando um frémito percorreu o arvoredo da Estefânia. Não chegou a turbilhão, mas foi suficientemente sensível para que um sujeito que comia um bife na Portugália exclamasse: “Ena, pá!” O busto de Cesário Verde convocava o de Guerra Junqueiro e desafiava-o para um desfile. E de busto em busto se transmitiu que não era justo que as estátuas em corpo inteiro se manifestassem e que os bustos se ficassem. Afinal, se nos bustos havia um corpo incompleto, a verdade é que exibiam “mais concentração do espírito”. A frase foi do busto de um poeta, mas não me parece que tenha sido Junqueiro ou Verde. CARVALHO, Mário de, “Corpos incompletos”, in Mealibra, n.º 16, série 3, verão 2005
  8. 8. Coesão temporoaspectual Mecanismo que coordena os enunciados de acordo com uma lógica de ordenação temporal das situações, numa sequencialização que respeita o conhecimento do mundo partilhado pelos falantes. PROCESSOS a. uso correlativo dos modos e tempos verbais; b. recurso a advérbios e/ou locuções adverbiais; c. utilização de expressões preposicionais com valor temporal; d. uso de datas e marcas temporais; e. recurso a articuladores indicadores de ordenação.
  9. 9. Ex: Quando me levou à escola, o meu pai já tinha deixado a minha avó na clínica. Frase coesa: • duas situações distintas cuja ordenação é indicada pelos tempos. Ex:*Antigamente, os jovens dedicam-se mais à leitura. Frase não coesa: • o tempo verbal utilizado não corresponde à marca temporal que abre a frase e que remete para um tempo passado.
  10. 10. Coesão referencial Mecanismo que assenta na existência de cadeias de referência ou anafóricas, constituídas por um elemento linguístico – o referente – que é retomado por outro(s) – correferente(s), cujo entendimento só é possível atendendo ao significado do referente.
  11. 11. a. Anáfora Ao sair da escola, encontrei o Armando e ele disse-me que o seu médico o atendera rapidamente. b. Catáfora Após a consulta e o que nela lhe fora dito, o jovem sossegou.
  12. 12. c. Elipse O Armando foi à consulta e [-] sossegou. d. Correferência não anafórica O pequeno gato aventurou-se no mundo. A cria ganhou liberdade.
  13. 13. Coesão referencial Atribuíram-lhe o Nobel da Literatura. José Saramago é um dos maiores escritores portugueses. [ ]Escreveu inúmeras obras que deliciaram sempre os leitores. Ele é um dos exemplos para os novos escritores que tentam dar os primeiros passos na literatura portuguesa. O autor de Memorial do Convento é um génio da literatura. Elipse – embora não esteja descrito o sujeito da frase, sabe-se que é o referente do texto. Anáfora – palavra/ expressão que retoma o significado do referente que lhe antecede. Correferência não anafórica – expressão que identifica o referente sem ser dependente dele. Catáfora – o referente ao qual se relaciona este pronome encontra-se numa posição subsequente. Referente – é sobre ele que se fala e em relação ao qual as cadeias de referência se relacionam.
  14. 14. e. Deixis • Pessoal • Temporal • Espacial Eu estava em minha casa quando ligaste. Ontem, depois do jantar, vi o Telejornal, como sempre... Passa-me esse livro que está ao lado da jarra, por favor. • Textual A ideia antes exposta... / como se referiu no capítulo anterior… / como se demonstrou acima… / veremos seguidamente…
  15. 15. 2. Coesão lexical Mecanismo que se baseia na repetição da mesma palavra ao longo do texto ou na sua substituição por outras que com ela se relacionam em termos de hierarquia, equivalência ou oposição semântica, de modo a constituir uma rede semântica adequada ao tema desenvolvido.
  16. 16. PROCESSOS a. Repetição A criança é a força do futuro. A criança é a expectativa de renovação e é na criança que assenta a esperança de um mundo melhor. b. Sinonímia / antonímia Adoro as lembranças que certos odores me despertam. Os cheiros do mar e da areia, por exemplo, trazem-me imediatamente à memória as férias em família. Ao ver a caixa cheia, desejava no seu íntimo que estivesse já vazia.
  17. 17. c. Hiperonímia / hiponímia Certos ossos do nosso corpo são mais vulneráveis às quedas. O fémur , por exemplo, exige atenções redobradas quando se praticam esforços violentos. d. Holonímia / meronímia Naquela casa tudo a atraía. Os quartos luminosos, as salas coloridas, a cozinha espaçosa e funcional.
  18. 18. 1. Coesão gramatical Coesão frásica a)Ordenação das palavras e das funções sintáticas; b) Concordância em género e número; c) Regências; d) Presença de complementos exigidos pelos verbos Coesão interfrásica a) Coordenação; b) Subordinação; c) Conectores e organizadores de discurso; d) Pontuação. Coesão temporo-aspetual a) Uso correlativo dos tempos e modos verbais; b) Recurso a advérbios e/ou locuções adverbiais; c) Expressões preposicionais com valor temporal; d) Uso de datas e marcas temporais; e) Recurso a articuladores indicadores de ordenação. Coesão referencial a) Anáfora; b) Catáfora; c) Elipse; d) Correferência não anafórica; e) Deí;cos.
  19. 19. 2. Coesão Lexical Repe1ção Subs1tuição Equivalência Sinonímia Oposição Antonímia Hierarquia Hiperonímia / Hiponímia Inclusão Holonímia / Meronímia
  20. 20. Coerência Resulta da interação entre os elementos cognitivos apresentados pelas ocorrências textuais, enraizados na intenção comunicativa, e o nosso conhecimento do mundo.
  21. 21. 1. Coerência lógico-conceptual Existe num texto cujo conteúdo está de acordo com o mundo tal como o concebemos, assente em relações de índole diversa (tempo, espaço, causa, fim, meio…), e que, portanto, respeita princípios referentes à natureza lógica e regular dos conceitos. São estes princípios: a. a regra da não contradição; b. a regra da não tautologia; c. a regra da relevância.
  22. 22. 2. Coerência pragmático-funcional Nasce da intenção comunicativa. Logo, depende dos atos ilocutórios e do objetivo que se pretende atingir com a linguagem. Para se considerar coerente um determinado texto, há que atender à intenção do locutor e ao fim do enunciado, por sua vez associado aos atos de fala dos outros interlocutores.

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