Temaii isismologia2

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Temaii isismologia2

  1. 1. SumárioAula 29.01.2008Sismologia… (Continuação da aula anterior)…- Escala de Internacional ou de Mercalli modificada e Escala de Magnitude de Richter- Determinação da Magnitude de um SismoEscola Secundária Francisco Franco 2007/2008Prof. Luís Paulino http://geonovas.blogspot.com
  2. 2. Intensidade Sísmica – Escala de Mercalli ModificadaA Intensidade é um parâmetro que tem em conta os efeitos produzidos pelo sismoem pessoas, objectos e estruturas. Uma das escalas mais utilizadas para avaliar a intensidadesísmica é a Escala Internacional ou Escala de Mercalli Modificada (MMI)(1956), queresultou da Escala de Mercall-Sieberg (1902). Esta escala consta de doze graus (I a XII)baseados em percepções e acontecimentos qualitativos.Podemos avaliar a intensidade de um sismo tendo em conta os efeito produzidos pelosismo em pessoas, objectos e estruturas, por comparação com esta escala.Escola Secundária Francisco Franco 2007/2008Prof. Luís Paulino http://geonovas.blogspot.com
  3. 3. Cartas de isossistas – como interpretá-las ?A determinação da intensidade de um sismo, nos vários locais à superfície daTerra onde ele foi sentido e a localização do seu epicentro permite traçar uma Carta deIsossistas (linhas que unem pontos de igual intensidade sísmica), permitindo uma melhorvisualização da área afectada pelo sismo.Escola Secundária Francisco Franco 2007/2008Prof. Luís Paulino http://geonovas.blogspot.com
  4. 4. ACTIVIDADE…Escola Secundária Francisco Franco 2007/2008Prof. Luís Paulino http://geonovas.blogspot.com
  5. 5. O facto de a escala de intensidades se apoiar emdados perceptíveis, torna-a imprecisa.Entre outros factores, a Intensidade de um sismo depende:§ Da profundidade do foco e da distância ao epicentro- A capacidade vibratória das ondas diminui à medida que se afastam do foco;§ Das características do subsolo- A resposta das rochas à passagem das ondas sísmicas;§ Da quantidade de energia libertada no foco- O sismo é mais intenso quanto maior for a quantidade de energia libertada no foco;§ Da forma como cada pessoa percepcionou o sismo;§ Depende do tipo de construções e da sua estabilidade.§ Depende ainda da densidade populacional da zona atingida- Para perceberes melhor, imagina que ocorriam dois sismos com as mesmascaracterísticas, mas que um tinha epicentro num deserto e outro tinha epicentro numa área comgrande densidade populacional.Escola Secundária Francisco Franco 2007/2008Prof. Luís Paulino http://geonovas.blogspot.com
  6. 6. Magnitude de um sismo – Escala de RichterPerante as limitações da escala de intensidades, para caracterizar um sismoactualmente utiliza-se uma grandeza calculada matematicamente, designada Magnitude.O valor da magnitude de um sismo representa a grandeza da energia libertadano foco através da propagação de ondas elásticas (ondas sísmicas). Da energia libertada só20-30% é propagada sob a forma de ondas sísmicas, sendo a restante dissipada sob a forma decalor.A relação entre a magnitude(M) e a energia (E) libertada num sismo,expressa em Joules, pode ser calcula pelafórmula:Na escala de Richter, aenergia libertada por um sismo dedeterminada Magnitude é cerca de 30x ade um sismo de uma unidade magnitudeabaixo. Por exemplo, um sismo commagnitude 9 liberta cerca de 303 maisenergia que um sismo de magnitude 6.Escola Secundária Francisco Franco 2007/2008Prof. Luís Paulino http://geonovas.blogspot.com
  7. 7. A Escala de Richter é uma escala aberta, isto é, sem limite máximo degraus, mas na verdade formam registados poucos sismos com magnitude superior a 9.Por cada sismo existem muitas intensidades, de acordo com a distânciaao epicentro, mas há apenas uma magnitude.Ainda que um terramoto tenha uma magnitude única, os efeitos de cadaabalo sísmico variam bastante devido à quantidade de energia libertada no foco, àdistância ao epicentro, à constituição geológica dos terrenos, à qualidade e estabilidadedas construções, comportamento das populações, entre outros factores.Escola Secundária Francisco Franco 2007/2008Prof. Luís Paulino http://geonovas.blogspot.com
  8. 8. Como determinar a Magnitude de um sismo? (Act. Pág. 187)Escola Secundária Francisco Franco 2007/2008Prof. Luís Paulino http://geonovas.blogspot.com
  9. 9. Ideias-ChaveIntensidadePode ser avaliada atravésda Escala de Mercalli Modificada ouatravés da Escala MacrossísmicaEuropeia (EMS98):- A escala de intensidades é umaescala qualitativa, fechada, constituídapor XII graus baseados na reacção daspessoas e no grau de destruição (ésubjectiva);- As cartas de isossistas delimitamáreas de igual intensidade sísmica.MagnitudePode ser avaliada atravésda escala de Richter:- Mede a quantidade de energialibertada no foco, independente daintensidade do sismo (é objectiva)- É uma escala quantitativa aberta,mas nunca foi registado nenhum sismocom magnitude > 9.Um sismo pode ser avaliados pela sua intensidade ou pela magnitudeEscola Secundária Francisco Franco 2007/2008Prof. Luís Paulino http://geonovas.blogspot.com
  10. 10. SumárioAula 01.02.2008Sismologia- Os sismos e a Tectónica de Placas- Sismicidade em Portugal;- Realização de uma ficha de trabalho sobre minimização de riscos sísmicos – previsão,prevenção e atitudes a tomar.Escola Secundária Francisco Franco 2007/2008Prof. Luís Paulino http://geonovas.blogspot.com
  11. 11. Exercícios das páginas 201 a 203… só osque não tivermos tempo de fazer na aula desexta (01/02/08).T.P.C.ENTREGAR DEPOIS DAS FÉRIASEscola Secundária Francisco Franco 2007/2008Prof. Luís Paulino http://geonovas.blogspot.com
  12. 12. Sismos e Tectónica de PlacasCerca de 95% da energia libertada pelos sismos verifica-se ao longo de umnúmero relativamente limitado de zonas do Globo, que são zonas tectonicamente instáveis.-> Cintura Circumpacífica-> Cintura Mediterrânico-asiática-> Zona das cristas das dorsais médio-oceânicasEscola Secundária Francisco Franco 2007/2008Prof. Luís Paulino http://geonovas.blogspot.com
  13. 13. Sismos e Tectónica de PlacasAs zonas de grande intensidade sísmica coincidem com zonas instáveis da Terra, queficam geralmente nas fronteiras de placas tectónicas ou litosféricas.O enquadramento tectónico permite classificar os sismos em:- Sismos Interplaca (correspondem à maioria dos sismos que ocorrem e sãodevido a falhas originadas nas zonas de fronteira entre placas litósfericas)- Sismos Intraplaca (ocorrem no interior de placas tectónicas, devido a falhasactivas)…e Andes.Escola Secundária Francisco Franco 2007/2008Prof. Luís Paulino http://geonovas.blogspot.com
  14. 14. Sismos e Tectónica de PlacasIlhas Aleutas e Ilhas Marianas (arcos insulares)Escola Secundária Francisco Franco 2007/2008Prof. Luís Paulino http://geonovas.blogspot.com
  15. 15. Sismos e Tectónica de PlacasEscola Secundária Francisco Franco 2007/2008Prof. Luís Paulino http://geonovas.blogspot.com
  16. 16. Escola Secundária Francisco Franco 2007/2008Prof. Luís Paulino http://geonovas.blogspot.com
  17. 17. Em suma,Zonas de maior sismicidade correspondem:- Zonas de fronteiras convergentes – zona circumpacífica (anel defogo do Pacífico) e zona da cintura mediterrânico-asiática correspondem a zonas onde hágrandes fossas, onde se dá subducção de placas. Ao longo dessas zonas geram-se tensõesenormes que provocam falhas responsáveis por elevada intensidade sísmica (sismossuperficiais, intermédios e profundos).- Zonas de fronteiras divergentes – zona das cristas das dorsaismédio-oceânicas e riftes continentais, ocorrem sismos pouco profundos, geralmente de menormagnitude que nos limites convergentes. Estes sismos tem origem em falhas paralelas ao rifte.- Zonas fronteiras conservativas – ao longo das falhastransformantes (nas zonas onde as placas se movem horizontalmente e em sentidos opostos)geram-se sismos pouco profundos. As zonas onde blocos se movem no mesmo sentido nãosão sismicamente activas.Escola Secundária Francisco Franco 2007/2008Prof. Luís Paulino http://geonovas.blogspot.com
  18. 18. Sismicidade em Portugal ContinentalPortugal está localizado numa zona relativamente instável, sendo um país de riscosísmico moderado. Portugal situa-se na Placa Euroasiática, sendo delimitado por dois sistemassismogénicos: a Sul pela Falha Açores-Gibraltar e a Oeste pelo Rifte da Dorsal do Altlântico Norte. Aocorrência de sismos no nosso país relaciona-se com esse contexto tectónico.Sismicidade interplacas: verifica-se na zona de contacto entre a placaEuroasiática e a Placa Africana. O Banco de Gorringe (elevação submarina a SO do cabo deS. Vicente) é uma das zonas de maior instabilidade. Pensa-se que o epicentro do grandeterramoto de Lisboa (magnitude 9 na escala de Ritcher) (1755) se localizou a Sul do Banco deGorringe ou, segundo estudos mais recentes, na FMP. O sismo de 1969 também teve origemna Falha Açores-Gibraltar.Escola Secundária Francisco Franco 2007/2008Prof. Luís Paulino http://geonovas.blogspot.com
  19. 19. Sismicidade em Portugal ContinentalSismicidade intraplacas:A existencial de sismicidade significativano interior do território português e naárea imersa junto ao litoral é gerada porfalhas aí existentes (falhas activas). Azona do Vale inferior do Tejo é uma zonade grande actividade onde tem ocorrido epodem voltar a ocorrer sismos.Sismo de Benavente(23/04/1906) – com epicentro emBenavente, teve origem devido à Falha deVale do Tejo Inferior.Escola Secundária Francisco Franco 2007/2008Prof. Luís Paulino http://geonovas.blogspot.com
  20. 20. Sismicidade nos AçoresGeotectonicamente o arquipélago dos Açores situa-se numa zona de junção triplaou ponto triplo, onde ocorre a junção da Placa Norte-amerciana, da Placa Euroasiática e daPlaca Africana.Devido a estecontexto tectónico, nos Açores énormal a ocorrência demicrossismos (sismos demagnitude inferior a 3 – escalade Ritcher) associados às falhasactivas existentes nessa região.Periodicamente ocorrem aindasismos de maior intensidade, quetêm causado alguma destruição(Exemplo: Faial 1998 sismo demagnitude 6).Escola Secundária Francisco Franco 2007/2008Prof. Luís Paulino http://geonovas.blogspot.com
  21. 21. S. Miguel, Terceirae Faial são as zonas onde sãofrequentes os sismos sentidos(zona de maior sismicidade)Nas ilhas de Pico eS.Jorge há, comparativamente,menor número de sismossentidos e de menor intensidade.As ilhas deGraciosa e Santa Mariaevidenciam baixa sismicidade,com poucos sismos sentidos.Ilhas de Flores eCorvo, são zonas de reduzidasismicidade.Carta de Sismicidade dos Açores (2005)Observatório vulcanológico da e Sismológico da Universidade dos Açoreshttp://www.cvarg.azores.gov.pt/Cvarg/CentroVulcanologia/actividadesismovulcanicaO Rifte da Terceira, a Falha da Glória, A Dorsal Médio-atlântica e o sistema de falhas activasassociadas constituem os principais sistemas geradores de sismicidade dos Açores.Escola Secundária Francisco Franco 2007/2008Prof. Luís Paulino http://geonovas.blogspot.com
  22. 22. Em suma,A zona de maior risco sísmico em Portugal corresponde:• Açores (exceptuando ilhas de Flore e Corvo)• Área Metropolitana de Lisboa, Algarve e Península de Setúbal• Madeira e Porto Santo (situadas na Placa Africana) e Flores e Corvo (situadas naPlaca Norte-americana), são zonas de menor risco sísmico.Escola Secundária Francisco Franco 2007/2008Prof. Luís Paulino http://geonovas.blogspot.com
  23. 23. Escola Secundária Francisco Franco 2007/2008Prof. Luís Paulino http://geonovas.blogspot.com
  24. 24. Escola Secundária Francisco Franco 2007/2008Prof. Luís Paulino http://geonovas.blogspot.com
  25. 25. Há quem identifique o termo Tsunami com "maremoto“, contudo, maremoto refere-se a um sismo no fundo do mar, semelhante a um sismo em terra firme e que pode, de factooriginar um(a) tsunami.Um tsunami pode ser gerado por qualquer distúrbio que desloque uma massagrande de água, tal como um sismo, um deslocamento da terra, uma explosão vulcânica ou umimpacto de meteoro.Maremoto, Rás de Maré, ou TsunamiComo se forma um tsunami?A formação ou activação de uma falhano fundo do oceano provoca o seu deslocamento, comperturbação na superfície livre da água do mar. A fimde corrigir a variação do seu nível, a água vaideslocar-se para a zona epicentral, absorvendo parteda energia sísmica libertada. Isto pode levar a que umgrande volume de água seja deslocado de formarepentina em direcção à superfície formando ondas degrande altura, acompanhadas de outras mais pequenas,que avançam em todas as direcções a grandevelocidade. À medida que se vão aproximando dalinha de costa, as ondas vão diminuindo de velocidademas vão aumentando de amplitude devido à inclinaçãoda linha de costa, acabando por devastar tudo o queatingem à sua passagem.(Act. Pág. 190)Escola Secundária Francisco Franco 2007/2008Prof. Luís Paulino http://geonovas.blogspot.com
  26. 26. Maremoto Indonésia 26/12/2004Escola Secundária Francisco Franco 2007/2008Prof. Luís Paulino http://geonovas.blogspot.com
  27. 27. Sumatra, antes e depois do Tsunami(fotos de satélite)Escola Secundária Francisco Franco 2007/2008Prof. Luís Paulino http://geonovas.blogspot.com

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