• Compartilhar
  • Email
  • Incorporado
  • Curtir
  • Salvar
  • Conteúdo privado
Membrana Plasmatica
 

Membrana Plasmatica

on

  • 88,022 visualizações

 

Estatísticas

Visualizações

Visualizações totais
88,022
Visualizações no SlideShare
88,022
Visualizações incorporadas
0

Actions

Curtidas
14
Downloads
663
Comentários
0

0 Incorporações 0

No embeds

Carregar detalhes

Uploaded via as Adobe PDF

Direitos de uso

© Todos os direitos reservados

Report content

Sinalizado como impróprio Sinalizar como impróprio
Sinalizar como impróprio

Selecione a razão para sinalizar essa apresentação como imprópria.

Cancelar
  • Full Name Full Name Comment goes here.
    Are you sure you want to
    Sua mensagem vai aqui
    Processing...
Publicar comentário
Editar seu comentário

    Membrana Plasmatica Membrana Plasmatica Document Transcript

    • MEMBRANAS CELULARES CamadaINTRODUÇÃO: proteica O revestimento das células e de algumas desuas estruturas internas é feito por membranas. Amembrana que envolve a célula é denominadamembrana celular, membrana plasmática ouplasmalema. Certas organelas e também o núcleocelular são revestidos por membranas de estrutura e Bicamadaconstituição muito semelhantes à constituição da fosfolipídicmembrana plasmática. a Além da membrana plasmática, as células podemapresentar estruturas que lhes conferem característicasespeciais. Nas células vegetais, a parede celular confererigidez e proteção. Nas células animais, o glicocálixfacilita a adesão e garante o reconhecimento entre as Camadacélulas. proteica (1935 Esquema do modelo de membrana de Davson e Danielli (1935)A MEMBRANA PLASMÁTICA A membrana plasmática tem como funções básicas garantir a forma da célula, proteger oconteúdo celular e controlar as substâncias que entram ou saem da célula. Apenas com o microscópio eletrônico, a membrana plasmática pôde ser visualizada e estudadadetalhadamente. Até então, os citologistas reuniam somente indícios de sua existência. Sabiam, porexemplo, que se a célula fosse tocada com uma micro agulha seu conteúdo extravasava.COMPOSIÇÃO E ESTRUTURA DA MEMBRANA PLASMÁTICA A membrana plasmática corresponde a uma estrutura bastante delgada, com espessura entre6nm e 10nm. A constituição química da membrana é basicamente lipoprotéica, ou seja, é formada porlipídios e proteínas. Dentre os lipídios, destacam-se os fosfolipídios, responsáveis pelo aspecto fluido damembrana e pela movimentação das moléculas. Para explicar a estrutura da membrana, em 1935 os bioquímicos Davson e Danielli propuseramum modelo segundo o qual a membrana era composta por uma bicamada lipídica inserida em duascamadas de proteína. Atualmente, o modelo aceito para a estrutura da membrana plasmática é o proposto por Singer eNicholson, em 1972, chamado mosaico fluido. Nesse modelo, os lipídios aparecem nas membranasformando duas camadas, interrompidas de vez em quando por moléculas de proteínas. O papel biológico das membranas é determinado pelas proteínas. Assim, células de tecidosdiferentes apresentam membranas constituídas por tipos e quantidades diferentes de proteínas para omelhor desempenho de suas funções. Isso evidencia que a membrana plasmática é uma estrutura comgrande dinamismo e flexibilidade. Na parte externa da membrana, encontram-se carboidratos ligados às moléculas de lipídios eproteínas. 1
    • A interação entre os componentes da membrana é que permite a manutenção da composição econcentração do meio intracelular. Ela atua como uma barreira semipermeável, impedindo a entrada e asaída indiscriminadas de substâncias na célula. O modelo do mosaico fluído para membrana em visão bidimensional e tridimencional.MECANISMOS DE TRANSPORTE A célula interage com o meio externo. Ela recebe substâncias essenciais à sobrevivência (comoágua, oxigênio e glicose) e elimina no ambiente extracelular suas excreções e eventuais secreções. O controle das substâncias que entram na célula e dela saem é feito pela membrana plasmáticanum processo conhecido como permeabilidade seletiva. Desse modo, a membrana seleciona o tipo demolécula que passa através dela e, com isso, se estabelece uma composição química diferenciadaentre os meios interno e externo. A passagem de substâncias pela membrana plasmática pode acontecer de três formas básicas: Transporte passivo. É a passagem de substâncias de um meio de maior concentração dasubstância para um meio de menor concentração sem envolver gasto de energia. Existem três tipos detransporte passivo: osmose, difusão simples e difusão facilitada. Transporte ativo. É a passagem de soluto de um meio menos concentrado para um maisconcentrado envolvendo gasto de energia. Ex: Bomba de sódio, potássio e cálcio. Transporte em bloco. É a entrada e a saída de substâncias grandes demais para atravessarem amembrana. Nesse caso, as partículas são englobadas. Envolve os processos de endocitose e exocitose. 2
    • TRANSPORTE PASSIVO1) DIFUSÃO SIMPLES Passagem de substâncias de um meio de maior concentração para um meio de menorconcentração. A difusão é possível com moléculas pequenas, como, por exemplo, água, o CO2 e o O2.Difusão de moléculas através da membrana plasmática pode ocorrer pela porção lipídica ou peloenvolvimento de proteínas que funcionam como um canal de ligação entre os meios intra e extracelular.a) DIFUSÃO GASOSA A concentração de oxigênio na célula é pequena em relação ao meio externo, pois asmitocôndrias consomem muito oxigênio. Isto faz com que o oxigênio do meio externo, por difusão,penetre na célula. As mitocôndrias liberam muito CO2 fazendo com que este fique mais concentrado dentro dacélula, saindo desta por difusão. NÃO ESQUECER! Quanto menor for a partícula, mais facilmente esta penetrará na célula. Gases, água e sais minerais se difundem facilmente. Macromoléculas como proteínas e polissacarídeos só conseguem atravessar a membrana por outros meios. Apesar de a água e os sais minerais não apresentarem afinidade com as moléculas de lipídios da membrana plasmática, eles a atravessam com facilidade, pois são moléculas muito pequenas.b) OSMOSE (DIFUSÃO DE ÁGUA) Considere a seguinte experiência: Em um recipiente com dois compartimentos, separados um do outro por uma membranasemipermeável, coloca-se a mesma quantidade de água. No compartimento A, colocam-se 10 gramasde açúcar e no B, 20 gramas. Dessa forma, o compartimento A fica com uma solução menosconcentrada do que o B. Diz-se, então, que a solução do compartimento A é hipotônica em relação àsolução do B; e a solução do compartimento B é hipertônica em relação à solução do A. Nesse caso,existem dois meios com concentrações diferentes, o que corresponde a um gradiente de concentração. A membrana semipermeável que separa os dois compartimentos permite a passagem da água(solvente) de um lado para o outro, porém impede que o açúcar (soluto) a atravesse por se tratar deuma molécula excessivamente grande. Será observada, então, uma passagem de água do meio menosconcentrado para o de maior concentração (de A para B) com uma tendência a igualar a concentraçãodos dois compartimentos. 3
    • A passagem do solvente do meio A para o meio B deve cessar quando as concentrações dassoluções em ambos os lados da membrana forem equivalentes. Quando isso acontece, diz-se que asolução do meio A é isotônica em relação à solução do meio B e vice-versa. A membrana plasmática, por ser semipermeável, permite a passagem de água. Isso garante àcélula o recebimento de água sempre que a sua concentração interna for superior à concentração domeio externo e vice-versa. A água se move da solução menos concentrada para solução mais concentrada, até que o peso extra da coluna da solução B força uma volta maior de água para solução A, compensando a diferença de concentração entre as duas soluções. Observe no esquema que o desnível de substância nos dois recipientes indica a diferença de pressão osmótica. A osmose é, portanto, a passagem de solvente por umamembrana semipermeável do meio hipotônico para o meiohipertônico. Em células animais, a perda de água por osmose provocao murchamento da célula. Por outro lado, ao ser colocada em ummeio hipotônico, a célula animal pode receber quantidadeexcessiva de água, resultando no rompimento da membranaplasmática, extravasando o conteúdo celular (hemólise, emhemácias). Alterações na forma da hemácia devido à osmose. Na solução isotônica, a água entra e sai com a mesma velocidade e o volume da hemácia não se altera. 4
    • LEITURA A osmorregulação Células vegetais podem viver naturalmente em soluções muito menos concentradas que a de seumeio interno; isso porque sua membrana celulósica, de elasticidade limitada, porém muito resistente, éuma garantia de que a célula não irá arrebentar, tornando-se, no máximo, túrgida. As células animais, no entanto, não têm essa proteção adicional. Assim, é fundamental que suaconcentração interna esteja mais ou menos em equilíbrio com a concentração do meio ao seu redor. Porcausa disso, há nos animais mecanismos que mantêm esses equilíbrios, mesmo que isso representeconsumo de energia. Vacúolo de enchendo de água Vacúolo em contração Veja, por exemplo, o caso de alguns protozoários de água doce, como o paramécio, que possuemuma estrutura chamada vacúolo pulsátil, ou vacúolo contrátil. O ambiente do paramécio é muitohipotônico em relação a seu meio intracelular. Por isso, a água entra constantemente por osmose no paramécio, que corre o risco de “explodir”.Esse excesso, no entanto, é drenado para o vacúolo pulsátil, que, de tempos em tempos, contrai-se eexpulsa essa água para o ambiente externo. Observe, agora, um caso inverso. Os peixes ósseos marinhos não estão em equilíbrio com seuambiente: a concentração de seus líquidos biológicos gira em torno de 1%, como a dos demaisvertebrados. Por sua vez, a água do mar tem uma concentração média de 3,5% de sais. Assim, o peixede água salgada está constantemente perdendo água pelas superfícies permeáveis de seu corpo,ficando sujeito à desidratação. Para compensar essa perda, ele ingere água do mar; mas essa águacontém grande quantidade de sais... outro problema para resolver! Apenas uma pequena parte dessessais é eliminada pela urina, já que o rim desses peixes não tem capacidade para concentrar muito aurina. Na verdade, as brânquias representam a solução: elas são capazes de excretar sal de um meio 5
    • de baixa concentração (o sangue) para um meio de alta concentração (a água do mar). Está claro,então, que se trata de um transporte ativo, que consome energia. A regulação osmótica nos peixes ósseos marinhos. Por outro lado, peixes de água doce têm o problema inverso: seus líquidos são mais concentradosdo que a água doce (que tem pouquíssimos sais), e a água tende a penetrar constantemente em seuscorpos, por osmose. O problema é resolvido pela produção de uma urina abundante e muito diluída.Isso, porém, leva à perda de sais, que acabam sendo reabsorvidos pelas brânquias dos peixes, tambémpor transporte ativo: afinal, o sal passa de um meio de baixa concentração (a água doce) para um meiode concentração maior (o sangue do peixe). Repare que, conforme o caso, as brânquias são capazesde excretar ou absorver sais, sempre por transporte ativo. A regulação osmótica nos peixes ósseos de água doce.OSMOSE EM CÉLULA VEGETAL Sabemos que na célula vegetal existe um grande vacúolo que tem capacidade de sugar água. Essa força do grande vacúolo de sugar água é chamada P.O. (Pressão Osmótica) ou Si (Força desucção interna do grande vacúolo). Quando a água penetra no vacúolo, este começa a distender-se, gerando uma tensão de paredecelulósica contrária à do vacúolo. Esta pressão é chamada P.T. (Pressão de Turgor) ou M (força elásticada membrana celulósica). Podemos, então, construir uma equação que calcule a força de sucção da célula; (D.P.D. = déficitde pressão de difusão) ou (Sc = força de sucção da célula). D.P.D = P.O. - P.T. ou : Sc = Si - M 6
    • Se a célula estiver mergulhada em líquido cuja concentração de soluto seja igual à de seu citoplasma (solução isotônica: “iso = igual”), haverá entrada e saída de água da célula em quantidade equivalente. Isso porque há igual tendência as moléculas de água atravessarem aPLASMÓLISE NA CÉLULA VEGETAL Se mergulharmos a célula vegetal em uma solução mais concentrada que ela - soluçãohipertônica -, a célula começará a perder água, e consequentemente, a parede celular fica frouxa. Ocitoplasma começa a se afastar da parede celulósica, que ficará com sua força elástica igual a zero (Mou P.T. = O). Portanto, quando a célula vegetal sofre plasmólise (flacidez), a P.T. ou M será igual a zero.Concluímos, então, que: D.P.D. = PO ou Sc = Si Então, na plasmólise, M = 0 (zero); sendo assim, Sc = Si A plasmólise não chega a matar a célula vegetal. Uma prova disso é que se mergulharmos esta célula numa solução hipotônica, a mesma tende a voltar ao normal, fenômeno denominado deplasmólise.TURGESCÊNCIA OU TURGÊNCIA Se mergulharmos a célula vegetal numa solução menos concentrada (hipotônica), esta começa aabsorver água, tornando-se túrgida, chegando a um ponto em que não mais entra água, ficando a forçade sucção da célula igual a zero. Portanto, na turgescência, a força de sucção da célula é igual a zero, isto porque Si = M. Sc ou D.P.D. = 0 Concluímos que: Si = M ou P.O. = P.T. Vamos colocar esta célula em água destilada. À medida que entra água nela, a membrana sedistende e o valor de M fica positivo, aumentando aos poucos. Porém, ao ganhar água, a solução dovacúolo se dilui, diminuindo, assim, sua pressão osmótica (Si). Enquanto Si for maior que M, Scpermanece positivo e continua entrando água na célula. Quando a membrana atingir o seu limite de distensão, pode-se dizer que Si e M ficaram iguais.Neste ponto, Sc = zero e a célula não é mais capaz de absorver água. Ela está túrgida. 7
    • Você não pode esquecer:1) A célula vegetal não entra em plasmoptise, graças à membrana celulósica.2) Força de sucção de uma célula vegetal:Depende:– da concentração do meio externo;– da concentração da célula;– da resistência da parede celular.Onde Sc = Si - M– Sc = sucção total da célula;– Si = sucção interna da célula;– M = resistência da parede celular.Quando M = 0; Sc = Si → célula plasmolisada.Quando M = Si; Sc = 0 → célula túrgida.Quando M < 0; Sc = Si + M → célula retraída ou encarquilhada.OBS.: Quando a célula vegetal está murcha ou encarquilhada o valor de M passa a ser negativo.Sendo assim, a fórmula geral é Sc = Si - M; se M é negativo, teremos: Sc = Si - (-M); Sc =Si + M. 8
    • DIAGRAMA DE HÖFLER O diagrama de Höfler a seguir representa a Pressão em atmosferasvariação das forças de sucção em uma célulavegetal: Tomando como exemplo uma célula que, emum determinado momento, apresenta um volumerelativo igual a 1.0, os valores de Sc, Si e M sãorepresentados pelos pontos I e II. Nesses pontos, osvalores correspondentes no eixo vertical são: I = Sc= Si = 22 e II = M = 0. Sendo M = 0 e Sc = Si, acélula com aquele volume relativo está plasmolisada. Tomando como outro exemplo uma célula comum volume relativo igual a 1,5, os valores de Sc, Si eM são representados pelos pontos III e IV, cujos Volume relativo da célulavalores correspondentes no eixo vertical são: III = Si = M = 14 e IV = Sc = 0. Substituindo na fórmula Sc= Si - M, temos 0 = 14-14. Nesse momento, em que Sc = 0 e Si = M, a célula está túrgida. Entre essesdois estados, o gráfico mostra a célula turgescente. Quando o valor de M é negativo (ponto V), a célula apresenta-se encarquilhada.2) DIFUSÃO FACILITADA Como já comentamos antes, muitas substâncias são impedidas de penetrar nas células atravésda camada de lipídios. Algumas dessas substâncias, entretanto, conseguem passar com o auxílio deproteínas especiais da membrana plasmática (as permeases), genericamente denominadas proteínasde transporte. São vários os tipos de proteínas de transporte presentes nas membranas. Elas podem seranalisadas presentes nas membranas. Elas podem ser analisadas em duas grandes categorias: → proteínas que transportam substâncias somente do meio em que estão mais concentradas parao meio em que estão menos concentradas; → proteínas que transportam substâncias do meio menos concentrado para o mais concentrado. No primeiro caso, não há gasto de energia, tratando-se de um processo passivo denominadodifusão facilitada. No segundo caso, há gasto de energia, tratando-se de processo ativo. Neste item vamos analisar a difusão facilitada. Usando como exemplo o transporte de glicose emcélulas do fígado humano que é mediado por um tipo de proteína transportadora. O fígado desempenha varias funções, entre elas a de reservatório de glicose, importantecombustível para nossas atividades. As células do fígado armazenam glicose sob a forma de glicogênioque é uma molécula longa formada por várias moléculas de glicose. Quando a concentração de glicose é maior fora das células do fígado do que dentro delas,moléculas de glicose penetram na célula por difusão facilitada. No interior das células, essas moléculassão transformadas em glicogênio. Quando os níveis de glicose no sangue diminuem, um hormônio chamado glucagon estimula ascélulas do fígado a degradarem o glicogênio, formando muitas moléculas de glicose. Como resultadodesse processo, a concentração de glicose dentro das células do fígado fica maior do que fora delas.Nessa situação, a glicose é transportada para fora das células por difusão facilitada. 9
    • Esquema da difusão facilitada da glicose (G): as proteínas transportadoras alteram suas conformações movendo o soluto (glicose) através da membrana Portanto, esse fluxo ocorre sem gasto de energia em ambas as direções, de acordo com ogradiente de concentração de glicose: para dentro da célula, se a concentração de glicose for maior foradela; e para fora da célula, se essa concentração for maior dentro dela. A difusão facilitada está relacionada ao transporte de alguns íons como: sódio (Na+), potássio (K+), -cálcio (Ca2+), hidrogênio (H+) e cloro (Cl ). Nesses casos, são outros tipos de proteínas transportadorasque atuam e que têm canais internos especiais para a passagem desses íons. Esses canais sãochamados canais iônicos e só se abrem ou fecham quando recebem certos estímulos.TRANSPORTE ATIVO: BOMBA DE SÓDIO E POTÁSSIO É o transporte que ocorre através da membrana plasmática graças ao fornecimento de energia.Nesse processo, temos o movimento de moléculas contra o gradiente de concentração, isto é, asmoléculas passam do lado de menor concentração para o lado de maior concentração. Um exemplo é abomba de sódio e potássio. Verifica-se maior concentração de íons Na+ no meio extracelular e maior concentração de íons K+no meio intracelular. Esses íons atravessam normalmente a membrana celular, através do processo dadifusão, tentando igualar os meios por um processo envolvendo gasto de energia pela célula, os íonsNa+ que penetram na célula são transportados para fora enquanto os íons K+, que saíram, sãotransportados para dentro, mantendo assim a diferença de concentração desses dois íons entre osmeios. O bombeamento de sódio para fora e o de potássio para dentro da célula é realizado com gastode energia por uma proteína de transporte. 10
    • Essa proteína possui um canal interno, onde existem dois locais diferentes: um para os íons Na+ eoutro para os íons K+. O modelo simplificado e esquemático da atuação dessa proteína como bomba de sódio e potássiopode ser visto a seguir. Essas mudanças na conformação da molécula de proteína são análogas às transformações pingpong que ocorrem durante a difusão facilitada. A diferença básica entre esses dois processos é que nocaso da bomba de sódio e potássio os íons são transportados contra seus gradientes de concentração.Para isso, há necessidade de energia sem a qual não ocorre alteração na forma da proteínaresponsável por esse tipo de transporte. Na difusão facilitada, não há necessidade de energia para aproteína mudar de conformação, e as substâncias são trans-portadas a favor de seus gradientes deconcentração (do mais concentrado para o menos concentrado). A manutenção de maior concentração de K+ no interior da célula e de Na+ fora da célula éfundamental para o metabolismo celular. Os íons K+ são importantes em alta concentração na célula, pois são necessários na síntese deproteínas e em algumas etapas da respiração. A alta concentração desses íons dentro da célula,entretanto, pode trazer problemas osmóticos, pois a célula torna-se hipertônica. O bombeamento de Na+para fora da célula serve, então, para compensar a necessidade de alta concentração de K+ dentro dacélula, resolvendo um problema osmótico. Além disso, a bomba de sódio e potássio é importante na 11
    • produção de diferença de cargas elétricas nas membranas, especialmente de células nervosas emusculares, propiciando a transmissão de impulsos elétricos através dessas células. Para cada trêsíons Na+ bombeados para fora da célula são bombeados apenas dois íons K+ para dentro (a relação Na:K é de 3:2). Com isso, essas membranas, quando não estimuladas por impulsos apresentam cargapositiva na face externa e carga negativa na face interna.Formação e condução do impulso nervoso: a troca de cargas se propaga ao longo do neurônio, dando origem ao impulsonervoso. Após vários impulsos, há um repouso restabelecendo a concentração original dos íons.Esquema simplificado dos processos de entrada e de saída de pequenas moléculas através da membrana plasmática. 12
    • TRANSPORTE EM BLOCO O transporte de moléculas e íons isolados ocorre por meio de um dos processos já descritos.Pode haver, contudo, necessidade de entrada ou saída de substâncias grandes demais paraatravessarem a membrana. Nesses casos, a membrana plasmática sofre modificações que permitem apassagem de tais substâncias. A entrada de substâncias na célula por esse tipo de transporte é chamada endocitose, e a saídarecebe o nome de exocitose.ENDOCITOSE A endocitose pode ser de dois tipos: Fagocitose (do grego phagein, comer). Englobamento de substâncias sólidas pela célula. Pinocitose (do grego pinein, beber). Englobamento de substâncias líquidas e solutos pela célula. Primeiramente, a partícula a ser “endocitada” deve ser identificada e reconhecida pela membranaplasmática como útil à célula. A partir desse momento, a membrana sofre deformações que permitem oenglobamento dessa substância. No caso da fagocitose, tais deformações da membrana recebem o nome de pseudópodos. Estessão projeções citoplasmáticas que vão, aos poucos, “abraçando” o alimento até que ele se encontretotalmente envolvido por porções de membrana, resultando na formação de uma vesícula chamadafagossomo. Se o material a ser “endocitado” for líquido, a membrana plasmática sofre invaginações, isto é,alongamentos e enrolamentos que resultarão, tal como no caso da fagocitose, na formação de vesículas(os pinossomos). Englobada a substância, a vesícula formada deve aprofundar-se na célula, a fim de que o material“endocitado” possa sofrer o processo de digestão celular. Fagocitose Pinocitose A endocitose permite à célula uma série de funções, tais como: captar moléculas grandes demaispara atravessarem a membrana; promover a destruição de organismos estranhos, células mortas erestos de células ou tecidos – por exemplo, nos animais, os macrófagos (células brancas do sangue,responsáveis pela defesa do organismo) eliminam agentes nocivos, destruindo-os por endocitose;promover o trânsito de macromoléculas compartimentalizadas pela célula. O processo de endocitose é também importante no controle da composição da membranaplasmática. Ele ocorre à medida que a célula perde porções da membrana por exocitose e ganha porendocitose. O fluxo de membrana é o retorno das partes destinadas à endocitose para compor orevestimento da superfície celular. Endocitose é a entrada, em bloco, de substâncias de tamanho molecular elevado, que ocorre por deformação da membrana 13 plasmática e formação de vesículas.
    • EXOCITOSE Assim como a célula ingere materiais por endocitose, é precisoeliminar algumas moléculas grandes demais para os processos detransporte através da membrana. A eliminação desses materiais pelacélula é realizada pelo processo de exocitose. A exocitose ocorre de forma exatamente inversa à endocitose. Avesícula migra para a borda da célula, funde-se com a membrana celulare extravasa o seu conteúdo. A seguir, a membrana é recomposta. A vesícula a ser “exocitada” pode ser originária do processo deendocitose ou do próprio metabolismo celular. Pode conter materiais nãomais desejáveis à célula ou produzidos por ela própria. No primeiro caso,trata-se de processo de excreção (clasmocitose); no segundo, secreção. Exocitose é a saída em bloco de materiais de secreção ou excreção. Exocitose Tanto o processo de endocitose como o de exocitose envolvem gasto de energia. Portanto, não é interessante que a célula faça a ingestão de muitos fluidos junto com o material englobado durante a fagocitose. Quanto menos possível, melhor, já que há grande gasto de energia para a eliminação posterior desse material.ESPECIALIZAÇÕES DA MEMBRANA PLASMÁTICA A membrana plasmática pode apresentar especializações de superfície adaptadas à realização deoutras funções, tais como: adesão, absorção ou microvilosidadescomunicação celular. desmossomos Microvilosidades. As microvilosidades são estruturas com formatode dedo de luva que aumentam consideravelmente asuperfície de absorção da célula. Por essa razão, sãoabundantes nos tecidos de absorção intestinal e renal. Interdigitações. As interdigitações aumentam a aderência entreas células. Ocorre um encaixe das membranasplasmáticas laterais de células adjacentes, ou seja, asdobraduras existentes na membrana de uma célulaencaixam-se perfeitamente nas da célula vizinha, interdigitaçõesaumentando a coesão entre elas. Esquema das especializações da membranaDesmossomos. plasmática Os desmossomos têm função de aderênciaentre duas células, sendo formados peloespessamento da membrana de cada uma. Taisestruturas são ancoradas no citoplasma celular portonofibrilas. A adesão intercelular é garantida pelapresença de filamentos entre as células, ligando asduas partes frontais do desmossomo. Cada umadessas partes é denominada hemidesmossomo. 14
    • PAREDE CELULAR A parede celular é uma estrutura externa à membrana plasmática que confere proteção, rigidez esustentação à célula. Está presente nas células dos vegetais, dos fungos, das bactérias e das algas,embora em cada um desses grupos sua constituição seja diferente. A parede celular encontrada nas células vegetais recebe o nome de parede celulósica porque éformada à base de celulose. Em células jovens, a parede celulósica é constituída basicamente por fibrasde celulose dispostas ao acaso, formando a chamada parede primária uma estrutura flexível quepermite o crescimento da célula. Tendo atingido seu tamanho definitivo, a célula passa a adicionar substâncias à parede primáriapara que esta adquira definitivamente sua consistência rígida, com diferentes camadas de fibrilascelulósicas ordenadas. Ao chegar a esse estágio é denominada parede secundária. A face externa da parede primária deve estabelecer contato com a mesma estrutura da célulaadjacente. Tal adesão dá-se pelo acúmulo, nesse espaço, de moléculas do polissacarídeo pectina, que,associado ao íon cálcio, forma a lamela média. As fibrilas de celulose na estrutura da parede estão arranjadas em uma matriz. A constituiçãodefinitiva da parede celulósica apresenta vários componentes, dentre eles a celulose e a hemicelulose, apectina e a hemipectina, a lignina, substâncias cerosas, a suberina, a cutina e várias outras.Plasmodesmos. Os plasmodesmos são pontes citoplasmáticas entre células vegetais vizinhas. Eles formam-se porinterrupções temporárias das paredes e das membranas de cada uma das células. Sua função épossibilitar a comunicação intercelular, permitindo a passagem de substâncias líquidas e alguns solutosde uma célula para outra.GLICOCÁLIX Nas células animais, a porção externa da membrana plasmática caracteriza-se por apresentar umrevestimento de carboidratos ramificados ligados a lipídios e proteínas. Também estão presentesglicoproteínas, que são secretadas pela célula e mantêm-se aderidas à superfície da membrana. Essa camada externa apresenta uma constituição específica para cada tipo de célula, garantindoa capacidade de reconhecimento celular químico. Assim, as células similares reconhecem-se eestabelecem contato, ao mesmo tempo que rejeitam aquelas que são diferentes. O glicocálix tambémfunciona como uma espécie de “cola”, facilitando a adesão entre as células. 15
    • LEITURA Nos organismos pluricelulares, os grupos de células desempenham funções diferentes,apresentando divisão de trabalho. Esses diferentes grupos, para trabalhar de maneira coordenada eeficiente, devem, de alguma forma, “conversar” entre si. De que maneira uma célula emite umamensagem para outra célula, ou para outro grupo de células? Como as células destinatárias “entendem” a mensagem quechega até elas? Vamos lembrar também que nos pluricelulares sãogeradas milhares de mensagens diferentes ao mesmo tempo. Cadamensagem destina-se apenas a um grupo de células e deve chegarsomente a elas. Assim, outro fator importante a entender é, no casodo organismo, como uma certa mensagem chega apenas a seusdestinatários, sem confusão possível. A membrana plasmática, além de todas as propriedadesestudadas neste capítulo, também está envolvida na função decomunicação entre as células. Vamos tentar entender de formasimples, como isso ocorre. Na membrana, você está lembrado, existem duas camadas demoléculas de lipídios, com moléculas de proteínas embutidas entre elas. Neste capítulo, demosdestaques especialmente às Proteínas transportadoras, que agem na difusão e no transporte ativo,outra categoria de proteínas na membrana: são os receptores de membrana. Esses receptores, devidoà sua “forma”, conseguem ser reconhecidos por determinadas substâncias mensageiras, que seencaixam neles como uma chave se encaixa em uma fechadura, como ocorre com uma enzima e seusubstrato. Uma vez que a substância mensageira se encaixou, são desencadeadas várias reações nointerior da célula, que levam a uma determinada resposta celular. Cada célula possui receptores de membrana específicos, com uma forma própria. Assim, umadeterminada, mensagem somente poderá ser recebida se a célula tiver o receptor adequado. O esquema abaixo ilustra um modelo de como as respostas celulares são desencadeadas pelasubstância mensageira. A substância se encaixa no receptor de membrana da célula-alvo modifica aforma da molécula desse receptor (A). A modificação do receptor desencadeia, no interior da célula,uma série de reações químicas (B) que levam, finalmente, à elaboração de uma resposta (C). Daremos a você um exemplo concreto dacomunicação entre as células. A adrenalina é umhormônio fabricado pelas glândulas supra-renais emsituações de emergência, e age sobre diversos órgãosdo nosso corpo. Entre outros efeitos, ela acelera osbatimentos cardíacos, contrai os vasos sanguíneos dapele e favorece, no fígado, a transformação do glicogênioem glicose, que é secretada no sangue. 16
    • É de se esperar, portanto, que as células do coração e dos músculos não-estriados dos vasos dapele e do fígado possuam receptores específicos para a adrenalina, já que todos esses órgãos“responderam” à substância. É interessante notar que, apesar da presença do mesmo receptor, asrespostas das células dos diversos órgãos foram diferentes, por terem desencadeado séries diferentesde reações. Veja a figura ao lado: As duas células do esquema têm o mesmo receptor de membrana. No entanto, as reaçõesdesencadeadas, que dependem das proteínas internas da célula, levam a respostas diferentes. Há vários casos em que a comunicação entre as células é de fundamental importância. Nas células nervosas, por exemplo, a comunicação entre uma célula e outra, na sinapse, é feitapor mensageiros químicos. Alguns deles, quando recebidos pela célula-alvo, modificam apermeabilidade da membrana, levando à penetração de determinadas substâncias. Em alguns casos, a ativação de um determinado gene depende de uma substância mensageiraexterna, originária do ambiente ou fabricada por outro grupo de células, que funciona, assim, como umverdadeiro “gatilho”, que dispara o funcionamento do gene. O reconhecimento de antígenos por célulasespeciais, os linfócitos, também está diretamente ligado à atividade dos receptores de membrana. Emmedicina, tem sido reconhecida a importância da comunicação entre as células. As falhas nessacomunicação podem ser a origem de diversas doenças. No diabete do tipo II, por exemplo, o problemapode estar não numa produção deficiente de insulina, hormônio produzido pelo pâncreas, mas sim naincapacidade de as células do corpo responderem a esse hormônio, devido a alguma mudança,provavelmente genética, nos receptores que reconhecem a insulina. 01 O aparelho representado na figura a seguir possui no interior do tubo de vidro, de extremidade inferior afunilada, uma solução concentrada de sacarose (xarope) separada da água contida no recipiente externo por uma membrana semipermeável. De acordo com os princípios que regem os fenômenos de osmose podem tirar-se as seguintes conclusões: I. É a passagem de água do recipiente externo para o interior do tubo que provoca a elevação da coluna de xarope a um nível que está acima do nível da água no recipiente externo. II. A altura da coluna líquida no interior do tubo depende tão somente da pressão atmosférica que se exerce sobre a superfície ampla do recipiente externo compensando a maior densidade da solução do açúcar na coluna de xarope. III. A diferença entre a altura da coluna líquida no interior do tubo e o nível da água no recipiente externo é proporcional à diferença de concentração da água em cada lado da membrana e é uma medida indireta da pressão osmótica. 17
    • Assinale: a) se somente I estiver correta. b) se somente II estiver correta. c) se somente Ill estiver correta. d) se somente l e II estiverem corretas. e) se somente l e III estiverem corretas.02. As células caracterizam-se por possuírem uma membrana plasmática separando o meio intracelular do meio extracelular. A manutenção da integridade dessa membrana é essencial para: a) possibilitar o livre ingresso de íons na célula. b) manter seu conteúdo, não necessitando de metabólitos do meio externo. c) impedir a penetração de substâncias existentes em excesso no meio extracelular. d) possibilitar que a célula mantenha uma composição própria. e) regular as trocas entre a célula e o meio, permitindo somente a passagem de moléculas do meio intra para o extracelular.03. A fim de estudar possíveis diferenças entre a osmose nas células animais e nas vegetais, foram colocadas hemácias no frasco A e células vegetais no frasco B, igualmente cheios com água destilada. Transcorrido algum tempo após o início do experimento, pôde- se verificar lise celular no frasco A, mas não no frasco B. Tal fato pode ser explica do pela presença, em células vegetais, da seguinte estrutura: a) retículo endoplasmático. b) membrana plasmática. c) parede celular. d) cloroplasto. e) vacúolo.04. Para a ocorrência de osmose, é necessário que: a) as concentrações de soluto dentro e fora da célula sejam iguais. b) as concentrações de soluto dentro e fora da célula sejam diferentes. c) haja ATP disponível na célula para fornecer energia ao transporte de água. d) haja um vacúolo no interior da célula no qual o excesso de água é acumulado. e) haja uma parede celulósica envolvendo a célula, o que evita sua ruptura.05. Quando hemácias são deixadas em água destilada, elas: a) murcham levemente. b) não alteram seu volume. c) murcham completamente. d) incham até estourarem. e) incham levemente. 18
    • 06. Hemácias humanas foram colocadas em um meio com concentrações diferentes. Pelo formato das células l, II e III, sabe-se que os meios se classificam, respectivamente, como: a) hipertônico, isotônico, hipotônico. b) hipotônico, hipertônico, isotônico. c) hipotônico, isotônico, hipertônico. d) isotônico, hipotônico, hipertônico. e) isotônico, hipertônico, hipotônico.07. Uma célula animal foi mergulhada em uma solução aquosa de concentração desconhecida. Duas alterações ocorridas na célula encontram se registradas no gráfico a seguir. 1. Qual a tonicidade relativa da solução em que a célula foi mergulhada? 2. Qual o nome do fenômeno que explica os resultados apresentados no gráfico? a) Hipotônica, osmose. b) Hipotônica, difusão. c) Hipertônica, osmose. d) Hipertônica, difusão. e) Isotônica, osmose.08. Observe a figura: Essa figura representa uma batata-inglesa crua seccionada, com uma escavação central. Em um experimento, colocou-se uma colherzinha de sal de cozinha na escavação feita na batata, como mostra a figura. Após cerca de 20 minutos, a escavação encontrava-se preenchida por substância líquida. Em relação ao fato observado, todas as afirmativas são corretas, exceto: a) a ocorrência do fenômeno independe da luminosidade do ambiente. b) ocorre passagem de água através da membrana das células. c) o acúmulo de líquido deve-se ao processo de transpiração. d) o mesmo fenômeno será observado se se substituir batata-inglesa por batata-doce. e) o mesmo fenômeno será observado se substituir o sal por açúcar. 19
    • 09. A desidratação é caracterizada pela perda de grandes quantidades de líquidos corporais. Se considerarmos, hipoteticamente, que nestes líquidos corporais há perda de água, o líquido extracelular se caracterizará como hipertônico em relação ao líquido intracelular. Um indivíduo adulto foi recebido em um hospital, apresentando um grave quadro de desidratação. O médico que o atendeu pediu-lhe um exame de sangue (hemograma), no qual a forma das hemácias pôde ser avaliada. Assinale a alternativa que melhor explica o resultado desta análise de sangue. a) Hemácias aumentadas pela entrada de água através da osmose. b) Hemácias diminuídas e murchas pela entrada de água através da difusão facilitada. c) Hemácias diminuídas e murchas pela perda de água através da osmose. d) Hemácias aumentadas pela perda de água através da osmose. e) Não ocorre alteração no volume das hemácias10. A solução fisiológica (0,9% de NaCl) é muito usada para aplicação nos olhos das pessoas que usam lentes de contato. Essa solução também é isotônica para as hemácias humanas. Caso você ponha estas hemácias em solução hipotônica de 0,1% de NaCl (A) e em solução hipertônica de 3% de NaCl (B), espera-se que: a) aumentem de volume em A; e murchem em B b) mantenham seus volumes em A; em B, murchem. c) sofram plasmólise em A; em B, deplasmólise. d) tendam à ruptura em A e B. e) sofram hemólise em A; em B equilíbrio.11. Hemácias separadas de uma mesma amostra de sangue são distribuídas em três tubos de ensaio, marcados 1, 2 e 3, contendo cada um a mesma quantidade de células. Aos tubos são adicionados iguais volumes das seguintes soluções aquosas: _ no tubo 1, uma solução isotônica (isto é, uma solução em equilíbrio osmótico com as hemácias); _ no tubo 2, uma solução com o dobro da pressão osmótica da anterior; _ no tubo 3, uma solução com 1/3 de pressão osmótica da primeira. O conteúdo de cada tubo foi logo agitado, a fim de misturar as hemácias com as soluções respectivas. Após alguns minutos, cada tubo foi submetido à centrifugação, de tal forma que todo o material celular em suspensão se acumulou num depósito compacto no fundo do tubo, deixando acima uma solução homogênea. Supondo, para simplificar, que a membrana da hemácia é impermeável aos solutos utilizados, mas se deixa atravessar prontamente pela água, escolha qual das sentenças a seguir lhe parece a mais correta: a) O volume do depósito é idêntico nos três tubos; a solução anterior do depósito tomou coloração avermelhada no tubo 3 (hemólise). b) O volume do depósito é menor no tubo 2; a hemólise é observável nos três tubos, devido à grande permeabilidade da membrana celular à água e à conseqüente entrada desta na hemácia. c) O volume do depósito é menor no tubo 2; somente neste tubo se observa a hemólise. d) O volume do depósito é maior no tubo 1 do que no tubo 2; somente o tubo 3 mostra hemólise. e) O volume do depósito é maior no tubo 2, único em que se observa hemólise. 20
    • 12. Em certas condições, uma célula vegetal pode sofrer o fenômeno da plasmólise. Isto acontece por que: a) em meio hipotônico a célula perde água. b) em meio hipertônico a célula absorve água. c) em meio hipotônico a célula absorve água. d) em meio hipertônico a célula perde água. e) em meio isotônico a célula perde eletrólitos.13. O esquema acima representa uma célula vegetal que foi isolada e colocada em uma certa solução. Interpretando-se o fenômeno ocorrido é incorreto afirmar que: a) a solução é hipertônica em relação ao suco vacuolar. b) ocorreu saída de água do vacúolo. c) a membrana plasmática é permeável à água. d) a célula sofreu plasmólise e a membrana plasmática afastou-se da parede celular. e) a célula pode voltar ao normal se for colocada em solução isotônica.14. O esquema ao lado representa a passagem de uma Moléculas substância por uma membrana. Membrana De acordo com o esquema, está ocorrendo: Plasmática a) osmose. b) difusão. c) fagocitose. d) transporte ativo. e) permeabilidade.15. O gráfico mostra as concentrações de três tipos de íons no suco celular de uma planta aquática e na água do lago onde ela vive. Nos três casos, a diferença entre as concentrações iônicas nos dois meios é mantida por: a) osmose. b) difusão passiva. c) transporte ativo. d) pinocitose. e) permeabilidade seletiva. 21
    • 16. Pesquisadores norte-americanos produziram uma variedade de tomate transgênico que sobrevive em solos até 50 vezes mais salinos do que o tolerado pelas plantas normais. Essas plantas geneticamente modificadas produzem maior quantidade de uma proteína de membrana que bombeia íons sódio para o interior do vacúolo. Com base em tais informações, pode-se concluir que plantas normais não conseguem sobreviver em solos muito salinos porque, neles, as plantas normais: a) absorvem água do ambiente por osmose. b) perdem água para o ambiente por osmose. c) absorvem sal do ambiente por difusão. d) perdem sal para o ambiente por difusão. e) perdem água e absorvem sal por transporte ativo.17. Nos túbulos do néfron há intenso transporte ativo. Portanto, as células das paredes desses túbulos são ricas em: a) mitocôndrias. b) DNA. c) lisossomos. d) ribossomos. e) retículo endoplasmático.18. Na coluna da direita estão descritas três formas de transporte de substâncias através de membranas e na coluna da esquerda os termos com que essas formas de transporte são conhecidas. Correlacione-as. Determinadas substâncias são transportadas através da 1. Transporte passivo membrana plasmática mesmo contra um gradiente osmótico, I havendo neste caso um grande consumo energético por parte da célula. A velocidade de penetração de certas substâncias através da 2. Transporte ativo II membrana plasmática é acelerada pela presença de moléculas transportadoras. A penetração de várias substâncias através da membrana 3. Difusão facilitada III plasmática se dá devido a um gradiente osmótico, sendo este um processo físico de difusão. a) 1 - I, 2 - II, 3 - III. b) 1 - I, 2 - III, 3 - II. c) 1 - II, 2 - III, 3 - I. d) 1 - III, 2 - II, 3 - I. e) 1 - III, 2 - I, 3 - II. 22
    • 19. As células de nosso organismo utilizam a glicose como fonte de energia, queimando-a através de rea-ções de oxidação. Para tanto, o consumo de glicose é grande, e já se observou que, freqüentemente, a célula absorve essa substância, mesmo quando sua concentração intracelular é maior que a extracelular; portanto, contra um gradiente de concentração. Isso, porém, exige algum dispêndio de energia pela célula - uma espécie de investimento de energia. Identificamos nesse enunciado um caso de: a) difusão simples. b) equilíbrio osmótico. c) transporte ativo. d) transporte passivo. e) absorção direta pela membrana plasmática.20. A figura abaixo representa uma ameba em diferentes etapas da sua alimentação. Em I e II são mostrados, respectivamente, os processos de: a) clasmocitose e pinocitose. b) fagocitose e pinocitose. c) pinocitose e fagocitose. d) clasmocitose e fagocitose. e) fagocitose e clasmocitose.21. Sabendo-se que o déficit de pressão de difusão de uma célula (DPD) é a diferença entre a pressão osmótica (PO) e a pressão de turgor (PT), qual das seguintes alternativas representa a situação de uma célula túrgida? a) DPD = PT. b) DPD = PO. c) PT = 1. d) PO = 1. e) DPD = 0.22. Analise o esquema abaixo, referente a três fases de um fenômeno biológico. Em relação ao fenômeno biológico representado, é correio afirmar que: a) 1 pode ser um macrófago. b) 2 não pode ser uma bactéria. c) esse fenômeno denomina-se pinocitose. d) esse fenômeno não envolve a participação de enzimas hidrolíticas. e) esse fenômeno pode ser observado somente ao microscópio eletrônico. 23
    • 23. Através da pinocitose, a célula: a) elimina dejetos. b) engloba material líquido. c) se divide, formando duas células-filhas. d) assume movimentos amebóides. e) engloba bactérias patogênicas.24. Existem estruturas da membrana plasmática que permitem que células vizinhas fiquem bem aderidas uma à outra. Essas estruturas são denominadas: a) desmossomos. b) microvilosidades. c) cílios. d) centríolos. e) plasmalemas.25. Algumas células apresentam especializações na membrana, como cílios ou microvilosidades. Emque tecidos podemos encontrar, respectivamente, essas especializações? a) Tecido epitelial da traqueia e do intestino delgado. b) Tecido epitelial dos pulmões e tecido muscular cardíaco. c) Tecido conjuntivo de preenchimento e tecido muscular esquelético. d) Tecido sanguíneo e tecido ósseo. e) Tecido epitelial do esôfago e da bexiga.26. Verificou-se que, entre as moléculas que formam as membranas plasmáticas das células epiteliais do intestino delgado, há algumas que reagem com dissacarídeos, transformando-o sem monos- sacarídeos; outras reagem com peptídios curtos, produzindo aminoácidos. Esses dados permitem supor que esses componentes das membranas: a) são inibidores enzimáticos e devem influir no pH dos alimentos. b) são catalisadores e devem ser lipídios. c) só têm função estrutural e podem ser proteínas e lipídios. d) têm função enzimática e devem ser proteínas. e) não têm função estrutural e são carboidratos.27. Os esquemas abaixo representam células nas quais há passagem de substâncias através de suas membranas: Ce - Concentração extracelular Cke - Concentração extracelular de K CNae - Concentração de Na extracelular Ci - Concentração intracelular Cki - Concentração intracelular de K CNai - Concentração de Na intracelular Os fenômenos representados em A, B e C são, respectivamente: a) fagocitose, pinocitose, transporte ativo. b) pinocitose, difusão, transporte ativo. c) difusão, transporte ativo, osmose. d) osmose, transporte ativo, difusão. e) pinocitose, fagocitose, difusão. 24
    • 25
    • Questões de proposições múltiplas01. “São as membranas das células eucarióticas que as dividem em compartimentos distintos quanto à morfologia e ao metabolismo (...).As membranas formam barreiras seletivas que controlam a quantidade e a natureza das substâncias que podem passar entre a célula e seu ambiente e entre os compartimentos intracelulares.” Holtzm aneNovikojff,p.46. A partir da análise do texto, conclui-se: (01) A membrana plasmática controla as trocas entre a célula e o meio, permitindo a passagem de moléculas de fora para dentro da célula e impedindo a passagem no sentido contrário. (02) O transporte de compostos através da membrana plasmática pode ser feito por proteínas, muitas delas permitindo que substâncias atravessem a membrana sem gasto de energia. (04) Através das endocitoses, a célula adquire do meio externo, macromoléculas que normalmente não seriam absorvidas pelo plasmalema. (08) As células que realizam muita absorção do meio extracelular para o intracelular podem apresentar modificações morfológicas superficiais que, sem alterar o volume da célula, aumentam consideravelmente a sua superfície de absorção. (16) Para que ocorra transporte de íons de um meio m ais concentrado para um menos concentrado, através da plasmalema, é necessário a presença de ATPases. (32) As permeases são proteínas que facilitam o trânsito de moléculas apolares independentemente do gradiente de concentração. (64) As células vegetais prescindem da plasmalema, um a vez que possuem parede celular. Soma:02. A figura representa superfície celular em fungos; A partir de sua análise, pode-se concluir: (01) A presença da parede celular em fungos os aproxima mais das plantas do que dos animais. (02) Os constituintes da parede celular são produzidos na célula e transportados através da membrana plasmática. (04) O padrão de organização estrutural da membrana plasmática é comum a todas as células. (08) Em fungos, a presença da parede impossibilita o reconhecimento celular. (16) A membrana plasmática e a parede celular controlam, de modo idêntico, as trocas entre a célula e o meio. (32) A relação das plantas e dos fungos com o meio ambiente é condicionada pela presença da parede celular. Soma: 26
    • 03. A partir da análise do texto do gráfico e da anatomofisiologia do plasmalema, pode-se concluirque: (01) O transporte de nutrientes através da membrana é feito por proteínas, muitas delas permitindo que substâncias atravessem a membrana sem gasto de energia. (02) Para que ocorra o transporte de moléculas de um a solução mais concentrada para uma menos concentrada, a célula gastará energia. (04 O tipo de transporte evidenciado pelos números 1, 2 e 3 corresponde, respectivamente, a: difusão simples, difusão facilitada e transporte ativo. (08) O tipo de transporte evidenciado pelos números 2 e 3 caracteriza-se por ocorrer contra um gradiente de concentração, necessitando da participação de proteínas da membrana e ATP. (16) Modificações na superfície celular contribuem para a adaptação da célula à sua função. (32) A existência de microvilosidades na superfície celular constitui um a estratégia para adesão intercelular. Soma:04. A figura ao lado esquematiza o comportamento de um a célulaanimal e de um a célula vegetal, quando submetidas a soluções dediferentes concentrações.Considerando características da membranaplasmática e da parede celulósica, some as afirmativas verdadeiras. (01) As células animal e vegetal, na situação ilustrada em I, estão imersas em uma solução Menos concentrada do que seu interior. (02) O trânsito da água através da membrana plasmática obedece aos mesmos mecanismos de transporte de íons e moléculas carregadas. (04) O processo de transporte do solvente inorgânico através de uma Membrana semipermeável, a osmose, é observado em ambas as células. (08) O comportamento da célula vegetal, em relação ao meio, reflete o funcionamento da membrana celulósica. (16) A organização molecular da membrana plasmática, em células animais, garante a manutenção da forma celular nos diferentes meios. (32) Uma célula vegetal na situação I apresenta PO = PT, na situação III DPD = PO e na situação II DPD = PO + PT. Soma: Gabarito 01. 02 + 04 + 08 02. 01 + 02 + 04 + 32 03. 01 + 04 + 16 04. 01 + 04 + 08 27
    • BibliografiaALBERTS, Bruce ET AL Molecular Biology of the Cell 3 . Ed.. Nova York: Garland, 1994.AMABIS e MARTHO,Biologia das Célula Ed. Moderna, 2009.ARMÊNIO e ERNESTO, Biologia 1 , Ed Harbra , 2002.AVANCINI e FAVARETO, Ed Moderna.COOPER, Geofrei M. The cell: A Molecular Approach. 2. Ed. Sunderland (MA): Sinauer, 20000CESAR e SEZAR, Biologia 1, Ed. Saraiva, 2002.FORTEY Richard, Vida: Uma biografia não autorizada, Ed. Record, 2000JUNQUEIRA e CARNEIRO, Citologia básica, Ed Guanabara Koogan, 1972MARGULIS e SAGAN, Microcosmo, 1987LOPES Sonia, Bio 1, Ed. Saraiva, 2006Este módulo contém textos e figuras retirados integralmente dabibliografia citada. E importante salientar que o uso e exclusivamente informativo inclusive com indicaçõespara o uso dos livros, pois eles possuem de forma criteriosa e aprofundada os resumos selecionados. 28