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      Funções do sistema de gestão do con h ec i m en to.
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Ta bela 4
Distri buição dos re sumos apre s en t ados no III Con gresso Brasilei ro de Ba n cos de Lei te Humano
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      Al m eida JAG 1998. Am a m entação: repensando o pa ra d i g-                    do XXII Simpósio de Gestão ...
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Si Stema De GestãO Do Conhec Imen To

  1. 1. 121 Sistema de gestão do conhecimento para Rede Na c i onal de Bancos de Lei te Humano Aknowledge management sys tem for the Brazilian Na tional Net work of Human Milk Banks Paulo Ricardo da Si lva Maia 1 Franz Reis Novak 1 João Apr í gio Gu erra de Almeida 1 D a n i elle Ap a recida da Silva 1 Abstract This arti cle has as obje ctive to dem a r- Re su m o Es te arti go teve como objetivos dem a r- c a te concepts that can co n tri bu te for en l a rgem ent car co n cei tos que possam contri buir pa ra ampl i a- of the theoretical ch a rt for management of the ção do quadro te ó ri co pa ra gestão do conhecimen- knowledge in the REDEBLH. The structural bases to na REDEBLH. São também apre sentadas as for drawing the Kn owled ge Ma n a gement Sys tem ba ses estru tu ra n tes pa ra o desenho de um Si s tema (KMS) a re also presen ted . It adopts a theoretical de Gestão do Co n h e cimen to (SGC). Através de approach to present the foundations that in the uma abord a gem te ó rica evi d en ci a m - se os funda- litera ture maintain reflections about KMS. It’s men tos que na litera tu ra su s tentam ref l exões so- incl u d edsti ll a short analysis of the setting of the b re SGC. O arti go inclui ainda uma breve análise knowl ed ge dem a rc a ted by the recent scientific do cen á rio do conheci m en to dem a rcado pela pro- output iden ti f i edin the units from the net and in dução ci entífica recen te iden tificada nas unidades thei rs headquarters. It expe cts that the questions da rede e em sua sed e . Espera-se que as questões discussed can make feasible the use of tools of d i sc u tidas possam vi a bilizar o uso de ferramentas s h a re of the knowl edge diminishing the deep so- de co m partilhamento do co n h e ci m en to diminu i n- cial, economic, and cultural differen ces in the do as profundas diferenças cultu rais, e conômicas e space of action from the REDEBLH. sociais no espaço de atuação da REDEBLH. Key word s Knowl ed ge managem ent, Net s , Hu- Pa l avra s - ch ave Gestão do co n h e ci m en to, Red e s , man banks of milk Bancos de Leite Humano 1 Ba n co de Lei te Hu m a n o, Instituto Fern a n des Figueira, Fiocruz. Av. Rui Ba rbosa 716, 22250-020, Rio de Janei roRJ. pm a i a @ f i oc ru z . br
  2. 2. 122 In trodução Un i d ades de Tra t a m en to In ten s ivo Neonatal ( Ma i a , 2004a). Ben efícios econ ô m i cos também A política pública de saúde, voltada para o in- têm ocorrido na medida em que se estima di- cen tivo à amamentação, tem , ao lon go das últi- m i nuição na importação de lei te artificial para mas décadas, fortalecido a importância dos nutrir estes rec é m - n a s c i dos imped i do s , tem po- b a n cos de lei te humano (BLH). Estas unidades rariamente, de se alimentarem no seio materno. configuram-se assim como local privilegi ado A ampliação da REDEBLH foi acom p a n h a- para as ações de incentivo ao alei t a m en to ma- da de nova con cepção de sua forma de atuação. terno no terri t ó rio nac i onal (Ma i a , 2004a). De acordo com Al m eida (1998), há que se con- O primei ro BLH do Brasil foi implantado s i derar, ainda, que estas altern a tivas deverão em outubro de 1943 no então In s ti tuto Nac i o- possibilitar um fluxo ágil e eficien te da infor- nal de Puericultura, a tu a l m ente In s ti tuto Fer- mação, bem como possibilitar a universaliza- n a n des Figuei ra – IFF. O seu principal obj etivo ção do acesso a el a . era co l etar e distri buir leite humano com vistas a Almeida (2001) identi f i cou que o grande atender os casos considerados especiais a exem- desafio con tem por â n eo para o de s envo lvimen- plo da prematuridade, perturbações nutricio- to da REDEBLH é a formação de compet ê n c i a s nais e alergias a pro teínas heter ó l ogas. Com es- p a ra uma nova forma de pensar as questões re- ta mesma pers pectiva, en tre a década de 1940 e lacionadas à amamen t a ç ã o. Ne s tesen ti do, a pon- o inicio dos anos 80, foram implantadas mais ta três questões fundamen t a i s : u n ivers a l i z a ç ã o c i n co unidades no país. Con tu do, foi com o de- do acesso dos profissionais aos novos saberes; s envo lvimento do Programa Nacional de In- o de s envo lvi m en to cien t í f i co e tec n o l ó gico; e a centivo ao Aleitamen to Ma tern o, sobretudo a substituição do discurso ideológi co da ama- partir de 1985, que os BLH passaram a assu m i r m entação por posições solidamen te ancorad a s um novo papel no cenário da saúde pública nos diferen tes campos do saber. bra s i l ei ra, tra n s form a n do-se em el em en tos es- Tal indicativo dem a rco u , no campo da re- tra t é gi cos para as ações de prom o ç ã o, pro teção f l exão te ó ri c a , o início da sed i m entação de um e apoio à amamentação (Al m ei d a , 2004). qu adro con ceitual que objetiva, por um lado, Em 1998, foi criada, pelo Ministério da Sa ú- su s tentar novas po l í ticas de atuação gerencial e de , a Rede Nac i onal de Ba n cos de Lei te Hu m a- de planejamento e, por outro, incorporar, no no (REDEBLH). Com sede na Fundação Os- espaço ac ad ê m i co, n ovas po s s i bi l i d ad de teo- es w a l do Cruz (Fiocruz), a rede , de s de en t ã o, tem ri z a ç ã o, parti c u l a rm en te na sede da REDEBLH. a m p l i ado seu espaço de atuação tanto em fun- Foi identi f i c ado também baixo grau de in- ção da permanente modernização de seu mo- formatização e con ectividade eletrônica entre delo de ge s t ã o, qu a n to pela geração de conhe- as unidades com pon en te s . De acordo com Cas- cimen to. Sua estrutura organizacional possui tells (2001), o desenvo lvimento de redes só se uma referência nac i on a l , que está loc a l i z ada na tornou po s s í vel graças aos import a n tes avan- sede e é re s pon s á vel pela normatização e pro- ços tanto das tel ecomunicações qu a n to das tec- posição de po l í ticas de atuação bem como pe- nologias de integração de com p ut adores em re- las principais ações de de s envo lvimen to cien t í- de . As s i m , esta afirmação cria um paradoxo pa- f i co e tec n o l ó gi co. Com p l em entam esta estru- ra a existência da REDEBLH. turação as referências estaduais e as unidades Se o grau de con ectividade com p ut ac i onal l ocais (M i a , 2004a). Ex i s tecl a rorecon h ec im en- a é baixo, como é po s s í vel e em que bases se dá a to nac i onal dos avanços na saúde infantil pro- necessária integração para o funcionamen to porc i on ados pela REDEBLH. Com mais de 180 em Rede? A hipótese cen tral do estu do é que o Ba n cos de Leite Humano implemen t ados, a mecanismo de integração da REDEBLH tem tra j et ó ria de sua con s trução indica dois funda- como matéria-prima o conhecimento. Desta m en tos que su s tentam sua po l í tica de atuação. forma é nece s s á ri o, para a estruturação de um O primei ro é uma prática institucional com sistema de gestão do con h ec i m en to, com preen- com promisso e re s pon s a bi l i d ade soc i a l . O se- der as dinâmicas dos processos de gera ç ã o, dis- g u n do diz re s pei to ao exercício de solidari eda- tri buição e apropriação de s te con h ec i m en to. de social, que ocorre por meio das doações vo- A partir do reconhec i m en to da importân- luntárias de leite humano ordenhado (LHO) cia estratégica do processo de el a boração con- que é distribu í do, após proce s s a m en to e rigo- cei tual, referi do às atividades de gestão tecno- roso processo de controle de qualidade, para lógica, que até então se con s ti tuía de forma in- bebês prem a tu ros de baixo peso intern ados em c i p i en tee latera l , foi po s s í vel delimitar e el eger
  3. 3. 123 o campo da gestão do conhecimen to na RE- cen te identificada nas Unidades da Rede e em DEBLH como um novo e fundamental espaço sua Sede . p a ra con s trução do obj eto de estu do. Vale ressaltar que o grande desafio desta Para a formulação de altern a tivas que uni- abord a gem é buscar um caminho que po s s i bi- vers a l i zem o acesso ao con h ec i m en to, on de qu er l i te , de forma inédita, aplicar con cepções te ó ri- que existam Bancos de Leite Humano em fun- cas uti l i z adas em outros campos do saber à re a- c i on a m ento e, da mesma forma, po tencializar l i d ade da REDEBLH. o ferra m ental tec n o l ó gi co já dispon í vel na áre a , já foram desenvo lvidos estudos que oferecem uma com preensão mais ampliada do funcion a- Referencial teóri co men to da REDEBLH (Maia, 2001; 2002). Por outro lado, sabe-se que a dimensão con- As evidências con tem porâneas revelam que es- tinental do Brasil exige soluções que, em ter- tá em curso um acel erado processo de transfor- mos de saúde co l etiva, possam com p a rtilhar o mação social. Ne s te con tex to, estrutu ra-se uma con h ec i m en to ac u mu l ado nos gra n des cen tro s n ova econ omia com pelo menos duas caracte- de formação e inve s ti gação com os locais mais rísticas bem fundad a s : i n form ac i on a l , porque a d i s t a n tes(Maia, 2004b). Con tudo, s eg u n doLó- ativi d ade dos agen tes econ ô m i cos guarda estri- pez (2001) é pre ciso en ten d er que as te cn ol o gias ta dependência com sua capacidade de gerar, da info rmação e da co municação não são iguali- processar e aplicar a informação baseada em tárias e se desenvolvem preferencialmente nos con h ec i m en tos; e gl ob a l , porque, t a n toas ativi- pa í ses mais desenvolvi d o s , dentro destes nas cl a s- dades como seus com pon en tes estão or ga n i z a- ses mais ricas e dentro destas, entre os pr ó prios dos em dimensão mundial com forte ten d ê n c i a cidadãos, reproduzindo os padrões de desigual- a arranjos or ganizacionais em rede. d a d e. Em síntese, a expressão destas desigual- O informacionalismo, na qualidade de novo dades ocorre pela exclusão de gra n des parcel a s m odo de de s envo lvi m en to, decorren te da ree s- populacionais da chamada sociedade do co- truturação do modo capitalista de produ ç ã o, nhecimen to. tem como um de seus propulsores o avanço tec- No Brasil, o Estado busca, por intermédio nológi co decorren te do ac ú mulo de con h ec i- da promoção de políticas de inclusão social, mento (Ca s tell s , 2001). Vale dizer que no infor- exercer papel estra t é gi co para que o de s envo l- macionalismo a função da produção tec n o l ó gi- vimen to tecnológi co ben ef i c i e , de forma eqüi- ca se caracteriza pela con s t a n te apropriação do t a tiva, as dimensões hu m a n a , é tica e econ ô m i- con h ec i m en to e da informação. A espec i f i c i d a- ca (López, 2002). de do modo inform ac i onal de de s envo lvi m en to O conhecimento deve torn a r-se um dos está na ação do con h ec i m en to sobre o pr ó prio principais fatores de superação de de s i g u a l d a- con h ec i m en to, tornando-a principal fon te de de s , de agregação de va l or, criação de em prego produtivi d ade . Decorre daí uma forte intera ç ã o qu a l i f i c adoe de prop a gação do bem - e s t a r. Neste en tre cultu ra e forças produtivas que pode con- qu ad ro, ganha rel evância o de s envo lvi m en to de tribuir para a propagação de novos arranjos or- n ovos arc a bouços con cei tuais, m etodo l ó gicos e ga n i z ac i onais como os cen trados no modelo de a n a l í ti co apropri ados ao en ten d i m en to de co- s redes (Ca s tells, 2001). As estruturas orga n i z a- mo os con h ec i m en tos produtivos são gerados, cionais centradas na integração e operação con- ad qu i ri dos e difundido s , con s i dera n do as parti- junta de vários atore s , de processos produtivos cularidades de países e regiões (Takahash, 2000). de bens ou serviços, a exemplo das redes de ino- Estas con s i dera ç õ e s , d i a n teda hipótese cen- vação, têm sido consideradas as mais adequadas tral do estudo, evidenciam a nece s s i d ade de para promover a geração, aquisição e difusão do ampliar a compreensão sobre as dinâmicas de con h ecimen to e inovações (Lastre s , 2000). Os geração e apropriação do conhecimento no â m- estu dos que privi l egiam estes novos padrões de bi to da REDEBLH. Tal opção se configura co- relacionamen to e gestão orga n i z ac i onal, com mo etapa preliminar para o de s enho de um Si s- ênfase no con h ecimen to e na inovação, apon- tema de Gestão do Con h ec i m en to (SGC). tam para o papel estratégico desempenhado pe- E s te arti go, através de uma abord a gem te ó- la ciência, pela tecnologia e pela inova ç ã o, na ri c a , apre s enta fundamen tos qu e , na litera tura, ch a m ada econ omia de rede ou econ omia asso- su s tentam ref l exões sobre o assu n to. In clui-se ciac i onal (Lastres, 1999; 2000). As redes, n e s te ainda análise inicial do cenário do conheci- senti do, ad qu i rem ex trema importância com o m en to dem a rc ado pela produção científica re- ferramentas viabi l i z adoras do com p a rtilha-
  4. 4. 124 men to do conhec i m en to. Con tu do, apesar do a utores (Castells, 2001; Lastres, 2000; Ca m pos, avanço da tel ei n form á ti c a , que hoje poten c i a l i- 1997; Ma n s ell, 1998). É nela que se estabel ecem za as po s s i bi l i d ades de s te ace s s o, ainda não se as relações sociais e de de s envo lvi m en to tec n o- verifica sua equ a l i z a ç ã o. As profundas diferen- l ó gi co re su l t a n tes do avanço do con h ec i m en to ças culturais, econômicas e sociais delimitam a humano. capacidade de apropriação do con h ecimen to No pre s en te estu do, utilizou-se como refe- disponibilizado. rencial o con cei to de Soc i ed ade da Informação Por outro lado, nos tempos atuais, não se de s envo lvido por López (2001) ou seja , um de- pode negar que a inform a ç ã o, a inovação, a ra- terminado nível de desenvolvimen to social, eco- p i dez e a con f i a bi l i d ade são con cei tos que del i- n ô m i co e te cn ológico cara cterizado pela partici- mitam os caminhos da co l etivização do con h e- pação de diferentes agen tes (govern o, em presas, cimen to. O rom p i m en to de fron teiras até en- pe sq u i s a d o res, cen tros te cn ol ó gi cos, organizações tão intra n s pon í vei s , s ed i m en t adas pelo model o sociais e cidadãos) dispo s tos a gera r, difundir e de desenvolvimento excludente, tem trazido co- usar a info rmação pa ra produção do co n h e ci- mo con s eqüência maior acesso ao saber, mes- mento econômico e socialmente útil (inovação) mo que ainda limitado pelas condições soc i a i s , pa ra fins do desenvolvimen to. políticas e econômicas já indicadas anterior- Na nova ordem econômica, o incremen to men te (Maia, 2004b). de produtividade, tanto nos processos como É ineg á vel que as chamadas tec n o l ogias de nos produto s , não depen de do aumen to qu a n- mídia e a ampliação de seu alcance vêm cre s- ti t a tivo dos fatores de produção (capital, tra b a- cendo a uma vel oc i d ade que não en con tra pre- l h o, recursos naturais) e sim da aplicação de ceden tes na história recen te . O volume de in- con h ecimentos e informação à gestão, produ- formações que circula diari a m en te no mu n do ção e distri bu i ç ã o. vem aumentando vertiginosa e irreversivel- A soc i ed ade da informação repre s enta uma men te . A título de ilu s tra ç ã o, por volta de 1814, profunda mudança na or ganização da soc i ed a- John Wa l ter II, diretor do Times de Lon d re s , de e da econ omia. É um fen ô m eno global, com instalou a primeira impre s s ora a vapor capaz elevado potencial transformador das ativida- de imprimir mil jornais por hora. Apenas 10 des sociais e econômicas. Assim é de se supor anos mais tarde a imprensa da Grã-Bretanha que ben efícios ou preju í zos para or ganizações atingiria a marca dos trinta milhões de exem- e populações espalhadas nos diversos conti- p l a res (Virilio, 1996). Um per í odo de qu a renta n en tes podem re sultar do arranjo social decor- anos foi necessário para que uma população de ren te do novo parad i gma tec n o l ó gi co. c i n q ü enta milhões de norte-americanos tive s s e O acesso à inform a ç ã o, ao con h ec i m en to e, acesso ao rádio. No mesmo país, i d ê n ti co nú- sobretudo, sua capac i d ade de aprender e ino- m ero de pessoas já ace s s ava seu Personal Co m- var são os fatores da condição soc i oecon ô m i c a . pu ter (PC), após qu i n ze anos da introdução Não basta uma base tecnológica e de infra-es- desta máqu i n a . Mais recen tem en te, com o ad- trutura adequ adas, também é necessário um ven to da In ternet, em apenas qu a tro anos um con ju n to de inovações nas estruturas produti- n ú m ero de usuários superi or a cinqüenta mi- vas e or ganizacionais, no sistema edu c ac i onal e lhões de pe s s oas acessa a Web n a qu ele país (Gi- nas instâncias reg u l adora s , n orm a tivas e de go- den s , 2000). verno (Takahash, 2000). O desenvolvimen to da ch a m ada tel ecomu- O processo de geração do conhecimen to nicação planetária tem produzido avanços na também é afet ado por fatores ex ternos que in- a propriação do conhec i m en to, contu do ainda f lu enciam os rumos da evo lução cien t í f i c a . As são imensas as camadas sociais exclu í d a s . Ne s te mudanças veri f i c adas nos processos produtivo s sentido ganha relevância o desafio de incluir, e de tra b a l h o, s obretu do como decorrência da no processo de apropriação do con h ec i m en to ch a m ada revo lução da microel etrônica e de to- na REDEBLH, um número cada vez maior de do o com p l exo inform ac i onal com p ut acional, atores sociais. Tal fato reforça a nece s s i d ad de e con tri bu em e, por ve ze s , con d i c i onam as prio- se estabelecer mati zes conceituais, que ofere- ri d ades da inve s ti gação. çam opções teóricas para o de s envolvimento Por sua ve z , a soc i edade globalizada, i n ten- da gestão do conhecimen to no âmbi to da RE- s a m en te intern ac i on a l i z ada e interdepen den te , DEBLH. ex i ge re adequações nas formas de fazer ciência. A sociedade da informação (SI) tem sido São alterados tanto os processos metodológi- objeto de estudo de um cre s cen te número de co s , portanto internos à produção científica,
  5. 5. 125 como as situações e condições de trabalho (Mi- incertezas daí re su l t a n tes o estimularam a as- nayo, 2002). sumir a missão de legitimar a ciência a partir É assim que os avanços no campo da ciên- do entendimen to de que o homem pode co- cia ocorrem cada vez mais por meio da solução nhecer o real de modo verd adei ro e definitivo. de probl emas com p l exos apropriando-se não O proj eto de Descartes pretendia fundamen t a r mais de uma, mas de várias disciplinas. Esta a po s s i bi l i d ade do con h ecimen to cien t í f i co da realidade con tri bu iu para o su r gimen to de sis- nova Ciência encon trando uma verdade in- temas de produção do conhecimento, social- qu e s ti on á vel e ref ut a n do o ceticismo (Ma rcon- men te distribuído, caracterizados pelo traba- des, 2002). Segundo Allix (2003), este pensa- lho em rede e cooperação divers i f i c ada, seja de men to exerceu forte influência nos conceitos i n d iv í du o s , grupos ou instituições (Pelegrini, acerca do con h ec i m ento adotados por impor- 2000). tantes te ó ri cos con tem por â n eos que trabalham A con f i g u ração de redes de conhecimento com gerência do con h ec i m en to (Non a k a , 1994; tem como pre s su po s to, por um lado, a iden ti f i- Nonaka & Takeu ch i , 1995; Nonaka et al., 2001). cação do con h ec i m en to acumu l ado e disponível Na década de 1960, o estudo de Mi ch ael e, por outro, uma demanda para sua aplicação. Po l a nyi (1966) repre s en to u , do pon to de vista Além de s tes condicionantes, é nece s s á rio um in- ep i s temológi co, uma das fundamentais con tri- teresse comum que possa proporc i onar va n t a- buições à discussão sobre natu reza do con h ec i- gens com peti tivas para os atores (Meri n o, 2002). mento. Mais recentem en te, o arti go de Moore Ex a m i n a n doa produção do con h ec i m en to, & Bolinches (2001) sistematiza alguns dos do pon to de vista intern o, podem ser verifica- principais esforços de con cei tuação. Os autore s dos novos padrões e tendências. A ampliação assinalam que não ex i s te uso ex a to para a pala- das possibilidades trazidas pelo modelo da big vra con h ec i m en to, port a n topode-se con s truir science dissolve , na prática, a antiga dico tom i a muitas formas para sua aplicação. Em seu estu- en tre ciência básica e aplicada (Mi n ayo, 2002). do apresentam um en foque que predomina no pensamento contemporâneo sobre o tema e su- gerem um esqu ema com preen s ivo para o con- Do con h ec i m en to à gestão ceito de conhecimen to centrado em duas di- do con h ec i m en to mensões: a tácita e aex p l í c i t a . A dimensão tácita do conhecimento diz res- O con h ecimen to tem sido preocupação histó- peito tanto ao que sabemos, porém não exterio- rica da ep i s temologia e ex i s te con s enso de qu e rizamos de maneira formal, como também é um termo de difícil definição. Ao mesmo tem- qu a n to àquilo que sabem o s , porém ainda não po é secular o esforço de filósofos para com- temos con s c i ê n c i a . Ou ainda pode ser en ten d i- preensão dos processos de geração e apropria- do como aqu ele conhec i m en to ineren te ao ser ção do conhecimento. Alguns dos principais humano, que não está estruturado de forma pen s adores como Sócrates, Platão e Ari s t ó teles percept í vel a exemplo das ex periências dos in- ofereceram con tri buições ao tema que até hoje d iv í duos, suas habi l i d ade s , s eu k n ow-how, su a s influenciam o pensamento moderno (Ka n e , práticas, s eus valores (Va l en tim et al., 2003). Já 2003; Ma rcon des, 2002). o conhecimento explícito é formal, estruturado, No sistema ari s to t é l i co, o con h ecimento ex presso em símbolos e em processos e proce- pode ser en ten d i do como saber teóri co que se d i m en tos que podem ser codificados e decod i- d ivide em ciência geral e ciência natu ra l ; com o ficados por aqueles que conhecem as leis, regras s a ber prático (pr áxi s), que inclui a ética e a po- e métodos de uma disciplina científica ou de lítica e o saber produtivo (po i esis), que seria a um campo prof i s s i onal. A tec n o l ogia é talvez o base do estudo de estética. Com estes funda- melhor exemplo deste conhecimento. men to s , o filósofo de s envo lveu uma con cep ç ã o Ne s te sen ti do pode-se afirmar que o con h e- s i s temática de saber com marc a n te influência cimen to existe em forma tácita na mente das na An ti g u i d ade (Ma rcon des, 2002). Con tu do, é pe s s oa s , da qual em er ge na forma explícita em o projeto filosófico de Descartes que exerce resposta a problemas e desafios de natureza mais forte influência nas formulações con cei- pr ó pria ou ex terna (Na h a p i et& Ghoshal, 1998). tuais acerca do con h ecimen to que identifica- A origem dos problemas pode ser uma mera mos em nossa époc a . O con f l i to en tre dois mo- curiosidade intelectual ou uma nece s s i d ade delos de ciência, o antigo e o modern o, viven- que su r ge como con s eqüência da relação de uma c i ado pelo filósofo no inicio do século 17, e as or ganização com seu en torno.
  6. 6. 126 A gestão do conhecimen to atua essencial- pazes de produzir con h ec i m en to, e con s i deram men te nos flu xos informais de informação e no qu a tro níveis po s s í veis: o individual, ou seja con h ecimen to tácito (Valen tim et al. , 2003). Os aqu ele con h ec i m en to cri ado pelo pr ó prio indi- estudos sobre possíveis combinações de cria- v í du o ; o grupal, derivado das interações entre ção e transmissão do con h ec i m en to, conside- pessoas; os níveis organizacionais, que inte- rando as dimensões tácita e ex p l í c i t a , foram gram todos os conhecimen tos dos setores da re a l i z ados nos anos 90 principalmen te por No- or ganização e o interorganizativo, que resulta naka y Takeu chi (1995). O model o, por eles de- da interação da or ganização com os agen tes em s envo lvido, de base epistemológica, leva em seu en torno (Nahapiet & Ghoshal, 1998; Nel- con s i deração a existência de qu a tro proce s s o s son, 1982; S pen der, 1996). O con cei to de on to- b á s i cos geradores de con h ec i m en to: s oc i a l i z a- l ogia tem sido utilizado nos estu dos envo lven- ção; ex ternalização; com binação e internaliza- do inteligência artificial e repre s entação do co- ção (SECI) como de s c ri tona figura 1. nhecimen to. Ontologia neste caso é em pregad a O utras investigações privilegiam a dimen- no sen tido de formular um ex a u s tivo e rigoro- são definida como on to l ó gi c a . Estes estu dos le- so esquema conceitual de um domínio dado, vam em con s i deração as en ti d ades que são ca- com vistas a facilitar a comunicação e o com- Figura 1 Processos de conversão do con h ec i m en to. Soc i a l i z a ç ã o Compartilha os con h ec i m en tos tácitos entre o pe s s oal T á c i to T á c i to da or ganização. O corre através de seminários, jorn adas e apre s entações dos prof i s s i onais da insti tu i ç ã o. Facilita o processo de com preensão e aumenta a visão i n d ividual sobre as ex periências com p a rti l h adas. Ex teri orização Ex teri oriza o con h ec i m en to tácito dispon i bi l i z a n do ao -o T á c i to Ex p l í c i to a m bi en te insti tu c i onal e seu en torn o. Ocorre através de discussões técnicas de probl emas com p l exos em que participam prof i s s i onais do In s ti tuto e de outras em pre s a s . Propicia a bu s c a de soluções técnicas aos probl emas dos cl i en tes e a tra n s ferência de re su l t ados e tec n o l ogi a . In ternalização Proporc i ona a ref l exão a partir de ex periências re a l i z adas. Ex p l í c i to T á c i to O corre através do trabalho em redes on de os prof i s s i onais podem ex p l orar na pr á tica as soluções de s envolvidas para determ i n ados probl em a s . Consolida os processos de apren d i z a gem indivi dual e co l etiva da or ga n i z a ç ã o. Com bi n a ç ã o In tegra as soluções técnicas já de s envo lvidas e con h ecidas pel a Ex p l í c i to Ex p l í c i to or ganização para en f rentar probl emas de maior com p l ex i d ade. O corre através da con s trução de pro t ó ti pos, m odelos e outra s formas. Facilita a sistematização, registro e codificação das principais linhas de produtos e serviços da or ganização. E l a borado com base nos estu dos de Nonaka & Ta keu chi (1995); Moore & Bo l i n ches (2001).
  7. 7. 127 parti l h a m en todo con h ec i m en to e da inform a- A outra linha de pensadores, que adota o ção entre diferen tes sistemas. A consideração enfoque econômico, centra esforços nos pro- da dimensão on to l ó gica permite determinar cessos de gestão do conhecimento po tencial- que entidades são capazes de criar conhecim en- men te geradores de exceden tes econ ô m i co s . to e aqu elas que são capazes de apren der. Por- Pa ra estes, o con h ec i m en to é vi s toem seu pro- tanto, o conceito de ontologia aqui adotado cesso de criação de valor patrimonial e va n t a- g u a rda diferenças com o sign i f i c ado filosófico gens com petitivas. Am bos os en foques são, na do term o. re a l i d ade , com p l em en t a res (Zorrilla, 1997; Sa- A proposta metodológica de López (2002) lazar, 2001). utiliza um modelo integrado para o entendi- A definição con ceitual do Sistema de Ges- m en to da criação e tra n s formação do con h ec i- tão do Con h ec i m en to para a Rede Nac i onal de men to. Traz novas e fundamentais con tri bu i- Bancos de Lei te Humano foi de s c rita com o : es- ções para o desenvo lvimen to concei tual do te- paço criado pela Rede a pa rtir de uma visão in- ma. A partir de uma análise crítica dos mode- tegral da probl emática da saúde pública em su a los ex p l i c a tivos de s envo lvi dos na última déca- á rea de co m petência, com a finalidade de poten- da, em especial o de Sa n chez (2001), são esta- cializar o capital intelectual da Rede pa ra im- belecidas as bases conceituais para o modelo plantar os pro ce s sos e procedimentos que faci l i- EO-SECI (Ep i stem ol ogical & On tol o gical SECI), tem o ace s so às diversas fo rmas de co n h e ci m en to integrador das diferen tes corren tes de pensa- necessárias ao melhor desem penho de suas Un i- m en to. Busca a articulação do modelo de base dades (Maia, 2004b). ep i s temológica com a proposição de su s ten t a- As principais funções de um SGC podem ção on to l ó gica. Traz para o mesmo campo de s er repre s en t adas como indicado na figura 2. análise a natu reza do conhecimento e os nívei s Cada su b s i s tema (vigilância, c riação e tra n s- on to l ó gi cos que compõem os distintos orga- ferência) po s sui funções específicas que se rel a- nismos que geram conhecimen to. De s c reve cionam num movimen to de perm a n en te inte- qu a tro níveis nos quais é po s s í vel iden tificar o ratividade no interior do SGC. Cada el em en to desenvolvimen to de processos de criação do do SGC, num ambiente de rede de inovação, con h ecimento: o indivi du a l , o grupal, o orga- pode desempenhar uma ou mais funções com o n i z ac i onal e o interor ga n i z a tivo. O modelo ob- s erá mostrado mais ad i a n te(Ma i a , 2004b). j etiva analisar os processos que se produzem no interi or de cada um dos níveis e suas relações. O nível mais baixo dos fatos con h ec i dos são Metodo l ogia os dados e estes não possuem um significado intrínseco. Quando os dados são proce s s ados Este estudo foi con du z i do em três etapas: 1a – a través de sua orden a ç ã o, gru p a m en to, análise definição do modelo teórico de Sistema de G e s- e interpretação se convertem em informação. tão do Conhecimen to ; 2a – diagnósti co situa- Por outro lado, qu a n do a informação é utiliza- cional e 3a – realização de uma simulação para da e co l oc ada num con texto ou marco de refe- avaliar a aplicabilidade do modelo propo s to. rência de uma pe s s oa tra n s forma-se em conhe- O modelo teóri co sel ec i on ado foi o de s en- cimento. O con h ecimento seria assim, a com- vo lvi do por Moore & Bo l i n ches (2001), qu e es- binação de inform a ç ã o, con tex to e ex periência tabel ece qu a tro com pon en tes estrutu ra n tes pa- ( Zorri ll a , 1997). ra um SGC assim de s c ri tos em Maia (2004b): Do ponto de vista conceitual é nece s s á rio • Aco l e ç ã o : deve con ter as bases de dados, as ainda de s t acar as diferenças en tre gestão do co- i m a gen s , os doc u m en tos, v í deo s , a presentações, nhecimen to e gestão da informação como a pon- experiências pr á ti c a s , as informações e os co- t adas em Salazar (2001). nhecimentos ex p l í c i tos requ eri dos pelo neg ó c i o ; Para con s ecução dos obj etivos de s te artigo • A infra-estrutura de comunicação: con s ti- é também import a n te en tender o concei to de tuída pela rede de inform á tica nece s s á ria para Si s tema de Gestão do Con h ecimen to (SGC). A estocar a coleção e dar suporte às comunicações literatu ra especializada destaca dois enfoqu e s e intercâmbios na rede; i n cluindo-se os com- que podem balizar as definições de SGC. No put adores e sof tware n ece s s á rios aos pro tocolos viés or ganizacional a ênfase está na com preen- de comu n i c a ç ã o ; são e sistem a tização dos processos med i a n teos • A plataforma de colaboração: suporta o tra- quais as pessoas ad qu i rem e geram conheci- balho distri buído en tre os vários com pon entes men to. da rede, i n clu i n do bases de dados espec í f i co s ,
  8. 8. 128 Fi g u ra 2 Funções do SGC. E n trada v Ob s erva r Criar Ap l i c a r v v v Iden tificar Ad a ptar Con ectar v v v Arm a zen a r Cod i f i c a r Com p a rtilhar Vi gi l â n c i a Criação Tra n s ferência v Saídas Fon te : Ad a pt ado do estu do de Moore e Bolinches (2001). grupos de especialistas, construção de espaços das em rel a t ó rio s técnico s , e outras forn ec i d a s virtuais para interc â m bio e cooperação entre por prof i s s i onais vi n c u l ados a REDEBLH. De s- as unidades da rede; ta forma estabeleceu-se a articulação entre a • A cultu ra: con s i derado o fator que dec i de o base te ó rica con cei tual e a aplicação pr á tica. ê x i to ou fracasso dos processos de gestão do Na terceira etapa foram utilizados princí- conhecimen to. É o re sultado da combinação pios do modelo te ó ri co EO-SECI (Ep i stem olo- dos valores organizacionais com os pessoais. gical & On tological SECI) proposto por López Aqui é determ i n a n te a história pr é via da or ga- (2002) buscando integra ç ã o, entre as dimen- nização, as regras, escritas ou não, e toda a tra- sões ep i s temológica e ontológica. Obj etivo u - s e ma de relações que envo lvem o rel acion a m en to desta forma visualizar os movimen tos do co- humano em soc i ed ade s . n h ec i m en to. Elegeu-se como campo de ob s er- Para a realização da segunda etapa partiu - vação os re sumos de trabalhos científicos pu- se da com preensão do processo de con s trução blicados nos Anais do III Co n gre s so Bra s i l ei ro de da REDEBLH e da iden tificação dos atores que Bancos de Lei te Hu m a n o (Fioc ru z , 2002). E s te nela desenvolvem atividades, descritos em Maia even to possibilitou a ex posição e o debate de (2001). Assumiu-se que os componen tes do várias mod a l i d ad de trabalhos (relatos de ex- es modelo teóri co esco l h i do, bem como as suas periências, estudos de caso, relatórios de pes- principais funções formariam o núcl eo estru- qu i s a , d i s s ertações, teses e outros) de s envo lvi- tu ra n te do Si s tema de Gestão do Con h ec i m en- do s . Nele, prof i s s i onais respon s á veis pelas mais to da Rede Nac i onal de Ba n cos de Lei te Huma- variadas atividades na Rede exercitaram, de no (SGCREDEBLH). Esta opção perm i tiu re a- forma interativa, o com p a rtilhamen to do co- lizar um diagnóstico situac i onal indicativo de nhecimento que vem sen do gerado tanto na prioridades para implantação do sistema e foi ro tina de sua prática diária como no exerc í c i o efetu ado com base em ob s ervações locais reali- da ativi d ade ac ad ê m i c a . z adas pelos autore s . Em com p l em en t a ç ã o, tra- A seguir foram utilizadas as funções de ob- balhou-se com informações ad i c i onais co l eta- s ervação e iden tificação, com ponentes do sub-
  9. 9. 129 s i s te de vigilância, para classificação dos re- ma Re su l t a dos e discussão sumos publ i c ados por área tem á tica e tipo de a utori a . Esta análise proc u rou organizar inicial- No que se refere à definição do modelo teórico men te o caminho necessário à com preensão do s de Si s tema de Gestão do Con h ec i m en tofoi ado- quatro processos de conversão do con h ec i m en- tado o de s c ri topor Moore & Bo l i n ches (2001). to de s c ri tos por Nonaka & Takeu chi (1995). Os re su l t ados da etapa de diagn ó s ti cositua- Prel i m i n a rm en te , foram con s i deradas ape- cional preliminar podem ser ob s ervados na ta- nas as modalidades de socialização – conheci- bela 1. Foram considerados três dos compo- men to tácito a tácito –, que com p a rtilha os co- nen tes de um SGC já descritos, bem como a nhec i m en tos tácitos e ocorre através de semi- re a l i d ade atual da REDEBLH. Atribu iu-se a ca- nários, j orn adas e outros ti pos de reuniões en- da um dos atores con cei tos que objetivam in- tre os profissionais; e de ex ternalização – co- dicar pri ori d ades estra t é gicas no planejamento n h ec i m en totácito a ex p l í c i to –, que dispon i bi- da implantação do Sistema (Ma i a , 2004b). liza o con h ecimen to tácito ao seu entorno atra- Leva n do-se em conta os principais subsis- vés da análise e inve s ti gação de probl em a s . temas e as funções específicas de um SGC, já A classificação dos re sumos de trabalhos apre s en t adas na figura 2, bem como a iden ti f i- por área tem á tica obj etivou con tri buir para um cação dos atores participantes da REDEBLH e s tu do de base disciplinar, possibilitando asso- de s c ri tos em Maia (2004b), pode-se propor um ciações entre as modalidades de conversão do e s qu ema preliminar de estrutura funcional pa- con h ec i m en to, a m p l i a n dodesta form a , a com- ra um Sistema de Gestão do Con h ec i m en to da preensão sobre a dimensão ep i s temológica. Ne s- Rede Nac i onal de Bancos de Lei te Humano co- ta pers pectiva, as áreas tem á ticas foram iden ti- mo mostra a tabela 2. f i c adas e definidas em função de uma conver- Os espaços assinalados com X repre s en t a m gência de tendências seg u n do even tos anterio- o que é desejável e, portanto, deve ser levado res, da mesma natu re z a . Pa ra a análise também em conta, no planejamen to do SGC, ou seja, foi uti l i z ada a classificação de áreas do con h ec i- que aquele integra n te da REDEBLH exerça a men to ado t ada pelo Con s elho Nac i onal de Pe s- corre s pon den te função. quisa e Desenvo lvi m en to Tecnológi co (CNPq) É import a n te de s t acar que este desenho ini- que é a principal agência de fomento a estas cial é indicativo e re sulta do en tendimen to qu e a tivi d ades no Bra s i l . os autores, baseados em suas experiências e A classificação por perfil de autoria, i n d ivi- prática profissional na REDEBLH, possuem dual e coletiva, obj etivou iniciar o mapeamen to com relação ao tema. Desta forma ad m i te-se dos distintos níveis on to l ó gi cos a serem con s i- que, em razão da dinâmica de implantação do derados para aplicação do modelo EO – SECI SGC, ou mesmo após sua conclusão, outras f u n- propo s to por López (2002). Faz-se oportuno ções sejam desempen h adas pelos diversos ato- de s t acar que esta análise não preten deu esgo t a r res com pon en tes do Si s tema. a investigação, tanto no que diz respeito aos ele- Na etapa de simulação foi aplicado o mode- men to s , como no que tange aos movimen to s lo propo s to con forme de s c ri tona metodo l ogia, i n eren tes à plena compreensão da geração do e os resultados são apresentados na tabela 3. conhecimento na REDEBLH em suas diferentes As informações consolidadas na tabela 3 dimensões. indicam que aprox i m ad a m en te 90% dos re su- Tabela 1 E l em en tos para diagn ó s ti co situ ac i onal na REDEBLH. Atores da Rede Sede da Rede Comissões de Al eitamen to B a n cos de Lei te Com pon en tes do SGC Co l e ç ã o S A F In f ra - e s trutu ra de comu n i c a ç ã o A F F P l a t a forma de co l a boração A A F S = Su f i c i en te ; A = Necessita ampliação; F = In su f i c i en te Fon te : Maia (2004b)
  10. 10. 130 Ta bela 2 Funções do sistema de gestão do con h ec i m en to. Fu n ç õ e s / In tegra n te s 1 2 3 4 5 6 Vigilância Observa r x x x x x x Identificar x x x x x Arm a zen a r x x x G eração Criar x x Ad a pt a r x x Cod i f i c a r x x Tra n s ferência Ap l i c a r x x x x x Con ectar x x x x x Com p a rtilhar x x x x x 1 – Sede da Rede , Ba n cos de Lei te Humano, Comissões de Al ei t a m en to ; 2 – Instituições Financei ra s ; 3 – Gra n des Empre s a s ; 4 – As s ociações de Cl a s s e ; 5 – Gru pos de P&D; 6 – Organizações não-governamentais. Fon te : Maia (2004b) Ta bela 3 Distri buição dos re sumos apre s en t ados no III Con gresso Brasileiro de Ba n cos de Lei te Humano por área tem á tica e ti po de autoria. Á rea Tem á ti c a Re sumos de autoria Resumos de autoria i n d ivi du a l em grupo 1. Am a m en t a ç ã o, Cu l tu ra , Ci d adania 18 59 2. Assistência à Amamentação 4 51 3. Tec n o l ogia de Al i m en tos em BLH 0 34 4. Gestão da Qualidade em BLH 1 32 5. In formação/ Comunicação em BLH 0 5 Total 23 181 Fon te : Anais do III Co n gre s so Brasilei ro de Ba n cos de Lei te Hu m a n o, 2002. mos de trabalhos têm autoria co l etiva e prova- A informação e comunicação também ed i- vel m en te mu l ti prof i s s i on a l . As áreas tem á ti c a s ficam sua su s tentação teórica nas ciências so- 1 e 2, que podem ser con s i deradas como ten do ciais aplicad a s . Contudo, nesta área, abord a- basicamente sua fundamentação nas ciências gens que probl em a ti zem as questões em er gen- da saúde e hu m a n a s , repre s entam 64% do to- tes ainda são bastante recen tes no âmbito da tal, sign i f i c a n do portanto referencial teórico REDEBLH, o que pode explicar o pequ eno nú- privilegi ado. A área de tec n o l ogia de alimen tos, mero de trabalhos iden ti f i c ado s . com sua âncora te ó rica nas ciências bi o l ó gicas A distribuição dos resumos por área temáti- e agrárias, absorve 16% da produção, com uma ca e região geográfica (tabela 4) evi dencia uma tendência predom i n a n temente qu a n titativa e gra n de con cen tração (83%) da produção cien- ex perimental, exigindo com isso maior tempo tífica nas regiões Sul e Su de s te, reproduzindo o p a ra obtenção de re su l t ados e um parque tec- também desigual quad ro soc i oecon ô m i co qu e nológico mais sof i s ticado. A área de gestão da se verifica no país. Este fato corrobora a tendên- qu a l i d ade, que por sua ve z , en con tra nas ciên- cia ob s ervada no sistema de inovação em saúde cias sociais aplicadas sua principal fon te teóri- no Brasil (Quei roz , 2002). Esta constatação cer- ca, re s ponde por 15% da produ ç ã o, demons- t a m en te deve ser cuidado s a m en te con s i derad a tra n do uma rel a tiva tendência de con s o l i d a ç ã o. para o planejamento do SCG da REDEBLH, so-
  11. 11. 131 Ta bela 4 Distri buição dos re sumos apre s en t ados no III Con gresso Brasilei ro de Ba n cos de Lei te Humano por área tem á tica e região geográfica dos autores. Área Tem á ti c a / Região Su l Su deste Cen tro-Oeste Norde s te Norte Total 1. Am a m en t a ç ã o, Cu l tu ra, Ci d adania 11 52 7 6 1 77 2. Assistência à Amamentação 6 40 0 8 1 55 3. Tec n o l ogia de Al i m en tos em BLH 11 20 0 3 0 34 4. Gestão da Qualidade em BLH 5 21 2 4 1 33 5. In formação/Comunicação em BLH 0 5 0 0 0 5 Total 33 138 9 21 3 204 Fon te : Anais do III Co n gre s so Bra s i l ei ro de Ba n cos de Lei te Hu m a n o, 2002. bretu do em sua função de tra n s fer ê n c i a . Nota- matéria-prima que opera a articulação e inte- se que 91% dos trabalhos da área de tec n o l ogia gração da REDEBLH é o conhecimento. de alimen tos foram desenvolvi dos nestas re- O panorama de s c ri tivo, que foi po s s í vel de- giões. Apenas a região Su de s te vem produ z i n do limitar com a opção metodológica esco l h i d a , trabalhos em informação e comunicação. indica que o estu do do con h ec i m en to com p a r- tilhado na REDEBLH, além de sua import â n- cia como elemen to de integração ao próprio Con s i derações finais s i s tema de inovação em saúde do Brasil, é um caminho inve s ti ga tivo import a n te para a com- Os re su l t ados evidenciam que é possível e ne- preensão do seu processo de conversão e do ce s s á rio implem entar um Si s tema de Gestão do movi m en to entre seus níveis. Abre também, a Con h ec i m en to para a REDEBLH. A essência oportunidade para implem entação de análise deste sistema é a produção e apropriação do co- sistemática, reforçando a importância de um n h ec i m en to soc i a l m en te distri bu í do. E s te fun- Si s te de Gestão do Con h ec i m en to, que fac i- ma d a m en to deve ser garantido pelo trabalho em lite o acesso à inova ç ã o. É ainda sustentável rede, de modo a articular indiv í du o s , grupos e afirmar que, em opera ç ã o, o SGCREDEBLH i n s ti tuições que participam da REDEBLH. Fo- poderá auxiliar na superação da forte con cen- ram apon t ados os el em entos que po s s i bilitam a tração regional da produção de con h ec i m en to e s truturação do Sistema. de Gestão do Con h e- a qui con s t a t ada prel i m i n a rm en te . c i m en to para REDEBLH, cuja implem entação O modelo EO-SECI mostrou-se adequ ado deverá con tri buir para a iden tificação e análise para aplicação na REDEBLH. Sua utilização, da gera ç ã o, d i s tribuição e apropriação de s te co- com certeza irá contribuir, de forma efetiva, nhecimen to. Esta op ç ã o, do pon to de vista es- para estu dos futuros sobre a natu reza e o com- tratégico, sedimenta o reconhecimento de que a partilhamento do con h ec i m en to. Co l a bora dore s Referências bibl i ográficas A con cepção original do artigo bem como uma pri m ei ra Allix NM 2003. Epistemology and knowled ge manage- versão foram el a boradas por PR S Maia. Todos os autore s ment concepts and practi ce s . Journal of Knowledge p a rti c i p a ram nas revisões e na redação final do arti go. Ma n a gem ent Pra ctice. Vo lume 4. Disponível em < h t tp : / / w w w. t l a i n c . com/arti cl 4 9 . h tm>. Acesso em 1o de junho de 2003. Almeida JAG , Maia PRS & Novak FR 2004. Os bancos de Agra decimen to s l ei te humano como su porte para a redução da mor- talidade infantil – a ex periência brasileira. Anais do Os autores agradecem ao Sr. Ju a rez Rei s , que cedeu espa- 2o Congre s so Uruguayo de Lactancia Ma terna, 2004 ço e infra-estrutura propícios à realização de s te estu do. Set; Montevideo, Uruguay. Ed. Sociedad Uruguaya de Ped i a tria. Almeida JAG 2001. B re a s tfe eding: a natu re – cultu re hy- b ri d. F i oc ru z , Rio de Janei ro.
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