REVISÃO / REVIEW




Alimentação do recém-nascido pré-termo:                                       Rebeca Raposo Aquino   ...
Aquino RR, Osório MM




                       Introdução                                                   para o início...
Métodos de transição da alimentação do pré-termo




Tabela 1

Estudos sobre os métodos de alimentação do recém-nascido pr...
Aquino RR, Osório MM




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Métodos de transição da alimentação do pré-termo




cumpriram as instruções corretamente, por senti-                   al...
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AlimentaçãO Do RecéM Nascido Pré Termo MéTodos Alternativos De TransiçãO Da Gavagem Para O Peito Materno

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AlimentaçãO Do RecéM Nascido Pré Termo MéTodos Alternativos De TransiçãO Da Gavagem Para O Peito Materno

  1. 1. REVISÃO / REVIEW Alimentação do recém-nascido pré-termo: Rebeca Raposo Aquino 1 métodos alternativos de transição da Mônica Maria Osório 2 gavagem para o peito materno 1 Programa de Pós-Graduação em Saúde da Criança e do Adolescente. Universidade Federal de Pernambuco. Recife, PE, Brasil. The feeding of preterm newborns: 2 Departamento de Nutrição. Universidade Federal de Pernambuco. alternative methods for the transition from Rua Moraes Rego, s.n. Cidade Universitária. Recife, PE, Brasil. CEP: 50.670-901. E-mail: mosorio@ufpe.br tube-feeding to breastfeeding Abstract Resumo This study investigates the methods normally used O objetivo deste trabalho foi revisar os métodos to effect the transition from tube-feeding to full de alimentação mais utilizados na transição da breastfeeding in preterm infants. The information was gavagem para o peito materno em recém-nascidos gathered from papers catalogued in the Lilacs, pré-termo. A pesquisa foi realizada nas bases de Medline, and SciElo databases, between 1994 and dados: Lilacs, Medline, SciElo, no período de 1994 a 2007. Four articles were selected and only randomi- 2007. Foram selecionados quatro artigos, consi- zed studies considered (three of them, being derando apenas os estudos randomizados (três dos controlled). The literature describes a number of quais também controlados). A literatura pesquisada methods used to effect the transition from tube- descreve alguns desses métodos de transição da feeding to full breastfeeding: bottle-feeding and cup- alimentação: mamadeira e copinho. Os estudos feeding. The studies demonstrate that the babies who demonstram que os bebês que utilizaram copinho used cup-feeding obtained better results in relation to apresentaram melhores resultados em relação à esta- physiological stability (cardiac frequency and oxygen bilidade fisiológica (freqüência cardíaca e saturação saturation) and to the impact on full breastfeeding on de oxigênio) e ao impacto no aleitamento materno being discharged from hospital. Given the scarcity of exclusivo na alta hospitalar. Devido à escassez de studies in the literature and the methodological prob- estudos na literatura e aos problemas metodológicos lems found, it is clear that more studies need to be encontrados, faz-se necessária a realização de mais carried out to compare the alternative methods used estudos para comparar a utilização dos métodos de for the preterm feeding plan. transição da alimentação em recém-nascidos pré- Key words Premature, Feeding methods, Bottle termo. feeding, Cup feeding Palavras-chave Prematuro, Métodos de alimen- tação, Mamadeira, Copinho Rev. Bras. Saúde Matern. Infant., Recife, 8 (1): 11-16, jan. / mar., 2008 11
  2. 2. Aquino RR, Osório MM Introdução para o início da amamentação em recém-nascidos pré-termo, espera-se que o presente trabalho venha A freqüência e a duração do aleitamento materno são sensibilizar e contribuir para reflexão dos profis- mais baixas nos recém-nascidos pré-termo (RNPT) sionais de saúde que prestam assistência a esses do que nos a termo. Isso acontece, principalmente, bebês em unidades neonatais. por dois fatores: a dificuldade no estabelecimento e na manutenção de uma produção eficiente de leite por parte da mãe do pré-termo, ocasionada, entre Métodos outros motivos, pelo estresse a que é exposta e pelo afastamento do seu bebê devido a presença de A pesquisa foi realizada nas bases de dados doenças neonatais freqüentemente associadas à eletrônicos, objetivando identificar estudos prematuridade; e a maneira como é realizada a tran- nacionais e internacionais sobre os métodos alterna- sição da alimentação.1 tivos de alimentação utilizados na transição da No início da sua vida, na unidade neonatal, o gavagem para o peito materno em recém-nascidos recém-nascido pré-termo pode necessitar de um pré-termo. As bases de dados consultadas foram: maior suporte alimentar dependendo da sua gravi- Literatura Latino-Americana e do Caribe em dade, tendo que receber os primeiros nutrientes Ciências da Saúde (Lilacs), Medline e Scientific através da alimentação parenteral (intravenosa). Eletronic Library On-line (SciElo), no período de Após a sua melhora nutricional, o leite materno 1994 a 2007. Foram selecionados os artigos nos ordenhado ou uma fórmula láctea específica é ofere- idiomas inglês, português e espanhol. Os inde- cida através de uma sonda orogástrica ou nas- xadores utilizados em inglês foram: preterm, ogástrica e o volume da alimentação é aumentado de feeding methods, bottle feeding e cup feeding. forma lenta e gradual, proporcionando um tempo Inicialmente foram selecionados nove artigos, necessário para a adaptação do sistema gastrin- sendo oito estrangeiros 5-12 e um brasileiro. 13 Em testinal, ainda imaturo.2 seguida, foi realizada uma nova seleção consi- Além da imaturidade do sistema gastrintestinal, derando apenas os estudos randomizados, restando a sincronia entre sucção, deglutição e respiração é apenas quatro artigos. 10-13 Os artigos foram essencial para o sucesso da alimentação oral. 3 A revisados segundo o ano de publicação, desenho do sucção e a deglutição, também imaturas, requerem a estudo, amostra, métodos, objetivos e resultados integração das atividades musculares dos lábios, como mostrado na Tabela 1. bochechas, mandíbula, língua, palato, faringe e laringe. 4 Enquanto não houver essa integração, o recém-nascido pré-termo inicialmente se alimenta Resultados por gavagem, para posteriormente se estabelecer o aleitamento no peito. Não sendo o bebê capaz de Muitos investigadores têm estudado os efeitos das mamar no peito, faz-se necessária a utilização de diferentes formas de alimentar o bebê. Marinelli et métodos alternativos para alimentação.5 al., 10 nos Estados Unidos, com o objetivo de A forma como o leite é oferecido para os recém- comparar o copinho em relação à mamadeira, nascidos pré-termo é uma variável importante a ser realizaram um estudo prospectivo e randomizado em considerada. A transição da alimentação constitui dois grupos (copinho e mamadeira), com 56 recém- uma grande dificuldade para o binômio mãe-filho, nascidos pré-termo, os quais as mães tinham por ser uma mudança importante para um bebê frágil intenção de amamentar. As freqüências cardíacas e e que ainda não estava preparado para nascer. 2,6 respiratórias e a saturação de oxigênio foram verifi- Existem vários métodos para realizar essa transição.5 cadas antes e durante as duas primeiras alimentações O bebê precisa aprender a se alimentar, de forma por via oral, assim como o volume ingerido, o tempo segura e prazerosa, o mais rápido possível e é impor- gasto para completar a alimentação e as intercorrên- tante que o método de transição seja adequado a fim cias (apnéia, bradicardia, engasgos ou vômito). Os de garantir o sucesso da amamentação. resultados demonstraram que durante o uso do O presente estudo tem como objetivo revisar os copinho os bebês permaneciam mais estáveis do que métodos de alimentação mais utilizados na transição os que usaram a mamadeira, em relação à freqüência da gavagem para o peito materno em recém-nascidos cardíaca (p<0,001), saturação de oxigênio (p=0,002), pré-termo, descrevendo as vantagens e desvanta- e que não houve diferenças entre os métodos em gens desses métodos e a influência nos resultados do relação à freqüência respiratória e intercorrências. aleitamento materno. Considerando as dificuldades Entretanto, os bebês do copinho ingeriram menos 12 Rev. Bras. Saúde Matern. Infant., Recife, 8 (1): 11-16, jan. / mar., 2008
  3. 3. Métodos de transição da alimentação do pré-termo Tabela 1 Estudos sobre os métodos de alimentação do recém-nascido pré-termo, no período de 1994 a 2004, de acordo com autor, desenho do estudo, amostra, e métodos e os objetivos. Autor Desenho do Amostra Métodos Objetivos Resultados estudo Marinelli et al.,10 Estudo 56 recém-nascidos Copinho e Verificar as freqüências O grupo do copinho (Estados Unidos em prospectivo e pré-termo de mães mamadeira cardíacas e respiratórias, a apresentou melhores 2001). randomizado com intenção de saturação de oxigênio, o resultados em relação à amamentar. volume ingerido, o tempo freqüência cardíaca e gasto para completar a saturação de oxigênio. Não alimentação e as intercor- houve diferença em relação rências (apneia, bradicar- à freqüência respiratória e dia, engasgos ou vômitos) intercorrências entre os antes e durante a alimen- dois grupos. O grupo do tação com o copinho e copinho ingeriu menos com a mamadeira. volume e demorou mais tempo para completar a alimentação. Mosley et al.,11 Estudo clínico 14 recém-nascidos Mamadeira Comparar o impacto do Não foi observada (Reino Unido, 2001). randomizado pré-termo e copinho copinho e da mamadeira diferença estatisticamente prospectivo no aleitamento materno significante nos dois grupos em relação ao aleitamento materno. Collins et al.,12 Estudo 303 recém-nascidos Mamadeira, Determinar o efeito de Não houve influência da (Austrália, 2004). randomizado pré-termo6, Idade copinho e bicos artificiais (mama- chupeta em relação ao controlado gestacional 23-33 chupeta deira e chupeta) e do co- aleitamento materno. O uso semanas. pinho no aleitamento ma- do copinho aumenta as terno em recém-nascidos chances do aleitamento pré-termo, verificando o materno exclusivo no mo- tipo de alimentação no mento da alta hospitalar. O momento da alta, a preva- copinho esteve associado à lência de aleitamento ma- longa permanência terno no peito três e seis hospitalar. meses após a alta e o tem- po de permanência no hospital. Rocha et al.,13 Estudo 78 recém-nascidos Copinho e Comparar o impacto da Não houve diferenças em (Ceará, Brasil, 2002). experimental pré-termo mamadeira mamadeira e do copinho relação ao tempo de controlado, Idade gestacional 32- no ganho de peso, na alimentação, ganho de peso randomizado 36 semanas e peso ao saturação de oxigênio e no e aleitamento materno na nascimento <1700 aleitamento materno. alta hospitalar nos dois grupos. Houve diferença significante em relação à episódios de queda na saturação de oxigênio e no aleitamento materno aos três meses. Rev. Bras. Saúde Matern. Infant., Recife, 8 (1): 11-16, jan. / mar., 2008 13
  4. 4. Aquino RR, Osório MM volume (p=0,001) e demoraram mais tempo com episódios de queda na saturação de oxigênio (p=0,002) para completar a alimentação. Ao final do durante a alimentação (13,6% para o copinho e estudo, os pesquisadores concluíram que o copinho 35,3% para a mamadeira, p=0,02) e maior pode ser considerado um método de alimentação prevalência do aleitamento materno aos três meses seguro para bebês pré-termo enquanto esses de idade naqueles que ainda estavam em aleitamento aprendem a mamar. Entretanto, não foi objetivo do materno na primeira visita de retorno, entre o quinto estudo verificar qual o melhor método de transição e o décimo quinto dia após a alta (68,4% para o em relação ao aleitamento materno. Tais autores copinho e 33,3% para a mamadeira, p=0,04). Esses referem, como uma das limitações do estudo, a autores também observaram que o uso do copinho impossibilidade de quantificar o número de vezes não ocasiona intercorrências (broncoaspiração e que cada criança estudada foi levada ao peito apnéia). materno antes das duas primeiras alimentações por Collins et al.12 realizaram um estudo controlado via oral, e se isso pode ter influenciado o desem- e randomizado, com objetivo de determinar o efeito penho dela na alimentação. de bicos artificiais (mamadeira e chupeta) e do Mosley et al. 11 realizaram um estudo clínico copinho no aleitamento materno em recém-nascidos randomizado, durante três meses, com todos os pré-termo, verificando o tipo de alimentação no recém-nascidos pré-termo da unidade de cuidados momento da alta (aleitamento exclusivo, aleitamento especiais de um hospital no Reino Unido que parcial ou sem aleitamento), a prevalência de aleita- preenchessem os critérios de inclusão do estudo: mento materno no peito aos três e seis meses após a bebês nascidos de mães que expressavam o desejo alta e o tempo de permanência no hospital. Foram de amamentar e não tinham preferência pelo copinho recrutados 303 pré-termos, de dois hospitais ou mamadeira como método de alimentação comple- terciários na Austrália, com idade gestacional ao mentar, idade gestacional ao nascimento entre 30 e nascimento entre 23-33 semanas. Esses bebês foram 37 semanas, ausência de má-formação congênita, randomizados em um dos quatro grupos seguintes: não tivessem tido contato com o copinho ou copinho/chupeta (n=69), copinho/sem chupeta mamadeira antes da admissão no estudo. Foram (n=82), mamadeira/chupeta (n=82) e mamadeira/sem acompanhados 14 recém-nascidos pré-termo com o chupeta (n=70). O copinho e a mamadeira foram objetivo de comparar o impacto do copinho e da utilizados quando a mãe não estava presente para mamadeira no aleitamento materno. Os bebês foram amamentar o seu bebê ou quando era necessário alocados de forma randomizada em dois grupos: o oferecer um complemento por via oral. Os bebês dos que recebeu complemento pelo copinho e o que grupos da chupeta iniciaram o seu uso quando recebeu pela mamadeira. No momento da alta foram entravam na pesquisa, durante a alimentação por avaliadas as formas de alimentação e não foi obser- gavagem ou enquanto descansavam. Os resultados vada diferença estatisticamente significante nos dois demonstraram não haver uma diferença estatistica- grupos em relação ao aleitamento materno. mente significante em relação ao aleitamento Entretanto, o estudo se tornou inconclusivo pelo materno entre os grupos da chupeta e sem chupeta, tamanho pequeno da amostra, sendo recomendável a no momento da alta (p=0,5), aos três meses (p=0,98) sua repetição em uma amostra de maior tamanho. e aos seis meses (p=0,51) após a alta. Quando os Rocha et al., 13 em um estudo experimental grupos do copinho e da mamadeira foram controlado e randomizado realizado em São Paulo, comparados, houve uma diferença estatística signifi- entre 1998 e 2000, investigaram o impacto da cante no momento da alta hospitalar (p=0,03), sendo alimentação com mamadeira e com copinho em 78 o copinho mais positivo em relação ao aleitamento recém-nascidos pré-termo, segundo o tempo de materno. Entretanto, não houve diferenças signifi- alimentação, problemas durante a alimentação, cantes após a alta hospitalar. O uso da chupeta não ganho de peso, a saturação de oxigênio e as taxas de influenciou o tempo de permanência no hospital, aleitamento materno. Os resultados não encontraram mas o do copinho sim. Os bebês do grupo do diferenças estatisticamente significantes nestes copinho permaneceram mais tempo no hospital grupos em relação ao tempo de alimentação (13,4 vs (p=0,01). Os autores concluíram que a chupeta não 11,8 min), ganho de peso (14,7 vs 14,1 g/Kg/dia) e à interfere no aleitamento materno em recém-nascidos prevalência do aleitamento materno na alta (79,4% pré-termo, e que o uso do copinho aumenta, de forma vs 81,8%) e durante os três primeiros meses (44,1% significativa, as chances de o bebê estar mamando vs 43,2%). Entretanto, foram observados efeitos exclusivamente no momento da alta hospitalar. A benéficos do copinho quando comparado à limitação desse estudo foi a pobre adesão na inter- mamadeira, tais como: menor incidência de bebês venção, ou seja, nem todos os indivíduos da amostra 14 Rev. Bras. Saúde Matern. Infant., Recife, 8 (1): 11-16, jan. / mar., 2008
  5. 5. Métodos de transição da alimentação do pré-termo cumpriram as instruções corretamente, por senti- alteração na pega e, conseqüentemente, fracasso no mentos negativos, em particular, relacionados ao uso aleitamento pela "confusão de bicos". Essa é do copinho e da chupeta, o que reduz o poder de definida como a dificuldade do bebê em atingir a identificar o real efeito desses na amamentação. configuração oral correta (abertura de boca e posi- cionamento da língua), a pega adequada e o padrão de sucção, necessários para um aleitamento materno Discussão eficiente, depois de exposição à mamadeira ou a qualquer outro bico artificial. Os estudos encontrados na literatura fazem Acredita-se que a alimentação com o copinho comparação entre os métodos alternativos de alimen- seja fácil para o bebê pré-termo pela hipótese de que tação em recém-nascidos pré-termo, sendo referen- ele é capaz de regular a ingestão do leite, não ciados o copinho e a mamadeira. De maneira geral, precisando do "trabalho" de sugar.6 Enquanto o leite discutem as vantagens e desvantagens desses é oferecido pelo copinho, o bebê controla o ritmo métodos em relação à estabilidade fisiológica e ao sucção/lambida, o que proporciona uma respiração impacto no aleitamento materno exclusivo. Em dois adequada, fazendo com que a deglutição ocorra no dos estudos analisados, foi encontrada uma melhor momento certo. Como resultado, há um menor gasto estabilidade clínica naqueles bebês que utilizaram de energia.5 Entretanto, o estudo de Marinelli et al.10 copinho quando comparados aos de mamadeira, demonstrou que o uso do copinho leva o bebê a sendo relatadas diferenças significantes em termos ingerir menos volume, por mais derramamento do de menor incidência na queda de saturação de leite, e demorar mais tempo para completar a oxigênio e no aumento da freqüência cardíaca.10,13 alimentação. Dos três estudos11-13 que compararam o uso do Em conclusão, é possível verificar que a lite- copinho e da mamadeira no aleitamento materno ratura sobre o tema é escassa. Diante disso, existe a exclusivo, na alta hospitalar, apenas um 12 mostrou necessidade da realização de estudos, com desenhos impacto na incidência do aleitamento materno, apre- metodológicos adequados, para se comparar a sentando diferença estatisticamente significante. utilização dos métodos de transição da alimentação Ressalta-se que em um dos trabalhos, 11 o pequeno em recém-nascidos pré-termo. Salienta-se também tamanho amostral pode ter comprometido a que, atualmente, há outros métodos de transição, tais conclusão. como translactação, 15 paladai, 16, finger feeding, 17 Neifert et al.14 relataram que experiências orais que precisam de fundamentações científicas, para precoces com bicos artificiais favorecem o surgi- serem utilizados de maneira mais segura pelos mento de mecanismos de sucção diferentes dos profissionais de saúde que atuam diretamente com utilizados no aleitamento materno, podendo causar os cuidados a esses recém-nascidos. Referências 1. Callen J, Pinelli J. A review of the literature examining the 6. Dowling DA, Meier PP, Difiore JM, Blatz MA, Martin RJ. benefits and challenges, incidence and duration, and Cup-feeding for preterm infants: mechanics and safety. J barriers to breastfeeding in preterm infants. Adv Neonatal Hum Lact. 2002; 18: 13-20. Care. 2005; 5: 72-88. 7. Lang S, Lawrence CJ, L'E Orme R. Cup feeding: an alter- 2. Brock R. Recém-nascido prematuro, baixo peso e retardo native method of infant feeding. Arch Dis Child. 1994; 71: do crescimento intra-uterino. In: Bassetto MC. 365-9. Neonatologia, um convite à atuação fonoaudiológica. São 8. Malhotra N, Vishwambaran L, Sundaram KR, Narayanan I. Paulo: Lovise; 1998. p. 67-73. A controlled trial of alternative methods of oral feeding in 3. Morris SE, Klein MD. The child who is premature. In: neonates. Early Hum Dev. 1999; 54: 29-38. Morris SE, Klein MD. Pre-feeding skills: a comprehensive 9. Chen C, Wang T, Chang H, Chi C. The effect of breast- and resource for mealtime development. San Antonio, Texas: bottle-feeding on oxygen saturation and body temperature Therapy Skill Builders; 2000. p. 537-52. in preterm infants. J Hum Lact. 2000; 16: 21-7. 4. Gewolb IH, Vice FL, Schweitzer-Kenney EL, Taciak VL, 10. Marinelli KA, Burke GS, Dodd VL. A comparison of the Bosma JF. Developmental patterns of rhythmic suck and safety of cupfeedings and bottlefeedings in premature swallow in preterm infants. Dev Med Child Neurol. 2001; infants whose mothers intend to breastfeed. J Perinatol. 43: 22-7. 2001; 21: 350-5. 5. Gupta A, Khanna K, Chattree S. Cup feeding: an alternative to bottle feeding in a neonatal intensive care unit. J Trop Pediatr. 1999; 45: 108-10. Rev. Bras. Saúde Matern. Infant., Recife, 8 (1): 11-16, jan. / mar., 2008 15
  6. 6. Aquino RR, Osório MM 11. Mosley C, Whittle C, Hicks C. A pilot study to assess the 15. Lima GSM, Aquino RR. Avaliação da técnica da translac- viability of a randomized controlled trial of methods of tação em 362 recém-nascidos pré-termo admitidos na supplementary feeding of breastfed pre-term babies. unidade canguru-IMIP. In: Anais do XVII Congresso Midwifery. 2001; 17: 150-7. Brasileiro de Perinatologia; 2001 10-14 de nov.; 12. Collins CT, Ryan P, Crowther CA, McPhee AJ, Paterson S, Florianópolis, Santa Catarina: Sociedade Brasileira de Hiller JE. Effect of bottles, cups, and dummies on breast Pediatria; 2001. p. 163. feeding in preterm infants: a randomised controlled trial. 16. Malhotra N, Vishwambaran L, Sundaram KR, Narayanan I. BMJ. 2004; 329: 93-8. A controlled trial of alternative methods of oral feeding in 13. Rocha NMN, Martinez FE, Jorge SM. Cup or bottle for neonates. Early Hum Dev. 1999; 54: 29-38. preterm infants: effects on oxygen saturation, weight gain, 17. Oddy WH, Glenn K. Implementing the Baby Friendly and breastfeeding. J Hum Lact. 2002; 18: 132-8. Hospital Initiative: the role of finger feeding. Breastfeed 14. Neifert M, Lawrence R, Seacat J. Nipple confusion: toward Rev. 2003; 11: 5-10. a formal definition. J Pediatr. 1995; 126: 125-9. Recebido em 10 de julho de 2006 Versão final apresentada em 6 de outubro de 2007 Aprovado em 17 de novembro de 2007 16 Rev. Bras. Saúde Matern. Infant., Recife, 8 (1): 11-16, jan. / mar., 2008

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