Razão

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Apresentação realizada por estudantes do ensino médio integrado do IFRS campus Bento Gonçalves para a aula de Sociologia.

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Razão

  1. 1. Nomes: Andrey, Rodrigo e ViníciusNomes: Andrey, Rodrigo e Vinícius Disciplina: SociologiaDisciplina: Sociologia Professor: Rodrigo BelinasoProfessor: Rodrigo Belinaso Data:06/05/2013Data:06/05/2013 Eu Robô - RazõesEu Robô - Razões
  2. 2. Resumo Neste conto Powell e Donovan encontran-se na Estação Solar n' 5 e procuram resolver um suposto problema de crenças de um novo robô (QT-1),o qual foi criado com intúito de substituir os humanos nas Estações Solares, então deveria funcionar perfeitamente.
  3. 3. Trechos e Citações “Parece-me improvável que vocês tenham feito a mim! O homem riu repentinamente. – Bolas! Por que motivo? – Pode chamar de intuição. É tudo, pelo menos até o momento. Todavia, pretendo raciocinar e resolver o problema. Uma cadeia de raciocínio válido só pode levar ao estabelecimento da verdade e insistirei até chegar a ela.”
  4. 4. “Powell ergueu-se da cadeira e sentou-se na beira da mesa, perto do robô. Subitamente, sentia simpatia por aquela estranha máquina. Não era absolutamente igual a um robô comum, que se entregasse à sua tarefa especializada na Estação Solar com a intensidade provocada por um circuito positrônico profundamente imbuído.”
  5. 5. “A velha e boa Terra. Lá existem três bilhões de seres humanos como nós, Cutie. E dentro de duas semanas, mais ou menos, lá estaremos de volta. Então, de modo bastante surpreendente, Cutie começou a zumbir distraìdamente. Não era propriamente uma melodia, mas um som curioso, como de cordas tangidas. Cessou tão bruscamente quanto havia começado.– Mas de onde venho eu, Powell? Você não explicou a minha existência.”
  6. 6. “– Espera que eu acredite numa hipótese tão complicada e implausível como a que acaba de expor? – indagou Cutie vagarosamente. – O que pensa que eu sou?” “[...] – Ele é um céptico – foi a amarga resposta. – Não acredita que nós o fabricamos; não acredita na existência da Terra, do espaço e das estrelas. – Com os diabos! Temos de lidar com um robô lunático! – Ele diz que raciocinará e descobrirá sozinho a resposta. – Bem – disse Donovan, suavemente. – Nesse caso, espero que tenha a condescendência de explicar-me tudo, depois de raciocinar bastante.”
  7. 7. “Comecei pela única suposição que me senti autorizado a fazer: existo porque penso, logo...[...] Cutie continuou, imperturbável: – E a questão que logo surgiu foi: qual é a causa da minha existência?” “Sou feito de metal forte e resistente, permaneço continuamente consciente e posso suportar com facilidade extremas alterações de ambiente. Estes são os fatos que, apoiados pela óbvia proposição de que nenhum ser é capaz de criar outro ser superior a si próprio, arrasam totalmente a sua tola hipótese.”
  8. 8. “– Muito bem, “seu” filho de um pedaço de minério de ferro, se não fomos nós que o fabricamos, quem o fez?! Cutie meneou a cabeça com ar grave. – Muito bem, Donovan. Essa era exatamente a questão seguinte. Evidentemente, meu criador tem de ser mais poderoso que eu; portanto, só existe uma única possibilidade.” “– Estou falando no Mestre – foi a resposta áspera e fria”
  9. 9. “– Em primeiro lugar, o Mestre criou os seres humanos, como o tipo mais primitivo e mais fácil de fazer. Gradativamente, substituiu-os por robôs, que foi o passo seguinte. Finalmente, criou a mim, para tomar o lugar dos últimos seres humanos. De agora em diante, eu sirvo ao Mestre.” “Donovan empurrou com força o robô mais próximo. – Levante-se! – berrou. Vagarosamente, o robô obedeceu. Seus olhos fotolétricos fitaram o homem com ar de reprovação. – O único senhor é o Mestre e QT-1 é o seu único profeta – declarou ele.”
  10. 10. “Os robôs precisam obedecer-nos. É a Segunda Lei.” “– Ouça, Cutie. Não podemos permitir isto. Somos os patrões! Esta Estação foi criada por seres humanos como nós; seres humanos que vivem na Terra e em outros planetas. A Estação éapenas um posto distribuidor de energia. E você é apenas um...”
  11. 11. “– Bolas! – exclamou Donovan, rindo de repente. – Por que argumentar? Vamos dar-lhe uma lição! Vamos construir um robô diante de seus olhos. Então, ele será obrigado a engolir tudo o que disse.” “– Bem – disse Powell, sorrindo. – Agora, acredita que nós o fizemos? A resposta de Cutie foi lacônica e definitiva: – Não! – declarou ele. O sorriso de Powell petrificou-se e logo desapareceu totalmente. O queixo de Donovan caiu. – Vejam – prosseguiu Cutie, com naturalidade. – Vocês se limitaram a montar peças pré-fabricadas. Trabalharamnotavelmente bem, por instinto, creio, mas não criaram realmente um robô. “
  12. 12. “Powell soltou um grunhido e passou mecânicarnente de uma folha para outra, até que seus olhos se focalizaram numa fina linha vermelha que traçava uma trajetória irregular no papel milimetrado. Olhou com atenção e esbugalhou os olhos. Agarrou o papel com força, com ambas as mãos, e se ergueu da poltrona, com os olhos ainda muito abertos. – Mike! Mike! – gritou, sacudindo violentamente o companheiro. – Ele manteve o raio firme!”
  13. 13. “Donovan murmurou, quando ele saiu: – Bem, macacos me mordam!Virou-se para Powell, indagando: – Que faremos, agora? Powell sentia-se cansado, mas animado. – Nada. Ele acaba de mostrar que é capaz de administrar perfeitamente a Estação. Nunca vi uma tempestade de elétrons tão bem controlada.”
  14. 14. “Ouça, Mike: ele segue as instruções do Mestre por meio de mostradores, instrumentos e gráficos. É exatamente o que nós sempre fizemos. Na realidade, o fato explica por que motivo ele se recusou a obedecer-nos. Obediência é a Segunda Lei. A primeira refere-se a não causar mal aos seres humanos. Como pode ele evitar que osseres humanos sofram algo, quer esteja ou não consciente disso? Ora, mantendo o raio de energia em foco estável.”
  15. 15. “Como podemos confiar-lhe a Estação Solar, se ele não acredita na existência da Terra? – Ele é capaz de controlar a Estação? – É. Mas... – Então, que diferença faz a sua crença?”

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