Identidade na Escola

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Slides para o curso de Pedagogia. Neles são ilustrados a discussão sobre transformações e problemas da identidade na sociedade contemporânea e de seus desdobramentos na educação escolar.

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Identidade na Escola

  1. 1. QUESTIONAR A IDENTIDADE NA ESCOLA Prof. Rodrigo Belinaso Guimarães
  2. 6. REPRESENTAÇÕES <ul><li>Formas de nomear e de dar sentido às coisas e aos seres. As representações são determinadas histórica e socialmente por relações de poder e de disputa. </li></ul><ul><li>As representações assumem centralidade quando percebemos que as coisas somente existem pela forma como são nomeadas. </li></ul>
  3. 7. DISCURSO <ul><li>A realidade de qualquer coisa ou ser é composta por diferentes enunciados que procuram defini-la. Tudo depende dos interesses que estão por detrás de imagens e palavras e do poder para serem aceitas como verdades. </li></ul>
  4. 8. CIDADANIA <ul><li>Condição da pessoa que pertence a uma Nação. A cidadania se estabelece quando há a existência de direito políticos, sociais e civis. Não há cidadania em contextos de exceção, onde a normalidade das regras cotidianas é suspensa. Não há cidadania sem liberdade individual. </li></ul>
  5. 9. PESSOAS VULNERÁVEIS <ul><li>Aquelas que foram abandonadas pelo Estado ou por suas famílias e que não possuem condições de reclamarem direitos. Podem estar nesta condição: pessoas subordinadas a poderes fortemente hierarquizados; idosos; órfãos; crianças e moradores de rua; analfabetos; doentes mentais; incapacitados fisicamente; miseráveis; pacientes em salas de emergência ou em estado terminal; grupos étnicos e raciais minoritários; sem-tetos; nômades; refugiados; presidiários; pessoas solitárias; todos que se submetem por dinheiro, etc. Sempre depende do contexto. </li></ul>
  6. 13. MUDANÇAS <ul><li>Indivíduos se pensavam como portadores de direitos de participação na vida social, como capazes de usufruírem de bens e serviços coletivos. Lutavam por conquistas sociais. Indivíduos disciplinados por instituições de confinamento. </li></ul><ul><li>Indivíduos empresários de si mesmos. Sistema de formulação de metas individuais e compensações por via do consumo e do status social. Conquistar visibilidade social. Indivíduos controlados por contextos sociais com regras flexíveis. </li></ul>
  7. 15. CONSUMO <ul><li>Central para a aquisição de uma identidade, para o pertencimento a qualquer grupo social. Necessidade de conexão e visibilidade em redes sociais. Identidades tradicionais (nacionais, étnicas, religiosas) e inovadoras (hippies, punks, clubbers, “verdes”) são absorvidas pela lógica do consumo. Desejo de parecer jovem. As mercadorias são a principal fonte de desejos e das satisfações pessoais. </li></ul>
  8. 17. PROBLEMAS <ul><li>A liberdade política e cidadã se transforma em capacidade de escolha no mercado . </li></ul><ul><li>O ato de consumir e de dispender tempo se aliam ao sentimento de felicidade. </li></ul><ul><li>Os projetos pessoais passam pela aquisição de bens e mercadorias. </li></ul><ul><li>Projetos sociais são substituídos por marcas no mercado. </li></ul>
  9. 18. MUDANÇAS <ul><li>Os indivíduos optavam entre ideologias coletivas. </li></ul><ul><li>Os indivíduos compõem, através das marcas e dos objetos disponíveis no mercado, um “estilo” imaginado o mais pessoal possível. </li></ul><ul><li>A igualdade é percebida na liberdade de constituir uma diferença. </li></ul>
  10. 19. IDENTIDADE <ul><li>Cada indivíduo vive diferentes identidades ao longo da vida, participa de diferentes grupos culturais e diferentes posições de sujeito, muitas vezes tudo ao mesmo tempo. Cada um deve ser capaz de constituir uma identidade própria, através da mescla das características identitárias disponíveis. </li></ul>
  11. 20. PROBLEMAS <ul><li>Redução do papel das identidades nacionais e comunitárias. </li></ul><ul><li>Redução da importância de identidades baseadas no lugar de moradia, na religião, na família e na profissão. </li></ul><ul><li>Identidades circulam globalmente e envolvem novas habilidades e conhecimentos, sem estarem disponíveis a todos. </li></ul>
  12. 21. CANCLINI <ul><li>Grande parte do que se produz e se vê nos países periféricos é projetada e decidida nas galerias de arte e nas cadeias de televisão, nas editoras e nas agências de notícias dos EUA e Europa. </li></ul>
  13. 22. FOUCAULT <ul><li>Se a identidade é apenas um jogo, apenas um procedimento para favorecer relações, relações sociais e as relações de prazer sexual que criem novas amizades, então ela é útil. Mas se a identidade se torna o problema mais importante da existência sexual, se as pessoas pensam que elas devem &quot;desvendar&quot; sua &quot;identidade própria&quot; e que esta identidade deva tornar-se a lei, o princípio, o código de sua existência, se a questão que se coloca continuamente é: &quot;Isso está de acordo com minha identidade?&quot;, então eu penso que fizeram um retorno a uma forma de ética muito próxima à da heterossexualidade tradicional. Se devemos nos posicionar em relação à questão da identidade, temos que partir do fato de que somos seres únicos. Mas as relações que devemos estabelecer conosco mesmos não são relações de identidade, elas devem ser antes relações de diferenciação, de criação, de inovação. É muito chato ser sempre o mesmo. Nós não devemos excluir a identidade se é pelo viés desta identidade que as pessoas encontram seu prazer, mas não devemos considerar essa identidade como uma regra ética universal. </li></ul>
  14. 24. MUDANÇAS <ul><li>Os indivíduos se afastam de narrativas identitárias fixas e coesas que seriam para a vida toda. </li></ul><ul><li>Os indivíduos se vinculam cada vez mais com narrativas identitárias fluídas e híbridas. </li></ul><ul><li>As identidades são percebidas cada vez mais como inventadas. </li></ul>
  15. 25. SARLO <ul><li>A cultura juvenil, como cultura universal e tribal ao mesmo tempo, constrói-se no marco de uma instituição tradicionalmente consagrada aos jovens, que está em crise: a escola cujo prestígio se debilitou tanto pela queda das autoridades tradicionais quanto pela conversão dos meios de massa no espaço de uma abundância simbólica que a escola não oferece. As estratégias para definir o permitido e o proibido entraram em crise. A permanência, que era um traço constitutivo da autoridade, foi rompida pelo fluir da novidade. Se é quase impossível definir o permitido e o proibido, a moral deixa de ser um território de conflitos significativos para converter-se num elenco de enunciados banais: a autoridade perdeu seu aspecto terrível e intimidatório (que potencializava a rebelião) e só é autoridade quando exerce a força repressiva. </li></ul>
  16. 26. GAROTOS PODRES - a escola como confinamento <ul><li>Nas escolas </li></ul><ul><li>Onde a cultura é inútil </li></ul><ul><li>Nos ensinam apenas </li></ul><ul><li>A sentar e calar a boca </li></ul><ul><li>Para sermos massacrados </li></ul><ul><li>Pelo discurso reacionário </li></ul><ul><li>De professores marionetes </li></ul><ul><li>Controlados pelo Estado </li></ul><ul><li>Nas escolas </li></ul><ul><li>Você aprende </li></ul><ul><li>Que seu destino já está traçado </li></ul><ul><li>Pois querem nos transformar </li></ul><ul><li>Em Cordeirinhos domesticados </li></ul><ul><li>Prontos pra serem transformados </li></ul><ul><li>Em operários escravizados </li></ul><ul><li>Querem nos transformar </li></ul><ul><li>Em máquinas </li></ul><ul><li>Para submetê-los </li></ul><ul><li>A cadência do trabalho </li></ul><ul><li>E horários embrutecidos </li></ul><ul><li>Pelos carrascos ponteiros do relógio </li></ul><ul><li>Me mandaram à escola </li></ul><ul><li>Para me dominar </li></ul><ul><li>Me mandaram à escola </li></ul><ul><li>Para me manipular </li></ul><ul><li>Me mandaram à escola </li></ul><ul><li>Para me escravizar </li></ul><ul><li>Me mandaram à escola </li></ul><ul><li>Para me domar </li></ul>
  17. 27. Identidades Flexíveis <ul><li>Calma, está gritando por quê? Relaxe, isso já foi feito E se você apenas deixasse estar você verá </li></ul><ul><li>Porque a vida é assim Uh, uh, uh, uh é assim que é. Calma, está gritando por quê? Relaxe, isso ja foi feito E se você apenas deixasse estar Você verá Eu gosto de você como você é Quando estamos andando em seu carro E você está conversando cara a cara comigo. Mas você se torna outra pessoa perto dos outros Você está cauteloso, como se não conseguisse relaxar. Você está tentando ser legal. </li></ul><ul><li>Complicated (tradução) </li></ul><ul><li>Avril Lavigne </li></ul><ul><li>Uh, uh, a vida é assim Uh, uh, uh, uh, é assim que é diga-me Por que você tem que deixar as coisas tão complicadas? veja, o jeito que você age, como se fosse outra pessoa, me deixa frustrada! A vida é assim, E você cai, e você rasteja, e você quebra, e você pega o que você recebe e transforma isso em honestidade e me prometa que eu nunca vou descobrir que você está fingindo Você chega sem avisar Vestido como se fosse especial onde você está e onde isso está, você entende você me faz rir, quando faz pose, tire todas essas roupas de mauricinho você sabe que não está enganando ninguém quando você se torna mas parece um idiota para mim </li></ul>

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