ARIANE APARECIDA FERREIRA           ROSANE CRISTINA DE PAULAABORDAGEM FISIOTERAPÊUTICA EM CRIANÇAS COM           PARALISIA...
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RESUMO             O cérebro é o órgão central que dirige o organismo e não está madurono recém nascido. Todos os moviment...
SUMÁRIOINTRODUÇÃO.............................................................................................. 081.      ...
Procedimento............................................................................................ 26RESULTADOS........
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11para ficar muito tempo sentada sem apoio. De pé a criança pode pular, o peso écarregado sobre as pernas mais abduzidas (...
12se para diante (poucos passos). Andam ao longo dos móveis e, aliás, já bemdepressa (FLEHMIG, 2004).              Dezoito...
13             As infecções maternas podem ser causa de malformações congênitas,como no caso da rubéola, da toxoplasmose, ...
14                                CAPÍTULO 1                        PARALISIA CEREBRAL             A paralisia cerebral (P...
15com indicação correta do medicamento, pois a epilepsia, como comorbidade, é omaior fator prognóstico de desenvolvimento ...
16Devido ao envolvimento maior das partes superiores, o controle da cabeça édeficiente, como também a coordenação dos olho...
171.2. FORMAS DE PARALISIA CEREBRAL1.2.1. Paralisia Cerebral hipotônica             Alguns lactentes apresentam acentuada ...
18tenra idade. Verifica-se em alguns casos aumento do tônus muscular à medida quea criança se desenvolve (BOBATH & BOBATH,...
19esforço, emoção, perda do equilíbrio, medo ou ansiedade. Todavia, algumascrianças hemiplégicas apresentam movimentos ass...
201.2.3 Paralisia Cerebral atetóide             O termo atetose significa “sem posição fixa”, e designa tantosmovimentos c...
21objeto, tendem a ser imprecisos. Juntamente com as dificuldades em relação aoequilíbrio, a locomoção é mal coordenada, c...
22             Outras alterações podem estar presentes: tremulações ou clonias,espontâneas ou desencadeadas pelo manuseio;...
23                                  CAPÍTULO 2                TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO             O tratamento de cria...
24posicionamento são utilizados, assim como a realização de alongamentos emdescarga de peso (LIMA e FONSECA, 2004).       ...
25                                  OBJETIVO             O objetivo deste trabalho consiste em aplicar técnicas de tratame...
26                              METODOLOGIAUniverso de pesquisa: casuística             Para este trabalho foram seleciona...
27             Os procedimentos fisioterapêuticos realizados com as crianças foramsupervisionados pela fisioterapeuta resp...
28                                RESULTADOSCASO 1Avaliação fisioterapêuticaHistória do paciente             F.S.L. de 15 ...
29de prono para supino e vice-versa, iniciando o arrastar com o hemicorpo direito epuxando o esquerdo; não engatinha; fica...
30CASO 2Avaliação FisioterapêuticaHistória do paciente             B.R.S. de 32 meses tem diagnóstico clínico de leucomalá...
31             •   Reflexos: RTCA presente; Babinsk bilateral;             •   Equilíbrio: diminuídos;             •   Rea...
32retornar, ainda não se arrastava, não rolava e nem engatinhava. Iniciou a fisioterapiana APAE em abril de 2004, onde foi...
33                     De pé:                     Estático equilibra-se quando se encontra no padrão de positiva de       ...
34Figura 1: Criança iniciando o arrastarFonte: Acervo Pessoal.Figura 2: Criança iniciando a posição de gato quando estimul...
35Figura 3: Criança se equilibrando no rolo, tentando alcançar objetosFonte: Acervo PessoalFigura 4: Criança em seu padrão...
36             Figura 5: Criança sendo estimulada a rolar             Fonte: Acervo Pessoal.             Figura 6: Criança...
37Fonte: Acervo Pessoal.Caso III: Paciente colaborativo•   Mantém-se na posição ajoelhada sem apoio•   Equilíbrio estático...
38Figura 8: Correção do centro de gravidadeFonte: Acervo Pessoal.Figura 9: Criança com desequilíbrio na posição ajoelhadaF...
39Figura 10: Melhora do equilíbrio na posição ajoelhadaFonte: Acervo PessoalFigura 11: Criança apresenta marcha em tesoura...
40                                 DISCUSSÃO              As tarefas consistem em travar os movimentos incorretos e conduz...
41             Foram utilizados métodos de facilitação e inibição, e procedimentosque exploravam as fases do desenvolvimen...
42                               CONCLUSÕES             A partir dos resultados obtidos concluimos que a fisioterapia emcr...
43                     REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASBAX, M.C.O. Terminology and Classification of cerebral palsy.’ Developmen...
44INGRAM, T. The early manifestations and course of diplegia in childhood. Arch. Dis.Child, 1955.JONES, K L. In: Smith’s R...
45                                    ANEXO 1                         AVALIAÇÃO FISIOTERÁPICA1. D.N.P.M:-Controle cervical...
46ANEXO 2
47ANEXO 3
48ANEXO 4
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Abordagem fisioerapeutica na pc

  1. 1. ARIANE APARECIDA FERREIRA ROSANE CRISTINA DE PAULAABORDAGEM FISIOTERAPÊUTICA EM CRIANÇAS COM PARALISIA CEREBRAL BATATAIS 2006
  2. 2. ARIANE APARECIDA FERREIRA ROSANE CRISTINA DE PAULAABORDAGEM FISIOTERAPÊUTICA EM CRIANÇAS COM PARALISIA CEREBRAL Monografia apresentado ao Centro Universitário Claretiano para obtenção do título de graduado em Fisioterapia. Orientador: César Bueno Zanella. BATATAIS 2006
  3. 3. ARIANE APARECIDA FERREIRA ROSANE CRISTINA DE PAULA Monografia apresentado ao Centro Universitário Claretiano para obtenção do título de graduado em fisioterapia. ABORDAGEM FISIOTERAPEUTICA EM CRIANÇAS COM PARALISIA CEREBRALOrientador: Prof. César Augusto Bueno ZanellaExaminador (a):________________________________________Examinador (a):________________________________________ Batatais, ______ de __________________ de 2006.
  4. 4. Dedico esta conquista a todas as pessoas que euterei contato durante a minha vida profissional, atodos os pacientes que passaram por mim e portodos que ainda irão passar. Desejo ser, decoração, uma ótima profissional, respeitando e mededicando a cada um, como todos os professorese amigos que se dedicaram por mim durante esteperíodo.Amo todos vocêsROSANEDedico aos meus queridos pais (Anastácio e MariaAmélia), aos meus avós (Laudelino Silva e MariaLago), e aos meus irmãos (Erickson e Perterson)que lutaram para que eu pudesse chegar até aqui,conquistando mais uma vitória.A minha amiga do coração, Rosane, pelo carinho,atenção e companheirismo.Obrigado por vocês existirem em minha vidaARIANE
  5. 5. Agradeço a Deus por ter me capacitado a conquistareste sonho e por cumprir com sua promessa!Obrigado PAPAI E MAMAE por acreditarem e sesacrificarem tanto por mim. Obrigado RE (sobrinho)e RA pelo incentivo e pela força. Agradeço aosmeus mestres e professores, aos supervisores deestágio, aos funcionários da faculdade, as minhasamigas de republica por fazerem me conhecer comonunca antes (Karla, Mayra, Thays, Flavia,Valeria) eem especial ao nosso orientador César Zanella quealém de ótimo professor é uma pessoa enviada porDeus e que merece um presente especial tambémde Deus.À querida Elda que também merece um presentinhode Deus e que é muito especial.Agora devo fazer um agradecimento mais queespecial a duas pessoas que foram fundamentais naminha caminhada, uma é a RIRI docinho, que é apessoa mais doce e pacienciosa que eu já conheci,amo você para sempre, e ao meu grande e únicoamor Serginho que me surpreendeu e muito nestesmomentos.TE AMOOOOO.ROSANEAgradeço em primeiro lugar a meu Deus por estarsempre junto de mim, e por ter colocado pessoastão queridas em minha vida. Agradeço aos meusqueridos pacientes (Bryan, Francine e Bruninha),vocês são muito especiais.Aos meus mestres e professores pela ajuda eatenção. Em especial ao nosso orientador, CésarAugusto Bueno Zanella, pela dedicação e carinho.As minhas amigas, Karla, Thays, Mayra e Flavia quesempre me acolheram e tiveram paciência comigo.A minha irmãzinha do coração Paulinha, peloincentivo e pela força. Ao meu amado Adriano porestar sempre ao meu lado.Amo vocês.ARIANE
  6. 6. RESUMO O cérebro é o órgão central que dirige o organismo e não está madurono recém nascido. Todos os movimentos da criança são dirigidos pelos reflexos. Aparalisia cerebral (PC) é definida como uma desordem do movimento e da posturadevida a um defeito ou lesão do cérebro imaturo. Na paralisia cerebral, os distúrbiosmotores são tipicamente diferenciados e classificados de acordo com a partecomprometida do corpo (hemiplegia, diplegia, quadriplegia), com as característicasclínicas do tônus muscular e com os movimentos involuntários e (espástica, atáxica,atetóide). Foram escolhidas três crianças da APAE de Batatais, todas portadoras deparalisia cerebral. Os atendimentos foram realizados entre os dias 14 de setembro e31 de outubro de 2006, com sessões de 50 min, três vezes por semana em diasintercalados. A partir dos resultados obtidos concluímos que a fisioterapia emcrianças com paralisia cerebral proporcionam uma progressão no desenvolvimentoneuropsicomotor.Palavras-chave: Paralisia Cerebral. Desenvolvimento Neuropsicomotor. TônusMuscular. Fisioterapia. Distúrbios Motores.
  7. 7. SUMÁRIOINTRODUÇÃO.............................................................................................. 081. PARALISIA CEREBRAL.............................................................. 14 1.1 TIPOS DE PARALISIA CEREBRAL..................................... 15 1.1.1 Quadriplegia......................................................................... 15 1.1.2 Diplegia................................................................................. 16 1.1.3 Hemiplegia............................................................................ 16 1.2 FORMAS DE PARALISIA CEREBRAL................................ 17 1.2.1 Paralisia Cerebral hipotônica............................................. 17 1.2.2 Paralisia Cerebral espática................................................. 17 1.2.3 Paralisia Cerebral atetoíde.................................................. 20 1.2.4 Paralisia Cerebral atáxica................................................... 20 1.3 ALTERAÇÕES MOTORAS NA PARALISIA CEREBRAL.......................................................... 21 1.4 PREMATURIDADE/BAIXO PESO AO NASCIMENTO E PC.................................................................. 222. TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO.................................. 23OBJETIVO...................................................................................................... 25METODOLOGIA.......................................................................................... 26 Universo de pesquisa: casuística........................................................... 26 Instrumento de coleta de dados.............................................................. 26
  8. 8. Procedimento............................................................................................ 26RESULTADOS............................................................................................. 28 CASO 1..................................................................................................... 28 CASO 2..................................................................................................... 30 CASO 3..................................................................................................... 31DISCUSSÃO................................................................................................. 40CONCLUSÕES............................................................................................. 42REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS................................................. 43ANEXO 1.......................................................................................................... 45ANEXO 2......................................................................................................... 46ANEXO 3......................................................................................................... 47ANEXO 4......................................................................................................... 48
  9. 9. 8 INTRODUÇÃO O desenvolvimento de um neonato normal em sua totalidade (físico,mental, emocional e social) depende de sua capacidade de se movimentar. Mesmoin útero o feto não apenas chupa o dedo, mas também pressiona a parede uterina eoutras partes de seu próprio corpo ao movimentar seus membros, que lheproporciona feedback tátil e proprioceptivo. Estudos de Kravitz e Neyhus (1978),demonstraram que a exploração que o bebe realiza em partes de seu corpo atravésdo toque está relacionada com a idade. Primeiro ele toca a boca e leva as mãosjuntas ao peito, e só mais tarde toca as partes mais distais do corpo (BOBATH,2001). Desta forma, tocando seu corpo e movimentando-se, percebendo quepode movimentar suas mãos dentro de seu campo de visão, o bebê desenvolve umapercepção do corpo durante os primeiros dezoito meses, uma sensação de simesmo baseada nas sensações visuais, táteis e proprioceptivas. Isto só serásubstituído muito mais tarde pelo desenvolvimento de uma imagem corporal comuma maior participação da visão. Uma vez que esta percepção do corpo fiqueestabelecida, a criança pode começar a se relacionar com o mundo à sua volta edesenvolver a orientação espacial (BOBATH, 2001). O cérebro é o órgão central que dirige o organismo e não está madurono recém nascido. Todos os movimentos da criança são dirigidos pelos reflexos. Orecém nascido ainda não sabe movimentar a cabeça, o tronco e os membros porsua própria vontade. Apesar da falta de controle, já possuem certos movimentosprovenientes de determinadas posturas, mudanças de postura e influência do meio
  10. 10. 9ambiente; e são estes os movimentos relativos do recém-nascido, chamadosreflexos tônicos (FISCHINGER, 1984). Com o desenvolvimento desaparecem os movimentos automáticosdirigidos pelos reflexos, e é dado lugar aos movimentos dirigidos pelo cérebro, quesão os reflexos de correção e de postura. O cérebro atinge maior maturidade e comisso o controle consegue exercer suas funções próprias. Os movimentos e reaçõesfalsos desaparecem, e em seu lugar os músculos começam a trabalharnormalmente. O desenvolvimento sempre fica mais parecido com o do adulto, mastambém apresentam reações de defesa, que são os reflexos estato-cinéticos(equilíbrio) (FISCHINGER, 1984). A postura geral apresentada pelo recém-nascido é de flexão, mas emalgumas semanas o lactente começa a se esticar, assumindo posturas de maiorgrau de extensão (BURNS e MACDONALD, 1999, p. 31). Quatro semanas: Em posição prono, quando o terapeuta levanta acriança esta, deixa cair à cabeça. A criança quando tocada esboça movimentos deespernear. Consegue levantar a cabeça por um momento só (FISCHINGER, 1984,p. 17). Oito semanas: Em posição prono: levanta a cabeça e o corpo, deitadaem cima de uma mesa, e de maneira que a cabeça e o corpo ficam numa linha reta(FISCHINGER, 1984, p. 17). Três e quatro meses: Em posição prono a cabeça é levantada para alinha média; extensão suficiente para o apoio do antebraço, orientação da linhamédia. Em posição supino, a cabeça está posicionada na linha média, as mãosencontram-se e os braços flexionados-abduzidos. Puxado para sentar-se, a cabeçaé mantido em alinhamento com o tronco. No entanto, ainda existe alguma
  11. 11. 10deficiência no controle da cabeça. Sentada o tronco tem que ser apoiado e a cabeçaestá praticamente equilibrada quando o tronco é movido (BOBATH e BOBATH,1978). Cinco meses: Período onde se inicia a simetria corporal. Ocorre o inícioda abdução-extensão do membro. Na posição prono, a criança apresenta extensãoposterior; nadar sobre o solo, pernas abduzidas e estendidas, levantadas do apoio.Do fim deste período em diante, a criança apóia-se sobre um dos antebraços eestende a mão contralateral para pegar um brinquedo. Rola de supino para prono.Ainda não se levanta sozinho (BOBATH, 1978; FISCHINGER, 1984). Na posição supino apresenta forte extensão dos ombros e do tronco,cotovelos flexionados, penas flexionadas e abduzidas. A criança pode rolar paraqualquer um dos lados. Realiza a ponte, praticando a extensão da coluna. Inicialevantar da cabeça e ajuda para sentar. Mantém-se sentada com os braços retraídosnos ombros com os cotovelos flexionados. A criança tende a inclinar-se ou cair paratrás. Quando ajudada a se levantar, a criança inicia o suporte do seu peso, aindacom as pernas abduzidas (BOBATH, 1978). Seis meses: A criança apresenta forte extensão-abdução dosmembros. O controle de cabeça na posição supino e prono é bom. Na posição pronoencontra-se em extensão completa e capaz de apoiar-se nos braços totalmenteestendidos. A criança estende uma das mãos para apanhar um brinquedo enquantose apóia com a outra. As pernas estão estendidas e abduzidas. Em supino, acriança estende os braços para frente quando a mãe a levanta. As pernas levantam-se e brincam com os pés à boca. Rolam para prono. Sentadas, o braço apóia parafrente, mas a criança tende a cair para trás. Não existe o equilíbrio total de tronco,
  12. 12. 11para ficar muito tempo sentada sem apoio. De pé a criança pode pular, o peso écarregado sobre as pernas mais abduzidas (BOBATH, 1978). Sete e oito meses: Inicia-se a rotação do tronco. Desenvolve-se ocontrole do tronco e o equilíbrio ao sentar-se. Período de maior influência do reflexode Landau, onde estão presentes as reações de paraquedas para frente e para oslados. A partir da posição prono coloca-se sentada. Não gosta de permanecer naposição em supino. A criança já é capaz de sentar-se sem apoio por cerca de umminuto. A criança inclina-se para frente com o apoio dos braços. Com oito meses acriança senta-se com bom equilíbrio e, quando o perde, recupera seu equilíbriocomo apoio do braço para os lados; puxa-se para levantar-se, segurando nasmobílias, contudo, não pode ainda engatinhar sobre suas mãos e joelhos (BOBATH,1978). Oito e dez meses: Esta fase caracteriza-se pelo Inicio da locomoção,onde o reflexo de Landau exerce bastante influência. O equilíbrio ao sentar–se éperfeito e inicia-se o apoio do braço para trás. A criança é capaz de engatinhar sobremãos e joelhos, sobre mãos e pés, ou sobre um pé e um joelho. Sentada, ao girarsobre si mesma, existe um bom equilíbrio, sem apoio do braço. A criança engatinha,depois senta e volta a engatinhar. As pernas encontram-se bastante abduzidas. Acriança pode andar, segurando nas mobílias ou seguradas por ambas as mãos(BOBATH, 1978). Doze meses: A criança levanta para sentar-se, mesmo sem que asegurem, fica sentada, fazendo meia volta. Senta-se livremente com bom equilíbrioe pode apoiar-se para todos os lados. A criança pode erguer-se para ficar em pé.Algumas crianças já podem, da posição em pé, embora ainda sem equilíbrio, mover-
  13. 13. 12se para diante (poucos passos). Andam ao longo dos móveis e, aliás, já bemdepressa (FLEHMIG, 2004). Dezoito meses: Anda de cócoras. Caminha sendo segurada por umamão. Senta sozinha em uma cadeira e muda sozinho também (FISCHINGER, 1984,p. 19). Os fatores capazes de exercer influência nociva sobre o crescimento eo desenvolvimento do cérebro podem incidir em épocas diferentes. Pesquisasrealizadas nas comunidades, estudando a cronologia dos eventos responsáveis pordeficiências neurológicas em crianças, indicam que as lesões pré-natais respondampor 70 a 75% dos casos; as lesões perinatais causam 20% (sendo metade nosprematuros e metade nos recém nascidos de termos); enquanto a lesões pós nataissão responsáveis por 5 a 10% dos casos (BURNS e MACDONALD, 1999). Os fatores teratogênicos, provocados por uma variedade de fármacos(hormônios, psicotrópicos, antiepilépticos, antibióticos, antineoplásicos,anticoagulantes e, mais recentemente, os análogos de vitamina A e os retinóides),podem provocar defeitos físicos no embrião. O consumo excessivo de bebidasalcoólicas durante o inicio da gestação, no período em que se processa aorganogênese fetal, é capaz de provocar uma síndrome especifica, caracterizadapor atraso do crescimento, anomalia da face, microcefalia e malformações de ossose órgãos viscerais (JONES, 1988). Em geral, a criança apresenta em seguida atrasodo desenvolvimento psicomotor (BURNS e MACDONALD, 1999). As complicações encontradas nas fumantes compreendem:infertilidade, aborto espontâneos, comprometimento do bem estar fetal, placentaprévia deslocamento prematuro da placenta, infecção do liquido amniótico e rupturaprematura das membranas (BURNS e MACDONALD, 1999).
  14. 14. 13 As infecções maternas podem ser causa de malformações congênitas,como no caso da rubéola, da toxoplasmose, da sífilis, da citomegalia e da infecçãopelo parvovírus B19, ao passo que outras provocam apenas um estado de infecçãocrônica (por exemplo: hepatite B, HIV, hepatite C) (BURNS e MACDONALD, 1999). As lesões perinatais responsáveis pelas deficiências dodesenvolvimento neurológico compreendem a anóxia perinatal, os tocotraumatismoscranioencefálicos, a hemorragia intracraniana e a prematuridade (BURNS eMACDONALD, 1999). Lesões pós natais podem ser causadas por: • Infecções do sistema nervoso central como: meningite; encefalite; sarampo; • Acidentes como: anóxia por sufocamento; afogamento e estados pós comiciais; acidentes cerebrais vasculares; desnutrição (BLAIR e STANLEY, 1982 apud SHEPHERD, 1996);
  15. 15. 14 CAPÍTULO 1 PARALISIA CEREBRAL A paralisia cerebral (PC) é definida como “uma desordem domovimento e da postura devida a um defeito ou lesão do cérebro imaturo” (BAX,1964). A lesão cerebral não é progressiva e provoca debilitação variável nacoordenação da ação muscular, com resultante incapacidade da criança em manterposturas e realizar movimentos normais. Esta deficiência motora central estáfrequentemente associada a problemas da fala, visão e audição, com vários tipos dedistúrbios da percepção, com certo grau de retardo mental e/ou epilepsia (BOBATH,2001). A característica essencial dessa definição de PC é que a lesão afeta océrebro imaturo e interfere na maturação do sistema nervoso central, o que leva àconseqüências específicas em termo do tipo de paralisia cerebral desenvolvida, seudiagnostico, avaliação e tratamento (BOBATH, 2001). O exame neurológico tradicional, bem como evolutivo, é de sumaimportância para o diagnóstico clinico e orientação nos pedidos de examescomplementares. Quando a criança com PC tem crises convulsivas, existe um riscomaior de déficit cognitivo, sendo então função primordial do neuropediatra tentarimpedir as convulsões. A grande preocupação são os espamos infantis (Síndromede West), que são convulsões que surgem em torno de três meses de idade, comclínica semelhante a sustos ou choques, durante segundos podendo aparecer emsalvas muitas vezes ao dia. São crises de difícil controle podendo levar um quadrograve de retardo neuropsicomotor. O diagnóstico do tipo de crise deve ser preciso,
  16. 16. 15com indicação correta do medicamento, pois a epilepsia, como comorbidade, é omaior fator prognóstico de desenvolvimento de déficit motor e cognitivo. (LIMA EFONSECA, 2004). Os autores relataram que crianças nascidas após fertilização in vitrotêm um risco aumentado de desenvolver problemas neurológicos especialmente PC.No período gestacional, existem casos familiares associados à esquizencefalia (20 –24 semanas) que é um distúrbio do desenvolvimento cortical, sugerindo a etiologiagenética, como também síndromes genéticas associadas à hemimegalencefalia e àlisencefalia (distúrbio na proliferação e na migração neuronal). No RN a termo, asregiões mais vulneráveis são as regiões dos núcleos da base e a região cortico-subcortical, que determinam crianças com patologia como status marmoratos(núcleos da base) e encefalomalácia multicística (asfixia perinatal) (LIMA eFONSECA, 2004). Na PC, os distúrbios motores são tipicamente diferenciados eclassificados na clínica de acordo com a parte comprometida do corpo (hemiplegia,diplegia, quadriplegia), com as características clínicas do tônus muscular e com osmovimentos involuntários (espástica, atáxica, atetóide) (SHEPHERD, 1996).1.1 TIPOS DE PARALISIA CEREBRAL1.1.1 Quadriplegia Definida como envolvimento de todo o corpo, sendo as partessuperiores mais envolvidas do que, ou pelo menos, tão envolvidas quanto, as partesinferiores. A distribuição é geralmente assimétrica. Se a assimetria é muitoacentuada, estas crianças são às vezes referidas como tendo “dupla hemiplegia”.
  17. 17. 16Devido ao envolvimento maior das partes superiores, o controle da cabeça édeficiente, como também a coordenação dos olhos. As crianças freqüentementeapresentam dificuldades de se alimentar, e algum envolvimento da fala e articulaçãodas palavras. Muitos espásticos pertencem a este grupo; praticamente todas ascrianças atetóides, os tipos mistos, de espasticidade e atetose ou ataxia, e os casosde ataxia cerebelar (BOBATH, 2001).1.1.2 Diplegia Caracterizada por envolvimento do corpo inteiro, sendo a metadeinferior mais afetada que a metade superior. O controle da cabeça e o controle dosbraços e mãos são geralmente poucos afetados e a fala pode ser normal.Entretanto, um estrabismo, seja alternado ou fixo, não é raro. Ás vezes, as partessuperiores parecem tão levemente envolvidas que as crianças são diagnosticadascomo paraplégica cerebral. O exame cuidadoso, contudo, mostrará certoenvolvimento de um ou dos dois braços e mãos (um paraplégico cerebral puro égeralmente de um tipo hereditário congênito). Este grupo consiste quase queexclusivamente de crianças espásticas, mas ocasionalmente ataxia pode estarassociada a uma diplegia espástica. Tem-se achado que a etiologia de muitos casosde diplegia espásticas é a prematuridade (BOBATH, 2001, p. 61).1.1.3 Hemiplegia É o envolvimento de um só lado. Praticamente todas elas sãoespásticas e crianças com uma hemi-atetose são muito raras. Os casos deparaplegia e monoplegia pura são extremamente raros em paralisia cerebral.(BOBATH, 2001, p. 61).
  18. 18. 171.2. FORMAS DE PARALISIA CEREBRAL1.2.1. Paralisia Cerebral hipotônica Alguns lactentes apresentam acentuada hipotonia muscular ouflacidez, muitas vezes de caráter transitório, embora possa persistir sob a forma defraqueza muscular e de “moleza” generalizada, sendo que, muitos desses casos,são posteriormente reclassificados como espasticidade ou atetose. Alguns lactenteshipotônicos evoluem para a atetose, apresentando inicialmente oscilaçõesintermitentes do tônus muscular e os movimentos que parecem involuntários,consistindo, por exemplo, em crises de extensão do corpo, as quais Ingran (1955)deram o nome de ataques distônicos. No caso típico, a hipotonia manifesta-se por flacidez extrema quandose procura levantar o bebê, bem como pela sua incapacidade de produzir a forçamuscular necessária para movimentar os segmentos do corpo, sobre tudo emoposição à gravidade. O lactente assume muitas vezes uma posição típica,mantendo os membros em abdução, flexão e rotação externa. A cabeça costumacair para trás quando se procura levantar a criança para a posição sentada. Quandosegurada em posição sentada ou em pé mostra-se frequentemente incapaz demanter a cabeça e o tronco eretos; os membros inferiores podem fletir-se e entrarem colapso, quando a criança é segurada na posição em pé (SHEPHERD, 1996).1.2.2 Paralisia Cerebral espástica A criança espástica mostra hipertonia de um caráter permanente,mesmo em repouso (BOBATH, 2001). A resistência à movimentação passiva e ospadrões motores anormais podem não se manifestar clinicamente no lactente de
  19. 19. 18tenra idade. Verifica-se em alguns casos aumento do tônus muscular à medida quea criança se desenvolve (BOBATH & BOBATH, 1978). Existem, porém, algunslactentes que apresentam acentuada espasticidade, já a partir dos primeiros mesesde vida (SHEPHERD, 1996). O grau de espasticidade varia com o estado geral dacriança, isto é, excitabilidade e a força do estímulo o qual ela é submetida a todomomento. Em casos de espasticidade grave, a criança é mantida em uns poucospadrões típicos, devido ao grau sério de co-contração das partes envolvidas,especialmente em volta das articulações proximais (ombros e quadris). Algunsmúsculos, entretanto, podem parecer fracos em conseqüência da inibição tônicarecíproca por parte de seus antagonistas espásticos: por exemplo, os músculosglúteos e abdominais pelos flexores espásticos do quadril; o quadríceps pelosflexores espásticos da perna e os dorsiflexores dos tornozelos pelo tríceps suralespástico (BOBATH, 2001). Observa-se certa variação no grau de hipertonia quandose passa a criança de decúbito dorsal para o decúbito ventral, fato que é atribuído àinfluência dos reflexos tônicos (reflexos tônicos do labirinto e reflexos tônicos dopescoço). Os padrões motores anormais têm sido descritos em crianças queapresentam espasticidade, tanto em repouso como durante os movimentos,manifestando-se por flexão dos membros superiores e extensão dos membrosinferiores. O membro superior é muitas vezes mantido em flexão em nível decotovelo, punho, e dedos, com retração e abaixamento da cintura escapular, rotaçãointerna e adução do braço e pronação nas articulações radioulnares. No membroinferior observa-se tendência à extensão de quadris e joelhos, ao lado da rotaçãointerna e adução nos quadris e flexão plantar com inversão dos pés. A criança apresenta muitas vezes um grau excessivo de atividademuscular (movimentos associados), em resposta a certos estímulos, tais como,
  20. 20. 19esforço, emoção, perda do equilíbrio, medo ou ansiedade. Todavia, algumascrianças hemiplégicas apresentam movimentos associados: apreensão de um objetopor uma das mãos acompanha-se de movimentos de apreensão com a outra mão(SHEPHERD, 1996). Às vezes, a criança pode adquirir a habilidade de se manterequilibrada em posição ereta, lançando mão de adaptações do comportamento. Acriança diplégica, por exemplo, pode fazer uso do braço, em lugar da musculaturada perna, para realizar ajustes posturais na posição bípede, segurando-se em algumobjeto firme. As adaptações da criança hemiplégica podem envolver inclusive o usodos membros afetados. No entanto, as crianças portadoras de lesão grave, queafeta os quatro membros, freqüentemente não conseguem movimentar-seeficazmente. Pode-se desenvolver contraturas e, eventualmente, na presença degrave disfunção motora e cognitiva, manifestarem-se deformidades ósseas quando ocomprimento normal dos músculos não pode ser mantido e a criança não consegueadquirir nenhum controle ativo sobre sua musculatura. As deformidades ósseas (docrânio inclusive) podem ocorrer durante o primeiro ano de vida em virtude dacombinação de vários fatores: posicionamento prolongado (e gravidade), imobilidadee crescimento (FULFORD e BROWN, 1976). É provável que as contraturas, sedesenvolvam em conseqüência do desequilíbrio da atividade muscular, da falta demovimentos ativos funcionais (provocando alongamento ativo), do posicionamentoprolongado mantendo os músculos sempre no mesmo comprimento e do efeitodesses fatores sobre o crescimento. A maioria das crianças classificadas como espásticas apresentamcomo principal problema à incapacidade de ativar os músculos e controlar a forçamuscular para produzir um movimento voluntário (SHEPHERD, 1996, p. 118).
  21. 21. 201.2.3 Paralisia Cerebral atetóide O termo atetose significa “sem posição fixa”, e designa tantosmovimentos coreiformes ou tortuosos como a tendência de permanecer numapostura distônica fixa. A criança com atetose apresenta movimentos involuntários,tanto em estado de repouso, como durante os movimentos intensionais. A rotaçãoda cabeça pode ser utilizada para aumentar o máximo de extensão do braço parapegar objetos. A passagem da posição bípede assim como a marcha, éfrequentemente executadas, em alta velocidade, usando a criança os membrossuperiores para apoiar e equilibrar-se. O controle da posição da cabeça é adquiridocom atraso e a incapacidade de firmar a cabeça pode afetar o desenvolvimento davista e o controle visual sobre os atos, como por exemplo, o ato de apreenderobjetos. A incapacidade de se manter firme numa posição e de realizar movimentosarticulares fluentes dificulta sobre maneira o desenvolvimento dos ajustes posturais,bem como da apreensão e da manipulação. As articulações apresentamfrequentemente mobilidade exagerada. Na criança mais velha podem ocorrerluxações articulares, sobre tudo quando ela apresenta espasmos. Assimetriapersistente da postura, com uma das cochas em flexão e adução, é um fator quefavorece a luxação do quadril. A escoliose também é de observação freqüente nospacientes que apresentam acentuados desequilibro muscular (SHEPERD, 1996).1.2.4 Paralisia Cerebral atáxica A ataxia é encontrada como maior freqüência na hidrocefalia, notraumatismo craniano, na encefalia e na presença de tumores do cérebro. A criançaapresenta dificuldades para controlar a velocidade, a amplitude, a direção e a forçade seus movimentos, e os atos funcionais, como estender o braço para pegar um
  22. 22. 21objeto, tendem a ser imprecisos. Juntamente com as dificuldades em relação aoequilíbrio, a locomoção é mal coordenada, com base de sustentação larga, usando acriança as mãos para se apoiar. A falta de controle motor se manifesta, sobretudo,pela falta de freagem dos deslocamentos articulares, causando a tendência deultrapassar o alvo (SHEPERD, 1996).1.3 ALTERAÇÕES MOTORAS NA PARALISIA CEREBRAL A criança pode apresentar hipotonia cervical dos músculos flexores eextensores, e qualquer movimento do tronco desencadeia oscilações da cabeça. Otônus dos membros pode aumentar, bruscamente, com o choro ou riso, ou aocontato cutâneo (flutuação do tônus, nos atetósicos). A criança fica rígida e emextensão, as mãos freqüentemente fechadas. Apresentam resistência e limitação daamplitude do movimento do membro superior, na manobra do cachecol (LIMA eFONSECA, 2004). Os membros inferiores podem mostrar-se hipertônicos, com diminuiçãodo ângulo dos músculos (m.) adutores do quadril e dos ângulos poplíteos (m.isquiotibiais); aumento do ângulo de dorsiflexão do pé, com equinismo, indicativo deretração do tendão de Aquiles; artelhos em hiperextensão ou muito fletidos. Aassimetria do reflexo de Moro ou do reflexo de preensão palmar, se associada aalterações do tônus, da força muscular e dos reflexos profundos, ocorre na paralisiabraquial e na hemiparesia. Na hemiparesia, o exame neurológico revelará assimetriade postura de tônus e força muscular, no membro inferior ipsilateral ao déficit domembro superior (LIMA e FONSECA, 2004).
  23. 23. 22 Outras alterações podem estar presentes: tremulações ou clonias,espontâneas ou desencadeadas pelo manuseio; no 3º mês, inicia-se a fase dehipotonia fisiológica dos membros, primeiro nos membros superiores e, após o 4º ou5º mês nos membros inferiores; aos seis ou sete meses, ainda pode existir levehipotonia de tronco que causa discreta cifose toracolombar, na posição sentada(LIMA e FONSECA, 2004).1.4 PREMATURIDADE/ BAIXO PESO AO NASCIMENTO E PC Entre todos os parâmetros perinatais determinantes do prognósticoneurológico, a prematuridade concentra a atenção clinica mais relevante, sejaporque é o evento mais prevalente entre os fatores etiológicos da PC. Há poucaconcordância sobre as causas exatas do nascimento pré-termo, porém certosfatores têm sido considerados, incluindo uso de drogas, fumo, idade da mãe, ganhode peso excessivo e condições sócio-econômicas adversas. O bebe pré-termo aindatem maior possibilidade de apresentar dificuldades no aprendizado, prejuízos nalinguagem e na interação social e problemas na coordenação motora do que umbebe de termo total (GALLAHUE e OZMUN, 2005). Uma variedade de fatores maternos pré-natais tem sido levantada,incluindo dieta, drogas, fumo, infecções e doenças (KOPP e KALER, 1989, apudGALLAHUE e OZMUN). O nascimento de crianças de extremo baixo peso, abaixode 1000 gramas, representa um evento médico com auto potencial de seqüelasneurológicas tardias (LIMA e FONSECA, 2004).
  24. 24. 23 CAPÍTULO 2 TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO O tratamento de crianças que sofrem de paralisia cerebral foidesenvolvido de uma forma totalmente empírica, baseada na análise dos váriostipos e seu desenvolvimento, apoiando-se em dois princípios: a) A inibição ou supressão da atividade tônica reflexa anormal, responsável pelos padrões de hipertonia. b) A “facilitação” das reações normais e altamente integradas de retificação e equilíbrio em sua própria seqüência de desenvolvimento, com progressão para atividades especializadas (SEMANS, 1976; MANNING, 1972 apud BOBATH, 2001). Deve-se salientar que o tratamento tem evoluído muito e foi desenvolvido emtermos puramente empíricos durante os últimos trinta e cinco anos. Entretanto, eleconseguiu uma função motora mais normal que as formas de tratamento que nãolevam em consideração a natureza neurológica da deficiência da criança. Hánecessidade explicar os fatos de tratamento empiricamente observados se possível,em função do conhecimento neurofisiológico estabelecido (BOBATH, 2001). O objetivo do terapeuta é otimizar os recursos dinâmicos que a criançadispõe, a partir da avaliação de suas propriedades (força, flexibilidade, mobilidade,estabilidade) e auxiliar a realização de uma tarefa de forma mais eficiente (LIMA eFONSECA, 2004). Ocorrem mudanças na estrutura e composição muscular,restabelecendo suas propriedades mecânicas normais. Órteses e equipamentos de
  25. 25. 24posicionamento são utilizados, assim como a realização de alongamentos emdescarga de peso (LIMA e FONSECA, 2004). Movimentos ativos e voluntários em alinhamento biomecânico sãoestimulados, favorecendo a ação muscular em comprimentos normal. Técnicas defacilitação para melhorar a mobilidade e a estabilidade postural antigravitacionalpermitem que as tarefas motoras sejam executadas com o mínimo decompensações e maior eficiência. As características biomecânicas e cinesiológicas de cada atividade sãoconsideradas, para que a musculatura seja estimulada em tempo, velocidade ecomprimento adequado, para a execução efetiva de cada tarefa. Melhorar ocondicionamento físico com objetivo de inclusão da criança com PC em atividadesesportivas e sociais (LIMA e FONSECA, 2004).
  26. 26. 25 OBJETIVO O objetivo deste trabalho consiste em aplicar técnicas de tratamentofisioterápico em crianças com paralisia cerebral, visando demonstrar a importânciada fisioterapia na evolução do quadro do paciente.
  27. 27. 26 METODOLOGIAUniverso de pesquisa: casuística Para este trabalho foram selecionadas três crianças da APAE(Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) de Batatais-SP, todas portadorasde paralisia cerebral, dentre os que se encontravam nas idades de quinze meses,trinta e dois meses e quarenta e três meses, no período em que efetuamos otrabalho.Instrumento de coleta de dados As coletas de dados foram realizadas nos dias 11 e 12 de setembro de 2006,através de dados de prontuários existentes na instituição. Os dados do prontuárioforam obtidos a partir das anotações e avaliações feitas pelas fisioterapeutas dainstituição e que constavam em arquivos individuais de cada criança. A autorizaçãopara que trabalhássemos com as crianças foi fornecida por escrito pelos pais dasmesmas (Anexo 1).Procedimento Foi feito um contato inicial com a fisioterapeuta responsável paraapresentarmos a proposta de avaliação (Anexo 2) e tratamento das criançasescolhidas. A escolha foi feita através dos prontuários, quando juntas com afisioterapeuta analisamos os casos de paralisia cerebral e selecionamos duascrianças com tetraparesia, sendo uma delas com predomínio crural, e outra criançacom hemiparesia à esquerda.
  28. 28. 27 Os procedimentos fisioterapêuticos realizados com as crianças foramsupervisionados pela fisioterapeuta responsável. Os atendimentos foram realizadosentre os dias 14 de setembro e 31 de outubro de 2006. O tratamento fisioterapêuticofoi baseado em técnicas de inibição e facilitação. A freqüência das sessões foi detrês vezes por semana em dias intercalados, com duração de 50 minutos. O tratamento iniciava-se com alongamento passivo de membrossuperiores e membros inferiores, cinesioterapia passiva das articulações (ombro,cotovelo, punho, quadril, joelho e tornozelo) de acordo com o comprometimento decada paciente, para trabalhar pontos chaves (inibição de um padrão para facilitar ummovimento), aprimorando também as fases do desenvolvimento motor: controlecervical, apoio de antebraço, rolar, controle de tronco, arrastar, engatinhar, de pécom o apoio, andar com apoio, andar sem apoio.
  29. 29. 28 RESULTADOSCASO 1Avaliação fisioterapêuticaHistória do paciente F.S.L. de 15 meses com diagnóstico clínico de paralisia cerebral ediagnóstico fisioterapêutico hemiparesia à esquerda e retardo do desenvolvimentoneuropsicomotor. A criança nasceu em 19/16/2005 de parto normal, aos novemeses, pesando 3.030, altura de 48 cm e perímetro craniano de 32 cm. Foi realizado o teste do pezinho na Apae de Batatais (programa deintervenção precoce do desenvolvimento infantil) e sendo realizado também umabreve avaliação da criança para diagnosticar possíveis alterações motoras. Noprograma de intervenção foi constatado que no 1° mês a criança não apresentavaalterações motoras. Com três meses já sustentava a cabeça, sentava-se com apoio.Aos quatro meses não arrastava e nem engatinhava, sentava sozinha aos quatromeses e meio e iniciou o rolar aos 5cinco meses. Foi encaminhado à APAE de Batatais somente em setembro de 2006,onde além de receber atendimento fisioterapêutico, também recebeu atendimentopedagógico, fonoaudiólogo, psicológico, social, dentário e ocupacional.Avaliação motora F.S.L. possui bom controle cervical, apoio de antebraço. Realizasozinho as mudanças de decúbito como o de rolar para a lateral (direita, esquerda) e
  30. 30. 29de prono para supino e vice-versa, iniciando o arrastar com o hemicorpo direito epuxando o esquerdo; não engatinha; fica de pé com apoio e ameaça alguns passos.A criança apresenta flexão de membro superior esquerdo com a mão fechada emembro inferior estendido com dedos em garra. • Reflexos: ausentes; • Equilíbrio: diminuídos; • Padrões posturais: apresenta déficits de equilíbrio dinâmico na posição sentada, principalmente para o lado esquerdo; Mantém-se na posição sentada jogando o peso para o lado direito com adução e flexão deste membro; Não se mantém na posição de Buda e na posição de borboleta se equilibra melhor; • Reação de proteção: na posição sentada possui para o lado direito, iniciando para o esquerdo; • Tônus: apresenta hipertonia discreta a esquerda ; • Retrações: apresenta retrações de isquiotibiais, adutores e rotadores internos de quadril, gastrocnêmio, flexores de punho; • Deformidades : não apresenta; • Coordenação: Apresenta precária coordenação motora grossa e fina no MSE.
  31. 31. 30CASO 2Avaliação FisioterapêuticaHistória do paciente B.R.S. de 32 meses tem diagnóstico clínico de leucomaláceamulticística cerebral, hidrocefalia e diagnóstico fisioterapeutico de quadriparesiaespástica. Pelos dados do prontuário, a mãe já tinha histórico de um aborto, éhipertensa com sangue RH+, teve sangramento até o terceiro mês de gravidez. Acriança nasceu no dia 09/02/2004, prematura, pesando 1,590 Kg e medindo 39 cm,não chorou, ficou hospitalizada por três meses e meio na UTI com uso de sondanasogástrica e com auxílio para a respiração. Aos dois meses e meio teve quatrocrises convulsivas em uso de medicamentos e com quatro meses teve pneumoniahemorrágica intraventricular. Aos três meses não possuía controle cervical, nãofixava o olhar, não ficava em pé com apoio, iniciando certa hipertonia. Possuíapouca movimentação espontânea dos membros, apresentava o reflexo tônicocervical assimétrico. Foi encaminhada à APAE de Batatais em 08/06/2004, ondealém de receber atendimento fisioterapêutico, também recebe atendimentopedagógico, fonoaudiológico, psicológico, social e dentário.Avaliação Motora B.R.S. faz uso de carrinho de bebê com algumas adaptações.Apresenta abdução e rotação externa de membros superiores e membros inferiores,flexão de joelhos, rotação da cabeça para direita. Está iniciando o controle cervical edo tronco.
  32. 32. 31 • Reflexos: RTCA presente; Babinsk bilateral; • Equilíbrio: diminuídos; • Reação de proteção: não apresenta; • Tônus: hipertonia leve com predominância à esquerda; • Retrações: apresenta retrações dos músculos deltóide, adutores de quadril, isquiotibiais, iliopsoas; • Deformidades: não apresenta; • Coordenação: não possui; • Mobilidade: possui mobilidade ativa de membros superiores e inferiores, com predominância á esquerda (mobilidade não funcional).CASO 3Avaliação fisioterapêuticaHistoria do paciente B.R.G. de 43 meses tem diagnóstico clínico de paralisia cerebral.Apresenta quadro de quadriparesia espástica com predomínio crural e retardo dodesenvolvimento neuropsicomotor. Pelos dados do prontuário, a criança nasceu nodia 06/03/2003, de parto normal, fraturou a clavícula direita e chorou assim quenasceu, apresentando perímetro craniano de 37 cm. A criança teve umacompanhamento da fisioterapeuta responsável, no programa de intervençãoprecoce, onde não se observou alteração motora. A partir do quinto mês, a mãecomeçou a notar que a criança preferia usar o membro superior esquerdo. Durantedois meses a mãe não o levou para fazer o acompanhamento fisioterapêutico, e ao
  33. 33. 32retornar, ainda não se arrastava, não rolava e nem engatinhava. Iniciou a fisioterapiana APAE em abril de 2004, onde foi realizada uma reavaliação. A criançaapresentou leve hipertonia de membro inferior, presença de clônus em ambos ospés, início da marcha sem apoio na ponta dos pés e tendendo a tesoura. Além dereceber atendimento fisioterapêutico, também conta com acompanhamentopedagógico, fonoaudiológico, psicológico, dentário e ocupacional.Avaliação Motora B.R.G. possui bom controle cervical e de tronco, realiza algumasmudanças de decúbito ainda com apoio. Passa de sentado para ajoelhado e semi-ajoelhado com apoio e o mesmo acontece para voltar para a posição sentado. Paraficar de pé, primeiro fica de gato, passa para cócoras, leva os braços á frente, fica naponta dos pés e se levanta. Realiza a marcha sem apoio com positiva de suporte etesoura. A criança apresenta cifose torácica quando está em posição estática (de pécom os pés todo no solo), alteração do centro de gravidade com anteriorização dotronco. • Reflexos: ausentes;t • Equilíbrio: diminuídos; • Padrões posturais: apresenta déficits de equilíbrio estático e dinâmico; De joelhos: Estático mantém por pouco tempo; Dinâmico, não possui equilíbrio;
  34. 34. 33 De pé: Estático equilibra-se quando se encontra no padrão de positiva de suporte e rotação interna de quadril; Dinâmico não possui • Reação de proteção: sentado- possui bilateral; • Tônus: hipertonia de membros inferiores; • Retrações: isquiotibiais, rotadores externos de quadril, ileopsoas, quadríceps e gastrocnêmio; • Deformidades: ausentes; • Coordenação motora: apresenta uma boa coordenação motora grossa e fina, bilateralmente. Nas sessões realizadas, os pacientes obtiveram resultadossatisfatórios. Caso I: Criança não colaborativa, dificultando conduta terapêutica. • Iniciando o arrastar usando o membro superior esquerdo (Figura 1). • Início do gato, quando apoiada (Figura 2). • Melhora na posição sentada se mantendo na posição de Buda e coordenação motora grossa e fina. • Na posição sentada: iniciando a mudança de decúbito de sentado para gato, melhora no equilíbrio estático e iniciando o equilíbrio dinâmico para o lado esquerdo, e melhora na reação de proteção para o lado esquerdo. • Diminuição de tônus no membro superior esquerdo.
  35. 35. 34Figura 1: Criança iniciando o arrastarFonte: Acervo Pessoal.Figura 2: Criança iniciando a posição de gato quando estimuladaFonte: Acervo Pessoal
  36. 36. 35Figura 3: Criança se equilibrando no rolo, tentando alcançar objetosFonte: Acervo PessoalFigura 4: Criança em seu padrão anormalFonte: Acervo Pessoal
  37. 37. 36 Figura 5: Criança sendo estimulada a rolar Fonte: Acervo Pessoal. Figura 6: Criança na bola suíça controlando a cervical e esboçandocontrole de tronco
  38. 38. 37Fonte: Acervo Pessoal.Caso III: Paciente colaborativo• Mantém-se na posição ajoelhada sem apoio• Equilíbrio estático de joelhos (Figura 10)• Mudança de decúbito de semi-ajoelhado para de pé sem apoio, com desequilíbrio• Melhora da postura em relação ao centro de gravidade, de pé (Figura 9).Figura 7: Criança com o centro de gravidade alteradoFonte: Acervo Pessoal.
  39. 39. 38Figura 8: Correção do centro de gravidadeFonte: Acervo Pessoal.Figura 9: Criança com desequilíbrio na posição ajoelhadaFonte: Acervo Pessoal.
  40. 40. 39Figura 10: Melhora do equilíbrio na posição ajoelhadaFonte: Acervo PessoalFigura 11: Criança apresenta marcha em tesoura e positiva de suporteFonte: Acervo Pessoal
  41. 41. 40 DISCUSSÃO As tarefas consistem em travar os movimentos incorretos e conduziraos movimentos fisiológicos, sempre fazendo com que a criança trabalhe ativamentejunto com o terapeuta. Cabeça e ombros são os pontos chaves mais importantes naconstrução dos movimentos. Em todos os casos de paralisia cerebral é errado tratar um só membro,pois devemos abranger o conjunto, ou seja, o corpo todo. Obtêm-se melhoresresultados com crianças mais novas, que ainda não começaram ou pelo menosmovimentaram-se de maneira errada por pouco tempo, do que com aquelas que jáautomatizaram os movimentos de maneira errada. Desde o começo, deve-se cuidar do equilíbrio e da coordenação, quenão é uma função fixa, mas necessária em todas as atividades, por exemplo,caminhar. Por este motivo, as crianças conseguem manter uma posição fixa, masmudando-se a posição, falta o equilíbrio e a coordenação e a criança cai. A criança que não possui equilíbrio da cabeça, sabe fazer muito poucoe será então a primeira obrigação, treinar o equilíbrio da cabeça em todas asposições. Segundo a teoria descrita por Bobath (2001), a criança estimuladaapresenta uma resposta significatica em relação ao desenvolvimentoneuropsicomotor. Essa teoria foi comprovada durante o tratamento que aplicamosnas crianças em questão. O quadro dos pacientes é semelhante ao descrito porBobath (2001) em relação aos portadores de paralisia cerebral do tipo quadriplegia ehemiplegia.
  42. 42. 41 Foram utilizados métodos de facilitação e inibição, e procedimentosque exploravam as fases do desenvolvimento motor: controle de cervical, apoio deantebraço, rolar, controle de tronco, arrastar, engatinhar, de pé com apoio, andarcom apoio e andar sem apoio. Segundo (LIMA e FONSECA, 2004), as técnicas defacilitação melhoram a mobilidade e a estabilidade postural antigravitacionalpermitindo que as tarefas motoras sejam executadas com o mínimo decompensações e maior eficiência. Foi possível observar durante a evolução do tratamento discretamelhora no desenvolvimento neuropsicomotor, o que confirma a eficácia dastécnicas utilizadas no tratamento das crianças acompanhadas. Uma vez que, ascrianças com paralisia cerebral são caracteristicamente menos colaborativas e maisdispersas, isto contribuiu de forma significativa com a evolução do quadro dascrianças durante o período do tratamento.
  43. 43. 42 CONCLUSÕES A partir dos resultados obtidos concluimos que a fisioterapia emcrianças com PC, proporcionaram uma evolução no desenvolvimentoneuropsicomotor. A discreta melhora observada no desenvolvimento dos pacientes,que pode estar associada às intercorrências, mostra que as técnicas devem sersempre complementadas e adaptadas a cada criança, independentemente do déficitde mobilidade e tempo de lesão. A experiência fisioterapêutica em todo e em qualquer nível degravidade mostra evolução satisfatória, trazendo vários benefícios tanto emaspectos motores, psicomotores e sociais. As experiências vivenciadas comcrianças portadoras de paralisia cerebral neste trabalho, os resultados obtidos e osdados da literatura fortalecem a importância da fisioterapia na reabilitação decrianças com déficits neuropsicomotores.
  44. 44. 43 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASBAX, M.C.O. Terminology and Classification of cerebral palsy.’ Developmental Medicineand Child Neurology, 1964.BOBATH, B. ; BOBATH, K. Desenvolvimento Motor nos Diferentes Tipos de ParalisiaCerebral. São Paulo, 1978.BOBATH, K. Uma Base Neurofisiológica para o Tratamento da Paralisia Cerebral. 2. ed.São Paulo, 2001.BURNS, Y. R; MACDONALD, J. Fisioterapia e Crescimento na Infância. 1. ed. São Paulo,1999.D’ AGOSTINO, J.S., & CLIFFORD, P. (1998). Neurodevelopmental ConsequencesAssociated with the Premature Infant. AACN Clinical Usses: Advanced Practice in Acuteand Critical Care.FISCHINGER, B. S. Considerações sobre a Paralisia Cerebral na Fisioterapia. SãoPaulo, 1984.FLEHMIG, I. Texto e Atlas do Desenvolvimento Normal e seus Desvios no Lactente:Diagnóstico e tratamento precoce do nascimento até o 18º mês. ed. Atheneu, São Paulo,2004.FULFORD, G.E. and BROWN, J.K. Position as cause of deformity i children Withcerebral palsy. Develop. Med. Child Neurol, 1976.GALLAHUE, D. L. ; OZMUN, J. C. Compreendendo o Desenvolvimento Motor: bebês,crianças, adolescentes e adultos. 3. ed. São Paulo, 2005.
  45. 45. 44INGRAM, T. The early manifestations and course of diplegia in childhood. Arch. Dis.Child, 1955.JONES, K L. In: Smith’s Recognizable Patterns of Human Malformation, 4th ed.Philadelphia: Saunders, 1988.KRAVITZ, G. D.; NEYHUS, A. Tactual exploration By normal infants. DevelopmentalMedicine and Child Neurology, 1978.KUDO, A. M.; MARCONDES, E.; LINS, L.; GUIMARÃES, M. L. L. G; JULIANI, R. C. T. P;PIERRI, SAMIRA Á., Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional em Pediatria.2. ed. São Paulo: 1997.LEVITT, S. O tratamento da paralisia Cerebral e do Retardo Motor. 1. ed. São Paulo.2001.LIMA, C.L.A. e FONSECA, L. F. Paralisia Cerebral. Ed. Guanabara, Rio de Janeiro, 2004.SHEPHERD, R. B. Fisioterapia em Pediatria. 3. ed. São Paulo: 1996.
  46. 46. 45 ANEXO 1 AVALIAÇÃO FISIOTERÁPICA1. D.N.P.M:-Controle cervical:-Apoio de antebraço:-Rolar:-Controle de tronco:-Arrastar:-Engatinhar:-De pé com apoio:-Andar com apoio:-Andar sem apoio:2. EXAME FÍSICO:-Tônus:-mobilidade (MMSS e MMII):-Equilíbrio e reação de proteção:-Marcha:3. ATIVIDADE REFLEXA:-RTCA:-RTCS:-RTL:-Reflexo de busca:-Reflexo de sucção:-Fuga a asfixia:-Reflexo de preensão palmar:-Reflexo de preensão plantar:-Babinsk:-Reação de Retificação:-Reflexo de moro:-Reação positiva de suporte:-Reação negativa de suporte:-Reflexo de marcha primitiva:-Reflexo de Gallant:-Reflexo de Landau:-Observações:
  47. 47. 46ANEXO 2
  48. 48. 47ANEXO 3
  49. 49. 48ANEXO 4

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