FREUD E SUAS TEORIAS PSICANALITICAS
Beibiane Berger
Prof.ª Camila Carvalho
Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASS...
1- INTRODUÇÃO
Sigmund Freud nasceu em Freiberg (Áustria), ao se matricular em um curso superior de
Filosofia optou em espe...
A criatura quando nasce não é ainda um ser social, pois trás consigo apenas o potencial que
ALLLPORTE chama de disposições...
seus pais e irmãos. (MARIA LUIZA SILVEIRA TELES 2001, P.33 APUD
PSICODINÂMICA DO DESENVOLVIMENTO HUMANO).
Ás bases da pers...
contra o ego técnicas muito antigas e cruéis que se tornam muito semelhante aos do id e cegamente
impulsivos. A estrutura ...
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pulsões parciais cuja ação se observa n...
É de grande importância salientar que na era vitoriana a sexualidade foi uma das teorias de
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  1. 1. FREUD E SUAS TEORIAS PSICANALITICAS Beibiane Berger Prof.ª Camila Carvalho Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI Licenciatura em Artes Visuais (LED 0114) – Psicologia da educação e aprendizagem 06/ 12/ 2011 RESUMO Muitas coisas fazem com que o ser se desenvolva, assim como as relações diárias com varias pessoas. Devido a isso muitas teorias começaram a ser desenvolvido a fim de explicar o desenvolvimento da psique do sujeito. Vale salientar que algumas dessas teorias não foram aceitas por muitas pessoas, assim como o Desenvolvimento da Sexualidade criada por Freud,que gerou muita polemica. O trabalho desenvolvido por Freud tem grande influencia hoje em pleno século XXI, dessa maneira podemos verificar o quanto é importante trabalhar seus estudos voltados para educação e seu desenvolvimento. Através das pesquisas realizadas passamos a observar que a os desejos reprimidos na infância levam a um distúrbio sexual provocando assim a neurose. Palavras-chaves: Sexualidade. Personalidade. Teorias Psicanalíticas.
  2. 2. 1- INTRODUÇÃO Sigmund Freud nasceu em Freiberg (Áustria), ao se matricular em um curso superior de Filosofia optou em especializar-se em Fisiologia Nervosa e após concluir seu curso de medicina começou a estudar a mente humana. A partir de suas pesquisas Freud começou a desenvolver suas teorias que passaram a ajudar muitas pessoas que sofriam de distúrbios nervosos. Suas teorias mais importantes foram, sem duvidas, as voltadas para a personalidade do sujeito na qual o individuo se constitui como sujeito pouco a pouco através do meio social em que esta incluída: a sexualidade que é a função na qual o sujeito já nasce com ela e que despertar-se no decorrer do tempo e que ao reprimir desejos suscitam neuroses, ou seja, os sintomas de histeria iniciam-se e são impedidos de influenciarem na mente e então são desviado ao sistema de inervação do corpo. A personalidade está miscigenada em três princípios o Id zona inconsciente, o Ego zona consciente e o superego consciência moral. 2- DESENVOLVIMENTO DA PERSONALIDADE O individuo logo ao nascer já é presa da angustia, quando nasce o sujeito se depara com um mundo novo e totalmente diferente e que exige dele rápidas adaptações e no decorrer do tempo irá se constituindo como sujeito do meio social. A criança não consegue sobreviver sozinha ela se sente incapaz de enfrentar o desconhecido acarretando sentimentos como ansiedade, outros fatores também contribuem para o aumento dessa sensação a exemplo o desrespeito aos limites da criança. O ser precisa conviver com crianças mais velhas e adultas para se desenvolver moralmente e culturalmente, mas é a família o berço de aprendizagem da criança, ou seja, onde tudo começa MURRAY e KLUCKHOHN diz; Tendo inicio no berço o processo de socialização continua pela vida inteira. Entre outras coisas, o que se tem de aprender é o seguinte: a faculdade de inibir ou moderar a manifestação das necessidades inaceitáveis; a capacidade de transferir a catexia de um objeto-meta proibido para um substituto aceitável; o emprego habitual e automático de grande número de modelos de ação aprovados (métodos, maneiras e atitudes emocionais); e a capacidade de se adaptar ás distribuições de tempo (fazer as coisas no momento devido, comparecer aos encontros marcados, etc.). Logo personalidade é o modo de sobrevivência que o sujeito adquiriu consciente ou inconscientemente de relações que o individuo traz com o mundo com a família e com o grupo social que darão origem a uma personalidade diferenciando-o como criatura única e simultaneamente dá este a potencialidade de mudar-se como sua capacidade de adaptação.
  3. 3. A criatura quando nasce não é ainda um ser social, pois trás consigo apenas o potencial que ALLLPORTE chama de disposições inatas e segundo ele envolve três conjuntos de fatores hereditário o que implica dizer o material para desenvolver a personalidade material este: a tendência comum a espécie, ou seja, o que chamamos de instinto que garante a sua sobrevivência; a hereditariedade isto todas as características imprimidas ao ser no período de concepção, ALLPORTE nos adverte para um fato importante; E já que as combinações de características relacionadas ao gene são como parece, praticamente infinitas em número, vemos que esse tipo de determinação fornece a base para uma unicidade infinda na personalidade, mesmo antes que as influências diferenciais de cultura e do meio entrem em ação”. E continua: “Quando falamos de hereditariedade tendemos a pensar em semelhanças e esquecemos que ação dos genes também nos coloca no caminho da unicidade, com os diferentes dotes de nosso temperamento, plasticidade neural e limiares de resposta”. (MARIA LUIZA SILVEIRA TELES, 2001, P.30 APUD PSICODINÃMICA DO DESENVOLVIMENTO HUMANO). Sendo assim ser hereditário não é apenas ser igual, implica também a ação dos genes que leva a unicidade, ou seja, a uma única personalidade com diferentes características. O terceiro conjunto refere-se ao potencial, como aprender, inovar e assim sucessivamente. Logo o ser humano não nasce como um papel em branco ele já traz consigo algumas potencialidades que irá se desenvolver de acordo com seu meio social, cultural e familiar MURRAY e KLUCKHOHN nos diz; A pessoa e uma entidade de é em certo meio físico, social e cultural. Não pode ser apropriadamente representada como se fosse isolada de seu local ou da cultura do grupo do qual é membro, ou de sua posição (papel) na estrutura desse grupo. Fundamentalmente, toda pessoa é uma pessoa social, parte interdependente de um sistema de interações humanas). A família é o grupo principal o que mais influencia no desenvolvimento de uma criança. É de grande importância afirmar que os acontecimentos, os fatos que acontece na vida infantil influenciam na adolescência, ou seja, as mudanças na personalidade são relacionadas a experiências anteriores, FRANZ ALEXANDER afirma que. Acompanhando o desenvolvimento de uma criança tal como ocorre, passo a passo verificamos que os fatores decisivos são as relações emocionais entre ela e outros membros da família. Em anos posteriores, a criança é exposta ao meio cultural fora da família. Pouca dúvida há de que essas influências posteriores, no que diz respeito á estrutura básica da personalidade, são menos profundas e de efeitos mais reversíveis do que aquelas influências iniciais que a criança recebe em contato com
  4. 4. seus pais e irmãos. (MARIA LUIZA SILVEIRA TELES 2001, P.33 APUD PSICODINÂMICA DO DESENVOLVIMENTO HUMANO). Ás bases da personalidade vai sendo elaboradas e configuradas possuindo certa rigidez e equilíbrio tendo certa resistência ás influencias posteriores, essas bases são um pouco complexas, pois envolve vários fatores e que se interagem sempre e necessariamente envolve a integração do individuo em uma determinada cultura e num grupo especifico. Dentre esses grupos podemos destacar os sistemas de ensino (escolas), pois é neste que sua aprendizagem se formaliza. Mas isso não significa que a aprendizagem escolar os influencia em certos processos como dedução, compreensão, evolução das noções de mundo, interpretação das causas físicas e o domínio das formas lógicas. 3-SISTEMAS DE ESTRUTURA DA PERSONALIDADE Segundo Freud a personalidade compõem-se por três grandes sistemas: o id o ego e superego e estão ligados simultaneamente ao elemento biológico, psicológico e social. O id é a parte inconsciente todos os desejos, impulsos instintivos responsável pela preservação e o desenvolvimento da vida. O id é a parte inata da estrutura mental do individuo, ou seja, desde quando nasce já o possui. Freud sustentava que o recém nascido seria o id, pois é um ser que trás apenas o potencial hereditário e vai aprendendo aos poucos com o decorrer do tempo. Logo o id é todo o deposito da história evolutiva tudo o que aprendemos e carregamos ao longo da vida, experiências que ficam marcadas e conseqüentemente servirão como exemplos futuramente. O ego é parte da consciência, trabalha a estimulação que emana da mente e também do mundo exterior. Trabalha em favor do id, mas dominado pela realidade é aparte que conduz o comportamento humano e ao mesmo tempo satisfazem as exigências do id e do superego impondo obrigações entre ambas as partes sem que o sujeito retroceda exageradamente aos prazeres e sem colocar regras demasiadas aos encantos da vida. O ego é o controle da ação do id e do superego, pois se submeterem-se a ambas as partes haverá um descontrole psicológico na pessoa. No entanto o ego subentende que a forma com que existimos é de angustia, ou seja, somos angustiados pela forma com que existimos. O superego é a consciência moral as características de um sujeito que foram impressas á criança através dos pais e congregada a sua personalidade, o mesmo limita a expressão do id opondo-lhes as exigências da consciência é o órgão de contenção, particularmente repreensão sexual. O superego também é inconsciente e manifesta na consciência de forma indireta sob a de moral e exerce a função de dominar os desejos perigosos por meio da civilização interiorizando-a e proporcionando o sentimento de culpa. Nos período de nervosismo e depressão o superego usa
  5. 5. contra o ego técnicas muito antigas e cruéis que se tornam muito semelhante aos do id e cegamente impulsivos. A estrutura da personalidade forma-se pela coordenação desses três sistemas sendo impossível diferenciarem a colaboração destes para o nosso comportamento. E como já foi dito a educação influencia muito, pois se a criança for criada num sistema que se baseia em regras repreensão castigos certamente levará a criança a ter um superego excessivamente rígido e negativo. Assim atividade psíquica total é consciente e inconsciente logo o inconsciente pode levar a uma perturbação seria a consciência e passar a despercebida, este também é o local para onde são lançadas as cargas negativas que são insuportáveis a nossa consciência. FREUD também descobriu a importância da infância na vida do sujeito para FREUD é na infância que ocorre a organização da personalidade e nesse período que originam as neuroses e psicoses. Muitos fatores levam a origem desses distúrbios nervosos à rigidez excessiva, por exemplo, e a falta de habilidade educacional pode levar ao descontrole psíquico como angustia revolta, nervosismo e assim por diante. FONTE: disponível em: www.olhares.com/imgens+egosuperegoid acesso em: 15 de out. de 2011 4-Desenvolvimento Sexual na Teoria Freudiana A sexualidade é uma função que segundo Freud o sujeito já nasce e que vai desenvolvendo pouco a pouco, logo o seio materno é um dos incentivos sexuais, na qual a criança ao sugar o leite inibe a sensação de prazer, Freud afirma que os pais são alvos desses desejos sexuais. Alem do complexo de Édipo onde o filho deseja sexualmente sua própria mãe e o complexo de eletra em que amenina sente inveja do pênis do menino. Freud ressaltou que acriança desde sua existência já possui os chamados instintos animais, ou seja, seus impulsos e atividade sexuais e que os vida adulta acompanham até a através de muitas fases: Cada um desses atos, Freud chama de pulsões parciais; pulsão oral, no caso do prazer de sucção; anal. No caso defecação; escópica. No caso do olhar. Assim Freud revela que a
  6. 6. pulsão sexual, tal como vemos em ação de um adulto, e na verdade composta daquelas pulsões parciais cuja ação se observa nas preliminares de qualquer ato sexual. Antes do advento e do domínio do interesse pela questão genital, tais pulsões parciais são vividas livremente pela criança, cujo interesse pela questão genital-pela cópula propriamente dita – ainda não foi despertado. (KUPLER. m.cp.41(3ª edição). A fase oral inicia-se no primeiro ano de vida e talvez envolva até uma parte do segundo, neste período todas as necessidades da criança encontra-se na boca, ou seja, a sua necessidade de saciar sua fome através do ceio que é a fonte de conhecimento e incorporação. É a partir daí que a criança desenvolve a sua sexualidade Erik Erikson afirma que: Quando o bebê recém-nascido é separado da sua simbiose com o corpo materno, a sua aptidão inata e mais ou menos coordenada de admitir pela boca encontra a aptidão mais ou menos coordenada e a intenção da mãe de alimentar e acolher nesta cultura ,ele vive através da boca e ama com a boca ; e a mãe vive através de (e ama com ) seus seios ou quaisquer outras partes de sua postura e corpo que transmitem a sua ânsia de suprir a tudo o que o bebê precisa. Nesta fase se a criança não receber o que precisa não só referindo-se aos alimentos, mas aos afetos, a sua capacidade de aceitar se torna defesa difusa ou em letargia. Em pessoas sensíveis ou que nunca tiveram suas frustrações compensadas .Os distúrbios em suas relações com pessoa mundo em geral é o que leva a fraqueza na regulagem de seus primeiros tempos de vida. Fase fálica: é quando o desejo e o prazer encontram-se primeiramente nos órgãos genitais e nas partes do corpo que exitam esses órgãos. É nessa fase em que os pais se tornam objetos de prazer; a mãe para o menino e o pai para a menina. Fase de latência: nesta fase a criança esta em processo de obtenção de habilidade valores morais e papeis aceitos pela sua cultura, deixando então os impulsos sexuais em segundo plano. Esta é a fase escolar, período em que os impulsos são impedidos de se manifestar devido a papéis morais que a educação impõe. Fase genital: é a fase do equilíbrio, o individuo já consegue dominar todas as suas pulsões parciais através da genitalidade com finalidade orgástica ou de procriação. Logo quando abordamos o tema sexualidade Freud defende que as crianças deveriam receber uma educação referente á esse assunto logo ao despertar o interesse sobre a sexualidade, ao invés de tentar educar usando mitos que debelem ainda mais o interesse sobre a sexualidade infantil.
  7. 7. É de grande importância salientar que na era vitoriana a sexualidade foi uma das teorias de Freud, que mais gerou polêmica e criticas, pois era uma sociedade crivada de valores éticos e morais e pela noção de pecado e vergonha reprimia excessivamente a sexualidade. Freud problematizava o excesso da moralidade, e segundo ele o sujeito já possui um recalque natural em seus mecanismos mentais, ou seja, uma busca natural ao controle sobre o comportamento. 5-CONSIDERAÇÕES FINAIS Conclui-se a importância do meio social e familiar na vida do individuo, pois é através deste que ele aprende se transforma e forma sua própria cultura e apesar de seres superiores ainda sim necessitamos de outros pra viver. Logo junto com a nossa personalidade também irá desenvolvendo pouco a pouco a sexualidade o desejo que muitos retratam como noções de impureza, imoralidade e degradação quando na verdade nos conduz a vida ao encontro do outro, ou seja, somos seres impuros que buscamos a pureza na perfeição dos próprios atos. Freud apesar de ter sido muito criticado suas teorias contribuíram bastante para a educação, pois e através destas que vem facilitando cada vez mais a relação entre professor e aluno. REFERÊNCIAS COBRA, Rubem Queiroz. Sigmund Freud. Brasília, 2003.p.1-9. Disponível em <http://www.cobra.pages.nom.br/ecp-freud.html>. Acesso dia 17 jun. 2011. SCIPIONE,EDITORA.FREUD:PSICANALISE E EDUCAÇÃO.São Paulo.p.1- 8.Disponível em: http://www.webartigos.com/articles/20341/1/Contribuicao-da-Psicanalise- Freudiana-na-Educacao/pagina1.html#ixzz1PXSjnDar acesso em 17/jun/2011 PROFº. SANTO LAERTE.M.BIOGRAFIA POR PROFº.LAERTE.p.1-4.disponível em: http://www.cefetsp.br/edu/eso/filosofia/topicosfreud.html acesso em 17 jun 2011 TELES MARIA LUIZA SILVEIRA. PSICODINAMICA DO DESENVOLVIMENTO HUMANO. SAO PAULO. P.1-99

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