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  1. 1. Português:<br />1-<br />A escuridão que vigora o palco e a luz intensa sobre a pobre personagem permitem ao público centrar toda a atenção nesta. Está também na escuridão um sinal de tristeza contrastada por uma luz que nos dá esperança.<br />A personagem : Manuel, pobremente vestida, representa a condição do povo. Pretende mostrar como é que as pessoas pobres/sem-abrigo/oprimidos vivem na grave miséria que não parece ter hipótese de ser revertida.<br />2-<br />2.1 Manuel pergunta-se repetidamente sobre o que poderia fazer reforçando a escuridão do cenário que vem disfarçado de impotência. A personagem conclui/toma consciência que pouco ou nada pode fazer para melhorar aquela situação de pobreza que o guarda roupa e os próprios gestos reforçavam.<br />3-<br />3.1 Portugal havia vivido até então momentos de grandes dificuldades. A tentativa de invasão dos franceses falhou (felizmente), mas agora teríamos que acarretar com os ingleses (Beresford) que tomavam conta das tropas portuguesas. Mas se não fossem estes seria o reino a faze-lo. E entre os três... "o diabo que escolha". A personagem afirma que os três são péssimos/ egoístas e que não queriam saber do povo para nada, simbolizando assim a revolta do povo.<br />3.2 No teatro épico há uma relação que não é habitual entre o espectador e as personagens. A própria maneira como as personagens se dispõem: "quase de costas para o público" não é ao acaso. Tem como intenção mostrar à plateia que a peça não foi feita representar mas sim para mostrar a revolta do povo pelos tempos difíceis que viviam. Pode ser também interpretado como uma chamada de atenção para levar o povo a reagir criticamente e tomar a sua posição.<br />3.3 Monarquia/Ditadura<br />3.4 Podemos reparar na presença de um registo de língua popular, já que se ajusta à classe social (provérbios e expressões do povo), que permitem de uma forma mordaz/indirecta fazer a crítica aos opressores.<br />3.4.1 Manuel é realmente um elemento esclarecido do povo. Refere-se à situação histórico-política do país de uma forma irónica/sarcástica usando expressões populares e provérbios deixando a pairar no ar uma ideia de que ele está dentro do que se passa no país.<br />3.5 Manuel critica a Igreja ("Deus todo poderoso") e o reino (" Sua majestade") afirmando que fazem tudo excepto melhorar/ preocupar-se com as condições em que o povo vive.<br />Com isto, para comprovar o que Manuel havia dito, ilumina-se o palco onde predomina a miséria de Portugal e do povo que dormia no chão/rua passivamente, esquecido e desolado , em contraste com os poderosos dominadores que viviam no luxo e na opulência.<br />4- O reino e a Igreja deixavam de ter tanta importância. Conseguia pôr ordem em Portugal.<br />5-<br />5.1 Vicente mostra-se desencantado e sem esperança em relação a Gomes Freire. Afirma que os generais são todos iguais, que ninguém quer saber do povo, apenas interessa que estes sirvam o reino. Ou seja , o povo está entregue à sua própria desgraça.<br />5.2 A utilização da onomatopeia tem como função aumentar a expressividade do discurso e chamar mais à atenção de modo que quem o ouvia esteja mais atento/interessado e ainda mostrar em tom exaltado/critico em relação aos soldados que seguem cegos sem questionar o comandante ( uma guerra sem sentido).<br />O uso das perguntas às quais respondia logo de seguida (retóricas) são outro meio para dar intensidade às mensagens/palavras.<br />5.3 Inicialmente Vicente interpela o conjunto de pessoas presentes no cenário, de seguida, mais incisivo dirige-se retoricamente e em particular aos três dos presentes nesse grupo, para finalmente se dirigir a todo o grupo aproveitando a reacção corporal ( um encolher de ombros) do último elemento para reforçar e convencer o seu auditório perante a tese que defende: O povo nasce pobre e é abusado e usado pelos grandes poderosos.<br />6- Na época em que decorria a peça, os ajuntamentos entre pessoas eram proibidos. Uma vez que assim era tornava-se fácil arranjar problemas com a polícia. Portanto, estarem muitas pessoas na rua a ouvirem Vicente a discursar, poder-se ia tratar de uma conspiração contra o reino (do ponto de vista da polícia).<br />6.1.1 Já que a condição de inferioridade em que se encontra, o mais inteligente /estratégico será juntar-se aos mais fortes (os opressores) e não tornar-se um inimigo.<br />7- Vicente odeia os outros parceiros da rua porque eles são o espelho da sua condição/vida. E ele não gosta do que vê, pois é um lutador. Reflectem o seu ar esfomeado, arruaceiro e pobre, pré-destinado pelo seu nascimento.<br />8- D. Miguel pode ser considerado uma pessoa controladora/chantagista ( porque oferece a Vicente melhores condições de vida em troca de informação), directo (durante o seu discurso não tem rodeios, vai directo à questão), exigente ("Uma lista a que não falte ninguém") e com perfil de líder pois facilmente ordena as outras pessoas.<br />Vicente pode ser considerado interesseiro/falso/oportunista (" Só me interessa (...) a oportunidade de servir El-rei e a pátria"), aproveitador ("Agora ou mais tarde como chefe de polícia.."), obediente ("é o que farei"), lutador por uma melhor condição de vida, pois apesar dos caminhos que leva é esse o seu objectivo.<br />9- Principal Sousa faz, de facto, um pedido em linguagem metafórica. Refere-se a ovelhas tresmalhadas como sendo os conspiradores do reino (rebanho) que põe em perigo (de vida) a continuação deste, podendo levar à revolução (acabar por infectar o rebanho, podendo até matá-lo, sendo o fim para o pastor).<br />10- O motivo que o prende a Portugal é ganhar os 16.000$00 ao reorganizar o exército Português. <br />

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