Felizes ou abatidos pela perseguição?                                        29Evangelho de Marcos, capítulo 10 :         ...
Definindo o que é ‘perseguição’Pessoalmente, tenho uma boa cota de ‘perseguições’ em minha vida. Minha família não aceitou...
Bom, para alguns é difícil entender isto. Porque devido à própria experiência, há uma identificaçãoentre RCC = Igreja = eu...
o papel da RCC sempre seria de fermento, e fermento não vira pão, fermento some no pão. Ao ver,por exemplo, grupos como EA...
Enviados ou intrometidos?Lembro-me da palestra de Taciano Barbosa, da RCC de Goiás, em 1995, na Casa de Oração aqui deTeóf...
Em oposição (infelizmente) a esta perspectiva, existe outra opção...a de evangelização de eventos,que só produzirá frutos ...
Não, não estou dizendo que somos ‘o demônio’... só estou dizendo que, no geral, não damostestemunho adequado. E, aos que t...
Se perseguido aqui eu não forSinceramente um cristão não souA Tua glória quero conhecerVer a experiência de sobreviver...V...
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

Perseguição

1.022 visualizações

Publicada em

Um artigo sobre o conceito de perseguição na Renovação Carismática Católica,em especial na Diocese de Teófilo Otoni, Minas Gerais.

Publicada em: Espiritual
0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
1.022
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
2
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
4
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Perseguição

  1. 1. Felizes ou abatidos pela perseguição? 29Evangelho de Marcos, capítulo 10 : Respondeu Jesus: “Em verdade vos digo, quem tiverdeixado casa, irmãos, irmãs, mãe, pai, filhos, campos, por causa de mim e doEvangelho, 30receberá cem vezes mais agora, durante esta vida — casa, irmãos, irmãs, mães,filhos e campos, com perseguições — e, no mundo futuro, a vida eterna.Ao ouvir este trecho do Evangelho, durante a missa dominical, pus-me a pensar no que estaspalavras significariam no que se refere à ‘perseguições’, especialmente no contexto de minhacaminhada espiritual pela Renovação Carismática Católica.A necessidade humana da mitificaçãoRecentemente, vimos o país ‘parar’ (espero que os carismáticos, não) para acompanhar...umanovela. Fico me perguntando o que seja este fenômeno. A resposta não é difícil: o ser humanoprecisa do lúdico e da fantasia. O que o capitalismo global conseguiu foi transformar isto emnegócio. E coube às pessoas entrar na onda...Esta necessidade da ‘fantasia’, ou usando um termo filosófico, de ‘mitificação’, se expressa napolítica, na família, no mundo profissional, na vida sexual, e, obviamente, no campo religioso.Para simplificar, explico aos meus alunos que a diferença entre ‘religião’ e ‘mito’ é a fé.Exemplifico com Madre Tereza de Calcutá: ninguém se doa por amor em troca de umamitificação...A RCC resgata, com vigor, o discurso ‘mítico’. Até aí, nenhum problema. Como disse acima, o serhumano precisa disto. A experiência ‘fundante’ do carismático, o ‘Batismo (ou Efusão) no (ou do)Espírito Santo’ é uma experiência mística (não mítica, cuidado!), cuja tentativa de explicação éabsolutamente empobrecedora. A minha foi em 1983, e por mais que eu tentasse racionalizá-la, ouanalisá-la, seria uma bobagem: simplesmente, seria inútil.Portanto, o carismático começa sua trajetória ‘devendo uma’ ao discurso mítico. Bom, qual místicona caminhada da Igreja não o ‘deveu’? Quando Saulo cai do cavalo, Francisco beija o leproso,Tereza de Calcutá olha pela janela aos pobres abandonados, como racionalizar estas experiências?Mas, temo que nossa ‘mitificação’ extrapole a realidade em alguns momentos. E não apenas quandose proclamam curas inexistentes (atenção: acontecem curas na RCC. Falo de proclamações semdiscernimento). Às vezes, nossa ‘fantasia’ impede de enxergar a realidade. E a mania deenxergarmos perseguições é um exemplo disto.
  2. 2. Definindo o que é ‘perseguição’Pessoalmente, tenho uma boa cota de ‘perseguições’ em minha vida. Minha família não aceitouminha decisão de me voltar para a Igreja Católica, aos 16 anos de idade, sendo que de váriasmaneiras tentou-se cortar aquele caminho de ‘exageros’: críticas, boicotes, ironia. Meus colegas deescola ficaram ‘de boa’, mas achando tudo meio estranho. O tempo foi passando, e o ‘trem’ apertoumais um pouco. Intolerância no seminário de uma ordem religiosa, com escolhas pastorais feitaspelos superiores mais rígidas para mim e Celso, que éramos carismáticos (até o convite parasairmos de lá). Depois, fui vítima de uma série de afirmações não verdadeiras: de que comprei meuprimeiro carro com dinheiro da Igreja, de que era fanático, de que processara uma paróquia parareceber direitos trabalhistas (isto dito numa reunião do clero!), que não tomava banho, que‘eduquei’ meus filhos para obrigá-los a serem padres, que proibia minha mulher de usaranticoncepcional...líderes marcavam reuniões na hora do grupo de formação que eu dirigia, a fim deque as pessoas não fossem lá. Uma ‘serva’ do Senhor se deu ao trabalho de procurar todos, eu disseTODOS os padres de uma Diocese, para falar ‘mal’ de mim. Até acusado de ter ‘chulé’ fui entregrupos de oração!(?).‘Nossa, como você foi perseguido’, diriam os mais incautos...não, não penso que ainda tenha sidorealmente perseguido, pelo menos no sentido bíblico nem etimológico da palavra.‘Per-seguir’, se não falha minha memória, vem do latim, e significa ‘seguir totalmente’. ‘Seguir ouprocurar alguém por toda a parte com frequência e importunidade’, diz um dicionário on-line dePortugal (Priberam). E isto me parece bem adequado.Perseguição assim é muito mais uma ação deliberada de alguém em ir por toda a parte e procurarprejudicar, pessoal e profissionalmente, uma pessoa. Eu diria, inclusive, que perseguição tem umtraço de intolerância, no sentido de não querer a existência do outro. Assim, a perseguição nemprecisaria ser violenta. Bastaria usar do poder que alguém tem para fazê-lo, já que pessoas sempoder não podem perseguir. Ou poderia ser violenta, como foi no passado e é em muitos lugareshoje, com a tentativa de matar quem crê.RCC perseguida ou carismáticos perseguidos?Assim, quando algum padre não quer que haja um grupo de oração em sua paróquia, usando de seupoder para isto, eu poderia até dizer que ele está perseguindo ‘a renovação’. Mas, estariaperseguindo aos carismáticos? Bom, minha experiência diz que, necessariamente, não. Já conviviespiritualmente muito bem com bispos e padres que fizeram o que podiam para que não houvessegrupos de oração em seus ‘domínios’, mas eram profundamente leais comigo como católico.
  3. 3. Bom, para alguns é difícil entender isto. Porque devido à própria experiência, há uma identificaçãoentre RCC = Igreja = eu. Deixo para os psicólogos interpretarem. Mas, me lembra do bebê que nãoconsegue distinguir a pessoa dele e da mãe.No fundo, o que percebi nestes 30 anos de RCC é que certa imaturidade leva as pessoas a quereremser aceitas como são ou pensam, e, mais do que isto, que os outros pensem e sejam como nóssomos. Assim, vejo muita gente achar que a Igreja Católica estará ‘renovada’ quando for umagrande RCC. Graças a Deus, não é assim.Qualquer observador atento percebe que a RCC (no Brasil, onde é uma das mais ‘animadas’ nomundo) há muito se bifurcou em duas realidades distintas. A necessidade da criação decomunidades e associações dissociou uma parte da outra, daquela que se firma no dia a diaparoquial. E isto não se fez sem dor nem sofrimento...o curioso é que a Igreja é assim, já queordens, congregações e institutos convivem (também com tensões ) há dois milênios com asinstâncias diocesanas. E em muitos lugares, na RCC, desde a década de 80 (!) isto significou‘perseguições’ entre carismáticos.Modelo da RCCPois bem, se a Igreja se tornasse uma grande RCC, qual ela seria? A das comunidades eassociações, ou a paroquial?Pra piorar, recentemente a liderança nacional da RCC, conforme se encontra no PlanejamentoEstratégico 2010-2017, decidiu interpretar (a meu ver, equivocadamente) este sopro do Espíritocom uma associação leiga (citação do texto que está emhttp://www.rccbrasil.org.br/download_conta.php?id_down=123 : conforme o cânon 215 do Códigodo Direito Canônico, os fiéis têm o direito de fundar e dirigir livremente associações para fins decaridade e piedade, ou para favorecer a vocação cristã no mundo, e de se reunir para a consecuçãocomum dessas finalidades. Os movimentos eclesiais, entre eles a Renovação, são associações leigas).Ora, ao se declarar ‘parte’, limita a influência sobre o todo. O que o braço tem a ensinar à perna?Ora, a RCC, como instrumento do Espírito, deve chegar à ‘alma’. Imagine que eu diga que aAssociação Luz dos Povos é modelo para a Igreja... seria caso de internação! A Associação Luz dosPovos é Igreja, com uma missão específica. ‘Autonomizar’ a RCC a faz não ser modelo para oCorpo. Ora, se somos apenas uma parte, porque ficar pensando em dar lição de moral paraparóquias e Dioceses? Teríamos apenas a obrigação de sermos bons no que fazemos. A não ser quequeiramos fundar paróquias e dioceses próprias, mas aí seria um ‘cisma’...A Igreja Católica no Brasil, como eu dizia, felizmente, não vai virar uma grande RCC. Digofelizmente, pois me envergonho com o rumo que a arte. a política partidária e a prática pastoral decertas realidades ‘carismáticas’ tomaram no país. De certa forma, precisam de uma ‘renovação’. Já
  4. 4. o papel da RCC sempre seria de fermento, e fermento não vira pão, fermento some no pão. Ao ver,por exemplo, grupos como EAC e EJC profundamente ‘carismáticos’, aqui em Teófilo Otoni, maisque grupos de oração ditos da RCC, vejo que o Espírito está fazendo sua obra. Quando vejoliturgias renovadas, com uma profundidade espiritual na celebração e na música, por influênciadireta ou indireta da RCC, vejo que Deus está agindo.Olhar misericordioso para com todosCertos carismáticos parecem ter uma dificuldade muito grande com pessoas, especialmente padres,que não pensam como eles. Parece que pensam que Deus espera que elas condenem pessoas quenão façam certas coisas, e como padres parecem, para elas, não fazer o que Deus quer (e fazer o queDeus abomina!), então se ‘desce o sarrafo’. Não consigo achar fundamento bíblico nisto. Ah, sim,Paulo fala como devemos corrigir os que erram. A mim, como irmão, cabe bem Mateus 18, quandoJesus nos manda ir conversar com o irmão, e corrigi-lo. Mas, condenar?Parece que esperamos ser aceitos em tudo, inclusive em nossas bobagens, que ‘perdoamos’facilmente entre nós... mas ,somos duros e rígidos com aqueles que definimos não serem ‘batizadosno Espírito Santo’, já que não oram, pregam ou dançam como nós...Assim, reclamamos e muito de sermos ‘perseguidos’ porque não nos aceitam como somos... masnão aceitamos os outros como eles são! Reclamamos que são intolerantes conosco, quando tambémnão aceitamos que os outros sejam como são. ‘Ah, Luís, mas eu cumpro a lei, jejuo, pago o dízimo,leio a Bíblia, oro em línguas. Não sou como aquele que faz isto e aquilo...’. Bom, sabemos o queJesus disse sobre quem pensa assim...A Bíblia fala em não julgar. Não julgueis, e não sereis julgados. Sejam misericordiosos, como o Paido Céu é misericordioso. Penso que deveríamos aceitar os outros, mesmo aqueles que pensamosque estejam errados, como uma oportunidade a mais que o Pai dá a todos. Aceitar não é serconivente: aceitar é amar. É não ‘per-seguir’, isto é, não excluir o outro de ser, quando nãoconcordo com ele.Um grupo de uma comunidade católica (de abrangência nacional) procurou certa vez seu Bispo,para reclamar que os padres da Diocese os estavam perseguindo. O Senhor Bispo perguntou;‘Vocês já derramaram o sangue por Jesus?’. Ao ouvir que ‘não’, ele retrucou: ‘Deus quer mártires’.E os mandou embora...Temos que parar de ‘chorar’ porque não gostam de nós. E em primeiro lugar, perguntar seriamente:porque não gostam de nós? O que não gostam em nós?
  5. 5. Enviados ou intrometidos?Lembro-me da palestra de Taciano Barbosa, da RCC de Goiás, em 1995, na Casa de Oração aqui deTeófilo Otoni, sobre a passagem a seguir...Atos dos Apóstolos 9, 26.Chegando a Jerusalém, tentava (Saulo) ajuntar-se aos discípulos, mastodos o temiam, não querendo crer que se tivesse tornado discípulo.27.Então Barnabé, levando-oconsigo, apresentou-o aos apóstolos e contou-lhes como Saulo vira o Senhor no caminho, e quelhe havia falado, e como em Damasco pregara, com desassombro, o nome de Jesus.28.Daí pordiante permaneceu com eles, saindo e entrando em Jerusalém, e pregando, destemidamente, onome do Senhor.29.Falava também e discutia com os helenistas. Mas estes procuravam matá-lo.30.Os irmãos, informados disso, acompanharam-no até Cesaréia e dali o fizeram partir paraTarso.31.A Igreja gozava então de paz por toda a Judéia, Galiléia e Samaria. Estabelecia-se elacaminhando no temor do Senhor, e a assistência do Espírito Santo a fazia crescer em número.Saulo havia se convertido ao Senhor, estava cheio de fogo e unção, mas... só houve paz na Igrejaquando ele foi enviado para Tarso. Porque isto? Porque ele não estava agindo na vontade de Deus.Isto no contexto da diferença entre um ‘enviado de Deus’, aquele que escutou do Senhor e foi servi-lo, e aquele que por conta própria foi fazer a ‘obra de Deus’ (?).Está claro? Saulo era ungido, mas não seguia a vontade de Deus, tirando a paz da Igreja. Eraimaturo. Queria converter os outros, não evangelizá-los. Até que, após anos, virou o grandemissionário Paulo.A RCC tem, no geral, um sério problema em sua ação, pelo menos aqui em Teófilo Otoni.Dificilmente conseguimos nos organizar em comunhão com toda a pastoral diocesana. Em primeirolugar porque, historicamente, aqui em Teófilo Otoni não havia pastoral diocesana, e segundo,porque não temos uma definição do que queremos, ou melhor, do que Deus quer de nós. A exemplodo clero, que durante muitos anos bateu cabeça por disputa de poder e de modelo pastoral, dentro daRCC-TO a mesma coisa acontece.Pois bem, qual é a nossa meta? Aonde queremos chegar? Qual nosso objetivo?Passei dois anos e meio da última vez que estive na Coordenação Diocesana da RCC dizendo aoscoordenadores de grupo: ‘como anda a evengelização-formação em seu grupo?’ O grupo temSeminário de Vida, de Carismas, Discipulado e formação permanente? Tem vida de oração?Pessoal e comunitária?Ora, se fizermos isto, basta esperar que o fruto aparecerá em abundância, a começar no amorfraterno, sinal mais importante da vida cristã, e nas conversões verdadeiras ao Senhor.
  6. 6. Em oposição (infelizmente) a esta perspectiva, existe outra opção...a de evangelização de eventos,que só produzirá frutos se for orgânica e sistemática, com toda a Diocese. De que adianta reunirmosmilhares de pessoas, se não temos como alimentá-las, orientá-las, fortalecê-las? Assim, fez Jesus:pregava à multidão, e formava seus discípulos-apóstolos, que depois seriam os pastores das ovelhas.Digo por experiência própria: onde estão os milhares de pessoas que se reuniam nos Cenáculos dadécada de 90? Os que estão na Igreja, estão porque, de alguma forma, foram inseridascomunitariamente. Caso contrário, ou são evangélicas hoje (menos mal), ou se afastaram da fé. Éesta a pastoral desejada por Deus? E os grupos de oração? Como caminharam? E as comunidades,associações e ministérios? Firmaram-se pelos milhares de pessoas? Quem perseverou? Por queperseverou?Somos enviados ou intrometidos? O que dizem nossos frutos?Por que a perseguição?Pois bem, porque somos ‘perseguidos’? Por que oramos muito? Porque servimos aos pobres?Porque damos valor à Palavra de Deus? Porque amamos muito? Porque nossa vida comunitária é‘exagerada’? Ou o que nós chamamos de ‘perseguição’ é o fato de que não gostam do que fazemos,e padres fazem o que podem para que não o façamos?Para mim, desculpe, significa muito pouco para ser ‘perseguição’. Comecei minha caminhadacarismática em 1983, e se eu deixar o Espírito agir, vou continuar assim até a morte. A bispos quenão aceitavam o dom de línguas, expliquei a eles porque orava assim, e continuaria fazendo. Se obispo pedisse que não o fizesse numa comunidade católica, eu o obedeceria, já que ele que vairesponder a Deus pela pastoral. Mas, na minha oração pessoal, e mesmo entre irmãos de oração, ofaria, como o faço, normalmente. Nem por isto o bispo se tornou meu inimigo. Aliás, pelo contrário.Com isto, não quero diminuir o sofrimento que temos quando somos contrariados pelos que nos‘dirigem’, sejam os pais ou os padres. Apenas quero dizer que este é o único caminho do cristão,isto é, sofrer, e em paz. E dar a dimensão correta a cada coisa. Morrer como cordeiro mudo, e nãocomo ‘porco gritando’.Se o que queremos é, repito mais uma vez, fazer da Igreja de Teófilo Otoni uma grande RCC, achoque estamos perdendo tempo. A RCC, especialmente em nossa Diocese, é muito fraca e pobre paraser modelo para alguém. As várias cidades não se ‘respeitam’ em suas riquezas. Os gruposdisputam entre si. Já perdi muito tempo, quando coordenador diocesano, tendo que auxiliar padresem grupos em que o núcleo queria puxar o tapete do coordenador. ‘Servos’ de Deus boicotameventos de ‘servos’ de quem não gostam. Vida de oração e sacramental? Bom, reparem bem poraí... Não damos testemunho de fé que deva ser imitado...
  7. 7. Não, não estou dizendo que somos ‘o demônio’... só estou dizendo que, no geral, não damostestemunho adequado. E, aos que tem vida exemplar, nem preciso defender...eles estão na RCC aí,sendo para nós sinais de Deus.Desmitificar a ‘falsa realidade’Proponho que façamos uma leitura realista da história e da fé. Paremos de nos sentir os‘coitadinhos’, incompreendidos, e vejamos quem somos de fato. Como uma vez me disse AntônioCarlos Santini, num dos diálogos mais libertadores de minha vida, e quando eu mais sofria por mesentir ‘perseguido’: ‘Se o que falam de você não é verdade, porque você se incomoda? Se éverdade, porque você se incomoda?’Que tal, ao invés de ficarmos reclamando da falta de conversão dos outros, comecemos a capricharmais na nossa? Que ao invés de reclamarmos que não nos aceitam, passemos a aceitar mais aosoutros? E que ao invés de esperar que façam por nós, façamos o que devamos fazer?Precisamos, com urgência, ler os sinais dos tempos que estão diante de nós, a começar ao nívelpessoal, mas,também, pelo inverso: que tal começarmos a ver diante de nós o que temos de‘concreto’ na Igreja: pessoas, comunidades, Diocese, Bispo, padres, e começar a agir dentro darealidade que o Senhor Deus, generosamente, nos concede?Para mim, é fácil falar isto. Em Belo Horizonte, eu já fizera uma opção de fugir do sucessocarismático, e seguindo um apelo, que acho que foi de Deus, vim pra Teófilo Otoni. Fuiprofundamente acolhido por vários irmãos, e ‘bonitamente perseguido’ por outros (isto é uma ironiaao tema do texto). E, por seguir ao apelo de Deus que me trouxe para cá, vou reclamar de quê? Estaé a realidade a que Ele me trouxe, portanto, é a melhor para mim.Peçamos ao Espírito que abra os nossos olhos para a realidade, não para a fantasia que criamos, aoquerer o que não temos, e não querer o que temos.Quando serei perseguidoOs que vão virar o rosto quando me verem após ler este texto...não serão meus perseguidores. Osque vão me criticar nos comentários do facebook... não serão meus perseguidores. Os que poderãoaté me ofender... não serão meus perseguidores. Os que não me chamarem mais para pregar oucantar (já não chamam muito mesmo...)... não estarão me perseguindo.Quando a última gota de meu sangue verter por terra, após terem tomado todos os meus bens, metorturado, e meu nome for lama para que todos pisem, sem nome, sem honra, sem lembrança,esquecido de todos...aí sim, poderei dizer para Jesus: ‘Agora sim, Senhor. Obrigado porque sabiasque era muito pouco o meu amor pelo Senhor, e só agora me deixastes de fato ser perseguido. E, meperdoe, por não ter aceito o que acontecia antes, e que eu tanto reclamava.’
  8. 8. Se perseguido aqui eu não forSinceramente um cristão não souA Tua glória quero conhecerVer a experiência de sobreviver...Viver pra mim é Cristo, morrer pra mim é ganhoNão há outra questão, quando se é cristãoNão se para de lutarTriunfarei sobre o mal, conquistarei troféusNão há outra questão, quando se é cristãoNão se para de lutar... até chegar ao céuSe calarem o som da minha vozEm silêncio estarei a orarSe numa prisão me colocarEu vou Te adorarSe minha família me trairEu vou sonhar com DeusViver seus planos isso é parteDe uma carreira de cristãosMt 5, 11 Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem, e, mentindo, disseremtodo tipo de mal contra vós, por causa de mim. 12aAlegrai-vos e exultai, porque será grande avossa recompensa nos céus”.Que tal começarmos a cumprir esta palavra, digo, Palavra?É tempo de refletir, e até a próxima. Deus está conosco.

×