Como podemos
melhorar a produção,
processamento e
armazenamento do
trigo, a fim de reduzir
as perdas no Brasil?
...
 	
  	
  Escopo da discussão
Identificação de
melhorias da produção
de trigo no Brasil que
são benéficas para
toda a cadei...
 	
  	
  Resultados Esperados
Identificação
de demandas:
Tamanho do desafio
e relevância.
Cocriar ideias
e soluções:
Visão...
 	
  	
  
n  1% da produção de trigo mundial é realizada
no Brasil
n  O trigo é produzido principalmente no Rio
Grande d...
 	
  	
  
Insumos
P&D
Terra
Água
Sementes
Fertilizantes
Pesticidas
Maquinário
Produção
Grandes
propriedades
Pequenos
produ...
~6%
 	
  	
  
~4%
 	
  	
  
~6%
~2%
~6%
 	
  	
  Perdas na caleia de valor
ConsumoDistribuição
Processamento
e Embalagem
Pós-Colheita
e Estocagem
Semeadura
e Mane...
 	
  	
  
Fatores Comuns para a perda de grãos
n  De acordo com estatísticas da
FAO, quase metade das
perdas na cadeia de...
 	
  	
  
Desafios específicos de pós-colheita no Brasil
n  O alto nível de impureza no trigo nacional, que varia de 8 - ...
 	
  	
  1.1 Armazenamento: A proliferação de insetos e pragas
n  Os principais fatores que levam à proliferação de inset...
 	
  	
  Técnicas de controle de pragas, recomendadas
pela FAO
n  Manejo integrado de pragas com opções biológicas, mecân...
 	
  	
  
1.2 Armazenamento: Contaminação
Recipientes como sacos de
plástico para o trigo úmido,
podem levar à contaminaçã...
 	
  	
  
Soluções e Armazenamento
n  Em um estudo piloto realizado pelo Centro Internacional de Melhoramento de Milho e ...
 	
  	
  
2. Transporte e infraestrutura
n  Logística e infraestrutura têm sido um
problema para os agricultores brasilei...
 	
  	
  
3. Debulha
n  Se a colheita for debulhada antes que esteja suficientemente
seca, esta operação será provavelmen...
 	
  	
  
4. Outros grãos/ contaminação de sementes
n  Todos os anos encontramos trigo contendo um cerne ou mais sementes...
 	
  	
  
5. Padrões de qualidade
n  A qualidade dos cereais é influenciada por uma série de fatores abióticos e bióticos...
150 years
	
  	
  	
  Fontes
Imagens Todas as imagens são de nossa propriedade ou são de domínio público
Slide 9: Wikipedi...
Como podemos melhorar a produção, processamento e armazenamento do trigo, a fim de reduzir as perdas no Brasil?
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

Como podemos melhorar a produção, processamento e armazenamento do trigo, a fim de reduzir as perdas no Brasil?

593 visualizações

Publicada em

DESAFIO 3B
Como podemos aumentar a
geração de valor para todos os
participantes na cadeia de valor do
trigo brasileiro, melhorando a
pós-colheita do trigo?

Publicada em: Alimentos
0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
593
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
4
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
7
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Como podemos melhorar a produção, processamento e armazenamento do trigo, a fim de reduzir as perdas no Brasil?

  1. 1.       Como podemos melhorar a produção, processamento e armazenamento do trigo, a fim de reduzir as perdas no Brasil? DESAFIO 3B Como podemos aumentar a geração de valor para todos os participantes na cadeia de valor do trigo brasileiro, melhorando a pós-colheita do trigo?
  2. 2.      Escopo da discussão Identificação de melhorias da produção de trigo no Brasil que são benéficas para toda a cadeia de valor, ganhos rápidos e medidas que são eficazes dentro de 5-10 anos Fora: Desafios de produção e pré- colheita (tratado em outro workshop) Fora: Soluções Tecnológicas limitadas a um único estágio ou a parte interessadas da cadeia Dentro do escopo Fora do escopo
  3. 3.      Resultados Esperados Identificação de demandas: Tamanho do desafio e relevância. Cocriar ideias e soluções: Visão holística e realizável. Plano de ação: Desenvolver um plano sustentável para a implementação de uma campanha para redução de desperdício de alimentos (cronograma, recursos, abrangências, papeis e responsabilidades Apresentação para especialistas
  4. 4.       n  1% da produção de trigo mundial é realizada no Brasil n  O trigo é produzido principalmente no Rio Grande do Sul e Paraná à baixas temperaturas e condições secas, solo areno- argiloso n  50% do trigo é importado da Argentina e Canadá; o consumo do trigo é de aproximadamente 12,000 toneladas por ano (2014); n  O Brasil é o segundo maior produtor de massas do mundo Consumo, produção e importação (m, t) 10,5 4,3 7,2 Consumo doméstico Produção Importação n  O Brasil não é autossuficiente na produção de trigo n  Importa mais do que a metade de seu consumo interno da Argentina e Canadá Evolução das exportações (m t) 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 0,1 0,6 0,4 1,3 2,3 2,3 1,2 As exportações têm sido realizadas pelos produtores nos últimos anos, porém a qualidade do grão ainda é uma barreira Trigo no Brasil: Fatos e números O Brasil não é um produtor principal, mas é um importante importador
  5. 5.       Insumos P&D Terra Água Sementes Fertilizantes Pesticidas Maquinário Produção Grandes propriedades Pequenos produtores Pesagem Elevadores Classificação Limpeza Mistura Certificação Armazenamento Moagem Moinhos Ensacamento Ração Animal Comercialização Serviços Alimentícios Padarias Varejo Outros atacadistas Produção de Alimentos Pecuária Biocombustíveis Processamento Doméstico Internacional Sociedades comerciais Produção offshore Regulamentação do governo Politicas de comercialização Comércio futuro Intermediários Financeiros Auxílio Alimentar Infraestrutura e serviçosInstituições Comércio Cadeia de valor do trigo
  6. 6. ~6%
  7. 7.       ~4%
  8. 8.       ~6%
  9. 9. ~2%
  10. 10. ~6%
  11. 11.      Perdas na caleia de valor ConsumoDistribuição Processamento e Embalagem Pós-Colheita e Estocagem Semeadura e Manejo Total de perdas 24% ~2% ~6%~6% ~6% ~4%
  12. 12.       Fatores Comuns para a perda de grãos n  De acordo com estatísticas da FAO, quase metade das perdas na cadeia de pós- colheita do trigo poderia ser atribuídas à pós-colheita, a outra metade seria praticamente proveniente do processamento industrial de farinhas, ou seja, no último estágio da industrialização n  Outra fonte de grandes perdas é o armazenamento inadequado que gera pragas e contaminação Estágio Exemplos de Perdas 1 Colheita, manuseio na colheita Grãos que podem ser consumidos deixados no campo, arados no solo, comidos por predadores; tempo de colheita não ideal; cultura danificada durante a colheita 2 Armazenamento, secagem, debulha Ataques de pragas e doenças, derramamento, contaminação; Secagem natural dos alimentos, Perdas devido a técnicas inadequadas, Qualidade e quantidade de perda durante a secagem 3 Transporte e distribuição Infraestrutura de transporte deficiente; menos grãos e mais perda/grãos danificados 4 Processamento primário, limpeza, classificação, descasque, secagem, trituração, empacotamento, imersão, exposição ao vento, secagem, peneiramento, moagem Perdas de processamento; contaminação no processamento causando perda de qualidade
  13. 13.       Desafios específicos de pós-colheita no Brasil n  O alto nível de impureza no trigo nacional, que varia de 8 - 10%, enquanto o trigo canadense, tem apenas 1% de corpos estranhos n  Falta de higiene nas instalações de armazenamento e não segregação de produtos. Ocorrência de resíduos de pombos e roedores nas unidades n  Equipamento inadequado de secagem. A umidade máxima do produto não deve exceder 13%, para evitar a proliferação de fungos e micotoxinas n  Reutilização de juta ou sacos de polipropileno podem causar contaminação 10% da oferta de trigo brasileira (nacional e importado) é perdida devido aos seguintes problemas:
  14. 14.      1.1 Armazenamento: A proliferação de insetos e pragas n  Os principais fatores que levam à proliferação de insetos em grãos armazenados são a temperatura e a umidade. n  Acima de 40°C, todas as espécies acabarão morrendo, enquanto que a reprodução é interrompida em temperaturas inferiores a 20°C, com dormência induzida em temperaturas inferiores a 10°C. n  Com menos de 40 por cento de umidade, a reprodução é inibida. n  Maiores pragas de armazenagem de grãos: Sitophilus oryzae, S. zeamais, Oryzaephilus surinamensis, Tribolium castaneum, Rhyzopertha dominica e espécies Cryptolestes ferrugineus(Lorini, 2003) A condição adequada para a maioria das pragas é uma temperatura de cerca de 30 ° C, com uma umidade relativa de 40 a 80 por cento.
  15. 15.      Técnicas de controle de pragas, recomendadas pela FAO n  Manejo integrado de pragas com opções biológicas, mecânicas e químicas n  Clima controlado, incluindo sistemas de refrigeração e de arejamento para reduzir a reprodução de insetos, taxa e umidade, tratamento de calor (mais do que 60°C) na desinfestação de grãos n  Barreiras físicas para proteger grãos não-infestados, atmosferas controladas e herméticas n  Inseticidas de contato para controlar insetos voadores, combinação de inseticidas ou protetor de grãos, fumigação com gases penetrantes n  Ratoeiras para controlar roedores n  Normas legais que afetam a quarentena ou o controle de insetos de armazenamento n  Culturas resistentes
  16. 16.       1.2 Armazenamento: Contaminação Recipientes como sacos de plástico para o trigo úmido, podem levar à contaminação Recipientes de armazenamento Métodos associados de controle de pragas Ensacados ou recipientes pequenos Potes lacrados, cabaças, etc. Auto desinfestação, caso esteja hermeticamente fechado Sacos convencionais Mistura de um protetor de grãos Fumigação embaixo do tecido Auto desinfestação parcial, caso esteja empilhado corretamente Sacos embrulhados em valas lacradas ou silos Auto desinfestação, caso esteja hermeticamente fechada Armazenagem a granel em pequena escala Estábulos Fumaça sobre fogo aberto Combinar um protetor de grãos Valas subterrâneas Auto desinfestação, caso esteja hermeticamente fechada Armazenagem a granel em grande escala Silos e caixotes Combinação de um protetor de grãos Desinfestação por fumigação Resfriamento por aeração
  17. 17.       Soluções e Armazenamento n  Em um estudo piloto realizado pelo Centro Internacional de Melhoramento de Milho e Trigo (CIMMYT) silos metálicos mostraram-se eficazes (<5 por cento de perda de grãos), comparados com os sacos de polipropileno dos produtores, por um período de armazenamento de 6 meses. n  O principal desafio para a adoção de silos metálicos pelos pequenos produtores é o alto custo inicial, que varia entre $40 e 350 dólares, dependendo da capacidade de armazenamento n  a promoção de silos metálicos requer uma parceria entre as agências governamentais, organizações não-governamentais, fabricantes, produtores, comunicação eficaz, consciência n  Contudo, os silos metálicos podem durar de 10 a 20 anos e dessa forma conseguem mais do que se pagar devido aos benefícios decorrentes, incluindo a segurança alimentar e a economia de excedentes de grãos n  É necessário uma abordagem mais abrangente que englobe a tecnologia (tecnologias de pós- colheita mais inovadoras), os mercados (participação do setor privado no desenvolvimento de mercado de tecnologias de pós-colheita) e políticas (ambiente político para a adoção das tecnologias)
  18. 18.       2. Transporte e infraestrutura n  Logística e infraestrutura têm sido um problema para os agricultores brasileiros n  12% da perda de grãos pós-colheita é devido a problemas de transporte simples, por exemplo, por causa da combinação de má infraestrutura e/ou pressa dos produtores para colherem suas culturas e poderem comercializá-las . Soluções possíveis: §  Convencer os produtores dos benefícios de se investir no transporte §  Construir uma melhor infraestrutura
  19. 19.       3. Debulha n  Se a colheita for debulhada antes que esteja suficientemente seca, esta operação será provavelmente incompleta n  Se o grão é debulhado quando está muito úmido e, em seguida, imediatamente amontoado ou armazenado (em um celeiro ou sacos), ele estará mais suscetível ao ataque de microrganismos, limitando assim a sua conservação Uma solução: A debulha pode ser adiada por vários meses após a colheita e a cultura não debulhada pode ser armazenada em locais separados.
  20. 20.       4. Outros grãos/ contaminação de sementes n  Todos os anos encontramos trigo contendo um cerne ou mais sementes tratadas. Teoricamente a tolerância é zero, tornando os produtores responsáveis pela contaminação n  Plantas daninhas e impurezas na soja diminuem a qualidade do trigo brasileiro n  Os produtores precisam manter os grãos colhidos longe dos vagões, esteiras, brocas ou outros equipamentos utilizados para manusear qualquer semente tratada e há a necessidade de separar as instalações de armazenamento
  21. 21.       5. Padrões de qualidade n  A qualidade dos cereais é influenciada por uma série de fatores abióticos e bióticos n  Para a moagem do trigo, os aspectos mais importantes são o teor de proteína e umidade, de acordo com os critérios ANEC n  Para os importadores, por outro lado, a qualidade da proteína e do glúten são considerados fatores mais importantes de qualidade no Brasil, Impurezas também são consideradas como um fator muito importante n  Portanto, os diferentes critérios de qualidade fazem com que seja difícil para os agricultores otimizarem as condições de produtividade para atender a todas as exigências n  Possível solução: criar diretrizes comuns para o trigo, dependendo do seu destino n  Um exemplo é o Wheat Quality Australia, uma organização que visa garantir que a qualidade das classes de trigo disponíveis na Austrália, agora e no futuro, atendam as exigências de processamento e produto final de mercados chave
  22. 22. 150 years      Fontes Imagens Todas as imagens são de nossa propriedade ou são de domínio público Slide 9: Wikipedia Slide 12: Wikipedia Slide 14: Braziliantrucks Slide 15: Wikipedia Slide 16: Wikipedia Fontes de Informação Slide 4: Indexmundi.com, Slide 5: Duke.edu, Slide 7: Post-Harvest Losses And Strategies To Reduce, ACF International, 2014, Parvitt et al. 2010 Slides 10-12: FAO, T.S. Payne, Harvest and storage management of wheat Slides 13: HLPE Report, Food losses and waste in the context of sustainable food systems, June 2014 Slides 14: Agriculture.com Slide 15: FAO, Post-Harvest Losses: Discovering The Full Story, Chapter 2 - Post-Harvest System and Food Losses Slide 16: Post-Harvest Losses And Strategies To Reduce Them Report, ACF International, 2014, Parvitt et al. 2010 Slide 17: N. Magan et al., Post-Harvest control strategies, International Journal of Food Microbiology; ANEC, Brazilian milling wheat, f.o.b. Contract for parcels, Effective February 05th, 2015, Stephanie A. Mercier, The Role of Quality in Wheat Import Decisionmaking, Wheat Quality Australia, Wheat Classification Guidelines, Oct. 2014 Slide 18: Agriculture.com

×