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A linguagem do Romantismo Apesar de ser do ponto de vista ideológico, uma arte revolucionária, o Arcadismo era do ponto de...
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Contexto do Romantismo “O período do romantismo é fruto de dois grandes acontecimentos na historia da humanidade, ou seja,...
Romantismo: entre duas revoluções  O Romantismo nasceu na Alemanha e na Inglaterra,chegou á França e a seguir espalhou-se ...
Romantismo: oposição ao mundo  ilustrado, critica ao mundo  burguês.  O romantismo, enquanto visão de mundo, foi uma reaçã...
Homem primataO individualismo capitalista não se reflete apenas na arte romântica. Nos dias de hoje, esse fenômeno é denu...
Desde os primórdiosAté hoje em diaO homem ainda fazO que o macaco fazia[...]Homem primataCapitalismo selvagemEu aprendiA v...
O fim idealismo na pós-             Revolução  O poeta romântico é um estranho entre os homens; émelancólico, extremamente...
Liberdade, paixão e emoçãoO romantismo foi mais que um programa de ação de um grupode poetas, romancistas, filósofos ou mú...
O Romantismo no BrasilNa verdade, o Romantismo teve aqui [no Brasil] umasignificação diversa da que teve na Europa. Enquan...
Primeira Geração : Indianistaou Nacionalista
O Romantismo surge no Brasil poucos anos depois de nossaindependência política(1822). Por isso, as primeiras obrasliterári...
AutoresGonçalves de MagalhãesObra: Suspiros Poéticos eSaudades.
AutoresGonçalves DiasObra:Canção do exílio.
Canção do exílioCoimbra, julho de 1843. Minha terra tem palmeiras,Onde canta o sabiá;As aves, que aqui gorjeiam,Não gorjei...
Segunda Geração:Ultra-Romântica/Byroniana/Mal-do-Século
Algumas décadas depois da introdução doRomantismo no Brasil, a poesia ganha novosrumos com o aparecimento dos ultra-românt...
Influências• Lord Byron“Adeus! Assim de tiafastado,Cada laço estreito aperder,O coração só é murcho eseco,Mais que isto ma...
AutoresÁlvares de Azevedo: a antítesepersonificadaPrincipais obras: "Noite na Taverna"(1855), a peça de teatro "Macário"(1...
Da qualidade dos escritos     Esse monte de prosa e verso[de Álvares de Azevedo] é tão   irregular porque não foi devidame...
Se Eu Morresse Amanhã!Se eu morresse amanhã, viria ao menosFechar meus olhos minha triste irmã;Minha mãe de saudades morre...
SonetoPálida, à luz da lâmpada sombria,          Era a mais bela! O seio palpitando...Sobre o leito de flores reclinada,  ...
Cuidado, leitor, ao voltar esta página!  Aqui dissipa-se o mundo visionário e platônico. Vamos entrar nummundo novo, terra...
Poema do FradeMeu herói é um moço preguiçosoQue viveu e bebia porventuraComo vós, meu leitor... se era famosoAo certo não ...
Não quisera mirar a face belaNesse espelho de lodo ensangüentado!A embriaguez preferia: em meio delaNão viram cuspir-lhe o...
AutoresFagundes Varela:uma poesia em transiçãoPrincipais obras: "Cantos Meridionais" (1869), "Cantos do Ermo e da Cidade" ...
O exiladoO exilado está só por toda a parte!Passei tristonho dos salões no meio,Atravessei as turbulentas praçasCurvado ao...
Cântico do calvárioÀ memória de meu Filho morto a 11 de dezembro de 1863Eras na vida a pomba prediletaQue sobre um mar de ...
Mas não! Tu dormes no infinito seioDo Criador dos seres! Tu me falasNa voz dos ventos, no chorar das aves,Talvez das ondas...
AutoresCasimiro de Abreu:a poesia bem-comportadaPrincipais obras:Camões e o Jaú, teatro (1856);Carolina, romance (1856);Ca...
Meus Oito Anos Oh ! que saudades que eu tenhoDa aurora da minha vida,Da minha infância queridaQue os anos não trazem mais ...
Como são belos os diasDo despontar da existência !Respira a alma inocênciaComo perfumes a flor;O mar é - lago sereno,O céu...
Canção de exílioSe eu tenho de morrer na flor dos anos,Meu Deus! não seja já;Eu quero ouvir na laranjeira, à tarde,Cantar ...
Dá-me os sítios gentis onde eu brincavaLá na quadra infantil;Dá que eu veja uma vez o céu da pátria,O céu do meu Brasil!Se...
Quero dormir à sombra dos coqueiros,As folhas por dossel;E ver se apanho a borboleta branca,Que voa no vergel!Se eu tenho ...
AutoresJunqueira FreirePrincipal obra:Inspirações do claustro
Mas eu não tive os dias de ventura    Dos sonhos que sonhei:    Mas eu não tive o plácido sossego    Que tanto procurei.(....
Terceira geração:Hugoana/Condoera/Social
As décadas de 60 e 70 do século XIX representam um período de transição na poesia brasileira. Ao mesmo tempo que muitos d...
InfluênciasVictorHugo
AutoresCastro Alves(1847-1871)“O poeta dos escravos ”Obra:Navio Negreiro
Poesia social  A poesia social tem uma visão idealizada e ufanista da pátria,relatando o lado feio e esquecido pelos prime...
Características e temasLibertação dos escravos Defesa da repúblicaHipérbole e metáforas condoreiras
Poesia amorosaEmbora a lirica amorosa de Castro Alves ainda contenha um ououtro vestigio do amor platonico e da idealizaçã...
Caracteristicas da poesiaamorosa:Mulher sensual/erotizadaPaixão tórridaRepúdio da morte (a morte é citada em sua poesia...
AutoresSousândradeObra:Guesa Errante
Manhattanville)Ninguém ande à encruzilhadaPor noites de São João –Vejam a mal-assombrada,Meninas! “Oh, a visão!…”-Cora, qu...
Pior do que encruzilhadasDe visões; portas e escadasDestes céus de ManhattanCom que aí stão-se aninhandoAlvoradas? Matinan...
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  1. 1. Muitas pessoas usam a palavra romântico para designar certas atitudes,como oferecer flores para a namorada, apreciar um bonito pôr-do-sol,namorar em noite de lua cheia, etc. Entretanto, essa palavra, quando serefere a traços do romantismo, movimento artístico do século XIX, temum sentido diferente: significa exaltado, heróico, idealizador, sonhador,sentimental, etc. Apesar dessas diferenças, o homem romântico doséculo XIX e o dos tempos atuais têm algo em comum:sentem-sediferentes da maioria dos outros seres humanos; colocam as idéias e ossentimentos acima dos interesses materiais e cotidiano; valorizam aemoção, numa sociedade voltada ao materialismo e á razão.
  2. 2. A linguagem do Romantismo Apesar de ser do ponto de vista ideológico, uma arte revolucionária, o Arcadismo era do ponto de vista estético, uma arte conservadora, pois se limitava fundamentalmente a eliminar os exageros do Barroco e a retomar os modelos do Classicismo do século XVI. Criar uma linguagem verdadeiramente identificada com os padrões mais simples de vida do novo público consumidor, a burguesia, foi tarefa que coube ao Romantismo.
  3. 3. Românticos são poucosRomântico são loucos desvairadosQue querem ser o outroQue pensam que o outro é o paraísoRomânticos são lindosRomânticos são limpos e piradosQue choram com baladasQue amam sem vergonha e sem juízoSão tipos populares que vivem pelos os baresE mesmo certos vão pedi perdãoE passam a noite em claroConhecem o gosto raroDe amar sem medo de outra desilusão(Romântico é uma espécie em extinção) Compositor: Vander Lee
  4. 4. Contexto do Romantismo “O período do romantismo é fruto de dois grandes acontecimentos na historia da humanidade, ou seja, a Revolução Francesa e suas derivações, e a Revolução Industrial. As duas revoluções provocaram e gerarão novos processos desencadeando forças que resultaram na formação da sociedade moderna, moldando em grande parte os seus ideais (sociais). ” (Nachman Falbel)
  5. 5. Romantismo: entre duas revoluções O Romantismo nasceu na Alemanha e na Inglaterra,chegou á França e a seguir espalhou-se por toda Europa.
  6. 6. Romantismo: oposição ao mundo ilustrado, critica ao mundo burguês. O romantismo, enquanto visão de mundo, foi uma reação aosvalores éticos e intelectuais ilustrados e clássicos, assim comoaos fatos históricos mais marcantes da virada do século XVIIIpara o XIX: a Revolução Francesa, a Revolução Industrial e apolítica napoleônica.
  7. 7. Homem primataO individualismo capitalista não se reflete apenas na arte romântica. Nos dias de hoje, esse fenômeno é denunciado, como se vê nestes versos do grupo Titãs:
  8. 8. Desde os primórdiosAté hoje em diaO homem ainda fazO que o macaco fazia[...]Homem primataCapitalismo selvagemEu aprendiA vida é um jogoCada um por siE Deus contra todosVocê vai morrer e não vai pro céuÉ bom aprender: a vida é cruel.(Sérgio Britto, Marcelo Fromer, Nando Reis e Ciro Pessoa)
  9. 9. O fim idealismo na pós- Revolução O poeta romântico é um estranho entre os homens; émelancólico, extremamente sensível, ama a solidão e as efusõesdo sentimento, sobretudo as de um vago desespero no seio daNatureza.
  10. 10. Liberdade, paixão e emoçãoO romantismo foi mais que um programa de ação de um grupode poetas, romancistas, filósofos ou músicos.Tratou-se de umvasto movimento onde se abrigaram o conservadorismo e odesejo libertário, a inovação formal e a repetição de fórmulasconsagradas, o namoro com o poder e a revolta radical[...].Liberdade, paixão e emoção constituem um tripé sobre o qualse assenta boa parte do romantismo. (Adilson Citelli.O Romantismo.São Paulo:Ática, 1986. p.9)
  11. 11. O Romantismo no BrasilNa verdade, o Romantismo teve aqui [no Brasil] umasignificação diversa da que teve na Europa. Enquanto visão demundo, ele viverá um processo de ajuste e adaptação.Para nós, o fato político mais importante foi a Indepêndencia,que mobilizou os homens livres e fez todos se sentiremempenhados na organização da nova nação.
  12. 12. Primeira Geração : Indianistaou Nacionalista
  13. 13. O Romantismo surge no Brasil poucos anos depois de nossaindependência política(1822). Por isso, as primeiras obrasliterárias e os primeiros artistas românticos se mostramempenhados em definir um perfil da cultura brasileira, no qualo nacionalismo torna-se o traço essencial.
  14. 14. AutoresGonçalves de MagalhãesObra: Suspiros Poéticos eSaudades.
  15. 15. AutoresGonçalves DiasObra:Canção do exílio.
  16. 16. Canção do exílioCoimbra, julho de 1843. Minha terra tem palmeiras,Onde canta o sabiá;As aves, que aqui gorjeiam,Não gorjeia como lá. Nosso céu tem mais estrelas,Nossas várzeas têm mais flores,Nossos bosques têm mais vida,Nossa vida mais amores.[...]
  17. 17. Segunda Geração:Ultra-Romântica/Byroniana/Mal-do-Século
  18. 18. Algumas décadas depois da introdução doRomantismo no Brasil, a poesia ganha novosrumos com o aparecimento dos ultra-românticos.Esses poetas desvinculados do compromisso coma nacionalidade assumido pela primeira geração,desinteressam-se da vida político-social e voltam-se para si mesmos, numa atitude profundamentepessimista. Como forma de protesto contra omundo burguês, vivem entediados e à espera damorte.
  19. 19. Influências• Lord Byron“Adeus! Assim de tiafastado,Cada laço estreito aperder,O coração só é murcho eseco,Mais que isto mal possomorrer.”
  20. 20. AutoresÁlvares de Azevedo: a antítesepersonificadaPrincipais obras: "Noite na Taverna"(1855), a peça de teatro "Macário"(1855) e o livro de poesias "Lira dosVinte Anos" (1853).
  21. 21. Da qualidade dos escritos Esse monte de prosa e verso[de Álvares de Azevedo] é tão irregular porque não foi devidamente polido, ou porque o Autor queria que fosse assim mesmo, para seguir a inspiração desamarrada, em obediência a uma estética atraída pelo espontâneo e o fragmentário?É dizer, mas as duas coisas devem estar combinadas.(Antonio Candido. A educação pela noite e outros ensaios. São Paulo: Ática, 1989.p.11.)
  22. 22. Se Eu Morresse Amanhã!Se eu morresse amanhã, viria ao menosFechar meus olhos minha triste irmã;Minha mãe de saudades morreriaSe eu morresse amanhã!Quanta glória pressente em meu futuro!Que aurora de porvir e que manhã!Eu perdera chorando essas coroasSe eu morresse amanhã!Que sol! Que céu azul! Que dove nalvaAcorda a natureza mais louca!Não me batera tanto amor no peitoSe eu morresse amanhã!Mas essa dor da vida que devoraA ânsia de glória, o dolorido afã...A dor no peito emudecera ao menosSe eu morresse amanhã!
  23. 23. SonetoPálida, à luz da lâmpada sombria, Era a mais bela! O seio palpitando...Sobre o leito de flores reclinada, Negros olhos as pálpebras abrindo...Como a lua por noite embalsamada, Formas nuas no leito resvalando...Entre as nuvens do amor ela dormia!Era virgem do mar! na escuma fria Não te rias de mim, meu anjo lindo!Pela maré das águas embalada ! Por ti - as noites eu velei chorando,Era um anjo entre nuvens d’ alvorada Por ti - nos sonhos morrerei sorrindo!Que em sonhos se banhava e se esquecia!   
  24. 24. Cuidado, leitor, ao voltar esta página! Aqui dissipa-se o mundo visionário e platônico. Vamos entrar nummundo novo, terra fantástica, verdadeira ilha Baratária de D.Quixote,onde Sancho é rei; [...]Quase que depois de Ariel esbarramos em Caliban.A razão é simples. É que a unidade deste livro e capítulo funda-se numabinômia. Duas almas que moram nas cavernas de um cérebro pouco maisou menos de poeta escreveram este livro, verdadeira medalha de duasfaces. Nos meus lábios onde suspira a monodia amorosa, vem a sátira quemorde. 
  25. 25. Poema do FradeMeu herói é um moço preguiçosoQue viveu e bebia porventuraComo vós, meu leitor... se era famosoAo certo não o sei. Em mesma impuraEsgotaram com lábio fervorosoComo vós e como eu a taça escura.Era pálido sim... mas não d’estudo:No mais... era um devasso e disso tudo![...] 
  26. 26. Não quisera mirar a face belaNesse espelho de lodo ensangüentado!A embriaguez preferia: em meio delaNão viram cuspir-lhe o seu passado!Como em nevoento mar perdida velaNos vapores do vinho assombreadoPreferia das noites na demênciaBoiar (como um cadáver!) na existência![...]
  27. 27. AutoresFagundes Varela:uma poesia em transiçãoPrincipais obras: "Cantos Meridionais" (1869), "Cantos do Ermo e da Cidade" (1869), "Anchieta ou Evangelho na Selva" (1875),"Cantos Religiosos" (1878) e "Diário do Lázaro" (1880).
  28. 28. O exiladoO exilado está só por toda a parte!Passei tristonho dos salões no meio,Atravessei as turbulentas praçasCurvado ao peso de uma sina escura;As turbas contemplaram-me sorrindo,Mas ninguém divisou a dor sem termosQue as fibras de meu peito espedaçava.O exilado está só por toda a parte![...]
  29. 29. Cântico do calvárioÀ memória de meu Filho morto a 11 de dezembro de 1863Eras na vida a pomba prediletaQue sobre um mar de angústias conduziaO ramo da esperança. Eras a estrelaQue entre as névoas do inverno cintilavaApontando o caminho ao pegureiro.Eras a messe de um dourado estio.Eras o idílio de um amor sublime.Eras a glória, a inspiração, a pátria,O porvir de teu pai! - Ah! no entanto,Pomba, - varou-te a flecha do destino!Astro, - engoliu-te o temporal do norte!Teto, - caíste!- Crença, já não vives![...]
  30. 30. Mas não! Tu dormes no infinito seioDo Criador dos seres! Tu me falasNa voz dos ventos, no chorar das aves,Talvez das ondas no respiro flébil!Tu me contemplas lá do céu, quem sabe?No vulto solitário de uma estrela.E são teus raios que meu estro aquecem!Pois bem! Mostra-me as voltas do caminho!Brilha e fulgura no azulado manto,Mas não te arrojes, lágrima da noite,Nas ondas nebulosas do ocidente!Brilha e fulgura! Quando a morte friaSobre mim sacudir o pó das asas,Escada de Jacó serão teus raiosPor onde asinha subirá minhalma.
  31. 31. AutoresCasimiro de Abreu:a poesia bem-comportadaPrincipais obras:Camões e o Jaú, teatro (1856);Carolina, romance (1856);Camila, romance inacabado (1856);A virgem loura, Páginas do coração, prosapoética (1857);As primaveras (1859).
  32. 32. Meus Oito Anos Oh ! que saudades que eu tenhoDa aurora da minha vida,Da minha infância queridaQue os anos não trazem mais !Que amor, que sonhos, que flores,Naquelas tardes fagueirasÀ sombra das bananeiras,Debaixo dos laranjais ! 
  33. 33. Como são belos os diasDo despontar da existência !Respira a alma inocênciaComo perfumes a flor;O mar é - lago sereno,O céu - um manto azulado,O mundo - um sonho dourado,A vida - um hino damor ! 
  34. 34. Canção de exílioSe eu tenho de morrer na flor dos anos,Meu Deus! não seja já;Eu quero ouvir na laranjeira, à tarde,Cantar o sabiá!Meu Deus, eu sinto e tu bem vês que eu morroRespirando este ar;Faz que eu viva, Senhor! dá-me de novoOs gozos do meu lar!O país estrangeiro mais belezasDo que a pátria, não tem;E este mundo não vale um só dos beijosTão doces duma mãe!
  35. 35. Dá-me os sítios gentis onde eu brincavaLá na quadra infantil;Dá que eu veja uma vez o céu da pátria,O céu do meu Brasil!Se eu tenho de morrer na flor dos anos,Meu Deus! não seja já!Eu quero ouvir na laranjeira, à tarde,Cantar o sabiá!Quero ver esse céu da minha terraTão lindo e tão azul!E a nuvem cor de rosa que passavaCorrendo lá do sul!
  36. 36. Quero dormir à sombra dos coqueiros,As folhas por dossel;E ver se apanho a borboleta branca,Que voa no vergel!Se eu tenho de morrer na flor dos anos,Meu Deus! não seja jáEu quero ouvir na laranjeira, à tarde,Cantar o sabiá!
  37. 37. AutoresJunqueira FreirePrincipal obra:Inspirações do claustro
  38. 38. Mas eu não tive os dias de ventura Dos sonhos que sonhei: Mas eu não tive o plácido sossego Que tanto procurei.(...) Tive as paixões que a solidão formava Crescendo-me no peito Tive, em lugar de rosas que esperava, Espinhos no meu leito.  
  39. 39. Terceira geração:Hugoana/Condoera/Social
  40. 40. As décadas de 60 e 70 do século XIX representam um período de transição na poesia brasileira. Ao mesmo tempo que muitos dos procedimentos da primeira e da segunda gerações se mantém, surgem novidades de forma e de conteúdo, dando origem á terceira geração da poesia romântica, que se volta mais para os problemas sociais e apresenta uma nova forma de tratar o tema amoroso.
  41. 41. InfluênciasVictorHugo
  42. 42. AutoresCastro Alves(1847-1871)“O poeta dos escravos ”Obra:Navio Negreiro
  43. 43. Poesia social A poesia social tem uma visão idealizada e ufanista da pátria,relatando o lado feio e esquecido pelos primeiros românticos: aescravidão dos negros e a opressão e a ignorância do povobrasileiro.
  44. 44. Características e temasLibertação dos escravos Defesa da repúblicaHipérbole e metáforas condoreiras
  45. 45. Poesia amorosaEmbora a lirica amorosa de Castro Alves ainda contenha um ououtro vestigio do amor platonico e da idealização da mulher, demodo geral, ela representa um avanço decisivo na tradiçãopoética brasileira, por ter abadonado tanto o amor convercionale abstrato dos o amor cheio de medo e culpa dos romanticos.
  46. 46. Caracteristicas da poesiaamorosa:Mulher sensual/erotizadaPaixão tórridaRepúdio da morte (a morte é citada em sua poesia, porém ela é repudiada)Melancolia/tédio
  47. 47. AutoresSousândradeObra:Guesa Errante
  48. 48. Manhattanville)Ninguém ande à encruzilhadaPor noites de São João –Vejam a mal-assombrada,Meninas! “Oh, a visão!…”-Cora, qual é tua sorte?“Na Quinta Avenida, à corte,Casarei.”-Sempre never cada Fanny?“Morrerei.”-E tu, Augusta, rubores?Vão ver, que sorte de amores…“Eu sonhei.”Pior do que encruzilhadas
  49. 49. Pior do que encruzilhadasDe visões; portas e escadasDestes céus de ManhattanCom que aí stão-se aninhandoAlvoradas? MatinandoToda a noite até manhã?“Fogo! fogo! é rato! é gato!”-Matinada de Babel!Meninas, mudem de quarto,Há mais quem durma no hotel![...]

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