ROMANTISMO
Contexto na Europa <ul><li>O nascimento de Vênus, Botticeli, 1482 </li></ul><ul><li>Segunda metade do sec. XVIII industria...
Características <ul><li>Nacionalismo </li></ul><ul><li>Individualismo </li></ul><ul><li>Subjetivismo / Egocentrismo </li><...
<ul><li>A T... </li></ul><ul><li>(Fragmento) </li></ul><ul><li>Ah! vem, pálida virgem, se tens pena  De quem morre por ti,...
Meu bem-querer <ul><li>Composição: Djavan  </li></ul><ul><li>Meu bem querer É segredo, é sagrado Está sacramentado Em meu ...
Enquanto isso no Brasil... <ul><li>Vinda da família real (1808) </li></ul><ul><li>Independência (1822) </li></ul><ul><li>G...
Romantismo Brasileiro <ul><li>1ª. Geração - Nacionalista ou indianista </li></ul><ul><li>Gonçalves de Magalhães, Gonçalves...
1ª. Geração - Nacionalista ou indianista <ul><li>Influência direta da Independência do Brasil (1822)  </li></ul><ul><li>Na...
1ª. Geração - Nacionalista ou indianista <ul><li>Canção do exílio &quot;Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá; As ...
<ul><li>Minha terra tem palmares Onde gorjeia o mar Os passarinhos aqui Não cantam como os de lá  </li></ul><ul><li>Minha ...
Influências dos ultrarromânticos <ul><li>“ Está decidido, Charlotte, desejo morrer.(...) Quando leres esta carta, minha qu...
2ª. Geração – Geração do “mal do século” <ul><li>Egocentrismo </li></ul><ul><li>Ultrassentimentalismo </li></ul><ul><li>By...
Ideias Íntimas (fragmento) <ul><li>Oh! ter vinte anos sem gozar de leve A ventura de uma alma de donzela! E sem na vida te...
<ul><li>A morte de Chatterton, Henry Wallès, 1856, retrata o suicídio do poeta. </li></ul>
Terceira geração - Condoreira <ul><li>1888 - Abolição da Escravatura  </li></ul><ul><li>1889 - Proclamação da República  <...
Sexta parte do poema Navio Negreiro   <ul><li>Foste hasteado dos heróis na lança, Antes te houvessem roto na batalha, Que ...
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

Romantismo - panorama mundial e Brasileiro

6.620 visualizações

Publicada em

Aula com as principais características do movimento e as realizações brasileiras com pinturas e textos

Publicada em: Tecnologia
1 comentário
7 gostaram
Estatísticas
Notas
Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
6.620
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
3
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
183
Comentários
1
Gostaram
7
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Romantismo - panorama mundial e Brasileiro

  1. 1. ROMANTISMO
  2. 2. Contexto na Europa <ul><li>O nascimento de Vênus, Botticeli, 1482 </li></ul><ul><li>Segunda metade do sec. XVIII industrialização leva a um novo quadro político. </li></ul><ul><li>Revolução Francesa (1789) </li></ul><ul><li>uma visão de mundo contrária ao racionalismo que marcou o período neoclássico. </li></ul><ul><li>“ da burguesia, pela burguesia e para a burguesia” </li></ul><ul><li>A arte se liberta, ganha as ruas e adquire um novo público </li></ul>
  3. 3. Características <ul><li>Nacionalismo </li></ul><ul><li>Individualismo </li></ul><ul><li>Subjetivismo / Egocentrismo </li></ul><ul><li>Idealização </li></ul><ul><li>Sentimentalismo exacerbado </li></ul><ul><li>Idealização </li></ul><ul><li>Natureza </li></ul><ul><li>A liberdade conduzindo o povo, Delacroix, 1831 </li></ul>
  4. 4. <ul><li>A T... </li></ul><ul><li>(Fragmento) </li></ul><ul><li>Ah! vem, pálida virgem, se tens pena De quem morre por ti, e morre amando, Dá vida em teu alento à minha vida, Une nos lábios meus minh'alma à tua! Eu quero ao pé de ti sentir o mundo Na tua alma infantil; na tua fronte Beijar a luz de Deus; nos teus suspiros Sentir as vibrações do paraíso; E a teus pés, de joelhos, crer ainda Que não mente o amor que um anjo inspira, Que eu posso na tu'alma ser ditoso, Beijar-te nos cabelos soluçando E no teu seio ser feliz morrendo! </li></ul><ul><li>(Álvares de Azevedo) </li></ul><ul><li>Como a mulher é vista neste poema? </li></ul>
  5. 5. Meu bem-querer <ul><li>Composição: Djavan </li></ul><ul><li>Meu bem querer É segredo, é sagrado Está sacramentado Em meu coração Meu bem querer Tem um quê de pecado Acariciado pela emoção </li></ul><ul><li>Meu bem querer Meu encanto, estou sofrendo tanto Amor, e o que é o sofrer Para mim que estou Jurado pra morrer de amor </li></ul><ul><li>http://letras.terra.com.br/djavan/45536/ </li></ul>
  6. 6. Enquanto isso no Brasil... <ul><li>Vinda da família real (1808) </li></ul><ul><li>Independência (1822) </li></ul><ul><li>Graves crises sociais </li></ul><ul><li>Sentimento de nacionalismo </li></ul><ul><li>Busca do herói nacional </li></ul>
  7. 7. Romantismo Brasileiro <ul><li>1ª. Geração - Nacionalista ou indianista </li></ul><ul><li>Gonçalves de Magalhães, Gonçalves Dias </li></ul><ul><li>2ª. Geração – Geração do “mal do século” </li></ul><ul><li>Álvares de Azevedo, Casimiro de Abreu </li></ul><ul><li>3ª. Geração – Condoreira </li></ul><ul><li>Castro Alves, </li></ul>
  8. 8. 1ª. Geração - Nacionalista ou indianista <ul><li>Influência direta da Independência do Brasil (1822) </li></ul><ul><li>Nacionalismo, ufanismo </li></ul><ul><li>Exaltação à natureza e à pátria </li></ul><ul><li>O Índio como grande herói nacional </li></ul><ul><li>Sentimentalismo </li></ul><ul><li>Exéquias de Atalá, Augusto Rodrigues, 1878 </li></ul>
  9. 9. 1ª. Geração - Nacionalista ou indianista <ul><li>Canção do exílio &quot;Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá; As aves que aqui gorjeiam, Não gorjeiam como lá. Nosso céu tem mais estrelas, Nossas várzeas têm mais flores, Nossos bosques têm mais vida, Nossa vida mais amores. Não permita Deus que eu morra, Sem que eu volte para lá; Sem que desfrute os primores Que não encontro por cá; Sem qu'inda aviste as palmeiras, Onde canta o Sabiá.&quot; </li></ul><ul><li>Em cismar, sozinho, à noite, Mais prazer encontro eu lá; Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá. Minha terra tem primores, Que tais não encontro eu cá; Em cismar - sozinho, à noite - Mais prazer encontro eu lá; Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá. </li></ul>
  10. 10. <ul><li>Minha terra tem palmares Onde gorjeia o mar Os passarinhos aqui Não cantam como os de lá </li></ul><ul><li>Minha terra tem mais rosas E quase que mais amores Minha terra tem mais ouro Minha terra tem mais terra </li></ul><ul><li>Ouro terra amor e rosas </li></ul><ul><li>Eu quero tudo de lá </li></ul><ul><li>Não permita Deus que eu morra Sem que eu volte para são Paulo Sem que eu veja a rua 15 E o progresso de São Paulo </li></ul><ul><li>(Oswald de Andrade) </li></ul><ul><li>Minha terra tem macieiras da Califórnia onde cantam gaturamos de Veneza. (...) Eu morro sufocado em terra estrangeira. Nossas flores são mais bonitas nossas frutas são mais gostosas mas custam cem mil réis a dúzia. </li></ul><ul><li>Ai quem me dera chupar uma carambola de verdade e ouvir um sabiá com certidão de idade! </li></ul><ul><li>(Murilo Mendes) </li></ul>
  11. 11. Influências dos ultrarromânticos <ul><li>“ Está decidido, Charlotte, desejo morrer.(...) Quando leres esta carta, minha querida, a terra fria já estará cobrindo os restos rígidos deste infeliz, deste homem desassossegado que nos seus últimos momentos de vida não conhece doçura maior do que falar contigo. &quot; </li></ul><ul><li>(Trecho do Goethe) </li></ul>
  12. 12. 2ª. Geração – Geração do “mal do século” <ul><li>Egocentrismo </li></ul><ul><li>Ultrassentimentalismo </li></ul><ul><li>Byronismo - Spleen </li></ul><ul><li>Fuga da realidade, evasão </li></ul><ul><li>Satanismo </li></ul><ul><li>A noite, o mistério </li></ul><ul><li>Mulher idealizada, distante </li></ul>Spleen et ideal, Carlos Schwabe, 1896
  13. 13. Ideias Íntimas (fragmento) <ul><li>Oh! ter vinte anos sem gozar de leve A ventura de uma alma de donzela! E sem na vida ter sentido nunca Na suave atração de um róseo corpo Meus olhos turvos se fechar de gozo! Oh! nos meus sonhos, pelas noites minhas Passam tantas visões sobre meu peito! Palor de febre meu semblante cobre, Bate meu coração com tanto fogo! Um doce nome os lábios meus suspiram, Um nome de mulher... e vejo lânguida No véu suave de amorosas sombras Seminua, abatida, a mão no seio, Perfumada visão romper a nuvem, Sentar-se junto a mim, nas minhas pálpebras O alento fresco e leve como a vida Passar delicioso... Que delírios! Acordo palpitante... inda a procuro; </li></ul><ul><li>Embalde a chamo, embalde as minhas lágrimas Banham meus olhos, e suspiro e gemo... Imploro uma ilusão... tudo é silêncio! Só o leito deserto, a sala muda! Amorosa visão, mulher dos sonhos, Eu sou tão infeliz, eu sofro tanto! Nunca virás iluminar meu peito Com um raio de luz desses teus olhos? </li></ul><ul><li>(Lira dos Vinte Anos, Alvares de Azevedo) </li></ul><ul><li>O texto apresenta três partes – sonho, realidade, sonho. Aponte o ínicio e o fim destas partes. </li></ul>
  14. 14. <ul><li>A morte de Chatterton, Henry Wallès, 1856, retrata o suicídio do poeta. </li></ul>
  15. 15. Terceira geração - Condoreira <ul><li>1888 - Abolição da Escravatura </li></ul><ul><li>1889 - Proclamação da República </li></ul><ul><li>Questões Sociais </li></ul><ul><li>Mulher presente, carnal. </li></ul><ul><li>Volta-se para o futuro, progresso. </li></ul><ul><li>“ A praça! A praça é do povo </li></ul><ul><li>Como o céu é do Condor </li></ul><ul><li>É o antro onde a liberdade </li></ul><ul><li>Cria águias em seu calo.” </li></ul>
  16. 16. Sexta parte do poema Navio Negreiro <ul><li>Foste hasteado dos heróis na lança, Antes te houvessem roto na batalha, Que servires a um povo de mortalha!... </li></ul><ul><li>Fatalidade atroz que a mente esmaga! Extingue nesta hora o brigue imundo O trilho que Colombo abriu na vaga, Como um íris no pélago profundo!... ...Mas é infâmia de mais... Da etérea plaga Levantai-vos, heróis do Novo Mundo... Andrada! arranca este pendão dos ares! Colombo! fecha a porta de teus mares] </li></ul><ul><li>(Castro Alves) </li></ul>E existe um povo que a bandeira empresta P'ra cobrir tanta infâmia e cobardia!... E deixa-a transformar-se nessa festa Em manto impuro de bacante fria!... Meu Deus! meu Deus! mas que bandeira é esta, Que impudente na gávea tripudia?!... Silêncio!... Musa! chora, chora tanto Que o pavilhão se lave no teu pranto... Auriverde pendão de minha terra, Que a brisa do Brasil beija e balança, Estandarte que a luz do sol encerra, E as promessas divinas da esperança... Tu, que da liberdade após a guerra,

×