Pine Flash Note: Dinâmica desfavorável para o crescimento
25 de Junho de 2013
O Banco Central divulgou a nota à imprensa s...
No entanto, considerando de um lado a expectativa de continuidade do ciclo de alta da taxa
básica, que implica a elevação ...
Em suma, os dados divulgados em maio trazem sinais mistos: se de um lado o saldo continua
desacelerando e a inadimplência ...
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Pine Flash Note: Dinâmica desfavorável para o crescimento

  1. 1. Pine Flash Note: Dinâmica desfavorável para o crescimento 25 de Junho de 2013 O Banco Central divulgou a nota à imprensa sobre Política Monetária e Operações de Crédito do SFN referente a maio nesta terça-feira. O estoque total atingiu R$ 2.487 bilhões, representando uma alta nominal mensal de 1,5% e anual de 16,1%; assim, frente ao ano passado, continuamos a ver uma desaceleração do saldo total. O crédito direcionado, mais uma vez, impediu um maior resfriamento do estoque (ver tabela abaixo). De qualquer forma, segundo cálculos do BC, a relação crédito/PIB atingiu 54,7% no mês passado contra 50,3% em maio/12; este é seu maior nível desde o início da nova série histórica. Estoque de crédito: crescimento mensal e nominal Fonte: Banco Central; elaboração: PINE Macro & Commodities Research O saldo com recursos direcionados subiu 24,7% na comparação anual e 2,0% na margem, ritmo superior ao saldo com recursos livres, que avançou 10,4% (% a/a) e 1,2% na margem. Os destaques do crédito direcionado foram, mais uma vez, as elevações de 33,8% do crédito habitacional e de 17,0% (% a/a) das operações do BNDES. A moderação do crédito livre veio na esteira tanto do desaquecimento do crédito à pessoa física (PF), que subiu apenas 8,6% (% a/a), quanto à PJ (+12,4% a/a). A desaceleração foi liderada pelo recuo do saldo de crédito para veículos, pelo menor ímpeto do cheque especial e pelo fraco avanço do saldo do cartão de crédito; da mesma forma, segue o abrandamento do crédito para capital de giro. Crédito com recursos livres e direcionados: clara discrepância Fonte: Banco Central; elaboração: PINE Macro & Commodities Research Reflexo do gráfico acima, os bancos públicos seguem ampliando seu market share. O fato explica a redução da taxa de juros média cobrada nas operações de crédito a despeito da elevação dos custos de captação dos bancos. De fato, mesmo com o início do ciclo de alta da Selic e a manutenção da inadimplência em patamares altos, o spread voltou a ceder. No curto prazo, a agressividade dos bancos públicos seguirá limitando o repasse do aumento de custos para as taxas finais. mar/13 abr/13 mai/13 mar/13 abr/13 mai/13 Estoque 1,8% 0,9% 1,5% 16,7% 16,3% 16,1% Livre 1,5% 0,3% 1,2% 12,0% 10,9% 10,4% Direcionado 2,2% 1,8% 2,0% 24,0% 24,5% 24,7% m/m a/a 10 12 14 16 18 20 22 24 26 jan/12 abr/12 jul/12 out/12 jan/13 abr/13 (% a/a) Recursos livres Recursos direcionados Total
  2. 2. No entanto, considerando de um lado a expectativa de continuidade do ciclo de alta da taxa básica, que implica a elevação da taxa de captação e, de outro, a perspectiva de baixo crescimento da economia, que sugere uma maior fragilidade de empresas e famílias, é pertinente considerar uma ampliação das taxas de aplicações dos bancos e dos spreads ao final do 2S13. Agressividade dos bancos públicos e racionamento do crédito privado Fonte: Banco Central; elaboração: PINE Macro & Commodities Research Por falar em inadimplência, a taxa do crédito com recursos livres PF estabilizou em 7,5% em maio depois de quatro quedas seguidas. Para a pessoa jurídica, a taxa permanece próxima à máxima recente, em 3,7%. Para junho, a retomada das concessões foi mais favorável do que o observado no início do ano, o que beneficia a solvência de empresas e famílias. De fato, em maio, as concessões livres de crédito, depois de desacelerarem nos primeiros meses do ano, voltaram a em maio (dados ponderados por dias úteis), com o maior impulsiono vindo da pessoa jurídica. Inadimplência (recursos livres): estabilização da melhora Fonte: Banco Central; elaboração: PINE Macro & Commodities Research 10% 15% 20% 25% 30% 35% 40% 45% 50% 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 Participação porcontrole de capital Público Privado nacional Estrangeiro 3.0 3.3 3.7 4.0 6 7 8 9 mar/11 jun/11 set/11 dez/11 mar/12 jun/12 set/12 dez/12 mar/13 Inadimplência recursos livres PF PJ (dir.) -20% -10% 0% 10% 20% 30% 40% 50% 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 % a/a Público Privado nacional Estrangeiro
  3. 3. Em suma, os dados divulgados em maio trazem sinais mistos: se de um lado o saldo continua desacelerando e a inadimplência parou de cair, de outro o fluxo melhorou e as taxas/spreads voltaram a recuar. A dependência do crédito direcionado e, de forma análoga, do crédito público para sustentar o crescimento acima de 16% preocupa e sugere uma inconsistência nesses níveis. Como argumentamos acima, o ciclo de alta da Selic conjugado com a perspectiva de baixo crescimento da economia implica a ampliação dos spreads e, em um segundo momento, da inadimplência ao final do 2S13. Sendo assim, mantemos nossa expectativa de continuidade do desaquecimento do crédito livre. Marco Antonio Maciel Economista-chefe Pine Marco Antonio Caruso Economista Pine

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