Una Bella Storia      Aproximem-se todos... O espetáculo vai começar! E eu vou trazer paravocês uma lúdica história da his...
tua honra eu os vi se enfrentar em combates sangrentos no grande coliseu eque mais tarde se originaria o alegre e divertid...
se num rodopiar de baianas. Vi também nessa época áurea as belas operasoriundas dos madrigais medievais e, na arte me depa...
pela Grã-Bretanha para o fim do tráfico escravo além das lutasabolicionistas que ocorriam. Com certeza, o Brasil era a ter...
Os imigrantes chegam ao Brasil e são estabelecidos como colonos,eles fixam suas raízes cobertos de esperanças de trabalho ...
origem a uma nova casta – os ítalo-brasileiros, frutos da terra-brasillis     Tudo começou em festa e se transformou em ca...
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Sinopse UIM Carnaval 2012 - Una Bella Storia

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Sinopse UIM Carnaval 2012 - Una Bella Storia

  1. 1. Una Bella Storia Aproximem-se todos... O espetáculo vai começar! E eu vou trazer paravocês uma lúdica história da história, inebriante ao ponto de fazer sonhar! Eusou o polichinelo, o carnaval em sua mais pura essência e vou te guiar! Deixese levar pelo toque do alaúde e mergulhe nessa aventura. Eu vi em antigos tempos uma civilização – a chamada Roma antiga,conhecida pelo furor militar e por seus fortes soldados. Roma como grande conquistadora, acabou por agregar a sua mitologiauma série de deuses gregos e as formas de ritualizá-los. Desta maneira, haviagrandes comemorações nas ruas como as Saturnálias, uma festa com muitacomida e que era dedicada ao deus Saturno. Nessas festas mortais desejavamserem deuses numa total inversão de valores sociais onde o rico vestia-se depobre e vice-verso. Foi lá, onde vi a coroação de um soldado, escolhido por ser o mais belo.Vi-o sendo coroado como o “Princeps” – verdadeiro Imperador da Folia e sevestir de mais extravagante forma. Sua palavra era uma ordem, poderia comerde tudo, beber o que quisesse, experimentar de tudo o que se possa imaginar.Ele era um rei durante as comemorações e, ao fim delas, ele orgulhosamenteentregava-se para ser sacrificado com todas as honras, num templo romano. “IoSaturnália”. Ah! Roma, berço da humanidade e de grandes conquistas. Da loba quealimentou tua raiz e te formou forte como os guerreiros que criastes e que por
  2. 2. tua honra eu os vi se enfrentar em combates sangrentos no grande coliseu eque mais tarde se originaria o alegre e divertido circo que conhecemos hoje. Presenciei a Roma com o fausto de seus Impérios de Césares e Augustus,tendo a águia como símbolo do poder – o pássaro que renasce constantementee jamais mostra sua fraqueza. Eu vi o passar de todos esses Impérios e suadecadência. Vi o Cristianismo triunfar sobre tudo e todos. Essa Roma que nos deixou o legado do Direito até hoje utilizado como abase da ciência do Direito além do latim – origem de muitas línguas modernascomo o português, o italiano, o francês e o espanhol, sofreu com a invasão dosbárbaros e penetrou pela Idade Média onde guerreiros com suas fardasbordadas com a cruz da cristandade combateu uma das mais longas guerras dahistória da humanidade conhecida como cruzadas. Foi nesse tempo da Idade Média que vi na literatura a poesia épica da“Divina Comédia” de Dante Alighieri. Nesse mesmo tempo eu também vi aarte controlada pela igreja e o contraste da riqueza da arte bizantina com suaarquitetura pesada à leveza do gótico com seus vitrais e pinturasevangelizadoras onde o sentimento era o de que o mundo era subordinado aDeus. Nessa Bella Storia, eu vi o florescer do Renascimento com a valorizaçãodo homem. A projeção das ciências nas mãos de Galileu Galilei que mantendosua teoria foi morar entre as estrelas. Vi também nascer a nomenclatura dasnotas musicais, o som da batida dos martelos nas cordas de um piano e o somencantador dos violinos Stradivarius tocando as grandes valsas vienenses como
  3. 3. se num rodopiar de baianas. Vi também nessa época áurea as belas operasoriundas dos madrigais medievais e, na arte me deparei com Leonardo DaVinci, o mais eclético artista de todos os tempos liderando a arquitetura, asartes e ciências. E nas mãos de Michelangelo vi o tocar da mão do criadorsobre a mão da criatura onde Deus e o homem divide o mesmo plano celestial. Vi a chegada da idade moderna onde a literatura se desponta nas mãos deMaquiavel. É tempo de descobertas. O Velho Mundo busca novas terras e ogenovês Cristóvão Colombo participando das expansões marítimas, apresentaao mundo a América. Eu vi nesse século XVIII, o espírito investigativo doscientistas e filósofos iluministas que catapultaram a busca pelo conhecimentoem patamares nunca antes observados. Não por acaso, o desenvolvimento denovas máquinas e instrumentos desenvolveram o advento de Revoluções sendoa principal, a Revolução Industrial e, em pouco tempo, a mentalidadeeconômica de empresários, consumidores, operários e patrões obtiverammudanças que são sentidas até nos dias de hoje. Durante esse tempo, aconteceua unificação da Itália chamada de Risorgimento e eu vi a bota receber suatricolor bandeira representando a esperança, a fé e a caridade inspirada nabandeira tricolor francesa com os ideais de liberdade, fraternidade e igualdade. Nos próximos tempos, eu vi a Itália viver momentos de dificuldades. Aguerra pela unificação italiana, a debilidade da economia italiana associada aalta taxa demográfica e os desempregos foram as maiores causas para que ositalianos deixassem suas terras. Nessa época os Estados Unidos que eram osmaiores receptores de imigrantes, passaram a criar barreiras para a entrada deestrangeiros. O Brasil era uma promessa de uma terra nova e farta com apossibilidade de trabalho e futuro promissor. O Brasil sofria a pressão imposta
  4. 4. pela Grã-Bretanha para o fim do tráfico escravo além das lutasabolicionistas que ocorriam. Com certeza, o Brasil era a terra ideal para osItalianos que embora com saudades da terra distante cantam e dançam atarantela.Canção dos imigrantes vênetos"América Américalá se vive queé uma maravilhavamos ao Brasilcom toda a famíliaAmérica Américase ouve cantarvamos ao BrasilBrasil a povoar"Canção dos imigrantes(Final do século XIX) O Brasil vivia o auge do Ciclo do Café, eu vi os primeiros italianos aquichegarem em terras de Santa Catarina em 1782 vindos das regiões de Vêneto eTrento. O Brasil considerava que o imigrante italiano era um dos melhorespara suprir as necessidades em que o país se encontrava, pois além de serembrancos, também eram católicos. Desse modo, eu vi que a assimilação italianaseria fácil na sociedade brasileira.
  5. 5. Os imigrantes chegam ao Brasil e são estabelecidos como colonos,eles fixam suas raízes cobertos de esperanças de trabalho e estabilidade nanova terra que se apresentava dedicando-se inicialmente à produção dequeijos, vinhos e hortigranjeiros eles formam um grande enlace culturalinfluenciando principalmente a culinária brasileira. Em nossas terras elesmostram o jeito de ser italiano cobertos de alegria através de seus cantos edanças. O jeito hospitaleiro de retribuir as atenções. Mostram a importânciada família que se reúne aos domingos na casa da nona (avó) e faz da cozinha aparte mais importante da casa. Um jeito todo próprio, franco, comunicativo eautêntico. E, se há de se ter mais una bella storia que não seja essas todas quecontamos vamos falar de amor. De um amor que vence barreiras e fronteiras eenlaça em plena guerra dos farrapos Giusepe Garibaldi e Ana Maria de JesusRibeiro mais conhecida como Anita Garibaldi que envolvidos pelo amor epela guerra combatem em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Uruguai eItália. O fruto desse amor rendeu ao casal quatro filhos. O casal passou aandar a cavalo e lutar em guerras sem terem lugar fixo para morar. “Heroínade dois mundos”, Anita Garibaldi é considerada até hoje uma das mulheresmais fortes e corajosas da época tendo em Roma uma escultura em praçapública em sua homenagem Andei, trabalhei, conquistei enfim, esse imenso país. E não reparem nalágrima que corre de meu rosto. Criei junto de vocês uma emocionantehistória que poderia até ser uma “Divina comédia dos tempos”. E comédiasignifica que tudo deu certo ao fim. Pois, nesse trocar de informação culturalentre esses povos que habitam a nova terra, o povo miscigena-se dando
  6. 6. origem a uma nova casta – os ítalo-brasileiros, frutos da terra-brasillis Tudo começou em festa e se transformou em carnaval. É o jeitoBrasitália de ser alegre, feliz e sincero nos sentimentos assim como eu. E écom toda essa sinceridade que dedicamos esse desfile a esse povo nobre quepara nossas terras vieram e aqui plantaram seus conhecimentos só fizeramenriquecer nossa cultura. E é nessa maior manifestação cultural brasileira que é o carnaval quefestejamos a união dessas duas pátrias nos 150 anos da Itália do Brasil naUnião da Ilha da Magia que se veste do Carnaval de Veneza para a justahomenagem. Dessa forma eu, o polichinelo, termino minha estória que poderia atédaqui mesmo recomeçar, pois sou eu, a própria comemoração, pois sou o ReiMomo, o único Deus que sobreviveu da mitologia Greco-romana e sobrevivina festa mais linda do mundo – o Carnaval brasileiro onde a atração principaldeste palco teve a responsabilidade de uma grande história de rica bagagem. UNA BELLA STORIA, de verdade.

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