Edição nº 5

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Edição nº 5

  1. 1. AUTORES ALERTAS Conto de hoje - O Leviatã em: a Filosofia do Poder! SUS: Bode Expiatório da Hegemonia Capitalista Resenha do livro: ‘Educar na Era Planetária’ Dialética Repensar Conceitos Sertanojo Universiotário Alertas em FocoEdição Alertas de Olhonº5 Dicas Alertas Ano2011 Produção Independente
  2. 2. editorial Esta Revista Eletrônica é um documento de livre acesso. Nosso objeti-vo é levar a possibilidade de reflexões a respeito de assuntos que são normal-mente banalizados e facilmente aceitos na esfera social. Projeta-se uma ten-tativa de desbanalização do que nos é apresentado no cotidiano, com profun-da banalidade/normalidade/superficialidade. Cria-se, aqui, um espaço de discussão, reflexão e atitude perante osvários fenômenos e possibilidades (conhecimentos e emoções) que afetamnosso cotidiano. Espaço, este, no qual cada autor poderá tecer suas reflexõesde maneira autônoma. Ressaltamos, entretanto, que as ideias aqui publica-das, são de responsabilidade exclusiva de cada autor, uma vez que a liberda-de de expressão é um exercício constante em nossa revista. Portanto, tendo em vista a liberdade do PENSAR, VOCÊ CARO LEI-TOR, poderá tecer suas opiniões e expô-las também. Os „Autores‟ convidamTODOS a fazerem parte dessas reflexões, lendo, discutindo e, sobretudo,escrevendo. Para expor suas opiniões acerca dos assuntos aqui discutidos ou conhe-cer mais sobre os AUTORES ALERTAS, entre em contato: Blog- http://autoresalertas.blogspot.com (nosso blog) E-mail- autores_alertas@yahoo.com.br Atenciosamente, AUTORES ALERTAS
  3. 3. SumárioARTIGOSConto de hoje - O Leviatã em: a Filosofia do Poder! ............................................... 04SUS: Bode Expiatório da Hegemonia Capitalista .................................................... 05Resenha do livro: ‘Educar na Era Planetária’ ........................................................ 06Dialética ........................................................................................................................ 08Repensar Conceitos ..................................................................................................... 13Sertanojo Universiotário ............................................................................................. 14ALERTAS EM FOCO ................................................... 15ALERTAS DE OLHO ....................................................16DICAS ALERTASCONTRA UM MUNDO MELHOR: ENSAIOS DO AFETO - Luiz Felipe Pondé .......................17TOM ZÉ - O PIRULITO DA CIÊNCIA (2010) .....................................................................17
  4. 4. Conto de hoje - O Leviatã em: a Filosofia do Poder! Geremias Alves - Possui graduação técnica em Design Industrial, graduação em Psicolo- gia e especialização em Psicopedagogia. e-mail: geremais_e_mais@yahoo.com.br „Finalmente, esta forma de Estado – ‘Leviatã’ capaz de „catequizá-lo‟ com poder não pode ser exercida força centralizadora do poder. suas burlarias – seguindo o pre- sem o conhecimento da mente texto da organização; hierarqui- das pessoas, sem explorar su- a; incumbências; desenvolvi- as almas, sem fazer-lhes reve- Instituições sociais – ‘micropoderes’ lar os seus segredos mais ínti- suas ações e técnicas de coerção mento ‘biopsicosocioespiritual‟. mos. Implica um saber da privilegiam a lei como manifesta- O ESTADO é forte e sistemati- ção do poderio Leviatã. zador. Lutar contra beira o consciência e a capacidade de dirigi-la‟. „holocausto‟ para os intrépidos (FOUCAULT, 1995, p. 237). Indivíduo – „contribuinte‟; „recurso a e a „prevaricação e/ou ser usado‟ sacrilégio‟ para os desavisados Talvez que todas as nossas sua existência é o „fato gerador‟ e pusilânimes. Porém, nem tu- lutas e labutas; todo o levantar do „imposto poder‟. do são exéquias!!! O ESTADO cedo; toda a opinião e/ou toda a é generoso com aqueles que A aplicação do poder tem posição com relação a algo; to- aceitam ser seus súditos reais. como destino o indivíduo que das as relações por mais polidas Aqueles que aceitarem sua já nasce carregado de incum- que sejam; todos os nossos com- pungente realidade serão bene- bências de que ainda nem tem portamentos possam significar ficiados de alguma forma. Suas ciência e em alguns casos nem interesse/sujeição por ou ter por „ruas sem saída‟ serão asfalta- irá tomar conhecimento durante escopo um norte centralizador - das; receberão altos cargos e toda a sua passagem pela exis- „O PODER‟ – „o fazer valer a boas promoções; suas tência. vontade‟. É certo que os seres de „licitações‟ serão aprovadas; A aplicação acontece por nossa espécie convivem e, até suas „prestações de serviços‟ intermédio das „subservientes e que se prove o contrário, de ma- bem remuneradas; seus facilitadoras do processo‟ – as neira „hierarquizada‟(distribuída „cargos‟ mantidos e suas voli- instituições sociais – cuja exis- em castas; contratos sociais; cf- ções aceitas cfme a VOLIÇÃO tência/permanência está atrela- me status; etc...). Isso poderia maior e absoluta – O LEVIA- da ao domínio do poder maior, significar organização social; TÃ. o ESTADO. Este por sua vez responsabilidades; incumbências; manda e desmanda (vigia; pu- ou ainda – e o que parece mais REFERÊNCIAS ne; disciplina...) dentro de nor- FOUCAULT, M.. O sujeito e o po- sensato e significativo – um do- mas estabelecidas os comporta- der. In: DREYFUS, H. & RABI- mínio de relações estratégicas da NOW, P. Michel Foucault. Uma tra- mentos.Como acontece isso? „governamentalidade‟ entre os jetória filosófica: para além do estru- Através da coerção exerci- grupos e indivíduos – relações turalismo e da hermenêutica. Rio de da pelas instituições – cujo po- estas que têm como questão es- Janeiro: Forense Universitária, 1995. der é maior que o indivíduo e HOBBES, T. Leviatã. Martin Claret. sencial a conduta do outro ou dos outros, e que podem fazer uso de técnicas e procedimentos diver- sos, dependendo dos casos, dos quadros institucionais em que elas se desenvolvem, dos grupos sociais e até de uma época espe- cífica. Utilizando as ideias de Tho- mas Hobbes em sua obra „Leviatã‟ e de Michel Foucault sobre o „poder‟ é possível através04 de uma aparição gráfica demons- trar como funciona esta dinâmi- ca. CHAPLIN, C. Filme: O grande ditador. Keystone Studios.
  5. 5. SUS: Bode Expiatório da Hegemonia Capitalista Rosina Forteski: Contista e estudante de Psicologia. e-mail: sinateski@fameg.edu.br "as doenças do homem (...) certamente diminui a depen- sujeito se mede pela sua capa-são dramas da sua histó- dência medicamentosa, resul- cidade de produção e o indivi-ria" (GANGUILHEM, 2002) tando assim numa avaria desas- dualismo prevalece supremo, trosa para a indústria farmacêu- porém hipócrita; pois o engaja- O Sistema Único de Saúde tica cuja sede de lucros é insa- mento social existe, desde quebrasileiro (SUS) é um projeto ciável. Num previsível efeito fique longe dos impostos decuja proposta compreende o ho- cascata diminuem-se ainda os cada um. Neste sentido, socie-mem na sua totalidade, respeitan- possíveis atendimentos médi- dade é um conceito utópico quedo questões básicas antes menos- cos privados e o crescente abo- preserva e promove o louvorprezadas como a territorialidade canhar dos planos de saúde pa- absoluto aos direitos individu-do indivíduo e a multidetermina- gos. ais em detrimento do coletivo,ção de seu sofrimento. Embora Portanto, um simples olhar fomentando uma cultura cujosreconhecido e copiado por inú- mais acurado sobre a aplicação ideais aprovam o desprezo aomeros países, aqui a implementa- do SUS que temos hoje em vi- infortúnio alheio, sobrepujandoção desta proposta de Saúde Inte- gor traz à tona questões políti- as responsabilidades éticas degral ainda cheira a tinta fresca e cas, econômicas e sociais que cada cidadão enquanto membrose sustenta aos trancos, denunci- certamente merecem questiona- de uma coisinha boba chamadaando uma funcionalidade sofrível mentos e readequações que se Humanidade.e uma cobertura geralmente insu- levados a sério seriam um gran- Portanto, é evidente queficiente. Tal afirmativa sugere a de incômodo para a iniciativa favorecer um sistema que au-existência de influências contrá- privada e seus discípulos fervo- menta a autonomia dos indiví-rias às demandas que surgem de rosos. No entanto, as divergên- duos parece ser um risco muitosua operacionalização e a crítica cias mais preocupantes ainda alto a se correr. Como resulta-aqui feita percorre um caminho são as relacionadas aos aspec- do, a Cultura deste país nãoinverso dessas manipulações mo- tos culturais envolvidos. Ocor- compreende os conceitos denetárias camufladas, pois se faz re que estes dois processos es- Universalidade, Eqüidade evisível e assume posicionamen- tão claramente interligados e Integralidade como característi-tos. uma análise que dispensasse cas que deveriam transcender a Muito se fala sobre os baixos um ou outro estaria deficiente cartilha do SUS para fazer par-salários, o orçamento desequili- em relação a uma descrição te da base do repertório debrado e a principal característica justa das relações que controle comportamentos do cidadãoda sua demanda de atendimento: que mantém uma efetivação que descreve uma nação bema população pobre. É quase lógi- insuficiente deste sistema. Po- educada, politicamente ativa e,co que se as filas do SUS estives- rém e contudo, a criticidade portanto, cujos direitos não sãosem lotadas de indivíduos com comumente não é uma caracte- facilmente alienados, como o-maior poder aquisitivo, pressões rística presente no comporta- corre aqui.seriam feitas e melhorias seriam mento dos usuários do SUS,providenciadas. Mas por que a- que acima de tudo estão por REFERÊNCIASchamos que a população menos demais ocupados com as agru- Canguilhem, G. (2002). Une pédago- gie de la guérison estelle possible? Enfavorecida não é capaz de reivin- ras de seu sofrimento potencia- G. Canguilhem (Ed.), Écrits sur ladicar reformas? Simples, esta lizadas, sem dúvida, pelo pre- Trabalho, saúde, transtornos men-não é a função da Educação que cário atendimento que rece- tais 183 Psicologia em Estudo, Ma-recebemos, e sempre é importan- bem. ringá, v. 11, n. 1, p. 175-183, jan./abr.te ressaltar: o bom funcionamen- Ainda se fala em Saúde sem 2006 médecine (pp. 69-100) Paris: Seuil. (Original publicado em 1978).to do SUS não é interessante para se falar em Educação, aí se tema minoria que comanda este país. planos de ação fadados ao fra-Trocando em miúdos: uma estra- casso, cuja lógica não alcança otégia cuja proposta prevê a pro-moção de saúde nos pilares povo que é ensinado a viver sob os preceitos do capitalismo 05fundamentais de sua atenção extremo, nos quais o valor do
  6. 6. Resenha do livro ‘Educar na Era Planetária’ Thiago Alex Dreveck - Biólogo e Educador. Pós-graduando em Interdisciplinaridade. e-mail: tofubiologo@hotmail.com Deve assumir-se perante a desenvolvimento ilusório de a MORIN, Edgar; CIURANA, E- Tríplice Tragédia: da Informa- „Idade de Ferro Planetário‟, no milio-Roger; MOTTA, Raul Do- ção (aumento exponencial das qual ainda estaríamos. Fala-se mingo. Educar na era planetá- informações), da Reflexão que, apesar de o quadrimotor - ria: o pensamento complexo (limites entre o saber e o não ciência, técnica, indústria e in- como método de aprendizagem saber) e da Complexidade teresse econômico – há, ainda, pelo erro e incerteza humana. (risco de fechar o objeto de co- a possível emergência de uma 3.ed. São Paulo: Cortez, Brasilia, nhecimento VS superficialida- sociedade-mundo, onde a mun- DF: UNESCO, 2009. de). dialização favorece o desenvol- O segundo capítulo (A vimento de uma consciência Síntese da Obra Complexidade do Pensamento aguda, sustentável, que expan- Complexo) traz, de inicio, uma de o humanismo. Cita-se a ne- “Educar na era planetá- explanação sobre a etimologia cessidade, de uma Antropolíti- ria” (figura 1) é uma obra dividi- e o sentido etimológico da utili- ca. da em quatro partes (três capítu- zação da palavras „complexo‟ e No Epílogo: „A missão da los mais epílogo): O Método „complexidade‟. Propõe-se Educação para a Era (cap.1), A Complexidade do Pen- complexidade como a percep- Planetária‟, deixa-se claro que samento Complexo (cap.2) , Os ção de elementos antagônicos o papel da Educação não está desafios da era planetária (cap.3) que se entrelaçam, bem como a em buscar uma salvação, ne- e A missão da educação para a importância da dúvida para a cessariamente, mas procurar o era planetária (epílogo). complexidade. desenvolvimento da hominiza- No primeiro capítulo (O Mé- A seguir discute-se a dife- ção. todo) da obra é proposta a tenta- rença de caos para a complexi- Critica-se, aqui, a visão de tiva de romper com a visão deter- dade e para o determinismo. De „desenvolvimento‟ que os ditos minista de „método‟. Pensa-se acordo com a obra, para o pen- subdesenvolvidos têm e a visão „método‟ como caminho, como samento determinista, a incer- de „subdesenvolvimento‟ que um ensaio gerativo e estratégico. teza é resultado de fraqueza/ os ditos desenvolvidos têm. A Visando abranger as situações insuficiência, enquanto que pa- interpretação de Desenvolvi- complexas (ordem/desordem, ra a complexidade o conceito é mento e Subdesenvolvimento determinismo/acaso, etc) pro- mais rico e relativiza a idéia de pode depender do ponto de vis- põem-se, ainda, um método que „ordem‟. ta. valorize a experiência, o cami- Caracteriza-se, ainda o Pen- nhar. Que valorize, com devida samento Complexo como um atenção, o Erro, a experiência pensamento mais potente, visto trágica. Um método que dissolve que reconhece o movimento e a -se ao caminhar, que fundamenta imprecisão. Adverte-se que a -se na ausência de fundamentos, complexidade não exclui o que praticamente confunde-se simples, mas o integra. Impera- com a própria teoria e que assu- se, pelo Pensamento Comple- ma alguns princípios metodoló- xo, a Ciência com Consciência. gicos específicos para „pensar „Os desafios da era complexo‟ (Sistêmico; Hologra- planetária‟, é o título do capítu- mático; Retroatividade; Recursi- lo 3. Nele, é exposto, tendo em vidade;Autonomia/Dependência; vista um olhar histórico, o ce- Dialógico; Reintrodução do su- nário que foi criado no mundo jeito em todo conhecimento). a partir de práticas predatórias Figura 1: Livro “Educar na Era06 O método proposto deve ad- de exploração, violência, des- Planetária: o pensamento comple- xo como método de aprendizagem mitir a tensão entre o inacaba- truição e escravatura. pelo erro e incerteza humana.” mento e o ponto final. Determina-se essa Era de
  7. 7. Finaliza-se, comentando na Há grande discurso sobre am- (científica / filosófica / am-obra, que para a realização de pliação do método para vislum- biental / econômica / sociológi-uma Era Planetária, unem-se aos brar os fenômenos, admite-se ca / antropológica ), estaríamosprincípios geradores e estratégi- os grandes desafios da socieda- ampliando nosso modelo ético,cos do método (capítulo 1) al- de moderna, percebe-se a im- ou apenas mascarando-o porguns eixos-diretrizes: conservad- portância de entender as limita- não termos mais alternativasor/revolucionante; progredir re- ções de nossa forma de pensar, perante a tragédia que nos es-sistindo; repensar o desenvolvi- no entanto, ainda percebe-se pera?mento e a idéia subdesenvolvida maior ênfase em resolver a cri-de subdesenvolvimento; regresso se da humanidade. Recomendaçõesdo futuro e reinvenção do passa- Claro que é, também, pordo; complexificação da política e meio das crises que amplia-se a Recomendo a qualquerPolítica da complexidade; civili- visão de mundo, mas até que individuo que deseja refletir/zar a civilização. ponto não estamos, mais uma discutir/sentir os atuais desafios vez, sendo egocêntricos quanto da modernidade, que estão can-Análise Crítica as crises que se nos apresen- sados de aceitar a mesmice de tam? Até que ponto não estare- nossos dias e cultura. Educar A obra proporciona uma lei- mos criando mais um ideal de na Era Planetária, interessa atura agradável, de fácil acesso, e “humanidade” (hominização) qualquer um que, independenteao mesmo tempo inovadora. Isso que nos molda apenas para ten- da formação acadêmica, querdevido as idéias e discussões que tar domar os intempéries da apropriar-se de discussões refe-ela proporciona. A forma de divi- nossa trágica existência? Com rente as atuais crises contempo-são dos temas do livro e a utiliza- todas as crises que, atualmente, râneas (econômicas, ambien-ção de citações da literatura tam- se apresentam na modernidade tais, éticas, filosóficas etc).bém ilustram, de forma brilhante,a obra. Credenciais dos Autores MORIN, em Educar na Era Nascido em 1921, Paris, Edgar Morin é um sociólogoPlanetária, propõem uma amplia- propagador do pensamento complexo. Fez estudos de His-ção do método muito relevante. tória, Geografia e Direito. Participou do movimento deA ampliação do método determi- resistência à ocupação nazista. Foi comunista, porém,nista para um método que apro- mais tarde foi desligado deste movimento. É doutor hono-veita brechas, imprevistos, tragé- ris causa em universidades de vários países e presidente da Associação para o Pensamento Complexo.dias, é, sem dúvidas, algo de exí-mia importância para que consi- Emilio-Roger Ciurana é professor da Universidade degamos compreender o cotidiano Valladolid na Faculdade de Filosofia e Letras. Professormoderno. De fato, falta-nos enca- do Programa Interuniversitario de Experiência de Castillarar os fenômenos como comple- e León. Trabalha nas seguintes linhas de pesquisa: Episte- mologia dos processos complexos nas Humanidades; Es-xos. tratégias do pensamento aplicadas a educação, em particu- Assimilar o mais profundo lar: Educação para a cidadania e Educação para a comuni-sentido da noção de o que é o cação intercultural; Estratégias do pensamento para a“complexo” também é algo que compreensão da relação entre o local e o global no contex-semeia grande ignorância na atu- to planetário.alidade. A necessidade de se des- Raul Domingo Motta é formado em Letras e Filosofia,velar o significado do complexo mestre em Administração e Doutor em Letras. Tem traba-com seus antagonismos e desafi- lhado com: Problemas de gestão de conhecimentos e me-os é outro fator importantíssimo todologias inter, multi e transdisciplinares; a Revista Pen-destacado na obra. samiento & Transdisciplinariedad (Universidade Autôno- ma de Nuevo León, Monterrey, México); o Instituto Inter- Todavia, não tenho o mesmo nacional para o Pensamento Complexo; a Cátedra Itine-otimismo que os autores no que rante UNESCO: “Edgar Morin” para o Pensamento Com-tange ao processo de hominiza-ção para a provável Era Planetá- plexo. Possui ampla experiência na docência do Ensino Superior e tem vários cargos honorários em centros de 07ria. estudo que abrangem o Pensamento Complexo.
  8. 8. Gabriel Horn Iwaya - Gastrônomo. Pós- graduando em Interdisciplinaridade. e-mail: gabrieliwaya@hotmail.com Dialética Para uns filha de Sócrates, argumentações de outro filóso- O responsável pela volta da para outros filha de Zênon de fo, Parmênides, o que dificulta prática dialética foi Aristóteles, Eléia, a palavra dialética, ou a assim os avanços do conheci- um século depois da morte de arte do diálogo, é originária da mento científico dentro dos as- Heráclito. Aristóteles coloca Grécia antiga. Seu significado pectos mais dinâmicos e instá- novamente em questão os mo- ganhou mais abrangência e espe- veis de realidade. (KONDER, vimentos dos objetos, com seus cificidade, com o tempo, tornan- 1995). conceitos de ato e potência, do-se a arte de, no diálogo, cons- Vindo da escola eleática, onde existem potencialidades tituir uma tese por meio de argu- fundada por Xenófanes, Parmê- que estão se atualizando, con- mentações que definam e distin- nides nega a ideia do politeís- seqüentemente se transforman- guam os conceitos envolvidos. mo e do antropomorfismo de do em realidades efetivas - co- Contudo, na concepção moderna, Homero e de Hesíodo, aceita mo uma semente, árvore em dialética significa o modo de uma única substância divina, potência, ou uma árvore, se- compreender a realidade como eterna e imutável. Admiti o ser mente em ato. Graças a ele a essencialmente contraditória e uno e imutável, característico filosofia não abandonou por em permanente transformação. da corrente filosófica eleática completo o estudo do lado mu- (KONDER, 1995) de Xenófanes, subtraindo, con- tável e dinâmico do real. Carregando este sentido mo- tudo, seus atributos divinos. (KONDER, 1995) derno da palavra, Heráclito de Caracteriza a mudança como Na transição da Idade Anti- Efeso “O Obscuro”, é o pensador um fenômeno superficial e a ga à Média a dialética sofre mais radical da antiga Grécia. essência profunda do ser como novo abalo. Com o regime feu- (KONDER, 1995) Pertencente ao imutável (metafísica). dal a estratificação social man- período naturalista do pensamen- (PADOVANI, 1956) têm a sociedade dividida em to clássico, o pensamento filosó- A meta física conquista sua classes impossibilitando altera- fico de Heráclito, pode-se resu- hegemonia não apenas pelo ções significativas de ascensão mir em três princípios: 1º – O apelo filosófico que a consenti- ou melhora das condições de elemento primordial, a essência ram. As classes dominantes vida. A ideologia do pensa- da realidade é o vir-a-ser: Tudo existentes também se valeram mento cristão vigente constitu- muda, tudo se encontra em per- das argumentações de Parmêni- iu-se, dentro dos mosteiros, pétuo fluxo. A realidade esta su- des para seus interesses dentro como monopólio da igreja, for- jeita a um vir-a-ser contínuo. O da sociedade, ligando-a aos çando a dialética à abrir cami- imutável dentro da realidade é a seus valores e conceitos, de nhos distantes das zonas de lei universal do devir. 2º – O vir- modo a garantir a manutenção dominação imperial da teologi- a-ser é antítese. 3º – Tese e antí- do seu regime social vigente, a. (KONDER, 1995) tese são reconduzidos à estabili- aos quais os valores de mudan- No século XIV, XV e XVI, dade e à unidade pela harmonia. ça e movimento não são inte- com as grandes navegações, a Os contrários encontram a unida- ressantes. (KONDER, 2005) chamada “revolução comerci- de do real sobre a ótica da lei di- al”, o início do pensamento alética, racional, do vir-a-ser. moderno (Renascença, racio- A importância de Heráclito e Par- (PADOVANI, 1956) mênides é tal, que o pensamento nalismo, empirismo, iluminis- Ao Considerar que tudo exis- posterior representa uma supera- mo) e a descoberta das Améri- te em constante mudança, negan- ção e uma síntese dessas duas cas, começa a despertar novas do a existência de qualquer esta- filosofias, do ser e do vir-a-ser. O reflexões filosóficas que iram bilidade no ser, onde o conflito é reconhecimento da realidade do se opor aos hábitos mentais da vir-a-ser (Heráclito), bem como o pai e o rei de todas as coisas, da realidade do imutável Idade Média através das artes e Heráclito provoca perplexidade (Parmênides), fixa uma conquista das ciências e com isso o mo-08 quando coloca o problema aos gregos. Defronte com esta tese, preciosa e definitiva do pensa- mento grego. (PADOVANI, 1956, p.50) vimento ganha destaque nova- mente, como tema fundamen- os gregos, preferem considerar as tal, no centro dos debates.
  9. 9. Nicolau Copérnico traz à luz sua verificação da hipótese. lorizando osegundo, compro-teoria heliocêntrica, retirando a Esta, se confirmada a partir do metidos pela incapacidade hu-terra do centro do universo; Gi- método, transforma-se em lei. mana de conhecer a verdade.ordano Bruno glorifica o homo Com Galileu se inicia a tendên- (PADOVANI, 1956)faber; Galileu e Descartes desco- cia filosófica que dará subsí- Como opositor da correntebrem o estado natural constante dios para René Descartes fun- racionalista, Blaise Pascal,de movimentação dos corpos; e dar as correntes racionalistas, e grande físico e matemático,Pascal reconhece o caráter dinâ- abrir caminho para o pensa- com profunda ligação religiosamico, instável e contraditório da mento moderno. (PADOVANI, e cristã, classifica os conheci-condição humana.(KONDER, 1956) mento de Descartes dentro de1995) Descartes dedicou-se a car- um conjunto do esprit géomé- A ciência alcança, na Renas- reira militar no início de sua trique, válido apenas ao mundocença, sua maior expressão his- juventude da qual logo aban- físico, mas que não chega atórica. No que diz respeito a as- donou para voltar-se inteira- Deus, contrapondo-o com atronomia ressalta-se os nomes: mente, o estudo cientifico, sua razão integral, esprit de finesse,Nicolau Copérnico, Galileu Gali- vocação. Viajou pela Europa que leva ao cristianismo, meta-lei e Johannes Kepler. Copérni- por nove anos, observando e físico. “Não nos sustentamosco, fundador da doutrina astronô- estudando a realidade do mun- na virtude por nossa própriamica heliocêntrica, dedicou sua do, para depois ater-se por força, mas pelo contrapeso devida às meditações astronômicas, completo a meditação filosófi- dois vícios opostos, assim co-cujas contribuições de Galileu se ca até o fim da sua vida. Ape- mo ficamos de pé entre doisfizeram fundamentais, não só sar de católico e de admitir a ventos contrários: tirai um des-astronomicamente falando. Apri- criação do mundo de acordo ses vícios, e caímos no ou-moradas novamente por Kepler com a ótica cristã, Descartes tro.” (PASCAL, 1995, p.220).que fixou as três leis que regulam isola inteiramente a filosofia Sendo assim, Pascal abreo movimento dos planetas em da religião devido a impossibi- um caminho dialético originaltorno do sol. Kepler também de- lidade de aceita-la dentro do da filosofia com destino à reli-fendia o princípio de que a natu- seu racionalismo. Este caráter gião, colocando a espiritualida-reza é regida por leis matemáti- imanente presente em seu ra- de como fator fundamental pa-cas: ubi materia, ibi geometria. ciocínio refletirá por vez na ra resolução eficaz dos proble-Ficará a cargo de Newton, poste- filosofia de Spinoza, um dos mas da vida, essencialmente oriormente, completar o sistema representantes, continuadores problema do mal, tornando vá-com a lei de gravitação universal, do racionalismo.(PADOVANI, lido os antigos dogmas cristãosjustificando o equilíbrio dos cor- 1956) - a queda original e da reden-pos celestes. (PADOVAI, 1956) “O discurso do método”, ção pela cruz – após uma justi- Diferente de Aristóteles e To- uma das obras-prima do filóso- ficação positiva, histórico-más de Aquino, Galileu, não bus- fo, deu origem ao método car- integral, do cristianismo.ca, a partir da experiência, trans- tesiano, resumidamente explici- (PADOVANI, 1956). Outroscende-la para construção de uma tado em quatro fases: intuição é grandes pensadores utilizarammetafísica geral, fixando-se no o começo do conhecimento; elementos vindos da correnteâmbito da própria experiência. O análise, distinção e isolamento dialética, porém, de certo mo-teórico, ao fundamentar o conhe- das variáveis; síntese onde o- do, todos viviam em uma situa-cimento sobre a experiência, a- corre a dedução do sentido; e a ção de isolamento da realidade,plica a matemática à física (físico enumeração completa, conclu- longe dos movimentos práticos-matemática) constituindo um siva. Admitindo que assim po- e por isso mantinham visõeselemento verdadeiramente racio- der-se-ia criar um sistema con- deturpadas do processo trans-nal, de grande valia a ciência creto da realidade faz-se uma formador da condição humanamoderna. Empenhado na consti- cisão entre os saberes submeti- e das estruturas sociais, pecan-tuição desta ciência nova, Gali- dos a apreciação do método do, hora por demasiado otimis-leu, elabora o seu método basea-do: a) na observação; b) na hipó- científico (racional) e dos sabe- res recebidos como tradição mo superficial, hora por dema- siada melancolia conservadora 09tese; c) na experiência ou (sensível), logicamente desva- negativista. (KONDER, 1995)
  10. 10. Na segunda metade do século repleta de “antinomias” irredu- XVII, com o amadurecimento do imprescindível da natureza huma- tíveis a qualquer lógica do pen- na, que exige também a igualdade processo histórico que resultou dos homens, em virtude precisa- samento humano (KONDER, na Revolução Francesa, as cor- mente, da natureza em comum. 1995) rentes do Iluminismo espalharam Tal natureza humana, sem os Georg Wilhelm Friedrich -se pela sociedade e acompanha- males da civilização, produzirá Hegel, posteriormente, de- ram de perto o desenrolar dos frutos de fraternidade universal. monstra que a contradição não (PADOVANI, 1956, p.289) acontecimentos, articulando-se é apenas uma dimensão essen- para que o que restou do regime cial na consciência do conheci- feudal desaparecesse, dando es- Na virada do Século XVII mento, mas era um princípio paço para um mundo novo, ra- já não era possível conter até básico atrelado à consciência cional. Em suma os iluministas mesmo os conflitos políticos do sujeito e da realidade objeti- interviram com visões simplifi- internos nos palácios. A reper- va. Antes de questionar “O que cadas do processo de transforma- cussão nas ruas junto dos ideais é o conhecimento?”, Hegel, ção social sem exercitar a refle- Iluminista desencadearam, no questiona o “é”, ou seja, passa xão dos próprios atos e suas con- Século XIX, a Revolução Fran- da questão do conhecimento tradições, salvo algumas exce- cesa, atingindo não só os países para a questão do ser. ções, por exemplo: Denis Dide- da Europa como outros conti- (KONDER, 1995) rot que desconfiava de qualquer nentes. O movimento causado Hegel encontra em Kant um tipo de imposição de ordem em pela revolução refletiu-se na ponto comum de reflexão ao um contexto constantemente mu- filosofia, em especial na cidade considerar, também, que sujei- tável; e Jean-Jacques Rousseau, de Kõnigsberg, na Prússia Ori- to humano sempre interfere que embora divergisse de Dide- ental (hoje Kalingrado da Uni- ativamente na realidade. Ape- rot em grande parte, não se dei- ão Soviética) influenciando, sar de entusiasmado com a Re- xava intimidar por uma Imanuel Kant, considerado ho- volução Francesa, quando o “ideologia de ordem”. je o maior pensador metafísico poder de intervir na realidade (KONDER, 1995) moderno. (KONDER, 1995) lhe pareceu quase ilimitado, Rousseau pode ser considera- Com a revolução histórica Hegel, observando o decorrer do a figura mais singular do ilu- ocorrendo, quebrando as roti- histórico - a fase negra da Re- minismo francês ao mesmo tem- nas e expondo as contradições, volução Francesa que se revela po em que superou o iluminismo Kant ateve-se especificamente no reflexo da lâmina de sua rumo ao romantismo. Calvinista, a ela, a contradição, no sentido guilhotina; junto da tomada da converteu-se ao catolicismo, re- geral. Kant questiona a assimi- posse e queda de Napoleão; a tornou novamente ao calvinismo, lação proveniente do meio ex- dominação européia pela polí- no fundo optou por aderir apenas terno, não reduzindo a consci- tica ultraconservadora da Santa a religião natural. Não encontrou ência humana à uma registra- Aliança; sem contar as condi- sossego dentro de nenhuma con- dora de acontecimentos, mas ções precárias em que se en- cepção ideológica. Para Rousse- como proveniente de um ser contrava a Alemanha segmen- au, a civilização, a sociedade que interfere ativamente na rea- tada em governos regionais corrompem o homem e sua rota lidade, e isto muda completa- reacionários - aprofunda sua de fuga é o retorno a origem, no mente a forma de compreender reflexão sobre o homem e a sentido cronológico, ao estado o processo de conhecimento transformação da realidade, primitivo, originário da humani- humano. (KONDER, 1995) sendo em última análise, a rea- dade. (PADOVANI, 1956) Antes de interpretar a reali- lidade objetiva quem impõe o dade, Kant, coloca a seguinte ritmo e as condições para que O homem não deve ser a roda de isso ocorra. (KONDER, 1995) uma máquina em uma sociedade questão: o que é conhecimen- materialista; a vontade individual to? Tendo em mente que não Hegel, no entanto, não se não deve ser prisioneira de uma seria possível conceber uma ateve à essas considerações e vontade coletiva; o espírito não compreensão externa, a poste- seu aprofundamento e reflexão10 deve ser exterioridade, e sim interi- oridade. A liberdade não é apenas riori, antes de se fixar na refle- xão do que ele chamou “razão mais radical foi sobre a revolu- ção industrial que ocorreu na um direito, mas um dever pura”, a priori, razão esta, já Inglaterra. Neste contexto, He-
  11. 11. gel acredita que, é no trabalho modifica a natureza e cria a si dentro do sistema capitalista,que o desenvolvimento humano mesmo. A crítica de Marx à possibilita a existência de clas-se realiza e se reproduz; é através ideologia hegeliana pode ser ses: dominantes, que serão a-dele que podem ser compreendi- compreendida a partir da con- quelas que dispõe dos meios dedas as formas complicadas da cepção marxista de homem, produção material e espiritual;atividade criadora do sujeito; onde este é constituído a partir e dominadas. Esta estratifica-com o trabalho o homem modifi- de suas relações materiais den- ção social é ilustrada, de umca, fazendo uso de sua habilidade tro de um contexto histórico, ao lado, pelos ideólogose persistência, a resistência do passo que para Hegel não. Este (formadores de ilusões a res-objeto; sem o trabalho não have- por sua vez considerava a reli- peito de si), que constroem suaria a relação sujeito-objeto. giosidade, formadora da cons- ideologia de dominação ao pas-(KONDER, 1995) ciência, inerente ao homem. so que os demais se relacionam O trabalho é conceito-chave à (MARX, 2009) com essas ideias de forma pas-compreensão da superação dialé- A opção pelo ateísmo siva e receptiva, impossibilita-tica de Hegel. Na concepção do leva Marx a abandonar os prin- dos de produzir ideias e ilusõesfilósofo, a aplicação de três sig- cípios idealistas de Hegel atre- a cerca de si, em suma, inó-nificados do verbo suspen- lados a religião, salvo o método cuos.der,“aufheben”, (negar, conser- dialético, e a partir dos estudo Embora de modo poucovar, elevar) à dialética, resulta sobre o materialismo de Lud- convencional, O Capitalsimultaneamente: 1) em uma ne- wig Feuerbach desenvolve sua (MARX, 1983) conquista seugação de uma determinada reali- crítica. “Os filósofos se limita- espaço ao desenvolver, semdade; 2) na conservação de al- ram a interpretar o mundo de qualquer exposição sistemática,go essencial contido nela; 3) e na diferentes maneiras; mas o que porém, aplicando em tudo e porelevação dela a um nível superi- importa é transformá- tudo, a metodologia do materi-or. Relacionando ao trabalho: lo.” (MARX, 2009, p.120) A alismo dialético. As teorias le-primeiro a matéria-prima é nega- partir deste ponto o homem en- vantadas por Marx o colocam,da em seu estado natural; ao tra em cena em seu real proces- com todo o mérito, junto dosmesmo tempo algo em sua essên- so de desenvolvimento, em um criadores de ideias que marca-cia é conservada; para que assu- processo ativo vital, onde a ram época na construção doma uma nova forma e valor, sa- história deixa de ser idealista, conhecimento, de Aristóteles àtisfazendo os objetivos humanos. especulativa. (MARX, 2009) Hegel. A unificação interdisci-(KONDER, 1995) plinar das Ciências Humanas, Do Hegelianismo surgiu Karl Quando deu à dialética a configu- feita por Marx, o possibilita ração materialista necessária,Marx, um de seu alunos, com Marx expurgou-a das propensões tecer críticas ao sistema capita-uma vida um pouco mais atribu- especulativas e adequou-a ao lista e tornou-se instrumentolada, ligou-se cedo ao movimen- trabalho científico. Ao invés de essencial para o seu estudoto operário e socialista, lutando subsumir a ontologia na lógica, geral.junto dos trabalhadores, viveu na são as categorias econômicas e Marx deixa seus escritos sua história concreta que põem àpobreza e grande parte da vida prova as categorias lógicas e lhes dialéticos inacabados, concluí-no exílio. Considerou a visão He- imprimem movimento. […] Mas, dos postumamente por Engels,geliana do trabalho demasiada- ao contrário de reprodução passi- em três leis gerais da chamadamente intelectual, abstrata e uni- va, de reflexo especular do ser, o “dialética da natureza”: 1) dalateral ao passo que ignora o tra- pensamento se manifesta através passagem da quantidade à qua- da ativa intervenção espiritualbalho físico, material e seus pon- que realiza o trabalho infindável lidade e da qualidade à quanti-tos negativos, incapaz de analisar do conhecimento. (MARX, 1983, dade; 2) da interpretação dosos problemas ligados à divisão p. 26) contrários; 3) da negação dado trabalho, alienação e estratifi- negação. (MARX, 2009). Im-cação social, gerados, principal- Marx(2009) entende que a portantes pensadores ainda de-mente, com o advento do capita- divisão do trabalho, espiritual fenderam e usaram dos concei-lismo. (KONDER, 1995)Marx e Hegel concordavam que (intelectual) e material, causa e fruto do acúmulo de capital e tos de Hegel e aperfeiçoamen- tos de Marx à dialética, – desta- 11através do trabalho o homem propriedade privada, gerados cam-se Lênin; Georg Lukács;
  12. 12. Antonio Gramsci; e Walter Ben- refazer-se. Não se encerrando o conhecimento, mas, o movi- jamin – contudo, após a morte de nos limites de uma razão abs- mento que ele gera. A impor- Lênin, desencadeia-se um movi- trata, ela abre espaço à diferen- tância maior de se educar para mento antidialético, representado ça, ao acontecimento e à subje- uma era planetária está profun- principalmente por Josef Stálin, tividade, mantendo-se viva. A damente ligada a uma práxis, após assumir a direção do PC da urgência de se recriar esta dia- de uma reflexão teórica sobre a URSS e do Estado Soviético, e- lética, criativa e aberta, para realidade, como ação transfor- xercendo enorme influência so- que ela forneça subsídios à prá- madora. Qual o sentido da pes- bre o movimento comunista tica, como elemento extradisci- quisa senão a extensão, a busca mundial. (KONDER, 1995) plinar, orientado a reflexão só- pela alteração social, pela revo- Em Marx, Engels e Lênin, a cio-politica é o desafio funda- lução, pela transgressão! Para prática exigia uma auto-reflexão mental para compreensão de que fins despendemos, horas, constante que possibilite o apri- qualquer prática, seja ela disci- anos, vidas, de pesquisa, em moramento da teoria ao passo plinar ou interdisciplinar. benefício de o quê ou de que para Stálin, “talentoso” sim- (FOLLARI, 2008) quem? (FRIGOTTO, 2010) plificador didático, as opiniões Em síntese, a última con- contrárias produziam efeitos no- quista da contemporaneidade é civos e eram consideradas objeti- a descoberta da incerteza diante REFERÊNCIAS vamente como anti- do conhecimento, é a impossi- MARX; ENGELS. O capital: crítica revolucionárias, traidoras, agen- bilidade de se colocar o objeto da economia política. São Paulo: tes inimigos. Esta deformação, conhecimento como outro qual- Abril Cultural, 1983 antidialética, do marxismo influ- quer, como ferramenta para ______________. Ideologia alemã. São Paulo: Martin Claret, 2009 enciou profundamente, com sua conhecer os demais objetos, ideologia educativa subvertida, tendo em vista que justo ele, KONDER, Leandro. O que é dialé- gerações de comunistas no mun- influi, não só do sujeito ao ob- tica. São Paulo: Brasiliense, 1995 do inteiro. (KONDER, 1995) jeto, mas do sujeito para ele Com a crise do “socialismo mesmo, de modo relativo. PADOVANI, H. História da Filoso- fia. São Paulo: Melhoramentos, 1956 real” e queda do marxismo dou- (MORIN, 2003) trinal, só o que resta ainda de pé, Em sua “Crítica da Ra- MORIN, Edgar. Educar na era pla- na estrutura marxista são movi- zão Dialética", Sartre (apud netária. 2003 mentos anticapitalistas nos países Konder, 1995, p.6) sustenta ocidentais, consolidados dentro que, “A dialética, como lógica FRIGOTTO, Gaudêncio. O enfoque da dialética materialista histórica de um regime capitalista, limita- viva da ação, não pode apare- na pesquisa educacional. In FA- dos pela escassez de opções opo- cer a uma razão contemplativa. ZENDA (org.). Metodologia da pes- sitoras que apresentassem um (...) No curso da ação, o indiví- quisa educacional. São Paulo: Cor- modelo alternativo ao já existen- duo descobre a dialética como tez, 2010 te, decadente. Definitivamente transparência racional enquanto FOLLARI, Roberto. Interdisciplina- não são os tempos áureos da dia- ele a faz, e como necessidade ridade e dialética: sobre um mal- lética, mas sim de grande retro- absoluta enquanto ela lhe esca- entendido. In JANTSCH, Ari. BI- cessos tanto teóricos como polí- pa, quer dizer, simplesmente, ANCHETTI, Lúcidio (orgs.). Inter- ticos, alvo de severas críticas fi- enquanto os outros a fazem. " disciplinaridade: para além da filo- losóficas e com suas bases fragi- A busca por um método sofia do sujeito. Petrópolis: Vozes, 2008 lizadas, insustentáveis frente a determinista não passa de uma ofensiva neoliberal, para alguns abstração especulativa que ig- já considerada morta, o “fim da nora o caráter relativo, parcial, história”. (FOLLARI, 2008) provisório de toda a construção A dialética, para não ver decreta- histórica. Para que o processo do de fim, perde seu sentido ho- seja efetuado de forma dialéti- mogeneizador, sintético, totaliza- ca , é necessária a constante12 dor, e da lugar a uma dialética inconclusa, aberta, apresentando revisão do mesmo, de suas ba- ses, teorias e hipóteses. O que sempre a necessidade do ato de importa realmente não é apenas
  13. 13. Repensar Conceitos Renan Krawulski - Biólogo e Educador. Pós-graduando em Ecologia. e-mail: renankaiker@gmail.com Acredito ter dificuldade em mente ligados entre si, e que suficientemente reduzidos e po-aceitar alguns fatos contidos na fazemos parte desta inteiração. dem ser aplicados de maneiraLei 9985/2000, Artigo 2º da Fazemos trabalhos de sensibili- geral para as áreas de floresta ouConstituição Federal que institui zação para que não destruam, de oceanos? Impactos reduzidoso Sistema Nacional de Unidades não poluam, não matem, etc, em muitos lugares diferentesde Conservação e outras provi- usando da melhor justificativa não acabam por se tornar umdências discursando sobre as que encontramos até o momen- grande impacto globalizado?questões legislativas no que se to: para que NÓS, NOSSOS fi- O governo mostra-se incom-refere a conservação da nature- lhos e NOSSOS netos que pre- petente desenvolvendo e orien-za. O texto da lei constitucional cisaram tanto destes recursos no tando leis que confundem asque discursa sobre a Conserva- futuro, não acabem sem nada. pessoas com menos conheci-ção da Natureza diz: Sem muita estatística e com- mento, passando por cima das provação, talvez chutando alto, mesmas sem hesitação quando Conservação da natureza: o ma- vejo que de cada dez pessoas, bem entendem. Porém para po- nejo do uso humano da natureza, compreendendo a preservação, a provavelmente uma se importa derem continuar com esta roti- manutenção, a utilização sustentá- relativamente com as questões na, disponibilizam trocados que vel, a restauração e a recuperação ambientais e os seres vivos de não conseguem roubar para a- do ambiente natural, para que maneira “geral”. É revoltante poiar projetos de educação am- possa produzir o maior benefício, perceber o desenvolvimento so- biental, restauração, recupera- em bases sustentáveis, às atuais gerações, mantendo seu potencial cial como sinônimo de degrada- ção, preservação, bases susten- de satisfazer as necessidades e ção ambiental. É irritante ver táveis, sobrevivência de espé- aspirações das gerações futuras, e uma criança de dez anos não cies ameaçadas de extinção en- garantindo a sobrevivência dos conseguir apreciar uma paisa- tre muitos outros, fazendo-nos seres vivos em geral; (BRASIL, gem, um animal, uma árvore e pensar que estão preocupados 2000) entender a importância e a rela- com tais causas e que desejam Através de observações fei- ção destas coisas para sua vida, uma melhora em tais questões.tas rotineiramente sem um a- pois os conceitos de qualidade Fazem-nos acreditar na idéiacompanhamento científico mais de vida foram substituídos de de desenvolvimento sustentável,preciso, analisando a referida diversas formas por tecnologias, de que existe sustentabilidade elei, que conceitua a conservação futilidades, grandezas materiais desenvolvimento econômicoda natureza de maneira generali- e a idéia de que o mundo e todas concomitantemente. Mentira.zada e observando a relação en- as experiências contidas nele Quantos pedaços de florestastre as ações legislativas e o estão dentro de um computador. inteiros foram cortados para darcomportamento humano, pude Quantos desmatamentos que lugar à expansão imobiliária?concluir que a sobrevivência já ocorreram em área de APP Quantas minas de ouro se extin-mais importante para nós não (Áreas de Preservação Perma- guiram, quantos poços de petró-são dos seres vivos de maneira nente) nos finais de semana? leo secaram e quantas guerras e“Geral”, com diz o texto da re- Durante as madrugadas? Quanta brigas já foram travadas por to-ferida lei, mas sim de uma espé- tinta, agrotóxicos são despeja- dos estes recursos naturais des-cie específica. Todas as ações e dos diariamente em nossos rios de a antiguidade? E mais, umaprojetos que existem em prol do sem consideração com os seres nova guerra “sedenta” esta parameio ambiente e da biodiversi- vivos de maneira “geral” ? começar, na verdade talvez estadade, em conclusão, visam a Quantos cortes de florestas entre muitas outras seja umamelhoria da qualidade de vida inteiras permitidos pelas leis do guerra que não venha a ter fim.das populações urbanas. Os tra- homem? Como sabemos quanto Não sei a resposta, não seibalhos de Educação Ambiental custa para uma espécie de ani- mesmo se é o homem ou a in-comprovam satisfatoriamente mal, de planta, protozoário, ví- fluência do capitalismo, se é aeste fato. Temos que nos esfor- rus, bactérias a retirada daquele falta de educação de qualidade,çar para mostrar às pessoas queos recursos naturais são impor- espaço? Como o homem foi in- ventar uma desculpa que ajuda a que causa toda essa bagunça sem resposta. Não sei se tenho 13tantíssimos e estão intrínseca- afirmar que estes impactos são vontade de trabalhar com con-
  14. 14. servação sendo que ninguém realmente importa ao invés de sas? É disso que se trata? Con- quer conservar nada ou que eu só moda, muito dinheiro e outros ceitos? Modelos? Então me quero conservar o que me con- estereótipos sociais. Porém a ajudem a inventar um e a apli- vém. Não sei se grupos de de- sociedade não esta unida, pelo cá-lo de maneira que ajude os bates, ONGs, projetos ou o que contrário é individualizada e seres vivos de maneira “geral”. podem ajudar. Não sei se minhas cada dia mais sem instrução ações isoladas ajudam mesmo ou política verdadeira. Tomara REFERÊNCIA de quantas pessoas é preciso para que um dia haja resposta para RASIL, Presidência da República: Casa fazer a conservação de modo todas essas dúvidas e angústias. Civil, Subchefia para Assuntos Jurídicos. “geral” dar certo. Não sei se a Sei que estas idéias podem pa- Novo código ambiental. Lei Nº 9.985 de 18 de Julho de 2000. Brasília. 2000. Dis- sociedade unida pode dar a volta recer melancólicas, mas e daí? ponível em:< http://www.planalto.gov.br/ nesta situação. Hoje talvez a me- O que é melancolia? Quem in- ccivil_03/Leis/L9985.htm> acesso em lhor opção fosse direcionar a venta e adota conceitos? Quem Abr. de 2011. criticidade popular para o que que nos faz acreditar nas coi- Sertanojo Universiotário Diego Alves da Silva - Educador, formado em Histó- ria. Especialista no Ensino de História e Geografia. e-mail: mandrakesbs@hotmail.com do que ouvir o banal banalizando música sertaneja universitária “Enquanto a miséria da música faz o que já é banal. pode ampliar o conhecimento de farra, a arte mendiga pelo origi- nal.” (Diego Alves da Silva) O memorando vai para o alguém? Tal decadência deve ser “Sertanojo Universiotário”! A resultado das “amebas retardadas originalidade faleceu atingida por em coma que freqüentam os su- Toda vida fui contra a um meteoro da paixão e o pior postos barzinhos em frente às “modinha”! Nunca consegui en- que só ficou um raio de saudades universidades”, não demora mui- trar em seus padrões e considero de quando a música brasileira era to para as cantinas universitárias isso uma benção. A onda do mo- boa. “Tô de cara com você! Tô também virarem botecos. Acredi- mento é ouvir músicas do nível de cara com você! Joga fora es- tam ser uma música de nível uni- mais baixo do Q.I. humano, não ses novos LP´s”. A música bra- versitário. Nível universitário? bastou a onda do axé e do funk. sileira está sendo uma escola Como já dizia o Lobão em uma Sempre tem que ter a ignorância para formar assassinos inimigos entrevista da rádio jovem pan: “é da vez, afinal, sem burrice o bra- da arte. Mas não posso somente o fim! Um cara de classe univer- sileiro não vive. É de suma im- acusar o Luan Santana de ser um sitária, que tem um nível univer- portância alimentar o cérebro psicopata musical, pois as quadri- sitário ainda ter um gosto tão com os lixos culturais herdados lhas das músicas abstratas se es- degenerescente pra ouvir esse de uma geração de órfãos da sa- palham rapidamente como um tipo de música, pois são babacas bedoria. Eu conheci a “Merda” câncer na sociedade brasileira e o formando babacas”. O comporta- com uma coloração marrom e a pior é que a maioria gosta de ser mento musical deixou de existir e geração contemporânea está co- infectados por essas doenças que a criatividade morreu por falta de nhecendo a “Merda” colorida, retardam a personalidade. A lava- bom senso e bom gosto. sem contar que as varejeiras que gem cerebral acontece de forma A MPB já foi um dia a Músi- se nutrem dos excrementos multi- natural, seja ela pelo sambanejo, ca Popular Brasileira, pois os colores querem transformar o forronejo, enfim, por todas as grandes empresários que apoiam mundo dando os glúteos. Acabou ramificações de uma música que a modinha lutam contra a higieni- -se a ideologia de fazer letras in- é ausente de conteúdo. O assunto zação mental do povo. Enquanto teligentes. A onda agora é defecar é sempre o mesmo: falar em trai- a “Música Popular Bundaliza- qualquer tipo de vulgaridade. ção, encher a cara de cerveja, ser da” (MPB atual) for sucesso sem- Não sei como tem gente que faz o rei da zona e se dar bem com a pre haverá oportunistas a lucrar do seu ouvi um penico, ou me- mulherada. O dilema dessas bai- com a misere de um povo sem lhor, uma latrina para escutar tan- xarias se resumem em três pala- cultura, sem cérebro, sem identi- tas letras sem sentido, e pior que vras: beber, cair e levantar. A dade e futuramente sem músi- isso é que levam essa moda como geração está iludida aplaudindo cas...14 uma filosofia de vida. Que deca- dência! Às vezes chego à conclu- as falas mais desinformadas da vida. Gostaria que você caro lei- são que seria melhor ser surdo tor, refletisse sobre como a
  15. 15. ALERTAS EM FOCO Gisele Cristhiane da Silva - Licenciada em Artes Visuais e pós-graduanda em Intedis- ciplinaridade. e-mail: gisele.cristhiane@univille.br 15
  16. 16. ALERTAS DE OLH Organização: Geremias Alves Thiago Alex Dreveck E A GREVE DOS PROFESSORES DA REDE ESTADUAL DE SANTA CATARINA?Internauta: Merísio para governador - 24 de junho de 2011 “Prezado Moacir:Acompanho diariamente seu blog e em função da minha atividade profissional, per-corro semanalmente várias regiões de Santa Catarina. Tenho acompanhado a greve dos professores e a totalparalisia do governo do Estado. Cheguei a conclusão de que realmente estamos muito mal. E digo isso,consciente de também ter sido enganado por aquele discurso de que “Santa Catarina tem pressa”! Se tempressa, porque está tudo parado? E votei no Colombo, achando que ele realmente iria colocar as pessoas emprimeiro lugar. E realmente colocou: em primeiro lugar as pessoas que financiaram a campanha dele! Estãotodos empregadinhos! Nesse sentido e em função de que o único cara que está fazendo alguma coisa nessegoverno é o Presidente da Assembléia, gostaria de propor que o Sr. Governador meditasse neste final de se-mana e renunciasse ao cargo na próxima segunda.. Ele não faz absolutamente nada, não existem projetos neste governo e ainda quando toma uma atitu-de, o Merisio tem que correr atrás para corrigir os erros que o Colombo comete. Não conheço o Presidenteda Assembléia, ma já vi que se trata de uma pessoa de atitude e de ações! Se ele teve que ligar para o Co-lombo para pedir que retirasse a ação da justiça contra a greve dos professores e que não descontasse os diasparados, mostra que no mínimo é bem intencionado. Então, para que o Colombo não venha a cometer maisvexames, peço encarecidamente ao Governador que pense bem na minha proposta, porque a única coisa queele fez até agora, foi criar barriga! Está ficando obeso no governo e os professores morrendo de fome! Senhor Governador! Entendo que o Sr. já começou o governo com essa cara de cansado, que não temSecretário da Casa Civil e nem conselheiros, porque se tivesse não estaria fazendo tanta besteira! Então re-nuncie junto com o Eduardo, que pegou uma carona em barco furado e deixe o Merisio completar o gover-no. Pelo menos ele parece ter vontade de fazer alguma coisa e ter bom senso, coisas que estão lhe faltandoultimamente. Vai cuidar das suas vacas em Lages, porque das pessoas, já deu para ver que Vossa Excelêncianão entende nada! E Moacir, gostaria de saber porque nenhum instituto está fazendo pesquisas sobre a aprovação do go-verno neste momento? Será medo dos arrependidos como eu, que nunca mais votarão nesse cidadão de falamansa, que prometeu secretariado técnico e encheu o governo de politiqueiros? Deve ser por alguma razãoassim… quem sabe… Obrigado pelo espaço de desabafo de mais um catarinense enganado! Um grande abraço e continue com esse seu jornalismo de excelência.Cordialmente. Edgar Souto, Florianópolis.”Disponível em: http://wp.clicrbs.com.br/moacirpereira/2011/06/24/internauta-merisio-para-governador/?topo=67,2,18,,,67Acesso em: 01/07/2011. R$ 27 milhões em 02 anos... (Informe sobre investimentos da atual gestão no município de SBS/SC) Reforma na escola Castelo Branco – R$ 55.843,00. O que parece reformado é o parque de diversões... Ficou caro brincar! Feira do Livro 2011, São Bento do Sul, SC A pretensa morte de Osama e o Marketing político de Obama Livro Humano, demasiado humano Os Estados Unidos da América só apa- (Friedrich Nietzsche) – R$ 3,00. Livro sobre (Justin Bieber) – R$ 40,00. rentam desejar a libertação de países com petróleo. 16 Melhor nem comentar essa „usura...‟
  17. 17. DICAS ALERTAS Organização: Thiago Alex Dreveck CONTRA UM MUNDO MELHOR: ENSAIOS DO AFETO – LUIZ FELIPE PONDÉ “Em Contra um mundo melhor, lançado pela editora LeYa Brasil, Pondé publica ensaios sobre a filosofia do cotidiano. Os ensaios reúnem temas variados como a relação entre homens e mulheres; memórias da infância; fracasso; dinhei- ro; egoísmo e humildade. Fiel ao seu estilo contundente, o autor recusa lugares- comuns e uma postura conformista, procurando provocar o leitor para tirá-lo da apatia.” “Os ensaios possuem tamanhos variados, alguns mais curtos que outros, mas todos breves, de modo a facilitar a leitura e adaptá-la a um cotidiano apressado. O autor explica a opção pelos fragmentos afirmando que “a descontinuidade descre- ve melhor uma filosofia do afeto, que se move a sobressaltos, e também porque o cotidiano é descontínuo”. Reafirma seu ceticismo com frequência, o que o faz recusar a busca insistente por um mundo melhor, que para Pondé, é uma impossi- bilidade e também um falso objetivo. “ “Cansei da filosofia, por isso comecei a escrever para não filósofos, porque a universidade, antes um lugar de gente inteligente, se transformou num projeto contra o pensamento. Todos são preocupados em construir um mundo melhor e suas carreiras profissionais. E como quase todas são pessoas feias, fracas e po- bres, sem ideias e sem espírito inquieto, nada nelas brota de grandioso, corajoso ou humilde. Eu não acredito num mundo melhor. E não faço filosofia para melho- rar o mundo. Não confio em quem quer melhorar o mundo. É isso mesmo: acho um mundo de virtuosos (principalmente esses virtuosos modernos que acreditam em si mesmos) um inferno”. (p. 19) Disponível em:http://www.cpflcultura.com.br/site/2010/11/23/lancamento-de- livro-contra-um-mundo-melhor-ensaios-do-afeto-de-luiz-felipe-ponde/ Acesso em: 01/07/2011. TOM ZÉ - O PIRULITO DA CIÊNCIA (2010) O cantor, compositor, músico experimental e jardineiro Tom Zé lançou pela Biscoito Fino o DVD O pirulito da ciência, Tom Zé & Banda Ao Vivo. Uma verdadeira retrospectiva que carrega além de 24 composições importantíssimas de sua carreira, casos divertidos de episódios de sua vida, imagens, palavras e melodias de um dos artis- tas mais importantes da música brasileira de todos os tempos. “...na música popular brasileira, ele é o que há de mais próximo de um matemático-roqueiro.” Jon Pareles - New York Times "Músicas de inteligência assimétrica, que desafiam tranqüila- mente as regras ... do pop brasileiro, que dizem que [a música] deve ser apenas agradável. ...melodias... equivalentes as de seus melhores contemporâneos...e também construções musicais de ângulos salien- tes... versos curtos ... padrão minimalista e também sinuosidade do samba e ritmos carnavalescos. Jogos de palavras, associações surpre- endentes, leveza maior que a de alguns de seus pares americanos, como Frank Zappa." Jon Pareles - The New York Times "The Best of Tom Zé" (Luaka Bop, 1990) está entre os 10 ME- LHORES ÁLBUNS DA DÉCADA no mundo ("Essential Recor- dings os the 90s") da Revista Rolling Stone, e é o único brasileiro17 entre os 150 álbuns selecionados . Disponível em: http://www.tomze.com.br/ Acesso em: 01/07/2011.
  18. 18. Produção Independente

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