Hiperativa? Eu?

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Hiperatividade é algo difícil de lidar, mas talvez nem toda a hiperatividade seja visível.
Esta apresentação mostra a hiperatividade de uma maneira bem inusitada e pretende trazer à tona novas ideias sobre como devemos lidar com os alunos.

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Hiperativa? Eu?

  1. 1. Quando pensamos em hiperatividade, palavras como desatenção, impulsividade e agitação. Claro que não podemos confundir uma criança hiperativa com uma criança sapeca! Mas não é bem sobre esse tipo de hiperatividade que vou falar... é de um tipo bem diferente...
  2. 2. Sabe aquela criança tímida, que não gosta de ser notada? Aquela que é uma ótima aluna, mas não gosta de aparecer e nem de participar das discussões? Pois é, essa fui eu. Ouvir minha voz numa aula era um fenômeno raro...
  3. 3. Continuo sendo a pessoa “quieta”. Fico totalmente parada, em meu canto, a menos que algo me interesse muito. E ainda assim, depois de 3 décadas... e mais um pouquinho... ouço alguém me perguntar, pela primeira vez: — Você é hiperativa? Não entendeu? Na hora, nem eu!
  4. 4. Vamos então ao CONTEXTO, para entender melhor! A ACADEMIA Como você pode supor, não sou do tipo que parece ir à academia, mas vou. Não vou dizer que adore ir, mas sei que é importante para a saúde corporal. Não costumo perder tempo entre as séries de exercícios e assim que termino uma série, imediatamente começo a seguinte. Faço todas as atividades propostas. Para mim, parece normal fazer isso, mas não é...
  5. 5. Grande parte das pessoas que vão treinar fazem “calmamente” suas séries... tão calmamente que às vezes fiz duas séries inteiras e a pessoa ainda está na mesma, ocupando o aparelho. Ninguém parece ter pressa de acabar... só eu. Por isso, talvez, tenha dado a impressão da hiperatividade para a professora. Imediatamente, respondi que não, mas fiquei chocada. No fundo, porém, ela tinha um pouco de razão... e essa razão deu um “boom” na minha hiperatividade... CEREBRAL.
  6. 6. Eu... e talvez muitos de seus alunos, podemos parecer concentrados em algo, quando na verdade nosso pen- samento voa para lugares desconhecidos, resolve pro- blemas pendentes e passeia por ideias interessantes para nós. Nem sei se existe a HIPERATIVIDADE CEREBRAL, mas certamente você tem alguns alunos que apresentam esse perfil de ser multi-tarefa em pensamento. O pior para o hiperativo cerebral, é que só ele perce- be sua hiperatividade.
  7. 7. O mais importante nisso tudo: COMO DOMAR SEU PRÓPRIO PENSAMENTO? Pensei bastante e descobri algo INTERESSANTÍSSIMO, que tem tudo a ver com as atividades que faço e também com seus alunos.
  8. 8. Como temos muito em que pensar, funcionamos como num jogo de Candy Crush. Para quem não sabe, Candy Crush usa um fenômeno da psicologia chamado de Zeigarnik. Esse fenômeno foi desenvolvido com base nos garçons, que têm uma memória impres- sionante para lembrar dos pedidos, mas esquecem tudo depois de concluir. Comecei a pensar se eu e mais um montão de seus alunos não funcionaríamos da mes- ma forma... e vi como é importante poder administrar suas próprias tarefas cerebrais.
  9. 9. Precisamos saber administrar o lembrar e talvez seja esse um dos fatores pelos quais minhas atividades sejam tão de encontro ao que os alunos precisam. Elas vão de encontro exatamente à necessidade de cumprir tarefas, mas também ensinam o modo e a vez de retornar ao que interessa. Funcionam de modo a suprir tanto a necessidade do aluno de ter uma tarefa curta, quanto o planejamento do professor, que é o fazer lembrar o conteúdo. Nada melhor do que uma tarefa cumprida e um conhecimento adquirido!
  10. 10. CONCLUINDO... Cada série da academia é uma tarefa e preciso cumprir rápido. A sensação de não cumprimento de ‘missões’ atrapalha meu desempenho. Cada lição para o aluno é uma tarefa para cumprir, mas ele não pode esque- cer dela como faço com minhas séries na academia. É preciso que o aluno tenha uma lição que ofereça um jogo mental envolven- te, que prenda sua atenção e que seja composto de mais de um tipo de tarefa mental. Fique atento! Você pode ter vários alunos aparentemente “normais” que sejam “hiperativos cerebrais” também!
  11. 11. Essa apresentação foi baseada no artigo publicado em meu blog: http://www.professorajanainaspolidorio.com/post.php?id=133 Para conhecer meus materiais pedagógicos, acesse: http://www.janainaspolidorio.com/

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