Redes Sociais e Aprendizagem

2.271 visualizações

Publicada em

Apresentação de Augusto de Franco (2012)

1 comentário
3 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Esta maravilhosa apresentação acionou meus 'hyperlinks' mentais sobre o tema: educação no ciberespaço de Levy. O que deve ser assistí-la! Obrigada Mestre Augusto. Espero poder participar da Escola-de-Redes.
       Responder 
    Tem certeza que deseja  Sim  Não
    Insira sua mensagem aqui
Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
2.271
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
9
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
99
Comentários
1
Gostaram
3
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Redes Sociais e Aprendizagem

  1. 1. Netweaving 2012REDES SOCIAIS E APRENDIZAGEMIntrodução às redes sociaisAutodidatismo e alterdidatismoComunidades de aprendizagemCo-creation em multiversidade
  2. 2. REDES SOCIAISE APRENDIZAGEMIntrodução às redes sociais: as diferenças fundamentaisentre descentralização e distribuição, participação einteração e mídias sociais e redes sociais
  3. 3. Netweaving 2012INDICAÇÕES DE LEITURAINTRODUTÓRIAS
  4. 4. Um único link para você copiar BIBLI.E=R – a Biblioteca inteira da Escola-de-Redes – com cerca de 1 mil textos para download free: Biblioteca da Escola-de-Redes Catálogo de 13/01/12 http://goo.gl/RNNFW
  5. 5. Para início de conversaNão é possível entender a nova ciência das redessem estudar os textos fundamentais. Para começarvocê deve ler pelo menos três textos básicos (játraduzidos e disponíveis):BARABASI, Albert (2002) LinkedWATTS, Duncan (2003) Six DegreesCHRISTAKIS, Nicholas & FOWLER, James(2009) Connected
  6. 6. Não adianta pular essa “etapa”Ou você encarao desafio, lê os textos e tentaentendê-los, ouvai ficar falando de redes por ouvir dizer.
  7. 7. Outras indicaçõesExistem textos mais suaves e talvez maisamigáveis (como os indicados abaixo), mas elesnão substituem o estudo dos textos de Barabási,Watts e Christakis & Fowler. Por exemplo:MARTINHO, Cássio (2003) RedesUGARTE, David (2007) O poder das redesFRANCO, Augusto (2011) A Rede
  8. 8. Mais três indicaçõesOutros textos de caráter introdutório que você pode ler(mas que também não substituem os textos indicados): PISANI, Francis entrevista Fritjof Capra (2007) Redes como um padrão unificador da vida FRANCO, Augusto (2011) É o social, estúpido! MIEMIS, Venessa (2010) O futuro é a rede
  9. 9. Se você prefere começar não-lendo Você pode preferir começar assistindo vídeos. Mas fique sabendo que isso não substitui o estudo dos textos básicos indicados aqui. Você pode assistir por exemplo: O poder dos seis graus Parte 1 | Parte 2 | Parte 3 Redes sociais: como funcionam as ligações entre as pessoas Video A influência oculta das redes sociais Video
  10. 10. Vendo apresentaçõesVocê pode preferir começar vendo apresentações.Mas fique sabendo que isso não substitui o estudodos textos básicos indicados aqui. Você podeassistir por exemplo: Redes Sociais Um resumo de 2011 Netweaving TEDxSP
  11. 11. As redes sociaissão as sociedades
  12. 12. Sociedades-em-rede estão emergindo
  13. 13. Redes mais distribuídas do quecentralizadas surgem por toda parte
  14. 14. O mundo todo está em rede
  15. 15. Pois é...
  16. 16. Não apenas um mundo
  17. 17. Mundos em redeMundos em rede
  18. 18. Muitos mundos em rede (no plural)
  19. 19. Highly Connected Worlds
  20. 20. Mas muitas pessoas nãoentenderam tais evidências
  21. 21. Nossas instituições não são redes...
  22. 22. O que fazer?
  23. 23. Ninguém pode entender osmúltiplos mundos sociais em rede que estão se configurando se não entender o que é rede!
  24. 24. Para entender o que é rede:1 - Descentralização ≠ Distribuição2 - Participação ≠ Interação3 - Site da Rede ≠ Rede
  25. 25. Descentralização ≠ Distribuição1
  26. 26. Para entender a diferença entre descentralização e distribuição“On distributed communications” (1964)
  27. 27. O diagrama original de Paul Baran
  28. 28. A conectividade acompanha a distribuição
  29. 29. A interatividade acompanha a conectividade
  30. 30. Participação ≠ Interação2
  31. 31. Entendendo afenomenologia da interação
  32. 32. ClusteringSwarming CloningCrunching
  33. 33. A primeira grande descoberta: Tudo que interage clusteriza1Tudo clusteriza independentemente doconteúdo, em função dos graus de distribuiçãoe conectividade (ou interatividade) da redesocial.
  34. 34. A segunda grande descoberta: Tudo que interage pode enxamear2Swarming (ou swarm behavior) e suasvariantes como herding e shoaling, nãoacontecem somente com insetos, formigas,abelhas, pássaros, quadrúpedes e peixes. Emtermos genéricos esses movimentos coletivos(também chamados de flocking) ocorremquando um grande número de entidades self-propelled interagem.
  35. 35. Shoaling
  36. 36. Flocking
  37. 37. A segunda grande descoberta: Tudo que interage pode enxamear2Algum tipo de inteligência coletiva (swarmintelligence) está sempre envolvida nestesmovimentos. Isso também ocorre comhumanos, quando multidões se aglomeram(clustering) e “evoluem” sincronizadamentesem qualquer condução exercida por algumlíder; ou quando muitas pessoas enxameiam eprovocam grandes mobilizações semconvocação ou coordenação centralizada.
  38. 38. Swarming
  39. 39. Assista no Youtube (legendado)http://www.youtube.com http://goo.gl/yB0Oa
  40. 40. Madri 2004
  41. 41. Cairo (Praça Tahrir) 2011
  42. 42. Madri (novamente) 2011
  43. 43. A terceira grande descoberta: A imitação é uma clonagem3O termo clone deriva da palavra grega klónos,usada para designar "tronco” ou “ramo",referindo-se ao processo pelo qual uma novaplanta pode ser criada a partir de um galho.Mas é isso mesmo. A nova planta imita a velha.A vida imita a vida. A convivência imita aconvivência. A pessoa imita o social.
  44. 44. A terceira grande descoberta: A imitação é uma forma de interação3Sem imitação não poderia haver ordememergente nas sociedades humanas ou emqualquer coletivo de seres capazes de interagir.Sem imitação os cupins não conseguiriamconstruir seus cupinzeiros. Sem imitação, ospássaros não voariam em bando, configurandoformas geométricas tão surpreendentes efazendo aquelas evoluções fantásticas.
  45. 45. Cupinzeiro africano
  46. 46. E os cupinzeiros humanos?
  47. 47. A quarta grande descoberta: Small is powerful4Essa talvez seja a mais surpreendentedescoberta-fluzz de todos os tempos. Emoutras palavras, isso quer dizer que o socialreinventa o poder. No lugar do poder demandar nos outros, surge o poder de encorajá-los (e encorajar-se): empowerment!
  48. 48. A quarta grande descoberta: Small is powerful4Quando aumenta a interatividade é porque osgraus de conectividade e distribuição da redesocial aumentaram; ou, dizendo de outro modo,é porque os graus de separação diminuíram: omundo social se contraiu (crunch). Os graus deseparação não estão apenas diminuindo: elesestão despencando. Estamos sob o efeitodesse amassamento (Small-WorldPhenomenon).
  49. 49. A quarta grande descoberta: Tudo que interage se aproxima4Nada a ver com conteúdo. Tudo que interagetende a se emaranhar mais e a se aproximar,diminuindo o tamanho social do mundo. Quantomenores os graus de separação doemaranhado em você vive como pessoa, maisempoderado por ele (por esse emaranhado)você será. Mais alternativas de futuro terá àsua disposição.
  50. 50. Site da rede ≠ Rede
  51. 51. Midias sociais ≠ Redes sociais
  52. 52. Não é a mídia (a ferramenta tecnológica )mas a sociedade (o padrão de organização)Se Montezuma (Asteca) tivesse Facebook ele não poderia fazer um décimo do que fazia Gerônimo (Apache) com sinais de fumaça...
  53. 53. Quando? 4 de julho de 1776.Como foi produzida? Em rede.Qual a mídia? A carta escrita em papel,o cavaleiro (funcionário do correioamericano) e... o cavalo!
  54. 54. Existe rede social desdeque existe sociedade humana
  55. 55. O que está aumentandoagora é a interatividade
  56. 56. REDES SOCIAIS E APRENDIZAGEMBuscadores e polinizadores: o auto-didatismo e a livreaprendizagem humana em uma sociedade inteligente e oalter-didatismo e as comunidades de aprendizagem naemergente sociedade em rede
  57. 57. Netweaving 2012INDICAÇÕES DE LEITURASOBRE APRENDIZAGEM
  58. 58. FRANCO, Augusto (2011). A Redehttp://goo.gl/JgjGvILLICH, Ivan (1070). Sociedade sem escolashttp://goo.gl/vxdoXMATURANA, Humberto (s/d). Aprendizaje o derivaontogénicahttp://goo.gl/shNq9SIEMENS, George (2004). Conectivismo: una teoríade aprendizaje para la era digitalhttp://goo.gl/3OJrX
  59. 59. SIEMENS, George (2008). Uma breve história daaprendizagem em redehttp://goo.gl/1bi7dFRANCO, Augusto e LESSA, Nilton (2010).Buscadores & Polinizadores (4ª Versão)http://goo.gl/wXkXVFRANCO, Augusto e LESSA, Nilton (2011).Multiversidade: da Universidade dos anos 1000 àMultiversidade nos anos 2000http://goo.gl/FC5uo
  60. 60. FRANCO, Augusto e LESSA, Nilton (2012). Por queas plataformas de aprendizagem não são boas (e oque fazer para melhorá-las)http://goo.gl/5MfUPFRANCO, Augusto e LESSA, Nilton (2012).Plataformas de Aprendizagem. Apresentaçãohttp://goo.gl/JPccgFRANCO, AUGUSTO em interação com LESSA,Nilton (2010-2012). Não-Escolas: A Livre-Aprendizagem na Sociedade em Redehttp://goo.gl/aSqRB
  61. 61. Visão de aprendizagem Há sempre umavisão da aprendizagem pressuposta quando nos dedicamos a construir ambientes, gerar processos ou criar ferramentas educacionais.
  62. 62. A resposta implícita Há sempre uma resposta, muitas vezes implícita,para a pergunta fundamental:Como uma pessoa aprende?
  63. 63. Queremos uma resposta para o ensino Queremos saber como promover o processo de aprendizagem de pessoas que achamos que devem aprender alguma coisa que queremos que elas aprendam.
  64. 64. Perguntas que definem a visão Como uma pessoa aprende? Que fatores influenciam? Qual o papel da memória? Como ocorre a transferência?
  65. 65. Visões cognitivistas Visões behavioristas Visões construtivistasDennett Skinner Piajet Vygotsky Papert
  66. 66. Visões conectivistas Visões autopoeticas Siemens Downes Maturana Varela
  67. 67. Visões cognitivistasCapacidades  de raciocínio  de evocar e interpretar experiências  de computar – codificar, armazenar, recuperar, derivar para reconstruir ou construir conteúdos (conhecimento)  de resolver problemas
  68. 68. Visões behavioristas (conducionistas)Capacidades  de responder positivamente a estímulos e recompensas: à reprodução fiel de conteúdos pré- determinados ao bom desempenho em processos pré- desenhados
  69. 69. Visões construtivistasCapacidades  de ressignificar  de remixar  de atualizar  de socializarconteúdos e processos educativos (cognitivos)
  70. 70. Visões conectivistasCapacidades  de estabelecer conexões  de reconhecer e interpretar padrões  de abrir novos caminhos de apreensão e compartilhamento de conhecimentos e atitudes cognitivas
  71. 71. “Em 1986 75% dosconhecimentos de quenecessitávamos paratrabalhar estavam emnossa cabeça. Hoje nem10%”. Hart Cross
  72. 72. Conectivismo é aprendizagem social em rede“Conhecer significa estar posicionado em uma redede tal forma que se tenha fácil acesso ao quenecessitamos em diferentes contextos”. GeorgeSiemens.
  73. 73. Entornos Pessoais de AprendizagemAprendizagem é o processo de conectar nodos efontes de informaçãoA tarefa principal é nutrir e manter conexões parafacilitar a aprendizagem permanenteEntornos Pessoais de Aprendizagem (PLE): Um PLEé a combinação híbrida de dispositivos, aplicações,serviços e redes pessoais que empregamos paraadquirir de forma autônoma novas competênciaspara resolver problemas.
  74. 74. PLE“Um PLE é projetado para estimular a aprendizagempor meio da imersão em uma comunidade e não pormeio de uma apresentação de fatos...” StephenDownes
  75. 75. Exemplo de PLE..
  76. 76. Visões autopoeticasAcoplamento estrutural (visão da comunicação deMaturana & Varela)“Hay aprendizaje cuando la conducta deun organismo varía durante su ontogenia(historia) de manera congruente con lasvariaciones del medio, y lo hacesiguiendo un curso contingente a susinteracciones en el” (Maturana)
  77. 77. Visões autopoeticasAcoplamento estrutural (visão da comunicação deMaturana & Varela)“Biologicamente, não há informação transmitida nacomunicação. A comunicação ocorre toda vez em que hácoordenação comportamental em um domínio deacoplamento estrutural. Tal conclusão só é chocante secontinuarmos adotando a metáfora mais corrente para acomunicação, popularizada pelos meios de comunicação. Éa metáfora do tubo, segundo a qual a comunicação é algogerado em um ponto, levado por um condutor (ou tubo) eentregue ao outro extremo receptor...”
  78. 78. Visões autopoeticasAcoplamento estrutural (visão da comunicação deMaturana & Varela)“Portanto [segundo a crença geral] há algo que écomunicado e transmitido integralmente pelo veículo. Daíestarmos acostumados a falar da informação contida emuma imagem, objeto ou na palavra impressa. Segundonossa análise, essa metáfora é fundamentalmente falsa,porque supõe uma unidade não determinadaestruturalmente, em que as interações são instrutivas,como se o que ocorre com um organismo em umainteração fosse determinado pelo agente perturbador e nãopor sua dinâmica estrutural...”
  79. 79. Visões autopoeticasAcoplamento estrutural (visão da comunicação deMaturana & Varela)“No entanto, é evidente no próprio dia-a-dia que acomunicação não ocorre assim: cada pessoa diz o que dize ouve o que ouve segundo sua própria determinaçãoestrutural. Da perspectiva de um observador, sempre háambiguidade em uma interação comunicativa. O fenômenoda comunicação não depende do que se fornece, e sim doque acontece com o receptor. E isso é muito diferente de‘transmitir informação’.” Maturana & Varela (1984) em AÁrvore do Conhecimento.
  80. 80. Se A se comunica com B, significa que B muda com A, que mudacom B, que muda novamente com A, que muda outra vez com B... eassim por diante, recorrentemente, como em uma coreografia. Mastudo isso “multiplicado” pelo número de nodos em interação, poisque se trata sempre de um multiacoplamento. A B
  81. 81. Visões interativistas
  82. 82. Visões interativistasQuem aprende: o indivíduo ou a pessoa (oemaranhado)?Se assim como o processo que chamamos de vida, oprocesso de interação que chamamos de convivênciasocial também implica acoplamento estrutural(proporcionando sempre alguma aprendizagem aossujeitos envolvidos), o que devemos fazer (ou,sobretudo, o que devemos não-fazer) para nãoimpedir ou dificultar essa aprendizagem que ocorreráde qualquer modo (desde que haja interação)?
  83. 83. “Diamantes não brilham por que os átomos que osconstituem brilham, mas devido ao modo comoestes átomos se agrupam em um determinadopadrão. O mais importante é frequentemente opadrão e não as partes, e isto também acontececom as pessoas”. Marc Buchanan (2007)
  84. 84. Visões interativistasToda livre-aprendizagem é  criação (que é sempre co-criação) ou invenção (você só aprende verdadeiramente o que inventa)  fruto da busca e da polinização (auto e alter didatismo)  não há separação entre a produção (descoberta) e a recepção (ou assimilação) quando essas ações são compartilhadas
  85. 85. O que caracteriza uma Plataforma de Aprendizagem?Variáveis  Natureza predominante do didatismo (Heterodidatismo, Autodidatismo, Alterdidatismo)  Graus de distribuição do ambiente de aprendizagem conformado (Número de Caminhos, Monofluxo, Mutifluxo)  Níveis de interatividade que o ambiente enseja e estimula (Adesão, Participação, Interação)
  86. 86. O que NÃO É uma boa Plataforma de Aprendizagem?Todos os sistemas  Predominante heterodidatas  Centralizados (mais centralizados do que distribuídos)  Adesivos ou participativos (mas pouco interativos)
  87. 87. O que é necessário para uma boa Plataforma de Aprendizagem?Que a plataforma 1 | Seja multifluxo 2 | Tenha funcionalidades que configurem uma topologia mais distribuída do que centralizada (plataforma de rede) 3 | Parta do que a pessoa conectada pode desejar e não da oferta pré-desenhada
  88. 88. O que é necessário para uma boa Plataforma de Aprendizagem?Que a plataforma 4 | Tenha um design que contemple mecanismos e funcionalidades que compreendam a adesão e a participação, mas que atinjam a interação (adaptação mútua, imitação, colaboração) ensejando a manifestação dos fenômenos capazes de gerar auto-organização (clustering, swarming, cloning, crunching et coetera)
  89. 89. Plataforma Multifluxo ABERTA  Entrada aberta  Processo aberto  Desfecho aberto DISTRIBUIDA  Administradores não são professores  Todos são aprendentes  Não há meritocracia  Não há oligarquias participativas
  90. 90. Funcionalidades transversais interativas CONVERSAÇÃO (como objeto de primeira ordem) | Uma pessoa pode sempre opinar e estabelecer um diálogo com outras pessoas sobre isso ou a partir disso FORK (bifurcação) | Uma pessoa pode modificar o que se lhe oferece criando sua própria versão (clonagem variacional autônoma) MOW (My Own Way) | Uma pessoa pode construir uma alternativa ao que se lhe oferece (livre criação de alternativas)
  91. 91. Desenhando funcionalidadesSe o que se quer é uma plataforma interativa, entãoo design da plataforma deve contemplar mecanismose funcionalidades baseados em um gradiente deinteração.Com a injeção de funções transversais deConversação, Fork e Mow, mesmo mecanismos deplataformas posicionados em baixos níveis deinteração (de inspiração heterodidata) passam aoferecer possibilidades de uso (ou ensejarexperiências) de matriz autodidata e alterdidata.
  92. 92. Experiência de Uso a partir do Desejo Como aO que a plataformapessoa responde?deseja?
  93. 93. O que a pessoa deseja?O que uma pessoa que se conecta a uma PA podedesejar fazer?  BUSCA (ou “Pesquisa”)  DEMANDA ESPECÍFICA  OFERTA (Compartilhamento)  DESCOBERTA (ou Invenção)
  94. 94. Como a plataforma responde?À BUSCA (ou “Pesquisa”)  Oferece mecanismos de busca simples ou refinada  Direciona a pessoa para um menu de processos e objetos (acervo pré-organizado)  Expõe a busca à colaboração
  95. 95. Como a plataforma responde?À DEMANDA ESPECÍFICA  Direciona a pessoa para um processo ou objeto  Promove o encontro da demanda com uma oferta já existente  Expõe a demanda à colaboração
  96. 96. Como a plataforma responde?À OFERTA (Compartilhamento)  Integra a oferta em um menu de processos e objetos (acervo pré-definido e em construção)  Promove o encontro da oferta com uma demanda já existente  Expõe a oferta à colaboração
  97. 97. Como a plataforma responde?À DESCOBERTA (Invenção)  Expõe o desejo ou projeto à interação  Enseja a formação de uma comunidade de pesquisa-aprendizagem-criação
  98. 98. Como uma PA pode aprender?Tudo que aprende Se modifica continuamente Se constrói permanentemente Se adapta tempestivamente Se organiza autonomamente E... interage livremente!
  99. 99. Somente redes podem aprenderNão há um mecanismo ou uma funcionalidadeespecífica capaz de produzir tal efeito.É uma função de conjunto e não um efeitovoluntariamente produzido pela introdução de umartifício.Aprender significa que a plataforma tem que mudar,não por iniciativa de seus administradores, mas como uso aleatório que fazem as pessoas conectadasque nela interagem (configurando redes).
  100. 100. PA capazes de aprender serão programáveis pelos “usuários”Programação de fluxos internos e externosReconfiguração da membranaAbertura de novos caminhos  Novas bifurcações  Novos aglomeramentos  Novos atratores (novos enxameamentos)  Graus menores de separação (crunch)
  101. 101. EmpowerfulnessManifestações frequentes, intermitentes, dafenomenologia da interação, significam que umainteligência coletiva já está se manifestando.Se isso acontecer, a plataforma se modificará, a rigornunca será a mesma.Porque estará aprendendo.
  102. 102. REDES SOCIAIS E APRENDIZAGEMAs novas comunidades de aprendizagem na emergentesociedade-em-rede: homeschooling e communityschoolingcomo unschooling, arranjos educativos locais, redes deaprendizagem como não-escolas
  103. 103. Insurgências e tendênciasO conhecimento não pode mais ser aprisionado e,portanto, esvai-se o monopólio das corporações doensinamento.Os caminhos de acesso ao conhecimento deixam deser únicos (hierarquias) e tornam-se múltiplos(redes).
  104. 104. Insurgências e tendênciasNos novos mundos altamente conectados do terceiromilênio quem organiza o conhecimento é a busca.Toda organização do conhecimento para os outroscorresponde a necessidades de alguma instituiçãohierárquica e está sintonizada com seus mecanismosde comando-e-controle.Toda organização do conhecimento de cima parabaixo procura controlar e direcionar o acesso àinformação por algum meio.
  105. 105. Insurgências e tendênciasNa medida em que a privatização do conhecimentovai se tornando, cada vez mais, impraticável, vãoperdendo sentido os esquemas que visam o seuaprisionamento. E assim como está ficando cada vezmais difícil aprisionar o conhecimentoO conhecimento aprisionado estraga. É um bem quecresce quando compartilhado e decresce e perdevalor quando não se modifica continuamente pelapolinização
  106. 106. Insurgências e tendênciasOs processos de aprendizagem não dependem maisdo ensino e, além isso, a livre-aprendizagem afirma-se cada vez mais como desensino (unschooling).O heterodidatismo vai cedendo lugar aoautodidatismo da busca (já generalizado) e aoalterdidatismo da polinização (em emersão).Experiências de homeschooling reflorescem por todaparte e ensaios de communityschooling começam asurgir em vários lugares.
  107. 107. Insurgências e tendênciasA pesquisa científica individual vai sendo substituída,cada vez mais, pela pesquisa de grupo. O trabalhoautoral e fechado vai dando lugar ao trabalhointerativo e aberto da colaboração em rede. Emciência, a peer production já é uma realidade.A memorização e a replicação vão sendo menosrecompensadas do que a inovação.
  108. 108. Insurgências e tendênciasNovos critérios epistemológicos subsumidos nasavaliações de aprendizagem vão legitimando acriação (você só aprende verdadeiramente o queinventa).E processos de co-creation vão abrindo novoscaminhos para a aprendizagem alterdidata
  109. 109. Insurgências e tendênciasEm suma, você não tem mais que aprender o quequerem lhe ensinar (para que você se torne apto areproduzir velhos sistemas ou para desempenharfunções predefinidas ou representar papéis sociaisque esperam de você) e sim o que você precisa paradesenvolver uma idéia – sua ou que surgiu no seuemaranhado de relacionamentos – ou para realizarum projeto desejado por você e compartilhado comoutros
  110. 110. O que fazerSe inventarmos processos que mantenham, reforceme reproduzam burocracias do ensinamento, teremosescolas (independentemente do nome que quisermosadotar para fazer o marketing de nossas supostasinovações)Mas o que fazer para superar as burocraciasdo ensinamento que chamamos de escola(lato sensu)?
  111. 111. O que não-fazer Reeditar, sob qualquer forma ou a qualquerpretexto, a relação professor-aluno. Definir currículos top down. Separar as comunidades de aprendizagem poridade, escolaridade ou por qualquer outro critérioque não seja o interesse (ou melhor, o desejo).
  112. 112. O que não-fazer Tratar o conhecimento como objeto (que possaser transferido segundo o padrão emissor-receptor) e não como relação (o conhecimento sereinventa toda vez que um processo deaprendizagem se realiza na interação entresujeitos). Estabelecer hierarquias, mesmo quemeritocráticas (como se quem soubesse algumacoisa fosse superior, em algum sentido, a quemnão sabe).
  113. 113. O que não-fazer Manter um corpo docente separado de umcorpo discente. Em suma, estabelecer um padrão de ensino emvez de aprendizagem.
  114. 114. REDES SOCIAIS E APRENDIZAGEMMultiversidade: da universidade dos anos 1000 àmultiversidade nos anos 2000. A co-creation nos processos demultiversidade
  115. 115. Pierre Levy (2010) tuitourecentemente que as universidadesnão têm mais o monopólio doconhecimento, apenas do diploma!.
  116. 116. Karueein (c. 859) Al-Azhar (c. 988) Fez (Marrocos) Cairo (Egito)
  117. 117. Bolonha (1088 ou...)
  118. 118. Aula em Bolonha
  119. 119. Estudantes em Bolonha
  120. 120. Paris (1090 ou... 1170)
  121. 121. Oxford (1096 ou... 998)
  122. 122. As universidades surgiram no iníciodo segundo milênio (ou entre osséculos 12 e 13).
  123. 123. Mas o “DNA” surgiu talvez por voltade 3.700 a. E. C. na Suméria...
  124. 124. As universidades já surgem comocorporações meritocráticas
  125. 125. O surgimento da Universidade(medieval) foi uma expressão domundo (medieval), da cidade(medieval), da topologia da redesocial da época, dos seus baixosgraus de distribuição, conectividade einteratividade.
  126. 126. Nos mundos altamente conectadosque estão emergindo no terceiromilênio, não haverá mais lugar paraalgo como uma uni-versidade. Emtermos sociais já estamos em ummultiverso (distribuído) não em um(único) universo (centralizado).Assim, precisamos agora de multi-versidades.
  127. 127. A cidade vertical, murada efortificada, administradaautocraticamente, onde surgiu aunivercidade, dará lugar agora àcidade-rede onde surgirá amultivercidade democratizada.
  128. 128. O que fazer para não reproduzir Universidade?Instituir “tribunais epistemológicos”(baseados em um suposto sabersobre o saber).
  129. 129. O que fazer para não reproduzir Universidade?Organizar corporações de “sábios”.
  130. 130. O que fazer para não reproduzir Universidade?Estruturar carreiras acadêmicas.
  131. 131. O que fazer para não reproduzir Universidade?Adotar avaliações e seleçõesbaseadas em currículosinstitucionais, graus, títulos,certificados e diplomas.
  132. 132. O que fazer para não reproduzir Universidade?Comandar e controlar pesquisadorespor qualquer meio (inclusive por meioda tutela do professor-orientador).
  133. 133. “Univercidade” = Cidade AutocráticaFoi na cidade murada e fortificada,governada autocraticamente, quenasceu a Universidade comounivercidade meritocrática.
  134. 134. “Multivercidade” = Cidade Democrática Será na cidade-rede, a cidade horizontalizada e democratizada, a cidade como rede de múltiplas comunidades, que poderá surgir a multivercidade como expressão de processos de Multiversidade.
  135. 135. As novas Atenas onde brotaráMultiversidade serão zilhões decomunidades
  136. 136. Não há entrada na MultiversidadeÉ rede: há conexão!A “entrada” é voluntária.Está quem interage.
  137. 137. A pesquisa e a aprendizagem-criaçãoComo a Multiversidade não distribui“canudos”, nela só interagirá quemquiser de fato aprender ou criar.Pesquisa e aprendizagem-criaçãosão a mesma coisa.
  138. 138. A avaliação na MultiversidadeVocê será avaliado por seus própriospares ou pelas pessoas – quaisquerpessoas – que tomaremconhecimento de suas ideações erealizações.As avaliações não serão maisapenas individuais.
  139. 139. Não há saída da MultiversidadeNão há jamais avaliação final.A aprendizagem-criação épermanente ou intermitente, faz partedo “metabolismo”, da vida desse“organismo-vivo” que é oaprendente-criador.
  140. 140. Multiversidade é cocriaçãoSuas ideias e seus projetos serãopolinizados pelas ideias e projetos deoutras pessoas. Seu conhecimento,ao ser repartido, será multiplicado. Etudo isso será livre-aprendizagempor cocriação.
  141. 141. Mais estudo: auto e alter-didataNão é contra o estudo. É por maisestudo. É pelo estudo autodidata ealterdidata que o heterodidatismoescolar-universitário sufoca ou nãoestimula.
  142. 142. Conhecimento compartilhadoNão é por menos conhecimento esim pela multiplicação doconhecimento atualmente produzido.Quanto mais compartilhado, maiscresce e se desenvolve oconhecimento.
  143. 143. Cultura da miscigenaçãoNão é por menos cultura, é por maiscultura: não ilhada ou fechada, comona perspectiva multiculturalista e simaberta a miscigenação – única saídapara evitar o seu apodrecimento.
  144. 144. Pesquisa compartilhadaNão é contra a pesquisa orientada. Épor mais pesquisa compartilhada. Epor superar a separação entreaprendizagem e pesquisa.
  145. 145. Enxames de comunidadesNão é contra a chamada extensãouniversitária. É por torná-la atividadepermanente e central, não eventual elateral ao ensino e à pesquisa.Enxames de comunidades deaprendizagem-criação, cada vezmais interconectadas.
  146. 146. Obrigado!http://www.augustodefranco.org

×