Fluzz pilulas 61

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Fluzz pilulas 61

  1. 1. Em pílulasEdição em 92 tópicos da versão preliminar integral do livro de Augusto deFranco (2011), FLUZZ: Vida humana e convivência social nos novos mundosaltamente conectados do terceiro milênio 61 (Corresponde ao vigésimo-quinto tópico do Capítulo 7, intitulado Alterando a estrutura das sociosferas) Reprogramando sociosferasBasta que você se dedique a “fazer” redes para inocular um virus nosprogramas verticalizadoresEscolas (e ensino), igrejas (e religiões), partidos (e corporações), Estados-nações (e seus aparatos), empresas-hierárquicas: basta mexer no códigode uma dessas instituições para alterar a programação da sociedade. Hávárias entradas. Você pode escolher por onde quer começar a hackear omundo único, reprogramando sociosferas.Entretanto, para reprogramar sociosferas glocais – ao sabor de fluzz – nãobasta hackear, é necessário também fazer netweaving.
  2. 2. Netweaving – articulação e animação de redes sociais – será cada vez maisnecessário para a experimentação inovadora em todas aquelas áreas quequestionam o velho mundo único, ensejando a emergência de novosmundos altamente conectados: comunidades de aprendizagem em rede,ecclesias para compartilhar formas pós-religiosas de espiritualidade, redesde interação política pública em vizinhanças e setores de atividade,comunidades glocais em cidades inovadoras, empresas-redes – tudo isso ésemente! Não-escolas, não-igrejas, não-partidos, não-Estados-nações enão-empresas-hierárquicas são sementes: o que daí nascerá (depois) nãose pode saber (antes). Mas basta que você se dedique a uma dessasatividades para inocular um virus nos programas verticalizadores. Não, nãoé necessário uma grande revolução transformadora da sociedade como umtodo (mesmo porque não existe tal ‘sociedade como um todo’ e, portanto,também não existe essa grande revolução redentora ou salvadora: comodizia Paulo Brabo (2007), “o mundo não pode ser salvo de uma só vez... [sópode ser salvo] redimindo-se um momento de cada vez”) (55).É claro que tudo isso se resume em uma palavra: rede. Redes devem serencaradas, nesse sentido, como movimentos de desconstituição dehierarquias. “Fazer” redes é desconstituir hierarquias.Ao fazer isso, você se tornará um netweaver. Não importa onde atue, desdeque você desista das instituições hierárquicas: seja desistindo das escolas,para atuar como catalisador de processos de aprendizagem emcomunidades livres de buscadores e polinizadores, estruturadas em rede;seja desistindo das igrejas, mas (só se você quiser) não de compartilhar suamística ou sua espiritualidade com outras pessoas; seja desistindo dospartidos, mas não desistindo de fazer política (pública), exercitando ademocracia cooperativa na base da sociedade e no cotidiano das pessoasque convivem com você, na sua localidade ou setor de atividade; sejadesistindo das noções regressivas de patriotismo e nacionalismo e virandocidadão transnacional de sua glocalidade; seja desistindo das empresas-hierárquicas, mas não de empreender e de se associar a outrosempreendedores para estruturar novas empresas em rede.No mundo único, entretanto, a desistência passa pela desobediência. Vocênão conseguirá realizar nada disso se não tiver a firme disposição dedesobedecer aos mantenedores do velho mundo, que continuam mais(re)ativos do que nunca, talvez pressentindo fluzz – esse vento nuclear quevem varrendo tudo por aí. 2
  3. 3. Nota(55) BRABO, Paulo (2007). “Microsalvamentos: como salvar o mundo um instantede cada vez” in <http://www.baciadasalmas.com> 3

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