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Maniqueismo CristãoManiqueismo Cristão
Bem X MalBem X Mal
Civilização X BarbárieCivilização X Barbárie
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GIUCCI, Guillermo - Viajantes do Maravilhoso. SP., Cia das
Letras, 1992, p. 23-34.
Ulisses e a cultura helênica pensam ...
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p. 23-34.
• Bestialização a priori do outro (c...
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   Analogias da Igreja Cristã:Analogias da Igreja Cristã:
   Sereias = tentação, pecado (a vitória de Ulisses,Sereias ...
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Maniqueísmo CristãoManiqueísmo Cristão
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A exemplo de Ulisses e Polifemo, a civilização vence a
barbárie através do intelecto.
“Sua religião – Parece que sua ...
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Seres do bestiário europeu medieval. Lendas e mitos sobre seres que habitavam
o mundo distante, desconhecido, que pod...
1616
Para evitar o “massacre” dos nativos pelo mal (demônio), os europeusPara evitar o “massacre” dos nativos pelo mal (de...
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SapucuiauaSapucuiaua
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Diversidade IndígenaDiversidade Indígena
Grandes grupos nativosGrandes grupos nativos
(Divisão em Troncos e Famílias)...
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Línguas nativasLínguas nativas
•Troncos Tupi, Macro-Jê e AruákTroncos Tupi, Macro-Jê e Aruák
Tronco Família Língua D...
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  1. 1. 11 América DemoníacaAmérica Demoníaca
  2. 2. 22 Maniqueismo CristãoManiqueismo Cristão Bem X MalBem X Mal Civilização X BarbárieCivilização X Barbárie (europeu/cristão) (seres monstruosos)(europeu/cristão) (seres monstruosos) == Salvação de todosSalvação de todos (Luta possível somente através da(Luta possível somente através da colonização)colonização)
  3. 3. 33 GIUCCI, Guillermo - Viajantes do Maravilhoso. SP., Cia das Letras, 1992, p. 23-34. Ulisses e a cultura helênica pensam o mundo desconhecido como povoado de seres maravilhosos (ninfas, ciclopes, sereias). Civilização (Ulisses) X Barbárie (Polifemo). Mito.
  4. 4. 44 GIUCCI, Guillermo - Viajantes do Maravilhoso. SP., Cia das Letras, 1992, p. 23-34. • Bestialização a priori do outro (ciclope) = ociosidade arcaica, estado pré- social = semelhante aos povos pré-colombianos => choque cultural e massacre físico. • Civilização X Barbárie Ação X ócio Hospitalidade X ferocidade (no entanto o “civilizador”sempre . se configura como invasor) Antropofagia (traço comprovador da bestialidade) Vitória do civilizado (intelecto = ordenar) sobre o bárbaro (físico = acatar, trabalhar). O bárbaro, porém, vê o civilizado como pirata, saqueador, violento. Mas para o imaginário clássico isso transforma Ulisses em um herói, um guerreiro valente.
  5. 5. 55    Analogias da Igreja Cristã:Analogias da Igreja Cristã:    Sereias = tentação, pecado (a vitória de Ulisses,Sereias = tentação, pecado (a vitória de Ulisses, preso ao mastro significaria a vitória do bem sobre opreso ao mastro significaria a vitória do bem sobre o mal.)mal.)  Mastro = cruzMastro = cruz  Nau = IgrejaNau = Igreja  Ulisses = Cristo (Ulisses anuncia o redentor).Ulisses = Cristo (Ulisses anuncia o redentor).  Colombo assume, no mundo moderno, a figura deColombo assume, no mundo moderno, a figura de Ulisses/Cristo. Configurando-se como “salvador”.Ulisses/Cristo. Configurando-se como “salvador”.
  6. 6. 66 O apocalipseO apocalipse  Mil anos após o governo dos justos:Mil anos após o governo dos justos: a)a) nascimento de Cristo,nascimento de Cristo, b)b) aceitação do cristianismo como religiãoaceitação do cristianismo como religião única de Roma (391)única de Roma (391) c)c) conversão dos bárbaros (século V, comconversão dos bárbaros (século V, com as invasões expandindo-se até aas invasões expandindo-se até a formação do Império Franco a partir doformação do Império Franco a partir do VI)VI)
  7. 7. 77 Maniqueísmo CristãoManiqueísmo Cristão  Luta eterna entre:Luta eterna entre: cristão X anticristocristão X anticristo (bem X mal)(bem X mal)  Não aceita a neutralidade.Não aceita a neutralidade.  Para a salvação seria necessária a expiaçãoPara a salvação seria necessária a expiação dos pecados (humilhação, humildade, trabalho)dos pecados (humilhação, humildade, trabalho) = massacre físico e cultural dos ameríndios.= massacre físico e cultural dos ameríndios.
  8. 8. 88 A salvação do europeu estava diretamente ligada à salvação dos “outros”. Dessa forma, arriscavam-se nas travessias, pois pela obra ( conversão e a luta contra o mal em suas várias faces) alcançariam o paraíso.
  9. 9. 99 PIGAFETTA, A.PIGAFETTA, A. A primeira viagem ao redor do mundo.A primeira viagem ao redor do mundo. trad.trad. Jurandir S. dos Santos. Porto Alegre: LPM, 1985.Jurandir S. dos Santos. Porto Alegre: LPM, 1985. Diário de Antonio Pigafetta – escritor italiano que acompanhou Fernão de Magalhães naDiário de Antonio Pigafetta – escritor italiano que acompanhou Fernão de Magalhães na primeira viagem ao redor do mundo.primeira viagem ao redor do mundo. 13/12/1519 –13/12/1519 – os brasileiros –os brasileiros – Os brasileiros não são cristãos, porém,Os brasileiros não são cristãos, porém, tampouco são idólatras, porque não adoram nada. (...) Vivem muito tempo.tampouco são idólatras, porque não adoram nada. (...) Vivem muito tempo. Os velhos chegam ordinariamente até os cento e vinte e cinco anos eOs velhos chegam ordinariamente até os cento e vinte e cinco anos e algumas vezes até os cento e quarenta” p. 57 (Vespúcio contava a mesmaalgumas vezes até os cento e quarenta” p. 57 (Vespúcio contava a mesma história, os anos eram contados a partir de pedras)história, os anos eram contados a partir de pedras) Antropófagos – “Comem muitas vezes carne humana, porém, somente de seus inimigos.” P. 58 (traço comprovador de Barbárie) Libertinagem das moças – “algumas vezes, para conseguir uma faca de cozinha ou outro instrumento de corte, nos ofereciam como escravas uma ou duas de suas filhas” (59) (pecado)
  10. 10. 1010 Theodor de Bry
  11. 11. 1111 Theodor de Bry
  12. 12. 1212 Bry
  13. 13. 1313 19/05/1520- Porto de San Julián – Um gigante: “este homem era tão grande que nossas cabeças chegavam apenas até a sua cintura.” Junho de 1520 – Dois gigantes são capturados graças à astúcia – “O capitão queria reter os dois mais jovens e melhor formados (...) vendo que seria difícil prende-los pela força, se valeu da seguinte astúcia: primeiro lhes deu uma grande quantidade de facas, espelhos e objetos de vidro, de modo que tivessem as duas mãos cheias. Em seguida lhes ofereceu dois aros de ferro (...) que não podiam carrega- los nas mãos, propôs prende-los nos tornozelos (...) consentiram (...) de modo que, de repente, se encontraram cadeados. Quando se deram conta do ocorrido, ficaram furiosos, bravando e invocando Setebos,que é seu demônio principal.”(65) A exemplo de Ulisses e Polifemo, a civilização vence a barbárie através do intelecto.
  14. 14. 1414 A exemplo de Ulisses e Polifemo, a civilização vence a barbárie através do intelecto. “Sua religião – Parece que sua religião se limita à adoração do diabo.”(66) Na realidade xamanismo. “Nosso capitão chamou a este povo de patagãos (devido ao tamanho de suas patas).” (67)
  15. 15. 1515 Seres do bestiário europeu medieval. Lendas e mitos sobre seres que habitavam o mundo distante, desconhecido, que poderia ser o bosque (lobisomem) ou o fim do mundo. Representantes do mal e do pecado. Destaque para a figura ao fundo (uma espécie de “patagão”)
  16. 16. 1616 Para evitar o “massacre” dos nativos pelo mal (demônio), os europeusPara evitar o “massacre” dos nativos pelo mal (demônio), os europeus promoveram uma depuração de seus costumes e uma conversão apromoveram uma depuração de seus costumes e uma conversão a “ferro e fogo” = Massacre físico e cultural dos nativos.“ferro e fogo” = Massacre físico e cultural dos nativos. “O que não é comigo é contra mim” (Mateus 12:30) A inquisição, por ex., massacrou a cultura e a religião indígena (destruição de ídolos e templos). Acredita-se que em 1500 existiriam cerca de 5 milhões de índios no Brasil, hoje existem apenas 330 mil.
  17. 17. 1717 SapucuiauaSapucuiaua
  18. 18. 1818 Diversidade IndígenaDiversidade Indígena Grandes grupos nativosGrandes grupos nativos (Divisão em Troncos e Famílias)(Divisão em Troncos e Famílias) Tupi-Guarani:Tupi-Guarani: LitoralLitoral Jês:Jês: Planalto Central e próximos ao litoral Espírito SantoPlanalto Central e próximos ao litoral Espírito Santo Aruák:Aruák: Amazônia OcidentalAmazônia Ocidental Karíb:Karíb: Amazônia até o norte das AntilhasAmazônia até o norte das Antilhas Tucano:Tucano: Áreas isoladas da AmazôniaÁreas isoladas da Amazônia Pano:Pano: Áreas isoladas da AmazôniaÁreas isoladas da Amazônia Kariri:Kariri: Sertão do NordesteSertão do Nordeste
  19. 19. 1919 Línguas nativasLínguas nativas •Troncos Tupi, Macro-Jê e AruákTroncos Tupi, Macro-Jê e Aruák Tronco Família Língua DialetoTronco Família Língua Dialeto Tupi Tupi-guarani Guarani Kaiwá; NhandeváTupi Tupi-guarani Guarani Kaiwá; Nhandevá Tupi Juruna Juruna; XipáyaTupi Juruna Juruna; Xipáya Macro-Jê Jê Akwên Xavante; XerenteMacro-Jê Jê Akwên Xavante; Xerente Aruák Madihá TerênaAruák Madihá Terêna Em 1.500 = 1.300 línguas indígenas Hoje = entre 120 e 150Em 1.500 = 1.300 línguas indígenas Hoje = entre 120 e 150 Cada uma delas expressa todo um universo cultural, uma vasta gama deCada uma delas expressa todo um universo cultural, uma vasta gama de conhecimentos, uma forma única de encarar a vida e o mundoconhecimentos, uma forma única de encarar a vida e o mundo

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