Metodos E Tecnicas De Pesquisa Em Geomorfologia

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Metodos E Tecnicas De Pesquisa Em Geomorfologia

  1. 1. Métodos e Técnicas de Pesquisa em Geomorfologia Prof. M.Sc. Assis Araújo CESC/UEMA
  2. 2. O que é Pesquisa? O que é Pesquisa Científica? O que é Método Científico? Como se escolhe o Método? Quais são os Métodos Científicos? Questões básicas
  3. 3. 1. “Indagação; inquirição; busca; investigação; exame.” 2. “Indagação ou busca minuciosa da realidade.” 3. “Informar-se a respeito de...” 4. “Buscar com diligência; indagar, inquirir, investigar.” O que é Pesquisa?
  4. 4. 1. “Processo através do qual a ciência busca dar resposta aos problemas que se lhe apresentam” 2. “Investigação sistemática de determinado assunto que visa obter novas informações sobre um problema específico e bem definido” 3. “Processo de produção do conhecimento que tem como metas principais gerar, corroborar ou refutar algum conhecimento pré-existente.” O que é Pesquisa Científica?
  5. 5. O que é Método? “ Seqüência lógica de procedimentos que se deve seguir para a consecução de um objetivo.”
  6. 6. 1.“Conjunto de procedimentos aceitos e validados por determinada comunidade científica que irá assegurar a qualidade e a fidedignidade do conhecimento gerado” 2. “Conjunto de procedimentos intelectuais e técnicos adotados para se atingir o conhecimento.” 3. “Conjunto de operações mentais e técnicas que possibilitam a verificação do processo de obtenção.” O que é Método Científico?
  7. 7. Métodos Científicos (abstração) HIPOTÉTICO DEDUTIVO DIALÉTICO FENOMENOLÓGICO NEOPOSITIVISMO MATERIALISMO FENOMENOLOGIA Lógica + Experimentação = Conhecimento Os fenômenos têm aspectos contraditórios Descrição de uma experiência isolando-a de suas causas
  8. 8. O Método em Geomorfologia Como toda ciência da natureza, a Geomorfologia se propõe descrever e explicar ; O primeiro trabalho do geomorfólogo é a observação direta das formas do terreno; Esta observação não pode limitar-se a uma simples enumeração das formas;
  9. 9. O que é técnica? <ul><li>1. “Habilidade prática. Recursos utilizados no desempenho de uma atividade prática; </li></ul><ul><li>2. Em um sentido derivado sobretudo da ciência moderna, aplicação prática do conhecimento científico teórico a um campo específico da atividade humana. Ciência aplicada.” </li></ul>Japiassu & Marcondes (2001)
  10. 10. A técnica e a produção científica <ul><li>O uso das técnicas subsidia o método. </li></ul><ul><li>Trabalho técnico – desvinculado de pesquisa científica; almeja um fim prático. </li></ul><ul><li>Trabalho científico – conduzido por um método; busca o conhecimento. </li></ul><ul><li>Domínio das técnicas – maior confiabilidade e controle sobre os dados. </li></ul>
  11. 11. <ul><li>Escolha das técnicas: </li></ul><ul><li>Adequadas ao objeto estudado; </li></ul><ul><li>Relação custo-benefício; </li></ul><ul><li>Viabilidade e acessibilidade </li></ul>A técnica e a produção científica
  12. 12. <ul><li>1.1 Abordagem Teórica do Problema; </li></ul><ul><li>1.2 Observações de Campo; </li></ul><ul><li>1.3 Experimentos (campo ou de laboratório); </li></ul><ul><li>1.4 Método empírico quantitativo; </li></ul>Métodos e Técnicas em Geomorfologia
  13. 13. <ul><li>1.5. Método de Correlação Geomorfológica e Interpretação Paleogeográfica . </li></ul><ul><ul><li>Métodos geométricos; </li></ul></ul><ul><ul><li>Métodos sedimentológicos; </li></ul></ul>
  14. 14. <ul><li>1.5. Método de Correlação Geomorfológica e Interpretação Paleogeográfica . </li></ul><ul><ul><li>Geocronologia: </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>*Relativa: </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><li>-Estratigráfica (camadas) </li></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><li>-Polínica (pólen) </li></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><li>-Pré-histórica </li></ul></ul></ul></ul><ul><ul><li>*Absoluta: </li></ul></ul><ul><ul><ul><li> -Depósitos pós-glaciais </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li> -Métodos radioativos </li></ul></ul></ul>
  15. 15. Estratigrafia – Datação Relativa Siccar Point - Escócia
  16. 16. O campo na pesquisa <ul><li>Contato com a realidade; </li></ul><ul><li>Observação e interpretação; </li></ul><ul><li>Aferir “verdade terrestre”; </li></ul><ul><li>São técnicas e não métodos. </li></ul>Camocim - CE
  17. 17. Observar formas....
  18. 18. Observar processos....
  19. 19. Ensaios de Campo <ul><li>Pinos de erosão; </li></ul><ul><li>Calhas de Gerlach; </li></ul><ul><li>Testes de infiltração; </li></ul><ul><li>Teste de resistência à penetração; </li></ul><ul><li>Monitoramento de voçoroca. </li></ul><ul><li>Praias: </li></ul><ul><ul><li>Análise Granulométrica </li></ul></ul><ul><ul><li>Perfil praial </li></ul></ul>
  20. 20. Calhas de Gerlach Testes de infiltração
  21. 21. Monitoramento de Voçorocas Monitoramento de voçoroca. Fonte: Guerra (2002:144).
  22. 22. Pinos de erosão Fixação dos pinos ao longo das ravinas Pino visto de perfil. Fonte: Guerra (2002, p.151)
  23. 23. Teste de resistência à penetração
  24. 24. Metodologia para monitoramento de erosão margens fluviais: medição através de pinos e estacas
  25. 25. O laboratório na pesquisa <ul><li>Três atividades: </li></ul><ul><li>Planejamento da atividades; </li></ul><ul><li>Tratamento das informações; </li></ul><ul><li>Simular situações reais </li></ul>
  26. 26. Métodos gráficos e cartográficos <ul><li>Mapa topográfico : </li></ul><ul><li>Dá uma visão de conjunto da região estudada (1:1.000.000 – 1:250.000); </li></ul><ul><li>Revela as orientações e linhas diretrizes que podem escapar ao observador; </li></ul>
  27. 28. Métodos gráficos e cartográficos <ul><li>Mapa topográfico : </li></ul><ul><li>Certas escalas (1:20.000; 1:50.000), etc. representam maiores detalhes como pequenos vales e cristas; </li></ul><ul><li>As escalas superiores (> 1:20.000) são mais úteis em observações micromorfo-lógicas (dunas, karst, voçorocas. </li></ul>
  28. 29. Mapa Topográfico
  29. 30. Mapa Topográfico
  30. 31. interpretação geomorfológica baseada nas informações obtidas por imagens de satélite e fotografia aérea .
  31. 32. Nível de detalhamento de fotografia aérea (escala original - 1 : 25.000)
  32. 33.   Variações no padrão de canal conforme a declividade, descarga, carga sedimentar e energia do canal. A: Leopold & Wolman (1957); B e C: Schumm & Khan (1973); D: Fergusson (1981), em Petts & Foster (1990). Adaptado de Petts & Foster (1990) .
  33. 34. BIBLIOGRAFIA <ul><li>CHRISTOFOLETTI, A. Geomorfologia . SP: Edgard Blucher, 1980. </li></ul><ul><li>GUERRA, A.J. T. & CUNHA, S. B. da (org.). Geomorfologia: exercícios, técnicas e aplicações. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil.1996. 334 p. </li></ul><ul><li>PENTEADO, M.M. Fundamentos de Geomorfologia . 3ª ed. Rio Janeiro: FIBGE, 1980. </li></ul><ul><li>SALA SANJAUME,M.; BATALLA VILLANUEVA, R.J. Teoria y métodos em Geografia Física. Madrid: Editorial Sintesis, 1996. </li></ul><ul><li>TEIXEIRA, W. et al. Decifrando a Terra . São Paulo: Oficina de Textos, 2000. </li></ul><ul><li>TRICART, J. Principes et Méthodes de la Géomorphologie . Paris: Masson & Cie, 1965. </li></ul><ul><li>VENTURI, L. A. B. (org.) Praticando Geografia : técnicas de campo e laboratório. São Paulo: Oficina de Textos, 2005 </li></ul>

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