A HISTÓRIA ESCRITA

teoria e / IIÉÍEÍFIÉ da hxsfarfagraiííà

ângeãika Eppfe - Amo *Juehlmg

Cario Ginzburg o Frank R.  Ank...
' . Wii- i. .. . . . I .  -. | . i . |.. 

 

Íuuiln 1M L| ||L'| I|| 'I L1l'-I. | lW-“kmli | I'. l | '.. |-| n.-.  ¡

| '1...
Sumário

Teoria e higióriu da HÍHLUIÍRIQTEIÍÍLI . _   _  . _

JHITIÍTEÍÍJ' Êl-fufuruizr: 

 

Para uma nox-ti hisuãriu da ...
I-lislurinmgrnlia¡ uu|11p: Ii': ¡Iix-. -¡ 1l1Il'l'l'l1Í| lII'JI] . 

_Im 'n Nínwrrr

Genoma e n espeeii:  da hislúriu   . ...
Apresentação

Este livro não é uma coletânea de textos perdidos em revistas espalhadas
pelo mundo,  mas um produto intelec...
author-i¡ Flufiüllilln iminii-inis inn-ria:  im,  u» t.  .1|| |l nlm mmiuu-rsi «janeiro
gundw lünçu¡ ¡, _.¡¡i_it¡i_~¡i_q_ ...
»matam

NO01'¡5“'“'~'*1'“ d" '“-'““'"¡"H"-1Í"t-I 171-155.¡ pola cunhitiivriiçaio da qui-stat¡ de gômrm, 

qu! ? E2393** à ...
«IHIGHIGIWF
 Lnüixa 11111 511.15 çrílitnis .1 Vlxiili Nnlqlliül,  lhl l'l'llllu1t_'illl qllí' Imh- ¡ilhmn
¡m!  à¡ n¡. ¡.¡¡...
Teoria e história
da historiografia

Jurandir Mister-ba

Este livro conflui para um campo problem-ético) e inx-estiggitix-...
;animaram

du texto u çuimina no (Lotto.  'liil iIfirtii.1i_'. ii'› lu-tcroiloxa,  .issim posta,  já seria
suficientepitra...
r¡. ... ... e l -_Ir_. - .  q¡ p. ¡›_›~. w,¡_. ¡

crítica cuI1lL1I1LiL-11t1'.  l)L't1I. 't'| I'lll'I¡. 't1l'l'|  Zngorin, ...
adnominai-

A sa-guttda ÍUSL' t¡ a tio n.1r'r.1ti-'i. ~an1o,  que acurllisll' . ins impu-rrnl ivo'.  da
ungungen¡ 9 um;  h...
?Havia a mw. : m nau-agem

A2¡ ; tmn-tidas entra:  "tuifiiitialistüa-ã" L' "púsqimtilsrricrs",  diálogo ilt* surdos. ,
ten...
.  #WI

 

Foi Bene-deito LÍroce mit-In t11'll1'1t'l1'ilHlHli'| Hdl¡/ .t'rl|  os ]1I'l| l1ll'lt1i1'w inerentes
à tática d?...
¡HJIIIÇHWMII MHÁIMiQMNI

. Portanto.  a folilv gvriidtlln Lin hisituririgrnlin L'- a nmcr-asairia.  reliíicaução das
versõ...
¡miami-rita! 

dmtçmr-nt-o do discursar histtàritwi.  .1 prciprin . tmliiiçiiiiiartu- t1.;  FhIIrIVTrI triuhirnr_
SüglIÍnL...
'WW P “ÍWMMRHGQÉÊ

A dtlplai significação Li o um) lingüístico n1mslvrnn di' "Ixistfyria" ¡('; g5¡f¡¡¡-h¡g¡
e "história" H...
l.  Hit! ! ! will

que muito .1 iuísrirrii' l'l'. ll“l“. l &Itmnllll llllHl"l"i"'-' *'| '““"“llx N” ? Inlhiltr do
a~¡“]¡, ...
tr r. .-¡. i r.  r. --_-. r,.  _,  q. ; añupwzpg. ,

ciências naturais.  no historia rlifii-¡Imtrnti- uma obra lllhltlrrlt...
tipjmlütth

empmm_ _ainda . .que | 'r~u, -r¡iionlviiusiiir' nangligviwsginitiais rnmn Iltuslins iitrpuriaioleg
.  ¡r- a - ...
EUPIÍÉÍÍIÍÍrlII-JlIHl"| 'l| l'1lll'I'li1lI"[1150", ihllllt'd. ilt. lnll. 'fllllllthlh! ¡lllaÉlltinltiltllFílñ
uniu-III irr...
amado UMM'

kvlmo Lúql-Pn¡ t_ Unmt¡funk. hmnirigur. 'Ihlw/ |11r1›. '.1nLh~~. l.¡ I1 It". I I I.1 ml¡ w¡ u Jlnrcdn “m, 
llr...
Í| "›ÍI-|  4- P- : Hi1 s 4: mw¡ wma

'“ Frank AnkL-rsàillil,  'ilw líilu-: nnhl UI l.  ontt-nrpornrr' r!1p_| :1*--H. |: II...
RHIMHHUIIWG

(jan-p,  lklluuivlttr.  A frrluhínnl:  ¡rg-na-. nnun-nlqm 1' again.  fhul.  I1.1rn, -' ÍL1l1I. l--cL'1II+ Fm ...
Para uma nova história
da historiografia

Horst lvatter Btarrke

A historia do historioigratiia é Lima ; ati-cidade nova. ...
AWÚPÍOFW”

Engmmnm,  l'I| I.1I. 'l. I'[1Ç-. t.'i i-strulurais nu pt-nsamvltln.  Illllltllvlülfilltlill¡
, ümrgxtinilii-. i...
ir. ..,  um. , ai. " u, .›_ir, ,.,  44 Mwwi¡

de fora a hisrnrioginitin não . alvmfi.  Dessa foI'n1¡1, mio trata-irei da m...
lhiillerhelirtli

histúrk¡ da ¡«¡¡¡¡l¡$¡~¡n t;  ,_. ,_, ¡~. |çiai. i como . i historia ; Iv um ; guru-ro hum-nm¡

parttcui...
lui¡ uma mu;  Iunlfpq q.  aiqm-gg¡

a nesse tipo.  assim Unmn n «H-'üli-! qiitl de l.  LioliiÍrit-tl rich da tloulrina his...
¡Mwmm

ohms.  Bons vxrsmplits sào o iivm dv fx'.  Sclnvnliv,  i 'rrIHIN I' I'M” 'it' . ifnm/ :I: 
¡¡¡¡¡¡¡. _,¡c¡¡¡~¡¡¡_. ....
¡'= t|1| uma . vi-ra 'l'1ÍI'aF'l 4a iram-twin¡

atividades acadôlnicais no . assim chamado e-arcialie-rrnc:  real,  assim ...
mataram#

de uma pnstilra : :imtn-: Hllllràllllll VW"" Tt'l"'-"' É¡ l'¡-“'“l"¡-' *li* l*¡”'l"'¡"'iiraíi. a.
Qualquer pcnsi...
I'ma uma »emo harry-sm¡ tunning-gn¡

: mt-ras qLurslôt-'H Itàn menos iI11¡_'-ii| 't¡ir1tic. -+,  quais sciiam_ a.  tour-in...
ranma sur-nt: 

    

R.  PVi1traI11,rcnl| 'i~ iurr c IvHH um atuam di' I"'-"*I“'-'r'*l“"*'“ *'““"'“-*""j'-_'*=  i'm 'i
is...
!nua I. -II.  .l ¡um!  I_-r_1-f. -.. ¡ 4.¡ iuvmwqpgf. ;

com Llmü (IHÚÍÍCHC de caso em que usou as h isloritaitraiiais tie...
'mesmo

nsubicüvtstaü,  W.  j.  MJJITIITIHUIT ¡JMIIIIÍIIJ tTÍÍÍiCFIFIIIJIlÍI' . ils ¡iosiçtrvs dr- Sybç¡ E
“Eitschke,  cms...
Para uma Mu hub. ; q.  naming-ñ¡

capta-iu:  de crinçaiti da tradição;  novos lwrois sit:  dr-sccihcrius t.  Cl, n3tru¡dm....
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)

2.219 visualizações

Publicada em

História Historiografia Teoria Malerba Epple Wehling Ginzburg Ankersmit White Blanke Rüsen Sato Mastrogregori

Publicada em: Educação
0 comentários
2 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
2.219
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
5
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
152
Comentários
0
Gostaram
2
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

MALERBA, Jurandir (org). A história escrita: teoria e história da historiografia (2006)

  1. 1. A HISTÓRIA ESCRITA teoria e / IIÉÍEÍFIÉ da hxsfarfagraiííà ângeãika Eppfe - Amo *Juehlmg Cario Ginzburg o Frank R. Ankersmit Hayden White o Horst *Jüalter Blanke Jórn Rüsen o Jurandir Malerba (Org. ) [Vlasayuki Sato o Massimo Mastrogregori EDITORñ
  2. 2. ' . Wii- i. .. . . . I . -. | . i . |.. Íuuiln 1M L| ||L'| I|| 'I L1l'-I. | lW-“kmli | I'. l | '.. |-| n.-. ¡ | '1[i1a1:. I 4. 'unlrxui [Í . ÍÍILILI | 'iI¡-. I._ I ¡¡I_¡_I . -1¡'rIi. iI. .'_¡5:'i. -¡. -:? -r. r;›. .'. n55; . "_-. '.I. u'. .f¡_. .fr› ÍI~LJ*-l.1'15.'§. '1|.1x Ínuk Ífrruâuiu Í i| i.Ln ; Kquinia i-Ix: L3uin1:In¡| |1.1 llznlt» | l1l: 'fI1.1CÍU| 'J. l¡h 1h' [. :'.1ÍL'llC? :Ç. |l'. i.| í! I'| .l PILIIHLZNJÀIL¡ IIEÍEIK¡ [(. :.. l.IJ1.lT. ¡ Hf: l.xi| r_'ir. i Jo Liu-a. 5P. Hrnf-Ir] : iu Ílúslciria EFE rim: [i-niin c ÍIÍMÚFÍ. ; da E1Lg. |unn¡_~_r,11¡;4 . " úL'_L; .Lni. a.: La| nI jLILLndi: .Wah-tha. Húci Ijâi-lrll : (Íuinuttn. _'[IlÍIf1. Hi | .›Í i magra E11 IS BN Sã l- i -'¡ 3115-'- ]. Plimària - I-"Liumiísi 3, ]-1i›1n: ingr:1i'I.1 - HÍSIÓIÍH 3. ]'1i. ~:lurÍu_g-_r.1iÍ. ¡ - 'IL-guia ]_ _.1;¡Iç| [¡_¡_ Jur-. mcür. Ori-STM LIELU-'iul Índicc par: : uinilogo SENIPHLÍIÍCH: Í. PÍÍMGIFÍÇIQILIÉÍJ : História 'JUÍ EHITIUiL-x ("mm l-IJITP: Diretor cdiIc›: 'i; -11:_, i'rrr', uic' Í“: '.r. r_c_('3r Run AcUpÍLIr-. i. FW - . Mto da ! up-a (15033-1 HJ - Hina Pauhw - : ~I' L"iI'«_': U1] .3331 53333 Em": L&IXTOÊÉÇLÍÍLL'rI';1L'“LHItL'xi1'1_ÇLn1'| .by '''. 'Ct. ]ÍtomamLL'3([t1_u; U111.hr girar_ ljlTiih-'idiliL1'(. ']3I'CIIdlEI. ;41R1ÍIHLII ¡¡11luLr'L_'í¡¡]. Us inÍr-. ttuicnx surñn pruucsa-. idux na hirm: : da ici.
  3. 3. Sumário Teoria e higióriu da HÍHLUIÍRIQTEIÍÍLI . _ _ . _ JHITIÍTEÍÍJ' Êl-fufuruizr: Para uma nox-ti hisuãriu da historinsga'iifizl ? Irlrwf Woffcr' 19h71min' H1g¡g¡-¡(~, ¡H-. _¡1“¡. L1 e u-ddjgsifux das icmhrzinçus ifri. s'h'i'riiri _fl-fruriroygngurrri Hisloriuisaxutv. 11:35 -msmdcrninmnw c |1ix1o¡'it›1l¡'“““ ' ' ' '" JVMHÀ' K. .-J'rÀ'r'r'ntiir'J
  4. 4. I-lislurinmgrnlia¡ uu|11p: Ii': ¡Iix-. -¡ 1l1Il'l'l'l1Í| lII'JI] . _Im 'n Nínwrrr Genoma e n espeeii: da hislúriu . . . . _ . . -*. n_: ::'i'i'kci HPpÍr' Histnrínugrallíu enagnítix-'ze e Í11StUl'Í0gl". l11Ll nrmnuux-'u . . ifrr. n'ri_rrtá'i . Sum Historíogrufiar. e epislemolrugia histórica A mo 1i-"c= ¡¡i'i'iu1_2 Enredo e verdade na escuta da história Hayden irí-"hfrcr O EXIEFWIÍHÍO dos judeus e o princípio da realidade _ _ . Garfo Gmcbnrg Os tradutores 11') | .W 157 ! T5 191
  5. 5. Apresentação Este livro não é uma coletânea de textos perdidos em revistas espalhadas pelo mundo, mas um produto intelectual, fruto de inquietações e problemas presentes no trabalho dos historiadores. Minha Função foi, apos conceber o livro, a de buscar textos que pudessem responder ou, pelo menos, encaminhar adequadamente as inquietações dos meus colegas brasileiros. Para atingir esse objetivo, procurei alguns dos mais relevantes historíógrafos em atividade e deles escolhi o texto que melhor se adequasse aos propósitos desta obra. Assim, não se trata de uma coletânea (no sentido de sair por aí coletando aleatoriamente), mas de um livro com propósito definido. O critério principal para a seleção dos textos que constituem a presente obra foi a intenção de compor um painel, o mais amplo possível, dos campos problemátjcog presentes na construção de uma teoria da historiografia, com vistas ao aprimoramento prático de uma revigorada historia da historiografia. Nesse sentido, os textos aqui reunidos oscilam da reflexão teórica acerca do conceito de historiografia para a reflexão crítica de urna epistemologia da história, pagsando i1ecessarienmente pelas potencialidades e limites metodológicos que cada caminho aprewnta' Tratamúe' Éomo e notorio' de autores congagrados do pensamento historico ctanterriporaneo, provenientes das mais distintas tradições nacionais e simpatias teorzcas.
  6. 6. author-i¡ Flufiüllilln iminii-inis inn-ria: im, u» t. .1|| |l nlm mmiuu-rsi «janeiro gundw lünçu¡ ¡, _.¡¡i_it¡i_~¡i_q_ No ¡ii-impii-ii, u ti II. u rw . ii prima mlialinrrtli» uahre o conceito IÍlL'l1lSl(| |'lt1HT'a1llil ifülíñlqllllll! ll'lll'ltti ilriIi-xiull"'l"““iãr. iflrn, Elaborando síntese dewiriiisciis. iiiis lIl1|_'IL'II'l. Il! lt't-, | lurst l-liíiltzri' l5|. 'ir1l~c. i› ressalta a in1l-"uirtância da (teoria par. : . i nconstruç. 'iia Lll' um. ) rt-nin-atla historia¡ da i-tigtrii-iografia, csiniucginciii . is categorias fundamentais inerentes Si sua prática c dedicando relevante espaço teimbém a perspectiva: dt- gtütlft) na critica historiográfica. O editor da i-exrista Starter-enfia, Massimo hiastrogregori, ofef9ce~nos um traballio que aglutina reflexões cicsemrolvitlas em vários momentos, dispersos em periódicos em três idiomas, que sintetizam seus entendimentos sobre as potencialidades da investigação em historia da historiografia e os motivos que explicam, por uni lado, o restrito interesse dos próprios historiadores profissionais, e, por outro, do público não especializado em geral por esse campo que nos esforçamos por cultivar. O problema da hermenêutica histórica está presente no ensaio seminal de Frank Arkersmit, -que, partindo da aporia rortyana de que "a linguagem adere ao mundo", ou seja, sobre o problema filosófico fundamental de como as palavras agem formalmente em relação aos objetos, analisa a hermenêutica hjstorista das vertentes pós-modernas no campo historiográfieo, com vistas a pensar as condições sob as quais um conhecimento seguro e objetivo seria possivel_ O segundo grande bloco a que aludimos poderia ser rotulado, na falta de meihor denominação, por ensaios com propostas mais teórico- metodológicas para o campo da história da historiografia propriamente dita. Aqui, o ensaio de Jorn Rüsen, formulando os princípios para uma análise historiográñca em bases comparativas e in tercul rurais é paradig má tico. Releva a importância da reflexão teorica, do tipo específico de debate no campo da teoria, e oferece indicações preciosas a respeito do método comparativo em análises interculturais (transnacionais) no campo da historiografia, ou seja, o que deve e pode ser comparado e como faze-lo. Nesse sentido, o historiador japonês Masayuki Sato proporciona rara oportunidade para pensarmos que existem possibilidades c finalidades noutras de se conceber e praticar o conhecimento histórico diferentes do modo como nos ocidentais estamos familiarizados. À sua maneira, introduz um elemento antropológico na reflexão historiografica, como Rüsen também faz em seu ensaio. E como expõe também Angelika Epple, ao perguntar-se se as mulheres tem sua própria historia e quais desafios específicos enfrenta o tüesquísadür OU pesquisadora que se propõe a (rejescrex-'Ltr a história sob tal perspectiva. A L:
  7. 7. »matam NO01'¡5“'“'~'*1'“ d" '“-'““'"¡"H"-1Í"t-I 171-155.¡ pola cunhitiivriiçaio da qui-stat¡ de gômrm, qu! ? E2393** à ¡T"'"'é1'~'"1l th¡ l1¡r-'-lnI'iograI'i-a ocitlisnlal ati. ”- -Líl'l'l"d du Till . irao-u atrair_ O 'lL'I'Ct; "lI“t>lJ1ti: ?t1 : ru-naum r-unduz-ln¡ l ___ a Lin-trouxa: : it-úricu da ¡irática hi5t¡_1'l(1gl'ÊIÍ'lC.1 par n l d ncampovpialeriiiiitigicrn_ J-Ím L-nr-¡aioinerlilojtrnr: Weliling aramfuildet hipotucses por t-lu nlusmr; ¡WUHMQHS um h. . ihalhos aintrlrion-s, sin-bn_- m; IJOÍGIICtFIÍIICÍIILÍUf-i d. : higilny ¡üàlliíliai canino lugar do exercício da reflexão epistemológica um historia. Ilarai tanto, retoma os ; autores iaaradigmzitícos na fund-antenteicaio da hitstoriei da historiograiiai como campo especifico de investigação o ECIESDI1X"UIVRL'SLIPI tese a partir das augestões de Charles CzmgUÍIÍEIII, no sentido de que o "conhecimento da história de uma ciência, ;vassantlo por suas sucessivas metodologias, resultados, dúvidas e certezas, constituía-se em excelente exercicio prático para sua construção teórica”. O último bloco problemático seria quase um exemplo das implicações politicas do exercício historíogrãfico, que tontamos propositadamente no exemplo-limite da história do Holocausto. Em Prnbing the limits cifTmlfa. Nazís and the "Final Sülilcfinn", Saul Friedlantler reuniu 19 ensaios que abordam aspectos &iariadcns da "reapresentação" do Holocausto. Na introdução à coíetânemdeixa C13 ra Sua intenção de utilizar-se clc um evento-limite para testar visões opostas da natureza da irei-dade histórica, em uma palavra, para "desafiar os teóricos do relativismo a encararem os corolários de posições que, de outra maneira, podem ser tratadas. com facilidade om nível abstrato". Hayden White, no ensaio incluído naquela coletânea e aqui traduzido, retorna suas concepções já bastante conhecidas &ICBIEI da inseparabilidade entre "forma e conteúdo" na Iiarrativa histórica. A nm-“iclatie, porém, é que Hayden White parece um tanto heeiitante em face da qUESÍãO da "realidade" do Holocausto, sobretudo LILIRIIÍO à "realidade dos fatos" e a suposta "equivalência das narrativas" do l-Iolocausto. Para enfrentar o problema da equivalência entre todas as narrativas, White Segui: o mesmo caminho anterior: prímeirt), reafirma que existe "Lima relatividade ineiriteivel em toda representaçãg [105 fenômenos históricosÚ a seguir, busca contornar as conseqüênçias dggge relativismo introduzindo dois conceitos aplicáveis» ao caso do Holocausto: U5 conceitos de íiiiiiiiisitiítit* Itlritriig e midrffc- twice. Os CYÍHCOS de Hayden rxrrhitg gar-ão veemente-s na refutação de seus esforçam tcrãriços_ O historiador Carlo Ginzbttrcv, pelrticularrnenle, é categórico na crítica ao rolativiamo e fulminante na análise das dimensões éticas do próprio debate¡ do punto de rista das matrizes . Filosófico-políticas do idealismo de White. Cinzburg Vai 51H13¡ a quüstão ética "Os argumentos que
  8. 8. «IHIGHIGIWF Lnüixa 11111 511.15 çrílitnis .1 Vlxiili Nnlqlliül, lhl l'l'llllu1t_'illl qllí' Imh- ¡ilhmn ¡m! à¡ n¡. ¡.¡¡_. ¡.¡¡¡¡. ¡-¡_. _- do1¡_1u| 'issu:1". ('L1|1it'ral.1n¡lnu. ilnsiiucl-t'NaqIn-I . m "ivrrvnn da história ; 'IL'-5~= ¡ll'.1". While criiicca o ue-: u Liv nur-ups cumu "mentira", "urm"_ "txq¡¡§¡›. _¡. _~¡~¡. "r Por iivnpliigarcir¡ ctmcivitus LWJITIJ. ? Uh tit* "I'¡_*. '1liil¡1dt"' t* "rirmxa" (mandar gçgr| ng1r1 ulc, "a vordadze do Lima i11tL'I'pI'L= tt1L; ;ii: histórica: consiste pmcis-. tmente na sua Dficiícia". Ora, dirá (Liinxlñtlrg, 05% «Çritiírlnn da "eficácia" apmxima perigosmuentt* as ldÕlHt-ã de "dihitt da idraologia nazhfascistt! e será contra sua ética Liisculível que o celebre historiador italiano argument-ara a favor da significação da leitura das evidências disponíveis, mesmo que essas se reduzam a um único testemunho - , first om? ruimcss -, pois "não é a eficácia que constitui a terdade de LIITIEI narrativa". Obviamente, qualquer lacuna fundamental pode ser aipontacla nesse conjunto, os inúmeros autores e ensaios : não incluídos aqui. À semelhante objeção, porém, basta lembrar que o afã de abarcar o mundo não cabe entre os objetivos de uma antologia, que deve senão aspirar a ser uma seleção criteriosamente executada. Meus critérios foram expostos nesta breve apresentação, assim como meu objetivo final, que é o de, facilitando o acesso a textos senúnais, angariar mais atenção por parte dos historiadores para a urgência do aprofundamento da reflexão teórica e para potencialidade da historiografia, como campo de experimentação e pesquisa. H- JI» ! E ! t- Bi- Certas edítcbras, tradutores e autores, de acordo com diversos critérios conceituais e normas gramaticais, distinguem história de História. Optamos, entretanto, neste livro, por grafar os termos historia, historiografia e teoria da história sem maiúsculas, tanto por uma questão de padronização quanto para não desrespeitar as distinções e/ ou ambigiiidades conceituais (as vezes propositais) destacadas pelos pensadores da história que assinam os textos desta obra. Jurandir À-iiflrrlír¡
  9. 9. Teoria e história da historiografia Jurandir Mister-ba Este livro conflui para um campo problem-ético) e inx-estiggitix-o dos mais ricos, tanto como reflexão em torno do trabalho dos historiadores quanto como veio de pesquisa histtãricci concreta. Pensar o estatuto do texto historico, produto da arte. ou da ciência dos historiadores, de qualquer modo resultado do seu líií-'UJ"G, do seu oficio, fez-se mister no cotidiano dos türofissionais da história, pa rticularmen te VinCLIlatÍlfJEi a insti tuições acadõmitfas. Por outro lado, desde há anuito, alguns cieles já haviam percebido a riqueza potencial insondáítel acumulada na obra de inúmeras gisrações de historiadores que construíram, cada qual sob as luzes de seu tempo c. de aicordo com a maquinaria conceitual LlÍSIÊFOHÍVEl, um patrimônio iurcipri-o da memoria das sociedades, constituído por sua historiografia. CI exercicio de pensar o estatuto do texto ! iistoriccr zibre, pois, para Lessas duas frentes, que tendem a convtrrgir l10-'al11l_'t1ÍE na pratica historicngraitica. Não há! m¡ [lt-w deveria have” l1í5tnriaLif]r pnjfig-. ÇSÍIJIÍLÉI que não pensasse cada etapa e implie-açãt) de seu ofício; *il-le “à” Ptlnderílsse sobre É) fat! ) Lieflue tudo problema histórica¡ ao 50 town". ¡rmrórja 11;¡ ¡gr-Litjca e da razao historico, parte
  10. 10. ;animaram du texto u çuimina no (Lotto. 'liil iIfirtii.1i_'. ii'› lu-tcroiloxa, .issim posta, já seria suficientepitrasusisilcnrinfindaireisctmclusfses. "A historia parteilt I Ie-xio" criaria ttmreducicmismt)¡mgi¡-j. ›j5n1 | _': ¡:r¡1i| n:i; "a iiisiúriil tcwiiiiia no texto" implicaria 1.1111 outro reducio-nistno, pos-moderno, tÍliriülTl outros. A propria maneira dc enunciar encerra IÇÍÍSÍOIFÇÕC-_tâ inequiv-Liceis, concordariaiii todos. Fato incontornável e que o produto do traria-aliar. ) metodictn de pesquisa e reflexão histórica dos historiadores ao longo dos séculos resultou em uma imensa e inescmtávei biblioteca de artefatos históricos, que guarda não só o percurso do desenvolvimento historico da propria disciplina, do mario', como também as relaçoes orgânicas deste com as sociedades históricas que tiveram a necessidade de sistematizar e relatar seu passado, a tal ponto que acabaram aperfeiçoando os instrumentos de sua construção e desconstrução, a teoria e a metodologia da história e a crítica tústoriográfica_ A passagem do século mm para o xo: talvez tenha assistido ao momento de maior avanço no campo da Teoria da I-listória, por aqueles que, como Hegel, para chegar a um único e suficiente exemplo, buscavam entender e explicar, de preferência na forma de leis universais, o funcionamento das sociedades e sua evolução no tempo, sua historia. Karl Marx talvez seja o exemplo mais emblemático a continuar tal trabalho no século xix, agora não mais no âmbito do "Espírito", mas na observação das contradições inerentes à tlda material das sociedades de classes. No irLicio do século xx, sob impacto das ondas cíenüficistas - elas dítavam os paradigmas de toda reflexão racional -, começou~se a levar em consideração que mesmo um conhecimento tão frágil como aquele produzido por historiadores, "cientistas" que lidam com fatos singulares, que os narram e inevitavelmente os impregnam de ideologia. Mesmo esse conhecimento tão simplório requeria uma metodologia que dignificasse a historia como ciência, ainda que “em construção". Wilhelm Diithey buscoiu delinear um nicho epistemológico próprio para essas ciências de espíritos tão singulares. O século xx fez avançar a reflexão e, da abertura da historia as ciências sociais, resultou a revolução na concepção do tempo historico e na metodologia da disciplina - e os Annaies são os exemplos mais distintos desse moi-'imentol Em linhagem direta dos questionamentos estruturalistas e, depois de 1968, do pós-estruturalismo, emerge no final dos anos 80 o moirimento que ficou conhecido como pós-mociernismt), Suas principais diretrizes estão sumarizadas na coletânea organizada por Keith Jenkins. ” Em resposta a ela, o historiador Perez Zagorin delineou as xrigas mostras do pos-modernismo e descerrou-Lhe 12
  11. 11. r¡. ... ... e l -_Ir_. - . q¡ p. ¡›_›~. w,¡_. ¡ crítica cuI1lL1I1LiL-11t1'. l)L't1I. 't'| I'lll'I¡. 't1l'l'| Zngorin, o ruins»Intttlvriiihrtit: (- Inn c'oi1c'r›ilt› . imortais um siniTvtisiiiis tlt'L'llÍ-t'l'L. '1"lÍL'H tisorias, teses i' l'L'Í'ÍJ'IL'lÍLrl¡. '(I(. "i inriuídas 50|. ? L'55i"1ill'~'1"'| llil- 'Ibi-lim Ulíit¡ Í¡-'CI"dI1'I (Irigum na filosofia grrmímicel : Titidi-rna, espefialnietltnww1l Nietzsche o Hviiieggur, i'm adapiração gia-ssa rllOf-itlflài por vários intelectuais framcrsses desde a decada do Iáliiíl e mir¡ ttrorias iaús-estruturaiistas : :ia IÍngIJagr-rm, citmo as Liriginaitias na França no mesmo PUTÍUClU. Em um sentido geral, o pús-mode= 'nlsrnt1 sustrznta a proposição dr_- que a siaciedade ocidental, nas Llécadas mais iriscenles, passou por mudança do Fra Moderna para "Pos- moderna", que se caracteriza pelo repúdio final da herança da Ilustração, particularmente da crença na "Razão" e no "Progresso", e por uma insistente incredulidade nas grandes metanarrativas, que imporiam direção e sentido à história, em particular à noção de que a história humana é um processo de emancipação universal. No lugar de grandes metanarratixras cio gênero, afirma- se, vieram uma multiplicidade de discursos e jogos de linguagem, o questionamento da natureza clio conhecimento com uma dissolução da idéia de verdade, além de problemas de legitünação em vários campos? Após esse impacto bombástico d os determinismos cla linguagem em todos os rincõ-es das ciências humanas, foi impossível para a historia permanecer adverse e itnune a controvérsia sobre o que resulta do trabalho do historiador. Qual o estatuto cio texto historíográiico? Bem raipida e rasteiramente, a redefinição radical dos objetivos cla teoria ciahistiãria, de uma teoria que buscava compreender o "sentido" : :lo movimento historico, sua: : "leis" eseus “manteresí suas determinações, para uma teoria que visa clesxfendan' OS artifícios da construção cio texto historico como airtefa to lingüístico, se impôs a partir dos questionamentos das diversas vertentes pós-modernas, que, em linhas gerais, assentam em : :luas grandes teses ou pressupostos. A primeira regra é a do emo-realismo epistemológico, true sustenta que o passado não pode ser objeto cl o conhecimento histórico ou, mais especificamente, qu: : o píltjtãütlü hãú é e não pode ser U TCÍETGHÍO das afirmações. e representações históricas. Tais representações São, Líürlalltü, construídas como reçñiridas 1150 m, paggado, mas apllllí-IS a trutros e sempre presentes discursos, assertivas e textos liisicãricras, Assim, retirando quaisquer pretensüeg do Çurahcclmt-! ntü histórico de se releicicanar com um passado real, o PÕE-rmodcrnigmo Cmu¡ d iris-traria em uma espécie de literatura e faz do passado nada mais nada níttnüã *JO que um texto' 13
  12. 12. adnominai- A sa-guttda ÍUSL' t¡ a tio n.1r'r.1ti-'i. ~an1o, que acurllisll' . ins impu-rrnl ivo'. da ungungen¡ 9 um; h-çipus t1uligtllzls du tiisittlrho, int-raso ÍUh .1 . HI "LI es! al u I( 't Iinigii íslit u_ s! Prioridade 11.1 (Mtv-Quit) das I1'. lI'I'dti't1:-'› ltiHliilicae-z. De . Irurtin com IJHh-I tese, as [gistórias fiociotmis iI1't_'l'| i'¡1tiL'I5 por L-scritorcs eaisr1.n'r. u_'íit-s tios historiadores min Liiferem uma da Llllirt¡ em ¡tenliuln . ispccto essencial, if¡ que : ambas seriam mnstituídas ; Nela linguaptem e igualmente suhinctitlas Lis suas ru-gras 1121 tãrátictl da retórica t: 55m cnrtstruídas, segunda) os postuladtms narrativistos, e as conexões que elas estabeleçam entre os et-entos e as interpretações e explicações que apresentam, São assim vistas como construções impostas sobre o passado, antes que fundadas nos, linútaclas aos ou responclíveis pelos fatos tais como expostos nas ex-'idências Do ponto de vista narrativista, os tropas e gêneros literários empregados pelos historiadores prefiguram e determinam a visão, a interpretação e o sentido dos fatos. Pelo mesmo enfoque, eles também colocam as narrativas históricas na mesma categoria que discursos ficcíonais de escritores e artistas, cle modo que cla construção das narrativas. A maneira como as narrativas históricas seria impossível fazer distinção entre historia e ficção ou atribuir diferentes interpretações históricas na base de fatos ou evidências. O que está em xeque nessas teses é a própria objetividade do conhecimento historico e, por conseguinte, os limites estruturais da irei-dade de seus enunciados. Passado certo tempo do impacto das teses pós~estruturalistas, depois alcunhadas correta ou erroneamente "pós-modernas", talvez já seja possível mensurar os limites de suas contribuições efetivas. Não sendo cabível aqui avaliar quantitativamente esse impacto na historiografia - que é muito menor do que faz crer o alarde com que as teses púsqnodernzis foram veiculadas -, diríarnos apenas que, no campo da teoria da historia mais do que no da historiografia, o ¡afis-modernisrno efetivamente contribuiu para derrubar alguns dogmas. alguns postulados férreos que sobreviveram à derrocada de certa concepção de historia herdeira de alguns fundamentos iluminista s, hu rnanistas e cientificistas e ainda 'vigente em muitos pólos importantes durante a década de 1970. O pos- modernismo teve esse efeito cleleterio de por ao chão os argumentos de certas versões marxistas esquemáticas c. de reminiscências cientificistas insisientes. Porém, fora essa atitude íeonoclasta - sem dúvida alguma fundamental para a superação do estado cio debate -, pouco contribuiu o pós-modernismo para a teoria da historia e para a historiografia. Fez avançar negando e derrubando, mas pratico colocou no lugar. 14
  13. 13. ?Havia a mw. : m nau-agem A2¡ ; tmn-tidas entra: "tuifiiitialistüa-ã" L' "púsqimtilsrricrs", diálogo ilt* surdos. , tende a esvair-se por s¡ mesma, mas deixará . suas itmrcais. Us i-nsaiiirs aqui reunidos : um alguma Inedida refletem o estado da qiiüslão, ao Inu-amu tempo em «que zipontain para caminhos prúpirios, ¡iào de SülllÇãU, mas de um re- eqoacicinamento do problema. Por outras vieis, aciuirltrs inreressaclcis em aperfeiçoar o arsenal conceitual para a IjJfáÍiCü de Luna historia da historiografia haverão de começar por 1,191153!" teoricamente o próprio conceito do historiografia e não poderão escapar elos resultados dos enfreíntzirnenios entre realistas e narrativístas, tal como sumarizadní amtoricirmente. Se, como vimos, filósofos e historiadores ; antigos cmpenliaram-se por esclarecer os mistérios da evolução das scvciectacies, formulando sofisticadas teorias da historia, no atual estágio da nossa disciplina, sobretudo para aqueles interessados em toma-la como fonte e objeto de inx-'estigaçãcic parece faltar 11m campo de entendimento comum sobre o proprio estatitto do escrito historico: enfim, um conceito operacional de historiografia. Nossa intenção é apontar para uns poucos aspectos que nos parecem iniciais nesse terreno, sempre no sentido de montar melhor a equação, mais do que pretender oferecer qualquer traição de solução. Essa poderá começar a ser buscada nos capítulos que compõem este livro, obra daqueles que têm competência necessária para faze-Io. A prática da crítica historiográfica' O caráter auto-reflexivo do conhecimento histórico tali-'ez seja o maior diferenciador cla Historia¡ no conjunto cias ciências humanas. Embora às VEZES nos cleparemos com algumas aberrações em contrário, o trabalho do profissional de historia exige um exercício de memoria, de resgate da produção do conhecimento sobre (psi-alquer terna que se inx-'estiggue Não nos é dado supor que partimos de um "ponto zero", clecrerandgi a : norte cívica de todo um elenco de pessoas que, em clix-ersas gerações, e à luz deias, 'i-'oItou-se a este ou aquele objeto que portrcntura nos interessa atualmente. Devido a Lima característica básica do conhecimento histórico, que é sua própria historicidade, temos clc n05 hai-Pr com todas as contribuições dos que nos antecederam. Essa propriedade eleva a Crítica historiográfica a fundamento do conhecimento historico. Contudo, não podemos afirmar que, na prática, o exercício da crítica historiográfica tem sido feito cientro de parâmetros ao menos análogos e nem recebido a mesma atenção por parte dos historiadores - e seu exercício no Brasil é prova irrefutável disso, 15
  14. 14. . #WI Foi Bene-deito LÍroce mit-In t11'll1'1t'l1'ilHlHli'| Hdl¡/ .t'rl| os ]1I'l| l1ll'lt1i1'w inerentes à tática d? uma obra clu- gônvrn ltisltiricu. " 'rit-igiirltlu ll Íiliisiiin, .i : rílir-_i do¡ ÍÍVtÚS di! historia enfrenta iliiicillLlgitive-á ¡Inailujgnh . ll trllitui rins liiurtas Lll' FIUPHÍH. Os críticos muitas 'L-'iczes não sailmm como . ibordar Eanlo Lins como outros o mu¡ djficlddadp om jmercel-itrr qLlül o lio que os liga a HLIdt-'u Inenlt-s; outras veres LItilizam-se de criterios estranhos e arbitrários, m Lilliplos, trcleticos e discrepantes; seriam troncos os que julgam segundo o único critürit: aquele Conforme à sua próprizi Iiatureza. " ' i 'IIUCLITOLI lan ai" as bases mLTlZÓClÍC-? IS 'iara uma critica Por isso, rocr_ j. Ç historiográficei conveniente. O julgamento de uma obra de história deveria Ser jeoadg a cabo não pela quantidade e exatidão de informações que ela fornece? Claro que se deve sempre esperar que as informações dos livros história s 'am verdadeiras, senão or outro motivo, or ue "a exatidão é 9 e] m dever moral" dos historiadores. Também não se deve 'ul ar a obra 1.1 histórica pelo prazer que o livro proporciona, pela excitação ou comoção que provoque; mas simplesmente por sua iaistoricitiadc: @julgamento de um livro de historia (lLW-'G fazer-se unicamente seguindo sua historicidade, como o de um livro de poesia segundo sua jnoeticidade. E a historicidade pode ser definida com-o um ato de compreensão e de inteligência, estimulado por uma exigência da vida prática, rjue não pode satisfazer-se passando à ação se antes os fantasmas, as dúvidas e a escuridão contra os quais se luta não são afastados mercê da proposição e do resolução de um problema teórico, que é ; Icjuele ato do pensamento. ” Discutindo o carater da subjetividade inevitável ("boa " ou " má ") presente na análise histórica, Paul Ricoeu r a firma que sempre esperamos do historiador um certo tipo de subjetividade, precisamente erqttela apropriada à que comem à historia. Comojorn Rüsen sistematizou depois, :tão se trata de tenta r eliminar a subjetividade do ato cognitivo, como um dia iludiranvsc os historiadores rnetódicos. Ela deve entrar na equação, mas como uma¡ subjetividade : erigido pela objetividade que se espera. Existiria, pois, uma subjetix-'iciade boa e Lima Sllbiefíiidade má: para efetuar a separação entre ambas, KÍCDeLII' se apoia em Marc Bloch e sua programática do : ificio do historiador_ Á história opera t: exige uma objetirid : title própria, que lhe um vüm; 21 ntaneirñ como ela Cresce e se renova no-lo a testa: procede a historia sempre cla reiftiraçaíi da afrumaçãíl Úlllüüil IL trragmalica feita Frt-Ploti sociedade-s tradicionais com relaçao 21 ECU pâââfidtl. Tal retificação não É flilc-rggntu do espírito Lia rctifjcação operada pela CÍÊHCÍJ ÍÍSÍCH em relação ao primeiro arranjo das aparências na PeTCGPÇÊI-t C N65 Cütínlülügiils que lhes são tributeirias. " [grito meu)
  15. 15. ¡HJIIIÇHWMII MHÁIMiQMNI . Portanto. a folilv gvriidtlln Lin hisituririgrnlin L'- a nmcr-asairia. reliíicaução das versões do passado i1istúrii'o, opera-gli¡ a1 cada gi-ruriiu. Quais: : dresnincirasárir: lembrei' a ¡Isúelidtincin ciüclealiai Liussai postura, de acordo com a quai : não época levanta til¡¡1$I. '5|i'ÍIpl'Í¡1$ q Liei-: lõ-Lrs e novas demandas e form Liins para Lima sociedade mterrcigrir' seu pilssadn. A Telificaçaio, motivado e Cond ¡Elllniidü pela própria inserção social win histoirindtii' om seu contexto, costinna aceitar-ste também em recentes desciabertas Liocumt-iiteiis efeiu no aiargalnt-ntra do horizonte teórico- metodológico da disciplina. Desse Inodo, como ensinei Kill-ich, cada geração conhece mais e Inelhor o peisseldo do que a precedente. essa historicidade do próprio conhecimento que obriga ao historiador a haver-se com toda a produção que procura superar. Nasce aqui a necessidade incontornável da crítica. Nessa brecha se instaura a historia da historiografia como ramo legítimo do conhecimento histórico. Mas os impasses epistemológicos da disciplina permanecem. Como refíetc acertadamente Arno iVehiing, as saídas meramente metodológicas não esgotam a questão. A proposta de Jacques Le Coff, de urna pan-historia, que incorporasse as contribuições cle todas as ciências sociais em uma rnacroperspectiva, afigura-se ineficiente, bem corno as soluções puramente teóricas. ” Acolhemos com segurança a proposta de Wehling de encaminhar o aprofundamento teórico da historia no sentido do conhecimento da historiografia: A resposta para a ¡iii-pr! de : :um epísieramizisgfc¡ ai: : Jrisrereir, parece-nos, está no momento intermediário da epistemologia ”gerai" com o mundo revelado pela pesquisa histórica, atra vês cla histuriügrriríii. time analisa' Irfsioríeg refira, :: Mm do. : L'. I'L'. IJ'Ig'ifÍ(F; ¡ euepírims, mvmdnfúgícus, iiimfcígírras, suvitifn' fair? sucíufvgfa : in cuufiecíiiieirrril que reeeiu. pode' . ser riri¡ "ufgicfñ" til' “R114 ÍNWÇTÍÉ? WW¡ U amd" di¡ ¡j[]¡¡5f_I1¡'Çf¡'U ¡fg m” miau' jiisroi-frri que seia¡ : meinen : nas ¡iemrffri saberes ; fra fristririrr de ¡¡'¡: _,¡¡¡¡¡¡ sem qnt. tenha l-Qlaçüeg ngcgggári-_as com : L metodologia Lia história [110 sentido de fiarnexcer elementos críticos) e muito Frltfliüt¡ com a1 c-: npiria (o que afagta di. ; ; mn-mão qitgílqllt-'l' tentação de trabalhar a "ÍÍÍKISITÍÍFI materia¡ da histii l' ia") (gti fos meusl' Experiência histórica e conhecimento histórico O estabelecimento de um conceito operacional de "historiografia" requer uma reflexão, breve que seja, sobre as dubiedades que marcam o próprio conceito de "história". Alex Cailinicos indica como : irigem das cieturpações pós-modernas. , nas quais a meta-historia acaba por absorver aquilo que convencígnalmente se pensava como um referente existindo indepen- 1?
  16. 16. ¡miami-rita! dmtçmr-nt-o do discursar histtàritwi. .1 prciprin . tmliiiçiiiiiartu- t1.; FhIIrIVTrI triuhirnr_ SüglIÍnLil1i! Sl't'Í| L'XlL¡l': -1 de W. 'u-íüilsli, LÍaI Iinicns | I.'l'1'| I.'Il'i1 que "hiaItGr-ia" rohre ti] a totalidade* ; inserções humanas passadas e (2) a narrnlix-'ii : n: o relato que ciclos constnlílntis ÍTfCI-it', ou sich, a "hislo| 'ini; rafia". IÍse-: a ; smhigiiitlactc c- impnrtantir, Eynigaljnâa ¡irjig eampnsdistinttastia Filosofia da historia. Tal estudo pode voltar- ge, acima o foi na forma traclicitnnall, ao curso rea] dos t. *“t. 'nht5 históricos, a história vix-'ida palmas agentes, no sentido da "experiencia histórica", Também pode, por outro lado, tucupar-se com os processos do pensamento histórico, os meios pelos quais a historia no segundo sentido chega - ou Constrói - àquela. Portanto. tonduz tanto à filosofia da historia como a historicagrafia. ” Em suas reflexões profundas do porquê se escreve e reescreve a história, e particularmente das razões da explosão dessa reescrita na última geração, o filósofo Louis Mink caracteriza a historia como a última fronteira a ser explorada pela civilização ocidental. A Lnesgotabilidade da historia residiria exatamente naquela dubieclade a que vimos nos referindo, e que Mink chama do "senso do paradoxo" - o qual, por sua 1762, e a grande força intelectual motivadora da filosofia da história hoje em dia: A surpresa da lüstória, parece-nte, assenta em nossa zigucla consciência cla diferença entre história-como-escrita e história-cornta-i-'ivicio. :iqueles dois sentidos clo único termo "tus-torta" [. ..]. Nos ainda desefatnos chamar o conhecimento historico de uma reconstrução, Jlã-D de uma construção simptiritei'. Não e fácil superar a crença de Ranke, de que a historia pode representar o passado : vie rs ctgiairtiirir gear-rsrs¡ (embora parcialmente). [intão, nesse aspecto eu penso que nos Irão alcançamos nada como urna visão coerente de historia- como-reaIidacle-iíassacia e de histúria-como-conhecimonto-presente; antes, nos oscilamos entre um lado e : iutro do praractcrx-o. as vezes tão rapidamente que facilmente acreditamos que as crenças em ambos os lados : :ao coerentes simplesmente porque nos sustentamos a ambas. .." Nessa mesma linha e em outra Chztve, Armando Saitta, seguindo a reflexão iniciada pelas célebres questões formuladas por Lucien Febvre, prefere deixar de lado as implicações a elas inerentes, implicauçoes que so podem ser pensadas e respondidas, como vimos Mink fazer, em um plano ¡auramen te filosófico e necessariamente iuão-historiográíico. E reforça a ambigüidade do conceito: A lingua italiana, assim corno a francesa, unifica no mesmo termo duas realidades completamente diferentes: "historia" [Jaistnin-J significa tanto a fristorirt : errou gestante¡ como as ! Tri gestor; ao contrário, em ¡ilemão se utiliza a expressão Gvsclticiatr* para indicar n comphcxti de fatos e ¡icontecintentos e o termo ! historic para indicar o pensamento historico e a elaborñízãü historiográfica desses acontecimt-iitos. ”
  17. 17. 'WW P “ÍWMMRHGQÉÊ A dtlplai significação Li o um) lingüístico n1mslvrnn di' "Ixistfyria" ¡('; g5¡f¡¡¡-h¡g¡ e "história" Hrísinrfrl, que faz. que ambats expressões possam qualifica¡- tanta a crunexãr) entre os stlcessos como sua representação, foi eiproturtdada também por Reinhardt Kossclltrck. Para o historiador dios concr-itos, tais quegtõeg têm tanto um can-éter historico (torno sistemático-J* A convergência entre ambas e histórica, datada: teve lugar a parm- do século xvm. Enquanto singular coletivo, a historia é um processo sistemático que ¡narca a experiência da modernidade. Nesse cenário, coincidente com a Concepção da "historia absoluta" que deu início à filosofia da história, interpolou-se o significado transcendental de história como âmbito da consciência e da história como âmbito da ação. IJar-adoxalmente, o surgimento da filosofia da história, singular coletivo, coincide com a consciência da existência de "historias", no plural - ou seja, para o reconhecimento da pertinência da historiografia. Em busca de uma definição de historiografia Frank Ankersmit tem uma definição poética do conceito: "Corno um clique coberto por uma camada de gelo no final do inverno, o passado foi coberto por uma fina crosta de interpretações narrativas; e o debate histórico é muito mais um debate sobre os componentes da crosta do que propriamente sobre o passado encoberto sob ela". 'Õ Essa seria uma expressão estilisticamente formulada de um entendimento corrente em um amplo círculo de historiadores contemporâneos, que alguns críticos denominam de "narratix-istasÍ CCIITLCJ rapidamente indicado anteriormente, a tese principal que sustentam é a do anti-realismo epistemológica Segundo a qual a historia e um construto intelectual, um discurso, que não guarda articulação com nenhum referente extralingüísticq” com ¡Ienhunt "mundo histórico" (para usar o adágio diltheyano). Não entraremos no mérito dessa discussão senão na exata medida em que ela incida sobre nossa necessidade de construir um conceito ; nais operacional de historiografia. Não há dúvida de que a historiografia é uma representação do passado. Há como sustentar uma divergência, contudo, quanto à suposta desvinculação dessa representação de seu referente histórico. Tendo a concordar com Reinhardt Koselleck quando afirma. ?IO PENSE” 3 Telaçã” entre rePresentaíãüz acontecimento e estrutura, que as questões acerca da representação e de até 19
  18. 18. l. Hit! ! ! will que muito .1 iuísrirrii' l'l'. ll“l“. l &Itmnllll llllHl"l"i"'-' *'| '““"“llx N” ? Inlhiltr do a~¡“]¡, xin1g11trn, pia| '.1 L1li'("'i'I. 'I'Il. l'. °-i tramas [Ulililllfillh tltl l11t'r"lll1i. 'l| l¡I luihiftrít n. í] dtl5culjriií1ül1tt) do que uma "historia" : esta : Io-ai: - svmpn' j. i ¡nrrí--formiicha -- m neirrarivisras dizem¡ "rn-efigttrnrlai” - exlralingiiislicamt-nlz- “não ; ipensis limita _O pl¡te“L-¡_¡1 du mL-, rcstarngçâry como tamhõm reclama do lllhlllrliltlltll' : Jsludog , ¡¡, ¡,. ¡¡'¡. ,,5d, ›¡›_¡-¡5,›§¡¡çf¡¡ ¡fasfiljrigü-t", '“ Valeu pena insistir, Iicsst' sentido, na nccessá ria articulação da ltistoriografia com a historia, da iaísrorir' com a Grsriiirrlrte. A "Pateo-lidade" da historia e da critica historiográficas, que lançou as bases » - ' t: gti a ão costuma ser atribuída ao filósofoehistoriadoritaliano desse npo e m e g ç i Benedetto Croce. Suas formulações clucidam a propriedade "histórica" da “ ' ' ue faz dela um meio dos mais ricos ara se conhecer as sociedades tstonogra a. q passadas. Para ele, a lústoriografía e sempre essencialmente contemporânea: Toda historia é contemporânea; prova-o a existência da historiografia. O crivo dessa deliberação é o interesse de um historiador ou de uma 5ociedade. [.. .] sua condição de existência_ é a_ inteligibilidadc do próprio fato "para nos", "que ele ribre na alma do historiador", através dos documcnltrs; sem re lidade a seu _ P_ _o fato haverá um feixe de narrativas, de acordo com 31.1515 potencialidades para fazer-se sempre vivo e atual v e as narrativas (lústoriograíia) que se formam vão se tornando elas próprias fatos documentados de outros tempos, a serem interpretados e julgados. ” O teórico alemão Iijrn Rüsen, tratando da distinção entre "realidade" e "imaginação", concorda com Croce no sentido de que a Iiarrativei constitui a Consciência histórica na medida em que evoca ll. 'l'iIbi'r'? ¡iÇÍl5¡ 110 Ífñbalhü de interpretação das experiências do tempo. O mergulho no passado será senapre dado pelas experiências do teirtpo presente, Tal idéia é reiterada em outros momentos de sua obra, como quando reflete sobre a metoclização do pensamento historico: É sabido que as historias sempre são escritas c reescritas, de acordo com o contexto social em que &fivem os historiadores c seu público. E íguaimenlü sabido, todavia, que as histórias não são elpcnas reescritas, mas tantbém - a0 menos na perspectiva do iongo prazo - : nais bem escritas, Liesde que a metodização de sua garantia de validade se tornou científica. Elas tornam melhores no sentido de que, ao longo do descnvolvitneitto da historia como ciencia, nos passamos a conhecer o passado melhor c com : ti-cus precisão? " Croce foi um dos pioneiros na reflexão do porquê se rcescreve a história a Cada geração. O historiografia italiano Arma ndo Saitta, seu discípulo, retoma essa questão da Constante reescrito da historia, a "humanidade" do historiador, a sempre contemporancidarle da história: ncrims fifa teníporftí. Não obstante ser conformada por "versões", às treze-s elntagônicas, nem pol' 'ISSO Ela deixa de ser objetiva. Diferentemente do que pode aCOHÍOCEF “H5 20
  19. 19. tr r. .-¡. i r. r. --_-. r,. _, q. ; añupwzpg. , ciências naturais. no historia rlifii-¡Imtrnti- uma obra lllhltlrrltltl i; Ítfjdlintgntqg "5u! _'-¡31'q1d¡1", até porque cla se torna documento de uma óptica: há wmpn. algumas ¡aiiginas que rvsistetn a crítica mais inclonii-nti-F' As tlefirlicçorus do historiografia, Puig-g¡ rgndçiyn a Q¡-1l¡_¡n¡j¡fi_| ¡-j (uma Pmdutn resilltantr' da prática Lios tiistori-aclrari-s em geral. E não há motivo para se questionar, a principio, ta] definição, cgpüsada po'. renomados hjgtnriadürcs da fiístiãria, como Charles Lllixrier Cariaçjngjl; O que é historiografia? Nada mais que a historia do discurso _ um djgurgg : escrito e que se ; afirma verdadeiro - : que os homens tem sustentado sobre o seu Passado. F que a historiografia é o melhor testemunho que podemos ter sobre às Culturas Llesaparecidas, inclusive 50h11.' a nossa - supondo que eia ainda existe e que a semi~amnesia de que parece ferida não é reweladora da morte. Nunca uma sociedade se revela tão ben-i como quando projeta para trás de si a sua própria imagem? ! Carbonell nos oferece, nessa generosa definição, uma proposição de método: a historiografia é um produto Cla historia o TGVWÇ-_tla com clareza a sociedade que a gerou. Destacados filósofos da história, como Rüs-en e Agnes Heller, (once-bem a "historiografia" ("escrever historia" no sentido mais amplo da palavra), assim também a filosofia da história, como obietivaçoes que aspiram à compreensão da história, como formas elaboradas o diferenciadas da consciência histórica. Segundo Heller, elas refletem sobre a historia; o objeto de sua ¡Iivcstigeição r- a história scusit stricto. A historiografia, assim como a filosofia cla história, está suieita à historicidade, ou seja, a orudaançi¡ em seu proprio objeto, mas é Lima empresa continua há 1500 ano-s. A filosofia cla historia, porem, surgiu em um estágio da consciência histórica relativamente recente. Enquanto a historiografia é insubstituível, a filosofia da história i5 dpühiis uma subespécie da filosofia, não urna objetii-'ação independente: imde ser substituída por ; intros géneros filosüficcisb' Riisen, por sua ver. , que define historicagrafia como produto intelectual dos historiadores, reafirma tanto a historicidadü da historiografia quanto sua efetivid ade textual. Ocon hecimentc) ci en tificr) obtido pela pesquisa, com efeito, exprime-sena historiografia, para a qua l asforitras : intima-siri: trtgfrír! desempenham um papel : ão relevante quanto o dos metodos para a pestjuisa. ” Os processos metudicamel]tg rggujgçjçjg; de pesquisa, no Ct'JT]l't-t: '.ClJ'l'lÍ_'1”ll'0 histórico, culminam nas formas de apresentação, entendidas como quarto fator do pensamento histórico, ,w lado ; to interesse, dos criterios de ação e do método de pesquisa 21
  20. 20. tipjmlütth empmm_ _ainda . .que | 'r~u, -r¡iionlviiusiiir' nangligviwsginitiais rnmn Iltuslins iitrpuriaioleg . ¡r- a - cruas" à L-têncieiuslais 'faixviii wairtorlotrrihullitarli: lllsluriadt1r, 13113 mestre: ur Náose Tühillnltslt": a mera! resultado dos Iiliüllüâ antt. 'I'i: tt't'H, IJIFIÊNIFEI c! Illíllrnçíio du ck¡n¡. u_. _c'unc¡¡t. _¡ l-¡istrn-içr; L-¡npíricu a partir das fontes, ;nela regulaç-ãr: de métodos. !end Pruçlupg, da pesiquisai histúl'ica. Sendo Liriginária de uma : iecessidade da consciencia histórica de ação temporal no mundo, l-iüsran demonstra as dificuldades de se pensar a¡ Fm¡- Pnnçjpiru, a tonrnnr-sae historiograiiri. Ela mesma é um orient . . › " 42?¡ a historiografia como representaçaú. o ¡rahaiho da. consciência lústórica é feito em atividades culturais específicas. Eu gostaria de chama-las ; rainhas de imrrriçrio histórica. Por meio dessas praticas a "higagriografia" toma-se parte da cultura e um elemento necessário da vida humana. Qualquer comparação interculturai tem que sistematicamente lEVEiI' em conta essas práticas e lern que interpretar Formas específicas da atividade cultural universal de fazer sentido do passado por meio da narração** Nesse reino das várias pnríticns culturais de izarmrção histórica e d as diferentes manifestações do construir) mental chamado história, "historiografia" pode ser caracterizada como uma espécie de prática cultural e de estrutura mental. É uma apresentação elaborada do passado, limitada ao meio da escrita, com suas possibilidades e restrições. Ela pressupõe a experiência social de um historíógrafo, caracterizada por : :ei-to grau de especialização e ex-'entualmente de profissionalização e sua função em uma ordem política e social. ? Historiografia L”- uma maneira específica de manifestar a consciência histórica. Ela geralmente apresenta o passado na forma de uma ordem cronológica de externos que são expostos conm "factuaisÍ ou seja, como uma «lualidade especial de experiência. Para pmptãsilns comparativos, é importam tesaber como essa relação aos assim chamados Fatos do ¡nassado ú organizada e apresentada. Urna outra característica da historiografia e sua forma lingüística. Ela e apresentada em 'verso ou um prosa? O que esses dois modos de apresentação de escrita indicam? E essa distinção a mesma por Ineio ; ias fronteiras culturais? Na Cultura crciciental, prosa indica uma certa racionalidade. um mudo discursiva da experiência do passado na base de uma idéia integradora de sentido e evidência empírica. ” Urna definição técnica : :lo conceito, com vistas a tornei-lo operacional H0 Campo da pesquisa em história da historiografia, é proposta por Paul Ricci-Bu¡ Para 0 filósofo, é na fase escritural da atividade de investigação que plenamente se declara a intenção precipua do historiador de representar 0 PHSSRÚO *H1 COITIO ele se produziu Carrie e. : eigenlfidi gmuessrn", conforme o adágio ranlceano) - qualquer que seja 0 sentido que se atribua a "tal como". 22
  21. 21. EUPIÍÉÍÍIÍÍrlII-JlIHl"| 'l| l'1lll'I'li1lI"[1150", ihllllt'd. ilt. lnll. 'fllllllthlh! ¡lllaÉlltinltiltllFílñ uniu-III irrmitãlcigirnr di' surussau | n.i ir1x. 'u. ~:Ii3-, .1ça'iiu| , vii' P-Llltlilllld u ¡Jrruigrimaira cla iIiWJIIIÇJ-lti quanto ñ muliitushiçfnii ala intencñr: Iiisltariadnr. : : lu rH'r›|1›. tru«¡-§¡n verdadeira Liu pashzl-. in. Não é senão ! ia terceira ias-r, com efL-ilu, qua: .w dim-lan¡ aivicrlrirnvliit* n irllainquo de i'q'rl'esc'ntni' ; i vi-rrinrtinr Liar- coisas' paissmiiis, por que se dCÍliFlL' tece JI mctlnoria o ¡aroii-tu cognitivo r' ; tático cla historia lal como ; i cvs-çmvem m: iilâtgtriticiigrc-g dp nÍÍciiL-"i O termo "historiografia" é empregado especificamente para a terceira fase, da representação escrita, o produto final da produção histórica_ Etl o emprego [O termo Iiistoriqugreifial tn] como Certeau¡ pa ra dcgigjujr a típürúçãü müsma 0m que Consiste o itonhecirnenitn historico depositado na obra. A escolha do x-'u-cabulárir¡ tem uma trantagen¡ maior que não surge quando se reserva essa denominação à fase escritura! da operação_ como sugere a própria composição da palavra: historiografia, m; escritura da Fiistórin. A fim : :Ie preservar a amplitude do emprego do termo historiografia, eu não Châmü de Escritura da história à terceira fas-c, mas fase literária ou escritural, já que se trata de um modo de exposição, do demonstração, da exibição da intenção historiadora inscrita na unidade de suas fases. a saber a representação presente das coisas ausentes do primado_ A rescrittira, com efeito, é o solo da lüiguagem que o conhecimento historico nos Íranqueia, em seu enlaçamenio da memória para &rivenciar a tripla aventura do arquivamrcritri, da explicação e da representação. (grifo meuF* Os esforços de Rüseri no sentido de uma metodizaçào da operação his torica acabam aproximando seu conceito de historiografia¡ ao de Paul Ricoeur. Para o teórico alemão, a historiografia teria passado a Lim segundo plano em função da proporção que a pesquisa ocupou na operação histórica, e o papel da teoria é justamente o de questionar isso: ela deve refletir sobre as formas de apresentação como Lim dos fundamentos da ciência histórica e valorizar a his- toriografia como seu campo especifico. Nesse sentido, a teoria da história não se resumiria a uma teoria da arte de escrever historia, Dias "enuncia os princípios que consignam a pretensão de racionalidade da ciência histórica de tal forma que eles valham também para a historiografia". Assim, a teoria ganha Lima função nova: a de raicionalizadora da pragmática textual exercida pela teoria da história na historiografia. A historiografia passa a ser, desse moda_ parte integrante da pesquisa histórica. cujos resultados se enunciam, pois, na forma de um saber' redigidos” Do que pudemos rapidamente refletir acerca do cosiceito de Iiistoriografia, como produto mtelectuai dos iústoriactores, mas antes enquanto _urriricris cirimmis necessárias de orientação social - portanto, enquanto produto da experiência histórica da humanidade . .r podemos concluir que ela se apresenta duplamente 23
  22. 22. amado UMM' kvlmo Lúql-Pn¡ t_ Unmt¡funk. hmnirigur. 'Ihlw/ |11r1›. '.1nLh~~. l.¡ I1 It". I I I.1 ml¡ w¡ u Jlnrcdn “m, llrocflt1vcltwrt-v. I'u:51¡ll. r.1Pur111.r|1-. 'ntvL| H'¡CtI| L1ddt'i'mtm uma r--x t-I' . n Ínwhnrmiãrafiàl C(_I¡110_¡eg¡-t¡¡¡¡l¡ ü1mr, t, dl. jn. _.Lr, .-_tig. lq'. irr. “IJl'? '|l¡| |'¡1Í-rl'I]'I| .$l'L'_. l|. It| i1kq-ll PrÚF-, nu tu_. ;[_1[| _¡[1'n, 'ÍI1L'1|1:1LL1 a Luma historia Li. r5idúí.1:+vulnsmzu vih nã. PUFLIHÍU um. : hihtúríca¡ ¡¡, _~. çe55¡¡1~¡¡¡¡¡1._›11tL- ccu1ccil'LIn| . Nina KnavHvck 1.1 L-nwmtr E0111:: ramo-In, m: naty-qndo como os c-. mcusítxws : não : :fm castvlus HU m'. lnrscrvvcu, nrrssim, a ! ris-, híria da 1ú5t¡¡n'0graf¡a no çmnçpo da trislüriaa scrcinl. Ela (PJ-Há funda¡ ni, rirgvm, S¡ [W055i] espxsra, Notas | CL JÇMÚ Cartas Reis, N('| Ll. 't']]i3 hÍSÍiJÍfD e lumpü hlt-ÍÚrÍCtJ, ?fm Paulo, _lí-. ticu, 1994; [dam, 'iigmpgh história E'. Evasàta. (Íatngnintas, Papirus, 'IFJH-I; [dem, História : É: teoria; hisfúrlcisnua, ummjergrigíqdç, lpmpcrralídacie e verdaui? , Rio de Jahu-Jim. !Tundaçíaxv (Iratúlina Vargas, EUUB. Keith learkins (org), Th: : pumstmtrdnsrn History reader, Lund nas¡ Num Tork, Ruutclcdgc, 199?_ u 3 CE. Perez Zagnrin. klistqrrg', the I-Íefurent, :m Narraiivu: Reflections m1 Pur-tnrndernisnr Num', um History and. Theory, n. 35, v. 1, pp. 1-34, fm: 15195, p. 16 a5. * A reflexão seguinfc F0¡ parcialmente ¡Wublicarcta ccmw Em busca Liu um (nmccitcr de |1Í5t[, )1'ÍL)gr; -1fj;1; elemenrus para uma discussão, em Revista: vária História. Buin Hnriznnlr, v. 17_ 2mm, pp. 23-56.». 5 Mantendon tradiçãoihiliamamaíea pena «conferirtuduenrscrnsainvs mntidm nun. | da rcrir-ra : írcI. I'. "rI_çr. r_. 'Í. J. editada pnr 3.4.1555 mo Mastrugregcari, qm* tem pur tema justamcnte " 1 _a fuüjjqqiLg-ntn; (u-WHL _q1j]l)n(1(| r-l E' declina deHa critica slúríngrafíca". CI'. M. !ríaratrrrgraegtrri [CGH, Sturiugrnfia, Ranma_ v_ I, IRNJT. '“ Beruedeüo Croce. A história: ¡vensamentar L' . rçáru, Trad. Darq' naallabgulj1rr, l-liu do Janaina, Zahar Editores, 1962, p. 1]. "Os retalhos de notícias chamanr-SC Crônicas, apür1lar11unrns, mpmqíriqp, .Lnais, mru; ram 111Mb Irjstúría. " Cí. BÚIIELÍfBHIJJ Crocs, up. pit_ p. 12_ Bencrdcttn Cum', np. cir. , p. 15 m_ Pau¡ Ricnour, Hístúrirl c vervlndv, Rio Liu _ÍrLIwirLL J-'crrvnsry 'W138 (Hããjr p. 124, "J ? upper já wnrhaüa um¡ a rnràn a idéia Licr u mal "hishíria runrél-jcu. " nm . a1 . |,l¡'. '_-; -_¡r'[¡r da J_u_n'. -J¡›¡-_n'; ¡'_<n, q3, g, .p¡¡-¡plir. -.ntu a uma "Física tenrúlicta", n que nos faria ruuair na 'c| |1.1 filtrmíi. ) da lriHlüria, crmíumrç u Pnagrmrhj mttpcennsh' Le¡11br°“1'5”¡'“ *”“"<7ê3*“'L'-111>'-=7Õü^5, 11d nwúma | i11|1L1. pvln "ciünuãa cnntviklal" clufunujidr. pchrs alrhussenanos_ Cr. Fmarçcris Dayse, I iishãria du vstrnlurniisrrur, São lhmkr_ j-jnsain_ ItTrLH, 3;; ; mm »ú-'hlihâr 1711135050, ÉÍIUÍHÚIJÍLTgÍH L* lvuria da lüslljaríal: uma dvlimitnçiur pvlas I'L'. ~'›p›: cli'ü›5 tlrlgemã, cm A mvunçàu d: : |1ÍnÍÚri: I:c_*~_; tL¡dn_›; mbrç L1 | -¡j_-: |o| 'icír-rnLr, Rin . jp j_¡¡¡, _.¡¡. _,_ m” _ 1.44% p_ g4_ «Hex Calllinicos, 'Hrunarics- and Nmrurtirtcs: HvflvrtrLnrH un Hk' 1'E~¡iIu_~; ._1¡_m| -¡_y ur l-fistqra-y, (_'_1n1brEç_1_L¡u_-: Polrry Press, 1995. p. L2 59+. Luuis MinI-c, !Historical Undurstandãtrg, Jthaca. Cumull Líniuurnitg- Pixx-As, WH? pp. 02-4. ÂFJTIüHdUSaHiÍÍa, HEÍBÍUÍÍÚ _v E-I1-_4tLJJ'inÉgr'-.1I'i. =, um (Íuía crítim de La Eiistcrria _r du Jar l [istur¡: r¡; ru.1fí,1, XTLÍxicU. J FEE, 1996431. 11-2. Français Hartng retoma u Eçmügitu . alemaoqu_: ¡-_. -¡-_. '“g-_. '¡5L›L~]L. ¡¡¡-WL1U mm¡ flu-¡nuigçãn | original de DÍLI-Jlstnnr da rr¡¡¡_. _t¡'1¡'ia como mnhcuinrvntu du ~: i |11|_'Í'| Í1|'1'r. [.. '|-. F. E4.1:'iLr¡; ..-rh› da mrratir-'an 3 hislóricar, em juan Uuutit-r; ÍJtHn¡J1it]1|L']L¡ÍiJ, ljJg-ipmjlln. ¡'¡-(_'¡1|1'| ]11|5ll. h: Cülhpns p (Lualpirüjz-'n : :Lu história, J trad. htrrcclla Marior-n e. -'I1ar11¡qrin Hk¡m¡. _›¡-_ ml, (1L. J_= nl. ¡¡-U' L-¡. ¡_-¡_x¡; ;-. _-, 19*“H, p. 1%' Hs. f "O PVÓPÊÚ EÚKÍÚHCÕLÍI) dt' história, qm* rw rvfvru também n rcnlívr du rei nrusma, pndv untundIsr-M' cum” a fórmula HW": di' Um IJÍJLUÍU ¡W¡'utun. ~4«1mc1114.~ . mltunpraizíglcu qua' rcmwtu a¡ crpuriéñfii* Histórica a seu (Laarhecirnvnlu. v vicv-rcrsa. " u'. [Euiralnu-t Kg! _t¡| '|| ¡'ç_'| ›i, I-'utLLru pamclar; para¡ uma *mámicü di* ÍUS “Piripiri hiâliàriccnr. , iríld. Nnrhcrltr Snrilg, Iiarculnna, Paidfua. 1993, p. 177 S* 24
  23. 23. Í| "›ÍI-| 4- P- : Hi1 s 4: mw¡ wma '“ Frank AnkL-rsàillil, 'ilw líilu-: nnhl UI l. ontt-nrpornrr' r!1p_| :1*--H. |: III Piuin-. ..pliy tn* ITI-drug_ rm iuggnrr¡ e: : 'l'|1uoI'_', n. 25, p. Llrn, I-JHn. 'i I'L'II"-* Í~1›1"'¡“- “P- "¡¡- "W l-"ttttt-"ltl «H dnàtiHvú nrrilicm. (n. 1u. ~›~~: -. nmrmuxrianr». d: : Uru (umha-n. í_ í. Lil-lí' 1'-| ~"5“~"r“"“ L-*1"'-i¡“'¡"- hintklllçdlr, um l'. Í. .'¡1J'¡. ÍC'| :&I. › L' Iínnultito VnJnÊI-a terms . l. rJlJrIIÍHÍfIu da t1i51¡i| 'i. ]: Utlr-'JÍUH LÍL' TUUFÍJ L' ITlL'tHL| -.1tu_| ,r_i.1, Riu di. ” _I. !I1I. “ÍJ'AJ, (Ãnmr-rlh, INPUT; Jdvnl, (Lritim rldg dum, qLILüiÍl-¡PF- FCIJÍÍ-'V-'JH im -'“ti'r'-'= ']j9'¡'11|-1 lju-HÍUITIU¡Úgirxt Cl'II'I. Í.IJJ': I'IF'H. P.I': '|IH'| |, tjlli-[Itigtlk, Ntnnngñ, v_ 2¡ n. 3, P- 47451» tuqHã 'L¡L"'“r F"-]›“¡7"“"11U| l'JJ: ¡-1 11ÓH'111l'rLiI. *rI'I.1.. Ivxlu I. ' rnartrccimt-r1lta: a viháis dr_- um tristorindcur. em Diálogos. hterringyi, v_ 3_ n_ 7;_ ma_ [.39, ¡uonr 1-” Ru-inhnrt Kosvlivrk, np. vil. . HUB, p. 1-1 I_ t” B_ Crow, Ilistoriu e cronica, apud t”. (Í-Irdnur. TIsoriaH da historia, Lisbon. Fundaçàt: Kaloosle Cnutbulukialn, líitlÍt. 3' Iürn Rüsçn. Razão itiatúricn: toorrd da história: m: Fundamenins da çpgnL-ja hjgjfujcar Had_ Estarão C. de H. híârtins, Brasilia, C113, Eüül, p_ 129_ : l Ann-ando Süittci. op. CÍÍ. [Brevtárioa 41351!, pp. 15-8_ Não obgtantu as rcggajgrgqs que faz_ ; Uganda não cimfundir-se Hum'. prtnvmtas : :om o "preser-¡tjsmg a 1a (race ou ÇgnLng-pegg-, df longe-P Fontana firma sua tem: dc que toda análisis himúrica niicerça-se um 1m¡ pruietg d. ; futuro¡ em gun-as Pakwrm": *Êüñrmd a 35953” da? Hüálitiüi 450 passado an: : inrperatir-os do preaente: "Toda visão global cia história constitui unur genealogia do presente. Seleciona c ordem m: Fatos do pas-sado de forma que cunduzanr em sua seqüência nt(- dar conta da configuração do presente, quase BEmPIB Cüm U ÍÍIH, CDHSCÍCHtE Ull 1130. de juStificá-la. " CT. Josep Fontana, Historia: análise du passado c ¡rrojet-: n SOCÍRÍ, tract. Lui: : Roncari, Bauru, Edusc. 1998_ p_ IJ_ 3* Charles Otivier Carboneil. Historiografia, tract. Pedro Jordão, Lisboa, Teorema, 193?_ 1' Agnus: - Huiicr, Teoria di' 1a Píii-Itnria, 5. cd. , trad. [avicr HÚÚÚFÚÍRI, Méxim, Fnnlamrara, IGG? , p. 1?? , 3" Ji-irn Rüscn, op. cit, p. 33 55:_ 5 Para uma discussão aprofundada do Conceito, Ver Ciro Cardoñc¡ e J'. à-ialerhn_ Rppres-entações: contribuição a um debate transdiscipiinar, Ciampinas, Papirus, Eüúü_ Jõm Rüsen, 511m0 'Úrccàreticai . üpp ruaches t-: i Intercultural Con-upa ra ti w_- Historias raphy, em I lista-q' &- Theory, l'. 35. n. 4, pp. 5-22, E996, . ipod p. 13. A tradução Liusw ensaio ÍnÇtui-se neste livro_ - Idem, p. 13. Paut Ricocr, Lil briénmiru. IJI-Iistruiru, lfüLzhlt, Paris. , Éditimws du 52ml, EUCIÚ, pp_ 1113, Nil-Ê_ Idem, p. 171. Jürn Rüsen, cup. cit. , 2UU1, p. t5. 'f a¡ Bibliografia ANK1-'I15MIL'. Frank. The Dilc-: mrna of Contvrnpcnrnn'_v AngILJs-Saxam Plrittasophy' OF History'. History à. ? Ttrvnry, 25, p. E6. 1986. CALIJNILÇOH, Alvx_ Tticnriu: : mm' rN'n. I'¡I'ert. "IIu, -:: Rcttuclions un tlw Phiiüsflpltj: of History. Cambridge: Polity Press. 1995. C. -R|1t1_'tEl. [._. Charles Otiviur. J"ÍJ'SÍITF'ÍIJ_ÇF: I.FÍR. Trad. Pedm Jordão. Lisboa: "Econome. 195?'. CMHXHh Cho FIC-¡Ú-¡L-¡I-jÚH_ Entf¡pd| _|_(; ã¡_j_ ln: Cnmuxrsu, í_ _; FÍaXÍTIÍfKÊ-H Ronaldo (itargs. ) Dina-rima: : ria? Historia'. Qn5aÍLI5 de teoria e nri-tiadologra. Rio de Ianerro: Campus. LFJF'. _ _Critica (lu duas quaaatiães rei-intimas em antivrcniisnrcr wisterncrliãgicc) contemporaneo. fJieiiujqus. Maringa', V_ É, TI 2, FP- JFÍYL 1995' _ _ | -"p¡. -.rg¡-.1n| ugia pús-moderara, te-xrir u conhecimento: a Jisão de um hlstunador. 13114410395. Maringá. Y- 3, Il 3» PP- Lzgr 'Wa' _ _ _ _ __¡ MM | .L¡: Hv¡ _T_ Rrrpp-ugqn-irirçoru: Cüülflbtllçan) a um dubate transiharpatinar. Campumb. Papirus, 2000. 25
  24. 24. RHIMHHUIIWG (jan-p, lklluuivlttr. A frrluhínnl: ¡rg-na-. nnun-nlqm 1' again. fhul. I1.1rn, -' ÍL1l1I. l--cL'1II+ Fm : :Iv j_1,, .,¡, __ lulu: : 196.1. p. lh' 5h'- Tlm», Frallghis. ?Jísfnriu da na! Irrrrrrnrfísrnn. HJU Paulo: linemiu, N94, 2x'. ! ãqhHrANàr lpgçp_ . iíjshiríuz . II1ÍIÍÍRl' Lin FTJHHJÚF¡ v pmivt: : Htltíiürl. 'lr;14i. Liu? I-ísnnmri. Bauru; Edusc, 1995. H_. gg¡u_; _1-? _ Arted-anarmtixu1itislnàrica. In: LknLrna 1:, Junn; _]1II. I.-, Unlninljqttu. J”rIw. *~rH: J'r| .- rr': 't›JI'I¡| J¡r_›, f¡-_p_-, ; garupa: : c ccu1teircss 51.1 história. 'Trad Maiara-H: : Nlurhnu L' . "I1¡12IT1:'II'Í:1 Skinru-n'. Jãiu de Janaina: Llrmf RN. 1993. HELLEg, Agnes_ Tmnrfn ¡à- fu HaL-arnríu. 5. ud_ Trad_ Javier f iunoraln. ñdüxitü: I-'mtIaIH-ara, 1997, JENMNS_ Kem¡ (ma) Thy ¡umsmrcnfvrsa Ensinar-y malva'. I_onLir_3r1,r'Nr: ¡x-' York: Rnuteüsdge, 199?. KÚSELLEIJK, Reinharl. Fnfnn) passado: ¡Jara ¡mu! &aemánl-ica d: : 105 ticmpns hialóricns, Trad. Nurburtu Smilg. Barcelona: Paidús, 1993. ÍNÁALERHA, Jurandir. Em bamca de um conceito do historiografia: elementos para uma discussão. Revista Vânia' ffisfórín. Belo Horizonte, v. 'I 7', pp. 23-56, 2003. MINK, Luuis. Historia# Undersmavdfrlg. Ithaca: Cornell Uníx-'ersity Press_ 198?'. MASTRCNZIRFCDRJ, IM. (eai). Srorinrgrgfa. Iêonna, v. 1 ["La reccnsimae: urígini, splendori u declina della critica storingraficfi, 1997. Ras, José Carlos. Nuuveíh- Jaistoire e tempo iaisieñrico. São Paulo: Ática, 1994. . Tearlpo, ¡rfsíóriu c Evasão. Campinas: Papirus, 1994_ . História : Sr teoria: lúsloricismná, mnderniciade, temporalidade e xvrdadu. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas. , 2063. RJCCIELIR, Paul. Hisrórfn e herdade'. Rio de Janeiro: Forense, 1963_ . La Ménrmru, LT-ffsmírc, L'OubIf. Paris: Édifíns du Seuíl, 2000, pp. "IGE, 170-2. RtllssN, Jõrn. Some Theorelicál Appmaches E0 Intercuitwura] Compar History Er Nicory, v. 35, n. 4, pp. 5-22 se nesta obra_ ¡itive Hisfuringraphfxc , 19396, apud p. 13. A Trad Lição : less-e ensaio incluí- . Razão fiísróricn: teoria da história: os fundamentos da ciência histórica. "Trad. Estevão C. de R. Pvfariins. Brasília: UnB, 2001. SAFRA, Armando. Híslnria México: m? , 1996. WE! FUNG, ATHU. Filosofia, mcmdoltmgia e Estaria da história; LIITIB Liuhnmilaçãr. : pelas respectivas ÚÚEEÚSv A *Fíí-'P-'IÇÉD n? ?? Íris-Hinn: estudos sobre u histurícisrno. Rio du ianeim: :: uu-ug 1994. &CONN; PEVGZ- H ¡Sülrj-ü the Referenl, an Ps' a rratix-'ez R| JHGCÍÍÚIIS cm Pnstmnadernism Now. Hssfury and Wavary, n. 38, v. 1, ppl-Eai, fev. 1998. y Historiografia. Gm? ! Lxrífírzi' : Fu fa¡ í fásrurirz _! .›' rf( Ir: H . ístnvrícngrrgñêi. 26
  25. 25. Para uma nova história da historiografia Horst lvatter Btarrke A historia do historioigratiia é Lima ; ati-cidade nova. Ao lado cio Liesenvoivimeiilt) da historia ccuno disciplina indepemieiite e com pretensões Científicas, ela tmn início na época elo ilurriinisrttt) com o lix-'rtü do L_ Wachler, H istríiiir if: : orti* 4° rio _orsoui. ~tir tristorfrrrs : iesiiv o : Wit ¡rrrirso: brown: to no isrrttre m lítoraírrir Ho Eirroprr. " [Juronte o Humanismo, i1Llt11L? l'LTI: -§¡15 tristorriri' iristorioc foram publicadas. Livros como os de La Popeliniere e G_ J. tossius ou o colume O rtrrrriter tio li istoriri, ~grrr__tiJ. ' rios! rodo : :mim vicio L' rT raivrrr rio . fiilrtair LÍJIIIHÍÍHS Ffütttjlt, Elo Chr. E. Simonetti, den-em . sr-r vistos como preliminares do que gemlínoinüntc' pode ser considerado historia da liisioriragriitia. ? Esses textos são Oxplicaçñcs ou ilustraçñcg . do que raudghríf¡ ser' (gluirfliltlf) di' "normas 'dttltlitütíraiS Clã l1i5tqu'i(_)g1'g1fi¡_] ]_)L¡: '¡11'| ti_1r. ) Iluminismo lZ;1]'L. i]'1'1,t'! historiador do (Êoetingerl Chr_ Ggnjtgrtjrr um das; lícito-Lys : :lo projecto Llí. ? Ciüüliilrjküçñü da liistiñria, Clitictlttr essas norm-, ig cn¡ seus ensaios Smith” o ; ritmo iit' t-trniitotn, soon' o _Uitiifü tic* 'tirogtrs C511!? Iiiifüílfrlfiifn , ip liiLi-“iilitl, tmtrrriii soon- o , ilosiçiio r o ponto rir' vista sit! ¡Iistütüiógttrtfb-i
  26. 26. AWÚPÍOFW” Engmmnm, l'I| I.1I. 'l. I'[1Ç-. t.'i i-strulurais nu pt-nsamvltln. Illllltllvlülfilltlill¡ , ümrgxtinilii-. iiith', :criam . is LWJHLÍÍÇÍEvr-í tli- ¡iriultlcuiu Lll' uma tt-urm 11.1 história académica (Histnrilr). Ati. " dqtuclt' ttrmp: : l' fltHH¡1|-“~1"ÚF"*'¡¡= '3“ “m ">“'T“i'*i"t'!1lrt2 . -¡1¡~ti1u. r:i1ssíxieis -, ar: : lristiirirrt Lrliislcrrii: : liistcrrftrt' pL-rnãtmt-mticim imita n lado, mas, i descunüctadas_ pmgn¡ 'meu i-midmi_ Desde lúiachlvr, ou m es mo Liusrle o t-exto de C. F. Creuzer, Arte liisttirairir _çreiriu sm¡ ai-ifgrri: t" rnnriilrtrizixire' a história da ltistoriografia é caraeterixada ICUITIO Luna competência: teórica. l ifstrrrik e história da historiografia passam a constituir dois diferentes aspectos ou pólos de Lima reflexão metateúrica. Tai tendência pode ser rastreada desde os trabalhos de M. Ritter, G, 'von Below e J, Haller, passando pelos de F. Meinecke e H. Ritter von Sribik, até os esforços teóricos de J. Kocka e H. -U. Wehler? As Conferências de Ritter sobre a história da historiografia, publicadas sob o título de O desenvolvimente da ciência d: : história iiustmda ; Jales : :nas obras Mestres) em uma edição revisada, foi anunciada como sendo uma teoria da história sistemática. Por volta do final doséculo xsx, K. Lamprecht e K. Breysig anunciam uma reorientação ou mudança paradigmática no interior da tradicional disciplina história. Embora tenham falhado na tentativa, eles tomam como ponto de partida a então contemporânea discussão teórica (que eles mesmos, em parte, haviam provocado) e tentam reavaliar criticamente a historia da historiografia a partir do debate sobre os fundamentos da matérias' No caso de F. X. von Wegele (que não era um especialista em reflexões meta teóricas como bem indica a sua História de ltistarfogtttjffa nictrañ desde o htritreirr'striti“) e Ed. Fueter (que deliberadamente excluiu a história da teoria da história da sua História da FECGIIÉE historiografia” tratando exclusivamente da historiografia como pesquisa flistóríca). Urna análise detalhada das Iiistórias da historiografia revela que elas trabalham com LIITI ideal de historiografia moderna. Wegele tentou localizar a especificidade nacional alemã a petrtir da historiografia nacional; o ideal de Fueter : :Ie uma moderna ciência cia história a equiparou a sociologia. Considerado: : na sua relevância teórica, os tralüalhos de história da historiografia dedicaram-se a dii-'erscis aspectos cla teoria da historia; nesse sentido, podem ser divididos em de: : tipos e climas funções principais. No que se segue, considera rei apenas a ! marte da literatura que trata da história como terna especializado. A extensa produção que trata das historiografia: : di! Antiguidade, dos 'assirios ou Lim: indianos será ignorada_ Da mesma forma LieiXD 28
  27. 27. ir. .., um. , ai. " u, .›_ir, ,., 44 Mwwi¡ de fora a hisrnrioginitin não . alvmfi. Dessa foI'n1¡1, mio trata-irei da mais rq-ups-itávei' ¡quhhigaçñiw nessa . irva, o lralmilho do l-Í. Iiri-isach. i-Hsfnrírrqrrrfiir¡r redigir, nrrdiarimi r HIUrÍFPfm-W O** Him* tim' ("Jltim-HTFLIÍ, I1+1'H. 'r'it¡II1'í”r Pcnssui-m um ¡zlc-amre maisamPtrx do «que US Ltxempltts @DH quam; eles são uma ¡iljs-: lr-açàu_ Tipos e funções da história da historiografia Embora os tipos não possaim ser separados das funçoes, por razões sistemáticas farei uma tentativa. Apesar de os exemplos. extpaídgg dg enorme corpo da literatura não terem sido escolhidos aleatoriamente, eles não podem ser considerados uma lista exaustiva ou mesmo um rol das obras mais importantes. O que me interessa é a tipologia e não a relação bibliográfica da literatura sobre a história da historiografia_ Tipos História dos historiadores. Provavelmente, a forma do trabgiiho mais comia-n na história da historiografia é o retrato pessoal. Em monografias ou em ensaios, historiadores proeminentes são identificados e arrolados. Biografias intelectuais são traçadas, a produção teórica! de cada um é "avalia-da, 'assim como a recepção de suas obras. O livro de G. Hübínger, Georg Gottñftii Serranas. - _iulgariiento histórico c critica puiítfiqnu" ivode ser consider-ado obra fundamental sobre esse historiador do historicismuw clássico que não se &ijustou à realpnilitik e gradualmente foi forçado a desempenhar um papel ele rnzrtsinfer. ESSeS trabalhos tratam da Vida e obra de Lim historiador ou então lidam com problemas individuais. Dependendo do status do hisroriadoi' em foco, tais obras Freqüentemente Liltrapassam o tratamento de sua iversianalidacíat. rkssim pode ocorrer quando o assunto representa Lima mudança radical dentro da disciplina da historia, como no caso do livro de Hübingeir t". também (1 das monografias CIB B- VDH BTÚCRE: Kurt Brqusíg: irístrirfa entre liísrciiicisraezi r sucioirigria. ” e de Schorn-Schiítte, sobre Lamprecht. ” O trabalho de H. Díckerhcif sobre | . Schwarzfi um historiador jesuíta. da nunnjnismca, e Lima reconstrução das condiçfms e desenvolvimente de Lima historiografia catolica em Lima época de fomento à ciência. História das LJÍHTTS. O segundo lipo poderia ser apresentado a partir da formula "his-suína da historiografia como história da obra". Nesse caso, E1 29
  28. 28. lhiillerhelirtli histúrk¡ da ¡«¡¡¡¡l¡$¡~¡n t; ,_. ,_, ¡~. |çiai. i como . i historia ; Iv um ; guru-ro hum-nm¡ parttcuiar. [isso É¡ ttrox-at-ulmasnti'. .i thrmai : nais : IIIHUIH di' th** 'is-ht Hlfai. A para. dm¡ [rabdihgtg do 'Weguitç Pitt-ler, i5l'| ()-' and Srhik, gostaria (Iv I't*itrrir. 111.3 ; iu texto de Ritter, no qual o tvrútãrio titulo ("um WÍUCÍU LÍLIH obras mais pg-m-rninentuwa") apresenta e de uma interpretação tm Mnt¡¡j“¡5f¡irfn; a iaaigírireçao irisiciríca na Europa da sõceiia . 'I. ,"' esse. tipo não focaliza questões de nteratm-a ou poética, mas discute temas, modelos de interpretação e métodos da historia usando "grandes obras" como material. Questões de historia das instituições são apenas tocadas, mas não atprofundadtls. Balança geral. O terceiro tipo e composto por livros-textos que contêm xrisões panorâmicas do estado das pesquisas com intenção de graduar historiadores ou classifica-los em campos específicos, de tai forma que só em um sentido estrito podem ser considerados história da historiografia. Tais quadros gerais freqüentemente tratam apenas do estado atual da pesquisa e esforçam-se por produzir urna lista bibliográfica completa. Embora não possam ser consideradas histórias da matéria, no sentido restrito elas são obras preliminares importantes e por razões sistêmicas são 'aqui citadas como tipo independente. Exemplos são as passagens relevantes nos livros- textos de E. Bernheim, C. ?Vachsmuth e G. W011i” assim como os volumes da editora Oldenbourg que contêm perfis cla história. ” História da discipiiaa. O quarto tipo aborda a disciplinaridade da história (na perspectiva de suas instituições). "trabalhos sobre o desenx-'olx-'imento de instituições históricas individuais compreendem um tipo separad o no interior da historia da historiografia. Esse tipo Luúfical diferentes áreeis tenlãlicas. Exemplos são: o lixrro de K. D. Erdmann sobre a história das conferências internacionais Cie histórias” a obra de H. Heiber, Waifu' Frank c' seu JTFIFÍÍÍJEÍEJ iraperiszi ; nara a História da Nova Aieararthaf” o ensaio de Th. Schieder, Esiiaias históricas afetaria: : assim' como representados na Histariscfie Zeiisciiirií” os habalhos sobre a Comissão Histórica? ou sobre seminários universitários individuais? ” etc. História das iaétadosuõihistóriei dos métodos h istóricos na Forma IIIÚPLO gráfica tem sido uma atividade rara. ” No entanto, muitas Iezes el-a Õ encaminhada 5st. P¡-¡¡g¡-g111a. 'i' Cum rotação i1 (hJÍPE-àíl de H. White ¡wtultigitta da historia da historiografia no seu em obras que possuem outros cibjetixros, carmo no iivro de Ritter, HÍSÍÚVÍT? d” Iristoriagrajria, ou no de H. Bressla u, História da itrlomgmcirta (Êt-rarairiar' I-fistarica? " Tais obras podem ser interpretadas (iG-IRD um tipo específico de história da historiografia. O texto del. Wa ch, i-Iisiaría da twariiirrvzsiir) íiariireirêirticrif** pertence 3D . ..n-film ' '
  29. 29. lui¡ uma mu; Iunlfpq q. aiqm-gg¡ a nesse tipo. assim Unmn n «H-'üli-! qiitl de l. LioliiÍrit-tl rich da tloulrina histuriciata a iuspioitu : :I-I ílniíortàneia das idúiais histiãriçiiçaii' t-iisitiria : fm: iiii"fris lrisfiirirrrs. U foco Liosexto tipo de hislóiriai da Iiisttmriograíia não é o método, nem um tema espeicítico ou modelo de interpretação, mas sim tendências Lia historia intelectual. 'this obras não ¡icassuem relação necessária com a história como matéria acadêmica. Freqüentemente, elas tratam de estruturas do pens-amento historico como parte da herança cultural. O exemplo mais famoso e a Libra tardia de F. Meinecke, A err-gen¡ do iiistoiirisrrirnf" que expõe a gênese das ideias de deseni-'olirimento e individualidade, assim como a origem do historicismo [entendido como tópico da historia da filosofia e como avelfeiisclitnitmg) e trata do progresso triunfante e da síntese desses dois conceitos teóricos. O texto de Srbik, nflcirte e' história desde o himtmtisme germânica até o preseiatef” é antes um balanço de histcíria intelectual das tradições da historiografia germânica (promovendo uma apologia da sua própria posição intelectual, abalada depois do colapso do "Terceiro lmpério"), do que um relato Cronológico de história de métodos ou de problemas. História dos probierrtas. Uma grande área de interesse no interior da historia da lústoriografia é a da "história dos problemas". Ela tratei das diferentes áreas temáticas: as historias das subdisciplinas da Iiisttãria [por exemplo, a história da historia antigam), a história da relação entre as disciplinas (por exemplo, a história das relações acadêmicas entre história e sociologia em geraP* ou entre historia antiga e antropologia social em particulart), o estudo da recepção de EVEHÊOS históricos individuais [por exemplo. a revolução de iSLLS/ tICJ-“fi e, finalmente, a releição das diferentes historiografias nacionais entre si (por exemplo, a imaigem da França na historiografia alemã e a imagem da Alemanha. na historiografia ÍIEIIICCSHH). Esse tipo também compreende a historia de mitos particulares ou de topos literários. Um exemplo é o trabalho de G. Krumeich, fileira dírirc are liistúirfri: .historiografia, politica, rirlfuriL-'G mesmo que ele não trate da historia como disciplina LICadÊmÍCEI, mas sim das funções culturais, políticas e sociais do pensamento historico. l-fistóiria das funções de _ireirseirientu histórico. Uma área separada da história da historiografia e a análise das funções sociais da historiografia. I-iá uma série de trabalhos que tratam dessa questão (por exemplo, a monografia de V_ Dnncrmfich! ¡. ¡,, ¡', ,,-¡L-, r¡ mai¡ Signo'. - ¡rstudos ltisróríctrs com intenções políticas, ]31?_18613~°)_ No ei-. tanto, na maior parte das axe-aee. , tal tema é tratado no contexto de problemas : nais amplos. Não só ltistoriadores produzem E5535 31
  30. 30. ¡Mwmm ohms. Bons vxrsmplits sào o iivm dv fx'. Sclnvnliv, i 'rrIHIN I' I'M” 'it' . ifnm/ :I: ¡¡¡¡¡¡¡. _,¡c¡¡¡~¡¡¡_. .- unírrivirsitifrírrs im : ttvimmilra 4' : Is qIrn'. ~:I4': v-. ;Julina _Ílfifririrflfllirtíg da prfi-pkvfn¡ Giwrri¡ ñfimriiriri, 'i v o livro clv R. um làruvli, C "iam-m. pnhlirii r' iqriiuiii; ?wmv _ _¡; ,¡J¡r¡'¡~¡¡ ysiii-riirliziarir: Hr¡ ¡liruirmiur _çeiiiitrrritiiirr IÍFtJEJfJ-¡Uiül-J_ História sonia! dos histnr'ix. =iíitre's. Ú pentíltilnti ti po dv historia da hihinritagrafia poderia ter o nome de "Iiisttãria da historiogratfiet como história stacial" uu então "história social dos hístturiadcires". As questões dessa airva temática ainda não foram ! sem analisadas. No que concerne aos profissionais de história no período que abrange a Alemanha de 1850 a 1970, o segundo capitulo do livro de I'M'. Weber, Snctrrciotes de Kiitrf” e, até onde posso 'vei', a investigação mais compreensiva de ponto do vista sistemático. História da Itistoriograjin teoricamente orientada. O último tipo independente de história da historiografia é caracterizado pela tentativa de captar o desenvolvimento da disciplina no interior de sua reilex ão meta teórica É” Poder- wia ver a história da história meramente como um caso especial cla "história dos problemas”, assim como caracterizados anteriormente, mas isso, em minha opinião, não seria suficiente. Exatamente porque a reflexão metateorica é distinta da prática historiográfica - costuma-se afirmar que ela se caracteriza por um excedente utópico - é que ela abre, como diretriz de uma história da disciplina, possibilidades de reconstrução de realidades passarelas da história como atividade profissionalmente estruturada. Principalmente na medida em que ela pode localizar e resgatar projetos fracassados. As funções da história da historiografia A princípio, a historia da historiografia seri-'e como instrumento de VEFÚÍCBÇÊD de padrões científicos, ou então, o que está estritamente relacionado mm 3 ümçãü anterior, como xreri ficação de pmsições ideológicas. Isto é, a história da historiografia - a não ser quando se aplica a propósitos ed ucacionais, servindo CümD Plístória das matérias acadêmicas” - refere-se às práticas científicas. CDm 0 que tais referências se assemelham? Quais são as intenções que a elas se associam? PDCÍEIITOS distinguir duas funções principais: (1) uma função afirmatitfa E (2) uma função Crítica_ _ (U A afirmaçãü da ideologia oficial é um importante, senão o maiã lmPüriãnte, aspecto da reconstrução historic-ei_ Um exemplo seria o das 32
  31. 31. ¡'= t|1| uma . vi-ra 'l'1ÍI'aF'l 4a iram-twin¡ atividades acadôlnicais no . assim chamado e-arcialie-rrnc: real, assim (ramo ele a4_- dmenvtílvrtu 11.1 mm. Ú : :Ii-mentiu aiiirinali-Jri é il1illli'E'Ii. L'l. 'r't1 variar. publiraçíkw , qrm _qe aro-escutam como não posauiracii) Lim cairátcr icletllfugicl). Um exemplo mn muitos poderia ser o do obituárita que L. lêanke le? , de (Si-rvinusl” : que foi escrito com o único propósito de eibandonar os ideais politicos pelos quais GETVÍIIIIS havia lutado e assim legitimar o slrzlirs qu: : político existente. O aspecto ¡ifirmatixro e também predominante nos trabalhos de A. H. Horawitz; no seu ensaio l iistrlringreiria imcinrmi m: século xvo” a recente tu ndação Kiciildciatscii (Linificaçâci liderada pela Prússia) do império é colocada no interior de Lima tradição defendida por historiografos humanistas e assim aparece corno o legado redentor secular. De forma análoga, os nacional- socialistas tentaram colocar a política racial nazista em uma supostamente respeitável linha de tradição que se conectava a algumas notas anti-semitas de 1-1. von TreitschkeÍ* No texto panorâmico de Below, Historiografia alemã desde ns guerras de libertação até os dies atuais** todos os dados são conectados em ñmção de uma única tradição. A historia da historiografia de Below é essenciaimente uma polêmica política: ele luta contra o liberalismo, contra o ilurninisrno e contra a institucionalização da Sociologia como disciplina independente. Ele advoga uma Visão estatista da história e uma forma romântica de pensamento. Below identifica as posições que ele apaixonadamente defende com aquelas que teriam sido provadas cientificamente. A historia da disciplina é apresentada como a sobrevivência do mais preparado, como urna derivação histórico-historiográfica, isto é, uma determinada posição politico-científica ganha as garantias da tradição assim como o seguro de explicações paradigmáticas e sistemáticas que mutuamente se apóiarnfi' A história cla historiografia de Below possui um efeito polarizador. Ela opõe-se ao treitado de G. Wolf, Dietrich Schàfer : md Hans Deibriirrk j Objetivos nrrcioimis di¡ lrisierincçmfe alemã desde a Revolução Fraircesaf* que foi publicado a partir do fim da Primeira Guerra. É um texto subjetivamente honesto, assim como, em termos objetivos e temáticos, uma tentativa falha de tornar irrelevantes [pela via da busca de terrenos comuns) as imensas diferenças políticas existentes no interior da disciplina. Tal projeto foi encaminhado em uma epoca na qual o consenso entre os historiadores alemã-es a respeito dos objetivos da Guerra haviam há muito se quebrado. Diante disso, parece que uma atitude cética com relação à idéia deafirmaçâo é esaencial. Na_ verdade, certa dose de rebeldia parece ser parte indispensável 33
  32. 32. mataram# de uma pnstilra : :imtn-: Hllllràllllll VW"" Tt'l"'-"' É¡ l'¡-“'“l"¡-' *li* l*¡”'l"'¡"'iiraíi. a. Qualquer pcnsiÇñu teorica que quer solarvsvrix-'ci' rvigtiui' tranliçzrc-s positivas. A Içara, n c¡. i¡¡. _-¡5nu-. mu. trnd içtãus. o vslurci¡ preiliiinnnaiiili- i' : l: de mosinir q-ug historiadort-“B caídos no I. -_': -¡L]I.1L“CliTlL'I'I to são, nn xwnlaulc, n I"Ilt_'¡_'l[_'Jí'| nL'lI'›I'I. '.H dc uma ¡v-cyncepçãt) de histdríia que em vários mount-nuas se a p rest-nto como tendo um Caráter , __. ¡¡_. ¡u_. ¡iç-a¡ne¡~¡te Pr0gl't"! -lt-ll: 't'r. Isso c» x-'erdeicleiro mesmo- paira os ensaios reirnidos na coletânea cte lüiehler, Jíistzrriirritarcs rricuiiicsf” e têspccialmeinte para o tratamento que Iniciado a U. Hintze? " do mesmo autor a antologia Max www. , o ¡¡¡__. io, .¡_, n¡rü¡¡sl que ia mbém pode ser lida nesse sentido. (2) O oposto exato do conceito de afirmação a o esforço de escrever a historia da historiografia com a intenção de criticar principios ideológicos: o objetivo é superar criticamente visões de mundo e posições políticas. Essa é a intenção do historiador do stalinismo tardio W. Berthold em seu livro "[. ..] passnrfame c obcifecefgt' no qual ele impieclosamente critica o papel social de G. Ritter: Ritter e apresentado como ideologo do militairismo cla em. : A função crítica cla historia da historiografia pode ser percebida de *rárias formas diferentes: (a) como a crítica explicita de modelos tradicionais, isto é, como destruição de uma tradição particular que é apresentada como suspeita e antiquada, e (b) como redescobrimento de autores real ou supostamente marginais e o reconhecimento de precursores esquecidos de algum historiador mais conspícuo. (a) Aexposição e a destruição da Iiistoria burguesa foram, cl tirante muito tempo, a tarefa mais importante a que se propos a historia da historiografia na nos. O mencionado trabalho de Berthold é apenas um dos muitos possiveis exemplos desse projeto. Sua contrapartida na Alemanha (Jcidenlal e o ensaio de l. Geiss, uma visão retrospectiva c crítica dc Fricrfirixjlr Mcincckiañ' Enquanto o ensaio de Geiss é um acerto de contas - pela via do recurso à ceiricatura - com Meinecke (sua história intelectual e rejeitada como xamanismt) hi storicizante e Seu papel como guia politico e cultural assim corno sua reivindicação por liderança social são negardas), o principal trabalho de G. G. Iggers, A concepção alemã deiristcirirr: a tradição nacional do ; iciisaiirenio iristóiicn Ilt*Ht'J"IÍi”i'rllÕtI-' , iircscriiieÊ-l é construido de uma maneira mais moderada mas : mão menos crítica. A obra de Iggers pode ser considerada a melhor análise dos estudos históricos na Alemanha já feita até hoje, a critica mais contundente ao historiocismo em irma abordagem de caráter generalístico. Mesmo que l ggers : tão tenha produzido uma história exaustiva das práticas históricas do historicismo, ele tfafOU de 34
  33. 33. I'ma uma »emo harry-sm¡ tunning-gn¡ : mt-ras qLurslôt-'H Itàn menos iI11¡_'-ii| 't¡ir1tic. -+, quais sciiam_ a. tour-in ; lo Iigtadn¡ a filusolitt dos valores L' a teoria do Cltl1ll&*('ll1'| t_'['| [-Ll histórico_ (b) A tentntii-'o dc justificar uma posição teorica : ião conlormisti: apelando para &runtime; que toraim marginailizatttvs uu mesmo excluídos da com Linidado acadé-níica ; Wed-e ser cpnsiderada uma forma especial de ; argumentação contra a tradição acolhida_ A primeira] vista, esse tipo de argumtanto parece seguir completamente as linhais tradicionais analogias ao conceito cle afirmação apresentado 'anteriormente [l] - afinal de contos, o argumento envolve a afirmação da posição desses "heretictJ-s". Essa reafirmação, no entanto, freqüentemente ocorre negando posições estabelecidas. Os retratos de historiadores produzidos na antologia de Wehler, Ciência social histórica e historiografia: @surdos sobre : rs tarefas c tradições dos estradas históricas alan-idea” cumprem essas funções da mesma forma que Iáúos dos artigos reunidos, na antologia Historiadores nFemricsF-i A discussão sobre as teses de E. Kehr (particularmente sua concepção sobre a primazia dos ; assuntos internos em oposição à defesa da prioridade das relações tirei-nacionais; do l-tankejç Híntzg e M. Weber” desempenharam importante papel na reorientação da história tal como ela era estudada na Alemanha Ocidental, (3) Uma terceira possibilidade é aquela que enxerga a historia da historiografia como tendo uma função exemplar_ no sentido de oferecer material ilustrativo para a reflexão teórica. As contribuições dos seis volumes de Teoria di? história: crotitriimiçõ 's _para o teoria da Iiisitiirirrii realizam essa Função_ O ensaio de ]. Rüsen, O iristoríodot' ftTtilO "Prirtidririci tio Dcstiiro": Georg Gotijrried Gcrainus e a conceito de ¡narciatiiiacit? otijiàtirra no lristtnricisiirn ntciiiãtL-'t' e uma tentativa de resolver a tensão fundamental entre objetividade acadêmica e predisposiçoes políticas usando a historiografia de Geri-'intls (e suas reflexões no texto Caracteristicas essenciais do teoria da lristrñria). Na seção seguinte clctalharemos melhor essa questão. Entre a crítica e a criação da tradição Desde o final da década de 1960 tem hax-'itto um penetrante debate que coloca em xeque axiomas tradicionais. De acordo corn interpretações cont-roversas de alguns daqueles que estão em-'olvidos nao debito-à, trata-Se de uma mudança de paradigma: do ”historicismo" para a "ciência Social hJStÓrÍCHÍW A5 digcusgões apoiadas pela fundação Reimers em Bad Hamburg criaram uma nova dimensão no debate teórico. Seguindo sugestão de Schiecler e 35
  34. 34. ranma sur-nt: R. PVi1traI11,rcnl| 'i~ iurr c IvHH um atuam di' I"'-"*I“'-'r'*l“"*'“ *'““"'“-*""j'-_'*= i'm 'i istaisxiu1lislrõlicicns com o uhivtivo de d iscul ¡! ' qto-slow. i'¡'_rIiI-l1l'| *l""'-"' l”"l' "ld- ? Fil-li L'I'I'I'I| i.11*lt1'-ÃÕL'I entre | o.u'i'i. iliil. iil: - t' nlrivlivltliltlt' t' t* 5151""" “d” E ! m _Nm PT? ” hisloriciis. ” Ú ohÍUtix-'o oxplícitiü não era Llt'_'-'›L'l'l'l¡l"L'l' uma uttlvliclan! ” f= "'-l*"T1='¡_l! Ca e L'| .1I1'l[. "tretI: r'lSi'¡! da ciência da liislrãria, mas ante-H t-'l-“Fli” llmllm tl*"""'; °*lã ciifenentust: L'ÍI1fUIT11I| lFl1lJl1lC con1l3lL'Inc*rItti res m¡ IHÍCTIHT di' '-'*'mP'-' th¡ hh5l°ll3llna e dos d iferrcntes níveis da teoria histori ca Os rcsn Itatl Lis Ílvsscs c: aloo u nos _furar-n Pubmadcs nossms m¡ “mas de 'Fun-ia tftitrllijtgpgzl: ("tutti aliança? i . IL t: a l . *ua hetero reneic at e, o grupo que 'e * ' ciclciileílgl: : iihtRpeimers era rrâiarcadc) pela uni f: Jrmidad e em a l guns aspectos: havia concordância a respeito dos problemas : nais ííTlPoftílnteil 9 tamlmm mm relação à direção que deveria ser tomada para a bits-Ca soluçoes. 'Para mencionar um exemplo: com respeito ao problema da objetix-'Idacie hisiorica, o grupo concordava que objetividade (controlada metodicamente) e paircaalidade (geralmente politicamente motivada) irao são, necessariamente, excludentes entre si. ” Não havia consenso sobre corno objetividade e pa rciellidãdü dewnam relacionar-se para que a necessidade de orientação (resultado da participação interessada nos eventos cotidianos) pudesse ser reconhecida como legitima e importante, ruas, ao mesmo tempo, limitada pela metodologia. O grupo não tentou ocultar o fato de que nenhuma ; wcisição Lmânime foi alcançada, antes deu espaço para que as opiniões dix-'ergentes pudessem expressar-se. A coleção contém um volume denominad o Disrirssritn e critica” que reúne as opiniões variadas sobie os ensaios pub] icados. K. -G. Faber, por exemplo classificou como des-ziortista a leitura que Rüsen produziu sobre Cerx-'inusfl (a) As contribuições dos volumes podem ser 'agrupadas em três diferentes tipos: discussões estritamente sistemáticas, baiançcas histciricos da disciplina i e estudos de caso. Qual ó a função das contribuições (um terço de cada 'ii volume) com relação à historic¡ da historiografia? O que elas ; iroduzem que não pode ser obtido por contribuiçõios sistemáticas estritas? O Falo de que sistematizações iniciais irão possam ser alcançadas é O resultado imediato da composição do grupo. Para ser precísfà, isso ocorreu porque várias das pessoas que compõem o gru po de lõ historiadores, tanto especialistas quantia generalistas, irão se csforcara m para iespcindei' às questÕES que lhes foram enviadas. Para o scrgundr) volume, Chr. Meier redigiu um programa sobre Questões e teses a res-prato de teoria do _iarocesso histórico (aqui: fil¡ enviado a todos os participantes da conterõncia). "' Ele completou o programa 36
  35. 35. !nua I. -II. .l ¡um! I_-r_1-f. -.. ¡ 4.¡ iuvmwqpgf. ; com Llmü (IHÚÍÍCHC de caso em que usou as h isloritaitraiiais tie l lei-od: mit) t- 'tirei-charles LTHTI o Ubicth-'LW de lTltíi-ítrñl' U5¡ limita-s o as ¡Inpliraiçfncas d a categoria¡ tic prfxjtmgqgrw' No mínimo atuais : ias outra: : CincoContribtliçües scatm- a história da h tstnringrarm : não se relacionam com o Fu'ug_ran1:irr: lt! Meier: um titrkrs investiga bicigrafias do artista t1un13nt5ta nürentintñ Vasariff' o outro analisa a prof Linda trzmsformação que teve lugar no pensa mento historico durante a peisseigem cio ¡itrrnanismo para o iluminisrno: a substituição cla teoria clássica dos ciclos (Berlin) pela crença unidimensional no pTDgTESSO (Fontenelleifi No primeiro caso, a idéia de PIDCESSD é usada para descrever o desenvolvimento da arte durante a Renascença, isto é. a palavra é usada em um sentido cotidiano, pré-teórico e nem mesmo explicado usando-se a tnistoriogra fia de Vasari [sentido que deveria estar relacionado com o assuntol** O outro caso é um resumo das teses antes expostas em um livro sobre estudos literários. ” R. Von Thadden apresentou um tratamento brilhante de Tocqueville? ” no qual ele explicitamente refere-se ao conceito de processo : :te N. Elias (algo que também foi feito por Meiert" Mas mesmo Thadden não se refere ao programa. A lista poderia ser estendida, Os exemplos da historia da historiografia foram retirados de vários contextos diferentes. Um pequeno número de contribuiçotts lida com o período prá-científico cla historiografia: Antigo idad e classicaf? Idade Médiafi Humanismo e Primeiro Iluminisnlof* a maior parte trata da historiografia do século x13( e só mais tarde a historiografia do Iluminismo tardioiã e do século xx** tornou-so. o Foco cla atenção. O foco recai sobre a historiografia alemã e só ocasionalmente ENEIUPIÚS fora-m crxtraíídtüs dc. - tiêxtos ingleses ou franceses. ” A discussão sobre problemas teóricos é dominada pela historiografia moderita; pesquisas que contribuam para a História Antiga são urn-a exceção-f" e nenhuma ele-las lida com estudos medievais. A discussão sobre Marx, Braudei, Foucault e Polanyi constituem um caso especial? sem dúvida, esses importantes iaensadore-. s ! iistoricos representam um contramodtêlo aos “escritores clássicos" da liistíürít1 alemã. (b) Uma clara mudança no que dir. respeito aos exemplos da história da historiografia tjcorteu durante o transcurso das conferências individuais. Os trabalhos sobre historia da historiografia no primeira: : rntume tratam do Prublelna da Lgbiutixfídadefptlftfiñiidiltíü 11615 tubras de Itanke, Genrinus, Sybel, Treitschke e Marx_ [Qanke, por um lado, e SybeljTrL-itschke, por outro, são aprQprjadan-¡Qnfe introduzidos e discutidos como representantes de dois movimentos da i1istoritugrafia (respectivamente, as variantes "objetivísta" e 3?
  36. 36. 'mesmo nsubicüvtstaü, W. j. MJJITIITIHUIT ¡JMIIIIÍIIJ tTÍÍÍiCFIFIIIJIlÍI' . ils ¡iosiçtrvs dr- Sybç¡ E “Eitschke, cmsgigücand” _lgíjnfg ohms UUIHU, ans Lin FIHITIIJIFH. ' Lima sistemática ultmmüagün¡ de ¡n, n¡l. ¡¡-_~,5" c, .jp gçgundti, "um dogmaitismsi ucríticçwgn no entanto, itñt) e o objetivas dc Momntsten difamar : esses dois grande! , ¡ústüriadores "um ilustrar um prot1|e| nt1 fundaumt-ntail inerente a toda historiogralñtt. ” O tratamento da obra de CLTVÍHUS por Rüselt ! também tem mam pano de fundo a concepção cle ÍEÍSÍÓTÍE! da etcademizi alemã: Citar-nous, que ocupa um papel marginal no século xxx, mesmo partilhando pressupostos fundamentais com seus contemporâneos, é objeto de tratamento especial porque sua obra permite a abordagem de propriedades estruturais não só do pensamento histórico do historicismo mas também urna critica que propõe a "modificação contemporânea do historicismo"? Rüsen já havia provocado a critica programática de Faber, para quem não fica claro como Rüsen distingue "interpretação, como projeção idealizada e critica do interpretado". Ele pensa ser questionável que reconstrução histórica da historiografia, reflexão metateorica e fundamentação sistemática de um paradigma científico possam relacionar-se tão intimamente! ” O objetivo era essencialmente conceder à ciência social histórica um suporte teórico (pelo menos é assim que eu entendo a demanda de Rüsen por uma "modificação contemporânea do historicismo"); “4 nesse contexto, os mais importantes fios tradicionais da disciplina foram criticamente examinados. A ciência social histórica é a transformação do historicismo: ela modifica, expande e critica o historicismo. Assim, a »velha oposição entre explicação e compreensão, um dos axicrmas do historicismo, é dissolvida e agora são interpretadas como estrategias de pesquisa complementares? Os primeiros *volumes de Teoria it's ltfstórfa enfatizam a aneilise crítica dos grandes historiadores do historiciszno clássico. Entretanto, 'aqueles que estavam excluídos da corrente principal receberam uma resenha positiva no sentido de uma recepção atrasada mas corretora de propostas anteriormente mal entendidas. Essa forma de proteção da tradição ganhou crescente aceitação, ao passo que na época era rejeitada como heretica (um bom exemplo é a disputa-Lamprechtü 'Todavizy uma apologia do historicisrno está inteiramente ausente dos primeiros iaolumes. Críticas as críticas ao historicismo atual foram expressas nos últimos Iolumes da coleção mais C19 dez anos apos o estabelecimento do novo psaradigmaf¡ Nos primeiros ainda dominava o ambiente de proteção da tradição que, na 'verdade é uma 3B
  37. 37. Para uma Mu hub. ; q. naming-ñ¡ capta-iu: de crinçaiti da tradição; novos lwrois sit: dr-sccihcrius t. Cl, n3tru¡dm. - Ma); hicbc-i' já há algun¡ tempo foi estabelecido como nai-va figura ÍdEHÍÍl-ÂITÍH-M E550 HIWU tipo dt' histtírio da historiografia í- urna rcminigçimçja de tradiçõtrs esqui-ciclos; pior iexeniplrs, L-| ¡› dggscnbre antLç-¡Padürcb de uma l-iistoria modrsrnir da tida ctrlidiana já no iluminismo. ” Certas concepções que alguns tôtn a respeito de si ¡nesmos foram examinadas criticamente . . CCJJHU quando a desconfortável verdade de que a história social não é uma invenção do período posterior ã Segunda Guerra, mas tem suas raízes na. interpretação cia historia do nacional-socialismo? ” (2) Ainda resta tratar dos textos predominantes. Os exemplos que usarei são os de ltüsen, Os : marra tipos da rtarritção liistóricaj” e de R_ Koselleçk, Mudança de Ltxtlerfêitcía e : fretado: um perfil liistóríco-aformatei-tigre. ” (a) Depois de publicar seus ensaios em Hístariagiafii: como problema teórico: esboço das bases históricas da discussao correarel-“e em Comentarios sobre a tipologia da historiografia de Drogrseitf" Rüsen desenvolveu sua propria tipologia sistemática da narrativa histórica, para a qual ele reiirinclica *Jalidade universal. Distingue, ainda, quatro estilos narrativos históricos, que são interdependentes e estão sintetizados na historiografia concreta em diferentes relações entre si. São eles os tipos tradicional, exemplar, crítico e genéticofi De ¡icordo com Rüsen, esses quatro estílosnarrativosconstimem urna estrutura hierárquica na sua seqüência lógicaf** que tem contrapartida histórica no modelo temporal do curso dos eventos. ” No que concerne aos estilos narratix-'os tradicional, exemplar e genético, Rüsen esta certo. A narrativa críticaf** no entanto, que tem um espaço especial na sua descrição sistemãticaf” não pode ser classificada tão facilmente a partir de um ponto de vista Iiistõirico-acadêmico. Na minha opinião, essa dificuldade adt-'ém do fato de que Rüsen usa o termo "crítico" em mais de um sentido: como tei-mo técnico para uma forma especial e como termo para urna função particular cla narraçãofm ao Inesmo tennpo, ele não fa! uma ESÍTÍÍã distinção entra ; apuração metód ica da análise crítica das fontes” e a visão critica de perspectivas herdadas. “E Tçjdgg 35535 aspectos estão certamente coitectaclos; todavia, é necessário separá-lgg tgdgg ;35535 aspectos de uma forma analiricamente precisa. Para claggíficar cigantifjcamente a narrativa critica como localizada no iluminismo como mero "meio de transição" entre o tipo exemplar e o genético, 1550 não me parece satisfatóriom Embora a narratix-'ai genética Seia CaraCff-'TÍSÉÍCH di' historicismo, ela não lhe e exclusive. Análises bem informadas empiñcamenle terão de comprovar as hipóteses de Rüsen para a história da historiografia. 39

×