[RE]ENCONTROS COM A HISTÓRIA DAS ARTES<br />Centro de Formação Júlio Resende<br />8 de Outubro de 2011<br />Práticas Artís...
Obra de Arte<br />Fernández Arenas:<br />		“O que realmente confere a uma obra de arte a sua qualidade artística é o seu v...
Hans Belting:<br />“They [os artistas] themselvescontinuedthepathofhistorywhenborrowingfromhistorytheirmodels. Sometimes a...
Marcel Duchamp, Secador de Garrafas, 1914<br />César, O polegar, 1965-1994<br />LaDefense, Paris<br />AndyWarhol, Brillo B...
ErwinWurm<br />Gulp, LehmannMaupinGallery (NY)<br />Novembro de 2010<br />Erwin Wurm, New York Police Cap, 2010,Styropor, ...
Confessional 2003 Dog house, <br />Segundo instruçãoemdesenho, <br />Realizadopelopúblico .                               ...
RobertMorris e CaroleeSchneemann, Site, 1964, Judson Dance Theater<br />http://www.youtube.com/watch?v=ln9Zq_2vhC8<br />
Ocultação/desocultação<br />RobertMorris e CaroleeSchneemann, Site, 1964, Judson Dance Theater<br />O artista operário<br />
RobertMorris e CaroleeSchneemann, Site, 1964, Judson Dance Theater<br /><ul><li> Ruptura e/ou questionamento da arte enqua...
O significado da evocação de Manet
O trabalho minimalista de Morris
Os interesses conceptualistas de Morris
As questões sobre a percepção de um objecto no espaço
A literalidade do corpo em acção
As questões sobre a consciência do volume limitado ou expandido
As questões sobre a linha e o plano
A relativização de uma imagem icon – de acordo com o contexto
O tempo
Proposta de compreensão de um tema ou conteúdo associado à tradição de representação, numa visão distanciada</li></li></ul...
Manet, Déjeunersurl’herbe, 1863<br />
Recapitulações:<br />Primeiras vanguardas do século XX<br />Práticas e teorias que se sucedem<br />Tentativa de superação ...
Vanguardas históricas<br />Tendências artísticas dos anos 50 e 60: Pop-art, Expressionismo abstracto, Nouveau-réalisme,  a...
Arte Contemporânea = somatório de lições<br />
Depois dos anos 60….<br />Ansiedades<br />Identidades<br />Trama de pesquisas<br />.Constelação de propostas<br /> .Ausênc...
Anos 60 - Mudança de paradigmas na prática artística<br />Recusa da representação mimética<br />O Acto<br />O Gesto<br />O...
KasuoShiraga, trabalho de pintura realizado com os pés, suspenso por cordas, 1965<br />Pollock ,fotografado por Hans Namut...
Desvalorização da noção de obra de arte como um objecto concluído<br />Consciência do corpo<br />Action Painting<br />Desv...
POLLOCK<br />Acção “dentro da vida real”<br />Gestualidade<br />PINTURA DE ACÇÃO<br />A ACÇÃO DE PINTAR<br />[…} eu disse ...
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O Tempo<br />Tempo  (da observação do objecto ou da performance) = microcosmos<br />Nova dimensão temporal<br />Equivalênc...
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Reflexão sobre a representação<br />José Rodrigues<br />Travessias do espaço<br />Sem Título, s/d [ca. 1970-1973]<br />[Sé...
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Reflexão sobre a vida como experiência<br />Ângelo de Sousa<br />Cotão, 1997<br />
Ângelo de Sousa<br />Reflexão sobre a vida como experiência<br />A mão esquerda, 1976 conjunto de 51 slides <br />
Reflexão sobre a vida como experiência<br />“Eu, o mundo, as coisas, a vida, nós somos situações de energia e não se trata...
Reflexão sobre a vida como experiência<br />arte = forma<br />Arte=energia<br />“[…] os meus trabalhos são verdadeiramente...
Reflexão sobre a vida como experiência<br />Eu agarrei com a mão uma árvore, 1968<br />Registos fotográficos da acção<br /...
Mesas-paisagens<br />Reflexão sobre a vida como experiência<br />Ana Vieira, Mesa-paisagem, 1974  <br />Ana Vieira, Mesa-p...
Reflexão sobre a vida como experiência<br />Ana Vieira, Ocultação/Desocultação, 1978<br />
Reflexão sobre a vida como experiência<br />Lurdes de Castro, Sombras s/ lençol, 1969<br />Lençol bordado à mão<br />
Valorização do processo, da especificidade do acto  do artista, do momento<br />Clara Menéres, Mulher-Terra-Vida, 1977 <br />
Representação mimética<br />Desmaterialização da arte<br />Diluição das fronteiras arte/vida<br />Apropriação do lugar com...
Convite: Caixa de Sardinha com o texto de Pierre Restany:<br />“Um acontecimento capital na galeria Iris Clert, em 1960, d...
YvesKlein, Le Vide, 1958<br />GalerieIrisClert<br />Instalação imaterial<br />
Umberto Eco, A obra Aberta, 1962<br />Múltiplos sentidos<br />Recusa da obra como produto concluído – a experiência é perm...
As disciplinas redefinem-se e compartilham modos operatórios<br />F<br />I<br />D<br />E<br />L<br />D<br />E<br />D<br />...
Vias do conceptualismo<br />Permanências do objecto:<br />                    - sínteses <br />                     (conhe...
…do objecto para a ideia<br />Exclusão do objecto           <br />Rauschenberg, Retrato de Iris Clert, 1961<br />
OnKawara<br />Exclusão do objecto           <br />
Ana Vieira<br />Galeria Quadrum, 1978<br />Ocutação/desocultação<br />
Dogville, 2003<br />LarsvonTrier<br />
A transformação da relação do artista e da arte com o público<br />Grupo Acre (1974-1977)<br />ACRE<br />ACRE DITAR<br />A...
A transformação da relação do artista e da arte com o público<br />Grupo Acre<br />Intervenções estéticas em espaços públi...
A transformação da relação do artista e da arte com o público.<br />Encontros Internacionais de Arte em Portugal<br />Orga...
Décadas de 60 e 70<br />Indústrias culturais<br />A obra de arte como mercadoria<br />As categorias estéticas tradicionais...
Novos paradigmas na prática artística<br />A arte é o tema da Arte<br />-reflecte sobre  os seus problemas intrínsecos: di...
Década de 70 – desenvolvimento das pesquisas            responsabilização do observador<br />Arte Conceptual<br />Process ...
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Práticas artísticas contemporâneas algumas questões

  1. 1. [RE]ENCONTROS COM A HISTÓRIA DAS ARTES<br />Centro de Formação Júlio Resende<br />8 de Outubro de 2011<br />Práticas Artísticas a partir da segunda metade do século XX<br />Ambiente, Galeria Quadrante, Lisboa, 1971<br />Algumas questões, experiências e considerações sobre modos de abordagem<br />Maria Leonor Barbosa Soares<br />
  2. 2. Obra de Arte<br />Fernández Arenas:<br /> “O que realmente confere a uma obra de arte a sua qualidade artística é o seu valor histórico-cultural e a sua configuração formal, como um produto técnico e mental do Homem num dado momento histórico e geográfico.”<br />InTeoría y Metodología de la Historia del Arte<br />Diogo Alcoforado:<br />“Designo como obra de arte todo o objecto que num campo cultural específico, puder ser reconhecido através das suas virtualidades formais, como um sinal paradigmático capaz de expor, de uma forma sintética, distinta e consistente, o quadro existencial (valores, angústias, aspirações, possibilidades…) que uma relação particular com o mundo provocou e exigiu…”<br />
  3. 3. Hans Belting:<br />“They [os artistas] themselvescontinuedthepathofhistorywhenborrowingfromhistorytheirmodels. Sometimes a workisbetterexplainedbythetimeitrecallsthanbythetime to whichitbelongs. Artiststoday use thehistoryofart (against “lowart” and popular taste) for cultural recollectionofwhatthemeanningofarthasbeen.” <br />(InArtHistoryafterModernism. Chicago/London: TheUniversityof Chicago Press, 2003, p. II)<br />
  4. 4. Marcel Duchamp, Secador de Garrafas, 1914<br />César, O polegar, 1965-1994<br />LaDefense, Paris<br />AndyWarhol, Brillo Boxes, 1964<br />Joana Vasconcelos, Dorothy, 2007, Veneza<br />280 tachos de alumínio <br />Brancusi,<br />Coluna sem fim, 1937 TarguJiu, Roménia<br />Claes Oldenburg, Clothespin, 1976 <br />Philadelphia<br />A. Warhol, ElectricChair, a partir de 1964<br />
  5. 5. ErwinWurm<br />Gulp, LehmannMaupinGallery (NY)<br />Novembro de 2010<br />Erwin Wurm, New York Police Cap, 2010,Styropor, resinaepoxi e tecido<br />
  6. 6. Confessional 2003 Dog house, <br />Segundo instruçãoemdesenho, <br />Realizadopelopúblico .                                                   <br />http://student.mediarts.net.nz/internet_design/2010b/assignment_02/Mihi_Riesterer/Erwin%20Wurm%20Site/gallery.html<br />
  7. 7. RobertMorris e CaroleeSchneemann, Site, 1964, Judson Dance Theater<br />http://www.youtube.com/watch?v=ln9Zq_2vhC8<br />
  8. 8. Ocultação/desocultação<br />RobertMorris e CaroleeSchneemann, Site, 1964, Judson Dance Theater<br />O artista operário<br />
  9. 9. RobertMorris e CaroleeSchneemann, Site, 1964, Judson Dance Theater<br /><ul><li> Ruptura e/ou questionamento da arte enquanto representação
  10. 10. O significado da evocação de Manet
  11. 11. O trabalho minimalista de Morris
  12. 12. Os interesses conceptualistas de Morris
  13. 13. As questões sobre a percepção de um objecto no espaço
  14. 14. A literalidade do corpo em acção
  15. 15. As questões sobre a consciência do volume limitado ou expandido
  16. 16. As questões sobre a linha e o plano
  17. 17. A relativização de uma imagem icon – de acordo com o contexto
  18. 18. O tempo
  19. 19. Proposta de compreensão de um tema ou conteúdo associado à tradição de representação, numa visão distanciada</li></li></ul><li>Manet, Olympia, 1863<br />
  20. 20. Manet, Déjeunersurl’herbe, 1863<br />
  21. 21. Recapitulações:<br />Primeiras vanguardas do século XX<br />Práticas e teorias que se sucedem<br />Tentativa de superação ou aperfeiçoamento contínuo<br />
  22. 22. Vanguardas históricas<br />Tendências artísticas dos anos 50 e 60: Pop-art, Expressionismo abstracto, Nouveau-réalisme, as variadas expressões da process-art, Anti-forma, Arte Minimal, Arte Conceptual, Happening, Fluxus… <br />Ultrapassar os domínios de cada expressão artística<br />Destruir as fronteiras entre as artes<br />Questionar as categorias artísticas e estéticas<br />Actuação na sociedade:<br />Recusando uma “uma economia de prostituição” (RobertFilliou), inventar uma “economia poética”<br />“A vida deveria ser essencialmente poética”<br />Modificação nas práticas:<br />Da pintura<br />Da escultura<br />Da música<br />Da poesia<br />Do teatro<br />
  23. 23. Arte Contemporânea = somatório de lições<br />
  24. 24. Depois dos anos 60….<br />Ansiedades<br />Identidades<br />Trama de pesquisas<br />.Constelação de propostas<br /> .Ausência de certezas<br />.Valorização de contributos de origem diversa<br />histórias culturais<br />Factores de opressão<br />
  25. 25. Anos 60 - Mudança de paradigmas na prática artística<br />Recusa da representação mimética<br />O Acto<br />O Gesto<br />O Processo<br />A Ideia<br />Os materiais e os seus comportamentos em relação<br />As novas tecnologias<br />
  26. 26. KasuoShiraga, trabalho de pintura realizado com os pés, suspenso por cordas, 1965<br />Pollock ,fotografado por Hans Namuth, 1950<br />CaroleeSchneemann, Up to andIncludingHer Limits,1973-76<br />CaroleeSchneemann:<br />“Up To And Including Her Limits was the direct result of Pollock's physicalized painting process....I am suspended in a tree surgeon's harness on a three-quarter-inch manila rope, a rope which I can raise or lower manually to sustain an entranced period of drawing– my extended arm holds crayons which stroke the surrounding walls, accumulating a web of colored marks. My entire body becomes the agency of visual traces, vestige of the body's energy in motion."<br />http://www.caroleeschneemann.com/works.html<br />
  27. 27. Desvalorização da noção de obra de arte como um objecto concluído<br />Consciência do corpo<br />Action Painting<br />Desvalorização da pré-determinação <br />Desvalorização da ordem<br />Consciência do espaço<br />Fotografias de Hans Namuth, 1950<br />
  28. 28. POLLOCK<br />Acção “dentro da vida real”<br />Gestualidade<br />PINTURA DE ACÇÃO<br />A ACÇÃO DE PINTAR<br />[…} eu disse que há duas direcções em que a herança [de Pollock] pode agir. Uma é continuar e desenvolver uma espécie de pintura de acção que era o que ele estava a fazer e a outra é tirar partido da própria acção implícita como uma forma de dança ritual. Em vez de fazer acções ritualistas que era uma das direcções possíveis eu propus extrapolar para dentro da vida real, dar um passo para fora da tela o que ele fez enquanto as pintava. <br />(AllanKaprow, entrevista em Dallas PublicLibraryCable Access Studio em 1988) <br />http://www.mailartist.com/johnheldjr/InterviewWithAlanKaprow.html<br />
  29. 29. Circunstâncias culturais<br />O<br />R<br />D<br />A<br />R<br />O<br />V<br />D<br />Obra<br />R<br />A<br />V<br />E<br />0bservador - Consciência do processo de percepção da obra<br />R<br />S<br />E<br />B<br />S<br />O<br />O<br />B<br />Tempo<br />Espaço<br />Lições do Minimalismo<br />
  30. 30. O Tempo<br />Tempo (da observação do objecto ou da performance) = microcosmos<br />Nova dimensão temporal<br />Equivalências com experiências<br />Memória aditiva<br />Associações<br />Acumulação de acções<br />Percepção e criação pelo observador<br />
  31. 31. Giovanni Anselmo, Sem Título, 1968<br />Granito, cobre, arame e alface<br /> A arte como condição experimental<br />Reinvenção da vida em todas as dimensões<br />
  32. 32. Germano Celant<br />“Que se passa? A banalidade é elevada ao estatuto de arte. O insignificante começa a existir e impõe-se. A presença física, o comportamento, tais como são e existem, são artísticos. Os recursos instrumentais das linguagens são submetidos a uma nova filologia: elas renascem e fazem viver um novo humanismo.”<br />InArte Povera, catálogo da exposição na Galeria LaBertesca, 1967<br />John Cage: <br />‘Art comes from a kind of experimental condition in which one experiments with living’.<br />
  33. 33. Os anos sessenta e setenta – questões e rupturas<br />Do objecto artístico para a reflexão sobre a arte <br /> Reflexão sobre as disciplinas artísticas<br />Reflexão sobre as linguagens<br />Libertação dos limites do objecto<br />Valorização da ideia<br />Reflexão sobre a vida como experiência <br /> Análise da percepção e do conhecimento<br />Especificidade do acto, do momento<br />Indeterminação<br />Valorização da Matéria<br /> Permanências do objecto: <br />- sínteses <br /> (conhecimento e<br /> representação)<br />Erosão da moldura disciplinar tradicional - expansão e <br /> transdisciplinaridade <br />Intervenção – nova relação do artista com o público <br />
  34. 34. … de Duchamp a Kosuth….<br />O que é a arte?<br />Porque é que isto é arte?<br />Objectos banais, de uso quotidiano<br />Intervenções – descontextualização de um objecto provocando uma reflexão sobre o contexto<br />Documentação<br />Palavras<br />Quem é o artista? Quem é o observador?<br />Qual é o contexto em que isto é arte?<br />
  35. 35. Reflexão sobre as linguagens e os sistemas de representação<br />Eduardo Luiz<br />La guerre des jouets, 1966-86<br /> Óleo s/ tela, 73 x 54 cm<br />C’est un Oeuf, 1986<br /> Óleo s/ tela, 73 x 54 cm<br />
  36. 36. Do objecto para a reflexão sobre as linguagens e os sistemas de representação<br />Sem Título, Desenho e colagem, ca. 1968<br />José Rodrigues<br />Sem Título, Desenho a grafite s/ papel, ca. 1969/70<br />
  37. 37. Reflexão sobre a representação<br />José Rodrigues<br />Travessias do espaço<br />Sem Título, s/d [ca. 1970-1973]<br />[Série Travessias do Desenho]<br />
  38. 38. dorejeição da plástica pura proposta de “novas abordagens<br />perceptivas da realidade”<br />Daniel Spoerri, Tableau-piège, 1960<br />
  39. 39. dorejeição da plástica pura proposta de “novas abordagens<br />perceptivas da realidade”<br />Lurdes Castro, Travessa Oval, 1962Colagem e objectos pintados de alumínio, 36 X 25 X 8cm<br />Lurdes de Castro, Caixas de Alumínio com Caixas de aguarelas, 1963<br />
  40. 40. rejeição da plástica pura proposta de “novas abordagens<br />perceptivas da realidade”<br />Arman, HomeSweetHome II, 1960<br />« recyclage poétique du réel urbain, industriel, publicitaire  » (Pierre Restany)<br />Cesar, Ricard, 1962<br />
  41. 41. Reflexão sobre a vida como experiência<br />Ângelo de Sousa<br />Cotão, 1997<br />
  42. 42. Ângelo de Sousa<br />Reflexão sobre a vida como experiência<br />A mão esquerda, 1976 conjunto de 51 slides <br />
  43. 43. Reflexão sobre a vida como experiência<br />“Eu, o mundo, as coisas, a vida, nós somos situações de energia e não se trata de cristalizar situações mas de as manter abertas e vivas, é uma função da nossa vida”<br />Giovanni Anselmo, Torção, 1968<br />
  44. 44. Reflexão sobre a vida como experiência<br />arte = forma<br />Arte=energia<br />“[…] os meus trabalhos são verdadeiramente a “corporização” da força de uma acção […] É necessário, por exemplo que uma torção viva com a sua força verdadeira porque não poderia viver só com a forma” (G. Anselmo, 1969)<br />Giovanni Anselmo, Torção, 1968<br />Ferro e tecido, 160 x 160 cm<br />
  45. 45. Reflexão sobre a vida como experiência<br />Eu agarrei com a mão uma árvore, 1968<br />Registos fotográficos da acção<br />GiuseppePenone, Eu agarrei com a mão uma árvore<br />Acção registada em fotografia<br />
  46. 46. Mesas-paisagens<br />Reflexão sobre a vida como experiência<br />Ana Vieira, Mesa-paisagem, 1974 <br />Ana Vieira, Mesa-paisagem, 1975 <br />
  47. 47. Reflexão sobre a vida como experiência<br />Ana Vieira, Ocultação/Desocultação, 1978<br />
  48. 48. Reflexão sobre a vida como experiência<br />Lurdes de Castro, Sombras s/ lençol, 1969<br />Lençol bordado à mão<br />
  49. 49. Valorização do processo, da especificidade do acto do artista, do momento<br />Clara Menéres, Mulher-Terra-Vida, 1977 <br />
  50. 50. Representação mimética<br />Desmaterialização da arte<br />Diluição das fronteiras arte/vida<br />Apropriação do lugar comum, do objecto banal,<br />realização de acções e obras efémeras, utilização de novas tecnologias…<br />Isto é ARTE <br />!?<br />
  51. 51. Convite: Caixa de Sardinha com o texto de Pierre Restany:<br />“Um acontecimento capital na galeria Iris Clert, em 1960, dá ao Nouveau Réalisme a sua dimensão arquitectónica. Neste enquadrametno, o acontecimento é importante. Até ao momento presente, nenhum gesto de apropriação nos antípodas do “Vide” tinha encerrado e se tinha aproximado da autenticidade orgânica da verdade do real contingente”<br />Arman, Le plein, exterior da galeria<br />Múltiplo de Lata de Sardinha, Fabricante: Arman e a Galerie Iris Clert, Paris. Edition: 1,500<br />
  52. 52. YvesKlein, Le Vide, 1958<br />GalerieIrisClert<br />Instalação imaterial<br />
  53. 53. Umberto Eco, A obra Aberta, 1962<br />Múltiplos sentidos<br />Recusa da obra como produto concluído – a experiência é permanentemente actualizada e renovada<br />A indeterminação da comunicação<br />“O informal, como aliás toda a obra “aberta” não nos conduz a proclamar a morte da arte mas a forjar uma noção mais flexível. A conceber a forma como um campo de possibilidades.”<br />
  54. 54. As disciplinas redefinem-se e compartilham modos operatórios<br />F<br />I<br />D<br />E<br />L<br />D<br />E<br />D<br />N<br />Dança<br />Teatro<br />A<br />P<br />pintura<br />X<br />escultura<br />E<br />fotografia<br />Ciências exactas<br />artes gráficas<br />cinema<br />vídeo<br />instalação<br />Artes aplicadas<br />D<br />L<br />E<br />E<br />I<br />X<br />F<br />P<br />D<br />A<br />N<br />D<br />E<br />
  55. 55. Vias do conceptualismo<br />Permanências do objecto:<br /> - sínteses <br /> (conhecimento e<br /> representação)<br /> - reflexão sobre a<br /> representação<br />
  56. 56. …do objecto para a ideia<br />Exclusão do objecto <br />Rauschenberg, Retrato de Iris Clert, 1961<br />
  57. 57. OnKawara<br />Exclusão do objecto <br />
  58. 58. Ana Vieira<br />Galeria Quadrum, 1978<br />Ocutação/desocultação<br />
  59. 59. Dogville, 2003<br />LarsvonTrier<br />
  60. 60. A transformação da relação do artista e da arte com o público<br />Grupo Acre (1974-1977)<br />ACRE<br />ACRE DITAR<br />AL ACRE IDADE<br />Arte é acto<br />MODIFICAR A ESTRUTURA VISUAL DE UMA RUA DE GRANDE MOVIMENTO […]<br />ACRECENTAR UMA LONGA BANDEIRA FLUTUANTE AO MONUMENTO QUE O TEMPO TORNARA INVISÍVEL[…]<br />INVENTARIAR A TEXTURA E A CARTA OCULTA DA EPIDERME URBANA, EXTRAINDO PARA O PAPEL A CONFIGURAÇÃO DAS PLACAS DE CANALIZAÇÃO […]<br />ABRIR UMA REPARTIÇÃO DE ASSUNTOS ARTÍSTICOS PARA FORNECER DIPLOMAS DE ARTISTA[…]<br />ARTE É INVENÇÃO<br />O GRUPO ACRE FEZ<br />AO FAZER INVENTOU (-SE)<br />ACRE É ARTE<br />Alfredo Queiroz Ribeiro, Clara Menéres, Lima Carvalho<br />Diploma de Artista<br />
  61. 61. A transformação da relação do artista e da arte com o público<br />Grupo Acre<br />Intervenções estéticas em espaços públicos do Porto, Lisboa e Caldas da Rainha<br />Decreto-Lei Nº 1/75 de 15 de Janeiro<br />Ser artista é uma maneira de estar na vida, não é uma profissão.<br />O artista não é um ser privilegiado com capacidades especiais pertencente à elite da cultura, detentora do monopólio da criatividade.<br />O artista é uma pessoa como todas as outras que têm, como ele, o direito integral de falar do mundo, dos homens e das coisas, de fazer Arte e de produzir também o seu discurso cultural.<br />Nestes termos:<br />Usando da faculdade conferida pelos Estatutos do Grupo Acre este decreta e promulga, para valer como lei, o seguinte:<br />Artigo 1º - Não há profissão de artista.<br />Artigo 2º - Todos têm o direito de ser artistas.<br />Artigo 3º - A Arte é de todos, feita por todos e para todos.<br />Pinturas na rua do Carmo, 1974<br />
  62. 62. A transformação da relação do artista e da arte com o público.<br />Encontros Internacionais de Arte em Portugal<br />Organização: Grupo Alvarez<br />I Encontro: Casa da Carruagem, Valadares<br />II Encontro: Viana do Castelo, 1975<br />III Encontro: Póvoa do Varzim, 1976<br />IV Encontro: Caldas da Rainha, 1977<br />V Encontro: Vila Nova de Cerveira, 1978<br />Albuquerque Mendes, Ritual, II Encontro Internacional de arte, Viana do castelo, 1975<br />
  63. 63. Décadas de 60 e 70<br />Indústrias culturais<br />A obra de arte como mercadoria<br />As categorias estéticas tradicionais<br />Comportamentos estereotipados<br />Olhar crítico<br />Sistema económico (consumismo e tradição)<br />A atitude dominadora e exploradora do ser humano em relação ao meio ambiente<br />As certezas das primeiras Vanguardas <br />Formalismos<br />
  64. 64. Novos paradigmas na prática artística<br />A arte é o tema da Arte<br />-reflecte sobre os seus problemas intrínsecos: divulgação, recepção, comercialização, <br />Kounellis, Cavalos, 1969 (onze cavalos)<br />Galeria l’Attico, Roma<br />Edwardkienholz, Theart show (1963-77): artvernissage, Berlinischegallerie<br />
  65. 65. Década de 70 – desenvolvimento das pesquisas responsabilização do observador<br />Arte Conceptual<br />Process Art<br />Happennings e <br /> Performances<br />NouveauRéalisme<br /> Arte Povera<br />Instalações e ambientes <br />Minimal Art<br />LandArt e EarthArt<br />Anti-forma<br />Interactividade<br />Resposta criativa do observador <br />
  66. 66. Década de 70 – multiplicam-se as tendências e as possibilidades de interrelação<br />Pós-minimalismo<br />Conceptualismo<br />Performance<br />BodyArt<br />LandArt<br />-Questionam as classificações categóricas e a tradição autoritária da História da Arte<br /><ul><li>Questionam condição de objecto comercializável
  67. 67. Radicalizam o carácter experimental</li></ul>Bad-painting<br />
  68. 68. Lawrence Weiner, ExposiçãoQuid Pro Quo<br /> 21 de Novembro de 2008 a 17 de Janeiro de 2009 na Galeria Gagosian, em Roma<br />
  69. 69. Lawrence Weiner, “As Far As The Eye Can See”, Whitney Museum (Novembro de 2007 - Fevereiro de 2008.<br />Imagem em http://dailyserving.com/2007/10/lawrence-weiner/<br />
  70. 70. “Reading Position for Second Degree Burn,” 1970. <br />Jones Beach, New York. Duration of exposure: 5 hours.<br />http://www.amandinealessandra.com/research/?tag=mark<br />
  71. 71. …para concluir…<br />
  72. 72. “Todas as visões sobre a Arte Contemporânea estão em aberto; não é possível captar o seu significado de uma só vez e definitivamente.” <br />(Hans Belting, ArtHistoryafterModernism. Chicago/London: TheUniversityof Chicago Press, 2003.)<br />
  73. 73. Winckelman<br />Luckács, Antal, Argan<br />Focillon, Hildebrandt, AloisRiegl, Wolfflin<br />Lalo, Francastel, Hauser<br />Pierce, RolandBarthes, Deleuze, Eco<br />Vasari…<br />Burckhardt, Dvorak, Sedlmayr, Panovsky, <br />
  74. 74. ARTE<br />Partir do objecto e não do sistema ao qual as formas parecem pertencer<br />“A análise das formas deve partir não de categorias apriorísticas mas dos dados empíricos de cada configuração formal particular” RolandRecht, L’object de l’histoire de l’art, p. 39<br />
  75. 75. Mudança de paradigma na prática artística<br />Alterações no discurso sobre a arte<br />Afastamento do Tradição do modelo dedicado à descrição de períodos e estilos e identificação das sua alteração ao longo da história - destinado a colocar em perspectiva aprodução <br />Reflexão sobre as condições de produção da História da Arte<br />Muitas histórias da arte existindo lado a lado<br />Questionamento do carácter universal da História da Arte – consciência da predominância de um enquadramento europeu e consequências disto<br />Integração da Teoria dos artistas em contexto histórico<br />
  76. 76. Ferramenta essencial<br />Pensamento Crítico<br />“Capacidade de interpretar, analisar e avaliar”<br />
  77. 77. Pensamento crítico<br />Pensar criticamente<br />Porque é que eu tenho esta opinião?<br />Em que evidências me baseio?<br />Estou a considerar dados como certos sem os confirmar?<br />Porque é que os outros têm opinião diferente? E em que se baseiam?<br />Como posso saber qual a opinião mais precisa?<br />Estou a ter em conta todos os factores?<br />Estou a ter saltar para conclusões precipitadamente?<br />Relevância dos factos seleccionados <br />Necessidade de Critérios<br />Selecção da informação seleccionada <br />Determinação do nível de conhecimento essencial<br />….<br />
  78. 78. « L’art est ce qui rend la vie plus intéressante que l’art. »<br /> Robert Filliou<br />
  79. 79. Damien Hirst, Away from the Flock, 2003<br />

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