Ari programa de educacao para o transito para pessoas2

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Ari programa de educacao para o transito para pessoas2

  1. 1. Ariovaldo Vieira da Silva 2010 [email_address] http://arivieiracet.blogspot.com/ Programa de Inclusão das Pessoas com Deficiência e Mobilidade Reduzida na Educação de Trânsito Cia. Engenharia de Tráfego
  2. 2. Programa de Educação para o Trânsito para Pessoas com Deficiência e Mobilidade Reduzida <ul><li>Objetivo Geral </li></ul><ul><li>Fortalecer o processo de inclusão social da pessoa com deficiência e mobilidade reduzida no âmbito da Educação de Trânsito da CET/CETET </li></ul>Ariovaldo Vieira da Silva - arisol@uol.com.br
  3. 3. Ariovaldo Vieira da Silva - arisol@uol.com.br <ul><li>Objetivos Específicos: </li></ul><ul><li>Identificar e conhecer as condições de vida da pessoa com deficiência em seu contexto familiar e urbano. </li></ul><ul><li>Contribuir para o fortalecimento de vínculos de educadores e da pessoa com deficiência na perspectiva dos direitos. </li></ul><ul><li>Capacitar os profissionais da área de educação da Cia de Engenharia de Tráfego e os professores da rede de ensino para que possam oferecer orientação em educação de trânsito para pessoa com deficiência e mobilidade reduzida. </li></ul>
  4. 4. Pessoas com deficiência <ul><li>Pessoas com deficiência são aquelas que têm impedimentos de longo prazo de natureza </li></ul><ul><ul><ul><ul><li>física, mental </li></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><li>intelectual ou </li></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><li>sensorial, </li></ul></ul></ul></ul><ul><li>os quais, em interação com diversas barreiras , podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdades de condições com as demais pessoas. </li></ul><ul><li>(art 1º - Convenção sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência) </li></ul>Ariovaldo Vieira da Silva - arisol@uol.com.br
  5. 5. PESSOAS COM DEFICIÊNCIA DADOS DO BRASIL <ul><li>Censo IBGE 2000, 14,5% da população ou </li></ul><ul><li>27 milhões de brasileiros têm alguma limitação funcional / deficiência. </li></ul>Ariovaldo Vieira da Silva - arisol@uol.com.br
  6. 6. Ariovaldo Vieira da Silva - arisol@uol.com.br 33% é analfabeta ou tem até 3 anos de escolaridade - 70 % vive abaixo da linha da pobreza 90% fora do mercado de trabalho
  7. 7. Ariovaldo Vieira da Silva - arisol@uol.com.br Na cidade de São Paulo temos aproximadamente 1,5 milhão de pessoas com deficiência.
  8. 8. Ariovaldo Vieira da Silva - arisol@uol.com.br
  9. 9. Breve histórico da PCD <ul><li>Egito Antigo – há evidências arqueológicas, com mais de cinco mil anos, que a pessoa com deficiência integrava-se nas diferentes e hierarquizadas classes sociais (faraó, nobres, altos funcionários, artesãos, agricultores, escravos). </li></ul><ul><li>“ A arte egípcia, os afrescos, os papiros, os túmulos e as múmias estão repletos dessas revelações”, segundo a pesquisadora Maria Aparecida Gugel . </li></ul>Ariovaldo Vieira da Silva - arisol@uol.com.br Músico anão
  10. 10. Breve histórico da PCD <ul><li>Grécia Antiga - Platão, no livro A República, e Aristóteles, no livro A Política, trataram do planejamento das cidades gregas indicando as pessoas nascidas “disformes” para a eliminação. </li></ul><ul><li>A eliminação era por exposição, ou abandono ou, ainda, atiradas do aprisco de uma cadeia de montanhas chamada Taygetos, na Grécia. </li></ul><ul><li>O filme “300” expõe de forma clara esse procedimento. Pelos costumes espartanos, os nascidos com deficiência eram eliminados, só os fortes sobreviviam para servir ao exército de Leônidas. </li></ul>Ariovaldo Vieira da Silva - arisol@uol.com.br Cena do filme 300
  11. 11. Breve histórico da PCD <ul><li>Roma – as leis não eram favoráveis às pessoas que nasciam com deficiência. Aos pais era permitido matar as crianças com deformidades físicas, pela prática do afogamento. </li></ul><ul><li>Relatos apontam que os pais abandonavam seus filhos em cestos no Rio Tibre, ou em outros lugares sagrados. Os sobreviventes eram explorados nas cidades por “esmoladores”, ou passavam a fazer parte de circos para o entretenimento dos abastados. </li></ul>Ariovaldo Vieira da Silva - arisol@uol.com.br
  12. 12. Breve histórico da PCD <ul><li>Idade Média - A população encarava o nascimento de pessoas com deficiência como castigo de Deus. </li></ul><ul><li>Os supersticiosos viam nelas poderes especiais de feiticeiros ou bruxos. As crianças que sobreviviam eram separadas de suas famílias e quase sempre ridicularizadas. </li></ul><ul><li>A literatura da época coloca os anões e os corcundas como focos de diversão dos mais abastados. </li></ul>Ariovaldo Vieira da Silva - arisol@uol.com.br
  13. 13. Breve histórico da PCD <ul><li>Idade Moderna - Gerolamo Cardomo (1501 a 1576), médico e matemático inventou um código para ensinar pessoas surdas a ler e escrever, influenciando o monge beneditino Pedro Ponce de Leon (1520-1584) a desenvolver um método de educação para pessoa com deficiência auditiva, por meio de sinais. Esses métodos contrariaram o pensamento da sociedade da época que não acreditava que pessoas surdas pudessem ser educadas. </li></ul>Ariovaldo Vieira da Silva - arisol@uol.com.br
  14. 14. Breve histórico da PCD <ul><li>Braile - Sistema de escrita em relevo, inventado pelo francês Louis Braille, cego (1809-1852), para os cegos lerem; tal sistema foi implantado aproximadamente em 1829. </li></ul>Ariovaldo Vieira da Silva - arisol@uol.com.br
  15. 15. Breve histórico da PCD <ul><li>O Século XIX, ainda com reflexos das idéias humanistas da Revolução Francesa, ficou marcado na história das pessoas com deficiência. Finalmente se percebia que elas não só precisavam de hospitais e abrigos mas, também, de atenção especializada. </li></ul><ul><li>É nesse período que se inicia a constituição de organizações para estudar os problemas de cada deficiência. </li></ul><ul><li>Difundem-se então os orfanatos, os asilos e os lares para crianças com deficiência física. </li></ul><ul><li>Grupos de pessoas organizam-se em torno da reabilitação dos feridos para o trabalho, principalmente nos Estados Unidos e Alemanha. </li></ul>Ariovaldo Vieira da Silva - arisol@uol.com.br
  16. 16. Ariovaldo Vieira da Silva - arisol@uol.com.br
  17. 17. Brasil – Constituição Federal <ul><li>Art. 208. O dever do Estado com a educação será efetivado mediante a garantia de: </li></ul><ul><li>... </li></ul><ul><li>III - atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino. </li></ul>Ariovaldo Vieira da Silva - arisol@uol.com.br
  18. 18. Lei nº 9.394/96 Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional <ul><li>Art. 58º. Entende-se por educação especial , para os efeitos desta Lei, a modalidade de educação escolar , oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, para educandos portadores de necessidades especiais. </li></ul>Ariovaldo Vieira da Silva - arisol@uol.com.br
  19. 19. Evolução do atendimento à PCD <ul><li>De Segregação social (final do século XIX à década de 40) – afastamento total da sociedade; </li></ul><ul><li>Reabilitação e Integração social – 50 a 80 </li></ul><ul><li>Inclusão Social – década 90 em diante </li></ul>Ariovaldo Vieira da Silva - arisol@uol.com.br
  20. 20. Inclusão <ul><li>Autonomia – é a condição de domínio no ambiente físico-social, preservando ao máximo a privacidade e a dignidade da pessoa que a exerce. </li></ul><ul><li>Ter maior ou menor autonomia significa que a PcD, com ou o uso de tecnologia assistiva, tem maior ou menor controle nos vários ambientes que ela queira e/ou necessite freqüentar para atingir seus objetivos. </li></ul>Ariovaldo Vieira da Silva - arisol@uol.com.br
  21. 21. Ariovaldo Vieira da Silva - arisol@uol.com.br <ul><li>Independência – É a faculdade de decidir sem depender de outras pessoas (membros da família ou profissionais especializados, por ex.). </li></ul><ul><li>Uma PcD pode ser mais ou menos independente em decorrência não somente da quantidade e qualidade de informações , mas também da sua autodeterminação e/ou prontidão para tomar decisões numa determinada situação. </li></ul>
  22. 22. Inclusão <ul><li>Empoderamento – o processo pelo qual uma pessoa, ou um grupo de pessoas, usa o seu o seu poder pessoal para fazer escolhas e tomar decisões, assumindo assim o controle de sua vida. </li></ul>Ariovaldo Vieira da Silva - arisol@uol.com.br
  23. 23. Convenção sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência <ul><li>O Brasil é signatário da Convenção dos Direitos das Pessoas com Deficiência. </li></ul><ul><li>No dia 30 de março/2007 o Brasil foi um dos países que assinaram a carta e o Protocolo Facultativo. </li></ul>Ariovaldo Vieira da Silva - arisol@uol.com.br O objetivo da Convenção é garantir os direitos humanos a todas as pessoas com deficiência em igualdade de condições com os demais. No Brasil, a Convenção foi aprovada pela Câmara e o Senado em tempo recorde, tornando-se o primeiro tratado internacional a vigorar no país com status constitucional.
  24. 24. Convenção sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência <ul><li>A sociedade civil exerceu papel fundamental neste processo, o que reflete sua força política e a pertinência técnica de suas contribuições . </li></ul><ul><li>(“ Nada sobre nós sem nós” ). </li></ul>Ariovaldo Vieira da Silva - arisol@uol.com.br Sem suas intervenções e sugestões fundamentadas não se chegaria ao texto da convenção, aprovado em agosto.
  25. 25. Bases da Convenção <ul><li>A primeira é a ideia que a DEFICIÊNCIA é um produto social , fruto da relação das pessoas com deficiência com seu meio urbano, social, familiar e etc. </li></ul>Ariovaldo Vieira da Silva - arisol@uol.com.br Eliminar barreiras/ criar acessibilidade . Fica claro que cabe ao Estado, principalmente, a criação das condições adequadas para que as pessoas com deficiência participem da sociedade, sejam incluídas em igualdade com as demais.
  26. 26. Bases da Convenção <ul><li>Sem dúvida quanto maiores as barreiras maior será o impacto negativo na funcionalidade da deficiência das pessoas, e, quanto menores as barreiras mais funcionais serão estas mesmas pessoas. </li></ul>Ariovaldo Vieira da Silva - arisol@uol.com.br
  27. 27. Os Princípios (segunda base ) <ul><li>Dignidade inerente, autonomia individual e independência . </li></ul><ul><li>Não discriminação . </li></ul><ul><li>Participação e i nclusão plenas e efetivas na sociedade. </li></ul><ul><li>O respeito a diferença e a aceitação da deficiência como parte da diversidade e condição humana. </li></ul><ul><li>A igualdade de oportunidades . </li></ul><ul><li>A acessibilidade . </li></ul><ul><li>A Igualdade entre o homem e a mulher . </li></ul><ul><li>O respeito a evolução da reabilitação das crianças e seu direito de preservar sua identidade. </li></ul>Ariovaldo Vieira da Silva - arisol@uol.com.br
  28. 28. Convenção sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência <ul><li>Baseia-se no tripé: </li></ul><ul><ul><li>Não à discriminação, </li></ul></ul><ul><ul><li>Direitos Humanos </li></ul></ul><ul><ul><li>Desenvolvimento Social Inclusivo. </li></ul></ul><ul><li>O tratado está focado em direitos , que são abordados de maneira genérica e não tem caráter prescritivo. </li></ul>Ariovaldo Vieira da Silva - arisol@uol.com.br
  29. 29. Convenção sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência <ul><li>Com a Convenção não se criaram novos nem direitos especiais para as pessoas com deficiência. </li></ul><ul><li>A Convenção é um instrumento facilitador para o exercício e gozo dos direitos reconhecidos no sistema universal, para que as pessoas com deficiência os vivam, plenamente, e em igualdade com as demais pessoas . </li></ul>Ariovaldo Vieira da Silva - arisol@uol.com.br
  30. 30. Direitos Civis e Políticos <ul><li>Artigo 5/ Igualdade e não discriminação </li></ul><ul><li>Artigo 10/ Direito a vida </li></ul><ul><li>Artigo 12/ Reconhecimento igual perante a lei </li></ul><ul><li>Artigo 13/ Acesso à justiça </li></ul>Ariovaldo Vieira da Silva - arisol@uol.com.br
  31. 31. Direitos Civis e Políticos <ul><li>Artigo 14/ Liberdade e segurança da pessoa </li></ul><ul><li>Artigo 15/ Prevenção contra a tortura ou os tratamentos ou penas cruéis, desumanos ou degradantes </li></ul><ul><li>Artigo 16/ Prevenção contra a exploração, a violência e o abuso </li></ul>Ariovaldo Vieira da Silva - arisol@uol.com.br
  32. 32. Direitos Econômicos, Sociais e Culturais <ul><li>Artigo 24/ Educação </li></ul><ul><li>Artigo 25/ Saúde </li></ul><ul><li>Artigo 26/ Habilitação e reabilitação </li></ul>Ariovaldo Vieira da Silva - arisol@uol.com.br
  33. 33. Direitos Econômicos, Sociais e Culturais <ul><li>Artigo 27/ Trabalho e emprego </li></ul><ul><li>Artigo 28/ Padrão de vida e proteção social adequados </li></ul><ul><li>Artigo 30/ Participação na vida cultural e em recreação, lazer e esporte </li></ul>Ariovaldo Vieira da Silva - arisol@uol.com.br
  34. 34. Ações previstas <ul><li>Capacitação de Pessoal </li></ul><ul><li>Eliminação de barreiras arquitetônicas </li></ul><ul><li>Sensibilização dos empregados – educadores </li></ul><ul><li>Estímulo à inclusão </li></ul><ul><li>Estímulo para o estudo da diversidade humana </li></ul>Ariovaldo Vieira da Silva - arisol@uol.com.br
  35. 35. Atividade Educacional <ul><li>Qualquer atividade educacional para o trânsito deve contemplar as dificuldades que as pessoas com deficiências tem ao circular pela cidade. </li></ul>Ariovaldo Vieira da Silva - arisol@uol.com.br A espécie de deficiência é que determina o tipo de risco a que seu portador está sujeito. Daí a necessidade de formas diferentes de educar para o trânsito.
  36. 36. Ariovaldo Vieira da Silva - arisol@uol.com.br A pessoa com deficiência, principalmente a física ou pessoas com mobilidade reduzida, necessita de um tempo maior para se locomover e realizar suas atividades. Se utiliza de material de apoio (bengala, muleta, cadeira de rodas, andador ), este passa a constituir parte do seu corpo e ela encontra em seus deslocamentos espaciais, uma série de barreiras arquitetônicas (obstáculos ).
  37. 37. Ariovaldo Vieira da Silva - arisol@uol.com.br EVT CHICO LANDI 18 de novembro de 2009
  38. 41. Elaboração <ul><li>Ariovaldo Vieira da Silva </li></ul><ul><li>Milton Roberto de Almeida </li></ul>Ariovaldo Vieira da Silva - arisol@uol.com.br http://arivieiracet.blogspot.com/
  39. 42. <ul><li>CETET CENTRO DE TREINAMENTO E EDUCAÇÃO DE TRÂNSITO </li></ul><ul><li>GED – GERÊNCIA DE EDUCAÇÃO DE TRÂNSITO </li></ul><ul><li>Luiz Carlos Mantovani Néspoli </li></ul><ul><li>Gerente </li></ul><ul><li>DRU – DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO NA RUA </li></ul><ul><li>Ana Beatriz Bussolini de Souza </li></ul><ul><li>Supervisora </li></ul>

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