TEMA: PEIXES COMERCIAIS E
ORNAMENTAIS REGIONAIS
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CARACTERÍSTICAS GERAIS:
No que diz respeito à fauna aquática amazônica,
ainda não se conhece com exatidão o número de
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A superordem Ostariophysi representa a maioria da ictiofauna amazônica,
agrupada em cerca de 85% das espécies amazônicas a...
BIOLOGIA:
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DE ACORDO COM O HÁBITO ALIMENTAR, OS
PEIXES PODEM SER:
 Carnívoros - Alimentam-se de pedaços de outras espécies de peixes...
 Ovíparos - A grande maioria dos peixes de água doce pertence a este grupo. A
fertilização ocorre fora do corpo, ou seja,...
PESCA E AQUICULTURA
 Produção de 20 milhões de toneladas – FAO (Food and Agriculture
Organization of the United Nations)....
AQUICULTURA E PESCA NA AMAZÔNIA
 Pesca comercial – Produção: 280 mil ton./ano.
364.664 Pescadores Registrados.
 Pesca or...
PEIXES MAIS CONSUMIDOS NA REGIÃO E SUAS
PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS BIOLÓGICAS
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PEIXES MAIS CONSUMIDOS NA REGIÃO E SUAS
PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS BIOLÓGICAS
 A grande maioria dos peixes encontrados no...
CHARACIFORMES
 Boca em posição variável, geralmente terminal; ausência de espinhos na
região ventral (exceção: piranhas e...
ARACU: Schizodon fasciatus Spix & Agassiz, 1829
 Diagnose: Porte grande, até 40cm; coloração cinza, intercalada por quatr...
TAMBAQUI - Colossoma macropomum (Cuvier, 1818)
 Diagnose: Grande porte, até 100 cm de comprimento e mais de 30 kg; segund...
SILURIFORMES
 Corpo nu, sem escamas ou coberto total ou parcialmente por placas ósseas.
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ACARI - Liposarcus pardalis (Castelnau, 1855)
 Diagnose: Porte grande, até 50 cm; ocorre em áreas de várzea, em lagos e
m...
DOURADA - Brachyplatystoma rousseauxii (Castelnau, 1855)
 Diagnose: Porte grande, até 1,8m e 30kg; difere das demais espé...
FILHOTE - Brachyplatystoma filamentosum (Lichtenstein, 1819)
 Diagnose: É o bagre amazônico que atinge maior tamanho, alc...
MAPARÁ - Hypophthalmus edentatus Spix & Agassiz, 1829
 Diagnose: focinho curto e a nadadeira caudal apenas levemente
furc...
PIRAMUTABA – Brachyplatystoma vaillantii
(Valenciennes, 1840)
 Diagnose: Porte grande, até 1m e 10kg; corpo robusto maxil...
SURUBIM - Pseudoplatystoma fasciatum (Linnaeus, 1766)
 Diagnose: Porte grande, até 1 m de comprimento e 12 kg; focinho
un...
PERCIFORMES
 Nadadeiras dorsal, anal e pélvica com alguns raios duros, em forma de espinho;
nadadeira pélvica situada log...
TUCUNARÉ - Cichla monoculus Spix & Agassiz, 1831.
 Diagnose: Esse peixe é caracterizado pela boca larga, mandíbula protrá...
OSTEOGLOSSIFORMES
 Língua ossificada e bastante áspera; nadadeiras dorsal e anal longas, quase
unidas à nadadeira caudal....
PIRARUCU - Arapaima gigas (Schinz, 1822)
 Diagnose: Grande porte, chegando a mais de 2m e 200kg; corpo roliço; região
ven...
Elas são as seguintes:
 Characiformes ou peixes de escama: a maioria é formada de
espécies migradoras de curta distância,...
Siluriformes – Bagre ou peixe-liso: a maioria é formada por
espécies que empreendem migrações longas, através do canal
pr...
 Perciformes - Peixes de escamas sedentários:
típicos de lagos e caracterizados por espinhos nas
nadadeiras. Seus princip...
IMPORTÂNCIA ECOLÓGICA E ECONÔMICA:
 PEIXES COMERCIAIS: A pesca na Amazônia possui uma
importância econômica e social sign...
HISTÓRIA:
 A manutenção e a criação de peixes em cativeiro para fins ornamentais são uma
atividade bastante antiga. Vário...
Peixe Ornamentais x Biodiversidade:
 A captura de peixes ornamentais pode ser
considerada atividade potencialmente
prejud...
ENTRAVES NA PESCA ORNAMENTAL
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A PESCA OU COLETA DE PEIXES ORNAMENTAIS NA
NATUREZA
 Os corpos d’água que possuem maior diversidade de peixes
ornamentais...
A PESCA OU COLETA DE PEIXES ORNAMENTAIS NA
NATUREZA
 As consequências danosas
à saúde do mergulho em
grandes profundidade...
Acarichthys heckellii
Fonte: http://bigcichlids.6f.sk
Apistogramma agassizii
Fonte: http://www.aquaflux.com.br
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Apistogramma bitaeniata
Fonte: http://naturaqua.fr
Apistogramma eunotus
Fonte: http://aquavisie.retry.org
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Apistogramma gr. pertensis
Fonte: http://www.fishbase.gr
Carnegiella marthae
Fonte: http://i369.photobucket.com
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CONSIDERAÇÕES FINAIS:
 A pesca é uma das atividades que mais crescem no mercado brasileiro e
em virtude da riqueza ambien...
REFERÊNCIAS
 ANJOS, Hélio Daniel Beltrão dos. e et. al. Exportação de Peixes Ornamentais do Estado do
Amazonas, Bacia Ama...
FIM
OBRIGADO!!
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PEIXES COMERCIAIS E ORNAMENTAIS REGIONAIS - AMAZÔNIA

  1. 1. TEMA: PEIXES COMERCIAIS E ORNAMENTAIS REGIONAIS 2 de 40
  2. 2. CARACTERÍSTICAS GERAIS: No que diz respeito à fauna aquática amazônica, ainda não se conhece com exatidão o número de peixes que ocorrem nesta região, mas as estimativas mais citadas vão de 1,5 (um mil e quinhentos) a 6.000 (seis mil) espécies. Trabalhos mais recentes e específicos fixam esse número em cerca de 3.000 (três mil), embora dezenas de espécies novas sejam descritas a cada ano e outro tanto seja colocado em sinonímia. Apesar desse indeterminismo, há um consenso de que se trata da maior diversidade de peixes de água doce do mundo. 3 de 40
  3. 3. A superordem Ostariophysi representa a maioria da ictiofauna amazônica, agrupada em cerca de 85% das espécies amazônicas aquáticas onde: 43% são representados pela ordem Characiformes, 39% na ordem Siluriformes (bagres) e, 3% na ordem Gimnotiformes (peixe elétrico), As demais espécies pertencentes a outras 14 famílias de diferentes ordens. Characiformes: Piranha Siluriformes: Caparari Gimnotiformes: Poraquê 4 de 40
  4. 4. BIOLOGIA: 5 de 40
  5. 5. DE ACORDO COM O HÁBITO ALIMENTAR, OS PEIXES PODEM SER:  Carnívoros - Alimentam-se de pedaços de outras espécies de peixes e pequenos crustáceos. Ex: pescada e ituí cavalo.  Detritívoros - Consomem restos de plantas e animais mortos, depositados no fundo do rio, igarapé ou lago. Ex. Bodó.  Frugívoros - Alimentam-se de frutos que caem das árvores localizadas as margens dos rios, lagos, igarapés. Ex: tambaqui.  Herbívoros - Alimentam-se de plantas aquáticas. Ex: aracus  Iliófagos - Peixes que se alimentam de substrato formado por lodo. Ex: jaraqui, branquinha e bodó.  Insetívoros - Peixes que se alimentam de insetos. Ex: aruanã e peixe borboleta.  Onívoros - Espécies que comem de tudo um pouco, alimentam-se tanto de outros animais como de vegetais. Ex. Pacu, acará-disco entre outros.  Piscívoro - Peixes que só se alimentam de peixes. Ex: piranhas e tucunarés 6 de 40
  6. 6.  Ovíparos - A grande maioria dos peixes de água doce pertence a este grupo. A fertilização ocorre fora do corpo, ou seja, a fêmea libera na água seus ovos ou os deposita em substrato que é fecundado pelos espermatozoides lançados pelo macho, que já está em um processo de acasalamento com a fêmea. Exemplo: acarás, jaraqui entre outros.  Vivíparos - Neste caso, a fertilização e a incubação dos ovos são feitas no interior do corpo da fêmea, no qual o macho com sua nadadeira anal fecunda a fêmea, que desenvolve os embriões dentro do seu organismo Os filhotes nascem completamente formados e já nadam pelos seus meios. Exemplo: Arraias.  Ovovivíparos - Em algumas espécies de peixes, os ovos são fecundados dentro da fêmea, que depois disso, deposita os mesmos em um local que considera seguro. Após o período de gestação os alevinos eclodem dos ovos e já saem deles nadando. Os peixes podem guardar os ovos ou filhotes na boca quando o ambiente mostrar perigos para os mesmos. Exemplo: Aruanã. QUANTO A REPRODUÇÃO: 7 de 40
  7. 7. PESCA E AQUICULTURA  Produção de 20 milhões de toneladas – FAO (Food and Agriculture Organization of the United Nations).  Impacto: U$ 40 bilhões/ano ao nível primário e U$ 160 bilhões em toda a cadeia.  Mais de 10 milhões de pessoas envolvidas. MERCADO:  EXTERNO: CONSUMO CRESCENTE 16kg/hab./ano para 22,5kg/hab/ano em 2030 Demanda 100 milhões de toneladas (FAO) .  INTERNO: Aumento de 15% nas vendas dos Supermercados, nos últimos anos, 2008: 16% do consumo interno teve origem na importação. 8 de 40
  8. 8. AQUICULTURA E PESCA NA AMAZÔNIA  Pesca comercial – Produção: 280 mil ton./ano. 364.664 Pescadores Registrados.  Pesca ornamental – 23 milhões de unidades exportadas no país – 96% (AM e PA).  Pesca amadora – 10 mil turistas/ano.  Aquicultura – Produção 45 mil ton./ano - 100 mil ha de produção. 9 de 40
  9. 9. PEIXES MAIS CONSUMIDOS NA REGIÃO E SUAS PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS BIOLÓGICAS 10 de 40
  10. 10. PEIXES MAIS CONSUMIDOS NA REGIÃO E SUAS PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS BIOLÓGICAS  A grande maioria dos peixes encontrados nos mercados e feiras da região são Characiformes (Branquinha, curimatã, jaraqui, matrinxã, pacus, piranhas, aracus, tambaquis), seguido pelos Siluriformes (maparás, bagres em geral, acaris) os Perciformes (Acará, Jacundá, Pescada, Tucunaré), os Siluriformes, os Osteoglossiformes e por ultimo, os Cupleiformes.  Os peixes mais procurados e processados pelos frigoríficos da região são os Siluriformes. Esse fato esta diretamente relacionado a aceitação do mercado interno e externo que preferem esses peixes por serem, além de muito saborosos e nutritivos, possuírem menos espinhas. 11 de 40
  11. 11. CHARACIFORMES  Boca em posição variável, geralmente terminal; ausência de espinhos na região ventral (exceção: piranhas e pacus); nadadeira adiposa presente (exceção: traíras e jejus)(Branquinha, curimatã, jaraqui, matrinxã, pacus, piranhas. 12 de 40
  12. 12. ARACU: Schizodon fasciatus Spix & Agassiz, 1829  Diagnose: Porte grande, até 40cm; coloração cinza, intercalada por quatro faixas transversais escuras sobre o tronco.  Biologia: Herbívoro, consome algas, frutos, sementes e folhas de gramíneas aquáticas; ocorre em rios de água branca; reproduz-se uma vez por ano, no início da enchente; os alevinos se desenvolvem em lagos, normalmente entre os capins aquáticos. 13 de 40
  13. 13. TAMBAQUI - Colossoma macropomum (Cuvier, 1818)  Diagnose: Grande porte, até 100 cm de comprimento e mais de 30 kg; segundo maior peixe de escamas da América do Sul, depois do pirarucu, a coloração pode variar, de escura a clara, dependendo da água, é muito comum em lagos e várzeas.  Biologia: Onívoro, os adultos consomem basicamente frutos e sementes, tendo zooplâncton como complemento. A idade média dos indivíduos sexualmente maduros é de 3,5 a 4 anos, quando atinge cerca de 6,3kg; tem período de vida longo, de pelo menos 13 anos. 14 de 40
  14. 14. SILURIFORMES  Corpo nu, sem escamas ou coberto total ou parcialmente por placas ósseas. 15 de 40
  15. 15. ACARI - Liposarcus pardalis (Castelnau, 1855)  Diagnose: Porte grande, até 50 cm; ocorre em áreas de várzea, em lagos e margens de rios de águas brancas.  Biologia: Iliófago, alimenta-se de matéria orgânica particulada e microorganismos associados, como protozoários, fungos e bactérias; vive no fundo de lagos e rios, em locais de substrato mole, composto por lama e detritos; apresenta respiração aérea acessória. Desova na vazante, quando constrói ninho (uma depressão ou buraco) no fundo de lagos ou em barrancos de rios. 16 de 40
  16. 16. DOURADA - Brachyplatystoma rousseauxii (Castelnau, 1855)  Diagnose: Porte grande, até 1,8m e 30kg; difere das demais espécies de peixes lisos pela coloração típica, com a cabeça prateada e o corpo amarelo- dourado;  Biologia: Piscívoro, consome peixes inteiros; empreende grandes migrações, locomovendo-se desde o estuário até as cabeceiras do Amazonas e alguns afluentes, onde ocorre a desova, primeira maturação sexual por volta do quarto ano de vida, em indivíduos com pelo menos 1m de comprimento. 17 de 40
  17. 17. FILHOTE - Brachyplatystoma filamentosum (Lichtenstein, 1819)  Diagnose: É o bagre amazônico que atinge maior tamanho, alcançando cerca de 2,5m e 150kg,  Biologia: Carnívoro, consome peixes, sendo os pequenos bagres e os peixes de escamas que formam cardumes, são os alimentos preferidos. Aspectos reprodutivos são pouco conhecidos, mas há evidências de que a desova seja total durante a enchente e ocorra nas cabeceiras do rio Amazonas. 18 de 40
  18. 18. MAPARÁ - Hypophthalmus edentatus Spix & Agassiz, 1829  Diagnose: focinho curto e a nadadeira caudal apenas levemente furcada, com o lóbulo inferior arredondado. Pode alcançar até 35 cm de comprimento.  Biologia: Planctívoro, consome microcrustáceos, algas, larvas de insetos e outros itens diminutos filtrados na coluna d’água. 19 de 40
  19. 19. PIRAMUTABA – Brachyplatystoma vaillantii (Valenciennes, 1840)  Diagnose: Porte grande, até 1m e 10kg; corpo robusto maxila superior um pouco mais longa que a inferior; base da nadadeira adiposa mais longa que a da anal; ocorre ao longo do sistema do Solimões-Amazonas e nos principais afluentes de água branca.  Biologia: Piscívoro, a dieta inclui pequenos peixes lisos e também peixes de escama. 20 de 40
  20. 20. SURUBIM - Pseudoplatystoma fasciatum (Linnaeus, 1766)  Diagnose: Porte grande, até 1 m de comprimento e 12 kg; focinho uniformemente largo; nadadeira caudal com lóbulos caudais arredondados ocorre em rios com diferentes tipos d’água, tanto no leito, quanto em lagos e igarapés de médio porte.  Biologia: Carnívoro, consome principalmente peixes; exemplares juvenis também consomem invertebrados, especialmente camarões. 21 de 40
  21. 21. PERCIFORMES  Nadadeiras dorsal, anal e pélvica com alguns raios duros, em forma de espinho; nadadeira pélvica situada logo abaixo ou à frente da nadadeira peitoral. 22 de 40
  22. 22. TUCUNARÉ - Cichla monoculus Spix & Agassiz, 1831.  Diagnose: Esse peixe é caracterizado pela boca larga, mandíbula protrátil e maxila exposta; nadadeira dorsal com um entalhe, sendo a primeira porção constituída por raios duros ou espinhos.  Biologia: Carnívoro, consome peixes e em menor escala, camarões, e eventualmente insetos; é sedentária e normalmente se refugia nas pausadas e galhadas submersas. 23 de 40
  23. 23. OSTEOGLOSSIFORMES  Língua ossificada e bastante áspera; nadadeiras dorsal e anal longas, quase unidas à nadadeira caudal. 24 de 40
  24. 24. PIRARUCU - Arapaima gigas (Schinz, 1822)  Diagnose: Grande porte, chegando a mais de 2m e 200kg; corpo roliço; região ventral com seção arredondada. É o peixe mais famoso e emblemático da ictiofauna amazônica, não somente pelo seu porte, mas também pelo papel histórico que tem desempenhado na pesca e, portanto, na socioeconômia da região.  Biologia: Carnívoro, consome basicamente peixes e ocasionalmente camarões, caranguejos e insetos; é territorialista, tem preferência por lagos e não realiza migrações consideráveis. 25 de 40
  25. 25. Elas são as seguintes:  Characiformes ou peixes de escama: a maioria é formada de espécies migradoras de curta distância, movimentando-se entre rios e lagos. O principal representante dessa categoria é o Tambaqui (Colossoma macropomum), que alcança cerca de 1 m e 30 kg e até a década de 1980 era a espécie mais abundante na pesca.  Jaraqui (Semaprochilodus spp), matrinxã (Brycon spp), curimatã (Prochilodus spp), pacu (Myleus spp, Mylossoma spp), sardinha (Triportheus spp) etc.  Sua pesca é feita através de redes, lanços ou araste, aplicada sobre cardumes que estão se deslocando pelo canal para desovar ou a procura de novas áreas para se alimentar. DISTRIBUIÇÃO E CLASSIFICAÇÃO DOS GRUPOS ATUAIS: 26 de 40
  26. 26. Siluriformes – Bagre ou peixe-liso: a maioria é formada por espécies que empreendem migrações longas, através do canal principal do sistema Solimões-Amazonas. Os principais representantes desse grupo são o surubim (Pseudoplatystoma fasciatum), caparari (P. tigrinum), dourada (Brachyplatystomarousseauxii), piramutaba (B. vaillantii) e piraíba (B. filamentosum), sendo esta o maior bagre de água doce, alcançando cerca de 2,4 m e 130 kg. A pesca desses peixes é feita normalmente no canal ou em áreas de cachoeiras, com uso de redes de emalhe, espinhéis e linhada.  Siluriformes – Bagre ou peixe-liso x exportação países vizinhos (Colômbia e Peru). 27 de 40
  27. 27.  Perciformes - Peixes de escamas sedentários: típicos de lagos e caracterizados por espinhos nas nadadeiras. Seus principais representantes são o tucunaré (Cichlaspp) e a pescada de água doce (Plagioscion spp), ambos carnívoros e formados por várias espécies biológicas. Além da pesca comercial típica, o tucunaré é também bastante visado pela pesca esportiva, a qual vem se intensificando em certas áreas da Amazônia, especialmente nos rios de água clara e nos reservatórios de hidrelétricas. 28 de 40
  28. 28. IMPORTÂNCIA ECOLÓGICA E ECONÔMICA:  PEIXES COMERCIAIS: A pesca na Amazônia possui uma importância econômica e social significativa, pois além de sustentar a economia local e regional, a pesca comercial e de subsistência é responsável por uma produção de cerca 200 mil t/ano, movimenta cerca de US$ 100 milhões/ano e gera mais de 100 mil empregos diretos. O pescado constitui-se na principal fonte de proteína para as populações rurais, com consumo de mais de 360 g/pessoa/dia. 29 de 40
  29. 29. HISTÓRIA:  A manutenção e a criação de peixes em cativeiro para fins ornamentais são uma atividade bastante antiga. Vários são os relatos ou registros históricos que apontam a prática dessa atividade em épocas anteriores ao nascimento de Cristo, como, por exemplo, a criação do peixe-japonês, Caurassius auratus, em aproximadamente 400 a.C.  EUROPA NO SEC XVII E NO MUNDO EM 1930.  IMPORTÂNCIA : Mundialmente, o comércio de peixes ornamentais movimenta cerca de 350-400 milhões de exemplares por ano, e destes, aproximadamente 90% são criados em cativeiros e menos de 10% provêm do extrativismo (CHAPMAN, 2000). Embora o maior volume de peixes ornamentais de água doce comercializados seja criado em fazendas de pisciculturas, as maiores diversidades de espécies são coletadas em ambientes naturais, principalmente da bacia Amazônia (JUNK et al., 2007). A comercialização de peixes ornamentais nessa região é de fundamental importância, sendo responsável pela manutenção e subsistência de grande parte das comunidades pesqueiras de pequenas cidades de países como o Brasil, Colômbia e Peru. 30 de 40
  30. 30. Peixe Ornamentais x Biodiversidade:  A captura de peixes ornamentais pode ser considerada atividade potencialmente prejudicial à preservação da biodiversidade amazônica, pois a grande riqueza de espécies explorada e exportada é, na maior parte das vezes, desconhecida do ponto de vista taxonômico e ecológico. 31 de 40
  31. 31. ENTRAVES NA PESCA ORNAMENTAL 32 de 40
  32. 32. A PESCA OU COLETA DE PEIXES ORNAMENTAIS NA NATUREZA  Os corpos d’água que possuem maior diversidade de peixes ornamentais são os igarapés, e, em segundo lugar, os lagos de várzea.  A captura desses peixes visa atender, prioritariamente, o mercado internacional.  Devido ao alto valor individual de espécies como acari zebra e arraia, estimamos que essa pesca seletiva poderá levar à sobre pesca: exploração não sustentável dos recursos pesqueiros.  A própria coleta não é de fácil execução, pois em mergulhos livres diurnos, os pescadores permanecem horas tentando localizar os peixes em seu hábitat. 33 de 40
  33. 33. A PESCA OU COLETA DE PEIXES ORNAMENTAIS NA NATUREZA  As consequências danosas à saúde do mergulho em grandes profundidades (mais de 5m) vão desde alterações visuais, perda auditiva, náusea, vertigem, tontura, chegando até mesmo à morte. 34 de 40
  34. 34. Acarichthys heckellii Fonte: http://bigcichlids.6f.sk Apistogramma agassizii Fonte: http://www.aquaflux.com.br 35 de 40
  35. 35. Apistogramma bitaeniata Fonte: http://naturaqua.fr Apistogramma eunotus Fonte: http://aquavisie.retry.org 36 de 40
  36. 36. Apistogramma gr. pertensis Fonte: http://www.fishbase.gr Carnegiella marthae Fonte: http://i369.photobucket.com 37 de 40
  37. 37. CONSIDERAÇÕES FINAIS:  A pesca é uma das atividades que mais crescem no mercado brasileiro e em virtude da riqueza ambiental, da farta hidrologia, e o desenvolvimento de tecnologias na área de piscicultura, o Brasil vem crescendo gradativamente nesse mercado, e a Amazônia é uma área onde essa atividade tem melhor perspectiva para ser investida.  A ictiofauna amazônica é imensa e muitas espécies ainda precisam ser analisadas para averiguar sua importância para possíveis fins econômicos.  A questão da preservação também é relevante quando se reflete o modo como se realiza a coleta desses animais. A pesca industrial precisa ser melhor estudada e planejada para se evitar um impacto ambiental a curto prazo, onde a extinção de centenas de espécies seria inevitável.  Com todas as informações coletas sobre Peixes Ornamentais e Comerciais, encerramos o nosso trabalho como intento de ter conseguido transferir conhecimento suficiente sobre esse tema. 38 de 40
  38. 38. REFERÊNCIAS  ANJOS, Hélio Daniel Beltrão dos. e et. al. Exportação de Peixes Ornamentais do Estado do Amazonas, Bacia Amazônica, Brasil. Artigo Científico. São Paulo: Ed. B. Inst. Pesca, 2009.  CONCEIÇÃO, Letícia Carneiro da. e et. al. PESCADORES, PEIXES ORNAMENTAIS E CONSERVAÇÃO DOS RECURSOS NATURAIS: Uma abordagem etnoictiológica de comunidades do rio Xingu, PA – Brasil. Anais do I Seminário Internacional de Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia. Manaus – AM. UFAM, (200?). Disponível em: <http://seminariodoambiente.ufam.edu.br/2010/anais/rn51.pdf> Acesso em 27 maio 2014.  ICTA, Instituto de Ciências e Tecnologia das Águas. Programa de Biologia Aquática Florestal – PBAV. Programa de Recursos Aquáticos e Aquicultura – PRAA. Programa de Saneamento Ambiental e Recursos Hídricos – PSARH. UFOPA. Manual: Introdução às Ciências Aquáticas. Santarém – Pará: Ed. ICTA, 2011.  MPA, Ministério da Pesca e Aquicultura. Amazônia, Aquicultura e Pesca. Brasília – DF: MPA, 2009.  SAMPAIO, Cláudio Luis Santos. IBAMA, Ministério do Meio Ambiente. Guia para identificação de peixes ornamentais – volume I: espécies marinhas. Brasília-DF: IBAMA, 2008.  SANTOS, Geraldo Mendes. Peixes comerciais de Manaus. Manaus – AM: IBAMA, 2006. 39 de 40
  39. 39. FIM OBRIGADO!! 40 de 40

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