Enfermagem - Enfisema pulmonar

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Enfermagem - Enfisema pulmonar

  1. 1. DISCIPLINA: ENFERMAGEM NAS CLÍNICASDISCIPLINA: ENFERMAGEM NAS CLÍNICAS MÉDICA E CIRÚRGICAMÉDICA E CIRÚRGICA
  2. 2. TEMA: ENFISEMA PULMONAR
  3. 3. ENFISEMA PULMONARENFISEMA PULMONAR
  4. 4. FISIOPATOLOGIA E ETIOLOGIAFISIOPATOLOGIA E ETIOLOGIA Aumento no tamanho dos espaços aéreos distais aos bronquíolos terminais, com perda das paredes alveolares e recolhimento elástico dos pulmões. A etiologia do enfisema pulmonar consiste em:  Fumo;  Predisposição genética, envelhecimento. A deficiência de alfa1-antitripsina é uma causa geneticamente determinada do enfisema e, ocasionalmente, de doença hepática. A alfa1-antitripsina serve principalmente como um inibidor da elastase do neutrófilo, um protease de degradação da elastina liberada por neutrófilos. Quando as estruturas alveolares permanecem sem proteção contra a exposição à elastase, a destruição progressiva da elastina dos tecidos resulta no desenvolvimento do enfisema. Aumento no tamanho dos espaços aéreos distais aos bronquíolos terminais, com perda das paredes alveolares e recolhimento elástico dos pulmões. A etiologia do enfisema pulmonar consiste em:  Fumo;  Predisposição genética, envelhecimento. A deficiência de alfa1-antitripsina é uma causa geneticamente determinada do enfisema e, ocasionalmente, de doença hepática. A alfa1-antitripsina serve principalmente como um inibidor da elastase do neutrófilo, um protease de degradação da elastina liberada por neutrófilos. Quando as estruturas alveolares permanecem sem proteção contra a exposição à elastase, a destruição progressiva da elastina dos tecidos resulta no desenvolvimento do enfisema.
  5. 5. MANIFESTAÇÕES CLÍNICASMANIFESTAÇÕES CLÍNICAS Dispneia, tolerância diminuída ao esforço. A tosse pode ser mínima exceto com a infecção respiratória. Expectoração de escarro – branda. Diâmetro Anteroposterior do tórax aumentado (tórax em barril) devido ao aprisionamento do ar com achatamento do diafragma. Dispneia, tolerância diminuída ao esforço. A tosse pode ser mínima exceto com a infecção respiratória. Expectoração de escarro – branda. Diâmetro Anteroposterior do tórax aumentado (tórax em barril) devido ao aprisionamento do ar com achatamento do diafragma.
  6. 6. AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICAAVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA Gasometria arterial – PO2 e pH diminuídos bem como CO2 aumentado. Radiografia do tórax – nos estágios tardios, hiperinsuflação, diafragma achatado, espaço retroesternal aumentado, traçados vasculares diminuídos, possíveis bolhas. Exame da alfa1-antitripsina útil na identificação da deficiência geneticamente determinada no enfisema. Gasometria arterial – PO2 e pH diminuídos bem como CO2 aumentado. Radiografia do tórax – nos estágios tardios, hiperinsuflação, diafragma achatado, espaço retroesternal aumentado, traçados vasculares diminuídos, possíveis bolhas. Exame da alfa1-antitripsina útil na identificação da deficiência geneticamente determinada no enfisema.
  7. 7. TRATAMENTOTRATAMENTO  Objetivo: reverter a obstrução do fluxo aéreo.Objetivo: reverter a obstrução do fluxo aéreo.  Parar de fumar.Parar de fumar.  Os corticosteroides, usados em doses altas para o efeito anti-inflamatório, podem serOs corticosteroides, usados em doses altas para o efeito anti-inflamatório, podem ser fornecidos por via oral, Intravenosa ou inalador.fornecidos por via oral, Intravenosa ou inalador.  Fisioterapia respiratória, incluindo a drenagem postural para a depuração da secreção,Fisioterapia respiratória, incluindo a drenagem postural para a depuração da secreção, reeducação respiratória para a ventilação melhorada e controle da dispneia.reeducação respiratória para a ventilação melhorada e controle da dispneia.  Terapia com oxigênio suplementar para o paciente com hipoxemia. O COTerapia com oxigênio suplementar para o paciente com hipoxemia. O CO22 deve serdeve ser monitorado para determinar a retenção aumentada de COmonitorado para determinar a retenção aumentada de CO22..  Tratamento para a deficiência de alfa1-antitripsina:Tratamento para a deficiência de alfa1-antitripsina:  As infusões intravenosas regulares (a cada uma a duas semanas) da terapia de reposição daAs infusões intravenosas regulares (a cada uma a duas semanas) da terapia de reposição da alfa1-antitripsina humana podem corrigir, efetivamente, o desequilíbrio da antiprotease nosalfa1-antitripsina humana podem corrigir, efetivamente, o desequilíbrio da antiprotease nos pulmões.pulmões.  Prevenir prejuízos aos pulmões, parando de fumar.Prevenir prejuízos aos pulmões, parando de fumar.
  8. 8. COMPLICAÇÕESCOMPLICAÇÕES  Insuficiência respiratória.  Pneumonia, infecção respiratória avassaladora.  Insuficiência cardíaca direita, arritmias.  Depressão.  Disfunção da musculatura esquelética.  Insuficiência respiratória.  Pneumonia, infecção respiratória avassaladora.  Insuficiência cardíaca direita, arritmias.  Depressão.  Disfunção da musculatura esquelética.
  9. 9. AVALIAÇÃO DE ENFERMAGEMAVALIAÇÃO DE ENFERMAGEM  Determinar a história de fumo, história de exposição, história familiar positiva de doença respiratória, estabelecimento da dispneia.  Observar quantidade, coloração e consistência do escarro.  Inspecionar quanto ao uso dos músculos abdominais durante a expiração; observar o aumento do diâmetro Anteroposterior do tórax.  Auscultar para sons respiratórios diminuídos/ausentes, estertores, batimentos cardíacos diminuídos.  Determinar o nível de dispneia, como ele se compara à linha basal do paciente.  Determinar a saturação de oxigênio em repouso e com a atividade.  Determinar a história de fumo, história de exposição, história familiar positiva de doença respiratória, estabelecimento da dispneia.  Observar quantidade, coloração e consistência do escarro.  Inspecionar quanto ao uso dos músculos abdominais durante a expiração; observar o aumento do diâmetro Anteroposterior do tórax.  Auscultar para sons respiratórios diminuídos/ausentes, estertores, batimentos cardíacos diminuídos.  Determinar o nível de dispneia, como ele se compara à linha basal do paciente.  Determinar a saturação de oxigênio em repouso e com a atividade.
  10. 10. DIAGNÓSTICO DE ENFERMAGEMDIAGNÓSTICO DE ENFERMAGEM  Padrão respiratório ineficaz relacionado à limitação crônica do fluxo de ar.  Risco de infecção relacionado ao comprometimento da função pulmonar e mecanismos de defesa.  Troca gasosa comprometida relacionada a obstrução pulmonar crônica, anormalidades de ventilação-perfusão devido à destruição da membrana alveolocapilar.  Nutrição alterada: menor que os requisitos corporais, relacionada ao trabalho aumentado da respiração, deglutição de ar, efeito dos medicamentos com resultante debilidade dos músculos respiratórios e esqueléticos.  Intolerância a atividade relacionada ao comprometimento da função pulmonar, resultando em falta de ar e fadiga.  Padrão respiratório ineficaz relacionado à limitação crônica do fluxo de ar.  Risco de infecção relacionado ao comprometimento da função pulmonar e mecanismos de defesa.  Troca gasosa comprometida relacionada a obstrução pulmonar crônica, anormalidades de ventilação-perfusão devido à destruição da membrana alveolocapilar.  Nutrição alterada: menor que os requisitos corporais, relacionada ao trabalho aumentado da respiração, deglutição de ar, efeito dos medicamentos com resultante debilidade dos músculos respiratórios e esqueléticos.  Intolerância a atividade relacionada ao comprometimento da função pulmonar, resultando em falta de ar e fadiga.
  11. 11. INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEMINTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM Melhorando a depuração da Via aérea: Eliminar todos os irritantes pulmonares, principalmente o fumo de cigarros. Usar as posições de drenagem postural, para ajudar na depuração das secreções, quando as secreções mucopurulentas forem responsáveis pela obstrução das vias aéreas. Usar a tosse controlada. Manter as secreções líquidas. Melhorando a depuração da Via aérea: Eliminar todos os irritantes pulmonares, principalmente o fumo de cigarros. Usar as posições de drenagem postural, para ajudar na depuração das secreções, quando as secreções mucopurulentas forem responsáveis pela obstrução das vias aéreas. Usar a tosse controlada. Manter as secreções líquidas.
  12. 12. INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM - CONTINUAÇÃOINTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM - CONTINUAÇÃO Melhorando o padrão respiratório: Ensinar e supervisionar os exercícios de reeducação respiratória, para fortalecer o diafragma e os músculos da expiração, a fim de diminuir o trabalho respiratório. Ensinar e supervisionar os exercícios de reeducação respiratória, para fortalecer o diafragma e os músculos da expiração, a fim de diminuir o trabalho respiratório. Melhorando o padrão respiratório: Ensinar e supervisionar os exercícios de reeducação respiratória, para fortalecer o diafragma e os músculos da expiração, a fim de diminuir o trabalho respiratório. Ensinar e supervisionar os exercícios de reeducação respiratória, para fortalecer o diafragma e os músculos da expiração, a fim de diminuir o trabalho respiratório.
  13. 13. INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM - CONTINUAÇÃOINTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM - CONTINUAÇÃO Controlando a infecção: Reconhecer as manifestações iniciais da infecção respiratória – aumento da dispneia, fadiga, alteração na coloração, quantidade e caráter do escarro, nervosismo, irritabilidade, febre baixa. Obter escarro para esfregaço e cultura. Administrar os antimicrobianos prescritos, para controlar as infecções bacterianas secundárias na árvore brônquica, depurando, assim as vias aéreas. Controlando a infecção: Reconhecer as manifestações iniciais da infecção respiratória – aumento da dispneia, fadiga, alteração na coloração, quantidade e caráter do escarro, nervosismo, irritabilidade, febre baixa. Obter escarro para esfregaço e cultura. Administrar os antimicrobianos prescritos, para controlar as infecções bacterianas secundárias na árvore brônquica, depurando, assim as vias aéreas.
  14. 14. INTERVENÇÃO DE ENFERMAGEM - CONTINUAÇÃOINTERVENÇÃO DE ENFERMAGEM - CONTINUAÇÃO Melhorando a troca gasosa: Observar e relatar a sonolência excessiva, inquietação, agressividade, ansiedade ou confusão; cianose central; falta de ar em repouso, a qual, com frequência, é causada por insuficiência respiratória. Rever a gasometria arterial; registrar os valores em uma planilha, de modo que as comparações possam se feitas com o passar do tempo. Monitorar a saturação do oxigênio e fornecer oxigênio suplementar, conforme prescrito, para corrigir a hipoxemia de maneira controlada. Monitorar e minimizar a retenção de CO2. os pacientes que retém CO2 podem precisar de menores taxas de fluxo de oxigênio. Auxiliar na ventilação não-invasiva ou intubação e ventilação mecânica, quando acontecem a insuficiência respiratória aguda e a retenção rápida de CO2. Melhorando a troca gasosa: Observar e relatar a sonolência excessiva, inquietação, agressividade, ansiedade ou confusão; cianose central; falta de ar em repouso, a qual, com frequência, é causada por insuficiência respiratória. Rever a gasometria arterial; registrar os valores em uma planilha, de modo que as comparações possam se feitas com o passar do tempo. Monitorar a saturação do oxigênio e fornecer oxigênio suplementar, conforme prescrito, para corrigir a hipoxemia de maneira controlada. Monitorar e minimizar a retenção de CO2. os pacientes que retém CO2 podem precisar de menores taxas de fluxo de oxigênio. Auxiliar na ventilação não-invasiva ou intubação e ventilação mecânica, quando acontecem a insuficiência respiratória aguda e a retenção rápida de CO2.
  15. 15. INTERVENÇÃO DE ENFERMAGEM - CONTINUAÇÃOINTERVENÇÃO DE ENFERMAGEM - CONTINUAÇÃO Melhorando a nutrição: Realizar a boa higiene oral antes das refeições, para aguçar as sensações do paladar. Fornecer oxigênio suplementar, enquanto o paciente está se alimentando, para aliviar a dispneia, conforme orientação. Melhorando a nutrição: Realizar a boa higiene oral antes das refeições, para aguçar as sensações do paladar. Fornecer oxigênio suplementar, enquanto o paciente está se alimentando, para aliviar a dispneia, conforme orientação.
  16. 16. INTERVENÇÃO DE ENFERMAGEM - CONTINUAÇÃOINTERVENÇÃO DE ENFERMAGEM - CONTINUAÇÃO Estimular a lidar com a situação Compreender que a falta de ar constante e a fadiga tornam o paciente irritável, apreensivo, ansioso e deprimido, com sentimentos desânimo/desesperança. Avaliar o paciente para os comportamentos reativos (raiva, depressão e aceitação). Fortalecer a autoimagem do paciente. Estimular a lidar com a situação Compreender que a falta de ar constante e a fadiga tornam o paciente irritável, apreensivo, ansioso e deprimido, com sentimentos desânimo/desesperança. Avaliar o paciente para os comportamentos reativos (raiva, depressão e aceitação). Fortalecer a autoimagem do paciente.
  17. 17. INTERVENÇÃO DE ENFERMAGEM - CONTINUAÇÃOINTERVENÇÃO DE ENFERMAGEM - CONTINUAÇÃO Evitar a Exposição aos irritantes respiratórios: Aconselhar o paciente a parar de fumar e evitar a exposição à fumaça de outros fumantes. Aconselhar o paciente a manter a casa bem ventilada. Evitar a Exposição aos irritantes respiratórios: Aconselhar o paciente a parar de fumar e evitar a exposição à fumaça de outros fumantes. Aconselhar o paciente a manter a casa bem ventilada.
  18. 18. CONTROLANDO OS SINTOMASCONTROLANDO OS SINTOMAS  Beber bastante água (oito a dez copos por dia), para manter a secreção liquefeita;  Evitar irritantes ao pulmões, como fumaça de cigarro, poeira, fumo, perfume, ar frio e ar muito quente;  Tentar evitar as infecções respiratórias limitando o contato com as pessoas durante as épocas de gripe.  Beber bastante água (oito a dez copos por dia), para manter a secreção liquefeita;  Evitar irritantes ao pulmões, como fumaça de cigarro, poeira, fumo, perfume, ar frio e ar muito quente;  Tentar evitar as infecções respiratórias limitando o contato com as pessoas durante as épocas de gripe.
  19. 19. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASREFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS    GUYTON, Arthur C. GUYTON, Arthur C. Fisiologia HumanaFisiologia Humana. 6a Ed. Rio de Janeiro. . 6a Ed. Rio de Janeiro.  Guanabara Koogan, 1998.Guanabara Koogan, 1998.  NETTINA, Sandra M. NETTINA, Sandra M. Brunner Prática de EnfermagemBrunner Prática de Enfermagem. 7a Ed. . 7a Ed.  Vol. 1. Rio de Janeiro. Guanabara Koogan, 2003.Vol. 1. Rio de Janeiro. Guanabara Koogan, 2003.  SMELTZER, Suzane C. BARE, Brenda G. SMELTZER, Suzane C. BARE, Brenda G. Brunner & SuddarthBrunner & Suddarth Tratado de Enfermagem Médico-CirúrgicaTratado de Enfermagem Médico-Cirúrgica. 10 a Ed. Vol. 1 Rio de . 10 a Ed. Vol. 1 Rio de  Janeiro. Guanabara Koogan, 2004.Janeiro. Guanabara Koogan, 2004.
  20. 20. FIMFIM Obrigado!Obrigado!
  21. 21. ....EM 1999 BRYAN JÁ ERA. O norte-americano Bryan Curtis, 34 anos, agoniza na cama ao lado da mulher e do filho de 2 anos, no dia da sua morte por câncer de pulmão, em 3 de junho de 1999. Ele fumou durante 20 anos, o que teria causado a doença, que o levou a morte em menos de 3 meses. Um de seus últimos desejos foi que a sua foto no leito de morte fosse publicada, para chocar os fumantes e incentiva-los a deixar de fumar. • Folha de São Paulo, 24 de junho de 1999. SE CONSEGUIRMOS QUE PELO MENOS UM FUMANTE LARGUE O CIGARRO COM A REPORTAGEM, ESSA PÁGINA JÁ VALEU A PENA !

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