Ascom Aula5 2008

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Ascom Aula5 2008

  1. 1. Jornalismo institucional e técnicas de assessoria de imprensa Professor mestre Artur Araujo (araujofamilia@gmail.com) <ul><li>A comunicação governamental </li></ul>
  2. 2. Lembretes <ul><ul><li>A entrega do planejamento do trabalho é hoje . </li></ul></ul><ul><ul><li>Quem entregar hoje o trabalho de planejamento de comunicação terá 50% de desconto na nota. Não aceito trabalhos após hoje. Nesse caso, a nota será “0”. </li></ul></ul><ul><ul><li>A prova está agendada para o dia 14 de maio. Faltam 21 dias. </li></ul></ul><ul><ul><li>Faltam 28 dias para a entrega do trabalho final em grupo (o trabalho que vocês devem entregar hoje) </li></ul></ul>
  3. 3. Como o grupo será avaliado? <ul><li>No dia hoje , cada grupo de alunos entrega um projeto descrevendo: </li></ul><ul><ul><li>O cliente (quem é o cliente, um breve histórico do cliente, uma descrição de eventuais experiências do cliente em comunicação institucional) </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Obs: Não é para escrever uma linha... é para construir um relatório decente, ok? </li></ul></ul></ul><ul><ul><li>Uma descrição do potencial do cliente para um trabalho de comunicação </li></ul></ul><ul><ul><li>O documento deve ter pelo menos 4 mil caracteres de texto (não conto como “texto”, capa, eventual bibliografia e elementos extras que não tenham a ver com o relatório). </li></ul></ul><ul><ul><li>O formulário estará disponível no site para preenchimento. </li></ul></ul>
  4. 4. O primeiro relatório vale nota? <ul><li>Não. </li></ul><ul><li>Esse primeiro relatório não valerá nota, mas o professor vai apontar problemas para que o grupo entregue um relatório adequado no dia 21 de maio, daqui a 28 dias . </li></ul><ul><li>O relatório entregue com atraso implicará desconto na nota final do trabalho. </li></ul>
  5. 5. E se não entregar o relatório hoje? <ul><li>Caso não entregue, a nota do trabalho final terá abatimento . </li></ul><ul><li>Se o relatório for entregue entre 24 de abril e 30 de abril, a nota final do projeto terá desconto de 25%. </li></ul><ul><li>Se o relatório for entregue entre 1º e 14 de maio, a nota final do projeto terá desconto de 50%. </li></ul><ul><li>Não serão aceitos relatórios após 14 de maio. Nesse caso, a nota do grupo será “0”. </li></ul>
  6. 6. Recapitulando... <ul><li>Falamos da aula passada sobre media training e organização de coletivas. </li></ul>
  7. 7. A comunicação governamental <ul><li>A comunicação governamental não deve ser confundida com propaganda político-partidária. </li></ul><ul><li>A comunicação governamental deve ser desenvolvida sob o princípio da publicidade. </li></ul><ul><li>Mas o que é publicidade nesse contexto? </li></ul>
  8. 8. Uma definição concisa de publicidade <ul><li>Publicidade é, no contexto do trabalho em assessoria de imprensa governamental, o princípio de que todos os atos do poder público devem primar pela transparência e ser comunicados. </li></ul><ul><li>A regra na administração é a publicidade , princípio basilar estabelecido no artigo 37, da Constituição federal. </li></ul>
  9. 9. O que diz a constituição? <ul><li>Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de </li></ul><ul><ul><li>legalidade, </li></ul></ul><ul><ul><li>impessoalidade, </li></ul></ul><ul><ul><li>moralidade, </li></ul></ul><ul><ul><li>publicidade e </li></ul></ul><ul><ul><li>eficiência </li></ul></ul>
  10. 10. O caráter tem de ser educativo, ou informativo ou de orientação <ul><li>Artigo 37, seção XXII, § 1º - A publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo, informativo ou de orientação social , dela não podendo constar nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos. </li></ul>
  11. 11. A exceção <ul><li>Entretanto, se da publicidade da informação puder resultar prejuízo para a coletividade ou para o Estado, ou dano indevido a pessoas, a lei torna sigilosa a informação. </li></ul>
  12. 12. Dois tipos distintos de sigilo <ul><li>O das informações objetivamente sigilosas (que envolvam matérias especiais, como a segurança nacional); </li></ul><ul><li>e o das informações subjetivamente sigilosas (que sejam instituídas em favor de pessoas determinadas, como a informação do médico, do confessor, do estabelecimento bancário, em benefício do paciente, do confitente, do correntista). </li></ul>
  13. 13. As exceções <ul><li>Artigo 5º, seção LX - a lei só poderá restringir a publicidade dos atos processuais quando a defesa da intimidade ou o interesse social o exigirem. </li></ul>
  14. 14. Quando a publicidade implica violação? <ul><li>Assim, a Constituição manda punir a violação </li></ul><ul><ul><li>à intimidade, </li></ul></ul><ul><ul><li>à vida privada, </li></ul></ul><ul><ul><li>à imagem das pessoas (artigo 5º, X); </li></ul></ul><ul><ul><li>impõe sigilo na correspondência e nas comunicações telegráficas, de dados e telefônicas (artigo 5º, XII); </li></ul></ul><ul><ul><li>assegura o sigilo de fonte (artigo 5º, XIV); </li></ul></ul><ul><ul><li>proíbe a divulgação de informações que interessem à segurança da sociedade e do Estado (artigo 5º, XXXIII); </li></ul></ul><ul><ul><li>garante sigilo em algumas votações (artigos 5º, XXXVIII, </li></ul></ul><ul><ul><li>e 14); e veda a divulgação de atos processuais para a defesa da intimidade ou do interesse social (artigo 5º, LX). </li></ul></ul>
  15. 15. Os quatro casos de sigilo <ul><li>Por interesse público fundado na segurança da sociedade ou do Estado; </li></ul><ul><li>por conveniência de investigação promovida por autoridade pública; </li></ul><ul><li>em respeito à imagem ou à privacidade das pessoas; </li></ul><ul><li>e para a proteção de interesses que a lei repute relevantes, como o sigilo comercial ou industrial. </li></ul>
  16. 16. Ou seja: publicidade não é “promoção” <ul><li>Assessoria de imprensa não é mera ferramenta de promoção do prefeito, do governador, do presidente da República, ministros, secretários de Estado ou de dirigentes e executivos de empresas estatais. É um serviço do Estado e da sociedade, que também atende aos gabinetes. </li></ul>
  17. 17. A missão de uma assessoria governamental <ul><li>A principal missão da assessoria de imprensa no governo é contribuir para que a sociedade, por meio da mídia jornalística, tenha acesso às informações de seu interesse. O cumprimento dessa responsabilidade é complexo e se expressa em distintas vertentes. </li></ul>
  18. 18. Ou seja... <ul><li>Se o IBGE identificar que o desemprego ou a inflação aumentou sob o governo “fulano de tal”, cabe ao governo divulgar o fato. </li></ul><ul><li>Se uma obra financiada com dinheiro público desmoronar, cabe ao governo esclarecer imprensa e opinião pública a respeito do que houve. </li></ul>
  19. 19. Duas tarefas proativas <ul><li>As duas principais tarefas são as seguintes: </li></ul><ul><ul><li>apurar e distribuir informações de interesse público, normalmente não cobertas pelos veículos de comunicação, inclusive os de grande porte, e </li></ul></ul><ul><ul><li>disponibilizar notícias à parcela da mídia que não tem amplo acesso às fontes. </li></ul></ul>
  20. 20. Não é fácil ser assessor de governo ou jornalista público <ul><li>Realizar um trabalho de assessoria de imprensa próximo do ideal na área do Estado é tarefa difícil. Nem sempre é possível convencer o governante, o político, o dirigente de empresas e autarquias ou o responsável pelo órgão ao qual se presta serviço de que o paradigma fundamental do relacionamento com a imprensa é a prestação de informações úteis e desejadas pela comunidade. </li></ul>
  21. 21. Personalismo, a “praga” <ul><li>Muitas vezes enfrenta-se o personalismo, o qual, ao prevalecer, prejudica o trabalho, suscita a distribuição de numerosos releases insólitos, cria desinteresse dos jornalistas dos veículos e estabelece um desfecho sobejamente conhecido para antigo círculo vicioso: a demissão do assessor de imprensa e, às vezes, de todo um departamento de comunicação. Assim, a primeira e a mais árdua tarefa é a de demonstrar esses conceitos ao cliente. </li></ul>
  22. 22. Um “bom” conselho <ul><li>Quando um assessorado do plano governamental ou político desprezar as orientações sobre procedimentos legais não vale a pena assessorá-lo. </li></ul><ul><li>Cumpre ao assessor de imprensa governamental, portanto, tratar jornais como jornais, e não como canais de propaganda a favor do assessorado. </li></ul>
  23. 23. O Executivo <ul><li>A construção de um plano de assessoria de imprensa nesse poder exige do profissional os seguintes saberes: </li></ul><ul><ul><li>Conhecer as forças político-partidárias que participam do governo, direta ou indiretamente. </li></ul></ul><ul><ul><li>Diferenciar fatos de especulação </li></ul></ul><ul><ul><li>Distinguir intenções e atos </li></ul></ul><ul><ul><li>Acompanhar o Diário Oficial </li></ul></ul><ul><ul><li>Acompanhar demandas políticas, econômicas e sociais que afetam o Poder Público </li></ul></ul><ul><ul><li>Entender as disputas internas de governo </li></ul></ul><ul><ul><li>Entender o calendário eleitoral e legislação em geral. </li></ul></ul><ul><ul><li>Manter-se a par das agendas governamentais (tanto estratégicas quanto cerimoniais). </li></ul></ul><ul><ul><li>Ter à disposição dados governamentais tanto para orientar jornalistas quanto para disponibilizar à opinião pública. </li></ul></ul>
  24. 24. O Legislativo <ul><li>A construção de um plano de assessoria de imprensa nesse poder exige do profissional os seguintes saberes: </li></ul><ul><ul><li>Identificar os componentes da casa </li></ul></ul><ul><ul><li>Conhecer a legislação, e o funcionamento interno da instituição </li></ul></ul><ul><ul><li>Manter-se a par das agendas governamentais (tanto estratégicas quanto cerimoniais). </li></ul></ul><ul><ul><li>Ter à disposição dados da casa tanto para orientar jornalistas quanto para disponibilizar à opinião pública. </li></ul></ul><ul><ul><li>Acompanhar o Diário Oficial e as sessões legislativas </li></ul></ul><ul><ul><li>Manter-se a par das agendas governamentais (tanto estratégicas quanto cerimoniais). </li></ul></ul><ul><ul><li>Palavras e votos são elementos centrais das ações legislativas </li></ul></ul>
  25. 25. O Judiciário <ul><li>De todos os três poderes, o Judiciário é aquele que se mostra mais refratário à apuração jornalística. </li></ul><ul><li>A própria lógica do sistema contribui para esse “fechamento”: </li></ul><ul><ul><li>Juízes não podem comentar suas sentenças. </li></ul></ul><ul><ul><li>Juízes devem primar pela discrição. </li></ul></ul><ul><li>Porém, os atos administrativos do Judiciário também devem caracterizar-se pela publicidade... </li></ul>
  26. 26. O Judiciário <ul><li>A construção de um plano de assessoria de imprensa nesse poder exige do profissional os seguintes saberes: </li></ul><ul><ul><li>Identificar os componentes da casa </li></ul></ul><ul><ul><li>Conhecer a legislação, e o funcionamento interno da instituição </li></ul></ul><ul><ul><li>Manter-se a par das agendas governamentais (cerimoniais – julgamentos, principalmente) </li></ul></ul><ul><ul><li>Ter à disposição dados da casa tanto para orientar jornalistas quanto para disponibilizar à opinião pública. </li></ul></ul><ul><ul><li>Acompanhar o Diário Oficial </li></ul></ul>
  27. 27. Tema da próxima aula: a comunicação sindical

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