Críticas ao ciberespaço Jornalismo on-line Professor mestre Artur Araujo (araujofamilia@gmail.com) Jean Baudrillard  (1929...
Quem foi Baudrillard  <ul><li>Jean Baudrillard foi um teórico  polêmico. Era um dos mais  destacados representantes da  es...
Um pensador de esquerda <ul><li>Baudrillard pode ser definido  como um pensador de esquerda.  Começou militando no marxism...
O consumismo <ul><li>A primeira obra teórica profunda  de Baudrillard foi o doutorado  dele, de 1966, intitulado “O  siste...
É mais que comprar <ul><li>Os bens de consumo não são  meramente objetos de uso: eles representam valores  e status.  </li...
A mobília <ul><li>Baudrillard teve como  ponto de partida de sua  investigação o papel dos  móveis domésticos como sinal d...
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O que mudou? <ul><li>Antes, o importante era  poupar, agora, o sistema  capitalista exige o consumo.  A mudança surgiu em ...
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O simulacro <ul><li>Para Baudrillard, vivemos em  um momento no qual o  princípio do realismo como  expressão estética foi...
Informação <ul><li>“ A informação devora os seus  próprios conteúdos. Devora  a comunicação e o social. E  isto por dois m...
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A inflação dos signos <ul><li>Para Baudrillard, o hiper-realismo,  decorrente da inflação de signos  deflagrada no século ...
A web <ul><li>Nos anos seguintes, o  surgimento da realidade  virtual, do ciberespaço e dos  sistemas de animação vetorial...
Nova dominação <ul><li>No livro, ele diz que a sociedade  moderna, baseada na produção e  no consumo, está superada, e a  ...
Críticas a Baudrillard <ul><li>Baudrillard é polêmico, e nunca  foi unanimidade, nem chegou  perto disso. Foi um pensador ...
Paul Virilio <ul><li>O filósofo francês Paul Virilio defende a tese de que a  intensificação da tecnologia, a qual a inter...
Dromologia <ul><li>Para Virilio, vivemos a era da “dromologia” (dromos= corrida), a pressa dita o ritmo das  mídias. </li>...
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  1. 1. Críticas ao ciberespaço Jornalismo on-line Professor mestre Artur Araujo (araujofamilia@gmail.com) Jean Baudrillard (1929–2007) Paul Virilio (*1932)
  2. 2. Quem foi Baudrillard <ul><li>Jean Baudrillard foi um teórico polêmico. Era um dos mais destacados representantes da escola pós-moderna francesa. Ele escreveu mais de 30 livros. Neles, defendeu sua idéia-força de simulacro, a qual desenvolveu da década de 1960 até seus últimos trabalhos. </li></ul>Jean Baudrillard (1929–2007)
  3. 3. Um pensador de esquerda <ul><li>Baudrillard pode ser definido como um pensador de esquerda. Começou militando no marxismo, na década de 1960, mas terminou adotando caminhos próprios nos anos seguintes, tornando-se um pensador independente, crítico do sistema capitalista, mas já afastado das teses de Marx. </li></ul>Jean Baudrillard (1929–2007)
  4. 4. O consumismo <ul><li>A primeira obra teórica profunda de Baudrillard foi o doutorado dele, de 1966, intitulado “O sistema dos objetos”. A esse, seguiu-se “A sociedade de consumo”, em 1970, e “Para a crítica da economia política do signo”, de 1972. Nessas três obras, o autor desenvolveu, conjugando Marx, a Escola de Frankfurt e Saussure, uma teoria sobre o uso dos bens de consumo como signos de um sistema de valores sociais. </li></ul>Jean Baudrillard (1929–2007)
  5. 5. É mais que comprar <ul><li>Os bens de consumo não são meramente objetos de uso: eles representam valores e status. </li></ul><ul><li>No novo capitalismo, os bens valem, de fato, pelo seu valor simbólico, não pelo seu valor de uso. Para Baudrillard, em uma sociedade em que tudo é mercadoria, a alienação é total e governa a vida social. </li></ul>Jean Baudrillard (1929–2007)
  6. 6. A mobília <ul><li>Baudrillard teve como ponto de partida de sua investigação o papel dos móveis domésticos como sinal de uma nova mentalidade e uma nova forma de lidar com a produção e o consumo. </li></ul>Jean Baudrillard (1929–2007)
  7. 7. Hedonismo <ul><li>O autor defendeu que a mentalidade das classes média e alta estavam abandonando o padrão de austeridade e de comedimento que marcou o pensamento burguês até então e tornou-se hedonista (consumismo, liberação sexual). </li></ul>Jean Baudrillard (1929–2007)
  8. 8. O que mudou? <ul><li>Antes, o importante era poupar, agora, o sistema capitalista exige o consumo. A mudança surgiu em decorrência das mudanças pelas quais o sistema passou: </li></ul><ul><ul><li>Concentração econômica (oligopólios) </li></ul></ul><ul><ul><li>Novas técnicas de produção </li></ul></ul><ul><ul><li>Novas tecnologias </li></ul></ul>Jean Baudrillard (1929–2007)
  9. 9. Radicalização <ul><li>No final da década de 1970, Baudrillard aprofundou suas reflexões e chegou a pontos de vista radicais. </li></ul>Jean Baudrillard (1929–2007)
  10. 10. O simulacro <ul><li>Para Baudrillard, vivemos em um momento no qual o princípio do realismo como expressão estética foi de tal modo exacerbado que ocupou o lugar do real: a televisão, a fotografia, os parques temáticos, o discurso jornalístico e o discurso publicitário são hoje mais “reais” (hiper-reais) que a própria realidade: eis aí o sentido mais profundo, o caráter da pós-modernidade. </li></ul>Jean Baudrillard (1929–2007)
  11. 11. Informação <ul><li>“ A informação devora os seus próprios conteúdos. Devora a comunicação e o social. E isto por dois motivos. </li></ul><ul><ul><li>Em vez de fazer comunicar, esgota-se na encenação da comunicação </li></ul></ul><ul><ul><li>Por detrás desta encenação exacerbada da comunicação, os mass media, a informação em forcing prosseguem uma desestruturação do real. ” </li></ul></ul>Jean Baudrillard (1929–2007)
  12. 12. Informação <ul><li>“ Evidentemente que há um paradoxo nesta inextricável conjunção das massas e dos media : são os media que neutralizam o sentido e que produzem a massa “informe” </li></ul>Jean Baudrillard (1929–2007)
  13. 13. Espetacularização <ul><li>“ os media assumem-se como veículo da condenação moral do terrorismo e da exploração do medo com fins políticos, mas simultaneamente, na mais completa ambigüidade, difundem o fascínio bruto do acto terrorista” </li></ul>Jean Baudrillard (1929–2007)
  14. 14. Publicidade vazia <ul><li>“ A forma publicitária é aquela em que todos os conteúdos singulares se anulam no próprio momento em que podem transcrever-se uns nos outros” </li></ul><ul><li>“ A forma publicitária impôs-se e desenvolveu-se à custa de todas as outras linguagens” </li></ul>Jean Baudrillard (1929–2007)
  15. 15. A publicidade “some” <ul><li>“ O aspecto atualmente mais interessante da publicidade é o seu desaparecimento, a sua diluição como forma específica, ou como medium , muito simplesmente. Já não é (alguma vez o foi?) um meio de comunicação ou de informação.” </li></ul>Jean Baudrillard (1929–2007)
  16. 16. Blue Bus <ul><li>A publicidade tem deixado o espaço tradicional e agora se dilui no ambiente social. </li></ul>Jean Baudrillard (1929–2007)
  17. 17. A inflação dos signos <ul><li>Para Baudrillard, o hiper-realismo, decorrente da inflação de signos deflagrada no século XX, criou um mundo novo, no qual o jogo entre os signos substituiu os conceitos de conflitos de classe e de conflitos de classe: é o mundo da auto-ajuda e do consumismo, que substituiu o mundo da fé, da ideologia e da produção. A produção de signos não pára, e substitui a produção, assim como a tecnologia, no novo contexto, passa a ganhar autonomia e cada vez mais substitui o capital como fonte do poder econômico. </li></ul>Jean Baudrillard (1929–2007)
  18. 18. A web <ul><li>Nos anos seguintes, o surgimento da realidade virtual, do ciberespaço e dos sistemas de animação vetorial nos computadores sinalizam um reforço das teses dessa época. Ao final daquela década, em 1979, Baudrillard publicou “Simulacros e simulação”, obra que sistematiza suas hipóteses sobre o tema. </li></ul>Jean Baudrillard (1929–2007)
  19. 19. Nova dominação <ul><li>No livro, ele diz que a sociedade moderna, baseada na produção e no consumo, está superada, e a ela seguiu-se a sociedade pós- moderna, que instaurou o simulacro (a representação, a imitação) como estratégia de domínio. Na sociedade da simulação, identidades são construídas pela apropriação de imagens, e códigos e modelos determinam como os indivíduos na sociedade se percebem em relação aos demais. </li></ul>Jean Baudrillard (1929–2007)
  20. 20. Críticas a Baudrillard <ul><li>Baudrillard é polêmico, e nunca foi unanimidade, nem chegou perto disso. Foi um pensador multidisciplinar, misturando semiótica, filosofia, teoria social e sociologia. Para seus críticos, o autor foi lentamente perdendo o foco teórico de sua reflexão. Leitores céticos consideram a escrita de Baudrillard suspeita, justamente por ela reproduzir a estrutura de sedução dos signos que ele mesmo criticava. </li></ul>Jean Baudrillard (1929–2007)
  21. 21. Paul Virilio <ul><li>O filósofo francês Paul Virilio defende a tese de que a intensificação da tecnologia, a qual a internet é a expressão mais recente, são um instrumento de opressão das sociedades de classe. </li></ul>Paul Virilio (*1932)
  22. 22. Dromologia <ul><li>Para Virilio, vivemos a era da “dromologia” (dromos= corrida), a pressa dita o ritmo das mídias. </li></ul><ul><li>A pressa, para Virilio, tem como propósito a exacerbação da superficialidade, a negação da reflexão, legitimando assim o status quo. </li></ul>Paul Virilio (*1932)

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