01 Aula3 Jol T 3

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01 Aula3 Jol T 3

  1. 1. Requisitos para um jornalista trabalhar na web Jornalismo on-line Professor mestre Artur Araujo (araujofamilia@gmail.com)
  2. 2. Recapitulando <ul><li>Vimos na aula passada o processo os requisitos para um jornalista web. </li></ul><ul><li>Vamos complementar o conteúdo daquela aula nesta classe. </li></ul>
  3. 3. A tendência atual <ul><li>A primeira fase do relacionamento web e impresso foi tensa. Acreditava-se simplesmente que a web destruiria os jornais. Os adeptos do on-line e do offline viviam mundos paralelos. Esse tempo já passou. </li></ul><ul><li>Hoje o que se fala é de complementação de jornal e internet. </li></ul>
  4. 4. A integração das redações offline e on-line <ul><li>Cada vez mais as redações web estão trabalhando lado-a-lado com as editorias de impresso. </li></ul><ul><li>É o caso, por exemplo, do Zero Hora... </li></ul>
  5. 5. Integração: A redação do Zero Hora
  6. 6. Unificação de redações <ul><li>A proposta na maioria das redações atualmente é unir editores on-line e editores de impresso de áreas afins em uma mesma mesa. </li></ul>
  7. 7. Fotógrafos e repórteres pensam on-line e offline <ul><li>Os jornais têm cada vez mais assimilado a visão de um trabalho unificado das redações impressa e on-line. </li></ul><ul><li>O registro de filmetes e de arquivos de som já é pensada para ser usada na web. </li></ul><ul><li>No Zero Hora, os fotógrafos chegaram a inventar um sistema integrado para captar fotos e filmes. </li></ul>
  8. 8. Filmadora e foto integradas: invenção do ZH
  9. 9. Cada um com seu talento <ul><li>Uma questão enfatizada por Marta Gleich no seminário foi que alguns jornalistas têm mais envolvimento com o áudio, outros com a foto e outros com filme... o importante é que a pessoa se sinta à vontade naquilo que está fazendo. </li></ul><ul><li>Raquel Almeida também destacou: “ninguém é bom em tudo”. O interessante é aproveitar o melhor de cada um. </li></ul>
  10. 10. Uma visão pessoal para os recursos digitais <ul><li>Acho que o uso de material multimídia não deve ser mistificado. </li></ul><ul><li>Gostaria que a câmera virasse um objeto tão banal quanto a caneta esferográfica e o bloquinho. </li></ul><ul><li>Quanto mais experimentarmos, mais usos vamos achar, não só para a câmera como para o gravador digital. </li></ul>
  11. 11. Aspectos profissionais <ul><li>Nem todo profissional precisará ser um extraordinário cinegrafista, um ótimo sonoplasta e ter um texto fenomenal, mas a soma de talentos pode produzir material de qualidade na web. </li></ul>
  12. 12. Comentários extras <ul><li>Quanto mais sofisticados os equipamentos, melhor. </li></ul><ul><li>Entretanto, com o uso de equipamentos digitais de baixo custo é possível produzir material de grande interesse público. </li></ul>
  13. 13. A “armadilha” da audiência <ul><li>Marta Gleich, Ana Lúcia Bush e Marco Chiaretti recomendaram aos jornalistas on-line de não caírem na “armadilha da audiência”. O jornal on-line deve se orientar de acordo com o perfil da publicação. </li></ul><ul><ul><li>Ana Lúcia Bush disse que a matéria da Folha on-line mais lida no dia da morte do Papa João Paulo II foi algo relativo a uma possível gravidez de Daniella Cicarelli. Nem por isso ela acha que deveria tirar o Papa da manchete da capa e pôr a celebridade. </li></ul></ul>
  14. 14. O perfil é que sustenta a maior parte da audiência <ul><li>Os jornalistas enfatizaram que o que atrai a maior parte da audiência é o perfil da publicação. </li></ul><ul><li>Ou seja, as matérias sobre o Papa, por exemplo, podem não ser as mais lidas do dia, mas são elas que trazem a massa dos leitores acostumados a ler a Folha. </li></ul><ul><li>O público que visita os sites para notícias sobre polícia, esporte e notícias sobre celebridades é volátil... exceto, obviamente, se o perfil do site seja justamente esse. </li></ul>
  15. 15. Uma sintonia com o público <ul><li>Segundo Antonio Manuel Teixeira Mendes, diretor superintendente do grupo Folha, o jornal captura leitores de acordo com o conteúdo que ele tem. </li></ul><ul><li>Jornalismo de qualidade captura leitor de qualidade. </li></ul><ul><li>Ou seja: cair na tentação da audiência fácil despersonaliza o site jornalístico. </li></ul>
  16. 16. A pressa <ul><li>A pressa também não deve ser inimiga da perfeição no meio on-line. </li></ul><ul><li>É preciso checagem antes de publicar. </li></ul><ul><li>Um site que destrói ou reforma notícias por problemas de checagem deixa a desejar e perde credibilidade junto ao público. </li></ul>
  17. 17. A pressa: uma visão pessoal <ul><li>Uma forma interessante de lidar com a notícia com falhas de informação na internet é publicando, no mesmo arquivo que estava a informação incorreta, uma nota de retificação. </li></ul>
  18. 18. Vídeos <ul><li>Os vídeos têm se mostrado um sucesso na web, mas como deve ser a questão da qualidade? </li></ul><ul><ul><li>Para a jornalista Raquel Almeida, Editora Executiva do Globo Online, sem qualidade, o vídeo não deve ir ao ar. </li></ul></ul><ul><ul><li>A questão da imagem “excelente”, porém, não se mostrou tão problemática para jornalistas como Marta Gleich, do ZH, Marco Chiaretti e Ana Lucia Bush, da Folha Online ( obviamente, um vídeo de má qualidade não tem condições de ir ao ar, mas um vídeo mediano, sim ). </li></ul></ul>
  19. 19. Deve haver um núcleo multimídia? <ul><li>Para Raquel Almeida, a resposta é não. </li></ul><ul><li>Os jornalistas web aprendem a trabalhar o conteúdo multimídia e cada editoria on-line (esporte, nacional, cultura etc) edita o material que vai pôr no ar. </li></ul><ul><li>O que é necessário é um treinamento de equipes. </li></ul><ul><ul><li>No caso da RAC, seria importante que os computadores de toda a equipe on-line tenham capacidade de lidar com multimídia ( tanto exibição de arquivos quanto edição ) </li></ul></ul>
  20. 20. Criação de estúdio <ul><li>Estadão, o Estado de Minas e o Globo montaram estúdios para produzir material multimídia adequado para suas necessidades no on-line. </li></ul><ul><li>Um estúdio permitiria, por exemplo, viabiliza a criação de gravações digitais e mesmo de pequenos spots jornalísticos de tv e áudio. </li></ul><ul><ul><li>Se entendi bem, o estúdio é multiuso nessas redações. Ou seja, as equipes das diversas se revezam para utilizá-lo. </li></ul></ul>
  21. 21. Videochat: uma nova forma de ressuscitar o chat <ul><li>A editora de O Globo destacou que, apesar de o chat estar um tanto quanto superado, a redação tem investido num “revival” dessa fórmula, só que agora mediante webcans, que permitem o videochat. </li></ul>
  22. 22. RSS <ul><li>Segundo a jornalista Ana Lúcia Busch, da Folha Online, 50% da audiência da Folha Online vem atualmente do RSS. </li></ul><ul><li>A indexação de matérias é um dos segredos para as boas performances de audiência do site. </li></ul>
  23. 23. Capa & indexação <ul><li>Segundo vários jornalistas que se apresentaram no seminário, a capa do site é importante, mas não apenas . </li></ul><ul><li>Os indexadores como o Google, além de recursos como rss e newsletter, são fontes importantes para construir uma audiência sólida na web. </li></ul><ul><li>Segundo Ana Lúcia Busch, o público, graças aos indexadores, tem se tornado “editor”, criando hierarquias próprias de notícias, à revelia das capas dos sites. </li></ul>
  24. 24. Notícias chamativas: leitor busca em indexadores <ul><li>Raquel Almeida destacou também que, no caso das notícias de grande procura, muitas vezes o internauta não procura mais o site “X” ou “Y”, mas sim “o fato” em sites de busca como Google. </li></ul><ul><li>Ou seja, mesmo que não haja destaque na capa, o material chamativo ganha destaque facilmente na internet. </li></ul>
  25. 25. Uma capa a cada meia hora? <ul><li>Ana Lúcia Busch comentou, em sua exposição, que a Folha é pressionada por alguns de seus internautas a mudar a capa “a cada meia hora”, o que ela considerou “impossível” diante da própria dinâmica dos fatos. </li></ul>
  26. 26. Os arquivos <ul><li>Ao mesmo tempo em que o internauta busca uma nova capa a cada meia hora, há também uma demanda por arquivos antigos que vem crescendo e o grande desafio atual é como tornar os arquivos mais antigos disponíveis de modo fácil ao mesmo público. </li></ul>
  27. 27. O que é ser multimídia? <ul><li>Raquel Almeida destacou que ser multimídia é “entender os processos de produção ( vídeo, áudio, fotografia e infografia ) e saber combinar os melhores formatos com agilidade e flexibilidade”. </li></ul><ul><li>Ana Lúcia Busch enfatizou também que o jornalista on-line deve evitar adaptações forçadas de conteúdos ( por exemplo: vídeo e texto com pouco nexo ). </li></ul>
  28. 28. O paradoxo do on-line <ul><li>Segundo Raquel Almeida, apesar de todos os potenciais multimídia da internet, o texto ainda é o que predomina, pois serve de base para os sites de busca. </li></ul><ul><li>Nesse contexto, o problema primordial é: como integrar, de modo satisfatório, produção jornalística em mídias diferentes? </li></ul>
  29. 29. Cuidados com a integração <ul><li>A jornalista Marta Gleich, do Zero Hora, recomenda: o meio on-line é o “intruso” nas redações. </li></ul><ul><li>É preciso cuidado e sensibilidade para conseguir adesões na redação. </li></ul><ul><li>Mais de um jornalista que falou sobre a integração on-line/offline afirmou que a adesão aos recursos multimídia deve ser espontânea. </li></ul>
  30. 30. Outra visão sobre a integração <ul><li>Uma outra visão, bem mais traumática do mesmo conceito, é a do jornal britânico Daily Telegraph, que impôs aos jornalistas que produzissem para o on-line e o impresso, além do multimídia: o processo resultou em 280 demissões em 18 meses. </li></ul><ul><ul><li>A experiência foi citada com poucas restrições por Josemar Gimenez (Estado de Minas e Correio Braziliense) e criticada por Marco Chiaretti (Estadão). </li></ul></ul>
  31. 31. Qual o espaço do papel? <ul><li>A jornalista Marta Gleich recomendou que, no ambiente atual, a web deve ficar cada vez mais voltada a conteúdos ou factuais ou diferenciados , enquanto que ao impresso fica a função de aprofundar a análise e a contextualização. </li></ul><ul><li>Essa característica de factualidade, segundo Ana Lúcia Busch, não deve também fazer com que o jornalismo on-line deixe de ser um jornalismo contextualizado, mas essa contextualização pode ser multimídia ... </li></ul>
  32. 32. Cross media <ul><li>A jornalista Raquel Almeida destacou que o site de O Globo tem desenvolvido “cross media” (interação) com o conteúdo impresso. </li></ul><ul><li>Exemplo: jornal remete ao site (veja filme), e site remete a jornal (leia em O Globo). </li></ul>
  33. 33. O que significa integrar? <ul><li>Segundo a jornalista Ana Lúcia Busch, Diretora Executiva da Folha Online, integrar redações online e offline significa: </li></ul><ul><ul><li>Pensar junto </li></ul></ul><ul><ul><li>Produzir junto </li></ul></ul><ul><ul><li>Distribuir separadamente </li></ul></ul><ul><ul><li>Não ter medo de se sobrepor (sobrepor sempre que for necessário) </li></ul></ul><ul><ul><li>Diversificar </li></ul></ul>
  34. 34. Integrar para reduzir custos pode ser perigoso... <ul><li>Antonio Manuel Teixeira Mendes afirma que “a integração de redações como forma de reduzir custos deve acontecer evitando submeter uma mídia a outra e respeitando as especificidades de cada uma”. </li></ul>
  35. 35. Na próxima aula... <ul><li>Vamos falar um pouco mais da importância da participação do público e das manifestações multimidiáticas mais freqüentes nos dias de hoje. </li></ul>

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